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quinta-feira, 6 de junho de 2013

Investimento em educação promove redução na criminalidade




















A potencialidade da escola como um fator para influenciar o comportamento dos alunos e reduzir a violência é comprovada pela economista Kalinca Léia Becker em sua tese de doutorado realizada no programa de pós-graduação em Economia Aplicada da Escola Superior de Agricultutra Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba. A pesquisa orientada por Ana Lúcia Kassouf, professora do  Departamento de Economia, Administração e Sociologia (LES) da Esalq, mostra que quando ocorre o investimento de 1% na educação, 0,1% do índice de criminalidade é reduzido.

Redução de crimes na vizinhança da escola ajuda a reduzir a agressividade de alunos
“O objetivo geral do trabalho foi analisar a relação entre a educação e a violência, observando se a educação e a escola podem contribuir para reduzir a violência e o crime”, comenta a pesquisadora. A análise foi realizada por meio da construção de dois ensaios. No primeiro, foram coletadas evidências de que a atuação pública na área da educação poderia contribuir para reduzir o crime no médio e longo prazo. Nesta etapa, foi mensurado o impacto do gasto público em educação na redução da taxa de homicídios, utilizando dados dos estados brasileiros, entre os anos de 2001 e 2009.
No segundo ensaio, que foi financiado pelo programa “Observatório da Educação”, fruto da junção entre o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) e Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), foram analisados alguns fatores do ambiente escolar e do seu entorno que poderiam contribuir para a manifestação do comportamento violento dos alunos, a partir de dados disponibilizados nas Provas Brasil de 2007 e 2009.
Segundo Kalinca, estas análises são complementares na busca da solução para o problema apresentado pela tese. “O primeiro ensaio fornece uma análise ampla e agregada do impacto dos gastos com a educação na redução da taxa de homicídios, enquanto o segundo volta-se para dentro da escola, analisando como os vários fatores do ambiente escolar podem prevenir a manifestação do comportamento violento”, conta.  Os métodos para a construção destes ensaios foram viabilizados por meio de revisão literária e análises de dados empíricos utilizando ferramentas estatísticas e econométricas, que resultaram na constatação de que a escola e a educação são fundamentais para a redução da criminalidade.
Desenvolver conhecimento
A pesquisa comprovou a influência da educação no comportamento dos alunos. Constatou-se no primeiro ensaio que quando ocorre o investimento de 1% na educação, 0,1% do índice de criminalidade é reduzido. Porém, para isso, é necessário que a escola funcione como um espaço para desenvolver conhecimento, pois, no segundo ensaio, foi observado que escolas com traços da violência, como depredação do patrimônio, tráfico de drogas, atuação de gangues, entre outros, podem influenciar a manifestação do comportamento agressivo nos alunos.
“A possibilidade de algum aluno manifestar comportamento violento em escolas onde foram registrados crimes contra o patrimônio e contra a pessoa é, respectivamente, 1,46 e 1,22 vezes maior em comparação às escolas que não registraram estes crimes”, conclui Kalinca.
De acordo com os resultados obtidos, o contato com um meio onde prevalecem ações violentas influencia diretamente o comportamento do aluno dentro da escola. Sendo assim, as políticas públicas para reduzir o crime na vizinhança da escola podem contribuir significativamente para reduzir a agressividade dos alunos. “A escola pode, ainda, adotar medidas de segurança para proteger os alunos nas suas imediações”, reforça.
Uma das soluções sugeridas pela pesquisa é que, quando a instituição promove atividades extracurriculares, ocorre a redução em 0,96 % da possibilidade de algum aluno cometer um ato agressivo. “Este é um resultado interessante, pois muitos programas de redução da violência nas escolas incluem atividades de esporte, cultura e lazer como forma de socializar a convivência e, assim, reduzir a violência”, complementa. Também foram observadas evidências de que o ambiente familiar e a participação dos pais nas reuniões da escola podem influenciar o comportamento do aluno.
Fonte: Agência USP de Notícias - Lucas Jacinto, da Assessoria de Comunicação da Esalq Imagem: Marcos Santos / USP Imagens (http://www.usp.br/agen/?p=138948)

