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segunda-feira, 30 de maio de 2011

Twitter e Facebook na escola? ''Pode, sim, desde que com cautela'', diz especialista

Com um pouco de cautela, dá para transformar essas ferramentas, tidas como inimigas dos estudos, em uma forma divertida de entender melhor os conteúdos aprendidos em sala de aula
Em vez de estudar, seu filho/aluno passa muito tempo navegando nas mídias sociais, como o Facebook e o Twitter? Com um pouco de cautela, dá para transformar essas ferramentas, tidas como inimigas dos estudos, em uma forma divertida de entender melhor os conteúdos aprendidos em sala de aula.


Essa é a opinião do especialista em novas tecnologias Oge Marques, professor da Universidade Atlântica da Flórida. Ele esteve no Brasil para uma palestra sobre o tema em Curitiba (PR) na última sexta-feira (27).


“Por meio do Twitter, por exemplo, dá para aprofundar a discussão sobre temas da sala de aula e compartilhar vídeos, textos, fotos e outros”, diz Marques. O mesmo pode ser feito pelo Facebook.


Com a ajuda da internet, a garotada tem nas mãos um jeito fácil de, sem sair de casa, interagir com professores e colegas para tirar dúvidas e adquirir materiais relativos a trabalhos, lição de casa e avaliações.


Cuidado com as armadilhas


Só é preciso ter cuidado com as armadilhas virtuais. Por exemplo, as fontes de informações poucos confiáveis, o cyberbullying – maus-tratos ao próximo via internet – e o acesso a conteúdos impróprios. “Para isso, a solução é permitir o uso das mídias sociais num ambiente controlado”, explica Marques.


Mas nem pense em autoritarismo e proibições. “Isso desestimula o uso benéfico das ferramentas”, aponta o especialista. O caminho é discutir o que são e para que servem sites como o Facebook e do Twitter, deixando claras que as consequências que podem trazer para a “vida real”. Em outras palavras, refletir junto com a moçada em vez de intimidar.


“Este é um desafio também para os adultos”, diz Marques. Afinal, a idade não deixa a salvo os mais velhos de caírem numa fria usando a internet. “No caso da escola, é preciso que os educadores estejam preparados para trabalhar com as mídias sociais em aula.”


Adultos devem ser os mediadores


Na era da informação, a função do professor não é mais somente a de apresentar conteúdos prontos. Precisa, sim, ser um mediador – alguém que ensina a melhor maneira de se obter as informações. Isso vale para os pais também. Para isso, é importante estimular a participação ativa dos alunos no processo educacional. “É uma revolução que está tomando lugar aos poucos”, acredita Marques.


Também é essencial levar em conta que muitos jovens nasceram na era da internet, mas nem por isso a dominam completamente. “É comum, por exemplo, que muitos não conheçam bem as opções de privacidade que existem no Facebook”, diz Marques. Portanto, um treinamento técnico prévio pode ser necessário.


Fonte: UOL Educação/Thiago Minami

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Prêmio FBB de Tecnologia Social 2011 já tem mais de 250 inscrições

As inscrições para o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social estão abertas desde o dia 04 de abril. Podem participar instituições sem fins lucrativos, de direito público ou privado. Serão nove prêmios no valor de R$ 80 mil cada - cinco serão para as categorias regionais (um para cada região do País) e um para cada categoria especial: "Direitos da Criança e do Adolescente e Protagonismo Juvenil"; "Gestão de Recursos Hídricos"; "Participação das Mulheres na Gestão de Tecnologias Sociais"; e uma nova categoria: "Tecnologia Social na Construção de Políticas Públicas para a Erradicação da Pobreza". Até agora, 258 tecnologias já foram inscritas, destas, 49 estão concluídas e 209 em andamento.

As inscrições podem ser feitas por meio do portal www.fbb.org.br/tecnologiasocial até o dia 30 de junho e o Prêmio conta com o patrocínio da Petrobrás e o apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia, da Unesco e da KPMG Auditores Independentes. Confira regulamento .

O Prêmio é concedido a cada dois anos e tem por objetivo identificar, certificar, premiar e difundir Tecnologias Sociais já aplicadas, implementadas em âmbito local, regional ou nacional e que sejam efetivas na solução de questões relativas à alimentação, educação, energia, habitação, meio ambiente, recursos hídricos, renda e saúde.

Serão três etapas:

Certificação - Todas as inscrições recebidas até o dia 30 de junho de 2011 participarão desta etapa. As tecnologias certificadas serão inseridas no Banco de Tecnologias Sociais, receberão um Certificado de Tecnologia Social e passarão, automaticamente, a concorrer à etapa de Seleção das Finalistas do Prêmio.

Seleção das Finalistas - As tecnologias sociais certificadas serão pontuadas segundo os critérios de efetividade, nível de sistematização da tecnologia e resultados qualitativos e quantitativos. Serão declaradas finalistas as 3 tecnologias, por categoria, que obtiverem as médias mais elevadas.

Julgamento das Vencedoras - As tecnologias sociais finalistas, selecionadas na etapa anterior, serão pontuadas segundo os critérios de inovação, nível de envolvimento da comunidade, transformação social e potencial de reaplicabilidade. A tecnologia com maior pontuação média, em cada categoria, será declarada vencedora. Cada uma das 9 (nove) instituições responsáveis pelas Tecnologias Sociais vencedoras receberá um prêmio de R$ 80.000,00 (oitenta mil reais) para ser utilizado em atividades de aperfeiçoamento ou reaplicação da iniciativa.

A relação das Tecnologias Sociais certificadas será disponibilizada no site da Fundação Banco do Brasil na segunda quinzena de setembro de 2011 e os finalistas serão comunicados formalmente. A premiação das nove vencedoras acontecerá em novembro, em uma Cerimônia em Brasília/ DF.

Tecnologia Social

Tecnologia Social compreende produtos, técnicas ou metodologias reaplicáveis, desenvolvidas na interação com a comunidade e que representem efetivas soluções de transformação social. As Tecnologias Sociais certificadas pela Fundação Banco do Brasil passam a integrar o Banco de Tecnologias Sociais - BTS, base de dados on-line disponível no sitewww.tecnologiasocial.org.br contendo informações sobre as tecnologias e instituições que as desenvolveram. O BTS é o principal instrumento utilizado pela Fundação Banco do Brasil para disseminar, promover e fomentar a reaplicação de Tecnologias Sociais.

Fonte: Fundação Banco do Brasil

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Leer para navegar o navegar para leer?

Compartilhamos texto de Sandra Della Giustina que vale a leitura e a reflexão!!!

Muy malas noticias para las profecías que auguran la muerte del texto impreso. Una nueva investigación realizada en Buenos Aires, Argentina demuestra que la lectura en pantalla mantiene fuertes continuidades con la lectura en papel. Y que ambas resultan en muchos casos complementarias. Leer y navegar dos verbos que comienzan a conjugarse en forma sincronizada.

“Estamos ante un proceso de transformación del acto de lectura, que no solo afecta al libro impreso sino también a la práctica de leer en la computadora de forma interactiva. Se lee para navegar y se navega para leer. Se establecen recorridos de lectura que avanzan de manera activa en pantalla a través de los hipervínculos”. Lo afirma Francisco Albarello[i], doctor en comunicación y docente universitario, quien durante 8 años, se dedicó a estudiar las sesiones de Internet de una muestra representativa de jóvenes entre 14 y 18 años de edad , alumnos de escuelas medias y un un grupo de adultos docentes mayores de 27 años todos de la ciudad de Buenos Aires, para poder determinar en una muestra representativa , no solamente qué y cuanto hace la gente en la computadora sino cómo y por qué lo hace.


Los resultados de la investigación, que forma parte de la tesis doctoral de Albarello, fueron publicados por Editorial La Crujia en el libro Leer/Navegar en Internet, recientemente presentado en la Feria del Libro de Buenos Aires.

“Tratamos de comparar la generación de los nativos digitales (aquellos que nacieron después del surgimiento de las tecnologías digitales) y los inmigrantes digitales (los que nacimos con anterioridad a ellas) y que se ven en la necesidad de aprender un nuevo lenguaje del mismo modo que se aprende una lengua extranjera”. Si bien Albarello reconoce que se trata de clasificaciones discutibles (la de nativos e inmigrantes), aclara que sirvió en su investigación para determinar claramente los segmentos de la comparación.


En cuanto a los pronósticos de algunos teóricos sobre la muerte del libro y en general del texto impreso, explicó que el error de origen de esas predicciones consiste en pensar que el contenido de la información va por separado del dispositivo de lectura. “Soporte y contenido están tan consustanciados que no podemos separarlo. Para graficar la idea Albarello recurre al ejemplo de un periódico: “es imposible pensar que un periódico digital es el mismo contenido que la edición en papel. Lo leemos y consumimos de distinto modo y tienen una propuesta de lectura diferente y como lectores tenemos una relación con el dispositivo también distinta”. Y justamente este proceso diferenciado se evidencia en esta investigación echando por tierra con la dicotomía entre la lectura digital y la que se realiza en soporte impreso.


