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quinta-feira, 25 de julho de 2013

Muito além da leitura de jornal


Flávia Aidar
Flávia Aidar
O jornal não deve ser entendido como uma “matéria” ou “disciplina” na escola, mas como uma fonte de informação para qualquer disciplina. A opinião é de Flávia Aidar, gerente de Projetos Educativos do Itaú Cultural, que desde 1982 utiliza o jornal como recurso pedagógico.

Bacharel em História pela USP (Universidade de São Paulo), Aidar foi responsável, em 1993, pela implantação e coordenação do Programa Folha Educação, do jornal Folha de S.Paulo. Atualmente, colabora na edição do Jornal Folha Educação com 4 edições anuais, que auxilia o professor a utilizar o jornal na sala de aula. Nesta entrevista, ela fala dos benefícios de se trabalhar com o jornal e fornece alguns exemplos aos educadores.

Como surgiu seu interesse pelo jornal como recurso pedagógico?

Flávia Aidar — Desde 1982, quando era professora de história da 8ª série do Ensino Fundamental na Escola Vera Cruz (SP), consideramos a possibilidade de trabalhar com jornal pedagogicamente. Conversamos então com um jornalista (Pacheco Jordão, pai de aluna da escola) e começamos a desenvolver uma metodologia própria de como trabalhar com jornal na sala de aula. Mais tarde, já em 1992, fui convidada pela Folha de S.Paulo a conceber um projeto de incentivo de leitura de jornal, que foi lançado em 1993 como o Programa Folha Educação, que implantei e coordenei até 1997.

Professores de qualquer disciplina podem utilizar o jornal? De que maneira?

Flávia Aidar — No meu entender, o jornal não deve ser entendido como uma atividade, “matéria” ou “disciplina” dentro da escola. Por ser uma fonte de informações sobre vários e diferentes assuntos, pode e deve ser trabalhado em qualquer disciplina e com qualquer faixa etária, ao lado de outras fontes de informação e leitura. Em língua portuguesa, por exemplo, trabalhar com as imagens (fotojornalismo) escondendo a legenda e solicitar que os alunos legendem a imagem ou dêem um título ao texto, ou ainda a partir de uma notícia, criar uma manchete, vai exigir do aluno um exercício de síntese na comunicação da idéia, bastante valioso pedagogicamente.

Após seus estudos e desenvolvimento de projetos com o uso de jornal, que descoberta poderia compartilhar com os professores sobre essa prática?

Flávia Aidar — Há inúmeros exemplos das vantagens do trabalho com jornal em sala de aula. Conhecemos, inclusive, algumas pesquisas que atestam como o repertório de informações dos estudantes pode aumentar de maneira significativa, num curto espaço de tempo.O raciocínio divergente também é bastante ativado por meio do trabalho com o jornal. Isto significa dizer que o fato do aluno trabalhar com matérias jornalísticas como fonte de informação, ele terá que ativar habilidades mentais que exigem múltiplas operações até chegar a uma resposta. Ao contrário, os antigos questionários que têm como referência um dado texto, só exige do aluno que ele localize no tal texto onde está a resposta esperada pelo professor.

Que orientação poderia dar aos professores interessados em utilizar o jornal na sala de aula? Quais são as abordagens possíveis de serem praticadas pelos professores?

Flávia Aidar — Antes de mais nada o professor deve ser um leitor de jornal. Isto não significa que ele tem que ler o jornal de “cabo a rabo” todos os dias. Mas que ele terá que estar familiarizado com este meio e proporcionar que seus alunos também se familiarizem com o jornal. Em seguida, ele deve saber como é que se estrutura a chamada “arquitetura informacional” do jornal, ou seja, ele deve dominar o que é a linguagem jornalística. Começar a explorar o jornal com seus diferentes tipos de texto já é um bom começo.

Considerando sua experiência e estudo, podemos considerar o jornal como um veículo parcial, carregado de preconceitos, juízos de valor e equívocos? Como o professor pode fazer frente a isso quando utilizar o jornal na sala de aula?

