Aqui você encontrará notícias, dicas de sites, cursos, músicas, eventos e atividades que estejam ligadas a projetos de Jornal e Educação e Jovens Leitores.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Professoras participantes do Programa A Gazeta na Sala de Aula (Vitória - ES) apresentam trabalho no II PomerBr

As professoras Brunelle Jastrow e Irinete Ponath, da Escola Fazenda Franz Schneider, de Santa Maria de Jetibá, farão uma apresentação do projeto "Lar, doce lar: quanto vale a sua história?" no II PomerBr. O evento acontecerá entre os dias 14 e 16 de junho, em Santa Maria de Jetibá - Espírito Santo. A dupla de educadoras foi a idealizadora do projeto, vencedor da Comenda na categoria Jornal e Educa
categoria Jornal e Educação do Prêmio Mundial de Jovens Leitores, em 2011. O prêmio foi concedido pela Associação Mundial de Jornais (WAN).
Na programação do evento estão incluídas apresentações culturais e acadêmicas.





















Por Cristina Barbiero e Carolina Bragio

sexta-feira, 25 de maio de 2012

PJE e parceiros promovem 6º Seminário "O professor e a leitura do jornal" dias 12 e 13 de julho



Nos dias 12 e 13 de julho de 2012 acontece o 6º Seminário "O professor e a leitura do jornal", cujo tema é ‘Redes Sociais e Interatividade‘. O evento é uma promoção da Associação de Leitura do Brasil (ALB), Faculdade de Educação da Unicamp, Grupo RAC/ Correio Escola Multimídia e Programa Jornal e Educação da Associação Nacional de Jornais.
Há condições especiais para os associados da Associação de Leitura do Brasil (ALB) se inscreverem para apresentação de trabalhos. O prazo encerra-se em 15 de junho.
Mais informações: http://www.qualisaeditoracao.siteprofissional.com/6seminario/index.php

Programa A TARDE Educação ganha prêmio internacional

O programa A TARDE Educação foi premiado na categoria excelência duradoura do Prêmio Mundial Jovens Leitores, da WAN (Associação Mundial de Jornais e editores de notícias, em português), que representa instituições de 120 países. O anúncio foi feito nesta terça-feira, 23, e a premiação acontecerá em julho em Bangkok, na Tailândia.
O iniciativa da WAN tem por objetivo premiar projetos que promovam a formação de leitores em todo o mundo. Dentre as categorias do prêmio, estão Editorial, Serviço Público e Jornal do Ano. A TARDE foi premiado em uma categoria considerada especial pela WAN.
A assessora de projetos sociais do Grupo A TARDE e gestora do programa premiado, Luciane Alcântara, destacou que o prêmio foi uma recompensa ao trabalho da equipe ao longo da história do programa. “Esse prêmio vem coroar um trabalho de 16 anos em prol da leitura e da cidadania. Trata-se de uma grande equipe que ultrapassa os muros de A TARDE, que estão espalhados pelas principais cidades da Bahia. A união de tudo isso é o que dá sentido às nossas ideias, transformando-as em ações de sucesso”, ressaltou.
Com o objetivo de incentivar a formação de novos leitores e estimular as práticas de leitura e escrita entre os estudantes, o Programa A TARDE Educação está, hoje, em 43 cidades na Bahia, dentre elas, Itabuna, Feira de Santana e São Sebastião do Passé.
O programa beneficia mais de 7 mil professores em cursos de formação continuada, que têm por objetivo proporcionar aos educadores ferramentas para utilizarem o jornal em sala de aula. São atendidas também quase 3 mil escolas, beneficiando mais de 100 mil estudantes.
A WAN é a organização global da imprensa do mundo, representando mais de 18 mil publicações, 15 mil sites online e mais de 3 mil empresas em mais de 120 países.
Fonte: Blog A Tarde Educação 23/05/2012

Iniciativa do jornal Pioneiro ganha prêmio internacional



O jornal Pioneiro, de Caxias do Sul, recebeu uma comenda do júri da Associação Mundial de Jornais (World Association of Newspapers and News Publishers– WAN-IFRA) com o projeto Jornalista por um Dia. O Foca – apelido do projeto em referência ao jargão que identifica jornalistas iniciantes – foi inscrito na categoria Projetos de Excelência Contínua do prêmio destinado a ações que estimulem a leitura entre os jovens.
O projeto existe desde 1997, e mais de 1,6 mil estudantes já foram Jornalista por um Dia. Os alunos da Serra são incentivados a produzir notícias, artigos, fotos, charges, crônicas ou ilustrações tratando de todas as editorias do Pioneiro. Os melhores trabalhos, anualmente, são publicados em uma edição especial encartada no jornal. De 1997 a 2011, o Pioneiro já recebeu mais de 60 mil trabalhos.
No aniversário de 15 anos do projeto, 15 ex-focas foram localizados pela equipe de reportagem do jornal. Eles falaram sobre o trabalho que exercem hoje e como a leitura foi importante nas suas vidas.
– Este é um programa extremamente completo que incentiva os alunos a aprender fazendo, não apenas relatando, mas empregando todas as etapas de produção de uma notícia – disse a diretora executiva da Associação Mundial dos Jornais Dr. Aralynn Abare McMane, ao anunciar a conquista da comenda ao editor-chefe do Pioneiro, Roberto Nielsen. Essa foi a posição do júri em relação ao Jornalista por um Dia.


Conheça o projeto: http://wp.clicrbs.com.br/jornalistaporumdia/
Fonte: Núcleo RBS de Divulgação/ Foto: Nereu de Almeida 23/05/2012

Estudantes pesquisam o destino do lixo


Na Escola Municipal Dr. Fulton Vitel B. de Macedo, localizada na Vila Odete em Ponta Grossa, a professora Roseli Rodrigues aproveitou as notícias publicadas no Jornal da Manhã que abordavam o meio ambiente para discutir com os alunos do 5º ano B ações para diminuir os problemas causados pelo lixo.

O caso revelado na coluna Fala Cidadão do dia 27 de março: ‘Leitor quer solução para lote sujo no centro de PG’, chamou a atenção da turma. “Todos concordaram que o abandono em que se encontra o terreno mencionado no texto acaba denegrindo a imagem do município”, explica Roseli. A partir daí todos foram em busca de informações sobre o destino do lixo.


