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sexta-feira, 29 de abril de 2011

Análise do texto “Janela sobre a Palavra (IV)”, de Eduardo Galeano

Veja abaixo como a professora Simone Bueno, que leciona para 5ª série, trabalhou com o texto do escritor Eduardo Galeano junto com o jornal. Ela é de Ponta Grossa/PR e faz parte do projeto Vamos Ler, desenvolvido pelo Jornal da Manhã.


Escola: Escola Estadual Francisco Pires Machado

Cidade: Ponta Grossa/PR

Professora: Simone Bueno

Turma: 5ª série



Resumo: "Magda Lemonnier recorta palavras nos jornais, palavras de todos os tamanhos, e as guarda em caixas. Numa caixa vermelha guarda as palavras furiosas. Numa verde, as palavras amantes. Em caixa azul, as neutras. Numa caixa amarela, as tristes. E numa caixa transparente guarda as palavras que têm magia. Às vezes, ela abre e vira as caixas sobre a mesa, para que as palavras se misturem do jeito que quiserem. Então, as palavras contam para Magda o que acontece e anunciam o que acontecerá."



Objetivo e Metodologia: Após leitura e interpretação do texto, foi realizada uma discussão sobre o significado e sensação que cada palavra carrega consigo. Os alunos citaram palavras que consideravam furiosas, amantes, neutras, tristes e mágicas. No final, os alunos chegaram à conclusão de que quando as palavras se misturavam elas formavam frases. Então foram convidados a encontrarem no jornal um exemplo de cada tipo de palavra. Essas palavras deveriam ser selecionadas, recortadas e coladas em caixas desenhadas em uma folha de papel e colorida de acordo com a classificação dada no texto. Após a colagem os alunos deveriam montar uma frase em que as cinco palavras aparecessem. Os resultados ficaram bem interessantes e alguns bastante criativos. Com a atividade pude perceber quais alunos tinham bem clara a noção de frase.


Resultados Alcançados: "Achei bastante enriquecedor conciliar uma interpretação de texto com o jornal e, posteriormente, com um conteúdo específico da disciplina. Acredito que a atividade tenha se tornado bastante significativa para os alunos." (Professora Simone)

Vídeos educativos

Instituto Ayrton Senna e Todos Pela Educação lançam "Caminhos para melhorar o Aprendizado"



O Instituto Ayrton Senna e o movimento Todos Pela Educação lançaram ontem, dia 28 de abril, Dia da Educação, o projeto “Caminhos para melhorar o aprendizado”. Resultado de uma extensa análise coordenada pelo pesquisador Ricardo Paes de Barros, o trabalho conta com um site (www.paramelhoraroaprendizado.org.br) que apresenta as principais conclusões de 165 estudos nacionais e internacionais com base empírica e tratamento estatístico sobre os impactos de políticas de Educação no aprendizado dos alunos.

O site apresenta uma síntese destes estudos que busca identificar, isolar e analisar o impacto de diversas características do sistema educacional, das escolas e dos professores sobre o aprendizado dos alunos, especialmente em Matemática e Linguagem. Ao todo são apresentados 25 verbetes com importantes políticas educacionais e organizados em cinco grandes áreas:


1) recursos da escola;

2) plano e práticas pedagógicas;

3) gestão da escola;

4) gestão da rede de ensino; e

5) condições das famílias.

“O objetivo deste estudo é organizar e apresentar de forma ordenada o que este vasto conjunto de estudos científicos tem a dizer sobre o desenho de políticas públicas voltadas à promoção do aprendizado em escolas e sistemas educacionais brasileiros”, explica Paes de Barros, que é também membro da Comissão Técnica do Todos Pela Educação e da Academia Brasileira de Ciências.

O projeto analisou diversos fatores que podem influenciar no aprendizado dos alunos, como a habilidade cognitiva do professor e a garantia das condições básicas para a frequência escolar e o sucesso dos alunos. As pesquisas selecionadas buscam a relação de causa e efeito e apresentam o impacto dos fatores, isoladamente, sobre o desempenho educacional.

“É um trabalho que tem o objetivo de contribuir para a implementação de políticas públicas possíveis e positivamente impactantes e também de propor um debate com todos os interessados, para que seu conteúdo possa ser melhorado continuamente”, explica Viviane Senna, presidente do Instituto Ayrton Senna e coordenadora da Comissão Técnica do Todos Pela Educação. “O impacto de muitas das políticas apresentadas nesse trabalho é mais fortemente dependente da vontade polític a e da competência técnica para serem realizadas do que de recursos adicionais. É o caso das políticas de cumprimento do calendário escolar, por exemplo, com altíssimo impacto no desempenho dos alunos”, completa.

Alguns possíveis “caminhos”
Entre os resultados das análises destes estudos, destacamos quatro:

1 - Qualidade do professor

Segundo Paes de Barros, os estudos realizados na última década deixam claro que a qualidade do professor tem grande impacto sobre o desempenho educacional dos alunos. Um aluno que tem um bom professor (um docente entre os 20% melhores da rede) pode aprender durante um ano letivo 68% a mais do que se tivesse um professor ruim (entre os 20% piores da rede).

2 - Tamanho da turma

As evidências apontam que uma redução média de 30% no tamanho da turma leva a um aumento de 44% no que tipicamente um aluno aprende ao longo de um ano. O impacto da redução da quantidade de alunos por turma depende do tamanho original do grupo. Reduzir uma turma grande gera mais impacto sobre o aprendizado do que fazer o mesmo em uma turma que já é pequena.

Além disso, os efeitos variam de acordo com o ano escolar. Estudos apontam que para o 6º ano do Ensino Fundamental, por exemplo, os resultados são significativos em classes que tenham mais de 30 alunos. Para o Ensino Infantil, por exemplo, os efeitos dessa redução já começam a aparecer a partir de 20 alunos.

3- Composição das turmas

Se as escolas devem agrupar os alunos em turmas homogêneas ou heterogêneas é um tema controverso, sobretudo porque cada tipo de composição de turmas tem suas vantagens e desvantagens.

A escola tem como objetivos desenvolver habilidades principalmente em duas dimensões: cognitiva (que chamamos aqui de aprendizado) e social e de cidadania. Como o recorte desse projeto é o de estudar o impacto no aprendizado, os estudos indicam que, mantendo-se constante a qualidade do professor e do material didático, o fato de estar em uma turma homogênea aumenta o aprendizado, tanto no Ensino Fundamental como no Médio. O ganho no desempenho médio equivale a 35% do que um aluno aprende tipicamente em um ano.

4 - Calendário escolar

Há evidência científica de que não cumprir os dias letivos previstos pode aumentar a taxa de repetência, especialmente dos alunos de pior desempenho. Uma das explicações para esse resultado é que, para cumprir o currículo estipulado em um ano letivo mais curto, o professor aumenta o ritmo das aulas, passando maior volume de conteúdo em menos tempo, o que prejudica o aprendizado, principalmente, o dos alunos que apresentam maior dificuldade. Outra explicação é que o currículo é apenas parcialmente cumprido.

Os estudos – a literatura disponível concentra-se nos primeiros anos do Ensino Fundamental – apontam que, levando-se em conta um absenteísmo médio de 5% em relação ao calendário anual, um dia que o professor deixa de faltar aumenta a proficiência do aluno o equivalente a 4% do aprendizado médio anual. Em ambientes onde a taxa de absenteísmo é mais alta, o impacto na proficiência de um dia a mais de aula pode ser ainda maior.

Metodologia
O projeto “Caminhos para melhorar o aprendizado” foi elaborado a partir de evidências sobre o que é ou não eficaz para melhorar o aprendizado dos alunos.

Um grupo de 17 pesquisadores de quatro renomadas universidades brasileiras – Fundação Getúlio Vargas (FGV/SP), Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec/RJ), Universidade de São Paulo Universidade (USP) e Federal de Minas Gerais (UFMG) - coordenado pelo pesquisador Ricardo Paes de Barros, analisou cerca de 600 pesquisas e selecionou as que cumpriram com os critérios técnicos definidos pela equipe para compor os verbetes e recomendações.


