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terça-feira, 13 de agosto de 2013

Educomunicação e a construção de espaço público para crianças e jovens

Ismar Soares fará a mediação da 
primeira mesa do dia 20/09

O segundo dia do V Encontro Brasileiro de Educomunicação, que acontece de 19 a 21 de Setembro na FAPCOM, em São Paulo, debaterá espaços para crianças na mídia brasileira. A mesa-redonda "Educomunicação e a construção de espaço público para crianças e jovens" contará com a mediação do presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores e Profissionais em Educomunicação - ABPEducom, Prof. Dr. Ismar de Oliveira Soares.

Nessa mesa, com início às 8h do dia 20/09, o pesquisador Marcus Tavares falará sobre "Os impasses na construção da política pública de produção audiovisual para crianças, no Brasil".

Em seguida, Eduardo Castro, Diretor Geral da Empresa Brasileira de Comunicação - EBC, falará sobre "A Tv pública brasileira e a participação cidadã" e, Lúcia Araújo, Gerente do Canal Futura, terá como tema "Mídia, Educomunicação e Políticas Públicas de Educação:a  contribuição do Canal Futura". 

Após as falas haverá um tempo para debate. As inscrições ainda estão abertas, mas são limitadas! Mais informações em: http://educomunicacao2013.blogspot.com.br

V Encontro Brasileiro de Educomunicação
Local: Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação - FAPCOM
Dias: 19 a 21/09
Informações e Inscrições: http://educomunicacao2013.blogspot.com.br



Ciberbullying



Pantallas Amigas ofrece en este vídeo una descripción sencilla y muy visual de lo que es el ciberacoso escolar, también llamado cyberbullying, cibermatoneo o cibermatonaje. También da unas pautas básicas generales para prevenirlo. Más información y recursos didácticos sobre el tema enhttp://www.PrevencionCiberbullying.com

Aprendizado e angústia


Com o incentivo de um adulto, a criança consegue encarar melhor o difícil processo de aprendizado - Rosely Sayão
Ficar concentrado em algo que exige muito de nossa atenção tem sido cada vez mais difícil e doloroso. Vivemos num mundo que nos diz, incessantemente, que precisamos ter satisfação logo, que a dor precisa ser evitada e/ou suprimida, que a felicidade é a melhor escolha.
Quando tentamos nos concentrar em uma tarefa árdua, logo percebemos que as distrações presentes em nosso entorno são, quase sempre, bem mais sedutoras, não é verdade? Dá vontade de beliscar algo gostoso, de atender a um telefonema nada importante, de ler as mensagens que chegaram, de buscar algo na internet etc.
Pronto: está armada a cilada que tem como objetivo nos retirar da situação incômoda em que estávamos. Ter de realizar algo que não é nossa escolha no momento e que exige esforço e tempo de dedicação perturba, angustia, provoca insatisfação. E é disso que queremos fugir.
Claro que, ao agirmos assim, a situação irá se complicar porque, afinal, aquela tarefa precisará ser realizada mais cedo ou mais tarde. Aí é que entra o exercício da maturidade. Realizamos um esforço ainda maior para dar conta de nossa responsabilidade porque sabemos que ela é intransferível.
A criança sofre esse contexto muito mais do que o adulto. Imagine, caro leitor, uma criança ao fazer uma lição ou ao aprender algo que dizemos que ela precisa saber.
Certamente você já testemunhou uma cena desse tipo. Ela decide apontar o lápis, organizar seu material à mesa, pegar (dezenas de vezes) algo necessário na mochila... Além disso, sente fome e vontade de ir ao banheiro, olha para sua borracha e se lembra de uma outra que tanto queria mas não tem.... E assim ela segue, sem saber que o seu comportamento visa unicamente escapar da angústia que ela enfrenta.
Nós, que aqui estamos há muito mais tempo do que ela, fomos tão tomados por esse mesmo contexto, que nem sempre nos damos conta de que a criança precisa de nossa ajuda nesse momento. Ela precisaria saber, por nossa condução, que ela pode comer mais tarde, que não precisa de tanto material por perto, que a vontade de ir ao banheiro pode ser postergada etc.
Ao contrário, tratamos de atender a todas as suas solicitações na tentativa de "limpar" a situação para que a criança consiga, finalmente, se dedicar ao que precisa. Tudo o que conseguimos ao agir assim é estimular a criança a escapar de outros modos de sua missão.
Há um grupo de crianças que confunde a angústia que a toma nesse momento com dor. Dor física: dor de cabeça, dor de barriga, dor na mão, por exemplo, são reclamações frequentes de crianças que enfrentam a angústia de ter de aprender algo.
Como a lógica médica passou a reger nossas vidas, damos toda atenção a tais dores, que não são inventadas pela criança, é bom ressaltar: são confundidas por ela.
Quase todas as escolas hoje têm enfermaria; a qualquer hora do dia, se você passar por lá, caro leitor, encontrará alguma criança com tal reclamação, tanto quanto muitas outras no banheiro, no bebedouro, vagando pelos corredores.
Elas deveriam ser encorajadas a ficar em classe e a enfrentar a angústia que o aprendizado provoca. Com nossa ajuda, com nosso apoio, com nossa firmeza e carinho, elas podem enfrentar tal desconforto por conta própria e seguir em frente.
O resultado seria o crescimento da autoestima, que se desenvolve à medida que a criança adquire confiança em sua capacidade de colocar em ato seu potencial.
Fonte: Folha de S. Paulo 13/08/2013