Além de pesquisas em outras fontes de informação, a turma participou de palestra com o funcionário do Hospital Vicentino, Airton Ferrari, que falou sobre lixo hospitalar. “Também fomos entrevistar pessoas da comunidade para verificar qual era o destino dado ao lixo produzido em suas casas. Como resultado, descobrimos que a maioria das famílias não faz a coleta seletiva, mas existem exceções, como a senhora Ana Lúcia que confecciona sacolas, estojos, flores, utilizando produtos recicláveis, e depois vende, o que lhe dá uma renda extra. Conhecemos também o caso de um morador na rua Serra da Canastra que cuida de uma nascente que fica em seu lote”, revela Roseli.

Com o trabalho a professora conseguiu um maior envolvimento da comunidade com a escola e mais interesse dos alunos na realização das atividades propostas. Os alunos fizeram um folder informativo para enviar às famílias entrevistadas.
Fonte: Jornal da Manhã - Talita Moretto 22/05/2012

segunda-feira, 21 de maio de 2012

ANDI lança novo blog para estimular o debate sobre a defesa dos direitos da Criança e do Adolescente.



A ANDI – Comunicação e Direitos lançou dia 16/05 um novo espaço para estimular o debate sobre a defesa dos direitos da Criança e do Adolescente. O blog Direitos, Infância e Agenda Pública se propõe a contribuir para qualificar a cobertura jornalística, subsidiando os profissionais e estudantes de comunicação com uma produção atenta às políticas públicas, monitoramento de notícias relacionadas a direitos humanos, pesquisas, estudos nacionais e internacionais, além da participação de fontes de informação.

Concebido como parte do projeto Jornalista Amigo da Criança (JAC), realizado pela ANDI e Petrobras desde 1997, o blog contará com participação dos jornalistas diplomados compartilhando suas experiências profissionais.

O blog também contará com o olhar atento de especialistas que trarão análises sobre os principais assuntos de grande repercussão envolvendo os eixos temáticos de atuação da ANDI: Infância e Juventude, Inclusão e Sustentabilidade e Políticas de Comunicação.

Violência sexual em foco
Durante toda a semana, o blog Direitos, Infância e Agenda Pública integrará a mobilização nacional em torno do dia de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, 18 de maio. O tema da campanha deste ano é a necessidade de criação de políticas públicas e outras ferramentas de enfrentamento ao aumento dos casos de violência sexual em grandes obras.

Para tratar do assunto, foram convidados a especialista Estela Scandola e o Jornalista Amigo da Criança Mauri König. Estela é diretora do Instituto Brasileiro de Inovações Pró-Sociedade Saudável do Centro Oeste (IBISS/CO) e coordenou a pesquisa Impactos do setor sucroalcooleiro na exploração sexual de crianças e Adolescentes em Mato Grosso do Sul

Já König venceu duas edições do Concurso Tim Lopes de Jornalismo Investigativo, promovido pela ANDI em parceria com a Childhood Brasil. Em entrevista, ele trata sobre os desafios da cobertura em direitos humanos, em especial quando se trata de um tema tão delicado como a exploração sexual de meninos e meninas.
Conheça o projeto, acesse blog.andi.org.br.
Fonte: ANDI

Prêmio FT prorroga prazo para inscrição

O prazo para inscrever seu projeto no Prêmio Fundação Telefônica de Inovação Educativa foi prorrogado por mais duas semana, até o dia 03 de junho.
A Fundação Telefônica | Vivo vai reconhecer globalmente os educadores inovadores que utilizam as tecnologias da informação e da comunicação (TIC) com estudantes de 3 a 17 anos, da Educação Infantil até o Ensino Médio.
Portanto, professores de todo o Brasil, ainda dá tempo de se inscrever e concorrer a prêmio especiais, como notebooks, câmeras digitais, tablets, lousas digitais e muito mais!
Aproveite essa oportunidade! Participe e divulgue!
Dúvidas, escreva para: premio@fundacaotelefonicabr.org
Fonte: Instituto Paramitas

