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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Conheça os palestrantes que estarão na Educaparty



Confira abaixo alguns palestrantes e realizadores de atividades na Educaparty. Considerada uma das grandes novidades da 5ª edição da Campus Party Brasil, a EducaParty é um movimento que pretende aproximar educação e inovações em tecnologias digitais e acontece dos dias 7 a 10 de fevereiro no Anhembi, em São Paulo.
Sua primeira edição aconteceu em Valência, na Espanha, e foi um sucesso. Para a primeira edição no Brasil, a Fundação Telefônica levará cerca de 250 educadores de diferentes cidades brasileiras para desfrutar da intensa programação e também participar de uma programação pensada especialmente para este público.

Se você não conhece, a Campus Party é o maior encontro de comunidades da Internet do mundo. É um espaço pensado para incentivar o compartilhamento, a aprendizagem e a transferência de conhecimentos. Nele, durante sete dias, milhares de participantes acampam em suas barracas, com seus computadores à tira-colo, trocando momentos, idéias e experiências.


Para mais informações: http://blog.campus-party.com.br/index.php/campus-party-brasil/ e
http://educarede.org.br/global/educaparty-brasil/home


Palestrantes da EducaParty



  • Cristina Kiomi Mori 
Diretora do Departamento de Articulação e Formação da Secretaria de Inclusão Digital do Ministério das Comunicações, doutora na área de políticas públicas pela UnB e mestre em Comunicação pela USP. Já atuou no Ministério do Planejamento e no Projeto Cidade Escola Aprendiz.
  • Jader Gama 
Fundador do Coletivo Puraqué, Santarém, Pará. O coletivo realiza projetos educacionais na área de tecnologia e educação na região. Graduação em Processamento de Dados pela Universidade Federal do Pará, Brasil (2004). Professor Pesquisador do Inclusão Digital da Amazônia, Brasil. Consultor de informática da Prefeitura Municipal de Santarém.
  • Maria Amélia Kuhlmann Fernandes 
Coordenadora do Acessa Escola da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo (SEE-SP), profissional da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE).
  • Joana Varon Ferraz 
Integrante do Centro de Tecnologia e Sociedade do curso de Direito da FGV-RJ e  organizadora do livro "Pontos de Cultura e Lan Houses: estruturas para a inovação na base da pirâmide social". Mestranda em Direito e Desenvolvimento pela FGV.
  • Felipe Sanches 
Representante do Garoa Hacker Club, São Paulo. O Garoa Hacker Clube é um laboratório comunitário, aberto e colaborativo, que propicia a troca de conhecimento e experiências através de uma infraestrutura para que entusiastas de tecnologia realizem projetos em diversas áreas.
  • Nelson Pretto 
Professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia. Editor daRevista da Faced. É o responsável pela concepção do projeto de inclusão sociodigital denominado "Tabuleiros Digitais".
  • Tel Amiel 
Pesquisador do Núcleo de Informática Aplicada à Educação (NIED) na UNICAMP. Coordena a comunidade Educação Aberta. Doutorado em Instructional Technology pela University of Georgia, Estados Unidos (2006).
  • Regina Helena Alves da Silva
Professora da Universidade Federal de Minas Gerais e atua nos programas de pós-graduação em História e em Comunicação Social. Coordenadora do Centro de Convergência de Novas Mídias - CCNM-UFMG e integrante do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para a Web - INWEB.
  • Lynn Alves 
Professora do SENAI - CIMATEC - Departamento Regional da Bahia (Núcleo de Modelagem Computacional) e da Universidade do Estado da Bahia. Coordena os projetos de pesquisa e desenvolvimento em jogos digitais como: Tríade (FINEP/FAPESB/UNEB), Búzios: ecos da liberdade (FAPESB), Guardiões da floresta (CNPq), Brasil 2014: rumo ao Hexa (SEC-Ba), Games studies (FAPESB), dentre outros. As produções do grupo de pesquisa encontram-se online
  • Luciano Meira 
Professor da UFPE. Graduado em Pedagogia pela Faculdade de Filosofia do Recife (1984), Mestre em Psicologia Cognitiva pela Universidade Federal de Pernambuco (1987), Ph.D. em Educação Matemática pela University of California at Berkeley (1991). Também apoia projetos em educação e estudos de usabilidade do C.E.S.A.R (Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife).
  • Gustavo Soares Steinberg
Representante do projeto BIG Festival. Tem experiência na área de Artes, com ênfase em Cinema. Atuando principalmente nos seguintes temas: democracia deliberativa, teoria democrática, eventos midiáticos, integração social, meios de comunicação de massa e sociedade de risco.
  • Juarez Bento da Silva
Responsável pelo projeto RExLab da UFSC. Professor da UFSC. Tem experiência na área de Ciência da Computação, com ênfase em Hardware, atuando principalmente nos seguintes temas: experimentação remota, e-learning, mundos virtuais 3D, ambientes virtuais de ensino-aprendizagem, embedded servers, microcontroladores e monitoramento web.
  • Eveline de Souza Erbele 
Representante do Projeto Um Computador por Aluno (UCA) e do Núcleo de Tecnologia na Educação (NTE) de Ijuí-RS. Realiza projetos de rádio na escola e experimentos em educação e tecnologia para professores.
  • Suintila Valiño Pereira 
Representante do Projeto Educação Unipresente (práticas com celular em Educação de Jovens e Adultos (EJA). Professor de Física para o ensino médio e para a EJA no turno noturno, na Escola Estadual Dona Consuelo Muller, em Campo Grande, MS.
  • Ricardo Poppi
Assessor da Secretaria-Geral da Presidência da República, Portal de Participação Pública. Possui graduação em Ciência Política pela Universidade de Brasília (2010).
  • Daniela Silva 
Representante da Casa da Cultura Digital (Ônibus Hacker). O Ônibus Hacker reúne entusiastas de tecnologia de áreas diversas. Enquanto metade desse ônibus é feita de poltronas, a outra metade é o Hacklounge: um espaço de trabalho, com internet, computadores e outros engenhos tecnológicos.
  • Everton Rodrigues 
Gestor de mobilização e redes sociais do Gabinete Digital do Governo do Estado do RS. Autor do blog Brasil Autogestionário.
  • Mary Grace Martins 
Mestre em políticas públicas para acessibilidade com TIC pela USP. Atualmente é pesquisadora do Núcleo de Aprendizagem Trabalho e Entretenimento (NATE) do Laboratório de Sistemas Integrados (Escola Politécnica da USP) no projeto Um Computador por Aluno (UCA), Consultora do Ministério da Educação, sócio-fundadora do Instituto Paramitas e da Vivência Pedagógica.
  • Vânia Sandeville 
Educadora POIE da EMEF Leonor Mendes de Barros. Integrante do Projeto Minha Terra e autora de trabalho sobre ciberbullying. Autora do blog Lab Leonor Mendes.
  • Carolina Quattrer Pinheiro 
Dinamizadora da UME Avelino Vieira (Organização Aula Fundação Telefônica - Santos -SP). Integrante da Rede Pró-menino de Educadores.
  • Rafael Parente 
Subsecretário de Novas Tecnologias Educacionais SME-RJ. Um dos idealizadores do projeto desenvolvido pela Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro – SME RJ, intitulado Reforço Digital e o Educopédia.
  • Sabrina Carmona
Coordenadora executiva do CS: Games, Grupo de Pesquisa Semiótica sobre a Linguagem dos Games da PUC-SP. Autora do Planeta Gamer 