Leer en la pantalla y leer en papel
Albarello señala en su libro 47 diferencias concretas entre el proceso de lectura en pantalla y la lectura del texto impreso. Entre las que se destacan las vinculadas con el entorno de lectura. Mientras la lectura de un libro o un periódico impreso invita al lector a olvidarse del entorno y del tiempo transcurrido, cuando leemos en pantalla los textos dan cuenta de las condiciones de lectura (los programas abiertos, la interfaz y la rapidez de avance y retroceso sobre el texto).


A partir del seguimiento de los procesos de lectura de los jóvenes y adultos Albarello logra probar la teoría que sostiene que la computadora personal se ha transformado en un metamedium, un medio de medios que no sólo reúne en un único lugar a todos los medios, sino que produce contagio, una mezcla entre los lenguajes de cada uno de ellos.


Un dato no menor y tal vez inesperado que surge de la investigación es un marcado desplazamiento de la televisión a partir del uso de computadoras personales. Jóvenes y adultos coincidieron en que la principal actividad que desplazó el uso de Internet fue el hecho de ver televisión (58.5% de los adultos y 51.5% de los jóvenes encuestados) “Cuando le preguntamos a los chicos cual era el medio que consumen menos desde que navegan por Internet en un gran porcentaje señalo a la televisión. Afirman que la televisión es un material de relleno que está de fondo mientras realizan gran cantidad de tareas en la computadora. Pero a su vez la televisión se ve en la pantalla de la computadora, lo que complejiza mucho más el planteo, aunque queda en evidencia que en sus preferencias representa un submedio”.


Según los resultados de la investigación en un 77% de los casos los más jóvenes prefieren leer en pantalla por la posibilidad de hacer varias cosas a la vez, principalmente chatear. En tanto para los adultos, esta posibilidad multitarea de la lectura en pantalla resultan molestos, invasivos y distractores. “En general los adultos manifiestan dificultades para manejar eficientemente la interfaz. Ellos intentan reproducir en la pantalla la forma de lectura impresa. Y los más jóvenes manifiestan dificultad respecto del texto”.


La posibilidad de realizar múltiples tareas mientras se lee un texto digital debe considerarse como una especie de talón de Aquiles de la lectura en pantalla, lo que la hace fragmentada , superficial y aleatoria. “Aunque debe verse no como un problema del dispositivo sino como un rasgo inherente al mismo”.


Si bien la oferta de estímulos en pantalla se presenta como atractiva para los jóvenes y dificultosa para los adultos, Albarello detectó en su estudio la incertidumbre es constante en todos los lectores/navegantes (nativos e inmigrantes) que deben estar tomando decisiones todo el tiempo frente a la pantalla. “Por eso gran parte de los jóvenes (75,2% de los encuestados) y un 89.2% de los adultos encuestados afirman que cuando quieren leer algo en profundidad, una lectura concentrada, recurren al dispositivo impreso. Renuncian a todos los estímulos de la pantalla y se dedican únicamente al texto impreso. Y esa es la mayor diferencia entre una y otra forma de leer”.


Otro dato curioso que aporta la investigación y que surge a partir del registro de la forma de lectura en pantalla que hacen los nativos, es que cuando los jovenes leen en la computadora replican las mismas practicas de marcado, subrayado y refuerzan la lectura con el puntero del mouse emulando lo que hacemos cuando seguimos con el dedo la línea de lectura en el papel.
Como afirma Albarello “todo indica que estamos ante procesos de lecturas complementarias y no sustituta”.

[i] Francisco Albarello es Doctor en Comunicación Social, de la Universidad Austral. Licenciado en Comunicación social con orientación en Periodismo (UNLP). Es docente universitario en la Universidad Nacional de Lomas de Zamora, en la Universidad de San Martín y coordina desde el año 2003 el proyecto Periodismo Escolar en Internet .

Fonte: http://www.miasterisco.com.ar/ 17/05/2011

Associação de Bibliotecários do DF promove Curso de Formação e Gestão de Coleções Bibliográficas Especiais


Associação de Bibliotecários do DF promove Curso de Formação e Gestão de Coleções Bibliográficas Especiais, de 27 de junho a 1º de julho.



PROGRAMA
OBJETIVOS
1 Incentivar a atitude responsável de Curadores e Pesquisadores de coleções bibliográficas especiais, em favor da História do Livro e das Bibliotecas e da Memória e Difusão do Conhecimento;
2 Subsidiar a formação e gestão de coleções bibliográficas especiais, fundamentadas na Salvaguarda e na Garantia de Acesso.


PÚBLICO
Bibliófilos, Bibliotecários, Colecionadores, Estudantes de Biblioteconomia, Leitores, Livreiros, Pesquisadores de acervos de Memória e Apaixonados por livros antigos e raros.


DOCENTE
Ana Virginia Pinheiro - É Bibliotecária, Documentalista e Mestre em Administração Pública (FGV). Chefia a Divisão de Obras Raras da Fundação Biblioteca Nacional.


CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
1 Livro Raro – O que é? Conceitos e definições – antigo, belo, valioso, único e raro (muito raro, raríssimo, raro e RARO). Critérios de identificação à luz da História do Livro, da Bibliografia e da Bibliologia.
2 O Livro Raro no Brasil: formação e desenvolvimento de “coleções de memória”. Bibliotecas desaparecidas, recuperadas e perdidas. Inventário, descrição, resgate e salvaguarda de coleções. Armazenamento, acondicionamento e administração de emergências e sinistros
3 O valor do livro raro: valor patrimonial, valor de seguro e valor “de memória”. Segurança: comércio, Bibliofilia, Colecionismo, Bibliocleptomania e Vandalismo – mecanismos de controle e responsabilidades.
4 A gestão e o Gestor de coleções especiais: avaliação, pesquisa, análise, diagnóstico e desenvolvimento (abordagem intelectual e materialística) – coleções naturais e coleções factícias e longevidade do livro raro.
5 Colecionamento – fundamentos da análise bibliológica e as ações interdisciplinares de Conservação, Restauração, Microrreprodução, Digitalização e Biblioteconomia de Livros Raros.
6 Catalogação e classificação do livro raro – das notas especiais ao sistema de localização fixa.
7 A pesquisa, o Pesquisador e o Curador do Livro Raro: Referência, Acesso e Difusão – o quotidiano da biblioteca de livros raros. Recomendações gerais em favor do livro raro.

CARGA HORÁRIA: 30 (trinta) horas
DATA: 27 de junho a 01 de julho de 2011
LOCAL DO EVENTO: EMBRAPA SEDE Parque Estação Biológica - PqEB - Av. W5 Norte (final) - Brasília - DF, 70770-917
(61) 3448-4700 ‎


INVESTIMENTO
Inscrições para estudantes de biblioteconomia R$ 300,00
Inscrições para associados da abdf em dia com a anuidade 2011 R$ 350,00
Inscrições feitas entre 01e 10/06/2011 = R$ 450,00 à vistaInscrições feitas entre 13 e 24/06/2011 = R$ 550,00 à vista
Inscrições para instituições R$ 650,00

INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES
Forma de pagamento: enviar para fax: 3326 3499 ou para e-mail: a ficha de inscrição e a cópia do depósito, em nome da abdf – Associação dos Bibliotecários do Distrito Federal
Dados bancários: Caixa Econômica Federal – agência 0974 conta 40 524-9 ou Banco do Brasil S/A - agência 1003-0 conta 32176-1
A inscrição também poderá ser efetuada na sede da abdf de 9h às 17h
SHCGN 702/703 Bloco G. Ed. Coencisa nº 49 sobreloja – CEP 70720-670 – (61) 3326-3835 ou e-mail:
abdf@abdf.org.brEste
Todos os participantes receberão apostila e certificado de participação.


Fonte:http://www.abdf.org.br/

Educação no convívio social: uma questão de valor

Veja a sugestão de atividade desenvolvida pela professora Delizete da Costa Lahass, do município de Domingos Martins/ES. Ela faz parte do projeto A Gazeta na Sala de Aula, desenvolvido pelo jornal A Gazeta (ES).

Objetivos:
· Mostrar o porquê da existência de regras no convívio social.
· Refletir sobre ações positivas e negativas na vida pessoal e social do ser humano.
· Estimular a cordialidade entre as pessoas.
· Mostrar a importância dos valores que são passados pela família, escola e sociedade.
· Estabelecer relações de respeito entre as pessoas.

Desenvolvimento:
· Exploração e discussão sobre a matéria “A cada degrau um pedido de gentileza”, publicada no jornal A Gazeta no dia 08/08/10.
· Listagem dos valores e levantamento de situações relacionadas ao tema.
· Produção de palavras e frases cordiais para confecção de cartaz.
· Produção de mensagens “Recadinho do coração”, para funcionários, alunos e professores.
· Análise das mensagens recebidas.
· Palestra sobre Valores.
· Confecção do “Mapa do coração” com o nome das pessoas que mais gostam.

Comentário:
“A atividade contribuiu para promover a cordialidade entre as pessoas que frequentam e trabalham na instituição. Motivou alunos, profissionais, família e a comunidade, contribuindo para o desenvolvimento da leitura e escrita”.

Professora: Delizete da Costa Lahass
Escola: APAE – Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Domingos Martins
Município: Domingos Martins

Todos contra a prática do Bullying

Veja a sugestão de atividade que as professoras Joicy Paiva e Adrinéia A. Ferreira indicam para trabalhar o tema Bullying. Elas fazem parte do projeto A Gazeta na Sala de Aula, desenvolvido pelo jornal A Gazeta (ES). Você pode adaptar a atividade para sua região.