Foram considerados apenas os estudos com amostra de pelo menos 2.000 pessoas ou com 100 escolas/sistemas educacionais. Todas as pesquisas que não incluíam alguma forma de controle para o ambiente socioeconômico ou que não apresentavam medidas precisas das estimativas de impacto foram excluídas.


Os estudos que tratam do contexto nacional tiveram prioridade. Todos eles foram publicados em algum periódico científico (brasileiro ou internacional), em livro (ou em algum capítulo de livro), em dissertações de mestrado ou teses de doutorado, em artigos apresentados em congressos científicos ou em textos para discussão.


Com relação às pesquisas internacionais, foram consideradas apenas as publicadas como artigos em periódicos científicos, em livros (ou capítulo) ou as citadas em artigo de periódico científico. No caso dos textos para discussão, só os publicados pelo National Bureau of Economic Research (NBER) entraram nesse primeiro levantamento.

Cento e sessenta e cinco estudos (140 internacionais e 25 nacionais) atenderam aos rígidos critérios de seleção. E são estes estudos que formam a base dos 25 verbetes que compõem o site "Caminhos para melhorar o aprendizado". Cada um desses verbetes é composto por um resumo, que reúne as conclusões das pesquisas, suas limitações e possibilidades de ação. Também há notas técnicas detalhadas sobre a confiabilidade dos estudos, a possibilidade de generalização para outros contextos e a bibliografia utilizada.



Fonte: Todos pela Educação/Instituto Ayrton Senna

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Menos é Mais! Usando mídia social para inspirar uma escrita concisa

Compartilhamos dica de Plano de Aula do New York Times sobre como usar as mídias sociais para escrver mais e concisamente!

Less Is More: Using Social Media to Inspire Concise Writing

By Shannon Doyne and Holly Epstein Ojalvo

Overview | How can online media like Twitter posts, Facebook status updates and text messages be harnessed to inspire and guide concise writing? In this lesson, students read, respond to and write brief fiction and nonfiction stories, and reflect on the benefits and drawbacks of “writing short.”

Materials | Slips of paper with brief stories (see below; one per student), computers with Internet access

Warm-Up | Before class, select six-word love stories from The Times’s Well blog, in the post itself and in the reader comments, to share with students. (You can find more stories in the same vein at the Web site Dear Old Love and Smith Magazine’s Six-Word Memoirs.)

To use fictional stories instead of or alongside memoirs, include the following “short short story” by Ernest Hemingway, along with stories posted on the Web site inspired by it, Six Word Stories:

For sale: baby shoes, never used.

Print your selected stories on slips of paper and distribute them to each student. Whip around, with each student reading aloud the story on his or her slip. Tell each reader to pause before beginning, to allow classmates to absorb what the previous reader shared.

Then lead a discussion, using questions like these: What do these stories have in common? Which one caught your attention most? Why? Who are the speakers? What tones did these stories strike? How did it feel to hear stories that are only six words long? Do you think it would be easier or more difficult to write a six-word tale as opposed to a more developed memoir or story? Why?

Next, have students get into pairs and rewrite a familiar story, like a fairy tale or nursery rhyme, a classic novel, a popular film or a text they read in class, in six words. Can they do it? How many words do they need? Ten? Twenty? Are their creations humorous, or direct summaries?

After five minutes, have the pairs share their writing with the whole group. Wrap up by discussing the process and the effect: What is lost, and gained, by adhering to strict and brief word limits? What skills are engaged in writing concisely as opposed to developing an idea? What choices did they have to make? How is the effect different on the reader? How easy or difficult was this task? Why?

Related | In the Op-Ed “Teaching to the Text Message,” Andy Selsberg of the Dear Old Love blog writes about the importance of mastering concision:

I’ve been teaching college freshmen to write the five-paragraph essay and its bully of a cousin, the research paper, for years. But these forms invite font-size manipulation, plagiarism and clichés. We need to set our sights not lower, but shorter.

I don’t expect all my graduates to go on to Twitter-based careers, but learning how to write concisely, to express one key detail succinctly and eloquently, is an incredibly useful skill, and more in tune with most students’ daily chatter, as well as the world’s conversation. The photo caption has never been more vital.

And in “How Do I Love Thee? Count 140 Characters” by Randy Kennedy, the focus is on the literary potential of the Twitter post:

But there’s evidence that the literary flowering of Twitter may actually be taking place. The Twitter haiku movement — “twaiku” to its initiates — is well under way. Science fiction and mystery enthusiasts especially have gravitated to its communal immediacy. And even litterateurs, with a capital L, seem to be warming to it.

Read the articles with your class — both of which are brief! — using the questions below.

Questions | For discussion and reading comprehension:

  1. How does Andy Selsberg propose that colleges should change their writing courses? Why?
  2. How long has Twitter been around?
  3. How has the literary writing produced or inspired by Twitter evolved in this time?
  4. What are some examples?
  5. What do you think about Twitter as a general means of communication and as an outlet for creative writing like poetry and fiction?
Activity | Here are four activity ideas for teaching concise writing, all based on Twitter; the ideas can easily be adapted for, say, Facebook status updates or text messages. Each one is, of course, described briefly.

Personal Writing: Students write a series of Twitter-esque personal “essays” (140 characters maximum, including spaces and punctuation). Topic ideas include the school year, life lessons, relationships and personal goals. Each one can be stand-alone, or each post can be part of a series. They might do this, for example, for personal writing or in the context of developing college essay ideas. They then develop one or more selected posts into a longer piece. Afterward, debrief: How did starting off by writing brief expressions of their ideas contribute to their writing process?

Authentic Writing: Taking a page from Andy Selsberg, students find ways to contribute meaningfully and authentically to the world of the Web. Ideas include, as Mr. Selsberg suggests, writing descriptions to “sell” an item of used clothing on eBay, commenting on a YouTube video or contributing a product review on a site like Amazon, as well as participating in our daily Student Opinion discussions. Establish guidelines for good Web citizenship. Have students read each other’s posts and provide helpful feedback. How was this activity different from writing academic essays that only the teacher reads?

Poetry: Students read the Twitter poems by Billy Collins, Claudia Rankine, Elizabeth Alexander and Robert Pinsky. They then write their own original “Twitter poems” or rewrite a classic poem or one of their own poems in 140 characters or fewer. They can also look further into the history and impact of brief poems, like Ezra Pound’s “In a Station of the Metro” and William Carlos Williams’s “So Much Depends.”

Creative Writing: Students write pieces inspired by so-called Twitter novels and cellphone novels, either by writing the equivalent of an original story or novella 140 characters at a time, or by “crowd-sourcing” the work, by having each student contribute a line, in turn, to a class novel.

Literature: As they read a literary text, students compose and share brief related online posts. To do this, have the class sign up for Twitter (note that they can “protect their tweets” so that only approved Twitter users can see their posts) or use a class blog, like a Ning, or Facebook page. Options for how to do this include the following:

  • Each student or pair posts in the voice of an assigned character, sharing the character’s thoughts and feelings as the story progresses.
  • Students use this format to do a “quotes, questions, comments” activity, in which they regularly post favorite or notable quotations, questions they have about the text or comments or observations on the material.
  • Students hold an ongoing informal discussion in this format, sharing personal responses to the text and responding to one another.

Going Further | Students continue to experiment with how to use Twitter, Facebook, text messaging and other digital resources as writing format, writing fodder or both. Sources of inspiration for this might include The Times’s “Missed Connections” series, in which posts on Craigslist are presented as found poems.

Students might also follow selected writers and poets on Twitter, like Judy Blume.

And for more ways to integrate technology into your practice, see our page on teaching with and about technology.

Standards | This lesson is correlated to McREL’s national standards (it can also be aligned to the new Common Core State Standards):

Language Arts
1. Uses the general skills and strategies of the writing process
2. Uses the stylistic and rhetorical aspects of writing
3. Uses grammatical and mechanical conventions in written compositions
5. Uses the general skills and strategies of the reading process
6. Uses skills and strategies to read a variety of literary texts
7. Uses skills and strategies to read a variety of informational texts
8. Uses listening and speaking strategies for different purposes
10. Understands the characteristics and components of the media

Technology
3. Understands the relationships among science, technology, society and the individual
4. Understands the nature of technological design
5. Understands the nature and operation of systems
6. Understands the nature and uses of different forms of technology

Fonte: New York Times

Para refletir criticamente sobre a publicidade

Compartilhamos Plano de Aula do New York Times para os professores dicutirem publicidade com seus alunos.