‘Vamos Ler’ promove oficina sobre jornal na educação amanhã no SESC Ponta Grossa

Projeto Vamos Ler, do Jornal da Manhã, em parceria com o SESC Ponta Grossa, promove dia 18/05 a oficina ‘Programas Jornal e Educação: Formando o sujeito da aprendizagem pelas página do jornal’, com a Coordenadora Executiva de Programa Jornal e Educação da Associação Nacional de Jornais (PJE/ANJ), Cristiane Parente. O encontro, que revelará experiências de programas realizados em diversos países, é exclusivo para os professores que desenvolvem o Vamos Ler em escolas de Ponta Grossa, Carambeí, Telêmaco Borba e Irati. Cristiane atua na interface mídia e educação há mais de dez anos.
Cristiane durante uma oficina com professores do programa ‘O Diário na Escola’, de Maringá (Foto: João Paulo Santos / O Diário do Norte do Paraná)
Confiram a entrevista que fiz com ela:
Talita Moretto: Quando você começou a trabalhar com projetos envolvendo os jovens, a mídia e a educação, e o que motivou seu interesse por essa área?
Cristiane Parente: A relação ‘mídia e educação’ sempre esteve presente em minhas ações e reflexões antes mesmo de eu entrar para a faculdade de Jornalismo, quando cheguei a fazer alguns semestres de Psicologia e pensava no impacto que as mídias causavam na infância e adolescência e a relação que esse público tinha com elas. Depois de formada, posso dizer que dois anos foram especiais. Em 1998, quando criei e editei um suplemento infantil e, junto com ele, um conselho de leitores formado por crianças de 8 a 10 anos. Todos os meses nos reuníamos na redação do jornal O Povo, de Fortaleza/CE, para discutir as pautas do suplemento, conversar sobre as edições passadas e ver quem sairia comigo para apurar notícias e escrevê-las. Sempre acreditei no direito à comunicação como um direito humano e na importância da autoria para esse público. Isso gera um grande amadurecimento porque essas crianças passam a entender como é feita a edição de um meio de comunicação, a responsabilidade ética de falar de/sobre alguém, aprendem a fazer e receber críticas, sem falar na aprendizagem da leitura e escrita. Outro ano importante foi 2004, com a ‘4ª Cúpula Mundial de Mídia para Crianças e Adolescentes’ que, pela primeira vez, aconteceu no Brasil, no Rio de Janeiro. Após participar deste evento, eu e três amigas resolvemos que não poderíamos guardar tudo que vimos e resolvemos criar o ‘Observatório de Mídia para Crianças e Adolescentes’, em Fortaleza, além de realizarmos o evento ‘Mídia que temos, Mídia que queremos’, estimulando um debate sobre a qualidade da mídia para crianças e com a sua participação. Ou seja, sempre pensei no público infanto-juvenil de forma ativa, não passiva.
Talita: Como são desenvolvidos os Programas Jornal e Educação em outros países?
Cristiane: Não há receitas únicas, mas no geral os jornais de outros países têm investido mais ou buscado mais patrocínios para seus programas, por entenderem sua importância na formação de novos leitores e cidadãos. Também estão trabalhando mais com escolas púbicas que privadas, apesar da parceria com elas ser mais normal que aqui no Brasil, e conseguem rentabilizar mais seus materiais didáticos, além de aproveitarem datas comemorativas para incrementar seus projetos junto com vários departamentos do jornal. Também estão usando um pouco mais de tecnologia e aplicativos para atrair jovens leitores e fazem muitos concursos para estimular alunos e professores.
Talita: Como você vê esses Programas no Brasil? Há investimento por parte dos jornais?
Cristiane: Em termos de produção de materiais para educadores, espaços editoriais para os programas, criatividade e envolvimento das escolas, os programas brasileiros não ficam a dever nada em relação à maioria dos programas do resto do mundo. A prova é que em 2011 o Brasil teve três premiações no ‘Prêmio Mundial Jovens Leitores’ da Associação Mundial de Jornais e Editores de Notícias. Sem falar em outros prêmios internacionais e nacionais, como o ‘Viva Leitura’, que já deu duas menções honrosas a nossos programas, mas acho que o número de programas ainda poderia ser maior se todos os jornais entendessem a importância da parceria com as escolas, e vice-versa, na formação de leitores e cidadãos, que é uma tarefa de toda a sociedade. Nenhum país pode pensar em desenvolvimento, em um futuro econômico, político e social decente sem levar a sério a educação. E cada parcela da sociedade tem sua responsabilidade na construção desse futuro. A meu ver, a formação de novos leitores para os jornais passa necessariamente por um repensar constante do conteúdo do jornal para o púbico jovem, de como este conteúdo está sendo oferecido, de como tem sido a participação dos jovens em sua elaboração, e também passa pela escola (seus alunos e educadores). Ela precisa ser conquistada, respeitada, valorizada, ouvida, representada nas páginas do jornal.
Talita: Por que o jornal é tão importante na formação de leitores críticos?
Cristiane: De todos os veículos o jornal (em geral) ainda é o que possui mais credibilidade, mais responsabilidade em aprofundar as notícias do já passadas na televisão, rádio ou internet. Mas claro que é preciso analisar qual jornal você está lendo e comparar os veículos, as notícias, as fontes ouvidas, etc. Quando você ensina um aluno a ler um jornal de forma crítica, ele passará a ‘ler’ qualquer mídia de maneira muito mais exigente; já não verá uma imagem como algo transparente, natural; entenderá que fato é diferente de notícia; perceberá as diferenças entre os títulos e chamadas dos veículos; a importância da pluralidade de vozes e opiniões em uma notícia; as diferenças de ângulos de uma foto que podem favorecer ou não o personagem daquela matéria, etc. A leitura de um jornal também exige um pouco mais de tempo, raciocínio, imaginação, atenção, pró-atividade do cidadão. Ele não fica passivo recebendo tudo pronto. É um trabalho diferente. E o país precisa de leitores mais atentos nas palavras, imagens e nos textos do mundo! Precisa de gente com um olhar mais crítico, mais aguçado, que não fique na superficialidade dos fatos, repetindo o que vê e escuta por aí. É preciso aprender a selecionar as informações, ler, comparar, criticar e formar sua opinião.
————————————–
Cristiane Parente é Jornalista, Professora, Educomunicadora. Especialista em Teorias da Comunicação e da Imagem UFC/UFRJ; Mestre em Comunicação e Educação/ Universidad Autónoma de Barcelona. Mestranda em Educação pela Universidade de Brasília (UNB). Assumiu a coordenação executiva do Programa Jornal e Educação da Associação Nacional de Jornais em 2008. Antes disso, estava na Assessoria Especial de Cidadania Audiovisual da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, trabalhando em um projeto que tinha como intenção unir audiovisual e educação, levando cineclubes para as escolas e formação para alunos e professores.

II Encontro regional em ritmo saudável

No dia 11 de maio foi realizado o II Encontro Regional com os
monitores do Programa A Gazeta na Sala de Aula, que se
mexeram muito para acompanhar o ritmo da Oficina B. 


O encontro teve início com a apresentação do tema desta segunda 
oficina - "Mexa-se". Os participantes conheceram os objetivos e 
receberam o material da oficina.


Para aquecer os motores, os presentes participaram da oficina de
massoterapia com Ilda Soares, professora de Anchieta e
representante de Guarapari. Em seguida, para manter o ritmo
acelerado desta oficina, os monitores tiveram um momento 
de ginástica laboral, com a profissional do SESI, Gabriela
Linhares Daltio.


O encontro contou também com um bate-papo com o médico
Jorge Miranda, sobre a importância da mudança de hábito para
se ter uma vida mais saudável.

Para fechar a tarde e conferir se é possível manter o 
compasso de uma vida saudável, os monitores participaram de
um bate-papo e do "Circuito Saúde", com a enfermeira Jaqueline 
Bragio e seus alunos da Univix. Os participantes puderam medir
a glicose, aferir a pressão arterial, a frequência cardíaca, pesagem
a circunferência abdominal.


