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quarta-feira, 30 de março de 2011

Mundo do Sítio agora na web


A obra de Monteiro Lobato já foi livro, série de televisão e, agora, chega ao universo digital como o Mundo do Sitio (www.mundodositio.com.br). No dia 1º de abril, Emília, Visconde, Pedrinho, Narizinho e os demais personagens do Sítio do Picapau Amarelo estarão em uma comunidade virtual destinada a crianças de 5 a 10 anos.


O projeto é fruto da parceria entre a Editora Globo e a Globo Marcas e oferece atividades que aliam diversão com cultura, educação e segurança. São mais de 30 jogos e atividades.


O Mundo do Sítio levou cerca de um ano para ficar pronto e contou com mais de 60 profissionais, entre programadores, ilustradores, animadores, game designers, músicos e jornalistas, para a criação e desenvolvimento dos jogos, cenários e da arquitetura do site. Todos os detalhes foram pensados para que as crianças tenham acesso à obra do pai da literatura infanto-juvenil brasileira.


O Mundo do Sítio possui ainda uma seção pedagógica exclusiva que recebeu a consultoria de Marcelo Cunha Bueno. O educador e colunista da revista CRESCER ajudou no desenvolvimento dos jogos educativos que reforçam o conteúdo que as crianças desta faixa etária veem em sala de aula.


Oferece ainda uma página exclusiva para os responsáveis de onde é possível acompanhar as atividades que a criança prefere e quanto tempo ela fica no mundo virtual. O bate-papo da rede social é controlado, com frases e expressões predeterminadas, o que impede mensagens impróprias.


Na Biblioteca do Visconde – uma estante digital – está reunida uma coleção de livros com vários capítulos retirados da obra de Lobato, que foram animados e contaram com a narração da atriz Denise Fraga, dando vida aos personagens. A trilha sonora exclusiva foi criada por Sergio Wontroba, integrante da Banda Sinfônica do Estado de São Paulo e as ilustrações são de artistas premiados, como Marcelo Cipis e Fernando Vilela.


Todos os games possuem uma trilha sonora especial com ritmos bem brasileiros, como o forró e a música caipira. Tudo produzido pela banda “1/2 Dúzia de 3 ou 4”, com coordenação musical do baixista Marcos Mesquita.


O site tem uma área gratuita, mas o conteúdo do Mundo do Sítio estará 100% disponível para assinantes. A assinatura tem o preço de R$ 6,90/mês e pode ser paga por meio de cartão de crédito ou débito em conta.


Mundo do Sítio na web:

- Website oficial: www.mundodositio.com.br

- Detalhes sobre os personagens do Sítio do Picapau Amarelo: www.mundodositio.com.br/blog





Fonte: Editora Globo

Planejamento em mídias sociais

O planejamento deve ser parte fundamental de qualquer ação em comunicação – sendo online ou offline. Planejar é perceber a realidade, avaliar os caminhos, construir um referencial futuro, estruturando o trâmite adequado, mas estar sempre reavaliando os passos. Um bom planejamento deve prever que pode falhar. Portanto é necessário ter em mente várias possibilidades dependendo do cenário e do ambiente em jogo. Planejar para mídias sociais é alinhar as ferramentas e os potenciais das redes para atingir o objetivo em questão. Mas o foco não deve estar nas ferramentas, mas sim no jogo de equilíbrio entre o que a empresa está procurando e como o público-alvo se relaciona. As tecnologias são importantes, mas o relacionamento é fundamental. As tecnologias sozinhas são incapazes de criar uma interação válida para o processo. Pensando em termos de mídias sociais, planejar é tentar determinar o público-alvo de uma ação, pensar nas estratégias em jogo para atingir os objetivos, controlar as ações implementadas e finalmente analisar os resultados. No curso realizado pela trespontos Brasil em conjunto com a papercliq, foram levantadas as seguintes etapas para a estrutura de um planejamento em mídias sociais.

  • Brief: Identificação da realidade situacional;

  • Cenário: Levantamento de informações;

  • Análise do ambiente: Análise dos dados e construção de um diagnóstico;

  • Público-alvo: Identificação dos públicos envolvidos;

  • Objetivos: Determinação de objetivos e metas;

  • Estratégia: Adoção de estratégias;

  • Tática: Estabelecimento de ações necessárias;

  • Recursos: Definição de recursos a serem alocados;

  • Indicadores: Fixação de técnicas de controle;

  • Execução: Implantação do planejamento;

  • Retorno: Avaliação dos resultados
Mas toda pessoa que esteja fazendo planejamento seja nas mídias sociais ou em qualquer outra área, deve ter em mente que os planejamentos são suscetíveis a falhas e devem permitir uma flexibilidade dependendo dos desafios encontrados.

Fonte:WebDiálogos

10 dicas para reconstruir a escola depois de uma tragédia - Educar Para Crescer

Pais e professores devem trabalhar juntos para ajudar os alunos a superar traumas e a recomeçar. Veja matéria da Educar para Crescer: 10 dicas para reconstruir a escola depois de uma tragédia - Educar Para Crescer

Para discutir a realidade!


terça-feira, 29 de março de 2011

Projeto "Educação para os Média" da região de Castelo Branco, Portugal, ganha prêmio mundial

Veja abaixo notícia sobre o "Projecto Educação para os Média no Distrito de Castelo Branco", de Portugal, que ganhou um prêmio da Associação Mundial de Jornais em 2010 por seu estímulo á produção de jornais escolares. Ao final da matéria você pode acessar um link que permite que você baixe o DVD "Vamos fazer jornais escolares". O Projecto Educação para os Média no Distrito de Castelo Branco (Portugal), financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia e pelo Semanário Reconquista, foi distinguido com um prémio internacional atribuído pela Associação Mundial de Jornais e de Editores de Notícias no concurso de 2010. A decisão coube a especialistas de países como Austrália, Polónia, Panamá, Brasil e África do Sul. O prémio será entregue em São Francisco, nos Estados Unidos, em Novembro. O anúncio público teve lugar no início de Setembro, em Paris e na cidade alemã de Darmstadt, tendo sido distinguidos projectos de 17 jornais de países como a Polónia, Singapura, Reino Unido, Rússia, Índia, Noruega, Alemanha, China e Turquia. O projecto português recebeu uma menção especial do júri, na categoria de Jornais e Educação, atribuída ex-aequo ao jornal australiano The Age. Esta menção especial refere que estes dois projectos são exemplos a acompanhar de perto. De acordo com o júri, o projecto desenvolvido no Distrito: “é o princípio de uma abordagem excelente e multifacetada, com potencial de ajudar os cidadãos do século XXI no desenvolvimento de capacidades de literacia crítica na análise de mensagens média, mas também no sentido de serem capazes de produzir as suas próprias mensagens”. O júri referiu ainda: “Embora os resultados sejam, para já, modestos, esperamos grandes resultados desta equipa”. A Associação Mundial de Jornais e de Editores de Noticias representa 18 mil publicações e três mil empresas jornalísticas sediadas em 120 países. De acordo com os dados daquela instituição, que atribui estes prémios desde 1998, esta é a primeira vez que um jornal português é distinguido no concurso. O PROJETO O projecto "Educação para os Média na Região de Castelo Branco" começou em Outubro de 2007, contactando as 29 escolas com 2º e/ou 3º Ciclos do Distrito de Castelo Branco, as quais foram convidadas a participar no projecto.

Ao mesmo tempo foi iniciada a melhoria técnica e de conteúdos do CD-Rom “Vamos fazer jornais escolares”, que passou a suporte DVD. O CD-Rom foi desenvolvido e testado no âmbito de uma dissertação de doutoramento já concluída e que teve o apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

Ainda em Outubro de 2007 começou a ser implementado este sítio Internet de apoio ao projecto (que incluirá posteriormente todos os conteúdos do DVD-Rom), bem como um template de jornal escolar on-line, totalmente personalizável, já disponibilizado às escolas. Foi ainda produzido um tutorial para a utilização das aplicações multimédia (em suporte impresso e em pdf), que inclui também sugestões de utilização para os professores.

No início do ano lectivo 2008/2009 todos os recursos produzidos foram disponibilizados às escolas. Antes da sua utilização por professores e alunos, decorreram sessões de apresentação dos conteúdos, nas escolas, a cargo do jornalista Vitor Tomé, membro da equipa de investigação do projecto. O DVD pode ser utilizado em aulas de Português, nas três áreas não curriculares não disciplinares do Currículo Nacional do Ensino Básico (Formação Cívica, Área Projecto e Estudo Acompanhado), ou no Clube de Jornalismo.