  • Elizabeth Dias 


Representante da Escola de Informática e Cidadania do Centro de Apoio Pedagógico às Pessoas com Deficiência Visual de Belo Horizonte - CAP - BH
  • Laís Souza Costa 
Aluna da EMEFM Darcy Ribeiro (São Miguel Paulista – SP), representante da Imprensa Jovem, projeto da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo (SME-SP) que visa promover a formação de professores e alunos em educomunicadores, para integrar as mídias eletrônicas e audiovisuais no currículo da escola.
  • Henry Grazinoli 
Cineasta e escritor. É coordenador das Oficinas Itinerantes de Vídeo Tela Brasil e escreveu o conteúdo e desenvolveu os exercícios do Portal Tela Brasil, da produtora Buriti Filmes.
  • Aluísio Ribeiro Amaral Cavalcante 
Coordenador dos projetos Telinha de Cinema e Telinha na Escola, desenvolvidos em Palmas (TO) e Porto Velho (RO) pela Casa da Árvore Projetos Sociais.
  • José Luis Poli 
Licenciado e Mestre em Matemática, um dos fundadores da Anhanguera Educacional S/A, tendo exercido as funções de Diretor Administrativo, Diretor Acadêmico, Vice Presidente Acadêmico no período compreendido entre 1994 a 2009. Sócio-consultor da empresa IES2 e idealizador do programa PALMA, Programa de Alfabetização na Língua Materna.
  • Rita Bersch 
Fisioterapeuta, pesquisadora da área de Tecnologia Assistiva. Membro do CAT - Comitê de Ajudas Técnicas da Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República; Coordenadora da disciplina de AEE na Deficiência Física no Curso de Especialização em Atendimento Educacional Especializado da UFC - Universidade Federal do Ceará; Consultora da OEI - Organização dos Estados Ibero-Americanos.
  • Laís Bodanzky 
Diretora da produtora Buriti Filmes. Atua como diretora de cinema e teatro e há 7 anos coordena o projeto Cine Tela Brasil, promovendo o encontro entre cinema e educação nas comunidades de baixa renda. Dirigiu diversos filmes premiados, como “Bicho de Sete Cabeças”, “Chega de Saudade”, entre outros.

