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segunda-feira, 29 de julho de 2013

Concurso de Contos - Brincar de Ler



O Concurso de Contos Brincar de Ler, realizado entre os meses de abril e maio, na página do Facebook do Instituto Ecofuturo, recebeu mais de 30 textos com o tema: “Ler com e para crianças”.
Conheça sete contos premiados nessa edição, que já receberam dois livros de literatura publicados pela Editora FTD, e 01 Passaporte Pra Qualquer Lugar do Mundo, do Instituto Ecofuturo:
MENINO ENCANTADO
Bruna de Faria

O menino se observa no espelho. Não vê um menino, vê o príncipe, vê o dragão, aviador ou o porquinho. O menino tem sorte, pertence a diversos mundos. O menino é livre de paredes e muros, o menino pensa. Há quem diga que não é nada disso. Um sujeitinho franzino, de joelhos ralados e olhar carente. Mas pode escolher onde viver, ainda que não more em um lugar tão bonito, o menino o cria. Cria com a mente, depois das nove da noite. Sua mãe que trabalha o dia todo se torna nesse instante feiticeira aos seus olhos. Sai do trabalho em busca de seus artifícios mágicos: os livros. Lê e relê, ensaia. E imagina o sorriso ou disfarce quando mudar aquele finalzinho triste. O encontra curioso, seu corpinho já cansado, enrola-se no cobertor. A fantasia se instaura. E o menino dorme, imaginando o que poderá ser e será, porque o menino lê e ouve, a magia já existe.

LENDO PARA A FILHA 
Isaque Cipriano

Quando ele, exercendo a sagrada função de pai, e ela, a filha tão amada e desejada, abriram um livro de contos, começaram uma imensa viagem pelo conhecer. Cada página virada era um novo mundo tornava-se tão real para os dois que esqueceram por completo o ambiente onde encontravam-se. No final, eles, heróis de seus próprios contos, venceram os inimigos e de mãos dadas retornaram do imaginário ao real, felizes com o final feliz. No conforto do lar, o pai diminuiu a luz do abajur, cobriu a filha e beijou sua testa, desejando bons sonhos. Um sorriso acompanhou a menina durante o sono e descansaram, certos que aquela noite fortaleceu a relação dos dois. O conhecimento daquela noite acompanharia ambos e as lições aprendidas acrescentariam importantes valores à vida daquela pequena menina.

IMAGINAÇÃO AGUÇADATatyanne Valdez

Ana tinha cinco anos e uma imaginação que era aguçada sempre na hora que eu lia uma história. Ela ficava fascinada e dizia: Tem tudo isso dentro do livro! Adorava quando eu fazia as vozes dos personagens ou imitava os sons dos bichos. Um dia fiz uns fantoches de galinha com potes de iogurte e papéis coloridos para eu contar uma história. Quando eu mostrei o livro para Ana, ela veio com uma resposta rápida: A tia já leu essa história, eu já conheço! Retruquei imediatamente: Ah, mas hoje vai ser diferente os personagens estão aqui! Ana com aquela alegria de pequena amante de livros disse: Que legal, nunca vi uma galinha sair de dentro do livro! Hoje, Ana está com oito anos e compartilhamos o momento da leitura e do ouvir as histórias juntas. Várias vezes nos perdemos no tempo e no espaço, passando horas viajando nas páginas dos livros infantis.

UM PIQUENIQUE DE HISTÓRIASLéla Mayer

João simplesmente não gostava de ler. Certo dia sua mãe teve uma ideia. Combinou com suas amigas um piquenique diferente, onde o lanche servido seriam livros. Num dia ensolarado as mães se encontraram e com mantas coloridas e cestas recheadinhas de livros, convidaram seus filhos para participar do piquenique. As crianças começaram timidamente a se encontrar com aqueles outros amigos que moravam em lugares tão distantes, dentro das páginas dos livros. Entre os livros espalhados sobre a grama verdinha, João encontrou um livro de mitologia. O menino amava personagens mitológicos e naquele dia descobriu onde muitos deles moravam. João ficou tão encantado que convidou seu melhor amigo para ler junto com ele. Os meninos, lá deitados na grama, nem perceberam o tempo passar. Quando o sol baixou, João e seus amigos combinaram um novo piquenique de histórias.