Baixe do DVD "Vamos fazer jornais escolares" do Projeto Educação para os Média no Distrito de Castelo Branco. Basta clicar aqui! Fonte:Educação para os Media na Região de Castelo Branco/EducMedia e Literacia.PT

Livros

Por Gilberto Dimenstein


Eram várias filas de meninos e meninas, quase todos negros e de famílias pobres, que organizadamente saíam da escola. Um detalhe fez com que essa fosse para mim uma das mais inesquecíveis imagens de indivíduos que se transformam, apesar de todos os obstáculos, em seres apaixonados pelo prazer de aprender.


Muitas daquelas crianças, embrulhadas em imensos casacos e carregando pesadas mochilas, tinham dificuldade de caminhar. E por um simples motivo: estavam entretidas lendo livros enquanto andavam. Nem quando desciam as escadas interrompiam a leitura, segurando o corrimão com a mão livre.


Naturalmente, ninguém tinha pedido a eles que lessem coisa alguma, afinal isso seria um convite a tropeções.


A imagem se torna ainda mais interessante quando sabemos que o bairro onde fica essa escola em Nova York, chamado Crown Heights, é povoado de gangues, drogas, casos de gravidez precoce e famílias desestruturadas. A maioria dos adolescentes não consegue completar o ensino médio e os que conseguem têm notas ruins, o que os impede de ir para as melhores faculdades.


Não é difícil entender a cena quando se está sentado diante do diretor dessa escola pública, chamada Always Mentally Prepared Academy (traduzindo livremente, Academia das Mentes Sempre Preparadas).Negro, com cabelos trançados, Ky Adderley foi treinado durante um ano em algumas das melhores universidades americanas para desenvolver a habilidade de gestão. Assim, aprendeu a recrutar equipes, estimular os professores, economizar dinheiro e trabalhar com metas. "As notas não são minha grande meta, apesar de serem o jeito de sermos avaliados. Nossos alunos têm notas altas. Minha meta é que sejam pessoas autônomas e com gosto por aprender."


A melhor tradução do sucesso dessa escola está num simples número: 70% dos alunos conseguem entrar na faculdade.


Desde o primeiro dia na escola, a criança recebe uma camiseta com um número grande escrito nas costas. É o ano em que ela vai entrar na faculdade. "Não é apenas o estudante que entra na nossa escola. A família entra junto", conta Ky, dizendo que é feito um trabalho especial com os pais para compartilhar os desafios.


As salas de aula têm nomes de universidades. Durante os feriados ou nas férias, são programadas viagens para várias dessas instituições.Como está numa escola pública independente (recebe dinheiro do governo, mas pode escolher o currículo e os professores), Ky pode demitir o professor que não funciona.


Muitas vezes, ele fica no fundo da sala assistindo às aulas e, depois, conversa com os professores para ajudar a explicar as matérias. "Como sempre gostei de esporte, trouxe esse técnica inspirado nos técnicos", conta.


No dia em que eu estava lá, ele protagonizou uma cena insólita. No fundo da sala, Ky dava dicas em tempo real usando um quase imperceptível microfone para se comunicador com o professor, que tinha um receptor no ouvido. "Aprendi que, se cuidamos diariamente dos pequenos problemas, mesmo que pareçam insignificantes, eles não ficam grandes."


Os sinais da busca da excelência, da necessidade de esforço e do encanto do aprender estão em todos os lugares. Estão nas salas arrumadas e coloridas, estão nos corredores onde se pode ouvir tanto o som de jazz contemporâneo como obras clássicas e até música brasileira. "Sou louco pelo Brasil, especialmente pela Bahia.


"As paredes dos corredores estão forradas de frases e ensinamentos de pensadores e escritores, como se fossem um livro aberto.


Assim, fica fácil explicar aquela cena na fila: se o livro entra vida das pessoas, as pessoas entram na vida dos livros.


PS- Uma ironia. Naquela escola, existe um professor baiano (Sabiá Silveira) que dá aula de capoeira. Ele transformou nossa luta-dança em fonte de ensinamentos sobre diversidade cultural, equilíbrio emocional, física e geometria. Ainda dá aula de português. Tive de viajar para tão longe do Brasil para ver o melhor uso da capoeira na educação.


Fonte: Portal Aprendiz

Pra refletir!


segunda-feira, 28 de março de 2011

Liberdade de Imprensa




Como 3 de maio é o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, compartilhamos com nossos leitores produções sobre o tema feitas por educadores colombianos durante o Foro Prensa y Educación, dia 11 de março, na sede do jornal El Colombiano, em Medellin.

O Foro foi promovido pela Andiarios, El Colombiano e Área Metropolitana/Área Educada de Medellin.

A atividade foi coordenada por Aralynn McMane (Associação Mundial de Jornais - WAN-IFRA) e Cristiane Parente (Associação Nacional de Jornais - ANJ). Os educadores deviam buscar nos jornais que tinham à mão imagens e palavras para produzir um anúncio sobre a Liberdade de Imprensa. Veja nas fotos abaixo a participação dos educadores e algumas de suas produções. Estamos esperando chegarem mais fotos para publicamos todas as contribuições dos mais de 200 "maestros" que participaram do evento.

Que tal fazer uma atividade assim com seus alunos? Mas não esqueça de discutir o tema com eles e sua importância para a democracia de um país.
















Fotos: Cristiane Parente

Educomunicação pode combater evasão no ensino médio

Reproduzimos abaixo entrevista realizada por Sarah Fernandes , do Portal Aprendiz, ao professor e pesquisador Ismar de Oliveira Soares, da USP, sobre o tema do seu novo livro "Educomunicação: o conceito, o profissional, a aplicação”. Ismar lançou o livro na LIvraria da Vila, em São Paulo, no último dia 25/03. A foto é de Luci Ferraz, tirada no dia do lançamento. Portal Aprendiz – Qual o assunto central do livro e por que é importante abordá-lo? Ismar de Oliveira Soares – A proposta central é disseminar o conceito de educomunicação junto aos projetos de educação do país, mostrando que ele é uma resposta, por exemplo, aos problemas do ensino médio. O livro traz um capítulo sobre juventude que aponta que 40% dos jovens abandonam o ensino médio e que outra parcela grande passa por essa etapa, termina, mas aprende muito pouco e detesta o que está fazendo. Por outro lado, o capítulo mostra que há muitos jovens felizes, realizados e participativos em organizações que trabalham com educomunicação. Então, porque não incluí-la na educação para reformar o ensino médio? Aprendiz – Como definir a Educomunicação? O que ela trabalha? Com quais objetivos? Soares – Quando falamos em educomunicação estamos fazendo um neologismo e juntando conceitos: a educação, a comunicação e a ação. Temos a frente da discussão, a interface entre ação e educação, que é capaz de mobilizar pessoas e incentivá-las a buscar objetivos comuns. A educomunicação é um conjunto de ações que visam criar ecossistemas comunicativos, abertos e democráticos, viabilizados pelas tecnologias da comunicação e voltados para a prática da cidadania. Trata-se de uma educação voltada para que as pessoas possam entender o mundo e serem ativas na construção da cidadania, como diz Paulo Freire.O principal foco é apoiar a capacidade de expressão dos sujeitos sociais. Nele não existe uma relação hierárquica de transmissão de conhecimento, como na comunicação tradicional, de mercado, onde o produtor que define o conteúdo e o expectador consome. Aprendiz – Como a educomunicação pode ajudar o desenvolvimento de crianças e jovens? Soares – A educomunicação emerge nos meados do século XX em grupos que lutavam a favor da democracia. Ela nasce com o público adulto, na esfera dos movimentos sociais. Nos anos 80 e 90 ela chega as ONGs, que começam a trabalhar com crianças e jovens. A perspectiva de uma criança produzir e buscar seu material permite que ela analise as relações que tem com a sociedade e, com isso, se torne um cidadão crítico. A partir de um projeto de interação midiática, a criança percebe que pode manipular e ser autoritária ou fazer uma gestão democrática. Assim, descobre as diferenças dessas relações e começa a ter critérios para julgar. Aprendiz – O livro aborda a Educomunicação sob o viés do Programa Mais Educação. Qual o potencial dessa prática para garantir educação sob uma perspectiva integral? Soares – O Ministério da Educação, no Programa Mais Educação, tem entre os macrocampos do ensino médio a educomunicação e cinco mil escolas optaram por ele. Isso porque o desamino, a falta de motivação e a rigidez curricular são os principais problemas do ensino médio. Quando o aluno percebe que pode dialogar com a escola por meio do teatro e da música, do vídeo, do radio e do resgate da cultura local, ele começa a ter voz e vai ser motivado a estar na escola. Aprendiz – Qual o potencial que a prática tem para tornar o ensino médio mais interessante e combater a evasão? Soares – Em 2007, na Prova Brasil, o Inep detectou que das 40 melhores escolas, todas usavam processos com mídia. Isso porque a comunicação é uma relação que se estabelece entre sujeitos sociais. Paulo Freire dizia que a educação tradicional produz um homem silencioso e a única coisa que ela pode fazer é escolher seus dirigentes e transferir a governança para os eleitos. Já a educomunicação resgata um exemplo de democracia, quando as pessoas estão na polis e podem intervir em seu meio.Ela não é uma ferramenta. É um paradigma educador. Meu recado para os professores é que não tenham medo da prática democrática. O resultado dela diminui os conflitos e gera uma escola com alta produção. Aprendiz – Nesse viés, por que a educomunicação propõe que professores e alunos ocupem o mesmo papel na produção de informação? Soares – O processo tradicional coloca pessoas em lugares diferentes, sendo que o professor é o chefe. Quando os dois estão em uma situação horizontal de produção, eles vivem uma prática que permite que exerçam seu papel de cidadão.O professor, como um adulto significativo, e a criança, como cidadã, constroem juntos um modelo de comunicação. O principal resultado de uma gestão democrática não é o produto, mas sim o que é aprendido. Esse processo fará com que essa criança se torne crítica e faça proposituras atentas às mudanças que as escolas precisa, por exemplo. Fonte: Portal Aprendiz - 02/03/2011