On the Market: Thinking Critically About Advertising

By Annissa Hambouz and Holly Epstein Ojalvo - News York Times

Overview | How are food and beverage marketers blurring the line between advertising and entertainment to engage young consumers, and why does this concern nutrition experts and children’s advocates? To what extent are product-related games, quizzes and apps making children both recipients and tools of marketing? In this lesson, students consider various forms of advertising, then keep logs of the ads and other branded content they encounter in a specified period, and reflect on their experiences with marketing.

Materials | Computers with Internet access, copies of or links to examples of advertisements and commercials (see below for details)

Warm-Up | Before class, display the following three-question quiz on the board or distribute it in a handout:

1. It is conservatively estimated that children influence more than $_______________ in food and beverage purchases each year in the United States.
a. 10 million
b. 50 million
c. 50 billion
d. 100 billion

2. In February, the McDonald’s sites HappyMeal.com and McWorld.com received a total of ______________ visitors, around half of whom were under 12.
a. 7,000
b. 70,000
c. 700,000
d. 7 million

3. General Mills’s Lucky Charms site, with virtual adventures starring Lucky the Leprechaun, had __________ visitors in February.
a. 27,000
b. 57,000
c. 157, 000
d. 227,000

Have students answer the questions individually or with a partner. Call on several to volunteer their guesses, and then share the correct responses (1. d; 2. c; 3. d), and then explain that these sentences were all taken from the article they will be reading in class. Ask students if they find any of these numbers surprising.

Next, poll the class. Ask for a show of hands for each of these questions, and tally responses on the board: Have you ever played a game, taken a quiz or used an app related to a food, drink or other product? Have you ever “liked” a product on Facebook? Ask some students to share which products they have engaged with in interactive ways online, and why. List them on the board.

Ask: What do you notice about the list? Have you been more apt to buy, or ask your parents to buy, products associated with these interactive features? Or were you already dedicated consumers of these products?

You might also ask them to speculate on how students their age interacted with products, so to speak, 10 or 20 years ago, and explain that while many companies have had product-related Web sites for the last decade, interactive games, online quizzes and apps geared to children, and product pages on Facebook, are much more recent creations. (Note that Facebook started up in 2004 and the iPhone went on the market in 2007, and that their parents may well have grown up, largely, before the Internet became part of mass culture.)

Ask: How do you think things are different today than they were when ads were limited largely to print, display, radio and television? Tell students to keep this contrast in technology in mind as they read today’s article.

Related | In the Business Day article “In Online Games, a Path to Young Consumers,” Matt Richtel reports on the way food and beverage companies are advertising their products using interactive media to build deep ties with young consumers:

Critics say the ads, from major companies like Unilever and Post Foods, let marketers engage children in a way they cannot on television, where rules limit commercial time during children’s programming. With hundreds of thousands of visits monthly to many of these sites, the ads are becoming part of children’s daily digital journeys, often flying under the radar of parents and policy makers, the critics argue.

“Food marketers have tried to reach children since the age of the carnival barker, but they’ve never had so much access to them and never been able to bypass parents so successfully,” said Susan Linn, a psychiatry instructor at Harvard Medical School and director of the Campaign for a Commercial-Free Childhood, an advocacy coalition. Ms. Linn and others point to many studies that show the link between junk-food marketing and poor diets, which are implicated in childhood obesity.

Read the entire article with your class, using the questions below.

Questions | For discussion and reading comprehension:

  1. Why are nutrition experts and children’s advocates concerned about the latest developments in food and drink marketing, according to the article?
  2. How is television advertising different from online advertising?
  3. What does Kelly Brownell mean when he says that children are not only the recipients of marketing, but also the tools of marketing?
  4. What does the term “360-degree marketing” mean, and what are some examples?
  5. What do you think about the fact that companies are getting smarter about the way they advertise to young consumers (e.g., games, quizzes, apps, social media)? Why?

Activity | Break the class into small groups and give each group one kind of product advertisement to peruse, with one or two examples. Here are suggestions:

  • Print ads from magazines and newspapers
  • Display ads, like billboards and kiosks
  • Television commercials, like the 2011 Super Bowl commercials
  • Product placements in movies and television shows
  • Radio spots
  • Internet ads, like clickable ads and splash pages on Web sites
  • Internet Web sites for products
  • Online games and quizzes for products
  • Product apps for cellphones or tablets
  • Social media campaigns, like product Twitter feeds and Facebook pages

Each group should prepare to introduce the advertising form to the class and provide a brief overview of how the advertiser uses the form to appeal to the audience. How compelling did the class find each ad? Why?

When students are familiar with various types of ads, tell them that they will track, individually, the frequency with which they encounter advertising, by keeping a log of all ads in all forms that they encounter in a specified time period. Suggestions include one afternoon and evening, from when school lets out until they go to bed; a 24-hour period; or over the course of a weekend.

For each one, they should note:

  • The time of day.
  • The name of the product or service and the company.
  • The type of ad or branded content (e.g., billboard, multimedia game, online quiz, TV commercial, product placement in a movie or show, splash ad on a Web site).
  • Where they saw it (e.g., name of Web site, TV channel, side of a building).

Going Further | When logs are complete, students write reflection papers on the advertising they encountered, noting the patterns they noticed with respect to number, frequency, type of ad and type of product, and their own reactions to the ads of their choice.

Questions for students to consider include these: Did any put them off for any reason? Did any particularly compel or engage them? Did they find themselves wanting to purchase or experience any of the products or services? If so, can they figure out why? How did the ads “target” them? Which engaged them as “tools”?

They might include a section on food and drink advertising, and the connection they see between the ads they encounter and their personal nutrition habits.

Finally, they might note whether, after this experience, they think they will be more likely, less likely, or just as likely to use product-related games, quizzes or apps or visit product pages at social networking sites like Facebook or Twitter, and why.

If desired, students can share their thoughts on our Student Opinion question “How Much Are You Influenced by Advertising?”

To go even further, they might also check out Morgan Spurlock’s documentary “The Greatest Movie Ever Sold,” which looks at the blurred line between advertising and entertainment, or the 2001 PBS report “The Merchants of Cool” to see just how much youth marketing has changed over the last decade, and write a review.

And to go in a slightly different direction, move beyond advertising to personal media habits and have students track their use of digital media. How much of their total personal media consumption consists of engagement with advertising versus interpersonal communication, entertainment, learning and other activities? Can they definitively separate engagements with advertising from other activities? When and were are the lines blurred? Have they considered “unplugging” and going “screen free” for, say, a week?

Standards | This lesson is correlated to McREL’s national standards (it can also be aligned to the new Common Core State Standards):

Language Arts
1. Uses the general skills and strategies of the writing process
5. Uses the general skills and strategies of the reading process
7. Uses general skills and strategies to understand a variety of informational texts
8. Uses listening and speaking strategies for different purposes

Arts and Communication
1. Understands the principles, processes and products associated with arts and communication media
2. Knows and applies appropriate criteria to arts and communication products
3. Uses critical and creative thinking in various arts and communication settings
4. Understands ways in which the human experience is transmitted and reflected in the arts and communication

Behavioral Studies
1. Understands that group and cultural influences contribute to human development, identity and behavior

Business Education
43. Understands the roles of marketing and the impact of marketing on the individual, business and society
44. Understands how external factors and competition influence or dictate marketing decisions
46. Understands characteristics of a market and strategies used to deal with a diversified marketplace

Life Skills: Working With Others
1. Contributes to the overall effort of a group
4. Displays effective interpersonal communication skills

Technology
6. Understands the nature and uses of different forms of technology

Health
1. Knows the availability and effective use of health services, products and information
2. Knows environmental and external factors that affect individual and community health
6. Understands essential concepts about nutrition and diet
7. Knows how to maintain and promote personal health

Fonte: New York Times- 25/04/2011

28 de Abril - Dia Nacional da Educação Aluno deve ser estimulado a refletir no processo de redação


Não dá para dizer qual seja a maior dificuldade da escrita, mas é possível perceber que se tornar em sujeito-autor do próprio texto, tanto para um adulto quanto para uma criança, é um trabalho árduo de encontro consigo mesmo e de liberação. Uma das maiores dificuldades em escrever, segundo Eliane Aguiar, doutora em Educação, “é se libertar dos padrões escolares tanto no aprendizado quanto no momento da escrita”.

