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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Salvem as crianças 3


Por Ayne Salviano *
Blog Ler para Crescer

Nas duas últimas semanas tenho comentado aqui neste espaço sobre a iniciativa dos Gestores da Paz, projeto de um grupo de profissionais voluntários que deve sistematizar as ações em benefício das crianças e adolescentes de Araçatuba e região (porque muitos são recebidos e atendidos aqui).

EXEMPLO BOM
Na semana passada, mencionei que Araçatuba/SP pode copiar o modelo de sucesso da Cipó, uma associação sem fins lucrativos criada em 1999 em Salvador, na Bahia, que resgatou centenas de crianças, adolescentes e jovens do risco social com ações de comunicação e educação. Por meio de palestras, oficinas e cursos, conseguiu garantir os direitos humanos deste público.

EU VI
Durante o Encontro Nacional de Coordenadores dos PJEs (Programa Jornal e Educação) da ANJ (Associação Nacional de Jornais) naquela capital, no ano passado, visitamos a sede da Cipó, onde aprendemos sobre o ideal do trabalho com um dos coordenadores e, mais tarde, conversamos com alguns comunicadores sociais - como são chamados - em um dos seus locais de estudo e trabalho. Surpreendente.


GENTE ESPECIAL
Só para se ter uma ideia do que estes ‘meninos’ conseguiram: mudar as pautas dos veículos de comunicação de Salvador, que antes só noticiavam as coisas ruins dos bairros e favelas, o que de certa forma, não ajudava na melhoria da autoestima de quem vivia à margem. Depois deles, muitos locais deteriorados foram recuperados. De novo, volto ao assunto na próxima semana.


* Ayne Regina Gonçalves Salviano é jornalista e professora. Mestre em Comunicação e Semiótica. Especialista em Metodologia Didática. Professora no ensino médio, graduação e pós na rede particular de Araçatuba. Coordenadora do Programa Jornal e Educação Ler para Crescer da Folha da Região. 

Fonte:http://lerparacrescer.folhadaregiao.com.br/

Jovens debatem as atribuições dos políticos



O período que antecede as eleições municipais 2012 está sendo importante para se abordar, com os jovens, a atuação política e a cidadania, como acontece no Centro de Referência de Assistência Social – Unidade Sabará, em Ponta Grossa. Os professores Marcelo Kaiut e Rafaela da Silva desenvolveram um trabalho acerca dos temas Juventude e Trabalho com os alunos do Programa Projovem Adolescente, um projeto de caráter sócio-educativo. Eles utilizaram charges e matérias jornalísticas sobre as eleições e candidatos à prefeitura de Ponta Grossa, publicadas nas edições de 28 de agosto, 04 e 11 de setembro do Jornal da Manhã.

A atividade foi realizada em quatro etapas. Na primeira, os adolescentes tiveram a oportunidade de usar o Centro de Inclusão Digital (CID), do bairro Santa Paula, para pesquisar sobre as atribuições dos políticos eleitos, o funcionamento da Câmara de Vereadores e as propostas dos candidatos à prefeitura da cidade. “Este momento se desenvolveu de maneira positiva, pois foi quando os adolescentes realizaram sua primeira pesquisa na web. O significado de ‘Internet’, para a maioria deles, estava restrito a Facebook, Orkut, MSN e demais redes sociais. Aqui eles entenderam a importância da pesquisa como também souberam fazer uso dos dados pesquisados”, comentam os professores. A etapa seguinte foi ler as notícias no jornal, para conhecer as atividades de campanha dos candidatos, e interpretar as charges relacionadas ao assunto.

Após todo este processo de conhecimento e reflexão sobre a atuação política no período pré-eleições, os jovens se dividiram em grupos e formaram seus próprios partidos políticos. Nasceu então o ‘Partido Juvenil’ (PJ) e o ‘Partido Projovem’ (PPJ). Eles criaram logotipos, escolheram candidatos para representá-los, confeccionaram santinhos e elaboraram propostas que atendessem as necessidades da localidade onde residem. “Esta etapa foi fundamental para que eles pudessem perceber as necessidades do local onde vivem, relacionando-as com as atribuições de um prefeito ou vereador, baseados nas propostas dos candidatos na cidade”, esclarece Marcelo.