Para promover novo álbum, Radiohead lança jornal próprio

A banda Radiohead, liderada por Thom Yorke (na foto distribuindo jornais), lançou o próprio jornal, informa o site Mashable.com. A publicação The Universal Sigh (O Suspiro Universal) começa a ser distribuída gratuitamente em diversos países nesta segunda-feira (28).

O jornal será distribuído em 61 lugares ao redor do mundo. Em Londres, o próprio Thom Yorke distribuiu os jornais perto da região de Brick Lane.


O jornal publica pequenas estórias, e matérias sobre poesia e arte e ilustrações, uma parceria com o artista Stanley Donwood. O site da revista neo-zelandesa Rip It Up disponibilizou uma cópia digital para aqueles que não tiverem acesso a versão impressa.


O lançamento do jornal coincide com o lançamento do novo CD da banda Kings of Limbs. A banda ressalta que o Universal Sigh não é o jornal que acompanha o "newspaper album" e que o evento - distribuição gratuita do jornal - não acontecerá novamente e não é uma apresentação ao vivo da banda. No site oficial os fãs podem conferir o layout do jornal e também conferir as cidades em que o jornal será distribuído.


No espírito do lançamento do álbum, os jornalistas do The Guardian reclamaram direitos iguais. "Se o Radiohead pode fazer jornal, nós podemos fazer música", diz a página do jornal britânico que mostra jornalistas e editores tocando um cover de "Creep" em um estúdio próximo à redação


Fonte: Portal Imprensa

Maioria dos docentes acha modelo de avaliação injusto, arbitrário e ineficaz


Notícias de Portugal: Veja matéria no jornal O Público sobre o que os educadores portugueses pensam sobre seu modelo de avaliação!


A Pró-Ordem dos Professores realizou um inquérito ao qual responderam mais de 2500 docentes que consideraram o modelo de Avaliação de Desempenho “injusto, burocrático e arbitrário”.


Entre Janeiro e Fevereiro deste ano, a Pró-Ordem enviou um inquérito via e-mail a cerca de seis mil pessoas. Responderam ao questionário de 35 perguntas e 16 páginas, 2556 pessoas, anunciou hoje em conferência de imprensa, realizada em Lisboa, o presidente da associação de professores, Filipe do Paulo.


O presidente da Pró-Ordem lembrou que “91 por cento dos inquiridos docentes considerou o actual modelo de avaliação injusto, burocrático, arbitrário e ineficaz”.


Já 85 por cento dos professores consideraram que, com aquele modelo de avaliação, os docentes acabavam por perder o tempo que deveria ser destinado ao trabalho pedagógico com os alunos. Oitenta por cento defenderam mesmo que o modelo devia ser revogado “o quanto antes”, sublinhou Filipe do Paulo.


O diploma acabou mesmo por ser revogado na passada sexta-feira pelos deputados das bancadas do PSD, CDS-PP, Bloco de Esquerda e PCP.


Perante a actual situação, a Pró-Ordem entende que já não faz sentido participar na Marcha da Educação agendada para sábado. “Não faz agora sentido que os professores se mobilizem numa manifestação quando o quadro político se alterou e já se conseguiu a suspensão da avaliação de desempenho, que era a reivindicação que a Pró-Ordem dava primazia”, lembrou Filipe do Paulo.


Fonte: O Público/ Lusa/ Foto: João Henriques (arquivo) 28/03/2011

Consumo consciente

Só lembrando: Já está no ar o portal do consumo cosnciente para crianças do Instituto Akatu: http://www.akatumirim.org.br/

Crianças inglesas unem high-tech e tradição no recreio

O recreio das crianças inglesas não é só a hora de encontrar os colegas da escola. É também quando jogos tradicionais e ícones da era digital se encontram entre uma brincadeira e outra.


É o que apontou o estudo "Children"s Playground Games and Songs in the New Media Age" (brincadeiras e cantigas infantis na nova era da mídia), lançado neste mês (www.bl.uk/playtimes).


Desenvolvido pelas universidades de Londres, Sheffield e East London com a British Library, o projeto acompanhou, entre 2009 e 2011, o comportamento de alunos no recreio em duas escolas do ensino fundamental.


"Jogos e cantigas continuam passando de geração em geração. Descobrimos, no entanto, que a mídia e as novas tecnologias têm influência crescente", afirma Jackie Marsh, da Universidade de Sheffield.


A pesquisa apontou que as crianças acabam incorporando elementos da TV, da internet e dos videogames em suas brincadeiras.


Assim, personagens de desenhos animados viram protagonistas no pega-pega e os programas de auditório são reproduzidos nos jogos de faz de conta, por exemplo.


Segundo Marsh, o mais surpreendente é que a escola é "o único momento em que muitas crianças têm contato com brincadeiras e jogos tradicionais".


Fonte: Folha de São Paulo (SP) 28/03/2011

Educar para os ecrãs

Compartilhamos matéria do blog Educare.PT sobre a importância da educação para a mídia e o I Congresso Nacional Literacia Media e Cidadania que aconteceu nos dias 25 e 26 de março, na Universidade do Minho, em Braga, Portugal. Boas reflexões!

Se há em Portugal educação para entender a televisão, a publicidade, a rádio, a imprensa, os filmes, os videojogos, a Internet, as redes sociais, ou seja, a medioesfera, "resulta do empenho pessoal, da crença de que é importante", diz Sara Pereira, investigadora do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS), da Universidade do Minho. O que significa que "quando os dinamizadores das experiências deixam de existir, elas terminam". E, na "ausência de uma política pública" verifica-se que "no plano nacional não há uma prática continuada de educação para os media", conclui.

Estas são algumas das conclusões de uma investigação inédita em Portugal e que fez um inventário dos projetos e atividades desenvolvidas na área da educação para os media, nos últimos dez anos. Encomendado pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) ao CECS, o estudo mostra quem fez ou ainda faz, o quê, onde e como?

"A maioria das ações acontece na escola e é mais dirigida à criança enquanto aluno e menos ao ser cidadão que é", aponta Sara Pereira, uma das autoras do estudo. No entanto, "não existem projetos dirigidos à medioesfera como um todo". E, as iniciativas que acontecem, um pouco esporadicamente, "andam a reboque" das organizações internacionais.

São estas entidades "que surgem como elementos indutores das atividades, sobretudo pelo suporte financeiro que lhes concedem". Mas isso não é suficiente, adianta a investigadora, "é necessário vontade política para incluir a educação para os media na agenda pública ou daqui por dez anos estaremos a traçar o mesmo quadro".