Em sua tese Eliane procura estabelecer um diálogo que envolva escrita,autoria e ensino a fim de estabelecer como se constitui o sujeito autor dentro do contexto escolar. Para ela, “a questão da autoria não se refere apenas a como o autor se posiciona em relação a um ou outro assunto, mas como ele coloca em palavras, por meio de um processo árduo e de grande responsabilidade, o que ele mesmo vê do mundo.”

Para realizar sua pesquisa a educadora reuniu estudantes, de sexto a oitavo anos de uma escola particular de São Paulo. A escolha dos alunos ficou por conta dos professores, porém, para dar início a qualquer atividade, a anuência de cada um dos participantes foi essencial. “A liberdade deveria começar do querer estar ali”, conta a educadora.

Durante o estudo foram feitas perguntas relacionadas à produção textual desenvolvida pelos professores de língua portuguesa em sala de aula. Como eram feitas essas atividades, quais as dificuldades encontradas, além de outras atividades produtivas com a própria pesquisadora. Houve ainda entrevistas pessoais sobre todas as atividades dentro e fora da escola que tivessem relação com a escrita.

Ao longo da coleta de dados, porém, os participantes foram aos poucos desaparecendo. Alguns diziam que não tinham mais tempo para ir aos encontros, alegavam excesso de atividades escolares e extraescolares. Outros, simplesmente, sumiram.

Metodologia errada
“As desitências foram inquietantes”, relata a pesquisadora. “Entretanto, não puderam ser elucidadas, porque era necessário um afastamento para perceber que a escolha metodológica estava inadequada para a proposta da pesquisa.”

As metodologia utilizada por Eliane, não idêntica, mas parecida com as práticas de produção textual escolar, nem sempre conseguiram ser criativas e estimulantes de maneira que acabaram por gerar o desinteresse de muitos participantes.

O que atravanca o processo da escrita?
Livros didáticos que dividem os gêneros discursivos podem também trazer o passo a passo da escrita e incentivar a leitura. Porém, não conseguem conceder à criança a possibilidade de imprimir uma voz própria no texto, mesmo porque são atividades controladas.Faltam oficinas que envolvam o aluno no processo de redigir textos, que possibilitem reflexão e que, de alguma maneira, gerem interesse em escrever. Nesse contexto, sujeitos-autores genuínos podem passar ao automatismo das regras.

Dos sete participantes da pesquisa, apenas duas estudantes se destacaram como “sujeito-autor”. Uma delas, pela consciência que tinha sobre temas externos à escola, sobre o que viria a ser uma pesquisa, sobre o porquê participar e pelo prazer que já tinha de escrever. A segunda, devido ao gosto da escrita que desenvolveu para não se sentir tão sozinha, como filha única. “Esta aluna escrevia histórias em capítulos e a pesquisa serviu para estimular mais a escrita em casa, a que dava mais prazer.”

A tese Escrita, autoria e ensino: um diálogo necessário para pensar a constituição do sujeito-autor no contexto escolar, foi defendida, em 2010, na Faculdade de Educação e orientada pela professora Alice Vieira, do Departamento de Metodologia do Ensino e Educação Comparada. da FE.

Fonte: Agência USP de Notícias/ Por Sandra O. Monteiro - sandra.monteiro@usp.br

Ler Para Crescer: Crianças aprendem sobre jornal na escola

O estudante do segundo ano de jornalismo Rafael Rodrigues Siqueira, de Penápolis, conseguiu aliar o sonho de sua vida, ser jornalista, com um trabalho diferente dentro do voluntariado. Ele participa do Programa "Escola da Família" na Escola Estadual Joana Helena Marques, naquela cidade.

Lá, Rafael ensina para os alunos diversas maneiras de se trabalhar com o jornal na escola. Sua inspiração tem sido o trabalho do Programa Ler para Crescer da
Folha da Região, que ele conheceu por meio da professora Ayne Regina Gonçalves Salviano, coordenadora do projeto.

Segundo Rafael, a ideia de mostrar e trabalhar com o jornal surgiu a partir de uma aula sobre fanzine ministrada pela professora.
"O interessante é que além de eu treinar meus conhecimentos com os estudantes, consigo passar para eles uma nova forma de leitura e inteirá-los sobre assuntos que acontecem diariamente", explica Rafael.

Ele conta que os participantes do programa se interessam especialmente pelas construções de textos e também pela divulgação dos materiais realizados. "As crianças percebem que tudo o que escrevem pode ser visto por diversas pessoas. Assim, ficam contentes e empolgadas com realização do trabalho", afirma o voluntário.

Ver mais no site http://www.folhadaregiao.com.br/

Fonte: Ler para Crescer - Folha da Região

28 de Abril - Dia Nacional da Educação Convergência de mídias é tema de fórum de professores

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) sediou o primeiro encontro do ano do Fórum Permanente de Desafios do Magistério, realizado pela Faculdade de Educação da instituição, Associação de Leitura do Brasil (ALB) e pelo projeto Correio Escola Multimídia, do Grupo RAC.

Cerca de 800 professores estiveram reunidos no Centro de Convenções para a discussão do tema Leitura e Convergência de Mídias. Os palestrantes enfatizaram a necessidade do uso de veículos de comunicação na escola, sempre acompanhados de uma reflexão sobre os modos de produção e a contextualização das informações.

“É preciso levar a reflexão aos alunos, pensar de que forma reafirmamos discursos e construímos outros em cada uma das mídias”, explicou Rosa Fischer, professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O coordenador de jornalismo do projeto Correio Escola Multimídia e professor da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), Fabiano Ormaneze, lembrou a potencialidade da internet na construção da democracia, desde que associada ao diálogo entre várias fontes de informação.

“O ambiente multimídia só será um espaço cidadão quando o internauta estiver formado para comparar visões e abordagens, em diferentes sites informativos.” O projeto foi representado também pela professora Elizena Cortez, da equipe pedagógica, que mediou palestra de Andréa Pimentel Karan.

Fonte: Correio Escola

28 de ABril - Dia Nacional da Educação “É preciso novas formas de levar aprendizado ao aluno”

Compartilhamos entrevista feito pelo jornal Diário Catarinense a Andreas Schleicher, Diretor para Educação da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A entrevista foi publicada hoje, 28 de abril de 2011!

Responsável pelo Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), o alemão Andreas Schleicher aponta o desafio do educador é lidar com a diversidade em sala de aula. Mais do que isso: ele deve personalizar o aprendizado para que todos tenham as mesmas chances de sucesso.

Diário Catarinense – Qual é o papel do professor do século 21?

Andreas Schleicher – O professor precisa equipar seus alunos com as competências que eles necessitam para se tornarem cidadãos ativos e trabalhadores do século 21. Ele precisa ser capaz de personalizar experiências de aprendizagem para garantir que todos os alunos tenham as mesmas chances de sucesso e deve conseguir lidar com a crescente diversidade cultural em sala de aula.

DC – Que características deve ter esse professor para que consiga cumprir bem esse papel?

Schleicher – Uma forma de responder isso é contrastar o que se esperava dos professores no passado e o que se espera deles agora. No passado, diferentes alunos eram ensinados de forma similar. Hoje, espera-se que os professores abracem a diversidade com práticas pedagógicas diferenciadas. No passado, o objetivo era padronizar. Hoje, é personalizar experiências educacionais. O passado era centrado no currículo. O presente é centrado no aluno.

DC – O que isso significa?