Objetivos:
• Informar os alunos sobre o tema “Bullying”, esclarecendo sobre sua gravidade.
• Identificar as características dessa prática.
• Enfatizar os valores, destacando o respeito.
• Estimular o hábito da pesquisa e da leitura.

Desenvolvimento:
• Apresentação e leitura da matéria “Ofender colega é algo considerado tão grave quanto andar armado”, publicada no jornal A GAZETA no dia 04/02/2010.
• Pesquisa sobre o tema proposto, realizada pelos alunos.
• Debate sobre o assunto.
• Produção de uma redação tendo como base a pesquisa e o debate realizados.

Professoras: Joicy Paiva e Adrinéia A. Ferreira
Escola: EMEF Barra de São Lourenço
Série: 8ª
Município: Alto Rio Novo/ES

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Estudante encontra nova forma para se interessar pelas aulas

INCENTIVO Profa. Maria Fátima e Fábio Augusto, da Darcy Fontanelli


O estudante Fábio Augusto Boregio de Barros, no 4o. ano na Emeb (Escola Municipal de Educação Básica) Prof. Darcy Fontanelli, em Araçatuba/SP, não tinha grande interesse pelas matérias tradicionais, como matemática e português. Durante as aulas, ele não aceitava realizar as tarefas cotidianas porque “não se encontrava" nas atividades propostas.


A professora Maria Fátima de Sousa Felício passou a trazer, então, livros e gibis para leitura
diária da turma, e Fábio passou a se interessar. Segundo a educadora, o aluno mostrou interesse e, ao mesmo tempo, um potencial até então desconhecido: ele começou a fazer jornais.


Segundo ela, essa forma de aprendizado foi descoberta pelo próprio aluno e está trazendo resultados benéficos. "Ele está envolvido em uma atividade que melhora seu potencial criativo e
crítico”, afirma a educadora.

APRENDIZADO
O aluno produz um tipo de fanzine (jornal manuscrito) onde desenha quadrinhos e escreve textos. Todo o trabalho é realizado com o cotidiano da sala de aula. Histórias que falam sobre a
professora, os pedidos dela para estudar a tabuada e até a grande paixão de Fábio pelo Titanic.

"Gosto muito de desenhar e pesquisar”, afirma Fábio. O Ler para Crescer vai ensinar professoras
a trabalhar com o fanzine. Acompanhe, ao lado, o quadro com as datas dos novos cursos.

Fonte: Ler para Crescer/Folha da Região/ Texto: Neila Storti Foto: Paulo Gonçalves 03/05/2011

Hemeroteca ajuda professores em sala

PESQUISA Tânia Capelari, da biblioteca, mantém 3 mil recortes disponíveis

O aprendizado em sala de aula não é algo que se adquire apenas como uso de apostilas e lições de casa. Nesse contexto da educação escolar, a hemeroteca surge cumprindo o seu papel de instrumento prático de professores e como agregadora de conhecimento para crianças e adolescentes. Ela também é utilizada em outros setores, como bibliotecas, com a função principal de passar informação por meio de um arquivo de acontecimentos reais e factuais.


A chefe de serviço da Biblioteca Municipal "Rubens do Amaral", de Araçatuba/SP, TâniaRegina Capelari, explica que a hemeroteca é um dos espaços que oferece recortes de reportagens e notícias publicadas em jornais e revistas.


FONTE DE PESQUISA


A etimologia da palavra hemeroteca vem do grego. “Heméra”significa dia, e “théke”, depósito ou coleção. Quando a hemeroteca está disponível em bibliotecas, ela é reservada à preservação do material escrito sobre algo ou alguém e é um complementode informações constadas em obras literárias. Na biblioteca de Araçatuba há três mil recortes disponíveis para a população.


Com o objetivo de resgatar os acontecimentos locais, regionaise mundiais, a hemeroteca representa para o leitor novas fontes de pesquisa e ainda supre a carência de atualização de bibliotecas.


Tânia cita a colunado articulista da Folha da Região, Jorge Napoleão, que pode se transformar em uma fonte de pesquisa sobre o município, por retratar assuntos que são relacionados à história de Araçatuba."Muitas vezes os assuntos escolhidos são rapidamente descartados,pois o objetivo da hemeroteca é oferecer ao leitor suporte para pesquisas e assuntos recentes", explica.Tânia também conta que ahemeroteca funciona muito bem como uma guardiã de memórias e registro de atividades.


IMPORTÂNCIA


A professora e pedagoga Kátia Nascimbeni, de Araçatuba, sabe a importância de ter uma hemeroteca como apoio educacional. Ela criou a dela há alguns anos e sempre usa os recortes de jornais e revistas para auxiliar seus alunos e no treinamento de professores. Destacando o quanto isso a ajuda, Kátia revela que os textos jornalísticos e artigos são bons para auxiliar na construção de redações. "A maioria dos alunos tem carência na produção textual por não possuir argumentos necessários",explica. Ela revela que um dos últimos temas focados foi a catástrofe no Japão.


Com tanto material disposto no universo de revistas e jornais, a pedagoga faz uma ressalva para professores que utilizam publicações em salas de aula. "É essencial analisar o conteúdo do artigo antes de trabalhar com ele. Não pode ser muito superficial", diz.O professor também precisa elaborar projetos com recortes se baseando na idade dos alunos. "No ano passado, por exemplo, trabalhei com a questão da violência. Então, usei textos que falavam sobre violência no trânsito, na escola e na família", completa.


Para a Kátia, o trabalhocom jornais pode ser consideradoum processo que dá resultadoa longo prazo. No início,quando começou a desenvolveras atividades, muitos alunos - especialmenteos adolescentes -não levavam a sério, o que mudoucom o tempo. Hoje, ela encontra seus antigos estudantes que confessam que sentem saudade de suas aulas.


Mais informações sobre o projeto Ler para Crescer, coordenado por Ayne Regina GonçalvesSalviano: lerparacrescer@folhadaregiao.com.br


Fonte: Ler para Crescer/Folha da Região

A Gazeta na Sala de Aula realiza II Encontro Regional

O programa A Gazeta na Sala de Aula, desenvolvido pelo jornal A Gazeta (ES), promoverá o II Encontro Regional com direito a bate-papo sobre o tema "Cultura de Paz na escola e na sociedade", com a consultora Sílvia Costa (foto) e visita à exposição "Anticorpos", no Museu Vale, em Vitória, Espírito Santo. O evento reunirá os 30 monitores do programa e acontecerá nesta sexta, 27 de maio, às 8h30, na sede da Rede Gazeta.

A palestrante Silvia Costa é formada em Letras e Pedagogia e pós-graduada em Programação Neurolinguística. Já atuou como professora, monitorou projetos educacionais, atuou na área de treinamento de pessoal e coordenou o programa "Jornal, Escola e Comunidades" do jornal A Tribuna, de Santos.

Confira a programação completa:
8h30 - Café
9h - Abertura e mensagem
9h10 - Bate-papo: "Cultura da paz na escola e na sociedade", com Sílvia Costa
10h15 - Comunicados
10h45 - Apresentação dos objetivos e do material da Oficina B "Iguais na diferença"
11h10 - Almoço
13h às 15h30 - Visita: Exposição "Anticorpos", Museu Vale


Fonte: A Gazeta na Sala de Aula/ES

terça-feira, 24 de maio de 2011

Como tranformar cidades em espaços educativos?

OPEN CITY: Projeto une inovação e tecnologia ao motivar alunos na busca de soluções para transformar centros urbanos em ambientes participativos e democráticos


Há quase um mês alunos do ensino médio do Colégio Bandeirantes, de São Paulo, estão assumindo a função de pesquisadores em um projeto extra-curricular que envolve inovação e tecnologia, com um único objetivo: o de transformar cidades em ambientes educativos.


O Open City (Cidade Aberta) é um espaço destinado a identificar e disseminar recursos disponíveis gratuitamente na internet que facilitem o desenvolvimento do capital humano e a transformação dos espaços urbanos, o que se traduz em comunidades mais democráticas, acolhedoras e criativas.



O projeto é resultado de uma parceria entre o Massachusetts Institute of Technology – MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) e Faculdade de Tecnologia Bandeirantes (BandTec), com apoio da Universidade de Harvard (Boston, Estados Unidos).


A ideia nasceu na Advanced Leadership Initiative (Iniciativa de Liderança Avançada) da Universidade de Harvard, programa projetado para melhorar e alavancar as competências de elevada qualidade, líderes experientes que desejam aplicar seus talentos para resolver importantes problemas sociais.



Trata-se de uma incubadora social, programa conjunto das faculdades de administração, educação, direito, administração pública e saúde pública, onde o jornalista Gilberto Dimenstein, através de uma bolsa de estudos, encontrou o caminho ideal para desenvolver o projeto Open City, que segue a linha de pensamento de duas experiências já existentes: o Catraca Livre (catracalivre.folha.uol.com.br) e o modelo de bairro-escola, disseminado em todo o país pela Cidade Escola Aprendiz (www.cidadeescolaaprendiz.org.br). Ambas sob o comando de Dimenstein.