O estudo, intitulado "Educação para os Media em Portugal - Experiências, atores e contextos", foi um dos pontos altos do primeiro congresso nacional de "Literacia, Media e Cidadania", que reuniu especialistas nacionais e internacionais em educação, literacia e ambientes digitais, nos dias 25 e 26 de março, na Universidade do Minho, em Braga.

Educar para a cidadania
"Sabemos que os media nem sempre se centram nos factos que importam conhecer", alerta Felisbela Lopes, pró-reitora de Comunicação e Imagem da Universidade do Minho. E, às vezes "consumimos produtos altamente perigosos", acrescenta.

Ora, estar educado para os media é ter a capacidade para compreender de modo crítico as mensagens dos meios de comunicação social e digital. A também designada literacia mediática, pressupõe ainda capacidade de criação de comunicação em diferentes contextos.

A sua importância está plasmada em várias diretivas do Conselho e do Parlamento Europeu. Mas também da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO). De forma geral, traduz-se na necessidade de "assegurar que os cidadãos sejam capazes de consumir criticamente, mas também produzir conteúdos mediáticos", resume Fernando Guimarães, embaixador da UNESCO. "A literacia para os media é condição sine qua non para uma cidadania plena", conclui.

Como e quem?
José Ignacio Aguaded, investigador da Universidade de Huelva, em Espanha tem a resposta: "O primeiro âmbito da educação para os media é familiar, porque o consumo se faz inicialmente na família, depois há que vincular a escola e as entidades de educação informal".

"Os ecrãs têm tanta importância que já não distinguimos o que conhecemos do mundo real e do virtual." O fundador do grupo Comunicar, que produz investigação nesta matéria, publica uma revista científica com o mesmo nome, assume que a sociedade é composta por múltiplos ecrãs mediáticos que são como "o ar que respiramos". Porque "os media vivem pelo fator emocional", lembra Aguaded.

"Se fosse pela lógica não veríamos muitos dos programas." E, no entanto, "onde estão as nossas crianças e idosos?", questiona o investigador. "A ver televisão!", responde. Por isso, é urgente dar às audiências "alimentos de formação para lidar com o que a sociedade lhes oferece". Porque "se consumirmos de forma inteligente, crítica e criativa, os media serão fantásticos, se não um desastre", conclui.

Ainda assim, a crescente atenção internacional dada à literacia no âmbito dos media, parece ter rumado em sentido contrário em Portugal. A começar pela sua retirada dos planos curriculares dos cursos de formação inicial de professores, inerente ao Processo de Bolonha. Este "retrocesso" foi objeto de crítica por parte de vários oradores presentes no congresso, a par da ausência de conteúdos atualizados sobre os ambientes mediáticos nos currículos do ensino básico e secundário foi outra das críticas.

Associada a esta critica, uma outra, sentida particularmente pelos professores do ensino básico e secundário: a falta de recursos pedagógicos e didáticos para uma abordagem efetiva sobre o papel dos vários meios de comunicação social no contexto da atual evolução tecnológica. Materiais para usar na sala de aula e abordar questões práticas como: as notícias enquanto construções da realidade, a transmissão de valores num filme ou os direitos de autor na Internet.

Manuel Pinto, investigador do CECS e autor de vários livros e artigos sobre a relação dos media na sociedade, diz ser "urgente apostar na formação de professores". "Não podemos ficar reféns de Bolonha", disse o também coordenador do estudo que fez o levantamento sobre o estado da educação para os media, em Portugal. "Temos de exigir do Estado que não nos impeça de fazer e, se possível, que incentive a fazer, se isso fosse feito já não seria pouco".

"A formação dos mediadores" da relação entre media e públicos foi apresentada como outra questão essencial para Vitor Reia-Baptista, investigador em estudos fílmicos, da Escola Superior de Educação e Comunicação da Universidade do Algarve.

A reflexão sobre a "dimensão pedagógica dos media" tem de ser feita ainda durante a formação dos "fazedores dos media", "sejam eles jornalistas ou cineastas", sublinha o investigador. "Não é depois de estarem a trabalhar que estes profissionais vão ter tempo para refletir sobre o tema", garante.

Inclusão digital
A apresentação dos resultados do "EU Kids Online", uma pesquisa europeia em 25 países sobre o modo como as crianças entre os 9 e os 16 anos e os seus pais estão a usar a Internet, foi outro dos momentos altos do congresso. Cristina Ponte, investigadora da Universidade Nova de Lisboa, que liderou a participação portuguesa nesta investigação, foi outra das vozes a insistirem na "necessidade de capacitação das crianças para lidar com a Internet".

Segundo o estudo, 93% das crianças acedem à Internet pelo menos uma vez por semana e 36% afirmam saber mais de computadores que os seus pais. Do lado dos adultos, a maioria dos pais afirma saber o que fazem os seus filhos quando estão online. No entanto, as ferramentas de controlo do acesso são pouco usadas. Note-se que, para este estudo foram entrevistadas cerca de mil crianças em cada país e um dos seus pais, durante a primavera e o verão de 2010.

Os dados recolhidos entre as famílias portuguesas mostram, por exemplo, que 67% das crianças acedem à Internet a partir do seu quarto, contra 42%, na vizinha Espanha, e os 49% registados na média europeia. Mostram ainda que são as mães as principais mediadoras da relação que as crianças estabelecem com a Internet. E "sublinham a importância da escola enquanto espaço de democratização do acesso", refere Cristina Ponte.

O facto de as crianças e os jovens cultivarem cada vez mais uma espécie de "cultura de quarto" foi um aspeto estudado por Rita Espanha, do Instituto Superior de Línguas e Administração, de Lisboa. "Portugal tem muitos jovens com computador no quarto, logo este deixa de ser um espaço privado", diz a investigadora posicionando este fenómeno "num contexto de autonomia existencial, mas de dependência económica em relação aos pais".

"Comunicar é o que os jovens mais fazem através do uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC), e dos telemóveis, por isso, já não faz sentido a distinção entre o mundo online e o offline", diz Rita Espanha. Neste contexto, "vale a pena recordar que a geração Magalhães tem de merecer estudos de referência, porque vai ter consequências no comportamento dos jovens".

Estudar o impacto dos media digitais nas crianças portuguesas é o objetivo do "Navegando com o Magalhães", outro projeto de investigação encabeçado pelos investigadores do CECS da Universidade do Minho que está atualmente em curso.

Estes e outros estudos, desenvolvidos um pouco por todo país, como ficou patente pela diversidade de oradores no congresso, surgem numa altura em que a União Europeia se prepara para pedir aos Estados-membros indicadores sobre os graus de literacia e competências mediáticas dos seus cidadãos.

Os três "cês", de literacia
Em que ponto estamos? A resposta foi surgindo de diferentes contributos dos oradores presentes no congresso. Mas falar de literacia mediática, explica Vitor Reia-Baptista, impõe falar de três "cês": Capacidade de contextualização cultural, crítica e criatividade. São estes os degraus para alcançar uma "completa literacia para os media".

Mas para o investigador da Universidade do Algarve, é possível encontrar a sociedade dividida de forma geracional pelos três. "A nossa geração é boa na capacidade de contextualização cultural, mas ainda não desenvolveu formas adequadas de a transmitir aos jovens." Já no que diz respeito ao pensamento crítico "somos maus", provoca Reia-Baptista. Por último, é na dimensão criativa que os jovens mais se evidenciam: "Quando compramos um telemóvel novo, não lemos o manual, pedimos ao nosso filho que nos ensine a mexer nele", conclui o investigador.

Teresa Calçada, da Rede de Bibliotecas Escolares, reconhece que a criatividade é uma competência positiva na geração multimédia, mas reconhece também um sinal negativo: "Os jovens têm um menos, é o lado crítico que nos permite ter critérios de exclusão e são o lugar da destreza e da competência."

A fechar o congresso, Alexandra Marques, da Direção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular (DGDC), do Ministério da Educação, lembrou que a educação para os media "tem destaque" na Lei de Base do Sistema Educativo.

A diretora-geral da DGDC sublinhou "a preocupação [ministerial] sistemática em realizar estudos para conhecer o desempenho do país ao nível das literacias, com enfoque na leitura". E a importância da iniciativa Magalhães, inserida no Plano Tecnológico da Educação. Alexandra Marques chamou a atenção ainda para o projeto "Metas de Aprendizagem", considerando-o "parte de uma estratégia global que pretende dar centralidade às questões da educação para os media".