Schleicher – Os professores têm de reconhecer que as pessoas aprendem de maneira diferente. Eles precisam promover novas formas de levar o aprendizado ao aluno, mais propícias ao seu progresso. Uma geração atrás, eles sabiam que o que ensinavam duraria para a vida toda. Hoje, os sistemas educacionais precisam capacitar as pessoas para que se tornem aprendizes perenes, para gerir formas complexas de pensar e de trabalhar. Isso exige professores diferentes. Quando o ensino se resumia a comunicar conteúdos pré-fabricados, os países podiam ter professores de baixa qualidade. Hoje, o ensino exigido depende de professores com alto nível de conhecimento, em constante crescimento e que entendam de sua profissão. Para atraí-los, é preciso escolas com normas de gestão no lugar de formulários burocráticos, com status, remuneração, autonomia profissional e educação de alta qualidade e com sistemas eficazes de avaliação de professores e planos de carreira diferenciados.

DC – No Brasil, onde o índice de analfabetismo é alto, que tipo de professor o aluno precisa?

Schleicher – O Brasil tem feito progressos significativos. Poucos países na América do Sul progridem em ritmo semelhante. O desafio é equipar os professores para uma aprendizagem eficaz. Isso exige repensar muitos aspectos, entre eles como otimizar os sistemas de recrutamento para que selecionar os candidatos mais qualificados, como estruturar sua remuneração e dar aos de melhor desempenho oportunidade para obter mais status e responsabilidade.

28 de Abril - Dia Nacional da Educação - Mãe e Filha: Estilos de Aprendizagem Diferentes

Veja abaixo o depoimento de uma mãe sobre como mudou seu estilo de ensinar tarefa às filhas quando descobriu que seu estilo de aprender era diferente do delas. A mãe chama-se Chris Ferreira e é autora do blog Inventando com a Mamãe, de onde retiramos o texto abaixo.

"Sempre gostei muito de acompanhar as minhas filhas na sua vida escolar. Fico atenta ao conteúdo que está sendo trabalhado. Fazemos brincadeiras, jogos, passeios, histórias, assistimos filmes e programas de TV, lemos livros que abordem o assunto. De forma lúdica, vou estudando com elas.

Acontece que elas começam a crescer e as matérias da escola aumentam consideravelmente de volume e complexidade. Aí as possibilidades de brincadeiras vão diminuindo.

Foi nesse momento que comecei a sentir uma certa dificuldade em ajudar a Ana Luiza. Percebi que a minha forma de explicar não se encaixava com a forma que ela entende as coisas. Percebi que eu e a Ana Luiza temos formas distintas de perceber as coisas, de organizar as ideias e de reter as informações.

Busquei ferramentas que me possibilitassem identificar o meu estilo de aprendizagem e o dela. Com isso eu poderia encontrar onde estava o problema e buscar uma maneira mais adequada para ajudar a Ana Luiza a estudar.

Encontrei duas ferramentas que me ajudaram muito

A primeira fala dos Estilos Predominantes de Aprendizagem e descobri:

Meu estilo: Concreto e Em grupo - Eu aprendo com a prática e com a troca de experiência
Estilo da Ana Luiza: Abstrato e Individual - Ela aprende com leitura e reflexão, tempo para pensar no assunto

A segunda foi através da PNL (Progamação Neurolinguística) que diz que usamos os nossos sentidos para re-apresentar o mundo para nós mesmos. E observando a nossa linguagem percebi:

Eu sou visual. Consigo ser tão visual que falo: Você viu aquele barulho?
Ana Luiza é auditiva.

Percebi que devido ao meus estilos eu usava com a Ana Luiza o que surtia efeito em mim. Explicava para as matérias em forma de desenhos, escrevendo, exemplificando com situações práticas, sugerindo experimentações. Isso não dava resultado e eu não entendia porque.

A partir daí mudei a forma para explicar. Comecei a utilizar mais leitura de textos, conversas, momentos de reflexão, tempo para ela pensar e me explicar do jeito dela.

Tem sido bem mais fácil. Algumas matérias como Geografia, Ciências, História e Português estão totalmente nos conformes. Agora, explicar Matemática de uma forma abstrata tem sido um grande desafio".

Fonte: Inventando com a Mamãe

terça-feira, 26 de abril de 2011

Liberdade de Imprensa


Liberdade de Imprensa é um assunto de toda sociedade que quer viver em uma democracia, em um país livre. Discuta, reflita e levante a bandeira de uma imprensa livre!

3 de Maio - Dia Mundial da Liberdade de Imprensa


3 de Maio é o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. Não deixe de debater esse tema na escola, com seus amigos e parentes. Uma democracia precisa de uma imprensa livre!

Faça download de materiais sobre o tema no site da Associação Mundial de Jornais e Editores de Notícias (WAN-IFRA), que disponibilizou charg
es, entrevistas e banners. Há sugestões de atividades para a sala de aula e você também pode mostrar que defende a liberdade de imprensa colocando um banner em seu site, blog ou portal.

Para isso, basta acessar o endereço: http://www.wan-ifra.org/articles/2010/12/09/advertise-for-press-freedom

Prêmio FBB de Tecnologia Social 2011 está com inscrições abertas

Estão abertas as inscrições para o 6º Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social. Podem participar instituições sem fins lucrativos, de direito público ou privado.

Ao todo são nove prêmios de R$ 80 mil cada, sendo que cinco serão para as categorias regionais (um para cada região do País) e um para cada categoria especial a seguir:

  • Direitos da Criança e do Adolescente e Protagonismo Juvenil;
  • Gestão de Recursos Hídricos
  • Participação das Mulheres na Gestão de Tecnologias Sociais
  • Tecnologia Social na Construção de Políticas Públicas para a Erradicação da Pobreza

Até agora, 114 tecnologias já foram inscritas, destas, 18 estão concluídas e 96 em andamento.

As inscrições podem ser feitas por meio do portal www.fbb.org.br/tecnologiasocial até o dia 30 de junho e o Prêmio conta com o patrocínio da Petrobrás e o apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia, da Unesco e da KPMG Auditores Independentes.

O Prêmio é concedido a cada dois anos e tem por objetivo identificar, certificar, premiar e difundir Tecnologias Sociais já aplicadas, implementadas em âmbito local, regional ou nacional e que sejam efetivas na solução de questões relativas à alimentação, educação, energia, habitação, meio ambiente, recursos hídricos, renda e saúde.

Serão três etapas:

Certificação - Todas as inscrições recebidas até o dia 30 de junho de 2011 participarão desta etapa. As tecnologias certificadas serão inseridas no Banco de Tecnologias Sociais, receberão um Certificado de Tecnologia Social e passarão, automaticamente, a concorrer à etapa de Seleção das Finalistas do Prêmio.

Seleção das Finalistas - As tecnologias sociais certificadas serão pontuadas segundo os critérios de efetividade, nível de sistematização da tecnologia e resultados qualitativos e quantitativos. Serão declaradas finalistas as 3 tecnologias, por categoria, que obtiverem as médias mais elevadas.

Julgamento das Vencedoras - As tecnologias sociais finalistas, selecionadas na etapa anterior, serão pontuadas segundo os critérios de inovação, nível de envolvimento da comunidade, transformação social e potencial de reaplicabilidade. A tecnologia com maior pontuação média, em cada categoria, será declarada vencedora. Cada uma das 9 (nove) instituições responsáveis pelas Tecnologias Sociais vencedoras receberá um prêmio de R$ 80.000,00 (oitenta mil reais) para ser utilizado em atividades de aperfeiçoamento ou reaplicação da iniciativa.

A relação das Tecnologias Sociais certificadas será disponibilizada no site da Fundação Banco do Brasil na segunda quinzena de setembro de 2011 e os finalistas serão comunicados formalmente. A premiação das nove vencedoras acontecerá em novembro, em uma Cerimônia em Brasília/ DF.

Tecnologia Social

Tecnologia Social compreende produtos, técnicas ou metodologias reaplicáveis, desenvolvidas na interação com a comunidade e que representem efetivas soluções de transformação social. As Tecnologias Sociais certificadas pela Fundação Banco do Brasil passam a integrar o Banco de Tecnologias Sociais - BTS, base de dados on-line disponível no site www.tecnologiasocial.org.br contendo informações sobre as tecnologias e instituições que as desenvolveram. O BTS é o principal instrumento utilizado pela Fundação Banco do Brasil para disseminar, promover e fomentar a reaplicação de Tecnologias Sociais.