quarta-feira, 5 de junho de 2013

MinC e MEC lançam Mais Cultura nas Escolas


Mesa.JPG

Imagem: Ministério da Cultura

















Com a proposta de ampliar a formação básica e aumentar o
repertório de formação cultural de estudantes, professores
e comunidades escolares,  o Ministério da Cultura (MinC) e
o Ministério da Educação (MEC) lançaram, na tarde da 
última terça-feira (21/05), o Mais Cultura nas Escolas.
O Programa vai possibilitar a artistas e iniciativas culturais
a elaboração de projetos em parceria com escolas públicas,
em todo o país, dialogando com suas propostas pedagógicas. 
As atividades serão desenvolvidas dentro ou fora da escola 
durante o ano letivo, por no mínimo 6 meses e no máximo dez.
Segundo a ministra Marta Suplicy, a intenção é inserir a 
Cultura no cotidiano dos alunos de forma a criar uma 
integração com a comunidade. Todas as escolas públicas 
do Mais Educação e Ensino Médio Inovador, contempladas 
em 2012, além de artistas e iniciativas culturais, poderão 
inscrever e enviar projetos do Mais Cultura nas Escolas 
via SIMEC (Sistema Integrado de Monitoramento, 
Execução e Controle do Ministério da Educação).
Fonte: Ministério da Cultura

Relatório do UNICEF aponta exclusão da criança com deficiência


Imagem: Promenino
Imagem: Promenino
De acordo com dados divulgados no relatório “Situação Mundial da Infância 2013 – Crianças com Deficiência”, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), crianças com deficiência têm menos oportunidades e menos acesso a recursos e serviços.
O relatório também aponta que a exclusão não se refere somente a um setor específico, mas também a direitos básicos, como o acesso à educação e à saúde. O Unicef estima que uma em cada 20 crianças com até 14 anos vive com algum tipo de deficiência moderada ou grave, representando um total de 93 milhões de meninos e meninas no mundo.
No Brasil, 29 milhões de crianças até nove anos de idade declaram ter algum tipo de deficiência. O documento mostra que a exclusão é maior entre os países de baixa renda, sendo que a taxa de pessoas que necessitam de tecnologia assistiva e conseguem obtê-la varia entre 5% e 15%. Nesses países, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), os custos econômicos com deficiência variam entre 3% e 4% do Produto Interno Bruto (PIB).