Confira as oficinas oferecidas pela EducaParty

A Campus Party – um dos maiores eventos de tecnologia e internet do mundo - chega em sua 5ª edição no Brasil. Ela acontece entre os dias 6 e 12 de fevereiro, no Anhembi, São Paulo, e tem uma grande novidade: o evento Educaparty. 
O que é o Educaparty
O Educaparty, que teve sua primeira edição em Valência, na Espanha, é um movimento que visa aproximar a educação dos avanços das recentes inovações em tecnologias digitais. A Fundação Telefônica vai levar um grupo de educadores, especialistas, pesquisadores, gestores e universitários das mais variadas cidades brasileiras para vivenciar a intensa programação e participar de uma programação diferenciada, especialmente elaborada para esse público. Professores de sala de aula, gestores técnicos e especialistas na área de Educação e Tecnologia terão a oportunidade de juntos apreciar as atividades e compartilhar suas experiências e desafios durante o evento, que acontece de 7 a 10 de fevereiro. 
O Instituto EducaDigital e o Instituto Tellus estão fazendo a curadoria da EducaParty.
(Informações do site do evento)
Confira abaixo as oficinas que a EducaParty vai oferecer. Para ter mais informações sobre a Campus Party, acesse http://blog.campus-party.com.br/ e sobre a EducaParty acesse http://educarede.org.br/global/educaparty-brasil/home ou http://blog.campus-party.com.br/index.php/category/educaparty/ 
OFICINAS - EDUCAPARTY

Vídeo de bolso: narrativas audiovisuais com celular
Como aproveitar o repertório audiovisual que geramos no dia a dia para recriar de maneira criativa as relações de ensino e aprendizagem dentro e fora da escola?
Essa oficina traz essa reflexão e propõe práticas de experimentação a partir da produção colaborativa de vídeo com mídias móveis.
Mediadores:
Henry Grazinoli Cineasta e escritor. É coordenador das Oficinas Itinerantes de Vídeo Tela Brasil e escreveu o conteúdo e desenvolveu os exercícios do Portal Tela Brasil, da produtora Buriti Filmes.
Aluísio Ribeiro Amaral Cavalcante Coordenador dos projetos Telinha de Cinema e Telinha na Escola, desenvolvidos em Palmas (TO) e Porto Velho (RO) pela Casa da Árvore Projetos Sociais.
Datas: 08 e 09/02 
Horário: 17h às 20h
Local: Inclusão Digital – sala 1 
Mapas digitais e novas formas de representação do espaço
Desde a antiguidade a humanidade tem utilizado mapas como representação do espaço. Ao longo do tempo, essa representação tem variado suas formas, a partir de diferentes técnicas e tecnologias. Hoje, os mapas digitais agregaram avanços e novas formas de busca e representação do espaço. 
Mas, e a realidade social, aparece nos mapas?