Informações: www.fbb.org.br/tecnologiasocial

Fonte: Fundação Banco do Brasil

Crianças aprendem sobre cooperação e tolerância em jogo sobre conflitos globais

A aula começa com a leitura de uma passagem de "A Arte da Guerra", obra do chinês Sun Tzu (544- 496 a.C). Na sequência, os alunos pulam das cadeiras para confabular entre si.Afobados, discutem como resolver o aquecimento global, o preço do petróleo, uma invasão de terras. O sino no corredor toca e a aula acaba, assim como mais uma fase do "Jogo da Paz Mundial".

Poderia ser uma aula qualquer, mas trata-se de um complexo exercício de simulação política criado há mais de 30 anos pelo professor americano John Hunter, 56."Crianças têm um instinto natural de fazer o bem, seja a alguém com problemas ou ao inimigo. É o que chamo de compaixão espontânea", diz Hunter à Folha, por telefone, de uma escola de Charlottesville, no Estado de Virgínia, onde ensina.

Filho de professora, Hunter cresceu na época da segregação racial, no interior do Estado, e fez parte das primeiras classes a misturar brancos e negros nos bancos da rede pública."Com o jogo, os alunos aprendem a não seguir o caminho do poder, da destruição e da guerra. Eles aprendem a reagir contra impulsos e a pensar a longo prazo.

"No "Jogo da Paz Mundial", que dura cerca de dois meses, Hunter oferece aos estudantes os cargos de primeiro-ministro de quatro países fictícios, além de outros postos, como o de secretário-geral da ONU. "Mas eles escolhem seus times. E digo sempre: "não pense só no seu melhor amigo, mas em quem pode fazer o melhor trabalho".

"Por duas semanas, a classe estuda um dossiê de 13 páginas escrito por Hunter, no qual dezenas de crises precisam ser resolvidas para terminar o jogo. Uma torre com quatro tabuleiros de acrílico traz pecinhas que representam o Exército de cada país, as riquezas, as minorias etc.
“Esse jogo é muito sério, aprendemos de verdade", diz um estudante no recém-lançado documentário de Chris Farina, "World Peace Game and Other 4th Grade Achievements".

Durante o jogo, descobrem-se também pequenos tiranos. Hunter lembra de um aluno "arrogante" que criava problemas com os outros e acabou causando um desastre ambiental numa plataforma de petróleo."A sabedoria coletiva cuidou do caso. O aluno foi levado a tribunal pelos colegas. Ele se desculpou e voltou ao jogo. E mudou sua atitude depois disso", conta.

Hunter criou, no ano passado, uma fundação para disseminar os conceitos do jogo. Amanhã, dá palestra na escola de pós-graduação em educação de Harvard e, em julho, tem agendada sua primeira formação para docentes, em Boston, nos EUA."Quero que os alunos tirem do jogo ferramentas criativas para usar no mundo e, quem sabe, melhorá-lo."

Fonte: Folha de S.Paulo

Educação ambiental é caminho para engajamento político de jovem



Compartilhamos entrevista feita pelo Portal Aprendiz ao ex-coordenador do Programa de Juventude e Meio Ambiente do Ministério da Educação, Rangel Mohedano. Para refletir!



Conhecer a cadeia produtiva dos alimentos, descobrir de onde vem a água do seu bairro e articular pessoas em prol de campanhas pelo meio ambiente. Essas são algumas contribuições da educação ambiental para a formação de jovens, segundo o ex-coordenador do Programa de Juventude e Meio Ambiente do Ministério da Educação, Rangel Mohedano, que esteve no cargo até março deste ano.


Ele concedeu uma entrevista exclusiva ao Portal Aprendiz sobre como a educação ambiental pode enriquecer o currículo das escolas. Confira.

Aprendiz – Qual a relação entre educação e meio ambiente? Como o tema pode contribuir para o aprendizado nas escolas e em espaços de educação não formal?
Rangel Mohedano
– A ponte entre essas duas áreas é natural. O meio ambiente não é a Amazônia ou o lago Titicaca, mas, sim, onde você está. A relação do ser com o ambiente gera aprendizado, pois todo processo de interação é educativo.


A educação ambiental nos leva por uma linha mais experimental e menos teórica, que é de refletir qual meu papel no meio ambiente. Se eu compro carne, preciso saber se seu processo de produção destrói ou não a Amazônia. É uma questão de perceber como eu, indivíduo, tomo ações que repercutem no mundo.


Aprendiz – O termo educação ambiental parece estar um pouco esvaziado. Há ações do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e do Ministério da Educação (MEC) para fortalecer essa área?
Mohedano
– O Brasil é o primeiro país a ter uma politica nacional de educação ambiental. Ela é referência em legislação e execução. Pelas diretrizes, o MEC e MMA compõem um órgão gestor que trabalha junto com um comitê para chamar a sociedade para construir ações pela educação ambiental. Com ela, temos, à medida do possível, recursos disponíveis para contratar professores para a área. Neste trabalho de forminha conseguimos reverter o esvaziamento.



Aprendiz – Apesar disso, a participação de escolas nas Conferências Infanto-Juvenis de Meio Ambiente diminuiu.
Mohedano
– Na primeira Conferência [Nacional] Infanto-Juvenil de Meio Ambiente [2003] participaram 17 mil escolas. Na última [2009], 11 mil. A participação diminuiu, mas a qualidade aumentou. O processo de qualificação das propostas e das diretrizes foi muito grande.


É notório que as pessoas se debruçaram sobre o tema e perceberam a proposta. Trata-se de uma vontade política. São crianças, adolescentes e jovens falando do mundo que queremos. É um processo participativo grande.


Aprendiz – O Meio Ambiente é um dos macro-campos do Programa Mais Educação. O que isso possibilita?
Mohedano
– A educação integral e a educação ambiental têm conceitos que ambas as áreas pegam emprestado uma da outra e que são complementares, principalmente quando se fala em educação em espaços e em perspectiva integral.


Aprendiz – Quais elementos a educação ambiental apropria da integral e vice-versa?
Mohedano
– Um deles é o de Bairro-Escola. O estudante precisa estudar seu espaço, como é o bairro, de onde vem a água, onde você pode comprar produtos e quem vive no bairro, tendo ele como um espaço educador. Na relação com esse espaço, eu me formo e me educo.


Meio ambiente é, por definição, aquilo que integra tudo. Não tem como falar de água sem falar do clima e do processo de civilização criado naquele espaço. Além disso, possibilita pensar como nossas ações hoje vão impactar daqui 20 ou 30 anos. Se eu formo uma geração para cuidar da água, no futuro teremos água para beber. Se não, não.


Aprendiz – A educação ambiental tem potencial para incentivar jovens a participarem de atividades políticas ou se articularem com outros grupos?
Mohedano
– A bandeira ambiental é muito forte e está envolvendo cada vez mais gerações. A ideia é contribuir para ter um mundo saudável para próxima geração. Eu mesmo me envolvi com a causa com 14 anos, pois queria deixar um planeta melhor para os meus filhos. Hoje estou com 30 anos e vejo as gerações que vieram depois da minha com essa vontade mais forte. Então, se trata de uma bandeira mobilização do jovem.


É uma nova forma de fazer política, porque não posso decidir sobre o meio ambiente sozinho. Não importa minha vontade sobre a sua, porque todos têm que fazer sua parte para colaborar com a causa. Não adianta eu parar de jogar lixo no chão se você continua jogando, assim como não adianta São Paulo despoluir o Tietê se Salesópolis [SP] não participar. O ar e a água são de todo mundo. Isso joga a discussão política para um nível elevadíssimo.



Fonte: Portal Aprendiz

Unicamp lança portal para disponibilizar conteúdos educacionais

A Unicamp lançou na manhã desta segunda-feira (25) o OpenCourseWare Unicamp, portal concebido para hospedar conteúdos educacionais em formato digital, originários de disciplinas de cursos de graduação da Universidade. O objetivo da iniciativa é disponibilizar à sociedade, de forma gratuita, materiais como textos, fotos, animações, apostilas, vídeos etc. O espaço já conta com 12 disciplinas, de diferentes áreas do conhecimento. “Para a Unicamp, é muito importante tornar esses conteúdos acessíveis à comunidade acadêmica e à sociedade em geral. Temos convicção de que cada vez mais professores se interessarão pelo uso dessa ferramenta”, afirmou o reitor Fernando Ferreira Costa.