No Brasil, o projeto está sendo guiado pelo jornalista e professor do estudo de mídia, Alexandre Sayad (foto), com o apoio do coordenador do departamento cultural do Bandeirantes, Emerson Bento Pereira. Sayad explica que a ideia principal é desenvolver, junto com uma turma de alunos, uma plataforma online que ajude a transformar alguma comunidade de SP em um lugar melhor para se viver. Ele esclarece que o objetivo principal do projeto é pensar inovação e soluções para a cidade.


Sayad acredita que o Open City trabalha com desafios antigos da educação, como aproximar a escola da vida do estudante, trabalhar a transversalidade e fazer com que o ensino médio não seja uma ilha isolada da realidade e do ensino superior. “Precisamos de uma educação conectada com a vida do aluno, com os anseios dele e da sociedade”, afirma.


Nas próximas aulas o estudantes irão conhecer os escritórios e os fundadores do site ‘Apontador’ para saber um pouco mais sobre a empresa, a ideia e o georeferenciamento. “Até o fim do ano queremos ter algum projeto, ou plataforma online, criada pelos alunos, que possa deixar São Paulo mais aberta e participativa. Está sendo, com certeza, uma experiência incrível”, afirma Sayad.


Fontes: Portal do IG – Último Segundo / Educação - Portal do Colégio Bandeirantes/ Jornal da Manhã/ Foto de Marina Morena Costa

Sala Aberta: Questão de educação

Por Ayne Freire - Coordenadora do programa Ler para Crescer, do jornal Folha da Região (Araçatuba/SP)

Paulo Freire mencionou certa vez que "ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo". Este papel de mediar conhecimento tem sido feito cada vez mais pelos veículos de comunicação, especialmente na sociedade pós-moderna. Sabe-se hoje que as pessoas aprendem história, geografia, português, ciências e muitos outros conteúdos em programas de TV, sites da internet e páginas de jornais e revistas.

Assumindo o papel
A responsabilidade é grande! Já não basta informar, é preciso educar, formar. E para isso, alguns veículos de comunicação já estão testando novas maneiras de fazer jornalismo. Nos Estados Unidos e na Europa, por exemplo, já é comum praticar o civic journalism (termo sem tradução ideal para o português) , um formato diferente que permite aos veículos de comunicação participar efetivamente da vida da comunidade. Além de investigar, mostrar e muitas vezes denunciar, eles também ajudam a solucionar os problemas locais e regionais.

Informação horizontal
No civic journalism, há um consenso para que a decisão sobre o que publicar seja horizontal e não vertical, de cima para baixo. Ouvem-se leitores (por meio das ferramentas próprias, como as colunas dos leitores, por exemplo); os repórteres, que estão na rua e têm contato direto com a população, e também as universidades, as organizações não-governamentais, os poderes constituídos, enfim, todos aqueles que podem representar a sociedade.

No pódio
A nova visão é que os leitores formam o quinto poder, capaz de vigiar o Executivo, o Legislativo, o Judiciário e a imprensa, o quarto poder. Ouvir o leitor, então, passou a ser essencial para garantir a sobrevivência dos veículos de comunicação no mercado aqui, em São Paulo ou em Nova York.

Nova era
É para esta nova fase que o Ler para Crescer está preparando professores e estudantes, de Araçatuba e região. Para que se tornem leitores proficientes dos veículos de comunicação, mas especialmente cidadãos ativos, capazes de ajudar os veículos de comunicação a construir uma sociedade melhor. Não basta reclamar, é preciso construir, juntos. Juan Diaz Bordenave já pontificou uma vez: "me diga como é sua comunicação e eu te direi como é sua sociedade." Assim, se as pessoas querem uma comunicação melhor, precisam ajudar a construí-la. A era da passividade já passou.

Fonte: Ler para Crescer 24/05/2011

A revolução brasileira com os tablets

Ontem, o Ministério da Fazenda e o da Ciência e Tecnologia anunciaram incentivos fiscais que reduzirão em até 31% o preço dos tablets produzidos no Brasil. Na verdade, o incentivo consiste em enquadrar os tablets na categoria de computadores, beneficiando-os com os mesmos incentivos contidos na Lei do Bem, de 2005.

Os incentivos consistem na isenção de PIS e Cofins, que pesam em 40% no preço final do produto. Se os estados aderirem ao incentivo, serão mais 12% de redução, em média.Do ponto de vista tecnológico, há alguns avanços. Para ter direito aos incentivos, os fabricantes terão que se submeter a um Processo Produtivo Básico (PPB) que define graus crescentes de nacionalização de componentes.

No caso de "placas-mãe" (a alma do tablet) em 2012 deverá ter 80% de nacionalização e no ano seguinte 95%. Faz parte da nova filosofia do MCT de exigir a transferência de tecnologia para o país.

Segundo o ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, os incentivos permitirão repetir o que houve com a indústria automobilística no Plano de Metas de JK. Atraídas as primeiras, cria-se a massa crítica para o desenvolvimento da cadeia produtiva do setor.

Mas o grande salto poderá ser na educação. Para tanto, terão que ser articulados outros instrumentos complementares. Um deles é o FUST (Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações).

Em junho de 2008, o Congresso alterou a Lei 9.998, que instituiu o FUST, incluindo a obrigação de "garantir a todos o acesso a tecnologias de informação e comunicação de qualidade, independente da sua condição social". Tornou obrigatória também o acesso de todas as escolas públicas à banda larga até o final de 2013, atingindo 63 milhões de alunos.

Tem que se incluir no kit escolar equipamentos que permitam sinais em wireless ou ampliar a política de banda larga criando uma categoria especial de usuários do tablet que possam acessar também banda larga por celular.

A segunda ferramenta será a parceria com o Ministério da Educação, para financiar conteúdos educacionais digitais multimídia. Já existe documento nesse sentido. Aí, sim, haverá condição de uma verdadeira revolução educacional brasileira.

De um lado, tornando disponível para todos os alunos da rede pública uma infinidade de livros didáticos, sem os gastos vultosos do Programa Nacional do Livro Didático.

De outro, familiarizando-os definitivamente com as novas mídias, as novas competências profissionais, a sociabilização da rede, dando-lhes acesso à produção cultural vasta, permitindo o contato com jovens de todos os países.

Segundo Mercadante, daqui a dois anos a Coreia não terá mais livros didáticos impressos. Todos estarão disponibilizados em meio digital. Apenas no Ministério da Ciência e Tecnologia há um banco de dados de teses com 200 mil trabalhos em todas as áreas do conhecimento.

Diz Mercadante que com as novas ferramentas, será possível ao aluno assistir aulas on-line e até mesmo substituir cadernos pela tela eletrônica.

Fonte: Coluna do Nassif - 24/03/2011

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Escolas abandonam giz e investem em lousas digitais

Equipamento permite interação com os alunos por meio de jogos e vídeos. Cidade do interior de SP instalou as lousas em parte da rede municipal.

A geometria ganha fãs quando é possível ver polígonos em duas ou três dimensões durante a aula. Fica mais fácil entender geografia quando basta um clique para perceber a distância entre o Brasil e o Japão. Longe do giz e do apagador, professores têm utilizado a tecnologia como aliada para garantir a atenção dos alunos dentro da sala de aula.

Escolas particulares e da rede pública de todo o país têm investido na compra de lousas digitais com tela touch screen que custam, em média, R$ 8 mil cada, de acordo com Ruy Mendes, gerente da Smart Technologies, fabricante das lousas digitais.

O G1 visitou o Colégio Dante Alighieri, em São Paulo, e a escola municipal Vila Thomazina, em Campo Limpo Paulista, no interior, para conferir a interação da lousa, professores e alunos.

No Dante Alighieri há lousas digitais nas 115 salas. Os alunos da educação infantil até o primeiro ano do ensino médio têm acesso ao equipamento. O corpo docente recebeu treinamento para manusear as lousas que são utilizadas de acordo com o projeto pedagógico da série.

Na sala do 5º ano do ensino fundamental, sob o comando da professora Eloa Azzena Parada, a aula virou diversão. “Ficou bem mais fácil aprender. Adoro ver os mapas, dá para ver o mundo todo. Toda aula a gente pede um vídeo para ficar mais divertido”, afirma Miguel Bodgan Leão Biuno, de 9 anos.

A lousa interativa tornou-se uma grande parceira de Eloa que procura rechear as aulas com vídeos sobre atualidades e telejornais. “As crianças são muito visuais e a lousa permite interação. Elas são completamente estimuladas pela imagem. Quando mostro uma atividade na lousa, após explicar uma matéria, eles dizem ‘agora eu entendi'", conta a professora.

A lousa pode projetar imagens, textos, reproduzir arquivos em power point, vídeos, jogos interativos e, ainda, ligada a netbooks que são utilizados pelas crianças. Cabe ao professor criar os conteúdos.

“É possível trabalhar todas as disciplinas. Depende da criatividade do professor, mas a lousa tem de estar estruturada em uma sequência didática”, afirma Eloa.Rede municipalEm Campo Limpo Paulista, a lousa foi implantada em todas as escolas do ciclo fundamental 2 (do 5º ao 9º ano) do município. No total são seis. Elas estão em 43 salas de aulas e são utilizadas por cerca de 2.800 alunos.