Fonte: Educare.PT/
Andreia Lobo | 28/03/2011

Educação e Mudança



Em sua obra Educação e Mudança, Paulo Freire apresenta dez características para a construção de uma consciência crítica das pessoas:


1 – Anseio de profundidade na análise de problemas (...)

2 – Reconhece que a realidade é mutável.

3 – Substitui explicações ou situações mágicas por princípios autênticos de causalidade.

4 – procura verificar ou testar as descobertas. Está sempre disposta a revisões.

5 – Ao se deparar com um fato, faz o possível para livrar-se de preconceitos. Não somente na captação, mas também na análise e resposta.

6 – Repele posições quietistas. É intensamente inquieta. Torna-se mais crítica quanto mais reconhece em sua quietude a inquietude, e vice-versa (...)

7 – Repele toda transferência de responsabilidade e de autoridade e aceita a delegação das mesmas.

8 – É indagadora, investiga, força, choca.

9 – Ama o diálogo, nutre-se dele.

10 – Face ao novo, não repele o velho por ser velho, nem aceita o novo por ser novo, mas aceita-os na medida em que são válidos. (1979: 40-41)


Fonte: Mídia e Educação: Teorias do Jornalismo na Sala de Aula/ Roseli Araújo Batista (Thesaurus Editora)

Jornais no cinema

Trecho do filme Abril, de Nanni Moretti, de 1998. Dica do colega Eduardo Jorge, do programa O Público na Escola, de Portugal.

domingo, 27 de março de 2011

Projecto Media Lab recebe elogios da ERC

Veja abaixo matéria publicada no jornal Diário de Notícias, de Portugal, sobre o reconhecimento que tem tido o projeto Media Lab, desenvolvido por esse jornal em conjunto com o Jornal de Notícias. O Jornal ANJ publicou matéria sobre esse projeto em sua edição de dezembro. A mesma também foi publicada neste blog.

Num estudo elaborado pela Universidade do Minho e apresentado em Braga foi posta em evidência a contribuição dada por vários projectos que promovem a educação para os Media. Nessa investigação, a iniciativa levada a cabo pelo Diário de Notícias (DN) e pelo Jornal de Notícias (JN), Media Lab, mereceu destaque e viu reconhecido o seu contributo pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC).

Manuel Pinho, investigador e docente da Universidade do Minho, enumerou os dez projectos que têm contribuído para a formação dos públicos mais jovens. Aliás, acredita que se trata de "projectos de intervenção e formação que consideramos como sendo de primeiro plano em termos de posicionamento na galáxia da educação para os media e que apostam em promover e difundir na prática o conhecimento construído".Apesar das conclusões deste estudo, apresentado no âmbito da conferência "Literacia, Media e Cidadania", os investigadores que o desenvolveram defendem que, a partir deste momento, é necessário consolidar estas iniciativas e fazê-las chegar a novos públicos.

Esta é, de resto, uma intenção que já tinha ficado bem vincada no momento da apresentação pública do centro educativo Media Lab.

Joaquim Oliveira, presidente do Conselho de Administração da Controlinveste, adiantava a vontade de, abreve trecho, ver o projecto alargado ao programa de formação Novas Oportunidades.

Fonte: Diário Notícias - Portugal/
Domingo, 27.03.2011

sexta-feira, 25 de março de 2011

Ler para Saber Mais dá início a suas atividades

O programa Ler Para Saber Mais desenvolvido pelo jornal Gazeta do Oeste, de Mossoró/RN deu o pontapé inicial de suas atividades em 2011. A primeira atividade aconteceu na sala de audiovisual da Biblioteca Municipal Ney Pontes Duarte com a capacitação dos professores para o uso do jornal em sala de aula.

A organização ficou por conta de Marcos Antonio, coordenador pedagógico da GAZETA.

Participaram do evento os docentes de 13 escolas públicas e particulares de Mossoró e região.

Entre os participantes, a professora do ensino fundamental Eltiene Araújo foi conhecer o projeto e participar pela primeira vez de uma das atividades. “Sempre é válido para nossos conhecimentos participar de uma capacitação como essa. A escola que eu trabalho já desenvolve o projeto há três anos, mas essa é a primeira vez que eu participo”, conta a funcionária da Escola Municipal Rotary.

A educadora acrescenta que a iniciativa é uma oportunidade de levar conhecimento e despertar nos alunos o gosto pela leitura.

Durante a capacitação “Imprensa, escola e educomunicação: formando leitores de mídia”, foram discutidos o histórico do programa, as dificuldades enfrentadas com relação ao uso do jornal, e as possibilidades de formar leitores críticos atentando para a intervenção do professor durante o trabalho com a mídia.

Marcos Antonio disse que ainda foi tratada liberdade de imprensa e exemplos de atividades com jornal que podem ser feitas no dia-a-dia com os estudantes. “Tratamos de como os professores podem fazer atividades práticas com o jornal e também a interpretar o veículo jornal – já que o objetivo do programa é formar leitores críticos que questionem que tipo de notícias estamos recebendo”, explica.

De acordo com o coordenador, durante todo o ano serão realizadas palestras sobre leitura, docência, avaliação, psicopedagogia; oficinas de charges, reciclagem de jornal; visitas de estudantes ao jornal GAZETA DO OESTE e a confecção de jornais escolares.

Fonte: Gazeta do Oeste/ Texto: Bruno Soares/ Foto: Edinilto Neves

Criação de tirinhas


Compartilhamos atividade com jornal feita pela professora Daniele Cristiane, de Ponta Grossa/PR, com seus alunos. Ela faz parte do projeto Vamos Ler, do Jornal da Manhã.

Escola: Escola Municipal Profª Maria Laura

Cidade: Ponta Grossa/PR

Professora: Daniele Cristiane Silva Ingles da Luz
Objetivo: A atividade foi desenvolvida com o objetivo de despertar o interesse para leitura de textos informativos, e desenvolver o senso crítico e criatividade dos alunos.

Metodologia: A professora percebeu que os quadrinhos e as charges despertam muito o interesse dos alunos e que, de uma forma crítica, porém divertida, eles conhecem os problemas enfrentados pela população, como saúde, meio ambiente e problemas sociais frequentes em nosso cotidiano, e podem propor ações para a solução dos problemas percebidos. Desta forma, a professora procurou focar o trabalho nas tirinhas semanais propondo a leitura, a interpretação, a produção textual e debates sobre situações- problemas surgidas no cotidiano.

Resultados Alcançados: "O resultado foi interessante e muito significativo, pois os alunos demonstraram criatividade ao expor através de desenhos e pequenos diálogos o que pensam sobre a sociedade em que vivem e quais os problemas que os afetam, levando-os a refletir sobre seu papel enquanto agente transformador dessas situações." (Professora Daniele).

Fonte: Vamos Ler

Transposição do texto verbal para o não-verbal

Veja abaixo sugestões de atividade com jornal da professora Dayme Bençal, de Castro/PR. Ela faz parte do projeto Vamos Ler, do Jornal da Manhã. Você tem alguma atividade com jornal para compartilhar? Mande para programajornaleeducacao@gmail.com

Escola: Colégio Emília Erichsen

Cidade: Castro/PR P

rofessora: Dayme Bençal

Turma: 6ª série

Objetivo e Metodologia: Durante um estudo sobre as reportagens de jornal, a professora pediu que os alunos escolhessem uma delas e passassem para a linguagem não-verbal. No momento, a turma estava também envolvida em uma campanha solidária, e isso motivou que a matéria escolhida fosse sobre uma campanha de arrecadação de roupas. A escola está arrecadando agasalhos para doar às crianças de um bairro rural (Guararema), em Castro.

Resultados esperados e alcançados: "O resultado superou as expectativas, pois os alunos se mostraram preocupados com a questão da solidariedade." (Professora Dayme)
Fonte: Vamos Ler

Projeto Vamos Ler usará quadrinhos para trabalhar as características regionais de Ponta Grossa e municípios vizinhos

Este ano o projeto Vamos Ler, do Jornal da Manhã (Ponta Grossa/PR) traz uma novidade para alunos e professores. A cada quinze dias um desses personagens e sua turma irão aparecer na página JM nas escolas, no Jornal da Manhã, e também no site (http://www.vamoslerjornaldamanha.com.br/), em HQs falando um pouco sobre as características da região.