A Unicamp é a primeira universidade pública do Brasil a contar com o OCW. A criação do portal começou a ser formatada há pouco mais de dois anos, por meio de um acordo com a Universia Brasil. Na oportunidade, o objetivo era lançar a ferramenta com dez disciplinas disponíveis. “Assim que a atual administração assumiu, demos impulso ao projeto. Não foi uma tarefa trivial criar uma plataforma que contasse com recursos de edição simples e que observasse questões importantes como o respeito ao direito autoral”, relatou o titular da Pró-Reitoria de Graduação (PRG), Marcelo Knobel. Segundo ele, antes mesmo do lançamento oficial do OCW, vários docentes fizeram contato para manifestar o interesse de também publicar conteúdos didáticos no portal.



O trabalho de concepção da ferramenta ficou a cargo da própria PRG, em conjunto com o Grupo Gestor de Tecnologias Educacionais (GGTE). Conforme o coordenador do GGTE, professor José Armando Valente, a principal proposta do OCW é aproximar a sociedade da produção técnico-científica da Unicamp, por meio da publicação das disciplinas dos cursos de graduação. “O portal vai funcionar como uma espécie de vitrine do que é feito na Universidade nesse nível de ensino. Por isso, temos certeza de que nossos docentes vão procurar disponibilizar conteúdos de alta qualidade, dado que os materiais poderão ser acessados e baixados por interessados do mundo todo”, previu.



Ainda conforme Valente, o acesso aos dados disponíveis poderá ser realizado de forma livre e sem custo. Não haverá necessidade de inscrição ou do cumprimento de outras formalidades. Entretanto, o usuário terá que estar de acordo com as condições previstas nos “Termos de Uso”. “No momento da publicação, o GGTE confere com o docente se os direitos autorais relativos aos materiais que compõe a aula foram observados. Se houver alguma dúvida, nós adiamos a publicação até que esse ponto seja devidamente esclarecido”, detalha Valente. A ferramenta não oferece a assistência dos autores para esclarecer eventuais dúvidas, e as informações apresentadas podem não refletir o amplo conteúdo das disciplinas. O OCW também não emite certificados ou diplomas.



O diretor geral da Universia Brasil, Ricardo Fasti, prestigiou o lançamento do OCW da Unicamp. Ele agradeceu o esforço da Universidade em criar o portal. “Trata-se de uma iniciativa inovadora, e a inovação é uma das características da Unicamp. Essa ferramenta certamente mexerá com uma série de situações, inclusive com métodos pedagógicos. O desafio que fica aos professores é fazer com que os conteúdos de suas aulas também possam ser aprendidos a distância”, disse.



A estrutura do OpenCourseWare Unicamp segue uma tendência mundial que possibilita ampliar a relação institucional com a comunidade, a exemplo do que ocorre no Massachusetts Institute of Technology (MIT), por meio do projeto MIT OpenCourseWare. Este disponibiliza à comunidade mundial conteúdos didáticos de suas disciplinas em vários formatos.



Fonte: Manuel Alves Filho / Fotos: Antoninho Perri
Edição das imagens: Luís Paulo Silva

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Escolas do Mais Educação participam de pesquisa sobre jornal escolar

As escolas que escolheram o Jornal Escolar, no cardápio proposto pelo programa de educação integral Mais Educação, dentro do macrocampo da Comunicação e Mídia Escolar (Educomunicação) estão recebendo um questionário que busca reunir subsídios para um melhor conhecimento das expectativas, formas de trabalhar e mesmo dificuldades enfrentadas na realização da atividade. Com o resultado da pesquisa em mãos, será possível ofertar suporte mais adequado às escolas.

O questionário, com campos específicos para professores/coordenadores e monitores do Programa Mais Educação, foi encaminhado por e-mail para quase 900 escolas. As perguntas abordam as rotinas adotadas, o perfil dos alunos, a integração do jornal com outras atividades (inclusive as regulares), as edições publicadas,
dentre outros aspectos que ajudarão a compreender como o jornal escolar vem sendo trabalhado.

Mais informações: falaescola@comcultura.org.br

Fonte:ECA/USP

Calvin e a letra cursiva



Cursos online EducaRede com inscrições abertas

O EducaRede abriu no dia 25 de abril as inscrições para seus cursos online, que são totalmente a distância, na plataforma Intercampus, exclusiva do EducaRede, com tecnologia Moodle. Estão sendo oferecidos dois cursos: Blog como Recurso Didático e Pesquisa na Internet: papel do Professor.

O curso "Blog como Recurso Didático" é dividido em quatro módulos:
Módulo 1 - Educação e Web 2.0.
Módulo 2 - Edublogs.
Módulo 3 - Blogs como recurso e estratégia pedagógica.
Módulo 4 - Formação de redes sociais.

O curso “Pesquisa na Internet: o papel do professor” tem três módulos:
Módulo 1 - Pesquisa na Internet.
Módulo 2 - Direitos autorais.
Módulo3 - Plágio e autoria.

Os cursos online EducaRede são gratuitos e oferecem 50 vagas por turma.
Para que mais educadores tenham oportunidade, é permitido que cada pessoa faça apenas um curso por vez. Em caso de inscrição em dois cursos, a solicitação será cancelada para os dois.
Em caso de desistência, serão chamados os inscritos na sequência.


Para fazer a inscrição no curso "Pesquisa na Internet: o papel do professor" acesse: http://migre.me/4ldJA
Para fazer a inscrição no curso "Blog como Recurso Didático" acesse: http://migre.me/4ldOj

Fonte: EducaRede

Carlo Carrenho: ‘O mercado do livro digital vai crescer e os impressos continuarão existindo’

Compartilhamos entrevista do site Nós da Comunicação com o economista Carlos Carrenho sobre o mercado editorial e as novas tecnologias.

As novas tecnologias trouxeram uma série de possibilidades para o mercado editorial. Atualmente, um autor pode, ele próprio, publicar e comercializar seus livros. Com os tablets e leitores eletrônicos é possível criar livros multimídia com uma série de aplicativos. Em entrevista ao Nós da Comunicação, o economista Carlo Carrenho, especializado em editoração e com mais de 15 anos de experiência na área editorial, tendo passado por editoras como Ediouro e Atlas, ressaltou que o Brasil ainda está atrasado em relação aos novos modelos de negócio realizados em outros países. “Há ainda um conservadorismo muito grande por aqui. Precisamos começar a implementar novas tecnologias e ferramentas para fazer parte dessa mudança e não fugir dela.”

Carrenho, que é coordenador do curso ‘Publishing management: O Negócio do Livro’, oferecido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), a partir de maio, acredita que as práticas de leitura mudarão, mas não tanto. “Acho que o digital vai crescer muito, mas existe a paixão pelo livro como objeto. Eu consigo até imaginar um cenário em que a pessoa tenha o livro impresso na estante, mas use o tablet para ler seu conteúdo.”

Nós da Comunicação – Em comparação com o mercado cinematográfico e da música, você acredita que o meio editorial sofreu maior ou menor impacto com as novas práticas de distribuição de conteúdo na rede?
Carlo Carrenho
– Sem dúvida, por enquanto, o impacto ainda é menor. Ainda não temos tanto conteúdo digital. Nos Estados Unidos, particularmente, onde já existem muitos livros digitalizados, a pirataria já começa a ser percebida. Entretanto, o impacto que o cinema e a música vêm sofrendo é muito maior.

No Brasil, o acervo digital ainda é pequeno. Temos praticamente quatro mil livros digitais à disposição para venda, por isso é mais difícil o acesso ao arquivo para pirateá-lo. Transformar um livro impresso em PDF é bem mais complexo do que lidar com a música, em que basta copiar o CD e passar os arquivos de áudio para o computador. A pirataria de livros, por meio de fotocópias não autorizadas em papel, afetam muito mais o mercado editorial brasileiro.