Na escola municipal Vila Thomazina, no centro da cidade, depois da chegada dos equipamentos, até os índices de evasão caíram. “Há muita participação, os alunos não faltam. Quando queima uma lâmpada (de uma peça da lousa) eles vão correndo avisar na diretoria”, diz Denise Jampaulo, diretora da escola.

A professora de informática Suzi Bertini Aparecida diz que se não fosse a lousa, ela não conseguiria ensinar. "É muito útil e eu sinto que eles já estão habituados. Não teria como dar aulas de informática sem a lousa digital. É mais fácil trabalhar a parte lúdica e a possibilidade que ela oferece é grande, principalmente quando há a interação. Além do mais, acabou a alergia e o pó na mão por causa do giz", brinca Suzi.

Matheus Sales de Tomin, de 13 anos, alunos do 7º ano, aprova o equipamento. "Fazer as atividades na lousa é bem melhor, dá para aprender mais e fica divertido. Utilizamos ela em quase todas as matérias."

A intenção da Prefeitura de Campo Limpo Paulista é instalar as lousas em todas as salas do primeiro ciclo do ensino fundamental, do 1º ao 4º ano, ainda neste primeiro semestre do ano. Para isso, a Prefeitura vai precisar adquirir pelo menos mais 100 unidades do equipamento.


Fonte: G1/Vanessa Fajardo e Lucas Frasão 23/05/2011

Estratégias e identidades midiáticas

Estratégias e identidades midiáticas – Matizes da Comunicação Contemporânea
Daiana Staziak e Vilso Junior Santi (org.)
Editora: EdiPUCRSPublicação: 2011


Resenha:
O e-book reúne sete olhares que privilegiam a Comunicação Midiática por meio de dois eixos: as estratégias comunicacionais e a configuração das identidades contemporâneas. Os textos foram extraídos de dissertações defendidas pelos alunos da segunda turma de egressos do Mestrado em Comunicação Midiática da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
Clique aqui para baixar a obra gratuitamente.

Sobre os organizadores
Daiana Stasiak é Relações Públicas professora Assistente da Faculdade de Comunicação e Biblioteconomia (FACOMB) da Universidade Federal de Goiás (UFG). Vilso Junior Santi é jornalista doutorando em Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

Fonte: Nós da Comunicação 23/05/2011

Rico aceita melhor publicidade em escola

Segundo Datafolha, 42% dos entrevistados com nível superior e 45% das classes A/B concordam com a prática.
Para especialista, pais mais pobres ficam incomodados por não poderem ceder a apelos de consumo dos filhos.

Distribuir folhetos e brindes dentro das escolas, vender produtos com o aval de diretores nas salas de aula.Quanto maior escolaridade e renda, mais tolerância a esse tipo de ação publicitária, revela pesquisa Datafolha realizada em todo o país com 2.061 pessoas.

Segundo a pesquisa, feita a pedido do Instituto Alana, ONG que combate a publicidade voltada para crianças, 42% dos entrevistados com nível superior e 45% das classes A/B concordam com a prática. No total, porém, só 39% são favoráveis a esse tipo de abordagem, contra os 56% que são contrários.

Assim, quanto mais pobre, maior a tendência de discordar da publicidade.

Para Isabella Henriques, coordenadora do projeto Criança e Consumo do Instituto Alana, um motivo para essa resistência é o fato de os pais com menor poder aquisitivo ficarem mais incomodados em não poder ceder aos apelos dos filhos.

Marilene Proença, do Conselho Federal de Psicologia, concorda. "Os que têm mais acesso ao consumo talvez nunca tenham visto [a propaganda] como um problema."O segundo motivo mais citado entre os que concordam com a propaganda é "poder conhecer e experimentar novos produtos", argumento que, segundo Henriques, está ligado ao consumismo.

Para ela, as ações são prejudiciais às crianças porque não entendem o caráter persuasivo da mensagem. Para piorar, diz, quando a ação ocorre na escola, tem a chancela dos professores.

LEGISLAÇÃO
Apesar de reprovada pela maioria dos entrevistados, a publicidade em escolas não é proibida na legislação.Na semana passada, voltou a ser discutido no Congresso projeto de lei que restringe propaganda voltada ao público infantil, mas, por enquanto, o texto não prevê vetos em ambiente escolar.

O Simeesp, sindicato das escolas particulares de São Paulo, diz que não dá nenhuma orientação sobre permitir ou não ações publicitárias.

A Secretaria Municipal de Educação de São Paulo diz que esse tipo de ação é proibida nas escolas da rede. Na Secretaria Estadual, não há uma proibição, e cada caso é avaliado em particular.

Fonte: Folha de São Paulo 23/05/2011

Estudo analisa o impacto das mídias sociais nas práticas de jornalismo em todo o mundo

A Oriella PR Network, grupo de 15 agências de comunicação, presente em vinte países, divulgou os resultados de seu estudo anual 'Click, Communities and Conversations - The State of Journalism in 2011', sobre o impacto das mídias digitais no mercado mundial de jornalismo. Nessa quarta edição, um dos pontos que mais chamaram a atenção de seus realizadores, foi como o uso das redes sociais, como fonte de pesquisa e informação, se tornou mais frequente. Essa foi a primeira edição da pesquisa em que profissionais de comunicação responderam sobre assunto.


Dos 477 profissionais que participaram do estudo, 47% confirmaram usar Twitter e 35% acessam o Facebook como fontes para suas reportagens. O LinkedIn também é citado por 15% dos entrevistados. Outras mídias sociais ficaram com 31%. A blogosfera também faz parte da agenda de apuração: 30% dos repórteres acessam blogs que eles conhecem. Participaram do levantamento jornalistas de veículos regionais, nacionais e internacionais do Brasil, Leste Europeu, França, Itália, Espanha, Estados Unidos, Alemanha, Suécia, Holanda e Reino Unido.


O que representou uma surpresa para os autores é que 42% alegaram pesquisar em blogs e sites ainda não visitados ou desconhecidos. Nos processos de apuração, estes endereços virtuais serviriam tanto como fonte para novas pautas, como para checagem de informação.


Outro objetivo da análise elaborada pela Oriella é entender como os jornalistas veem seus veículos atuando no mercado digital. Os gráficos mostraram que há uma migração de investimentos para os meios on-line. Pela primeira vez em quatro anos a pesquisa apontou que, do ponto de vista econômico, a queda nas receitas publicitárias diminuiu, mostrando que o mercado não é tão incerto quanto analisado no ano passado.


Esse cenário aumentou as expectativas de editores e publishers dos veículos. Na pesquisa do ano passado, 53% acreditavam que suas publicações sairiam do mercado. Em 2011, essa fatia caiu para 21%, do total dos entrevistados. Apenas na Espanha, uma significativa parcela dos jornalistas se manteve pessimista frente ao mercado.


No início de maio, inclusive, o diário norte-americano ‘The New York Times’ anunciou certa satisfação em relação às cobranças de acesso ao seu conteúdo on-line. Durante o INMA World Congress 2011, o publisher do jornal Arthur Sulzberger disse que, atualmente, o NYT possui cerca de cem mil assinantes on-line. Sulzberger ressaltou que ainda é cedo para divulgar dados precisos, mas que, por enquanto, não foi percebida nenhuma grande queda no tráfego do site.


Apesar do mercado ainda estar receoso com o modelo de cobrança pelo consumo de notícias na internet, jornais brasileiros também estão investindo neste modelo, como é o caso do jornal ‘O Globo’ que passou a cobrar o acesso on-line até para seus assinantes da versão impressa. O valor, entretanto, é mais baixo do que o oferecido àqueles que não são assinantes.


Fonte: Nós da Comunicação/ André Bürger 23/05/2011

Jornais: sempre é bom variar Escolha o seu ... ou...

Lousa Digital: Jornais: sempre é bom variar Escolha o seu ... ou...: "Na minha casa, quando eu era criança, só havia jornal impresso aos domingos. Não que a gente não gostasse de ler...era por questões econômic..."

Aluna faz releitura de notícia sobre Liberdade de Imprensa




A professora Mara Alice Costa, do Colégio Estadual Unidade Pólo, de Maringá, tem trabalhado o jornal O Diário, em especial a página do Diário na Escola, veiculada de terça-feira, com os alunos da 5ª série. Uma das matérias que mais chamou atenção dos estudantes tratava sobre a Liberdade de Imprensa, já que durante todo o mês educadores de todo o país têm abordado o assunto em sala, estimulados por Programas Jornal e Educação, como O Diário na Escola. A aluna da 5ª ‘C’, Nayara dos Santos Ferreira, fez uma releitura da notícia veiculada em três de maio.




Fonte: O Diário na Escola - Maringá/PR

Parcerias com universidades aproximam alunos de mundo acadêmico

Para apresentar conceitos do mundo acadêmico e preparar melhor os estudantes para a saída do ensino médio, escolas particulares de São Paulo têm firmado parcerias com universidades. No Colégio Bandeirantes, por exemplo, o curso extracurricular “Open City” (cidade aberta) conta com a consultoria de professores e alunos da instituição norte-americana Harvard e da Faculdade de Tecnologia Bandeirantes (BandTec), instituição ligada à escola.