Essa oficina tem por objetivo vivenciar a experiência de criação de mapas digitais e refletir sobre a representação dos espaços numa sociedade digital em que convive uma multiplicidade de realidades e visões.
Mediadoras:
Patrícia Azevedo 
Coordenadora estratégica do Programa Rede Jovem, no Rio de Janeiro. Entre outros projetos do programa, atua na coordenação do Projeto Wikimapa.
Regina Helena Alves da Silva
Professora da Universidade Federal de Minas Gerais, atua nos programas de pós-graduação em História e em Comunicação Social. Coordenadora do projeto Cartografia dos Sentidos do Centro de Convergência de Novas Mídias da UFMG.  Integrante do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para a Web - INWEB. 
Datas: 08 e 09/02
Horário: 17h às 20h
Local: Inclusão Digital – sala 2 
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Recursos Educacionais Abertos: como usar, criar e compartilhar
No atual contexto da cultura digital, a colaboração e a cooperação são valores cada vez mais fundamentais para a sociedade do século XXI. A internet evidenciou uma rede de informação, conhecimento e cultura na qual cada indivíduo passa a ser potencial produtor. E, ao ser produtor, torna-se autor. A era digital possibilita também a troca e o compartilhamento de experiências entre instituições de regiões ou países diferentes. Uma produção educativa antes restrita à comunidade específica de uma escola agora pode estar disponível para o mundo, fazendo parte de uma construção coletiva de conhecimento que evidencie e valorize a diversidade cultural da humanidade. Nesse sentido, a ideia dos Recursos Educacionais Abertos (REA) está baseada na concepção de que o conhecimento é um bem da humanidade e deve, portanto, estar acessível a todos.
Mediadoras: Bianca Santana 
Diretora de Educação do Instituto Educadigital. Jornalista e pesquisadora dos usos das Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação de Jovens e Adultos (EJA). Faz parte da comunidade de Recursos Educacionais Abertos e da Casa da Cultura Digital. Atualmente, é mestranda em Educação na Universidade de São Paulo. Formada pela Faculdade Cásper Líbero, foi professora de Língua Portuguesa na EJA, e já colaborou com a edição de livros e objetos educacionais multimidia nas editoras Ática e Moderna.
Débora Sebriam Professora Mestre em Engenharia de Mídias para a Educação – EUROMIME, por Universidade Técnica de Lisboa – Portugal, Université de Poitiers – França e Universidad Nacional de Educación a Distancia – Espanha. Atualmente integra a equipe do Instituto EducaDigital, a equipe do laboratório de Tecnologia Educacional do Centro Educacional Pioneiro, é gestora de comunicação do Projeto Recursos Educacionais Abertos Brasil e faz parte da Comissão de Crimes de Alta Tecnologia da OAB/SP.
Datas: 09/02
Horário: 17h às 19h
Local: Stand de relacionamento da Telefônica

Em começo de ano letivo é sempre bom refletir...

Levem essa tirinha da Mafalda para a sala de aula e reflitam com seus alunos, com bom humor, sobre disciplina na hora dos estudos. Nada de deixar acumular tarefas. Nada de angústias. Bom ano letivo para todos!!!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Aprendizado na ponta dos dedos

Geração touchscreen encontra nos
aplicativos educativos motivação para aprender
Crescimento da oferta – e do uso – de aplicativos educativos para crianças não se dá à toa: segundo educadores, esses programas motivam aprendizado

A facilidade com que crianças interagem com telas sensíveis ao toque chama a atenção de uma nova indústria, a de aplicativos. Entre os programas de educação para tablets mais vendidos nos Estados Unidos pela App Store, loja on-line de Apple, 80% são voltados a crianças – quase 60% miram a educação infantil, até 5 anos de idade. Boa parte dos apps pretendem desenvolver capacidades cognitivas, auxiliando no aprendizado de cores e formas e também na alfabetização, além de exercitar a coordenação motora. Segundo o estudo iLearn II, conduzido por Carly Shuler, pesquisadora do Sesame Workshop, ONG responsável pelo programa infantil Vila Sésamo, pouco menos da metade dos programas tem essas finalidades.

No Brasil, as crianças também descobriram o filão. Manoela, de apenas 2 anos, faz parte dessa geração touchscreen. Segundo sua mãe, a gerente de comunicação Isabella de Paula, de 32 anos, a menina aprendeu os primeiros números graças ao aplicativo Escolhinha da Galinha Pintadinha – uma franquia de vários títulos que já foram baixados mais de 1 milhão de vezes. "Manoela também já identifica as cores. Agora, a todo momento, pede para usar o tablet", diz Isabella.

Os especialistas ainda discutem em que medida os títulos de fato ajudam a desenvolver capacidades cognitivas e auxiliam o processo de alfabetização. Não há um veredicto a respeito – nem aqui, nem no exterior. "Por se tratar de uma tecnologia muito nova, ainda não há levantamentos conclusivos acerca da influência desses aplicativos na educação das crianças", diz o americano Michael Robb, pesquisador do Fred Rogers Center, que se dedica ao tema.

A despeito dessa lacuna, os especialistas concordam que os programinhas carregam um trunfo: a capacidade de motivar. Sim, eles estimulam as crianças a absorver conhecimento. "Aprender é um processo que exige muito empenho da parte de quem se dispõe a fazê-lo. É preciso motivação, coisa que os aplicativos oferecem", diz Gilse Antoninha Morgental Falkembach, doutora em informática aplicada à educação.

Os pais, é claro, devem ficar de olho, analisar atentamente os títulos oferecidos antes de colocá-los à disposição das crianças. "É importante que os pais incentivem o uso, desde que testem cada programa", diz Sergio Amaral, professor da Faculdade de Educação da Unicamp. "Alguns indicadores, como objetivo, valor cultural e classificação etária, podem ajudar a família a encontrar os bons aplicativos."