PORTAL DOS SONHOS
Aryane Silva

Eduardo sai pela casa, procurando o avô. O encontra na cozinha, tomando café. - Vô, preciso te pedir uma coisa! - diz o menino, enquanto puxa uma cadeira para sentar ao seu lado. - Claro meu neto, sou todo ouvidos! - Será que hoje podemos ajudar meu amigo príncipe a tirar a Belinha lá da torre? - pergunta o menino, aflito. - Vamos resolver isso agora, Dudu! Vá lá e pegue o nosso “portal dos sonhos”. Eduardo corre até o quarto, pega um livro que estava na cabeceira. Volta para a cozinha e escuta o avô chamá-lo na sala. Ele senta no sofá, entrega o livro ao avô, que começa a ler a história, de onde parou na noite anterior. Minutos depois, Eduardo adormeceu. O avô fecha o livro e sorri. - Essa crianças e seus livros... Nem me viu salvar a Belinha!
O TONEL
André Foltran
Fui eu que dei o seu primeiro livro, uma edição bem surrada de O TONEL ENCANTADO, de Beatrice Tanaka. Eu não era tão maior do que ela quando o li, encantado, pela primeira vez. Bia adorou, me pediu que o lesse de novo, e de novo... Tantas vezes li que já era eu parte da história, o próprio toneleiro a buscar sempre mais e mais. Quando fui visitá-la no hospital, tempos depois, ela estava bem forte. Conversamos muito, logo o tempo de visita acabou. Já ia embora quando ela me chamou; o livrinho nas mãos - amarelado, já sem capa... – Leve; mas é nosso. Dias depois se foi, ser anjo no céu. Hoje, passado anos, retorno novamente à nossa história. O final, como sempre, é como um soco seguido de um beijo: "Bang! O tonel estoura em mil pedacinhos."
 
GRAÇA ALCANÇADA
Bianca Leão
Certa vez enquanto brincavam, dois irmãos se desentenderam e começaram a agredir um ao outro. Sua mãe, que teve um longo e exaustivo dia de trabalho, só teve forças para separá-los, naquele momento. Foi então que ela fechou os olhos e começou a rezar, pedindo a Deus que lhe desse sabedoria para lidar com aquela situação novamente. Quando abriu seus olhos, a primeira coisa que viu foi um livrinho infantil. Ela o pegou, pediu aos filhos que se sentassem ao seu lado e começou a ler em voz alta. Os garotos ficaram em silencio, prestando atenção na história que falava sobre amigos de verdade. Aquela situação desagradável de conflito, havia se transformado em um maravilhoso momento de prazer e união familiar. Desde então, os irmãos passaram a ser amantes dos livros e da leitura. E a mãe, toda orgulhosa, estava imensamente agradecida a Deus, por conceder-lhe mais esta Graça.

Ex-empregada doméstica já ajudou a formar mais de 12 bibliotecas comunitárias

Vanilda de Jesus Pereira

Há 37 anos, quando Vanilda de Jesus Pereira ainda não tinha 14, vir de Confins a BH era uma verdadeira viagem. Não havia essa de Linha Verde. Era quando ela deixava a casa dos pais, na cidade da região metropolitana, para trabalhar como doméstica na capital, onde nasceu. Tinha o primeiro grau (ensino fundamental) completo e, além do trabalho da casa, lia o jornal para a patroa e orientava a filha da mulher com os trabalhos de escola. Uma noite, depois de ajudar a criança a fazer o resumo de uma obra literária, levou o livro para ler no quartinho quente e apertado.

“Por incrível que possa parecer o livro era Escrava Isaura. A obra, escrita pelo romancista mineiro Bernardo Guimarães (1825-1884), pertencia à biblioteca da casa. Mal Vanilda começou a leitura, a patroa apareceu, enfurecida. “Com ordem de quem você pegou o meu livro?” Na mesma noite a demitiu e, se ainda estiver viva, não sabe o bem que fez a milhares de pessoas, além de mudar a vida daquela menina. Vanilda foi para a rodoviária. Não havia mais ônibus naquele dia para Confins e ela dormiu nos jardins do terminal.

No dia seguinte, foi à Livraria Amadeu, o mais famoso sebo de BH, então na Galeria Ouvidor. “Comprei dois livros, Escrava Isaura e Éramos Seis – este da escritora paulista Maria José Dupré (1898-1984).” O pai, lavrador, era evangélico e praticamente obrigava a filha a segui-lo na opção religiosa. “Ora, se eu pagava 10% do ganhava à Igreja, por que não gastar mais 10% com livros? Arrumei outro emprego e passei, então, a comprar dois livros por mês. Eu me tornei uma devoradora de literatura.”

Valnilda lia e emprestava a quem pedisse, sem esperar pela devolução. Deixou Confins e foi morar na pequena favela que havia no entorno do viaduto do Anel Rodoviário no Bairro São Francisco. Já com quatro filhos e solteira, sofreu um AVC. “Não pude mais trabalhar como empregada. Então, pedi a um vizinho que adaptasse um pedaço de ferro afinado na ponta de um cabo de vassoura e fui para as ruas catar papelão para sustentar os filhos.”

