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quinta-feira, 4 de julho de 2013

Alunos fazem cartuns sobre mau tempo em Ponta Grossa


A professora do 5º ano ‘A’ da Escola Municipal Professora Zair Santos Nascimento, Priscilla Samoroski, desenvolveu uma atividade diferenciada para explicar os gêneros textuais charge, cartum e história em quadrinhos, estimulando que os alunos debatessem e representassem o que estavam entendendo sobre as notícias a respeito da chuva incessante - das últimas semanas - nos Campos Gerais, e que estão afetando diretamente os agricultores de toda a região.

O tema surgiu com a matéria “Chuvas trazem perdas à agricultura”, publicada dia 27 de junho no Jornal da Manhã. “Fizemos a leitura da notícia e, em grupos, os alunos discutiram sobre os problemas e as possíveis soluções para amenizar esses transtornos causados pela chuva. Depois, conversamos sobre os personagens da notícia, o que aconteceu, onde aconteceu, sobre o assunto relatado, e cada grupo criou o seu cartum, baseado no fato”, explica Priscilla.


Através de desenhos, as crianças procuraram mostrar transtornos que a chuva vem trazendo para a população, como as enchentes, os buracos surgidos nas ruas, a destruição de pontes e estradas.


A professora comenta que os alunos mostraram bastante interesse em desenvolver essa atividade, pois as notícia revelava um episódio atual tanto na cidade de Ponta Grossa quanto nas cidades vizinhas, e está em todos os noticiários.
O trabalho também contribuiu para a interpretação textual e no reconhecimento das linguagens verbal e não verbal. 


Fonte: http://jmnews.com.br/noticias/vamos%20ler/21,35488,04,07,alunos-fazem-cartuns-sobre-mau-tempo-em-ponta-grossa.shtml 04/07/2013 Talita Moretto

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Manifestações viram tema de sala de aula

Das ruas para a escola
Por Marcus Tavares - Jornal O Dia 

As recentes manifestações da população em todo o Brasil já fazem parte da história. Porém, o que mais chama a atenção são os bastidores: as discussões que ganharam e ganham espaço nas internet, muito longe dos holofotes da grande imprensa. A crítica de que as redes sociais estariam criando um cidadão mais individualista, solitário e participativo, apenas por meio de cliques e ‘curtidas’, não faz mais sentido. Daqui para frente, esse modelo de troca e compartilhamento de informações, já muitas vezes criticado por especialistas e ou intelectuais, se coloca como uma mídia que definitivamente não pode ser ignorada, muito menos subestimada.

Mas quem está na base? Crianças, adolescentes e jovens. Não à toa, são eles que lotam e engrandecem as passeatas pacíficas, exigindo de tudo um pouco. Estão lá lutando por diversos ideais — seus, dos outros e de todo mundo. Engana-se que pensa que eles estão lá pela festa ou pela exposição. Estão lá porque trazem os mesmos desejos e sonhos de uma vida melhor para todos. 

Se nada é por acaso nesta vida, é a hora de esta juventude olhar também para o microcosmo de suas escolas. É hora de atuar de forma democrática, responsável e madura em torno de seus grêmios estudantis, tão vazios, desarticulados e desestruturados. É hora de diretores e professores possibilitarem que estas ações, iniciativas e atividades sejam potencializadas, deixando de lado medos e apreensões do que possa significar a presença de alunos mais participativos, questionadores e pró-ativos na construção de suas próprias vidas. 

Da mesma forma que o povo (todos nós) clama, nas ruas, por escuta, creio que, na escola, muitos alunos também gostariam de ser mais ouvidos. E por que não? Dentro de um processo de diálogo, pacífico e respeitoso, ponderando todos os lados, essa escuta precisa existir até mesmo para que a garotada exerça, e saiba exercer, da casa/da escola às ruas, os seus direitos e deveres.