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Seminário Internacional Educação, Juventudes e Comunicação acontece dias 12 a 14 de setembro em Porto Alegre


De 12 a 14 de setembro, o Mundo Jovem estará promovendo um seminário de educação, juventudes e comunicação, comemorando os 50 anos do jornal. O evento será realizado na Faculdade de Educação da PUCRS, em Porto Alegre/RS.

O objetivo é promover uma educação integral e refletir sobre os espaços sociais, escolares e midiáticos que as juventudes brasileiras frequentam.

Informações e inscrições: www.mundojovem.com.br/noticias/seminario-internacional-educacao-juventudes-e-comunicacao


Programação geral

12 de setembro (quinta-feira)

A partir das 18h: Credenciamento dos participantes.
19h: Abertura oficial
Participação de autoridades e organizações parceiras.
20h-22h30min: Debate “Juventudes e Protagonismo”
  • Letícia Duarte: jornalista e mestre em Sociologia (RS).
  • Maicelma Maia Souza: psicopedagoga e coordenadora pedagógica (BA).
  • Ronaldo Schaeffer: militante do movimento Levante Popular da Juventude (RS).
  • Mediação de José Jair Ribeiro (Zeca): coordenador do Observatório Juventudes da PUCRS e coordenador da Pastoral Juvenil Marista (PJM) do Rio Grande do Sul.
     

13 de setembro (sexta-feira)

8h30min-12h: Conferência “Educação, Juventudes e Comunicação”
  • Silvia Castrillón: colombiana, liderou movimentos e organizações pioneiras na reflexão e promoção da leitura e da escrita como direito social, influenciando diretamente as políticas de educação e cultura de seu país. Lançou no Brasil o livro O direito de ler e de escrever.
  • Fábian Chelkanoff: jornalista, professor, coordenador do curso de Jornalismo da PUCRS, atua em comunicação integrada, integração de mídias e jornalismo.
  • Mediação de Marcos Vilella: professor, pesquisador e diretor da Faculdade de Educação da PUCRS.
14h-17h30min: Grupos temáticos
Debates em grupos relacionados aos temas comunicação, juventudes e educação. Os encontros serão interativos e mediados por pesquisadores, professores e militantes dos movimentos sociais, com uma participação intensa do público.
Mediadores
  • Grupos sobre Educação: Aline Calvo Hernandez (UERGS), Débora Coelho (UniRitter) e Helena Sporleder Côrtes (PUCRS).
  • Grupos sobre Juventudes: Miriam Lacerda (PUCRS), Renato Souza (IPJ-SP) e Thiesco Crisóstomo (PJ-PA).
  • Grupos sobre Comunicação: Élson Faxina (UFPR), Márcio Camacho (IPJ-SP) e Neka Machado (PUCRS).
     

14 de setembro (sábado)

8h30min-9h30min: Debate “Mundo Jovem: um jornal de ideias”
  • Pedrinho Guareschi: padre redentorista, professor e pesquisador da UFRGS, autor do livro Sociologia Crítica e de mais de 100 artigos publicados no jornal Mundo Jovem.
  • Marcos Sandrini: padre salesiano, doutor em Educação, diretor da Faculdade Dom Bosco (RS).
10h-12h: Feira de Compartilhamentos “Educação, Juventudes e Comunicação”
Apresentação dos grupos de debate.
Mediação de Hilário Dick: padre jesuíta, realizador de diversos estudos e projetos de juventude.
14h-16h: Mística “Juventude e Comunicação”
Com o cantor e compositor cearense Zé Vicente, de grande atuação em movimentos populares e CEBs.
Inscrições
No valor de R$ 10,00, as inscrições podem ser realizadas através do formulário abaixo. O pagamento será recolhido durante o credenciamento, no primeiro dia do seminário. As inscrições serão aceitas até o dia 31 de agosto.