As tirinhas começam a ser publicadas em abril, sempre com uma história diferente que irá ampliar o conhecimento dos escolares e reforçar a importância do regionalismo.
O Projeto será realizado em parceria com a Associação dos Municípios dos Campos Gerais (AMCG).

Fonte: Vamos Ler

quinta-feira, 24 de março de 2011

Painel Educação na Sociedade em Rede (Releitura de Ivan Illich e a Sociedade Desescolarizada 40 anos depois)

Compartilhamos trechos do vídeo do Painel Educação na Sociedade em Rede, realizado no 2o Seminário A Sociedade em Rede e a Educação, no dia 15 de setembro de 2010, pela Rede Vivo Educação.
Palestrantes: Gil Giardelli, Rafael Reinehr e Edilberto Sastre.
Comentarista: Luiz de Campos Jr.

Educador quer redes sociais no currículo escolar

As redes sociais, como o Twitter, o YouTube e o Flickr, podem – e devem – entrar nas salas de aulas como ferramentas de uso pedagógico, na avaliação do pesquisador do Núcleo de Informática Aplicada à Educação (Nied) da Unicamp, José Armando Valente. Nesta sexta-feira, o professor vai participar do congresso People.Net in Education, no auditório da Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo, que vai discutir a aplicação das redes sociais à educação.

Ao iG, Valente adiantou o foco de sua palestra e a preocupação de que as ferramentas não sejam usadas apenas como um apêndice das aulas, mas que haja uma orientação sobre o conteúdo consumido e gerado para a rede dentro das escolas: “Se não tiver alguém orientando, não é pedagógico. A ideia de que na rede um ajuda o outro, é romântica. O que acaba acontecendo é que um cego conduz outro cego”, diz. Para o professor, atualmente, nenhum país consegue fazer isso de forma sistemática, apenas através de iniciativas pontuais.

Confira a entrevista concedida por telefone pelo pesquisador, que é também professor do Departamento de Multimeios, Mídia e Comunicação do Instituto de Artes da Unicamp e pesquisador colaborador do Programa de Pós-Graduação em Educação: Currículo, da PUC-SP.

iG: As redes sociais já são usadas nas escolas como ferramenta para desenvolver o aprendizado dos alunos?
José Armando Valente: Tem professores – pontualmente – usando blogs e outros recursos de rede sociais em aula, mas isso só ocorre por interesse particular de alguns profissionais. Não existe uma prática incentivada por grupos, escolas, redes de ensino. Mesmo assim, o que eles fazem, na maioria dos casos, é usar blogs para divulgar algum conteúdo que não deu tempo de passar em aula, receber material de aluno. Essa prática não inova em nada, é apenas uma outra forma de transmitir informação. Poderia ser usado um email, por exemplo.

iG: E como seria o uso de forma inovadora?
José Armando Valente: As ferramentas de redes sociais devem ser usadas como práticas pedagógicas, de forma integrada ao currículo. Não adianta só acessar a rede dentro da escola, sem uma proposta. Tem que ter alguém olhando e orientando, verificando se os alunos estão gerando conteúdo de fundamento, se tem um conceito sendo trabalhado. Isso é o que quero falar na palestra (no congresso Congresso People.Net in Education): “Se não tiver alguém orientando, não é pedagógico. A ideia de que na rede um ajuda o outro, é romântica. O que acaba acontecendo é que um cego conduz outro cego”.

iG: O senhor poderia citar exemplos práticos?
José Armando Valente: Brincar no Twitter gera um conteúdo de síntese muito grande. O professor de português poderia usar essa atividade para treinar o resumo de ideias com os alunos. Mas não é o que ocorre. Os jovens usam a ferramenta, mas o professor não intervém, não questiona o que eles fazem. Outro caso que tomei conhecimento é o de uma escola que propôs que os alunos organizassem um
flash mob (mobilização instantânea em local público, geralmente organizada por email ou redes sociais). Deu certo, mas os professores de matemática perderam a oportunidade de trabalhar vários conceitos em relação ao evento, como estratégia e logística, que são conteúdos da aula de matemática. A escola fez a atividade, mas não usou como prática pedagógica. Aí nas aulas mantém o método tradicional de transmissão de conhecimento, que se torna uma chatice para os alunos.

iG: Quais as dificuldades para tornar esse uso das atividades em rede como prática pedagógica uma realidade?
José Armando Valente: É muito difícil, é mais fácil usar recurso para transmitir informação, do jeito que sempre foi. Mesmo quando os professores têm interesse e vontade, não têm apoio da gestão da escola, das redes de ensino para aplicar outros tipos de aula. É complicado usar de forma isolada, tem que estar no currículo. Hoje, as redes sociais são usadas só como apêndices, atividades fora da rotina.

iG: Em algum país é diferente e as redes já são integradas ao currículo?
José Armando Valente: Ninguém faz isso no mundo inteiro. Mesmo a Coréia do Sul e a Dinamarca, países tecnologicamente avançados e com
bons resultados nas avaliações educacionais, não conseguiram. A Inglaterra tem um grupo que está trabalhando o conceito há algum tempo, tem consciência da necessidade dessa mudança, mas só aplicou a prática em escolas pontuais.

iG: Por que as mudanças tecnológicas demoram mais a ser incorporadas no ambiente escolar que em outros meios. As escolas continuam muito parecidas com as de décadas atrás...
José Armando Valente: O ensino tem uma estrutura hierarquizada, difícil de ser transformada. Uma das atividades da educação é perpetuar o status quo. E essa manutenção tem um valor. Mas essa mudança que estamos falando, das atividades da era do lápis e papel para a era digital, é necessária. Um gráfico que era desenhado no papel agora rapidamente ganha recursos e formas através da tecnologia. O estudo dele muda, não basta só entender o gráfico, mas é preciso interpretá-lo, dar novas funções e movimentos a ele. E isso tem que entrar no currículo.

iG: Muitas vezes, os alunos já têm mais facilidade com a tecnologia do que os professores. Isso não atrapalha a relação professor-aluno? Como os docentes devem se preparar para lidar com essa diferença de experiência e conquistar o respeito dos alunos?
José Armando Valente: O professor tem que ser esperto, usar os conhecimentos do aluno, pedir ajuda no que os jovens conhecem mais, organizar uma dinâmica na sala de aula que dê voz a quem sabe. O professor precisa sair do pedestal e entender que tem gente que sabe mais que ele. A grande dificuldade está em querer que o professor saiba tudo, enquanto a molecada toma conta. É preciso fazer uma parceria com o aluno.

Fonte: iG/ Tatiana Klix, iG São Paulo 24/03/2011

Películas y comics en tus trabajos

El profesor os encarga un trabajo sobre las guerras de Napoleón, o sobre la crisis en Libia, o sobre el atentado de las Torres Gemelas... y vosotros, en lugar de presentar un montón de papeles con varias grapas, presentáis un vídeo en Youtube contando la historia con personajes y diálogos mostrando lo que muchas veces el texto no consigue.

Ser original es algo cada vez más necesario en un mundo saturado de información. Los trabajos académicos (y profesionales) son cada vez más parecidos unos a otros, destacándose únicamente los más creativos.

Como anécdota quiero explicaros lo que ocurrió hace ya más de 10 años, cuando presenté mi proyecto de fin de carrera en la UPC (Universidad Politécnica de Catalunya).

Después de ver que la mayoría de los proyectos eran presentados con aburridas presentaciones en PowerPoint (aunque los temas podían ser mucho más interesantes que el mío), decidí conquistar al jurado con una animación hecha en Flash (que, por aquel entonces, era relativamente nuevo). El tema de mi proyecto tenía un enorme contenido matemático, si lo hubiera presentado de la forma tradicional, habría mostrado muchas fórmulas matemáticas que aburrirían a la mayoría; con una animación conseguí atraer la atención de griegos y troyanos, mostrando la parte técnica en el trabajo en papel y dejando en la presentación únicamente la parte "divertida".

Fue un éxito, y nos lo pasamos bien.

Hoy existen muchos recursos que nos pueden ayudar a destacar de esa forma, haciendo más divertido y productivo el trabajo. En Youtube, por ejemplo, acaban de publicar
www.youtube.com/create, donde muestran tres herramientas bastante conocidas para que cualquiera pueda crear animaciones sin necesidad de muchos recursos.

Stupeflix Video Maker
Podemos mezclar fotos, vídeos, mapas, textos y música para generar de forma automática un vídeo con el resultado, siendo ideal para introducciones para cualquier trabajo académico.