(*) Professor e jornalista especializado em Educação e Mídia

As ruas transformaram-se em salas de aula

Por Carlos Eduardo Eagle - Jornal O POVO

Os últimos acontecimentos no país transformaram ruas em verdadeiras salas de aula. “Vem pra rua”, era uma das citações mais fortes acompanhadas de outras que, por sinal, eram bem pertinentes. E já que o convite para ir às ruas era constantemente repetido de diversas formas, os pais resolveram aderir ao movimento e, acredite, os filhos também foram. Durante as manifestações, crianças eram facilmente vistas com bandeiras e com os rostos pintados acompanhadas de adultos que uma vez ou outra estavam apontando, repetindo ou ensinado aos filhos o que significava tal acontecimento. 

As crianças cidadãs perguntavam aos pais qual o significado de alguns termos empregados pelos manifestantes e o real motivo que levou tantas pessoas a fazerem manifesto por melhores condições de vida.

Pais e filhos durante a manifestação
Os pais querem o melhor para os seus filhos e isso inclui educação, saúde e segurança. Levar uma criança para junto de milhares de pessoas requer bastante cuidado e, para que seja uma boa experiência, é preciso aproveitar, com cuidado e atenção, cada atitude que possuem os manifestantes. Foi o que fez o professor André Fonseca, que levou o filho para acompanhar de perto a manifestação que acontecia próximo ao estádio Castelão. 

O educador intercalava entre os gritos de protesto e as explicações direcionadas ao filho que segurava um cartaz com frases em apoio ao movimento. Outro pai amarrava uma bandeira do Brasil na criança enquanto explicava o que significava todo aquele movimento. Dessa forma, meninos e meninas puderam adquirir um conhecimento bastante enriquecedor porque os pais deram importância e tiveram paciência de ensiná-las.

Pequenos cidadãos
Uma forma bastante eficaz de aprendizado para as crianças é dar o exemplo sobre o que se deseja conquistar. Pais e professores devem mostrar aos pequenos cidadãos boas maneiras de comportamento. Pensando nisso, os valores que precisam fazer parte da vida de todos os seres humanos devem ser passados às crianças desde cedo e, ainda, pensar quais as maneiras que contribuirão para a conquista desses valores. 
Envolvê-las em projetos sociais favorece o crescimento de boas atitudes que as acompanhararão durante toda uma vida e pode ser uma boa saída para quem busca uma formação humana de qualidade para os filhos. Visitar orfanatos, asilos, abrigos de animais ou outros lugares que necessitam de ajuda, são práticas sociais que contribuem com a formação de boas atitudes em relação ao meio em que vivem. 

Dessa forma, ficará mais fácil respeitar o outro na fila do supermercado, no prédio, na escola e em todos os ambientes que necessite de respeito e atenção.

(*) Professor e Coordenador Pedagógico do Programa O POVO na Educação

segunda-feira, 1 de julho de 2013

‘Não podemos ver o celular como inimigo’

Crédito Victor Tongdee
O uso dos dispositivos móveis é apontado por especialistas como uma modalidade de ensino-aprendizagem que aproveita, de forma mais intensa e integrada, o ensino tanto dentro quanto fora da sala de aula. Conhecido também como mobile learning, o uso dessas ferramentas ainda é visto com certa desconfiança por muitos educadores e gestores. No entanto, alguns estudiosos, à contramão dessa perspectiva, estão se mobilizando para comprovar a eficácia dos dispositivos móveis na educação. “Existem inúmeras escolas em que o aluno não pode entrar com o celular. Precisamos romper essa barreira, a de que o aparelho é um inimigo”, afirma Antônio Carlos Xavier, pesquisador-chefe de Nehte (Núcleo de Estudos de Hipertexto e Tecnologia Educacional), da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco).

Para ampliar a discussão sobre o tema, Xavier, que também é titular em linguística na UFPE, está coordenando o 5o Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação, que acontece em novembro em Recife. O congresso, que é pago e está com inscrições abertas, pretende discutir a integração de celular e tablets às práticas pedagógicas, com a proposta de sensibilizar os educadores para o uso cada vez mais frequente dos aparelhos móveis. “Vamos reunir experiências de projetos executados com sucesso por meio da modalidade dessa ensino. Não é fácil convencer os professores e gestores, mas lentamente vamos fazendo esse processo”, assegura.