Dinâmica de entrosamento
teste
 ER 1

Oficina de massoterapia com Ilda Soares.
 teste
ER 2

Ginástica laboral com profissional do SESI
ER 4
ER 4

Palestra com o médico Jorge Miranda 
sobre a importância da mudança de 
hábito para se ter uma vida saudável
ER 4

Circuito Saúde
ER 4
Er 8
ER 4
ER 4
ER 4
Er 9
Fonte: A Gazeta na Sala de Aula (http://www.agazetanasaladeaula.com.br/index.php?id=%2Fcapa%2Fmateria.php&cd_matia=234)

Como pequenas ações podem cativar os estudantes, abrindo muitas possibilidades

A (r)evolução do ensino marca a sociedade, apontando caminhos antes jamais pensados, demandando novas práticas para formar leitores dentro da escola. A língua evolui pelas interações sociais, os signos aparecem na experiência exterior, criando um fluxo contínuo entre as leituras responsivas.

As noções de comunicação social entram para a cena de tal evolução. Hoje, ouve-se falar em uma pedagogia em conexão que abarque as mudanças causadas, principalmente, pelas novas tecnologias no âmbito técnico e interativo da rede, mudando totalmente a forma de conceber as relações humanas.

Mesmo no pequeno espaço da página do programa DM na Sala de Aula (desenvolvido pelo jornal Diário da Manhã/RS) , fica a sugestão para debater essas modificações e fazer com que o aluno volte-se para a escola sem velhos dogmas. Nesta edição, apresentamos trabalhos de duas escolas diferentes que mostram como pequenas ações podem cativar os estudantes, abrindo muitas possibilidades.

EMEF ESCOLA DO HOJE
Casamento das disciplinas
As áreas da ciência e das artes foram trabalhadas de modo criativo para falar sobre a automedicação e a construção de propagandas

O professor Carlos Renato instigou os alunos do 7º ano a parafrasear bulas medicinais, através do Jornal Diário da Manhã. As bulas trazidas de casa e devidamente analisadas serviram de base para auxiliar a pesquisa e criar remédios que todos nós gostaríamos de ter.

“Com figuras, propagandas e muita criatividade, os alunos elaboraram supostos medicamentos para combater: o cansaço, a preguiça e outros males que afetam o ser humano. Para encerrar a atividade, foi feita uma socialização, onde cada aluno vendeu seu produto para os colegas. A Escola do Hoje tem trabalhado com projetos interdisciplinares, neste semestre, estamos trabalhando com o tema Saúde: Conhecer Para Viver Bem.”, reiterou Carlos, professor da Escola Municipal de Ensino Fundamental, Escola do Hoje.

Durante a atividade, tomou-se conhecimento dos males da automedicação e da importância da avaliação de um médico profissional. Além de uma boa aula para aprimorar as habilidades artísticas, a as ciências da saúde entraram na aprendizagem, instigando a imaginação. Quem sabe, a próxima aula pode contar com a formulação de um conto....

(Parafraseando bulas medicinais / FOTO / EMEF ESCOLA DO HOJE)

EMEI CANTINHO FELIZ
As explicações presentes na Literatura Infantil Fragmentos mostram o poder de entendimento contido na literatura, um incentivo para a prática da leitura

Aproveitando a passagem da Páscoa, o livro “Que bicho será que botou o ovo?”, foi contado para os alunos de três anos do Maternal. A contação de histórias iniciadas pela professora Danusa mostrou um pouco da lógica acerca do tema.

“Os pequenos investigadores participaram de atividades que envolveram a percepção da visão, da audição, do tato, do olfato e do paladar, bem como a observação de como os animais nascem: a partir de ovos ou das mamães.”, disse a professora da Escola Municipal de Educação Infantil Cantiho Feliz.

Analisando as fotografias e as propagandas alusivas a época da Páscoa, trataram-se das formas, cores e da alimentação. Posteriormente, o jornal foi aproveitado para confeccionar cestinhas, e para descontrair, bolas de jornal serviram para brincadeiras de corrida com a capa do Super-Homem e Mulher-Maravilha, além de arremessos nas cestas confeccionadas e a tradicional roda de ovo choco.

(O jornal como suporte pedagógico / FOTO/ EMEI CANTINHO FELIZ)

Navegando...O site ZOOM, uma empresa brasileira que representa com exclusividade a LEGO® Education no país e desenvolve soluções de aprendizagem inovadoras, que introduzem um novo paradigma na educação: o de que nada supera o poder do aprender-fazendo para o desenvolvimento integral de crianças e jovens do século 21. A dica foi dada no I Seminário Nacional de Inclusão Digital, sediado em Passo Fundo durante esta semana. 

Para conhecer o trabalho desenvolvido, acesse: www.legozoom.com

Fonte: DM na Sala de Aula (http://www.diariodamanha.com/noticias.asp?ID=30122)

Com criatividade, as crianças puderam ser apresentadas à noção do coletivo e do exterior, na construção das próprias leituras do mundo

Há uma semana, o Anuário Brasileiro da Educação Básica divulgou a publicação do Todos pela Educação, que tem por base reunir informações para se pensar a educação brasileira e as soluções para uma estrutura já defasada. 


Entre as porcentagens, três índices chamam a atenção: 51,4 % das crianças de escolas públicas 
que concluíram a 2ª série (3ª ano) do Ensino Fundamental não obtiveram os conhecimentos básicos; 50,2% dos jovens de 19 anos concluíram o Ensino Médio em 2009; e 1/3 dos alunos que deveriam estar no Ensino Médio, estão no Ensino Fundamental. O ciclo é vicioso e, como se sabe, é a estrutura para crescer deve ser erguida no início, caso contrário, tudo desaba após os primeiros passos mal sucedidos. 

Outra pesquisa é aliada da primeira: uma das conclusões dos estudos intitulados Retratos da Leitura no Brasil, pelo Instituto Pró-Livro, ponderou que a figura mais influente para formar leitores é o professor, seguido das mães e família. Mais uma vez, o essencial começa com pequenas ações no mesmo espaço em que sempre esteve.


O ponto de vista entre o exterior e o individual
Observar o outono através do jornal foi a temática do trabalho de alunos da creche

Com a orientação da professora Ilzira, a primeira parte do trabalho foi um passeio no pátio da escola para que as primeiras percepções de cores e formas fossem notadas. Na volta à sala de aula, com o suporte do jornal uma leitura visual foi feita, principalmente das fotos, numa referência ao passeio.