“Acredito que eles se conscientizaram sobre qual a nossa participação no processo eleitoral. E o mais importante é que não esperaram que as informações viessem até eles, mas foram atrás delas, pesquisaram, e as transformaram em produto de conhecimento, participando de maneira ativa nas atividades”, destaca Rafaela.

Imagens no jornal
Alunos analisam a relação da fotografia com o texto
Ainda na edição do dia 11 de setembro do Jornal da Manhã, os professores Marcelo Kaiut e Rafaela da Silva realizaram uma atividade de interpretação de imagens. Com isso, os educadores pretendiam apresentar aos jovens os elementos que formam uma imagem, fazer uma análise estética das fotografias, discutir sobre outras possibilidades de representar a mesma notícia e refletir sobre a importância de utilizar recursos visuais para ilustrar o texto de jornal. “Mostramos a estrutura de um jornal impresso e destacamos a importância da imagem e do texto para transmitir uma informação. Depois, eles selecionaram algumas imagens que estavam no JM, separaram do texto e refletiram sobre: o que a foto mostra, onde foi feita, quem é o autor, se ela corresponde à notícia e, se não corresponde, qual tipo de imagem deveria ser usada”, explicam os professores. Conteúdos dos cadernos Bola (Esportes), Safra (Agronegócios), Mix (Social e Variedade), Política e JM na Educação foram abordados pelos adolescentes. 

Fonte: Jornal da Manhã/ Talita Moretto 25/09/2012

Especialistas defendem uso de recursos educacionais abertos


Crédito:REA BrasilCredito:REA Brasil
A materialização dos REAs nas escolas brasileiras ainda depende de investimentos, mas será um caminho sem volta, na opinião de Débora Sebriam, da comunidade REA Brasil
A segunda reportagem da série Gerações Digitais, publicada pelo Instituto Claro (www.institutoclaro.org.br), aborda o conceito de Educação Aberta e os Recursos Educacionais Abertos (REAs), novas práticas educacionais, surgidas na última década junto com as tecnologias digitais, que vêm promovendo grandes mudanças na forma como as pessoas se informam e aprendem. Dentro desse cenário há menos de dez anos, a educadora especializada em tecnologias digitais, Débora Sebriam, ressalta que as pessoas passaram a produzir mais conteúdos e conhecimentos de forma colaborativa, e uma das formas de trabalhar o espírito colaborativo da cultura digital em sala de aula, tanto no que diz respeito aos recursos quanto à metodologia de utilização, é através do REA, ou seja, fazendo uso de ferramentas que estão em domínio público, ou licenciadas de maneira aberta, e que podem ser utilizadas e/ou remixadas por terceiros.

Débora lembra que este movimento chegou ao Brasil em 2008. Hoje, já existe uma comunidade que apóia projetos de disponibilização e produção de recursos abertos. No entanto, é preciso destacar que os REAs, sozinhos, não fazem a diferença. Para o pesquisador do Núcleo de Informática Aplicada à Educação (Nied/Unicamp) e coordenador do grupo de trabalho Educação Aberta, Tel Amiel, o que importa são as práticas que podem ser modificadas em sala de aula e para além dela. “Os REAs são uma maneira de professor e aluno pensarem questões que a cultura digital impõe”, afirma.

Para o doutor em educação e tecnologia e professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Nelson Pretto, “se pensarmos no formato tradicional das escolas, que só transmitem educação, as tecnologias digitais são mais efetivas. Educação, porém, não é isso, não é transmissão de informação”, alerta. Para Pretto, que possui um histórico de atuação com tecnologias no ensino anterior à web 2.0, as novas gerações se manifestam e produzem conhecimentos de maneira diferente. “A escola precisa se modificar. O esforço que tem que ser feito agora é o de transformá-la em um ecossistema pedagógico de produção de cultura e conhecimento. Para isso, é preciso uma mudança de currículo”, afirma Pretto.