No Brasil, iniciativas, ainda embrionárias, estão mostrando que o uso concreto e produtivo desses dispositivos está contribuindo para engajar os alunos no aprendizado. “A partir dos dispositivos móveis, os estudantes podem gravar, escutar e reescutar o que produziram. Podem receber conteúdos enviados diretamente pelos professores, até receber as tarefas e treinar idiomas por meio do envio de torpedos aos amigos. A mobilidade é o principal trunfo desses aparelhos, que podem ser acessados a todo momento e em qualquer parte”, afirma.
Há dois principais desafios quanto à adoção das mídias móveis em sala de aula: a capacitação tecnológica dos professores e a descentralização do protagonismo docente
Segundo Xavier, o uso dos dispositivos surgiu para dar conta da educação em situações extraordinárias que impediam os estudantes de frequentarem a escola – como em guerras, catástrofes e conflitos armados. Hoje, no entanto, eles vêm ajudando, muito mais além de uma modalidade de ensino alternativa e complementar ao ensino presencial. Para ajudar educadores interessados em adotar os dispositivos, a Unesco apresentou, em fevereiro passado, durante a Mobile Learning Week, um guia com 10 dicas e 13 motivos para usar celular na aula.

Xavier, porém, aponta dois dos principais desafios à adoção das mídias móveis em sala de aula: a capacitação tecnológica dos professores e a descentralização do protagonismo docente. A formação, afirma, é necessária para que o educador consiga desenvolver conteúdos específicos para a utilização efetiva desses aparelhos – e não deve ficar apenas à mercê das secretarias de Educação e governo. “Quando a gente quer mudar, a gente vai atrás. Se o professor ficar esperando iniciativas do governo, nada vai acontecer”, afirma. “Fazer aulas tecnológicas é algo muito mais trabalhoso do que por um pincel no bolso, esboçar um esquema no quadro branco e falar, falar, falar… O professor precisa entender a tecnologia lhe dará vantagens”, completa.
Para Xavier, outro desafio ao professor é encarar um novo modelo de educação que se apresenta, o de tornar-se mais facilitador de conteúdos do que protagonismo hegemônico em sala de aula. “O educador precisa compartilhar com seus alunos.  Seu papel agora é muito mais de um facilitador de conexões do que um fornecedor de informações. Ele não pode competir com o Google”, diz ele, que completa: “Vamos nos capacitando, os alunos também. É uma questão de convencer que ferramentas conspiraram a favor da educação”, afirma.
Atualmente, estão nas mãos dos brasileiros 264,5 milhões de celulares, segundo dados divulgados em abril pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). De acordo com Xavier, esses aparelhos, que são manuseados facilmente pelos jovens, sobretudo para entretenimento, devem ser mais bem aproveitados pelos professores para fins pedagógicos – especialmente para o complemento e ampliação do aprendizado. 

Prêmio Artes Digitais e Aplicativos Educacionais 
Os educadores interessados podem participar, até 30 agosto, da segunda edição do Prêmio Artes Digitais e Aplicativos Educacionais (Prêmio Hipertexto2013). O concurso pretende incentivar a produção de apps educacionais, além de estimular a exposição de obras educativas produzidas digitalmente. O prêmio é dividido em duas categorias: arte digital e aplicativos educacionais. Os participantes podem concorrer em diferentes áreas: literária, plástica, musical, fotográfica e cinematográfica até aplicativos digitais.

Serão selecionados 10 trabalhos que farão parte de uma exposição no Centro de Convenções da UFPE, além de ingressos para o congresso. Os dois primeiros colocados receberão prêmios em dinheiro e também hospedagem para participar do simpósio. As inscrições custam R$ 50.

Aos 8 anos, 70,8% dos estudantes não sabem matemática

Mais da metade das crianças do 3.º ano do ensino fundamental de escolas públicas e privadas do País não aprendeu os conteúdos esperados. A situação é ainda pior se forem consideradas apenas as escolas públicas. Em matemática, 70,8% dos alunos não sabem o adequado. Em leitura, esse porcentual foi de 60,3% e em escrita, de 74,1%.