O brasileiro não lê


A história de uma frase feita, e uma sugestão para quem insiste em repeti-la


Danilo Venticinque é editor de livros de ÉPOCA. Conta com a revolução dos e-books para economizar espaço na estante e colocar as leituras em dia. Escreve às terças-feiras sobre os poucos lançamentos que consegue ler, entre os muitos que compra por impulso (Foto: Sidinei Lopes/ÉPOCA)
Por Danilo Venticinque
O brasileiro não lê. Ao menos é isso que eu tenho escutado. Por obrigação profissional e por obsessão nas horas vagas, costumo conversar muito sobre livros. Com uma frequência incômoda, não importa qual é a formação de quem fala comigo, essa frase se repete. Amigos, taxistas, colegas jornalistas, escritores e até executivos de editoras já me disseram que o brasileiro não lê.
Quando temos dificuldade para entender uma frase, uma boa técnica de aprendizado é repeti-la várias vezes. Um dos meus primeiros professores de inglês me ensinou isso. Nunca pensei que fosse usar esse truque com uma frase em português. Mas, depois de ouvir tantas vezes que o brasileiro não lê, e de discordar tanto dos que dizem isso, resolvi tentar fazer esse exercício. Talvez enfim eu os entenda. Ou talvez eu me faça entender. 
O brasileiro não lê, mas a quantidade de livros produzidos no Brasil só cresceu nos últimos anos. Na pesquisa mais recente da Câmara Brasileira do Livro, a produção anual se aproximava dos 500 milhões de exemplares. Seriam aproximadamente 2,5 livros para cada brasileiro, se o brasileiro lesse. 
O brasileiro não lê, mas o país é o nono maior mercado editorial do mundo, com um faturamento de R$ 6,2 bilhões. Editoras estrangeiras têm desembarcado no país para investir na publicação de livros para os brasileiros que não leem. Uma das primeiras foi a gigante espanhola Planeta, em 2003. Naquela época, imagino, os brasileiros já não liam. Outras editoras vieram depois, no mesmo movimento incompreensível. 
O brasileiro não lê, mas desde 2004 o preço médio do livro caiu 40%, descontada a inflação. Entre os motivos para a queda estão o aumento nas tiragens, o lançamento de edições mais populares e a chegada dos livros a um novo público. Um mistério, já que o brasileiro não lê. 
O brasileiro não lê – e os poucos que leem, é claro, são os brasileiros ricos. Mas a coleção de livros de bolso da L&PM, conhecida por suas edições baratas de clássicos da literatura, vendeu mais de 30 milhões de exemplares desde 2002. Com seu sucesso, os livros conquistaram pontos de venda alternativos, como padarias, lojas de conveniência, farmácias e até açougues. As editoras têm feito um esforço irracional para levar seu acervo a mais brasileiros que não leem. Algumas já incluíram livros nos catálogos de venda porta-a-porta de grandes empresas de cosméticos. Não é preciso nem sair de casa para praticar o hábito de não ler.   
O brasileiro não lê, mas vez ou outra aparecem best-sellers por aqui. Esse é o nome dado aos autores cujos livros muitos brasileiros compram e, evidentemente, não leem. Uma delas, a carioca Thalita Rebouças, já vendeu mais de um milhão de exemplares. Seus textos são escritos para crianças e adolescentes – que, como todos sabemos, trocaram os livros pelos tablets e só querem saber de games. Outro exemplo é Eduardo Spohr, que se tornou um fenômeno editorial com seus romances de fantasia. Ele é o símbolo de uma geração de novos autores do gênero, que escrevem para centenas de milhares de jovens brasileiros que não leem. 
O brasileiro não lê – e, mesmo se lesse, só leria bobagens. Mas, há poucos meses, um poeta estava entre os mais vendidos do país. Em algumas livrarias, a antologia Toda poesia, de Paulo Leminski (1944-1989), chegou ao primeiro lugar. Ultrapassou a trilogia Cinquenta tons de cinza, até então a favorita dos brasileiros (e brasileiras) que não leem. 
Na semana passada, mais de 40 mil brasileiros (que não leem) eram esperados no Fórum das Letras de Ouro Preto. Eu estava lá. Nas mesas de debates, editores discutiam maneiras de tornar o livro mais barato e autores conversavam sobre a melhor forma de chamar a atenção dos leitores. Um debate inútil, já que o brasileiro não lê. A partir desta semana, entre 6 e 16 de junho, a Feira do Livro de Ribeirão Preto (SP) deve receber mais de 500 mil pessoas. Na próxima segunda-feira (10), começa a venda de ingressos para a cultuada Festa Literária Internacional de Paraty, que inspirou festivais semelhantes em várias outras cidades do país. Haja eventos literários para os brasileiros que não leem. 
Na pesquisa Retratos da Leitura, divulgada no ano passado, metade dos brasileiros com mais de 5 anos disse não ter lido nenhum livro nos últimos três meses. É compreensível, num país em que há poucas livrarias, as bibliotecas públicas estão abandonadas e 20% das pessoas entre 15 e 49 anos são analfabetas funcionais. Mas há outra metade. São 88,2 milhões de leitores. Alguns se dedicam mais à leitura; outros, provavelmente a maior parte deles, são leitores ocasionais. Há um enorme potencial para crescimento, mas já é um número animador. 
Os brasileiros começaram a ler. Falta começar a mudar o discurso. Em vez de reclamar dos brasileiros que não leem, os brasileiros que leem deveriam se esforçar para espalhar o hábito da leitura. Espalhar clichês pessimistas não vai fazer ninguém abrir um livro. 
Eu poderia ter repetido tudo isso para cada pessoa de quem ouvi a mesma frase feita. Mas resolvi escrever, porque acredito que o brasileiro lê. 
Fonte: Revista Época - Danilo Venticinque escreve às terças-feiras/ Foto Sidnei Lopes  04/06/2013