Para finalizar a atividade as folhas do jornal foram amassadas ara confecção de uma árvore, colorida com a ajuda de tinta guache. “Com esta atividade nosso objetivo foi mostrar a estação do ano que estamos e que o mundo letrado esta em toda parte, além de acessível para todas as classes sociais.”, ressaltou a Ilzira, professora da Escola Municipal de Educação infantil Abelhinhas.

Com criatividade, as crianças puderam ser apresentadas a noção do coletivo e do exterior, na construção das próprias leituras do mundo.
Bonecos foram feitos com folhas do jornal para enriquecer o conhecimento das crianças
Alunos de três a quatro anos da pré-escola trabalharam a motricidade com a técnica de aprender como funciona o corpo humano. A divisão do corpo em cabeça, tronco e membros ajudou os alunos a visualizarem as formas respectivas.

Antes de amassar as folhas do jornal, treinado a motricidade, os pequenos olharam as imagens que ilustravam as reportagens e propagandas, a fim de reconhecer as pessoas das fotografias. O mais divertido ficou por conta de saber que pelos movimentos dos membros é que podemos nos locomover, correr, brincar e realizar outras ações.

Alunos aprendem matemática com o jornal

A professora de Matemática do Colégio Estadual Professora Linda Salamuni Bacila (Ponta Grossa/PR), Sandra Mara Maciel, utilizou os textos do Jornal da Manhã para problematizar a informação. O objetivo foi mostrar aos alunos do 2º ano / Ensino Médio como os dados matemáticos também são importantes para a compreensão das notícias, o que ela chamou de ‘comunicação através de números’. Além disso, ao propor que os jovens criassem problemas a partir de informações numéricas, a professora valorizou o trabalho em equipe e a troca de idéias. Os alunos perceberam que é necessário haver cooperação para o desenvolvimento dos cálculos na resolução do problema e a participação de todos durante a análise e discussão dos resultados.

“Eles analisaram algumas notícias, ou propagandas, que continham representações numéricas e, com base no contexto, deveriam reconstruí-las na forma de ‘problema matemático’, transferindo os valores indicados em uma das seis operações matemáticas básicas de modo que pudessem ser determinados alguns valores relativos ao tema em questão”, explica Sandra. A intenção foi fazer com que os jovens apresentassem o encaminhamento da solução do problema elaborado pela equipe, para que assim pudessem observar e discutir prováveis falhas no desenvolvimento da linguagem utilizada para descrevê-lo.
“Essa atividade foi muito positiva porque além de perceberem a importância da matemática como elemento essencial da notícia e também do jornal como um todo, os estudantes passaram a visualizar e compreender que um problema pode realmente partir do cotidiano de uma comunidade, e que toda notícia oferece elementos que podem ser transformados em simbologia matemática, formando assim problemas matemáticos, que é uma das principais formas de exercício presentes nos conteúdos do Ensino Médio”, esclarece.
Fonte: Jornal da Manhã/PR Talita Moretto 17/05/2012

A TARDE Educação promove o 2º encontro do Conselho de Articuladores

Na sexta-feira, 18/05, o  programa A TARDE Educação realizou seu segundo encontro do Conselho de Articuladores do programa. Cada cidade em que o programa está presente nomeia uma pessoa responsável por engajar os educadores e os alunos nas ações propostas. 
A reunião contou com articuladores das cidades de Vitória da Conquista, Xique-Xique, Itabuna, Ibitiara, Ribeira do Pombal, Nazaré, Camaçari, São Sebastião do Passé, Capim Grosso, Miguel Calmon, Campo Formoso, Alagoinhas, Muniz Ferreira e Rio Real.
Para a professora Sandra, articuladora de Ribeira do Pombal, os encontros do conselho são importantes, pois através deles é possível a troca de experiências e planejamento. A pauta da reunião contou com apresentações de novas ações realizadas pela equipe do Grupo A TARDE e momentos de avaliação. 
De acordo com Luciane Alcântara, Assessora de Projetos Sociais do Grupo A TARDE, esses encontros são de fundamental importância para o sucesso do programa. “Na verdade, somos uma grande equipe e são vocês, articuladores, que dão sentido às nossa ideias, transformando-as em ações de sucesso”, revela.
Na ocasião, os articuladores receberam instruções sobre como utilizar a plataforma de formação de educadores A TARDE Educação On Line, que  oferece cursos, minicursos, vídeos, textos e dicas de atividades. A Analista de Projetos Sociais do Grupo A TARDE, Georgia Oliveira, que apresentou as novas ferramentas do portal aos articuladores, falou sobre o objetivo dos cursos. “Nosso objetivo é ampliar o repertório de possibilidades dos educadores. No curso Práticas Educomunicativas abordamos toda a base teórica”, explica.
A articuladora do A TARDE Educação em São Sebastião do Passé, Sônia Rodrigues, fala da responsabilidade do cargo no município: “Tenho que informar aos professores sobre tudo que discutimos aqui, mas fico aliviada, pois trabalho com pessoas comprometidas. É um privilégio ser articuladora”, disse.
Na cidade de Campo Formoso, o programa ainda não começou, porém, a articuladora Joerly Araújo não vê a hora de desenvolver atividades com jornal nas salas de aula. “Iremos fazer uma reunião e apresentar o A TARDE Educação aos educadores. Acredito que o programa dará muito certo no município”, disse.
Fonte: A Tarde Educação/Jornal A Tarde 18/05/2012
Credito:
Por Maria Eduarda Pereira Edling - Colégio Linda Bacila/PR
As demonstrações de intolerância, desrespeito e violência são sempre chocantes e, infelizmente, hoje a discriminação existe em toda parte, seja nas relações religiosas, esportivas, sexuais, étnicas ou políticas, dando origem a conflitos, ódio, crimes e guerra. E muitos desses conflitos originam-se em instituições de ensino porque jovens, adolescentes e crianças, são, muitas vezes, discriminados pela cor, pobreza, gênero, orientação sexual, ou até mesmo por deficiência física ou intelectual.

Se hoje nós estamos assim, amanhã como estaremos? Você já parou para pensar? Ou até mesmo as pessoas que praticam o ato da discriminação já pararam para pensar que poderiam ser discriminadas também? Será que poderíamos nos colocar, pelo menos um segundo se quer, no lugar de uma dessas pessoas?