Doze estudantes do segundo ano do ensino médio participam do curso, que tem o objetivo de desenvolver um projeto na internet para melhorar a cidade de São Paulo. A ideia é inspirada em sites de colaboração cívica, no qual a própria sociedade alimenta e utiliza uma ferramenta. Os alunos ainda não sabem o que vão criar, mas para executar o projeto, contarão com a ajuda de seis estudantes da BandTec, que vão elaborar a ferramenta e os aplicativos para smart phones.

Legenda: O professor Alexandre em aula do curso Open City, no colégio Bandeirantes

Uma das sugestões com as quais o grupo trabalha é fazer um mapeamento de árvores, para que a população saiba e possa apontar quais são as áreas mais arborizadas de São Paulo. “Saio daqui com a cabeça borbulhando de ideias”, diz a monitora do grupo, Mariana Pereira, de 17 anos, estudante de Radio e TV da Faap e de Ciências Sociais da USP.


Em uma teleconferência com Harvard, um professor norte-americano apresentou um projeto criado por estudantes de Boston. Uma estudante mais aplicada sempre mandava por sms a lição de casa para os colegas. Os alunos desenvolveram uma ferramenta que fizesse isso automaticamente pela internet. “A ideia deu tão certo que foi implantada pela prefeitura da cidade em todas as escolas públicas”, conta Gabriela Galera, de 16 anos.


Alexandre Le Voci Sayad, professor de estudo de mídia e responsável pelo curso, avalia que o projeto trabalha com desafios antigos da educação, como aproximar a escola da vida do estudante, trabalhar a transversalidade e fazer com que o ensino médio não seja uma ilha isolada da realidade e do ensino superior. “Precisamos de uma educação conectada com a vida do aluno, com os anseios dele e da sociedade. Saber fazer um projeto é uma das competências mais importantes que a escola pode passar para o estudante. O mundo e a vida são feitos de projetos”, analisa.


Mariana monta uma rede com as habilidades do grupo e o que cada um gostaria de aprender. Atividade mostra a quantidade de links que os alunos têm entre si



High school no Brasil
O colégio Dante Alighieri forma neste ano a primeira turma do seu high school (denominação americana para o ensino médio). A proposta é oferecer aos alunos do colégio o curso do high school americano, com as mesmas disciplinas ofertadas nos EUA, só que no Brasil, e ministrado por professores estrangeiros de países de língua inglesa. A iniciativa é uma parceria com a Texas Tech University, responsável pelo programa do curso e pelos materiais didáticos.



Legenda: A equipe do high school: Robert (EUA), Michael (Inglaterra), Robert Garner (EUA), Simon (Inglaterra), a coordenadora Rossella, Marta (Irlanda), Bryan e Erick (EUA)


Os estudantes fazem o ensino médio regular de manhã e à tarde cursam as disciplinas do high school. Para não repetir disciplinas, o curso é focado em matérias que não são trabalhadas na grade brasileira, como história dos EUA, retórica, economia e literatura, gramática e redação em inglês. O resultado é um inglês afiadíssimo, que coloca os estudantes brasileiros em um nível de escrita e fala adequados para realizar um curso superior em uma universidade estrangeira sem dificuldades.


A ideia de fazer faculdade nos EUA ganhou força depois que Eduardo Rubini, de 15 anos, começou o high school. Além do diferencial em redação e na argumentação, pontos bastante trabalhados no curso, o contato com professores americanos trouxe aspectos culturais que podem fazer a diferença em um processo seletivo. “Sempre gostei muitos dos EUA e pretendia passar um tempo lá. Agora, juntando tudo o que estou aprendendo, decidi que quero fazer faculdade ou algum curso lá”, conta.



A coordenadora do high school do Dante, Rossella Beer, afirma que há um choque cultural no primeiro contato com entre alunos e professores. “Eles exigem pontualidade, tem uma argumentação diferente da nossa, não são tão espontâneos. O aluno aprende a lidar com o estrangeiro, que no futuro será o professor, o colega de classe ou o chefe deles”, destaca.


Os professores notam que os alunos chegaram ao final do curso mais confiantes, conseguem defender seu ponto de vista e argumentar em inglês. “Eles amadurecem e ganham uma bagagem de inglês fantástica”, afirma o professor norte-americano Robert Garner.

Intercâmbio


O colégio bilíngue Humboldt tem parceria com a universidade alemã de mesmo nome e recebe professores e estudantes universitários. Duas vezes ao ano, a escola recebe estagiários de cursos de pedagogia e licenciatura, que trabalham na escola por três meses. “Eles desenvolvem projetos com os nossos alunos e é uma oportunidade deles terem contato com falantes de alemão”, aponta Hans Wagner, vice-diretor do Humboldt. O último projeto desenvolvido por uma estudante da Universidade Humboldt com estudantes do ensino médio era sobre a capital da Alemanha, Berlim.
A parceria também traz benefícios para o corpo docente. “Os estagiários trocam muito com os professores. Trazem metodologias modernas, dão aulas experimentais. Todos saem ganhando”, avalia Wagner.
Fonte: Último Segundo/ Marina Morena Costa - 22/-5/2011

sábado, 21 de maio de 2011

Estudantes da Escola Rotary conhecem a rotina do jornal

Um grupo de 26 alunos entre o 4° e o 9° ano da Escola Municipal Rotary, de Mossoró/RN, visitaram no dia 4 de maio as instalações do jornal GAZETA DO OESTE. A visita é uma das atividades ligadas ao programa Ler para Saber Mais, desenvolvido pelo jornal. Os alunos conheceram o processo de confecção do periódico desde a formação da pauta até a impressão final.

A professora Eltiene Araújo explicou que essa é a primeira vez que as turmas do 4° e 5° ano são incluídas na visita ao jornal. “Eles recebem o jornal em sala de aula uma vez por semana, para se interarem do cotidiano e ficarem melhor informados. E a partir do jornal também são feitos trabalhos de pesquisas”, disse.

A professora Márcia Betânia, responsável pelo acompanhamento dos alunos, explicou como foi o processo de escolha deles para virem até o jornal. “A escolha foi feita através de um sorteio que selecionou um número de alunos de cada turma”, destacou.

Os alunos que vieram ficaram responsáveis por passar as informações para os que ficaram na escola. “A proposta é de que eles anotem tudo, questionem, tirem dúvidas, e quando chegar lá apresentem em forma de trabalho para cada turma, sobre o que eles acharem relevante na visita”, afirmou Márcia Betânia.

A estudante Sabrina Nogueira, de 12 anos do 8° ano, afirmou que ficou satisfeita com a visita, pois tem o sonho de ser jornalista no futuro. “Eu gosto de estar informada sobre o que acontece no País, no Estado e principalmente aqui na cidade, e fiquei mais interessada ainda quando fiquei sabendo como funcionava o jornal”, disse.

Já o aluno do 8° ano, Rudson Carvalho afirmou que a partir da leitura semanal do jornal tinha interesse em saber da sua fundação e da finalidade de passar informação para as pessoas. “Fiquei esclarecido e satisfeito. Gostei de tudo que vi e conheci”, afirmou.

O professor Marcos Antônio, coordenador do programa Ler para Saber Mais, afirmou que a visita ao jornal está dentro do programa de atividades. “Todos os anos os alunos das escolas vêm conhecer a operacionalidade do jornal, como parte das atividades”, destacou ele, informado que esse ano 13 escolas estão participando do programa.

Fonte: Gazeta do Oeste/ Foto Alcivan Costa 05/05/2011

Escolas de Mossoró recebem jornal na sala de aula

As escolas que participam do programa de leitura Ler para Saber Mais, desenvolvido pelo jornal GAZETA DO OESTE desde 2005, começaram a receber os exemplares de jornal distribuídos pelo programa.

Este ano, participam 13 escolas públicas, municipais e estaduais, envolvendo diretamente 149 professores e 2.989 estudantes. Cada escola recebe dois jornais por sala de aula.

Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), do Ministério da Educação (MEC) sugerem que o professor trabalhe com diversos textos e portadores de textos para que a aprendizagem faça sentido.

A Associação Nacional de Jornais (ANJ) incentiva os jornais brasileiros a fazer esse trabalho de educação com os exemplares nas salas de aulas. Atualmente, são 60 empresas jornalísticas que desenvolvem o Programa Jornal e Educação.

Em Mossoró, o jornal GAZETA DO OESTE leva para as escolas da cidade não só a informação, mas também a oportunidade de os alunos aprenderem sobre o veículo de comunicação e discutirem seu conteúdo, num debate plural e buscando a leitura crítica.

Os professores recebem capacitação para isso e são acompanhados pela equipe pedagógica do jornal GAZETA.

A Escola Municipal Professor Manoel Assis, localizada no bairro Boa Vista, recebeu ontem 18 exemplares para trabalhar em sala de aula. O jornal chegou pela manhã e vai atender um público de 386 alunos e 11 professores do 4º ao 9º ano.

A novidade é que este ano crianças entre 8 e 9 anos passam a receber também o jornal. Até o ano passado, apenas estudantes a partir do 6º ano recebiam os exemplares.

Desde o início do programa que a escola Manoel Assis participa dessa atividade. Para a gestora, Gerusa Gomes, é um programa muito rico, porque dá oportunidade para que as crianças possam se informar e também aprender a ler. “Como eles não têm em casa essa prática de leitura, eles veem no jornal uma forma de se aproximar dessas notícias. Ano passado trabalhamos com as crianças os vários textos. Aí trabalhamos o artigo, a reportagem, a charge. Mesmo os pequenininhos já têm contato com o jornal”, ressaltou a gestora.