Xtranormal Movie Maker

Mi preferido, donde podemos crear animaciones en 3D con diálogos de personajes comentando cualquier tema, aunque ni todos los escenarios ni todos los personales son gratuitos.

GoAnimate

Para crear animaciones en formato de cómic, de forma sencilla y gratuita.

En realidad hay muchas más opciones, incluso existe la posibilidad de que grabéis un vídeo en el que vosotros mismos seáis los actores de una mini-obra de teatro.

Lo importante es innovar, diferenciarse para presentar un trabajo agradable sin olvidar la calidad del contenido.


Fonte: Juan Diego Polo

12 tesis para el cambio educativo


Dica de livro de Rosa María Torres:

Rosa María Torres
Justicia educativa y justicia económica: 12 tesis para el cambio educativo
Estudio continental encargado por el
Movimiento Internacional 'Fe y Alegría'/ Entreculturas, Madrid, 2005.

Para fazer o download do livro clique aqui!

1. Del ALIVIO DE LA POBREZA al DESARROLLO

2. De la educación como POLITICA SECTORIAL a la educación como POLITICA TRANSECTORIAL

3. Del predominio de los CRITERIOS ECONOMICOS a una VISION INTEGRAL de la cuestión educativa

4. De la AYUDA INTERNACIONAL a una auténtica CO-OPERACIÓN INTERNACIONAL

5. De la ESCUELA a la EDUCACION

6. Del derecho a la EDUCACION al derecho a la BUENA EDUCACION

7. Del derecho al ACCESO al derecho al APRENDIZAJE

8. Del derecho al APRENDIZAJE al derecho al APRENDIZAJE A LO LARGO DE TODA LA VIDA
9. De la ESCUELA a la COMUNIDAD DE APRENDIZAJE

10. De la CAPACITACION DOCENTE a la CUESTION DOCENTE

11. De la EDUCACION BASICA COMO EDUCACION ESCOLAR a la EDUCACION BASICA COMO EDUCACION CIUDADANA

12. De ADECUARSE AL CAMBIO a INCIDIR SOBRE EL CAMBIO

Fonte: Otra Educación

Instituto Akatu lança portal de consumo consciente para crianças

O Instituto Akatu pelo Consumo Consciente lança na próxima segunda-feira (28) o portal Akatu Mirim (www.akatumirim.org.br), um portal inédito sobre consumo consciente voltado para crianças, criado e desenvolvido pela agência digital Tribo Interactive e patrocinado pelo refresco em pó Tang, da Kraft Foods Brasil.

O lançamento do Akatu Mirim faz parte das comemorações do aniversário do Instituto Akatu, que completou no último dia 15 dez anos de trabalhos pelo consumo consciente, em parcerias com a iniciativa privada e o poder público. Com o novo portal, o Instituto espera motivar também as crianças para o consumo consciente, por meio de conteúdo lúdico e pedagógico. O Akatu Mirim apresenta ainda áreas voltadas para pais e educadores, como dicas e planos de aula.

Com vasta experiência no relacionamento responsável para o público infantil, a Tribo Interactive criou para o Akatu um portal divertido e repleto de atividades que visam inserir por meio de jogos, brincadeiras, animações e interatividade as crianças no universo de consumo consciente, tratando de temas presentes em seu dia a dia. As ilustrações apresentam de forma leve e descontraída o conceito “De onde vem? Pra onde vai?”, para que as crianças comecem a descobrir que os bens e serviços vêm de uma cadeia produtiva e causam impactos – desde a origem até o descarte.

Entre os temas abordados, o primeiro será petróleo. As crianças são convidadas a descobrir em que objetos de seu cotidiano está presente o minério. Os próximos serão sacola plástica, garrafa d’água, celular e bala.

Jogos
O portal oferece jogos on-line, nos quais as crianças conhecem mais do produto específico jogando. No jogo “Descobrindo Petróleo!”, elas encontram petróleo em diversos objetos, como brinquedos, vestuário e utensílios de casa.

Atividades
Há sugestões também de atividades para serem feitas fora do computador, sozinha ou em grupo. A criança baixa as instruções do site e desenvolve as atividades. Por que ir sozinho para a escola? Que tal juntar os amiguinhos e irem todos em um só carro? Papais e mamães podem se revezar levando a criança e menos carros estarão circulando, assim o trânsito melhora e jogamos menos gás carbônico na atmosfera, reduzindo o efeito estufa.

E por que não aproveitar a ida à padaria para uma caminhada exploratória? O “Diário de um Pedestre” é atividade que estimula deixar o carro em casa, assim a criança se conscientiza e ajuda a mobilizar a família.

Animações
Você sabia que tem petróleo na goma de mascar, no asfalto, na garrafinha d'água, no batom, no tênis, na sacola plástica do supermercado? Questões como estas estão presentes nos vídeos animados, que apresentam a descoberta da matéria-prima, o primeiro uso em grande escala, até onde podemos encontrá-lo no dia a dia, sua importância para o ser humano e o mais importante: trata-se de uma fonte finita que precisa ser consumida conscientemente.

Mural
O tema ainda pode ser discutido no Mural, com enquetes e perguntas ao Akatu Mirim, personagem que vai interagir com as crianças sobre como consumir com responsabilidade e tirar dúvidas sobre o conteúdo do site.

“O Akatu Mirim surge como uma ferramenta de conscientização sobre o consumo consciente para as crianças, despertando o interesse pelo tema por meio da diversão e aproveitando a curiosidade natural para mobilizar o público infantil para consumir com responsabilidade. Assim, desde pequenos, eles descobrem que nossos atos causam impactos em nós mesmos, na nossa cidade e no planeta. De maneira divertida, as crianças percebem que pequenos atos repetidos ao longo da vida e por muitas pessoas podem fazer um planeta melhor”, afirma Helio Mattar, diretor-presidente do Instituto Akatu.

“A Tribo Interactive sabe falar com o público infantil e respeita esse público. Estamos aliando o nosso conhecimento ao do Instituto Akatu para produzir um Portal extremamente útil e divertido para as crianças. Um portal que possui uma responsabilidade muito grande de tratar temas importantes da atualidade”, afirma Raul Orfão, sócio-diretor da Tribo Interactive.

Sobre o Instituto Akatu
O Instituto Akatu é uma organização não governamental e sem fins lucrativos que vê o ato de consumo como um instrumento fundamental de transformação do mundo.
O Akatu completou 10 anos no dia 15 de março e trabalha para contribuir na conscientização e na mobilização dos cidadãos para consumir sustentavelmente – de modo a tornar o mundo mais justo e sustentável hoje e a deixar um mundo melhor para as próximas gerações – e consumir solidariamente, fazendo escolhas de consumo aumentar os impactos positivos e diminuir os impactos negativos.


O consumo não é apenas um ato pontual, mas um processo que começa antes da compra e termina depois do uso, envolvendo escolhas como: por que comprar, de quem comprar, o que comprar, como comprar, como usar e como descartar?

Consumir conscientemente não é não consumir. É consumir menos e diferente, tendo no consumo um instrumento para o bem-estar e não um fim em si mesmo.
Basicamente, o Akatu investe em duas frentes de trabalho: comunicação e educação.

Para saber mais, acesse: www.akatu.org.br ou, no Facebook, http://www.facebook.com/institutoakatu ou siga no Twitter www.twitter.com/institutoakatu.

Fonte: Instituto Akatu - Ass. de Imprensa

Arranca la tercera edición de “Aprendamos a entender los medios de comunicación social”

Desde o dia 10 de março até primeiro de maio acontecerão cerca de 40 sessões de uma hora e meia da oficina "Aprendamos a entender os meios de comunicação", realizada

En esta tercera edición, está previsto que participen en el proyecto más de 1.300 alumnos de 4º de la ESO, pertenecientes a veinte colegios e institutos madrileños, fomentando el espíritu de respeto al pluralismo, así como el conocimiento del contenido multidisciplinar que generan dichos medios. Esta ampliación de colegios desde los doce de la edición anterior llevará los Talleres de la Obra Social La Caixa a municipios de la Comunidad de Madrid como Alcalá de Henares, Alcobendas-San Sebastian de los Reyes y Móstoles-Alcorcón. Los conferenciantes son periodistas socios de la Asociación de la Prensa de Madrid (APM) con amplia experiencia profesional y docente.