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Sem vivência não se aprende cidadania


Infelizmente escola não cria modelos, mas repete conteúdos; raramente o aluno experimenta ou cria


Por Alexandre Le Voci Sayad (*)

Um estudante, durante uma dinâmica ocorrida há alguns dias, me perguntou de forma intrigante “por que a escola não nos ensina como lidar com questões do dia-a-dia?” Desconfio que não seja o cérebro o único órgão do corpo humano que esteja pronto para desafiar, confrontar e lidar com situações cotidianas.  Nossa leitura de mundo e a construção de nossa ética parece passar mais pela experiência do que pela consciência. Aprendemos o que é certo copiando modelos, experimentando, e não ouvindo discursos.
Na escola do nosso tempo, focada no cérebro, ética, responsabilidade e cidadania têm sido áreas encaradas tal qual as disciplinas escolares mais tradicionais são abordadas, tal qual a Matemática. O convite mais comum é “vamos aprender ética vendo as implicações legais de você cometer um delito?” Ou então, “vamos estudar a evolução dos Direitos Humanos na história do mundo?”
A evolução dos Direitos Humanos é sem dúvida um assunto interessante, mas não suficiente para que o estudante comece a construir uma escala de valores. Que tal abrir um espaço na escola para que os estudantes se expressem, com uma web-radio, e, assim, criar um modelo de garantia de Direitos Humanos? Infelizmente escola não cria modelos, mas repete conteúdos; raramente o aluno experimenta ou cria.
Fiquei deixou curioso com o que levou a estudante canadense Hannah Robertson, no encontro anual de investidores do Mc Donalds em Chicago (EUA), a questionar os diretores a rede de fast-food sobre por que eles vendem porcaria a crianças dando um brinquedinho de brinde. O espírito questionador me parece fruto de uma vivência e não de uma aula teórica. Afinal, a garota de nove anos é filha de Kia Robertson, uma blogueira e ativista na área de alimentação saudável.
Enxergo na produção de comunicação por estudantes dentro da escola, seja de jornais, revistas, fanzines , radio ou documentários, uma oportunidade de se vivenciar a cidadania, e não de se ouvir falar sobre ela. Esse é um dos pressupostos da Educomunicação, esse novo campo de estudo e, sobretudo, de prática.
Se tratarmos os temas do cotidiano como disciplinas isoladas, a grade escolar não suportará em breve tantas aulas reivindicadas por seus defensores. Música, Cidadania, Ética Digital, Artes e Comunicação brigam por espaço num dia de vinte e quatro horas.  Cidadania é algo transversal a tudo que se aprende na escola e na vida. Por isso, precisa funcionar por projetos, com experimentação e mão na massa de alunos e professores.
Aliás, para os docentes que se sentem “esvaziados” de funções num tempo de internet e IPads, a ética é algo ainda inerente e insubstituível ao papel do ser humano na educação.  É na troca de experiências diárias com os estudantes que ela é construída – baseada no que se faz, e não no que se diz.
Tentando responder ao questionamento do meu estudante no primeiro parágrafo, talvez a melhor resposta seja: “porque a escola quer que você escute e memorize, e não questione ou se permita errar. Ela educa você, e raramente ‘com’ você”.
(*) Jornalista e educador. Fundador do Media Education Lab e autor do livro Idade Mídia: A Comunicação Reinventada na Escola, publicada pela editora Aleph.
Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,sem-vivencia-nao-se-aprende-cidadania,1038397,0.htm

Dar ou não um tablet ou um smartphone de última geração para as crianças?