Procura pelo jornal começa logo cedo

Nas escolas, quando o jornal chega, a procura é grande. De acordo com professores, muitos estudantes começam a perguntar pelo jornal logo que chegam à escola. É uma demonstração de que eles se interessam, sim, pela leitura.

Durante o recreio, estudantes procuram a biblioteca para ler o jornal. Pais também vão mais cedo buscar o filho na escola apenas para ter acesso ao jornal.

Para a professora Carmina Nóbrega, que leciona para crianças do 3º ano, no início é difícil trabalhar com as crianças, porque elas não são ainda alfabetizadas. Vêm de uma realidade em que a leitura não é habitual. “Tem uns que têm dificuldade, mas com outros já é mais fácil. Fizemos uma aula-passeio, quando fomos à Barragem de Genésio, e, na volta, fomos recortar coisas que falavam das enchentes. Eles mesmos procuram aquelas notícias que mais interessam a eles”, diz.

Os professores trabalham não só a parte pedagógica do jornal, associando suas notícias aos conteúdos das respectivas disciplinas, mas também aproveitam para levantar discussões a respeito do papel da imprensa na educação e levar o estudante a ler de forma crítica, analisando a notícia e a ideologia da mídia.

HISTÓRICO – Desde 2005, quando iniciaram as atividades do programa, cerca de 50 mil alunos e 4 mil professores foram atendidos em 117 escolas públicas e privadas de Mossoró e região.

O programa funciona de março a novembro, com a distribuição dos jornais e palestras e oficinas para professores e alunos.

Diretamente, o jornal atinge professores e alunos das escolas. Indiretamente, o número de leitores aumenta, porque muitos pais pedem para que o filho leve o jornal para casa para que possa ficar por dentro das notícias. Seus vizinhos, consequentemente, têm acesso ao conteúdo do jornal também.

Fonte: Jornal Gazeta do Oeste/ Texto: Marcos Antonio - Foto: Edinilto Neves 04/05/2011

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Faça Você mesmo!!! O que é e como montar uma Hemeroteca

A hemeroteca é um arquivo de recortes de jornais, revistas, panfletos informativos, e demais impressos, organizados por assuntos. O principal objetivo é torná-la um importante material para pesquisa, no qual professores e alunos tenham acesso a diferentes fontes de informação.


A palavra "Hemeroteca" vem do grego, onde hemera quer dizer dia; e theke significa depósito. O termo foi proposto por Henrique Mertin, conservador de uma biblioteca em Paris, durante um Congresso de Bibliotecas em 1990.


Para conseguir um arquivo diversificado, é preciso ler os impressos disponíveis (jornais, revistas, etc.) e selecionar notícias, artigos, crônicas, colunas. Nem tudo o que foi publicado precisa ser guardado. Selecione apenas aqueles assuntos que serão úteis mais tarde. Em seguida, recorte e separe os recortes por assuntos. Em uma folha sulfite escreva a fonte (de onde você recortou o texto) e a data, e logo abaixo cole o recorte. Para facilitar a pesquisa, numere as folhas e crie um índice. Os recortes podem ser arquivados em pastas catálogo ou em caixas [cada assunto em uma caixa diferente]. E está pronta a hemeroteca. O ideal é que ela fique disponível na biblioteca da escola para que todos tenham acesso.


Importante: Essa prática deve ser realizada após as atividades de leitura. Recorte apenas os jornais antigos.
Fonte: Página JM nas Escolas/Programa Vamos Ler - Jornal da Manhã/PR 15/03/2011

Faça Você mesmo!!! Dicas para um bom Poetrix!!!

Compartilhamos dicas de Goulart Gomes, criador da linguagem poética Poetrix, para que você e seus alunos criem o seu. As dicas foram publicadas no dia 17 de março de 2011 na páginas do JM nas Escolas, do programa Vamos Ler, do Jornal da Manhã (Ponta Grossa/PR).

Evite as orações coordenadas. Um poetrix não é uma frase ‘fatiada’ em três partes.
Explore o poder do título. Por vezes ele pode ganhar uma característica de ‘verbete’, sendo definido pela estrofe.
Minimalize. Corte tudo o que está sobrando. Escrever um poetrix é lapidar um diamante. É preciso sempre trabalhar o texto. Literatura é 10% inspiração e 90% transpiração.
Pesquise. Enriqueça o seu texto com informações pertinentes.
Não confunda Poetrix com Hai-Kai. Para isso, é importante conhecer, também, os fundamentos do hai-kai.
Utilize figuras de linguagem. Em todas as formas poéticas, o uso de figuras de linguagem, metáforas, tropos e imagens enriquecem bastante o texto.
Não force rimas. Poetrix não é soneto. Às vezes pode-se dispensar completamente uma rima, utilizando-se bem o ritmo, a sonoridade e a riqueza semântica das palavras.
Poetrix não é provérbio.
O não-dito fala mais que o dito. Faça com que seu texto “dialogue” com o leitor, permita que ele faça sua própria “viagem” nas palavras.

Goulart Gomes é bahiano, é o criador da linguagem poética Poetrix (1999), e fundador do Grupo Cultural Pórtico (1995). Obteve 65 prêmios em concursos de poesia, prosa e festivais de música e participou de 48 coletâneas publicadas no Brasil, Cuba, Espanha, USA, Itália, França e Coréia do Sul e tem trabalhos divulgados em vários outros países. Atualmente é o Coordenador Geral do Movimento Internacional Poetrix.
Homepages: www.goulartgomes.com www.movimentopoetrix.com

Alunos do colégio Master vistam jornal O POVO, em Fortaleza




No dia 17 de maio o jornal O POVO, de Fortaleza/CE, recebeu mais uma visita de alunos com acompanhamento do programa O POVO na Educação. Dessa vez, os contemplados foram os alunos do Colégio Master, que puderam entender como funciona, o que fazem e como trabalham os funcionários de um jornal.

As visitas ao O POVO têm a finalidade de contextualizar para os alunos, a importância da leitura e escrita dentro e fora da sala de aula. Durante essa aula de campo, os visitantes ficaram bastante animados com a receptividade do Banco de Dados e da Redação, que interagiram bastante com os pequenos.



Fonte: O POVO na Educação

Midiaeducação em debate

“Na sociedade da informação, a mídia-educação torna-se ou pode tornar-se educação e, nessa perspectiva, a mídia-educação não seria apenas um campo de estudo e intervenção, mas uma postura midia-educativa que seria patrimônio de cada professor e educador”, destaca Monica Fantin.


O que é midiaeducação? Um conceito? Uma ideia? A sua grafia escrita junta ou separada traduz algum significado? Existiria outro termo que definiria melhor a interface entre a educação e a mídia? Trata-se de um novo campo de estudo? A revistapontocom dá prosseguimento à publicação da primeira parte do Dossiê midiaeducação, na qual publica entrevistas com professores, estudiosos e pesquisadores sobre o tema. A cada semana, uma nova entrevista. Um novo olhar. Uma nova perspectiva sobre a interface mídia e educação. A mais nova entrevistada é a professora da UFSC Mônica Fantin.


Mônica Fantin é coordenadora do Grupo de Pesquisa Núcleo Infância, Comunicação e Arte da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Organizadora do livro Liga, roda, clica: estudos em mídia, cultura e infância (Papirus Editora), Monica entende que o papel da educação configura-se em um instrumento educativo que visa à construção de competências de professores a trabalhar pedagogicamente com as mídias, tecnologias e suas múltiplas linguagens em contextos formais e não formais.


Acompanhe a entrevista:

revistapontocom – Como podemos definir o conceito midiaeducação?

Monica Fantin – A definição do conceito de mídia-educação vem se construindo ao longo dos anos como uma reflexão metodológica e epistemológica sobre a práxis de educar para, com e através das mídias. Assim, a mídia-educação pode ser entendida basicamente a partir de três dimensões: a) como um campo de conhecimento interdisciplinar na interseção das ciências da educação e comunicação, em construção; b) como disciplina curricular ou eixo transversal; c) como prática social e cultural em diferentes contextos escolares e extra-escolares que signifiquem um trabalho de educação midiática. Ou seja, mídia-educação pode ser entendida como área de saber e de intervenção em diversos contextos: como práxis educativa com campo metodológico e de intervenção didática, e como instância de reflexão teórica sobre essa práxis. Considerando os desafios do fazer educativo hoje, para alguns estudiosos a mídia-educação pode ser entendida como a própria educação. Na sociedade da informação, a mídia-educação torna-se ou pode tornar-se educação e, nessa perspectiva, a mídia-educação não seria apenas um campo de estudo e intervenção, mas uma postura midia-educativa que seria patrimônio de cada professor e educador.

revistapontocom – De onde surgiu este conceito?