A Gazeta na Sala de Aula realizou III Encontro Regional de Monitores

encontro regional 1

No dia 02 de agosto, o programa A Gazeta na Sala de Aula, desenvolvido pelo jornal A Gazeta (ES) e pelo Instituto Carlos Lindberg realizou o III Encontro Regional de Monitores no auditório da Rede Gazeta.

A programação iniciou-se com a palestra da Drª Isabela Cordeiro, do Ministério Público, que deu informações sobre a cartilha "Lixo: quem se lixa?". Na sequência, as monitoras Sueli Daniel e Hildenez relataram como foi a experiência delas em um stand do programa A Gazeta na Sala de Aula na Ação Global, que aconteceu em maio, no município de Cachoeiro de Itapemirim. 

encontro regional 3

Foi ainda apresentado o material da Oficina C, "Comunidade em ação", bem como seus objetivos e conteúdo. Finalizando a manhã, houve um bate-papo com Sayonara Brandão, que integra a equipe do programa Gazeta Comunidade, da TV Gazeta. Ela relatou um pouco de sua experiência, mostrando como é realizar um trabalho que implica em colocar luz sobre as necessidades e os pontos positivos de várias comunidades. 

A tarde ficou por conta de Felipe Dall'Orto, que abordou o trabalho que realiza em uma comunidade de Vitória através do Teatro do Oprimido, e em seguida conduziu uma dinâmica de teatro fórum com a participação de todos os presentes.

Fonte: A Gazeta na Sala de Aula

Professores de Marialva recebem capacitação do Diário na Escola

Na última quinta-feira (01/08) os professores dos 4º e 5º anos da rede municipal de educação de Marialva/PR participaram, na Casa da Cultura da cidade, do encontro pedagógico intitulado “Artigo de Opinião: um espaço de argumentação no jornal” promovido pelo Diário na Escola e ministrado pela professora doutouranda, Adélli Bazza.
Loiva Lopes, coordenadora do Programa ressaltou a importância de priorizar o estudo dos gêneros textuais veiculados no jornal e sua aplicabilidade em sala de aula. “Toda a programação desse ano foi pensada de forma a atendermos a demanda dos professores nessa área”. Sabemos que se trata de uma prática pedagógica nova, é de fundamental importância que eles recebam os subsídios que necessitam para realizar um bom trabalho.
“Os cursos oferecidos pelo Diário na Escola têm atendido as nossas aflições e nos dado caminhos para esclarecer dúvidas sobre as tipologias textuais. Inclusive, aponta as formas de abordar os assuntos em sala de aula de uma forma prazerosa, levando nossos alunos a reais condições de aprendizagem”, afirma a professora Andréia dos Santos Gallo.
A educadora, Amanda Regina Miranda Manha, conta que o encontro foi proveitoso para sanar as dúvidas sobre esse gênero textual que deve ser trabalhado em sala. “Me senti aliviada ao saber que posso ensinar conteúdos textuais de uma forma mais fácil, de acordo com a faixa etária de cada criança”.
Segundo Adélli, o trabalho com o artigo de opinião é muito interessante, pois ajuda os professores a desenvolver e aplicar a habilidade de diferenciar fatos de comentários. “A interação entre educadores de séries diferentes ajuda a perceber as dificuldades dos alunos em cada fase do aprendizado. Espero que essa percepção ajude a desenvolver o trabalho de forma direcionada à necessidade de cada turma”.
Depois de todo o conteúdo teórico ter sido apresentado, as participantes receberam o desafio de realizar atividades práticas sobre artigo de opinião: 1º – escolher um texto do jornal que motive o tema; 2º – definir a finalidade; 3º – sugerir questões que levem ao reconhecimento do gênero e 4º – elaborar uma proposta escrita. Assim, foi apresentado de forma prática a melhor forma para ser desenvolvido o trabalho com os alunos.
“O principal ponto do encontro foi o fechamento com a oficina, nos dando a chance de aprender estratégias de ensino para serem aplicadas em sala”, destaca a professora, Gislaine Regina Camargo.
Silvana Renata Crevelaro, que também é professora, conta que o encontro foi muito válido. “Aprendi vários passos que vão me ajudar a iniciar a produção com meus alunos. Além do mais, tudo o que foi apresentado vem acrescentar ao meu conhecimento, me ajudando a crescer profissionalmente. A ministrante Adélli, com uma ótima explicação, passou o conteúdo de maneira fácil e prática”.
Para Sandra Grudtner Garcia, assessora pedagógica de língua portuguesa de Marialva, a busca pela qualificação profissional está cada vez mais presente na vida dos professores. “Os cursos de extensão, palestras, oficinas e outros momentos de reflexão proporcionam ao educador, maior segurança em sua prática pedagógica. A oficina de texto desenvolvida pela professora Adélli Bazza foi de ótima qualidade e com certeza muito ajudará no trabalho dos nossos professores”.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