Por Marcus Tavares (*)
Dar ou não um tablet ou um smartphone de última geração para as crianças? Volta e meia, os pais se fazem esta pergunta. Muitos acabam se rendendo aos pedidos insistentes da garotada, que se sente fora da moda ou da turma por não ter o mesmo aparelho. Se você, que é pai ou mãe, ainda não vivenciou esta cena, aguarde. E, lógico, prepare o bolso. Mas lembre-se: há outras boas opções, inclusive mais baratas, que podem ser oferecidas para os pequenos. Não sou contra a compra das tecnologias digitais, mas reitero o quanto é importante impor limites no uso e propiciar outras vivências.

Por exemplo, qual foi a última vez que você levou seu filho ao cinema? Quando foi que visitou um museu ou uma livraria para comprar um livro? Já fez as contas? Com o valor de um smartphone, em média ao preço de R$ 1.200, é possível comprar cerca de 100 ingressos de cinema ou 75 livros e visitar dezenas de exposições, muitas inclusive gratuitas. 
Achar que a tecnologia e tudo o que ela traz com o acesso à internet já dão conta do recado, da curiosidade das crianças, garantindo conhecimento, informação, entretenimento e cultura é um ledo engano. Faz-se necessário oferecer outras linguagens e momentos. Outros contextos. Só assim é possível ampliar o horizonte delas. 

Vejo muitos pais dando tais aparelhos por insistência da meninada (muitos se endividando em até 12 prestações no cartão de crédito), mas também como uma forma de fazer com que as crianças fiquem quietas, sem “encher o saco”.

Prático para os responsáveis? Muito, certamente. Porém, desrespeitoso com a potencialidade das crianças. Depois são estes mesmos pais/responsáveis que reclamam que seus filhos não saem do computador, não desgrudam dos celulares e não largam os joguinhos, as redes sociais e os tablets. Como exigir outra realidade se foi exatamente essa na qual foram e ainda são criados?

(*) Professor e jornalista especializado em Educação e Mídia

Juntos para resolver conflitos

Foto: Juntos para resolver conflitosAlunos de Itanhaém aprendem valores sociais criando soluções para reportagens de jornal

A partir de uma oficina sobre Cultura de Paz realizada pelo Jornal, Escola e Comunidade (JEC), a professora de Língua Portuguesa Priscila Souza, da E. M. Professora Dalva Dati Ruivo, de Itanhaém, levou reportagens de A Tribuna para sala de aula, para que seus alunos relacionassem as notícias com acontecimentos do dia a dia e propusessem uma solução.

“O trabalho foi realizado com as turmas de 7º ano e teve início com uma pesquisa sobre paz. Os adolescentes foram divididos em grupos para ler e relacionar as notícias ao assunto que estavam estudando, além de produzir resumos das notícias e uma opinião contendo possível resolução do conflito. Os textos lidos entre os colegas, posteriormente, foram para o mural da escola”, explica Priscila.

O modelo da atividade está de acordo com a Aprendizagem Baseada em Problemas - método que surgiu nos Estados Unidos no começo do século XX. A ideia é centrada no desenvolvimento do processo de ensino/aprendizagem a partir de situações de conflito. Nesse sentido, os problemas do cotidiano, presentes no jornal, serviram como pontapé inicial para a reflexão e tentativa de resolução dos assuntos.

Para a educadora, essa é uma ação que não se esgota num produto final. “Essas problemáticas cotidianas não se encerram. Espero ter dado sementes para o fomento à leitura do jornal e que os alunos tornem as reflexões, tais como em sala de aula, um hábito em suas vidas. Os pais e comunidade não tiveram participação direta na atividade, mas percebi os ecos que o trabalho provocou quando os alunos comentavam, posteriormente, a opinião da família a respeito do assunto”, conta.

Priscila salienta que o jornal é um recurso didático importante na escola. “A Tribuna tem uma grande contribuição no aprendizado das crianças e adolescentes na medida em que promove a contextualização entre a vida real e os conhecimentos de todas as disciplinas. A leitura diária, numa perspectiva de problematização, reflexão e tentativa de uma solução dos conflitos contribui na formação dos valores socialmente desejáveis”, finaliza.


Fonte: Programa Jornal Escola Comunidade (http://hotsites.atribuna.com.br/atribuna/jornalescola/noticias.asp?idConteudo=1334&categoria=30