Débora ainda lembra que o ‘copiar e colar’ é uma prática anterior ao mundo online. “As pessoas copiavam coisas da Enciclopédia Barça, por exemplo. A questão é: com vários trabalhos copiados e colados, sem citações de fonte, o professor precisa propor releituras e reflexões. O que se impõe é uma questão metodológica”, afirma.
A série Gerações Digitais vai ao ar a cada duas semanas e pretende registrar a trajetória das tecnologias digitais na educação nas últimas décadas. 

Evento
UniBrasil e Projeto REA Brasil promovem seminário em Curitiba 
Começou nesta segunda-feira (24) e termina hoje a ‘Semana de Estudos Interdisciplinares sobre Recursos Educacionais Abertos’ que está acontecendo no campus da UniBrasil, em Curitiba. O evento é uma parceria entre a universidade e o Instituto Educadigital, organizado pelo Projeto REA Brasil. Na noite de hoje, a partir das 19 horas, Awdrey Miquelin, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), irá falar sobre ‘O papel do conhecimento tecnológico e a prática educacional em sala de aula’. Na sequência, o professor Antônio Marques, da Secretaria do Estado do Paraná, encerra a Semana com a palestra ‘Educação, tecnologia e software livre’. O Seminário é aberto à população e a entrada é franca.

REA
Recursos Educacionais Abertos são materiais de ensino, aprendizado e pesquisa em qualquer suporte ou mídia, que estão sob domínio público, ou licenciados de maneira aberta, permitindo que sejam utilizados ou adaptados por terceiros. Não se trata somente de conteúdo digital; livros e outros materiais impressos também podem ser recursos educacionais abertos.

Fonte: Jornal da Manhã 26/09/2012

Palestra aborda as novas formas de ensino


Credito:Christopher EudesCredito:Christopher Eudes
O jornalista e palestrante Alexandre Sayad ministrou uma palestra ontem pelamanhã em Ponta Grossa para profissionais da área de educação e comunicação
O jornalista e educador Alexandre Sayad realizou uma palestra no dia 20/09 pela manhã no auditório do Cine Teatro Ópera, em Ponta Grossa/PR. Professores e profissionais ligados à área da comunicação tiveram a oportunidade de debater sobre os novos caminhos na arte de educar com qualidade, aliando as mídias com o ensino. O seminário foi uma promoção conjunta entre o Jornal da Manhã, através do Projeto Vamos Ler, e o Serviço Social do Comércio (SESC-PG).

Sayad, que trabalha com educação e mídias há mais de 12 anos, é coordenador do programa Idade Mídia, no Colégio Bandeirantes, em São Paulo. O projeto resultou no livro ‘Idade Mídia - A comunicação reinventada na escola’, lançado em abril deste ano. E é, justamente, um pouco da experiência relatada no livro que o jornalista e educador trouxe a Ponta Grossa. “É importante compartilhar essa experiência e mostrar o resultado de um trabalho bem sucedido para essas professoras, porque essa é uma área que ainda enfrenta muitas barreiras”, disse, referindo-se aos projetos que envolvem educação e mídias.

“São projetos que enfrentam uma resistência muito grande, mas que, como apresentam um resultado muito positivo, acabam derrubando qualquer barreira”, ressalta, ao dizer que optou por se dedicar a educação por uma inquietação. “Achei que poderia fazer muito pela área”, revela, dizendo que desde que iniciou seu trabalho realiza palestras, mas que nos últimos anos esse trabalho se intensificou. Ele ainda lembra, que apesar dos avanços, a escola ainda não está preparada para inserir a mídia como disciplina no currículo.
A professora de língua portuguesa, Sibeli Barausse, disse que debater a união entre mídias e educação é extremamente pertinente. “Hoje, os alunos acham mexer em celulares e em outros equipamentos eletrônicos mais atrativos do que assistir as aulas, então, temos que tentar aliar as novas mídias ao ensino. Temos que utilizá-las de forma educativa”, pontua, ao dizer que o ensino tem que ir além do modelo engessado. “Tenho um projeto que alia comunicação e educação onde trabalho, mas ainda enfrento resistências”, lamenta.