Nas duas redes, uma em cada três crianças não sabe, aos 8 anos, o mínimo esperado em matemática. Assim, apenas 66,7% delas resolvem problemas com notas e moedas e sabem fazer contas de adição e subtração. Além disso, 69,9% têm desempenho abaixo do esperado na escrita e 55,5% leem mal - não conseguem, por exemplo, identificar temas de uma narrativa e perceber relações de causa num texto. 

Os dados são da Prova ABC, realizada pela organização não governamental (ONG) Todos pela Educação em parceria com a Fundação Cesgranrio e os Institutos Paulo Montenegro e Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). De acordo com os coordenadores da avaliação, os resultados mostram que as crianças escrevem pior do que leem e indicam certo abandono do ensino de matemática. Segundo a diretora executiva do Todos pela Educação, Priscila Cruz, a Prova ABC adota como modelo de adequação a autonomia do aluno.

"Nosso entendimento de alfabetização vai além de aprender a ler. Precisamos que as crianças tenham condições necessárias de ler para conseguir aprender", diz. Priscila lembra que os resultados expõem o "berço da desigualdade educacional". "É fato de indignação ter só metade das crianças com as competências esperadas." 

Desafio

A ONG estipulou como meta que, até 2022, toda criança esteja plenamente alfabetizada até os 8 anos. Uma realidade distante para muitos que estudam em escola pública. A auxiliar de odontologia Luana Osti Ignacio, de 29 anos, afirma que o filho só começou a ler bem com 10 anos. "Ele não escreve bem até hoje, não sei como passa de ano. Já pensei em colocar em escola particular, mas a gente não ganha bem", diz. O filho Guilherme, hoje no 6.º ano, estudava numa escola municipal e em 2012 foi transferido para uma unidade estadual na zona leste.

Apesar de as crianças não terem bons resultados em leitura e escrita, matemática é o desafio maior. Conforme a especialista em ensino de matemática Katia Smole, do grupo Mathema, os resultados mostram que os alunos conseguem responder a questões elementares, mas têm dificuldades em conteúdos mais complexos. "É como se fosse um analfabeto funcional em matemática." Katia aponta algumas hipóteses para o déficit. "Pode haver falta de clareza curricular. Ou, por temer que as crianças fracassem, o professor acaba ensinando o conteúdo elementar."

Última edição

A prova foi aplicada em 1,2 mil escolas em 600 municípios. Os resultados não são comparáveis com a edição anterior. Esta foi a última edição, uma vez que o governo anunciou instrumento próprio de avaliação. 


Fonte: http://www.odiario.com/geral/noticia/754491/aos-8-anos-708-dos-estudantes-nao-sabem-matematica/ e Estado de S. Paulo

Crianças debatem os manifestos populares


Credito: Patrícia dos Santos BobekCredito: Patrícia dos Santos Bobek
Em sala de aula, jovens escrevem sobre as notícias de sua cidade
Há pouco mais de um mês participando do programa “Vamos Ler”, as turmas do 5º ano da Escola Municipal Prefeito Amadeu Puppi tiveram a oportunidade de entender os motivos dos manifestos populares em conversa articulada pelas professoras Patrícia dos Santos Bobek e Fabíola Ferraz Emílio Stadler, a partir das notícias publicadas no Jornal da Manhã no mês de junho.

As professoras escolheram as matérias que abordavam as manifestações na cidade de Ponta Grossa para dialogar com as crianças e saber o que elas entendiam sobre a mobilização e qual opinião tinha a respeito. 
Esta foi uma estratégia para despertar o interesse pela leitura de jornal, desenvolver o senso crítico dos estudantes e ajudá-los a observar as ideias principais de uma matéria jornalística.