Monica Fantin – Considerando que todo conceito é por natureza múltipla, compreender o conceito é compreender suas articulações e seus movimentos. Assim, diversos países têm trabalhado pedagogicamente com as mídias antes de uma definição única e sistematizada a esse respeito. Tendo surgido como sensibilidade educativa no confronto com as mensagens das mídias (mas não ainda como movimento consciente), a mídia-educação, ou Media Education, nasce e se desenvolve paralelamente à indústria cultural, por volta dos anos 20. Se nesse início o sentido predominante era o de educar para as mídias, aos poucos vai agregando o sentido de educar com e através das mídias articulando as perspectivas crítica, instrumental e expressivo-produtiva. Neste contexto, a primeira definição oficial do conceito de Media Education foi apresentada na França pelo Conselho Internacional de Cinema e Televisão (CICT), órgão ligado a UNESCO, em junho de 1973, e referia-se ao estudo e aprendizagem dos modernos meios de comunicação como disciplina autônoma no âmbito da teoria e prática pedagógica, e reconhecia a escola como um lugar especifico da mídia-educação. Em 1979, esse mesmo conselho amplia o campo de intervenção das mídias como processos culturais e sociais, e consequentemente seu conceito, permitindo pensar na especificidade da mídia-educação como prática social e cultural, para além de uma disciplina curricular.

revistapontocom – Qual é o objetivo da midiaeducação?

Monica Fantin - Poderíamos falar em objetivos, no plural: formação de um sujeito crítico e criativo, um usuário ativo e responsável no uso das mídias, tecnologias; democratização de oportunidades educacionais no sentido de interpretação, acesso e produção de saberes na cultura digital; educação para a cidadania instrumental e de pertencimento cultural; e ampliação dos repertórios culturais e desenvolvimento da capacidade comunicativa e expressiva com o uso de múltiplas linguagens.

revistapontocom – Midiaeducação é a forma mais correta de nomear este conceito?

Monica Fantin - Pelo que mencionei acima, a construção de um conceito é algo em movimento e expressa os desafios de cada momento histórico. Hoje, por exemplo, o conceito de mídia-educação deve considerar a centralidade que as novas mídias e tecnologias ocupam na vida contemporânea bem como os novos desafios teórico-metodológicos que têm sido colocados à mídia-educação. Nesse sentido, há quem fale em New Media Education como um novo paradigma no sentido de responder aos desafios colocados a partir da centralidade das mídias, não como mais um aspecto da educação. Para alguns estudiosos a New Media Education necessitaria de uma “nova pedagogia” que poderia se expressar tanto na direção de uma redefinição ou “correção” conceitual da mídia-educação, quanto na mudança do paradigma no âmbito dos estudos da mídia e cultura. Aliado a essa possibilidade de redefinição conceitual podemos retomar a ideia da postura mídia-educativa, onde mídia-educação torna-se postura do professor e do educador (à medida que todos educadores enfrentam tais desafios) e a mídia-educação então, torna-se a própria educação. Nessa perspectiva, a mídia-educação também pode ser entendida como linguagem, ou melhor, como múltiplas linguagens ou multiliteracies. E isso diz respeito a uma concepção ecológica da mídia-educação, que seria o uso de todas as mídias: fotografia, rádio, cinema, televisão, internet, vídeo game, celular, redes sociais, na perspectiva da convergência digital sem esquecer a dimensão da corporeidade, do gesto, do olhar, e do movimento. A meu ver, parece ser uma concepção mais abrangente que inclusive pode envolver o sentido da New Media Education. Quanto à grafia, escrevo Mídia-Educação ou mídia-educação, com hífen, porque quando comecei a estudar a esse respeito era o termo consagrado pelo uso mais corrente da tradução de media education (em inglês), éducation aux médias (em francês), educación en los médios (em espanhol) ou ainda educação para os meios (em português de Portugal). Por ser um termo mais conciso, me parece que o hífen em mídia-educação expressa essa “palavra composta” que une os elementos dos dois campos mediante uma nova “composição” que vai criando neologismos e semânticas novas formadas ao sabor dos usos que fazemos. Afinal, como diz Wittgnestein em sua filosofia da linguagem, o significado das palavras reside no modo como são usadas.

revistapontocom – Qual é o papel da educação nesta relação?

Monica Fantin – Considerando que não existe educação sem comunicação, o papel da educação ou da mídia-educação seria tanto o de propiciar às crianças, aos jovens e aos professores o que se tem denominado alfabetização ou letramento midiático visando não apenas o domínio técnico e instrumental dos códigos dos meios, mas a formação de uma consciência da condição de “estar alfabetizado” nessas linguagens. Isso implica também a possibilidade de um pensamento crítico que permita aos sujeitos avaliar ética e esteticamente os conteúdos midiáticos de forma a construir um pensamento autônomo, mas também colaborativo, que, por sua vez, implica a capacidade de se expressar mídia-educativamente. O papel da educação configura-se como um instrumento educativo que visa à construção de competências de professores a trabalhar pedagogicamente com as mídias, tecnologias e suas múltiplas linguagens em contextos formais e não formais. Dessa forma, o papel da educação relaciona-se aos objetivos da mídia-educação mencionados acima e envolve tanto a presença da mídia-educação nas escolas e na formação inicial do professor como em outros âmbitos e contextos formativos.

revistapontocom – Qual é o papel da mídia nesta relação?

Monica Fantin - Considerando que a atuação dos profissionais da comunicação possui uma dimensão educativa, tendo-se consciência ou não, os comunicadores educam, “formam consciências” e constroem um capital simbólico do público. Dessa forma, a mídia-educação poderia atuar na perspectiva de instrumento cultural e educativo, tanto na formação prática-reflexiva dos profissionais da comunicação como na capacitação de educadores em geral (e professores em particular) oportunizando aos profissionais da mídia refletir sobre as atividades relacionadas a esse campo. Assim, jornalistas e publicitários, por exemplo, poderiam prestar mais atenção à dimensão educativa de seu trabalho quando produzem notícias e propagandas que desrespeitam o direito das crianças. Ou seja, poderiam prestar mais atenção no endereçamento de suas matérias e nos direitos de tal público em relação às mídias. Neste sentido, a formação em mídia-educação destes profissionais ou a presença de um mídia-educador nas empresas de comunicação ou agências de publicidade poderiam fazer a diferença. E essa ação colaborativa entre professores e profissionais da comunicação é uma possibilidade da mídia-educação.


Fonte: RevistaPontoCom - Maio de 2011

Turmas menores


Reduzir o número de alunos nas salas de aula pode melhorar o aprendizado. O que sempre vem sendo debatido e defendido por professores acaba de ganhar um reforço. A pesquisa Caminhos para melhorar o aprendizado, promovida pelo Instituto Ayrton Senna e o movimento Todos Pela Educação, reitera a importância de diminuir a quantidade de estudantes na sala de aula. O estudo mostra que uma redução média de 30% do tamanho da turma pode aumentar até 44% o aprendizado do aluno durante o ano letivo.


Coordenado pelo pesquisador Ricardo Paes de Barros, o trabalho, fruto de uma análise de estudos nacionais e internacionais sobre o tema, destaca que a redução, na prática, necessita de espaço físico e professores qualificados. A mudança beneficia, aparentemente, mais os alunos com maior dificuldade de aprendizado e vindos de famílias mais vulneráveis. Alguns projetos sugerem, inclusive, que essa política deveria focar escolas que atendem jovens mais carentes, pois os impactos nelas tendem a ser maiores.



Da pesquisa para a prática
Como já informado pela revistapontocom, depois de três anos de tramitação, a Câmara dos Deputados aprovou o
Projeto de Lei 597/2007 que limita o número de alunos por professor na Educação Básica. Pela proposta, que agora segue trâmite no Senado, as turmas do Ensino Médio e as dos quatro anos finais do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano) terão, no máximo, 35 alunos. O projeto altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) que não estabelece limite de estudantes por sala de aula.


Se for aprovado no Senado, os sistemas de ensino terão o prazo de três anos, a partir da publicação da lei, para se adequarem. Para a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, a limitação de alunos por professor acabaria com a superlotação e garantiria mais qualidade de ensino.



“Se você tiver uma sala de aula lotada com 40, 50 alunos, numa aula de 45 minutos, onde o professor tem que passar o conteúdo da sua matéria, tirar as dúvidas e conferir lições de casa ou qualquer tarefa, certamente uma boa parte dos alunos não vai contar com a atenção do professor”, destaca o deputado Jorginho Maluly, autor da proposta.



Para o professor José Roberto de Souza, da Escola Municipal Cardeal Câmara, em Vigário Geral, no Rio, o ideal seria, realmente, ter 35 alunos no máximo. “Nossas turmas têm, em média, 45, 47 alunos. É inviável. Muitos alunos em sala de aula atrapalham o pleno exercício da profissão”, afirma. Que o diga a professora Marcia Shalfun, da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, também no Rio. Segundo ela, menos alunos em sala contribui para um maior e melhor interação entre professores e estudantes. Veja como seria o limite de alunos por sala/série, de acordo com o Projeto de Lei:
- Crianças até um ano de idade: máximo de cinco alunos

- Crianças de um a dois anos: máximo de oito alunos

- Crianças de dois a três anos: máximo de treze alunos

- Crianças de três a quatro anos: máximo de quinze alunos

- Crianças de quatro a cinco anos: máximo de vinte alunos

- Nos 5 primeiros anos do Fundamental: máximo de 25 alunos

- Nos anos finais do Fundamental e Médio: máximo de 35 alunos


Confira a pesquisa na integra www.paramelhoraroaprendizado.org.br


Fonte: RevistaPontoCom