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quarta-feira, 20 de março de 2013

Cartilha traz informações para familiares de adolescentes em conflito com a lei



Cartilha traz informações para familiares de adolescentes em conflito com a lei
O Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente – Cedecado Rio de Janeiro disponibilizou para download a cartilha Justiça para o adolescente em conflito com a lei – Como se defender dela. O material busca informar sobre os direitos e os deveres dos adolescentes em conflito com a lei e informar as famílias sobre os procedimentos legais a eles destinados, contribuindo para a efetivação dos instrumentos legais de proteção de crianças e adolescentes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA e no Artigo 227 da Constituição Federal.
A cartilha alterna texto informativo e narrativa em quadrinhos, apresentando uma reflexão crítica sobre o sistema de segurança pública, o sistema de justiça e o sistema socioeducativo. Entre as questões abordadas estão os procedimentos de apuração do ato infracional, uma apresentação das instituições de mediação e acolhimento e as diferenças entre as medidas socioeducativas, desde a advertência e a liberdade assistida até a privação de liberdade, que deve ser cumprida em entidades específicas para os adolescentes.
O material apresenta, ainda, glossário, lista de endereços e telefones úteis e de instituições responsáveis, como os conselhos tutelares, além de órgãos que recebem denúncias. São, por fim, apresentadas referências bibliográficas para os leitores interessados em se aprofundar no tema.

Lançamento da Maratona 2013 do Programa Lendo e Relendo












O Instituto José Paschoal Baggio por meio do Programa Lendo e Relendo com o Correio Lageano lançou o Regulamento do Concurso Maratona do Conhecimento 2013.

O Concurso tem por objetivo estimular o pensamento crítico dos estudantes, na busca de situações de seu cotidiano por meio da construção de matérias jornalísticas. E, neste ano o público alvo são estudantes na faixa etária de 11 a 14 anos que estudem nas escolas que estão inscritas no Programa.


As inscrições estão abertas até o dia 31 de março, e já no dia 04 de abril acontece um workshop com o título “Estudante Repórter, como fazer uma matéria jornalística”, em que será trabalhado o passo a passo de uma reportagem, como definir uma boa pauta e outros temas.


Regulamento e ficha de inscrição estão disponíveis em:

http://www.clmais.com.br/projetos/lendo-e-relendo/#maratona-do-conhecimento

Correio Escola entrevista Ricardo Pereira

Programa Correio Escola Multimídia, desenvolvido pelo jornal Correio Popular, de Campinas/SP, tem agora programa semanal de entrevista na TV Correio comandado pelo jornalista Fabiano Ormaneze. Os entrevistados falarão de educação, cultura, arte, comportamento, etc 

Veja o primeiro programa com o curador de Cinema do Museu da Imagem e do Som de Campinas/SP, Ricardo Pereira.

terça-feira, 19 de março de 2013

Prêmio reconhecerá boas iniciativas em direitos humanos


As inscrições para a 3ª edição do Prêmio Neide Castanha de Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes estão abertas até o dia 5 de abril. O objetivo do prêmio é homenagear personalidades e instituições que se destacam na defesa dos direitos humanos de crianças e de adolescentes, em especial dos direitos sexuais.
O prêmio contempla cinco categorias: boas práticas, produção de conhecimento, cidadania, protagonismo de crianças e adolescentes e responsabilidade social. Para fazer a inscrição, basta acessar aqui.
O Prêmio Neide Castanha é promovido pelo Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes em parceria com a Comissão Intersetorial de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes.
Os vencedores deste ano serão conhecidos na semana do Dia 18 de Maio, o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.
Mas quem é Neide Castanha?
Formada como assistente social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Neide Castanha é um dos ícones na luta pelos direitos de crianças e adolescentes, dedicando parte de sua vida ao enfrentamento da violência sexual.
Participou ativamente do processo de mobilização e construção do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), na criação do Plano Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, que resultou na criação do Comitê Nacional, do qual esteve à frente até seu falecimento, em 2010.
Neide também foi uma das fundadoras do Centro de Referência Estudos e Ações sobre Crianças e Adolescentes (Cecria) e uma das principais responsáveis pelo desenvolvimento da metodologia do Disque Denúncia, para notificação de casos de violação dos direitos sexuais de crianças e adolescentes.
Em sua trajetória, recebeu diversas homenagens por sua atuação, sendo a última, post mortem, o Prêmio de Direitos Humanos 2010, concedido pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

Televisando o Futuro é lançado em Cascavel/PR



Na sexta-feira (15/03) foi lançado o projeto Televisando o Futuro 2013, na Faculdade Assis Gurgacz em Cascavel. Na plateia, cerca de 500 acadêmicos dos cursos de Jornalismo, Letras e Pedagogia, que participaram de uma palestra realizada por Ana Gabriela Simões Borges coordenadora do IGRPCOM, sobre o tema "Mídia e Educação". 