Depois da conversa, as professoras estimularam que os jovens também escrevessem sobre outros assuntos que estavam na mídia, de acordo com o interesse de cada um. A redução da tarifa de ônibus, saúde, manifestações e a Copa das Confederações foram os temas privilegiados pelos estudantes.
De acordo com as professoras, “todos estavam entusiasmadas em escrever sobre a sua opinião sobre as notícias do jornal”.  

Estudantes analisam o valor da cesta básica


  Foto: Sandra E. CarneiroCredito: Sandra E. Carneiro
Alunos debatem sobre a sua alimentação a partir de dados da cesta básica
Com o objetivo de elaborar, em sala de aula, argumentos sobre a atual situação financeira das famílias que vivem em Ponta Grossa e relacionar a má alimentação com o valor do salário mínimo, a professora da Escola Municipal Professora Dércia do Carmo Noviski, Sandra Espindola Carneiro, mediou - na turma do 5º ano ‘B’ - a leitura da matéria “Cesta básica do ponta-grossense fica mais cara”, publicada dia 07 de junho no Jornal da Manhã. Esta notícia foi a escolhida para análise e interpretação por trazer dados relacionados à realidade da pessoas da comunidade.

Segundo Sandra, a turma já havia feito um teste sobre alimentação saudável, onde a maioria dos alunos apresentou uma pontuação muito inferior ao esperado porque seus cardápios não contemplam todos os nutrientes necessários para uma boa alimentação. “Visando discutir o resultado do teste e associá-lo às compras referentes aos itens de uma cesta básica, partimos para a discussão da noticia e elencamos os itens que haviam sofrido alteração no preço que, neste caso em específico, foram os hortifrutigranjeiros”, lembra.

A professora conta que as crianças fizeram vários questionamentos, por exemplo, sobre o número de pessoas em uma família. “No estudo divulgado através da notícia, estava que uma família é composta por três integrantes, o que esta longe da nossa realidade”, diz. Todos também estavam curiosos sobre qual era a porcentagem do salário mínimo que se gasta na compra da cesta básica e a relação disso com as escolhas das suas mães, que optam por comprar o necessário, mas nem sempre os alimentos mais saudáveis, como peixes, frutas, verduras e legumes.

Cada aluno produziu um texto colocando a sua opinião a respeito da notícia e do debate com os colegas. “Fiquei muito contente em perceber o ponto de vista de cada um, alguns mais alheios aos acontecimentos e outros já com opiniões formadas em relação às famílias numerosas, ao baixo valor do salário mínimo que malmente da para comprar os alimentos básicos. Percebi também a valorização de muitos deles sobre conseguir um emprego que pague mais que o salário mínimo, ou seja, a necessidade de estudar e ter uma profissão melhor remunerada”, comenta a professora.

Sandra revela que as discussões renderam muito mais assuntos do que o esperado e “os jovens conseguiram perceber que uma notícia pode abrir um grande leque para discussões e interpretações da vida de cada um deles, e que mesmo sendo crianças, podem interpretar e criar argumentos a partir de uma notícia tão série quanto essa”.

No Brasil, educação domiciliar está à margem da lei


O Brasil tem 800 famílias que adotaram a educação em casa, segundo a Associação Nacional de Educação Domiciliar. Há dois anos, eram 400 registros. “Não sabemos se houve crescimento ou se mais gente veio a público”, diz Alexandre Magno Moreira, diretor jurídico da associação. A lei brasileira não trata da educação domiciliar, o que dá margem a interpretações.
A Constituição diz que educação é dever do Estado e da família; para a Lei de Diretrizes e Bases e o Estatuto da Criança e do Adolescente, os pais devem matricular os filhos na escola. No entendimento do Superior Tribunal de Justiça, educação domiciliar é inconstitucional. Seis famílias já foram processadas pela prática, e, uma delas, condenada a pagar multa.
Mas já há parecer favorável a uma família. Tramita na Câmara dos Deputados o projeto de lei 3.179/2012, do deputado federal Lincoln Portela (PR), que altera a Lei de Diretrizes e Bases, admitindo a educação domiciliar com acompanhamento do Estado.
Fonte: Folha de S. Paulo 30/06/2013