Não era raro achar um ou outro bom livro no lixo. Um dia, no entanto, em uma calçada da Pampulha esbarrou em um monte de livros, entre os quais enciclopédias. “Perguntei ao morador mais próximo se era dele. Respondeu que era lixo mesmo. Lixo cultural, claro. O que dei conta, botei na cabeça. Mas apareceu um taxista solidário. E ele me ajudou a levar todos aqueles volumes para a favela.” Os livros encheram o barraco. “Em cima da cama, debaixo do fogão, em todos os lugares. E cuidei de etiquetar todos.”

Nasceu a primeira biblioteca formada por Valnilda. E, ao contrário da daquela primeira patroa, ela abriu o acervo a toda a comunidade. Mas não era apenas livro o que Vanilda recolhia. Crianças sem pai, sem mãe e sem rumo também. “Com os meus quatro, posso dizer que tenho 48 filhos”. Em todos os fins de ano, os meninos escreviam cartas pedindo brinquedos e roupas, que ela entregava a empresas. Por isso, sofreu a maior carga de preconceito, e da polícia.

“Havia várias pessoas com carros modernos estacionados na beira da favela. Eram empresários que foram fazer doações. Um carro da PM parou e os militares foram logo perguntando se era um sequestro.” De tanto acumular livros, doados, achados ou comprados, etiquetados e arrumados, Vanilda virou referência. A ajudou a criar bibliotecas nas cidades de Confins, São Joaquim de Bicas, São Francisco, Berilo, Nanuque, Salinas, Posto da Mata (BA), Monte Azul, Sabará, Mato Verde, entre outros, e nos bairros Cachoeirinha e Céu Azul, em BH. No São Francisco não há mais: a favela foi erradicada para obras da Avenida Antônio Carlos.

A mais nova biblioteca de Vanilda é no Bairro Paquetá, na Pampulha, onde mora. É uma casa humilde, com todos os cômodos tomados por prateleiras repletas de livros, a maioria doada. Romancistas, poetas, pensadores, personagens de quadrinhos e tantos outros do universo da literatura convivem à espera de quem se interessa pelo conhecimento. A casa está sempre de portas abertas e Vanilda está a postos, solidária com quem precisa de ajuda, como marcar uma consulta no SUS, conseguir uma ambulância e até para um curativo de emergência.

Ela ganha a vida como cuidadora de idosos. É para os que não podem pagar pelo serviço ela faz um sopão, todos os fins de semanas, e distribui marmitas. Doações de alimentos e obras literárias chegam a toda hora. E nem é preciso chamá-la. Basta deixar na porta. “Quantas mulheres já tirei da prostituição, das drogas. Basta você sorrir para alguém e terá a certeza de que Deus existe. E naquele mundo de livros, aparece Maria Eduarda, de 6 anos, filha de coração de Vanilda. É uma pequena devoradora de literatura infantil. “Ler é muito bom”, diz com pose de quem sabe do que está falando.

Fonte: Estado de Minas 20/07/2013

Presidiários recebem programa de incentivo à Leitura

Esta semana, a Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso instituiu no âmbito das unidades prisionais do Estado o programa “Remição pela Leitura na Prisão”. A iniciativa, validada pelo corregedor-geral da Justiça, desembargador Sebastião de Moraes Filho, atende ao disposto na Lei de Execuções Penais no que se refere à assistência educacional aos reeducandos custodiados nas nessas unidades. 

Conforme o magistrado, a assistência educacional é um dos alicerces para a reinserção dos reeducandos na sociedade, sendo dever do Estado propiciar condições de desenvolvimento intelectual no sistema carcerário. O programa “Leitura na Prisão” possibilita a remição da pena do reeducando em regime fechado e semiaberto. O reeducando interessado participará da iniciativa de maneira voluntária. 

Ele terá o prazo de 21 a 30 dias para a leitura de uma obra literária, apresentando ao final do período uma resenha de próprio punho a respeito do assunto, possibilitando a remição de quatro dias de sua pena por obra lida e resenhada. Uma comissão formada para esse fim avaliará a resenha feita pelo reeducando.Ao final de até 12 obras lidas e avaliadas, o reeducando terá a possibilidade de remir até 48 dias, no prazo de 12 meses.

Fonte: MT Agora - 18/07/2013

Projeto pretende estimular leitura de poesia nos ônibus em Salvador

Leitura ônibus SalvadorDurante um mês, a poesia vai acompanhar os passageiros de algumas linhas de ônibus na capital baiana. Através do projeto 'Palavras Passageiras', os usuários vão poder ler poemas de 15 poetas baianos mais Fernando Pessoa e seus heterônimos.

A iniciativa, da produtora cultural Domínio Público, será realizada experimentalmente até o dia 21 de agosto em 30 ônibus da viação Rio Vermelho, que fazem seis linhas: Aeroporto/Praça da Sé, Pero Vaz/Lapa, Vila Rui Barbosa/Engenho Velho de Brotas, São Joaquim/Marback, Mata Escura/Pituba e Mussurunga/Lapa. A proposta é estimular a leitura de poesia entre os conterrâneos de Gregório de Mattos. O projeto é apoiado pela Secretaria Municipal de Urbanismo e Transporte (Semut).