Também foi apresentado o desenvolvimento do projeto, pelo seu coordenador Everton Renaud e por Eliane Schlichting, representante regional do IGRPCOM. 

A participação do acadêmicos no Televisando o Futuro é fundamental, já que são os responsáveis pelas correções dos trabalhos desenvolvidos pelos alunos que participam do projeto. Para Renaud, "É muito importante contar com o envolvimento das Instituições de Ensino Superior e seus acadêmicos, eles trazem novas ideias e são futuros formadores. Por isso, contribuir com sua formação em um momento como este é essencial. Além disso, o contato deles com trabalhos de alunos os ajuda a conhecer a realidade na qual vão atuar e aprimora suas habilidades de análise das produções estudantis", analisa.

A acadêmica de letras Elisangela Peruzzo concorda: "É muito bom ter a oportunidade de assistir a uma palestra que informa e instiga meu senso crítico com relação a mídia. Uma coisa é permitir que a mídia influencie você sem questionamentos, outra coisa é você se utilizar da mídia para criar recursos de aprendizagem e de participação aguçando mais ainda o senso crítico do indivíduo. Pode-se perceber o quanto é importante proporcionar momento de discussão aos estudantes sobre o papel da mídia junto a nossa sociedade", afirma.














Na sexta-feira (15/03) foi lançado o projeto Televisando o Futuro 2013, desenvolvido pelo Instituto GRPCom, de Curitiba/PR, na Faculdade Assis Gurgacz em Cascavel. Na plateia, cerca de 500 acadêmicos dos cursos de Jornalismo, Letras e Pedagogia, que participaram de uma palestra realizada por Ana Gabriela Simões Borges coordenadora do IGRPCOM, sobre o tema "Mídia e Educação". 

Também foi apresentado o desenvolvimento do projeto, pelo seu coordenador Everton Renaud e por Eliane Schlichting, representante regional do IGRPCOM.

A participação do acadêmicos no Televisando o Futuro é fundamental, já que são os responsáveis pelas correções dos trabalhos desenvolvidos pelos alunos que participam do projeto. Para Renaud, "É muito importante contar com o envolvimento das Instituições de Ensino Superior e seus acadêmicos, eles trazem novas ideias e são futuros formadores. Por isso, contribuir com sua formação em um momento como este é essencial. Além disso, o contato deles com trabalhos de alunos os ajuda a conhecer a realidade na qual vão atuar e aprimora suas habilidades de análise das produções estudantis", analisa.

A acadêmica de letras Elisangela Peruzzo concorda: "É muito bom ter a oportunidade de assistir a uma palestra que informa e instiga meu senso crítico com relação a mídia. Uma coisa é permitir que a mídia influencie você sem questionamentos, outra coisa é você se utilizar da mídia para criar recursos de aprendizagem e de participação aguçando mais ainda o senso crítico do indivíduo. Pode-se perceber o quanto é importante proporcionar momento de discussão aos estudantes sobre o papel da mídia junto a nossa sociedade", afirma. — em Faculdade Assis Gurgacz

Qualificação do professor é o que mais influencia bom desempenho de aluno


Estudo da UFMG e da Universidade de Stanford avaliou impacto dos docentes na qualidade educacional. Contratação por concurso público também alavanca ensino

Para os pesquisadores, não há dúvidas de que o papel do professor é determinante para o bom desempenho escolar dos alunos. Embora outros fatores – como escolaridade dos pais; infraestrutura escolar; acesso a materiais didáticos – influenciem a aprendizagem, estudo mostra que a qualificação do professor e sua forma de contratação são os quesitos que mais impactam no sucesso de um aluno. 