Vamos Ler!
Sayad elogia projeto do JM
O jornalista e educador, Alexandre Sayad, aproveitou a ocasião para tecer comentários referentes ao projeto Vamos Ler, do Jornal da Manhã. “Eu acompanho esse projeto há muito tempo. Acredito que há cerca de cinco anos e ele é muito bom. Há muitos projetos semelhantes na área em todo o País, mas acredito que, dentre eles, o Vamos Ler é um dos mais bem executados e sofisticados”, elogia Sayad.
O Vamos Ler! é um projeto de jornal na educação, associado a ANJ - Associação Nacional de Jornais, lançado em março de 2008 pelo Jornal da Manhã. Assiste a turmas do primeiro, segundo e terceiro ano do segundo ciclo do ensino fundamental – as antigas 3ª, 4ª e 5ª séries – de escolas situadas em Ponta Grossa, Castro e Tibagi.

Palestrante
Alexandre Sayad é coordenador do programa Idade Mídia, no Colégio Bandeirantes, em São Paulo, há mais de dez anos. Ele é especializado em Direitos Humanos e dedica-se a projetos interdisciplinares desde 1999. Já foi colaborador na revista Educação e no Guia do Estudante e junto com Gilberto Dimenstein fundou a Cidade Escola Aprendiz, uma associação que desde 1997 desenvolve metodologias e estratégias sociais que promovem a integração entre escolas, famílias e comunidades. Participou da criação da Rede ANDI – Comunicação e Direitos e da Rede CEP - Comunicação, Educação e Participação.

Fonte: Jornal da Manhã/ Talita Moretto 21/09/2012

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Conheça o projeto 'A Gazeta na Sala de Aula'

Alexandre Sayad faz palestra hoje em Ponta Grossa/PR


O Projeto Vamos Ler, do Jornal da Manhã, e o Serviço Social do Comércio (SESC-PG), trazem a Ponta Grossa(PR) o jornalista e educador Alexandre Sayad. 

Especializado em Direitos Humanos, Sayad dedica-se a projetos interdisciplinares desde 1999. Já foi colaborador na revista Educação e no Guia do Estudante. Junto com Gilberto Dimenstein, fundou a Cidade Escola Aprendiz, uma associação que desde 1997 desenvolve metodologias e estratégias sociais que promovem a integração entre escolas, famílias e comunidades. Também participou da criação da Rede ANDI – Comunicação e Direitos e da Rede CEP – Comunicação, Educação e Participação. Eu fiz uma entrevista pingue-pongue com ele sobre educação, mídia e inovação. Confiram:
Talita Moretto: Por que você optou por trabalhar com educação dentro de sua carreira em jornalismo?
Alexandre Sayad: Comecei minha carreira cobrindo a área de educação para veículos especializados. Achava que o tema importante e via apenas em um ou outro jornalista uma cobertura de qualidade. Isso aconteceu por volta de 1996, quando eu ainda estava na universidade e a educação não tinha o status que tem hoje como chave para o crescimento do Brasil. Foi quando fui morar em Londres e conheci muita coisa nova por lá que o Brasil ainda não sonhava desenvolver. A BBC e sua página de educação online era uma delas. Quando voltei, pensei: quero pular para o outro lado do balcão; quero usar a comunicação para algo maior. Conheci o Gilberto Dimenstein que voltava de Nova York com as mesmas inquietações. Ele estava montava a ONG Cidade Escola Aprendiz e me chamou para experimentar, com um grupo de estudantes, a aventura de se produzir mídia. Topei.
TM: Como era a escola na época em que começou a desenvolver o programa Idade Mídia, no Colégio Bandeirantes?
Sayad: A rede pública estava se expandindo e perdendo qualidade, rumo à universalização. Os primeiros indicadores de qualidade eram criados pelo INEP. A educação privada pouco inovava e o vestibular era o único “ponto de chegada” e referência de quem concluía o ensino médio. Faltava ousadia.
TM: Como os veículos de mídia encaravam a educação há 10 anos em comparação com hoje? Existe mais abertura, preocupação, ou até mesmo interesse em pautar a educação?
Sayad: A internet era quase inexplorada quando comecei, mal havia blogs e o discurso de que ‘seremos todos produtores de comunicação’ era uma aposta. A TV aberta ainda imperava e a educação era um editoria que, muitas vezes, existia dentro de Cotidiano ou Cidades. Hoje a educação ganhou outra importância na agenda pública brasileira; alguns veículos investem mais na cobertura por isso, e a qualidade da cobertura também melhorou muito.
TM: Você acredita que a escola está preparada para inserir a mídia no currículo atual?
Sayad: Não está. Também não está preparada para desenvolver o tal “ensino médio inovador” proposto pelo MEC. Quem manda hoje na educação são os sindicatos. O governo não investe tanto em formação profissional quanto deveria. Então a escola continua iluminista, engessada. Dificílimo mexer no currículo sem acertar esses pontos.
TM: Como as novas tecnologias interferem no papel do professor?
Sayad: Quando elas deixam de ser usadas como fetiche ou de forma tradicional, elas têm o poder de virar a lógica do aprendizado de cabeça para baixo, abrindo para o estudante o protagonismo na construção do conhecimento. Elas aceleram essas saudáveis transformações e possibilitam que projetos ousados nasçam na escola. Por outro lado, tem escola que usa computador como máquina de escrever e tablet como calculadora; voltamos ao tema da capacitação e formação continuada de professores.
TM: De que forma é possível Inovar na escola com a ajuda da Comunicação?
Sayad: Quando empoderamos o estudante para produzir sua própria comunicação, criar seu projeto de mídia, damos espaço para que ele aprenda fazendo o que sabe de melhor: criar, inventar. Abrimos a porta à experimentação, ao erro, ao aprender fazendo, à leitura critica dos meios e ao encanto da possibilidade. A palavra “adolescente” tem suas raízes latinas o significado de “exalar”; os jovens estão acontecendo, estão exalando um perfume existencial. Não podemos, como educadores, ignorar e sufocar isso. Escola deve ser espaço de criação.