Não é preciso nem pensar para responder, já sabemos que, infelizmente, a sociedade é tão influenciada por falsos amigos que chegamos a esquecer realmente o valor das coisas, sendo incapazes de pensar antes de agir, não pensam um minuto se quer no próximo, não pensam que amanhã ou depois pode ser sua família, ou até mesmo você que esteja sendo discriminada.


E nos estabelecimentos de ensino, onde estão os professores que recebem, educam, independentemente de origem, orientação sexual ou deficiência, que ensinam todos a viver, existem aqueles que convivem com os educadores que antes não olhavam para o preconceito, que demonstravam o respeito que deve ser dado independentemente da maneira de ser. Onde estão os verdadeiros cidadãos que são aqueles que reconhecem o valor de alguém pelas batalhas que enfrentam e não pelo que aparente.


Está na hora de mudarmos, de assumirmos quem realmente somos. Está na hora de sermos cidadãos, de aprender e ensinar, independentemente da sua maneira de viver e de ser.
Fonte: Jornal da Manhã/PR 18/05/2012

Crie cursos online com o MonQI

O MonQI é um site criado por brasileiros que incentiva a troca de conteúdos pela rede, transformando o usuário em um professor de áreas nas quais ele detém maior conhecimento. Uma vez inscrito no site, é possível acompanhar as vídeo aulas ministradas por outros usuários e fazer suas próprias apresentações. A ideia é que todos possam se tornar professores nos assuntos que mais dominam. Uma funcionalidade interessante do MonQi é sua conexão com outras redes sociais, como Facebook e Twitter. Quem se cadastra nas aulas recebe um lembrete, através das redes, momentos antes do início da atividade. Em aula, os alunos têm a possibilidade de fazer perguntas ao vivo ou utilizar o recurso ‘levantar a mão’, no qual compartilham conteúdos interessantes que tenham ligação com o assunto. Além disso, o educador pode realizar enquetes, disponibilizar slides, arquivos e vídeos em uma biblioteca virtual, facilitando o acesso dos estudantes ao material de apoio. Outras iniciativas parecidas: eBah - reúne conteúdo acadêmico em rede social; e o Skillshare - plataforma que possui proposta parecida com a do MonQI.
Fonte: Instituto Claro

Juventude exerce seu protagonismo social

Vamos Ler cria Projeto Jovem Repórter para estimular a participação social dos alunos, dando oportunidade para mostrarem o seu bairro e sua escola nas páginas do jornal


Um projeto inovador foi lançado pelo Vamos Ler em 2012 com o objetivo de tornar os alunos autores de sua trajetória, estimulando a participação social e o protagonismo. Trata-se do ‘Projeto Jovem Repórter’ que está acontecendo desde abril em duas escolas de Ponta Grossa: Colégio Estadual Linda Salamuni Bacila e Dorah Gomes Daitschman. Através de reuniões periódicas com a coordenação do Vamos Ler, os jovens são levados a discutir, pesquisar, realizar entrevistas e produzir conteúdo para esta página.

Os estudantes entram em contato com a dinâmica do jornal, aprendem a redigir textos jornalísticos, discutir temas sociais, sugerir pautas e produzir a informação. A cada encontro assuntos diferentes são abordados, e as sugestões partem dos próprios alunos, dos professores ou surgem de conversas com pessoas da comunidade.
Dentre as produções não estão apenas notícias, mas artigos de opinião, crônicas, dicas de leitura, charges, cartoons, dentre outros conteúdos que sejam relevantes para os jovens 
repórteres.

Outro destaque da iniciativa é mostrar o que acontece no bairro e dentro da escola, ações que, na maioria das vezes, não aparecem para o restante da sociedade. O intuito é que esses repórteres do Vamos Ler revelem projetos, momentos festivos, ou até mesmo façam denúncia de alguma coisa que não anda bem e poderia melhorar. Eles saem pelo bairro e entrevistam os moradores, registram momentos do local, interagindo com a comunidade.
A partir de hoje, sempre que a logo do projeto aparecer significa que o texto foi produzido por esses jovens. E também queremos contar com a participação de você leitor. Mande uma sugestão de pauta para vamosler@jmnews.com.br sobre algo que acontece em seu bairro ou escola. Ela será discutida pelo grupo e poderá ser publicada.
Confira alguns conteúdos já produzidos e acompanhe o Projeto Jovem Repórter no site www.vamoslerjornaldamanha.com.br.

Fonte: Jornal da Manhã/ Talita Moretto 18/05/2012

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Professor está sobrecarregado com tarefas que são dos pais, diz educador