Leia mais: Professores não são preparados para ensinar
Os resultados identificados pela pesquisadora Raquel Rangel mostram que o País precisa investir muito em formação dos professores e na valorização da carreira. Raquel explica que considerou na pesquisa dados de provas do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) de estudantes do 5º ao 9º ano do ensino fundamental da rede pública, aplicadas entre 1999 e 2003, e do questionário respondido por professores destes alunos.
Raquel criou uma escala, baseada na Teoria de Resposta ao Item , para comparar a evolução do desempenho dos alunos em cada série avaliada ao longo desse período. Em sua amostra, escolheu tratar dos dados apenas dos seis Estados com piores indicadores à época: Rondônia, Pará, Pernambuco, Sergipe, Mato Grosso do Sul e Goiás. Ao todo, os desempenhos de 1,2 mil alunos em português e matemática foram avaliados e as respostas de 581 docentes.
“Fomos muito rigorosos para medir esse impacto. Utilizamos um método estatístico que calculou o efeito médio de desempenho dos alunos a cada ‘dose de qualidade do professor’. Estatisticamente, o impacto da qualificação e da contratação por concurso público foi muito maior do que a experiência e o capital cultural do professor, a formação continuada, o uso de recursos pedagógicos, as estratégias de avaliação”, conta.
Raquel é estudante do doutorado em Demografia do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedeplar) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e realizou o estudo comomestrado na Universidade de Stanford , nos Estados Unidos. Orientada pelo professor Martin Carnoy, a pesquisadora comparou a situação brasileira à norte-americana e aponta que as realidades são muito distintas.
Segundo Raquel, nos Estados Unidos, como ter um diploma de ensino superior e de cursos de pós-graduação ou especialização é natural entre a maioria dos docentes, as discussões sobre “qualidade” do professor são bem diferentes. “Eles já avaliam o domínio da disciplina, o conhecimento didático, as técnicas pedagógicas, a motivação desse professor. O que queremos mostrar é que temos ainda problemas básicos para resolver. Como a formação”, diz.
Matemática X Português
O argumento de Raquel encontra força nos resultados de diferentes avaliações em larga escala feitas pelos estudantes brasileiros. Nesta quarta-feira, por exemplo, um levantamento realizado pela ONG Todos pela Educação mostrou que o desempenho dos alunos do ensino médio na Prova Brasil de 2011 piorou. Apenas 10% deles aprende o necessário em matemática e 29% em Língua Portuguesa .
“É importante ressaltar que avaliei o desempenho de seis Estados, que os dados não são recentes, mas os nossos problemas ainda são muitos e precários. Todos os indicadores de desempenho mostram que temos muito o que alcançar, especialmente nas escolas públicas”, pondera. Ela espera que os gestores se utilizem dessa constatação para investir na formação dos professores e na criação de atratividades para a carreira docente.
A diferença mais significativa de desempenho dos estudantes submetidos a aulas de professores com boa qualificação e contratados por concurso público ocorreu nas avaliações de matemática. Raquel diz que isso mostra que, para ensinar bem a disciplina, a formação do docente é ainda mais determinante, por uma necessidade da área. “O que não quer dizer que não é preciso investir na formação dos professores de português”, enfatiza.

Os mistérios dos nativos digitais


O escritor norte-americano Marc Prensky, autor de livros como Teaching Digital Natives (Ensinando Nativos Digitais, sem tradução para o português), esteve em São Paulo no início deste ano para participar da Campus Party. A NOVA ESCOLA participou de um encontro com ele promovido pela Fundação Telefônica e pôde conhecer um pouco do seu pensamento sobre como as crianças e adolescentes de hoje agem.
Prensky adverte que nós, que nascemos quando os computadores ainda eram raridade e vivemos tanto o mundo analógico como o digital, usamos a tecnologia como suporte, como apoio. E para os que nasceram na era atual, a tecnologia é a base de tudo, é parte integrante da vida e até do seu corpo. Vai dizer que o telefone celular não é uma extensão dos dedos e dos ouvidos desses meninos?
Ele também lembra que o contexto atual é marcado por uma mudança constante e acelerada, motivada pelo avanço da tecnologia. Diante disso, considera que a Educação precisa se adaptar a essa nova realidade. Mas, na opinião do escritor, o mais comum é encontrar usos triviais das novas ferramentas em que apenas se faz algo que já era feito antes, mas de outras maneiras. Isso pode ser útil, claro, mas o mais poderoso, diz Prensky, é realizar aquilo que não era possível fazer antes pela inexistência dessas ferramentas. Ele cita como exemplos o uso de aplicativos como o Skype, o Twitter, as impressões em 3D, as simulações e a interação em mundos virtuais.
A grande questão é: como dar esse salto e incluir essas novidades de uma maneira que elas contribuam para o aprendizado dos seus alunos?