Alexandre Sayad, que já foi consultor do Instituto Claro, palestrou no Seminário Claro Curtas, em 2010, no Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo.
Foto: Divulgação.

Fonte: Sala Aberta

Crianças aprendem sobre administração pública



A notícia “Gestão Pública: Participação popular precisa ser estimulada”, publicada dia 08 de agosto no Jornal da Manhã, onde especialistas afirmam que quanto mais democrática for a gestão, maior a chance da tomada de decisões ser correta, despertou o interesse dos alunos do Quarto Ano – Turma ‘A’ da Escola Municipal São Silvestre, em Telêmaco Borba, a conhecer a gestão da sua escola e da Secretaria Municipal de Educação. A professora Nerci Lauber organizou uma pesquisa sobre os três poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário) e os jovens organizaram um questionário com as dúvidas sobre o assunto.

O dicionário foi muito importante na busca do conceito de ‘gestão’. Depois disso, foi feito um comparativo entre as gestões da escola, prefeitura, governo estadual e empresas. Com a pesquisa terminada, a diretora Márcia Alves Camilo Coimbra foi entrevistada pelos jovens, respondendo perguntas sobre a sua gestão na Escola São Silvestre, esclarecendo quais são as suas responsabilidades e dificuldades, quanto tempo ela trabalha nesta área, entre outras questões.

O Secretário de Educação de Telêmaco Borba, professor João Ivanir de Moraes, não ficou de fora. “Levei os alunos até a sede da Secretaria Municipal para entrevistá-lo e aproveitamos para conhecer a estrutura e todos os setores do local. Foi bem interessante porque os alunos não sabiam a dimensão que a educação tem no município, pois só conhecem a nossa escola”, comenta Nerci. Ao retornar para a sala de aula os jovens escreveram textos opinativos sobre a experiência.

A professora avalia positivamente o envolvimento de todos nas atividades. “Percebi um grande comprometimento com relação aos questionários das entrevistas, a curiosidade nas respostas dos entrevistados. Também foi produtivo porque eles tiraram suas dúvidas em relação aos três poderes, entendendo melhor as eleições que serão realizadas em outubro e a responsabilidade de cada um enquanto cidadão. Até poemas homenageando a cidade eles escreveram por saber a importância de termos bons gestores”, finaliza.

Fonte: Jornal da Manhã - Talita Moretto 19/09/2012