A relação entre família, sociedade e escola é o tema da edição deste ano da Feira Educar Educador, que começa nesta quarta-feira (16), no Centro de Exposições Imigrantes, na Zona Sul de São Paulo. O mestre em educação Marcos Meier vai dar a palestra que sintetiza o evento: "Família, sociedade e escola: onde pretendemos chegar?". Para ele, o professor tem sido obrigado a assumir uma tarefa que é relativa aos pais na educação de crianças e adolescentes.
Ao viajar o Brasil dando palestras para professores, o mestre em educação Marcos Meier, que já foi ele mesmo professor de matemática no Paraná, se deparou com uma tendência preocupante a partir dos depoimentos dos docentes. "O professor, que antigamente tinha tempo para ensinar o currículo, hoje tem que gastar 20 minutos corrigindo a indisciplina do aluno, fazendo-o sentar, pegar o caderno... Um monte de coisas da área da educação básica das famílias não está pronta, e o professor precisa dar conta disso", afirmou.
Segundo o especialista, o acesso à informação e tecnologia nos últimos anos tem feito com que as relações se modifiquem e os adolescentes de hoje, vivendo em famílias cada vez mais ocupadas e passando horas excessivas do dia com o telefone, o computador e o videogame, não desenvolva os mecanismos de socialização necessários para o convívio pessoal.
As famílias, para Meier, não devem ser divididas em "estruturadas" e "desestruturadas" por causa de sua formação, já que o aumento no número de divórcios tem criado novas relações. Ele defende o enfoque na funcionalidade da família. "Existem famílias com papai, mamãe e filhos que são desfuncionais, porque os pais não dão atenção às crianças, e famílias sem o pai, mas em que a mãe faz um trabalho maravilhoso, ou os avós e tios também ajudam", explicou.
A falta de tempo dos pais, também cada vez mais conectados às tecnologias, faz com que os poucos momentos com os filhos sejam de interação, com brincadeiras, jogos e diversão, e provoca a escassez momentos de intimidade necessários para construir uma relação de qualidade entre eles. O resultado é que as crianças hoje em dia chegam às escolas cada vez mais indisciplinadas, aumentando assim a exigência dos professores para manter a autoridade.
A 19ª Feira Educar/Educador mistura um amplo congresso com educadores com feira de negócios - são mais de 150 empresas expositoras e cerca de 230 palestrantes nacionais e internacionais. A feira vai até sábado (19). Leia a íntegra da entrevista de Meier ao G1.
Do que se trata o tema geral da Educar 2012?
Eu farei a palestra-tema do evento, "Família, sociedade e escola: onde pretendemos chegar?". A nossa sociedade hoje está sofrendo transformações muito grandes em termos de acesso à informação e tecnologia, que faz com que as relações se modifiquem. Os adolescentes antigamente se reuniam e ficavam horas dançando ou batendo papo, fazendo festas de garagem. Então eles eram obrigados a aprender a lidar com o cara chato, com o sarna, aquele que incomoda. O adolescente tem a característica de corrigir um ao outro, pegar no pé, isso é muito saudável para desenvolver mecanismos de socialização, a pedir com licença, por favor, desculpa.
E qual a diferença hoje?
Com a tecnologia, ele não tem mais a oportunidade do olho no olho, se não gostou de um cara, ele bloqueia no MSN [mensageiro instantâneo], na sala de bate-papo. O adolescente não está mais acostumado a aceitar crítica, ele fica frágil, não suporta as críticas. Isso faz também com que, na escola, o professor que exija um pouco mais é mal visto. O adolescente reclama, acha ruim, não está acostumado a receber esse tipo de cobrança do professor que pega no pé.
Como a família influencia esse comportamento?
A indisciplina tem aumentado bastante justamente por causa do tempo. As crianças estão cada vez menos sob orientação de um adulto. O pai dificilmente tem tempo para ficar com os filhos, a mãe trabalhando fora ainda tem todas as atividades da casa. Então ela tem momentos de interação, mas não tem momentos de intimidade. Tem aquela hora de fazer bagunça, e eles deixam regras de lado, ninguém quer pegar no pé do filho porque são tão poucos minutos para ficarem juntos. Então não tem qualidade essa relação. E esse estilo cada vez mais descomprometido tem efeitos na escola também.
Que efeitos?
As crianças, que deveriam estar aprendendo a ter educação com os pais, acabam chegando na escola totalmente indisciplinadas, batendo e xingando em vez de conversarem. O professor, que antigamente tinha tempo para ensinar o currículo, hoje tem que gastar 20 minutos corrigindo a indisciplina do aluno, fazendo-o sentar, pegar o caderno... Um monte de coisas da área da educação básica das famílias não está pronta, e o professor precisa dar conta disso. De uma aula de 40 ou 50 minutos que poderia estar sendo muito bem aproveitada com conteúdo, 20 minutos com certeza estão sendo jogados no lixo. Isso vai irritando tanto o professor, que depois não tem paciência na hora de explicar o assunto. Ele está sendo exigido além da conta, o professor foi preparado para ensinar currículos escolares, não para dar a educação que a família antigamente ensinava.
A falta de interesse dos alunos na escola também não têm a ver com o abismo de gerações, já que os professores são muito menos adeptos das novas tecnologias?
É bom que professores aprendam a usar as novas tecnologias, mas temos um mito que é o seguinte: a gente acha que o aluno que usa computador e internet está aprendendo mais, mas quando passa um trabalho ou pesquisa para ele, o aluno não sabe filtrar informação na internet, o que aparecer no google eles colocam no trabalho deles. Não viram se era pegadinha, se o site tem autoridade. Eles acham que fizeram a pesquisa por colocar informações numa página, às vezes nem leram com atenção.
Esse é um problema generalizado?
Tem o outro lado, temos sim escolas com nível de educação de primeiro mundo, temos pesquisas na área da educação, da relação professor-aluno, suficientes para poder dar palestra a professores da Europa sobre como dar aula. O problema é que esse conhecimento que as boas escolas têm não chega a todas as escolas. Enquanto algumas escolas do Sul estão discutindo se usam lousa digital de uma ou outra marca, outras estão emendando quadro negro com cartolina porque ele está rachado.
Absorver a tecnologia é inevitável para a escola?
Tem escola hoje que proíbe que professores tenham Facebook porque alunos falam mal do professor e da escola lá. Por outro lado, tem escola incentivando que o professor tenha Facebook, que coloque os alunos como amigos para trocar informações e tirar dúvidas. Você pode usar a tecnologia a favor da aprendizagem ou vê-la como uma ameaça à escola. Mas esse tipo de visão retrógrada vai ter que desaparecer.
O que falta para isso acontecer?
Hoje temos uma problema que é a falta de softwares de qualidade para a escola. Tem software que o aluno dá um clique, vira uma página, dá outro clique, vira outra página. Aquilo nada mais é do que um livro em formato digital, mas o grau de interatividade é zero. Tem que tomar muito cuidado ao levar o aluno para o laboratório de informática. Às vezes é perder tempo com o computador, é melhor pegar um professor apaixonado por aquilo que ensina do que usar um software com baixo grau de interatividade. Isso em psicologia a gente chama de postura passivo-aceitante, é como a criança na frente da televisão, só recebe informação. Tem muito professor que coloca o aluno nessa postura, e também tem muito software que segue o mesmo caminho. A chave é a interação do aluno com o conhecimento. Pode ser no computador, sozinho ou com o professor em sala de aula. Desde que haja espaço para interagir com o conhecimento, é isso que precisa acontecer para o aluno aprender.
19ª Educar Educador - Feira e Congresso Internacional de Educação
Local: Centro de Exposições Imigrantes, Rod. dos Imigrantes Km 1,5 - São Paulo.
Data: de 16 a 19 de maio
Horários: quarta-feira das 15h30 às 19h30; quinta-feira das 8h30 às 18h30; sexta-feira das 8h30 às 19h; sábado das 8h30 às 18h30.
Ingressos: a feira é aberta ao público, os seminários requerem inscrição.
Fonte: G1 16/05/2012