Os poemas devem permitir uma leitura rápida, com tamanho máximo de 20 linhas e um lirismo leve, informa o curador do projeto, o poeta João Filho. "O projeto Palavras Passageiras diversifica a forma de contato com a poesia, que tradicionalmente se dá pelo livro, possibilitando uma maior popularização desse gênero literário", diz.

Por se tratar de uma iniciativa voltada ao transporte público municipal, a prioridade é expor a obra poética de artistas locais, além de clássicos universais, explica o diretor da Domínio Público, Reinorf Duarte. "É uma iniciativa simples, sem custos para a prefeitura, que facilita o acesso das pessoas à poesia, podendo ainda ter o efeito de proporcionar um momento de reflexão e prazer", afirma o secretário municipal de Urbanismo e Transporte, José Carlos Aleluia.

De acordo com Duarte, a ideia é que o projeto seja autossustentável e ultrapasse o período experimental. “Estamos lançando uma mídia com viés cultural, a Artdoor, que tem o objetivo de ser um canal de divulgação da poesia, mas também poderá ser associado a marcas. Durante esse período experimental, estaremos realizando uma pesquisa para identificar o interesse dos passageiros pela nova mídia para torná-la viável também comercialmente”, explica.


Fonte: Correio (BA) 20/07/2013

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Seminário sobre Lei de Responsabilidade Educacional acontece dia 12 de agosto em São Paulo


Arquivo Público de SP oferece curso online para profissionais que atuam na Educação Básica


O Núcleo de Ação Educativa do Arquivo Público de São Paulo oferece o curso online "Os usos de documentos de arquivo em sala de aula" para para profissionais que atuam na Educação Básica.

O curso acontecerá de 01/09 a 10/11 com três encontros presenciais, totalizando 50 horas (40 horas presenciais e 10 à distância). Inscrições de 22 de julho a 11 de agosto. Mais informações: www.arquivoestado.sp.gov.br/difusao/oficina_pedagogica.php

Estudo sugere uso de SMS no ensino


Segundo pesquisa elaborada pela Unisinos, ferramenta pode ser melhor aproveitada na academia
O uso de SMS como apoio ao ensino presencial tem excelente aceitação entre estudantes, de acordo com estudo realizado pela Unisinos. Desenvolvida durante o último mês do semestre letivo, em cinco disciplinas, de quatro cursos, na área de Administração, a pesquisa envolveu 113 estudantes que se inscreveram de forma voluntária, fornecendo seu número de celular. O grupo recebeu de três a quatro SMS por semana, em horário comercial e em dias úteis, com conteúdos como avisos das provas, reforço de conteúdo e até estímulo motivacional. Ao final, foi aplicado um questionário impresso para julgamento da experiência.
Apesar de unidirecional – uma vez que somente professores enviavam mensagens, os alunos não podiam respondê-las ou enviar perguntas –, o estudo obteve grau de satisfação elevado, conforme os organizadores. A iniciativa foi classificada como diferente (30%), boa (18%) e importante (16%). A maior parte dos participantes (55%) tinha até 25 anos, ou seja, era um grupo predominantemente jovem e, também, feminino (73%).  Apesar de usar SMS diariamente ou a cada dois dias (83%), apenas quatro alunos já haviam utilizado essa forma de comunicação em alguma atividade ligada ao ensino ou à aprendizagem.
Os participantes destacaram características como fácil uso e utilidade da ferramenta para a disciplina cursada, e concordaram que pode ser empregada em outras matérias. Ainda na opinião dos entrevistados, ajudou a transformar tempos de espera em momentos produtivos. A principal vantagem apontada foi que o uso do SMS ajudou a lembrar, fixar ou memorizar conteúdos. Também ajudou a lembrar de compromissos, como provas e trabalhos; e incentivou a participação na disciplina e a informação prévia para as aulas. Dessa forma, a pesquisa sugere o uso do SMS como um apoio de informação ou motivação ao ensino. 
A pesquisa foi realizada pelos professores Amarolinda Zanela Klein (organizadora), José Carlos da Silva Freitas Jr. e Jorge Barbosa, com apoio da Zenvia, que forneceu a solução de SMS utilizada para a experiência de aplicação ao ensino. Os resultados do estudo, publicados no artigo ‘M-learning na prática: o uso de SMS para ensino e aprendizagem na graduação em Administração’, serão apresentados no 37º Encontro da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração (Anpad), em setembro, no Rio de Janeiro. 
Fonte: Coletiva.Net 25/07/2013