Flávia Aidar — Não me parece privilégio do jornal a parcialidade na veiculação da informação, ou o comprometimento com uma determinada visão de mundo, ideologia ou, em outras palavras, responder por uma determinada concepção editorial. O que se deve ter como compromisso e desafio dentro da escola é exatamente o da formação de um leitor crítico, independentemente do tipo de texto ou de suporte em que ele (texto) seja veiculado. Daí a importância da resposta à pergunta anterior, isto é, o professor deve saber como se constrói a linguagem jornalística para que ele possa “ensinar” como se lê jornal.

Leitura, no sentido mais amplo, significa necessariamente ser capaz de analisar os diferentes discursos, identificar os diferentes elementos que compõem a linguagem jornalística, os significados e os contextos de produção da notícia. Neste processo de análise do texto jornalístico, deve-se chegar, necessariamente, a quem produz a notícia, para quem? como circula a informação (as agências de notícias), a que interesses ela responde ou representa? quem é o dono daquele meio de informação? quem é este “dono” dentro do contexto social e político do seu país? E daí por diante….

Fonte: Agência Educa Brasil

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Programa Ler e Pensar lança sexta edição de concurso cultural


Estão abertas as inscrições para a sexta edição do Concurso Cultural Ler e Pensar , desenvolvido pelo jornal Gazeta do Povo e Instituto GRPCom. O objetivo é valorizar e estimular o desenvolvimento de práticas pedagógicas que utilizam o jornal como recurso na formação de leitores críticos, participativos e conscientes do exercício de sua cidadania.
Aberto anualmente para estudantes, professores, escolas e secretarias de educação, o concurso reconhece projetos de impacto educacional e social, desenvolvidos de maneira articulada e mobilizadora. 
Confira todas as categorias de participação:
  • Práticas pedagógicas – Professores.
  • Mobilização – Escolas.
  • Compromisso – Secretarias de Educação.
  • Ilustrador Mirim – alunos do 1º ao 3º ano (Ensino Fundamental I).
  • Cartunista Mirim –alunos do 4º ao 5º ano (Ensino Fundamental I).
  • Redator Júnior – alunos do 6º ao 9º ano (Ensino Fundamental II).
  • Repórter Teen – alunos do Ensino Médio.
A premiação para educadores e estudantes ocorre no mês de novembro, durante o Seminário de Educação & Leitura e no evento de apresentação teatral para estudantes.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Concurso pergunta: o que você faz pelo verde?

Foto: Concurso pergunta: o que você faz pelo verde?

    O que você faz para salvar as florestas?A equipe de 
    A Tribuna quer saber qual a sua contribuição para 
    preservar a natureza. E as respostas mais criativas 
    ganham prêmios. Para participar, basta preencher 
    o formulário na internet, em http://migre.me/fuYuA.

    Dez leitores, autores das respostas mais criativas, 

    levam uma pelúcia do Macakids – uma linha de 
    pelúcias especiais da Long Jump, cujos 
    personagens são Drika e Caco, a dupla de 
    macacos amiga das florestas.

    Cada pelúcia vem com sementes de Ipê Rosa para 

    que os leitores também possam continuar fazendo 
    a sua parte. Esta classe de Ipê é ideal para áreas 
    isoladas ou paisagismo de grandes avenidas e é 
    uma espécie recomendada para recuperação de 
    ecossistemas degradados, sendo considerada 
    promissora para revegetação.

    A participação no concurso cultural é totalmente 

    gratuita e de caráter exclusivamente educativo e 
    recreativo. As inscrições podem ser feitas hoje, 
    até 18 horas, pela internet. O resultado será 
    divulgado na edição de amanhã de A Tribuna e 
    na rede social do Programa Jornal Escola e 
    Comunidade, em 
    www.facebook.com/JornalEscolaEComunidadeATribuna.

    O concurso é alusivo ao Dia de Proteção às Florestas, 

    comemorado terça-feira. O dia foi criado com o 
    objetivo de conscientizar sobre necessidade de 
    manter o verde e recuperar áreas desmatadas, 
    principalmente pela atividade humana, como 
    expansão imobiliária, abertura de estradas e 
    agricultura. O desenvolvimento, por vezes, é 
    inimigo das florestas. Mas com ações responsáveis
    e conscientes, é possível alcançar o 
    desenvolvimento de forma sustentável. 