Nós da Comunicação – Quais as consequências positivas e negativas da publicação sob demanda?
Carlo Carrenho
– As editoras têm um custo enorme de catálogo e estoque de livros, sem nem saber se os exemplares vão vender ou não. Nesse sentido, a impressão por demanda é ótima. Com a tecnologia atual já é possível vender um exemplar, imprimi-lo e entregá-lo ao consumidor. Essa prática já é realizada lá fora, mas ainda está engatinhando aqui no Brasil. Esse modelo impede a editora de ficar com capital de giro empacado no estoque. Com a impressão por demanda já é possível o próprio autor editar e imprimir seu livro em pequenas quantidades. Há uma democratização da publicação e, consequentemente, corre-se o risco também de publicar mais porcaria. Entretanto, daremos também espaço para muitas coisas boas que não eram publicadas antes.

Precisaremos de um trabalho maior de curadoria, seja pelas livrarias ou mesmo pelos consumidores. Vivemos em uma economia de mercado. Até então, os editores eram os guardiões do que deveria ser publicado ou não, mas agora estão perdendo esse poder. É um movimento muito parecido com o que ocorreu com Gutenberg e a criação da imprensa, em uma época em que existiam poucos livros e um controle absoluto por parte da Igreja. Houve democratização, mesmo que só para a elite. A Igreja e a Nobreza ficaram preocupadas, pois a partir daí, qualquer um poderia publicar qualquer coisa. De certa forma é parecida com a atual situação dos editores.


Nós da Comunicação – Os e-readers e tablets são um enorme sucesso de mercado. Com a possibilidade de ter centenas de livros em um só aparelho, você acredita que a relação com o livro impresso sofrerá mudanças?
Carlo Carrenho
– Acho que sim, mas temos que diferenciar paixão pela leitura e amor ao livro. Para mim, a primeira será resolvida com livro digital. É mais fácil carregar, ler etc. Entretanto, existe a paixão pelo livro, como objeto, que é um fetiche. Se você ingressar no mundo digital, você irá perdê-lo. Acho que o digital vai crescer muito, mas os formatos impressos continuarão existindo por muito tempo, justamente para atender essa demanda de mercado. Tem pessoas que gostam do livro como algo belo para ter na estante, às vezes não necessariamente para ler. Eu consigo até imaginar um cenário em que a pessoa tenha o livro impresso na estante, mas usa o tablet para ler seu conteúdo.

Em relação à leitura, as mudanças acontecerão quando essas cópias digitais oferecerem mais do que o conteúdo do livro impresso, algo que já está acontecendo com a proliferação dos aplicativos para Kindle, iPad ou iPhone. Quando esses livros oferecerem mais do que o texto – nem sei se poderemos continuar chamando-os de livros, talvez seja uma nova forma de arte – com certeza as práticas de leitura mudarão, e mudarão também a relação do escritor com suas obras. Serão novos produtos.

O mercado editorial brasileiro consegue fazer livros muito baratos, em grande quantidade. Anualmente, são produzidos 15 mil livros por ano. Já o cinema, por exemplo, faz menos produtos e muito mais caros. Quanto mais sofisticado ficarem esses ‘livros-aplicativos’, mais caro será seu custo. Isso vai depender do padrão de multimídia requisitado, o que pode acabar alterando o número de lançamentos anuais.


Nós da Comunicação – Visando um crescimento sustentável do mercado editorial, que ações você considera fundamentais a serem colocadas em prática, tanto por parte do governo quanto por parte da iniciativa privada?
Carlo Carrenho
– Por parte da iniciativa privada, eles devem estar antenados com toda essa nova revolução digital. Acho que o Brasil está atrasado em relação ao que acontece em alguns países de ponta. Há ainda um conservadorismo muito grande por aqui. Precisamos começar a implementar novas tecnologias e ferramentas para fazer parte dessa mudança e não fugir dela.

No aspecto governamental, acho que eles devem participar ao máximo com políticas públicas de acesso à leitura, valorizando nossas bibliotecas atuais e promovendo programas de livros mais econômicos e populares. Em longo prazo, devem investir em educação, porque assim aumentará o mercado de leitores e a demanda por publicações. Quanto mais educada for a população, mais ela consumirá livros.

Nós da Comunicação – Pensando também nas editoras universitárias, qual a participação do setor educacional nesse processo?
Carlo Carrenho
– Ele tem sua representação por ser um importante segmento do mercado. O crescimento das universidades no Brasil, principalmente as privadas, tem gerado um aumento da demanda por livros universitários, que têm um papel fundamental. Quanto mais as pessoas estudam, mais elas consomem livros. Atualmente há grandes grupos editoriais nesse setor que têm uma participação importantíssima para o mercado.

Nós da Comunicação – Tem sido amplamente divulgado que houve aumento de consumo por parte das classes C e D no Brasil. É fato que diversos setores se beneficiaram. Existe algum estudo que aponte aumento de vendas no mercado de livros? Carlo Carrenho – Não diretamente. Existe um estudo chamado ‘Retrato da Leitura no Brasil’, realizado há quatro anos, que aponta as classes B e C, proporcionalmente falando, como as maiores consumidoras de livros no país. Uma pessoa da classe A compra mais livros, mas ela é minoria.

Não há dúvida que com o crescimento da classe C, e muitas pessoas estão saindo da faixa de pobreza, vai aumentar o consumo de livros mais populares. Não à toa, a Avon, empresa de cosméticos, é uma das maiores vendedoras de exemplares no país. Em volume de cópias, eles estão entre as três maiores no Brasil. Eu fui editor da Thomas Nelson Brasil, do grupo Ediouro. Lançamos um livro chamado ‘Dias melhores virão’ (2007), do Max Lucado, que vendeu em livrarias 50 mil exemplares. A edição especial da Avon, mais barata, vendeu mais de 300 mil unidades.

Nós da Comunicação – A Câmara dos Deputados voltou a discutir um projeto de lei que libera a publicação de biografias não autorizadas no país. Qual a sua opinião sobre o assunto?
Carlo Carrenho
– Acredito que as pessoas devem ter liberdade de expressão. Atualmente não é preciso pedir autorização. Um exemplo é o caso do livro do Roberto Carlos. Após sua biografia estar pronta, ele conseguiu proibir sua comercialização, alegando que estavam usando a imagem dele. Para mim, deveria ser igual ao mercado de jornais e revistas. Uma vez publicado um conteúdo, o veículo é responsável judicialmente por ele. Qualquer necessidade de autorização prévia seria considerada censura.

Fonte: Nós da Comunicação

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Câmara aprova regulamentação de LAN houses

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (19/04), projeto de lei que trata da formalização de LAN houses. O texto segue para o Senado.

De acordo com o relator da proposta, Otávio Leite (PSDB-RJ), cerca de 90% das casas funcionavam sem alvará. "Até hoje a classificação que se dava para as LAN houses era de casa de jogos, pois realmente era um gueto para jogos, mas hoje o fim é diferente, as casas são uma oferta de equipamentos para o mundo digital", explicou o deputado.

Pela proposta aprovada hoje, os usuários terão que fazer um cadastro, fornecendo nome e RG para poder usar os computadores. Na opinião de muitos congressistas, isso pode burocratizar muito o setor, já que no interior do país, por exemplo, muitas crianças andam sem documento.

Por demanda da bancada evangélica, foi incluído no texto uma emenda que obriga a emissão de um alerta para menores de 18 anos com relação ao acesso de sites não recomendados para sua idade, com material pornográfico, por exemplo. O projeto diz ainda que as LAN houses terão prioridade em linhas de financiamento especiais para aquisição de computadores ofertadas por órgão da administração pública.

De acordo com a Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital, atualmente o Brasil conta com aproximadamente 108 mil LAN houses. Elas respondem pelo acesso de 32 milhões de brasileiros, diz Otávio Leite. "De todos os brasileiros que se conectam à internet, cerca de 48% o fazem através desses estabelecimentos. Na área rural, o percentual chega a 58%", diz Otávio Leite.

Outros dados fornecidos pelo deputado dizem que as LAN houses são responsáveis pelo acesso de 64% dos desempregados do país. Elas também respondem pelo acesso de 66% dos usuários da região Norte e Nordeste; 79% dos acessos nas classes D e E; e de 82% dos acessos daqueles que recebem até um salário mínimo.

Fonte: Folha de São Paulo/ Maria Clara Cabral 19/04/2011