‘Currículo do ensino médio é grande demais’


Três tempos de matemática. Intervalo. Um de história, dois de geografia. Almoço. Química orgânica, história da arte e educação artística. Intervalo da tarde. Língua portuguesa e redação. Toca o último sinal do dia: todo mundo para casa porque amanhã tem duas provas. A rotina de um estudante do ensino médio, no Brasil, pode chegar a incluir, em uma semana, aulas de 20 disciplinas diferentes. Mas, para o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, essa realidade tem que mudar. “Precisamos de um currículo que não seja uma enciclopédia. Como é que um jovem nessa idade tem 19, 20 disciplinas?”, perguntou ele nesta terça-feira durante o SalaMundo 2013, evento promovido pelo Instituto Positivo, em Curitiba.

A solução que o próprio ministro sugere é reorientar a grade curricular usando a lógica das quatro grandes áreas do Enem: linguagens e códigos, matemática, ciências da natureza e ciências humanas. “É importante articular melhor as disciplinas”, afirma Mercadante. A expectativa do governo é aproveitar o esforço que já vem sendo feito de preparação para o exame nacional, inclusive com o material didático que vem sendo usado, para nortear a mudança.

Crédito Adistock / Fotolia.com

Hoje, o país não tem um currículo básico mínimo, apesar de a Lei de Diretrizes e Bases, de 1996, ter determinado que fosse preciso construir uma base nacional comum – deixando espaços para que escolas e redes pudessem estampar sua marca em suas grades, resguardando as características locais das escolas. O que acaba acontecendo, especialmente no ensino médio, é que a grade curricular é definida pelas exigências nos diferentes vestibulares do país.

“Esse é um caminho [o de orientação do currículo pelas quatro áreas do Enem] sério a ser discutido”, concordou Tufi Machado, coordenador de pesquisa do Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora), também em Curitiba. Mas o professor faz uma ressalva: “Isso deve ser um mínimo a ser exigido. É preciso haver uma flexibilidade até para aqueles que queiram se aprofundar em outras áreas”, afirmou ele.

“O excesso de disciplinas e de componentes curriculares tornam o ensino médio penoso e desagradável. É um desmotivador importante para esses jovens”
Machado foi um dos responsáveis por uma pesquisa feita com alunos do ensino médio mineiro que apontou que os jovens estão insatisfeitos com as aulas que lhes são oferecidas. “O excesso de disciplinas e de componentes curriculares tornam o ensino médio penoso e desagradável. É um desmotivador importante para esses jovens”, diz o professor, apontando o que chama de “congestionamento curricular” como um dos fatores que levam à evasão.

Recente pesquisa feita pela Fundação Victor Civita com adolescentes de baixa renda apontou para a mesma direção. A instituição perguntou a jovens de 15 a 19 anos de São Paulo e Recife, com renda familiar de até R$ 2.500, o que eles pensam da escola. Uma das queixas mais recorrentes foi exatamente a fragmentação do currículo. Para se ter uma ideia, quase 80% dos alunos viam “utilidade” em no que aprendiam em língua portuguesa e matemática, mas nenhuma das outras disciplinas teve importância registrada por mais de 42% dos estudantes.

De acordo com o MEC, cerca de 970 mil jovens com idade para estar no ensino médio estão fora da escola. “Precisamos ir atrás desses jovens. Não podemos perdê-los para o tráfico, para a droga, para o crime. A escola é o lugar deles. É ali que ele vai ter uma perspectiva de vida. Quem estuda, escolhe o que vai ser. Quem não estuda é escolhido ou não”, afirmou o ministro.

Antes do ensino médio
Também como uma estratégia do governo federal de engajar os jovens no estudos, Mercadante destacou nesta quarta-feira também o programa Quero ser Cientista, Quero ser Professor. A intenção é dar a 100 mil alunos do ensino fundamental que queiram se dedicar às disciplinas de matemática, química e física uma bolsa de R$ 150 mensais. “Na Olimpíada de Matemática, encontramos gênios em cidades que você nem imagina”, disse. Os alunos vencedores de olimpíadas de conhecimento não precisarão passar pelo processo seletivo para terem direito ao programa.