    Fonte: Programa Jornal, Escola, Comunidade / Jornal A Tribuna(SP)

Nova resolução federal estabelece mudanças no cardápio escolar


A quantidade máxima de sódio em uma refeição é de 400 mg. No caso de duas refeições, não pode ultrapassar 600 mg. Para período integral e oferta de três ou mais refeições, o sódio total é de, no máximo, 1.400 mg. Os doces ou preparações doces, por sua vez, ficam limitados a duas porções por semana, sendo que cada uma não pode ter mais do que 110 kcal.

Saiba mais: http://bit.ly/12gGzp9
Fonte: Infância Livre de Cosumismo

Governo brasileiro lança canal de diálogo com a juventude



Dias 17 e 18 de julho a Secretaria-Geral da Presidência da República e a Secretaria Nacional de Juventude lançam o Participatório – Observatório Participativo da Juventude, no Palácio do Planalto, em Brasília. A ideia é que ele seja um canal de diálogo direto com a Juventude.

Segundo a assessoria da Presidência da República, o Participatório é um “espaço virtual interativo voltado à produção do conhecimento sobre/com a juventude e as políticas públicas com participação e mobilização social”.

Ele vem atender as demandas da 2ª Conferência Nacional de Juventude, realizada em 2012, quando os jovens pediam mais e melhores informações, além de tentar responder aos desafios de comunicação e participação social frente às novas tecnologias de informação.

O Participatório foi criado ainda para receber demandas dos jovens e oferecer banco de dados sobre assuntos como mobilidade, educação, sexualidade e saúde, permitindo aos usuários criarem perfil para textos e debates.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Jornal auxilia na montagem de fábulas

A partir de recorte de letras e gravuras, alunos da Escola
Estadual Erico Veríssimo, de Erechim, confeccionam nome
e a moral da história


Durante o mês de junho, os estudantes da turma 52, da Escola Estadual de Ensino Médio Érico Veríssimo, de Erechim, conduzidos pela professora Viviane Paula Bissolotti Malacarne, trabalharam e exploraram o gênero textual fábulas. Num primeiro momento a professora conceituou fábula como uma narrativa alegórica em forma de prosa ou verso, onde os personagens são, geralmente, animais com características humanas, e sustentam um 
diálogo, cujo desenlace reflete uma lição de moral.

No decorrer das atividades, os estudantes tiveram contato com várias fábulas. Através da leitura e com auxílio de exemplares de edições do Jornal Diário da Manhã, que é parceiro da escola, eles foram desafiados a constituir, a partir do recorte de letras e gravuras, a montagem do nome da fábula e a moral da história.

De acordo com a professora, os alunos envolveram-se com grande participação e entusiasmo.





Jornalista Por Um Dia
Concurso recebe inscrições a partir de agosto
O Concurso Jornalista Por Um Dia, que nesta edição tem como tema ‘Trânsito – Educando para um futuro mais seguro’, recebe inscrições a  partir de 1º de agosto e até o dia 13 de setembro. Poderão participar do  concurso estudantes da Educação Infantil até o Ensino Médio de  escolas de Erechim e demais municípios da região Alto Uruguai. 

O certame é dividido em quatro categorias: I – Educação Infantil – Desenho, II – 1º a 3º anos – Frase, III – 4º ano a 8ª série – Produção Textual e IV – Ensino Médio – Crônica. Os trabalhos deverão ser inscritos na sede do Jornal Diário da Manhã de Erechim, na Rua 
Clementina Rossi, 56 (próximo ao Fórum da Comarca de Erechim). Os selecionados de cada categoria terão seus trabalhos publicados com destaque no Jornal Diário da Manhã e participarão da rotina diária dos profissionais, sendo jornalistas por um dia no período de 
7 a 10 de outubro de 2013.

Fonte: http://www.diariodamanha.com/noticias.asp?a=view&id=53397
13/07/2013

A Tarde Educação promove concurso


Estudantes, das escolas públicas integradas ao programa A TARDE Educação, desenvolvido pelo jornal A Tarde/BA, podem participar do concurso cultural "Jovem jornalista:Um furo de notícia".

São duas categorias, sendo que cada uma corresponde a uma dupla composta por um educador e um estudante.
1 - Categoria 01 - Estudantes entre 8 a 14 anos de idade.
2 - Categoria 02 - Estudantes entre 15 a 25 anos de idade.


Para maiores informações sobre o concurso, basta clicar no link: http://goo.gl/FKjos