Del 10 de marzo a primeros de mayo se realizarán 40 sesiones de hora y media (dos sesiones por centro). La jornada inaugural de esta edición se celebrará en las próximas semanas en un colegio aún por determinar y está previsto que asistan representantes de Obra Social La Caixa y de la APM.

Los jóvenes, con edades comprendidas entre los 15 y los 16 años, tendrán ocasión de comparar de qué forma se ofrece una misma noticia en los distintos medios informativos. Asimismo, manejarán los periódicos del día y tendrán ocasión de analizar por grupos los contenidos de la prensa.

Durante los próximos días podrán hacer sus primeros “deberes periodísticos”, consistentes en la realización de ejercicios de carácter elemental como la titulación de noticias, elaboración de pies de fotos, reordenación de los párrafos de crónicas conforme al tradicional esquema de la pirámide invertida y otros. Cada alumno recibirá además una colección de portadas de periódicos con noticias históricas.

Sin embargo, el proyecto “Aprendamos a entender los medios de comunicación social” no busca despertar vocaciones periodísticas, sino imbuir en los jóvenes la necesidad de estar informados para que sean ciudadanos conscientes de sus derechos y de sus obligaciones. Y la mejor forma de estimular la necesidad de información es, sin duda, enseñarles desde el principio a entender el funcionamiento de los medios.

El director del proyecto es el periodista y profesor universitario Manuel de Ramón. El pasado curso 2009-10 se realizó en doce institutos y colegios de la Comunidad de Madrid y participaron en él más de 800 alumnos. El resultado positivo de la experiencia animó a sus promotores a extenderla al presente curso a veinte centros.

La iniciativa es coordinada por el Departamento de Formación y Empleo de la APM ( formacionyempleo@apmadrid.es)

Vídeo da primeira edição da oficina:http://www.youtube.com/watch?v=oGgDgpTvGZo


Vídeo da segunda edição da oficina: http://www.youtube.com/watch?v=89yGDWEAiPY


Fonte: APM

quarta-feira, 23 de março de 2011

Justiça proíbe Google de criar maior biblioteca de livros virtuais do mundo

A justiça dos Estados Unidos vetou o acordo que permitiria ao Google criar a maior biblioteca de livros digitais do mundo. As empresas contrárias ao projeto, entre as quais a Amazon, alegavam que o mesmo violava as leis de direitos autorais.

O acordo em questão começou a ser negociado em 2005 pelas associações que representam autores e editoras de livros dos Estados Unidos e o Google. Ele previa que o gigante de buscas divulgasse as obras literárias na internet, em troca do pagamento de US$ 125 milhões pelos direitos autorais.

O juiz responsável por analisar o caso e que emitiu o parecer contrário ao acordo, Denny Chin, afirma que, apesar de a criação de uma biblioteca de livros virtuais favorecer muitas pessoas, ela poderia “ir longe demais”, dando uma vantagem muito grande para o Google em relação a outros competidores.

De acordo com a agência de notícias Reuters, o Departamento de Justiça norte-americano ainda destacou que o acordo pode violar as leis de direito autoral e de livre competição.

O Google já tinha transformado cerca de 12 milhões de livros para o formato digital.
Fonte: Olhar Digital

Tsunami e jornais escritos à mão

Ninguém se comunica pelo Twitter, blogs ou e-mail. As pessoas também não usam telefone. Sem eletricidade, gasolina e gás a cidade traumatizada pelo tsunami está fazendo as coisas realmente amaneira antiga: usando papel e caneta.

Incapaz de operar sua impressora do século 20–os computadores, então, nem pensar–, website ou celulares 3G, os jornalistas do único jornal de Ishinomaki, o Hibi Shimbun, escrevem seus artigos à mão com canetas hidrográficas em grandes folhas de papel branco.

Ao contrário do que ocorre com a mídia moderna, o método tem funcionado.

“As pessoas que sofrem uma tragédia como essa precisam de alimentos, água, mas também de informação”, disse Hiroyuki Takeuchi, chefe de reportagem do Hibi Shimbun. “ Elas estavam habituadas a se informar pela TV e pela internet, mas, quando não há eletricidade, a única coisa que têm é o nosso jornal.”

Embora a recente agitação política que toma conta do mundo árabe tenha realçado o poder das novas mídias, a miséria no Japão, um dos países mais conectados do mundo, fez a comunicação retroceder no tempo.

Durante alguns dias, pelo menos, a palavra escrita à mão e impressa atingiu o auge. Depois de escrever e editar os artigos. Takeuchi e outros da equipe copiam suas matérias à mão em folhas de papel para distribuí-las em centros de ajuda de emergência que acolhem os sobreviventes do pior terremoto sofrido pelo país e do tsunami que se seguiu.

“Eles estavam desesperados por informações”, disse Takeuchi, que durante dez dias após o tsunami dormiu na redação do jornal, uma vez que as águas inundaram o andar térreo de sua casa. Com a eletricidade de volta para um terço dos 160 mil moradores da cidade, o jornal deixou de lado a caneta e voltou a ser impresso.

O acesso à internet, porém, ainda não está disponível. Na segunda-feira, a capa do jornal elogiava um “resgate milagroso”, a história de uma senhora de 80 anos e de seu neto de 16, retirados de sua casa destroçada.

Na costa,em Sendai, uma cidade antes próspera de mais de 1 milhão de habitantes, a irresistível força digital também ficou interrompida.“Em condições como essas, nada tem o poder do papel”, disse MasahikoIchiriki, presidente e dono do Kahoku Shimpo, principal jornal da cidade.

Edição especial. Com muitas lojas fechadas, as pessoas não conseguem comprar baterias para seus rádios. O colapso do sistema elétrico provocou o desligamento de computadores e aparelhos de TV , mas o jornal continua sendo publicado o tempo todo. Chegou até a trazer uma edição especial , de uma página, na noite do tsunami. “Os moradores, famintos por informação dependem do nosso jornal como um salva-vidas”, disse. O Kahoku Shimpo fornece não apenas notícias sobre a catástrofe, mas também informações vitais sobre que lojas têm alimentos, quais estradas já estão transitáveis, que bancos têm dinheiro em caixa e quais filiais de uma conhecida loja de bebidas foram reabertas.

Em Ishinomaki, cidade menor do que Sendai, porém mais destruída, o Hibi Shimbun não foi publicado por dois dias após o tsunami. Um dos seis jornalistas foi arrastado dentro do carro pelas águas quando voltava de um compromisso. Ele sobreviveu e, depois de alguns dias no hospital, voltou ao trabalho.

Hiroyuki Takeuchiestava em seu escritório na hora do terremoto, às 14h46n do dia 11 de março. Ele tinha acabado de concluir a edição do dia, que trazia um artigo de capa sobre os “encantos ocultos” de Ishinomaki e as promessas das autoridades para a reformadohospital e outras instalações. O terremoto sacudiu de maneira tão forte os dois andares do prédio do jornal que as lâmpadas fluorescentes caíram do teto e os armários tombaram no chão.

A primeira edição escrita à mão, preparada no dia 13 de março, trouxe como manchete a promessa de “tentar e obter informações mais precisas possíveis sobre a tragédia”.

E informou sobre a chegada de equipes de socorro de todo o Japão e sobre a extensão da devastação. Casas e empresas situadas à beira-mar foram destruídas. Mais de 30 mil pessoas procuraram refúgio em abrigos. “Agora, conhecemos a extensão total dos danos”, era um dos títulos da edição. No dia seguinte,o jornal trouxe o nome e a idade de 34 moradores da área cujos corpos haviam sido identificados. Informou também sobre um roubo em um supermercado, um sinal do desespero da cidade. “Os jornalistas, porém, procuraram levantar o ânimo da população”, disse Takeuchi.“ Procuramos coisas que dessem esperança. Essa é a nossa filosofia.”.

Segundo ele, o jornal deixou de publicar nomes de pessoas mortas porque o número de vítimas continuou crescendo. Mais de 1,3 mil corpos foram encontrados. Todo o esforço ajudou a preencher o vazio deixado pela ausência da mídia eletrônica.

“Viver sem eletricidade ou água e pouca comida é muito duro”, disse Yutaka Iwasava, de 25 anos,morador de Ishinomaki. “Mas o pior é não ter nenhuma informação.”

Iwasava disse que, desde o tsunami não conseguiu mais acessar seu e-mail e nem navegar na internet.

Fonte: O Estado de S.Paulo – Visão Global – 23/03/2011 – Pág. A16/ Por Andrew Higgins