Enquete mostra como alunos veem o jornal

Credito: Colégio Estadual João XXIII / IratiCredito: Colégio Estadual João XXIII / Irati
Ler notícias na escola já virou uma rotina prazerosa para os estudantes do João XXIII

Estudantes revelam como o informativo está presente no seu cotidiano no Colégio João XXIII, na cidade de Irati/PR. Os jovens começaram a receber o Jornal da Manhã na escola este ano


A professora do Colégio Estadual João XXIII (Irati), Iraci Fogaça, conduziu em suas aulas de Língua Portuguesa com as turmas do 9º ano uma pesquisa para entender como o jornal se apresentava no cotidiano dos alunos. Os resultados obtidos foram, segundo ela, muito relevantes, onde 62% dos jovens afirmaram gostar de ler jornal. Para 45,7% dos estudantes, o primeiro contato com o informativo foi na sala de aula e 85,7% disseram que o acesso ao jornal acontece somente na escola; 62,9% dos jovens reveram que a família nunca compra o jornal. “Com base nesse último resultado é que nós, comunidade escolar do Colégio João XXIII, salientamos a importância de estarmos recebendo o Jornal da Manhã semanalmente”, destaca Iraci.
Durante a atividade os alunos afirmaram que é importante ler jornal, principalmente para obter informações sobre os fatos que acontecem na região. A professora comenta que quando trabalha com o instrumento em suas aulas, de maneira informal, objetivando simplesmente a prática da leitura, ela percebe que eles têm interesses diferenciados, o que deve ser considerado ao conduzir os trabalhos com mídia na educação. “O jornal abre a possibilidade de se trabalhar com vários gêneros discursivos porque ele apresenta conteúdo diversificado, como: anúncios, artigo de opinião, carta do leitor, cartum, classificados, editorial, entrevista, fotos, horóscopo, manchete, notícias, dentre outros”, lembra Iraci.
Os alunos que frequentam o colégio pertencem a uma comunidade bastante carente sócio e culturalmente, explica a professora, por isso a escola acaba suprindo essa necessidade de acesso a materiais de leitura, já que é comprovado que quem lê amplia sua visão de mundo, além de apresentar melhoras na compreensão e na interpretação dos textos.
“É grande a nossa satisfação por estarmos inseridos no Projeto Vamos Ler, pois para a grande maioria dos nossos alunos é um momento único de manusear e ler um jornal, no mesmo momento em que este circula na região, ou seja, com informações atuais, este é o grande diferencial”, afirma Iraci.

Fonte: Jornal da Manhã 16/05/2012

terça-feira, 15 de maio de 2012

Programa O Diário na Escola promove encontro no dia 23/05

Atenção! Profissionais da educação, que participam do Programa O Diário na Escola, desenvolvido pelo jornal O Diário do Norte do Paraná (Maringá/PR), no dia 23 de maio um novo Encontro Pedagógico foi preparado para auxiliar os trabalhos com o jornal impresso na sala de aula. A palestra será ministrada pela professora e mestre, Mariana Ferreira Lopes, e terá como tema “O uso do jornal como práxis para a formação cidadã”. Os convites serão enviados para as instituições – caso não recebam entre em contato com a equipe de O Diário na Escola – e não esqueçam de confirmar presença até o dia 18, sexta-feira, pelo telefone (44) 3221-6050 ou pelo e-mail odiarionaescola@odiario.com

Reportagem inspira mural e tirinhas viram poesia



A partir de uma tirinha de Lucas Lima publicada no suplemento infantojuvenil Nossa Vez! da Folha da Região, o professor de língua portuguesa e espanhola Douglas Augusto Teodósio, da Escola Estadual Professora Vaniolê Dionísio Marques Pavan, de Araçatuba, trabalhou a linguagem poética com seus alunos. Ele pediu a seus estudantes que criassem um poema a partir do mesmo tema da história, que era "raiva".

Entre os trabalhos, um ganhou destaque. Uma aluna recortou os quadrinhos um por um e montou outra historinha. Ela relacionou as imagens com uma poesia de outra estudante, Fabiane Silva, do 7º ano A do Centro Educacional do Sesi 281, também de Araçatuba, que foi publicada no Nossa Vez!.

A estudante surpreendeu o professor e também a professora Doralice Lopes Teixeira, responsável pela sala de leitura e quem deu a sugestão de atividade para o colega Douglas. “Ficamos admirados porque ela pensou nessa relação sozinha", admira-se a professora.


Segundo ela, foi uma demonstração de como o incentivo da leitura de jornais em sala de aula promove a construção de cidadãos mais conscientes, críticos e argumentativos. O resultado final dos trabalhos foi exposto em um mural juntamente com outros projetos realizados em parceira com o Ler para Crescer.

MONTEIRO LOBATO
A reportagem “Sob o estímulo de Monteiro Lobato”, de Talita Rustchelli (Vida, C1, 18/04/2012), inspirou a professora de língua portuguesa e da sala de leitura Maria José da Silva Rocha que a usou com os alunos da 5ª série do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio.


Ela pediu para que eles fizessem textos sobre as personagens do escritor. Cada um escreveu sobre um deles do Sítio do Pica Pau Amarelo, que até hoje é a obra mais conhecida do autor.


Lucas da Silva, da 8º série A, por exemplo, descreveu a adorável Dona Benta, enquanto a aluna Heloísa Alves, do 2º ano B, montou um pequeno texto sobre a Tia Nastácia, a cozinheira do sítio. Houve muitas outras histórias contando as peripécias das personalidades queridas das crianças, todas elas ilustradas com o auxílio dos livros da sala de leitura.


Para a direção e a coordenação da escola, esse tipo de trabalho auxilia na formação dos alunos e os ajuda a entrar no mercado de trabalho como pessoas mais críticas e argumentativas. Para a coordenadora do ensino médio, Ana Lúcia dos Santos Abdo, o emprego do jornal na classe é positivo pois ele se incorpora no dia a dia das crianças.



Fonte: Jornal Folha da Região - Araçatuba/SP - 15/05/2012