Fonte: Veja - Renata Honorato http://veja.abril.com.br/noticia/vida-digital/alfabetizacao-na-ponta-dos-dedos

domingo, 29 de janeiro de 2012

Congresso Brasileiro de Recursos Digitais na Educação acontece em maio

Congresso Brasileiro de Recursos Digitais na Educação acontece dias 24 e 25 de maio de 2012 na Universidade Presbiteriana Mackenzie.


O evento é dedicado à reflexão e troca de conhecimentos sobre o uso de Tecnologias no Ensino Fundamental, Médio e Superior, bem como em outras situações de Ensino e Aprendizagem, tais como Treinamento Corporativo, Educação de Jovens e Adultos, etc.

Educadores, professores e estudiosos no Uso dos Recursos Digitais na Educação poderão apresentar suas experiências e descobertas na área de Tecnologia Educacional.
O encontro contará com apresentação de trabalhos e propostas de minicursos em um dos seguintes eixos temáticos:
  • Ambientes Virtuais de Aprendizagem
  • Avaliação em EAD
  • Desenvolvimento de Objetos de Aprendizagem
  • Design Instrucional e suas aplicações
  • Ética nos Meios Eletrônicos
  • Formação de Educadores na Era Digital
  • Games na Educação
  • Informática na Educação Especial
  • Metodologias Educacionais nos AVEAs
  • Preparação de Materiais Didáticos para Ensino Online
  • Realidade Virtual e Aumentada
  • Redes Sociais na Educação
  • Software Livre no Ensino
  • Tutoria em EAD
  • Uso de Tablets e a Tecnologia Móvel no Ensino
Informações no site do evento: http://ead.mackenzie.br/eventos/

Pesquisador: Impresso ainda é melhor meio de estimular a leitura

As histórias em quadrinhos foram o ponto de partida para que a produtora musical Magali Romboli transformasse a filha em uma leitora assídua

As histórias em quadrinhos foram o ponto de partida para que a produtora musical Magali Romboli transformasse a filha em uma leitora assídua. Nada de tablets, computadores e outros estímulos eletrônicos - Melissa Romboli Andriole, 9 anos, ainda prefere passar horas folhando as páginas de um livro.
"É muito mais legal do que brinquedo", garante. Mãe e filha não são exceção: na hora de introduzir as crianças ao mundo da leitura, muitos pais abrem mão da tecnologia e continuam recorrendo ao tradicional impresso, medida apoiada por especialistas.
Magali conta que começou a estimular a filha ainda bebê, com livros de plástico para brincar na banheira. Aos poucos, o passatempo deu lugar a gibis e livros de história. Recorrer ao impresso foi uma das maneiras que encontrou para evitar que Melissa passasse o dia todo em frente ao computador e à televisão. "Talvez essas ferramentas não façam mal agora, mas como saber seu efeito quando ela tiver 50 anos?", questiona.
A preocupação com a saúde não é o único motivo pelo qual o impresso reina na casa da família. Segundo Magali, uma das grandes vantagens do livro em papel é a possibilidade de compartilhar histórias. De tempos em tempos, elas doam alguns exemplares para crianças carentes.
"A Melissa pega livros emprestados da escola, leva o que está lendo em casa, comenta com colegas e com a professora. No tablet, você baixa o arquivo, outra pessoa baixa outro. Não é uma relação entre pessoas, é uma relação entre tecnologias", reflete.
Segundo o professor do Centro de Sociologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Marcello Barra, o livro impresso continua decisivo na formação de crianças e jovens. "Por ter muito mais estímulos, a mídia eletrônica dispersa quem está começando a ler. O saber e a profundidade são maiores no livro convencional", afirma.
Barra explica que as possibilidades abertas pelo tablet podem estimular a criança a buscar novos conteúdos, em vez de se ater àquilo que está lendo. "O resultado é um conhecimento superficial. Os eletrônicos são uma raiz muito longa, mas não muito profunda. Eles são complementares. Nessa fase, incentivar a leitura por meio do impresso é o melhor meio de desenvolver a concentração", enfatiza.
Férias são uma boa época para estimular a leitura
Aproveitar o tempo livre é uma boa saída para desenvolver o gosto pelas obras literárias. Vale recorrer desde a séries infantis até ao gibi, aliado de Magali na formação da filha. "A linguagem objetiva das historinhas da Turma da Mônica ajudou a Melissa no início. Depois, para melhorar o repertório, pegamos livrinhos de histórias", conta.
O momento também é bom para fazer passeios culturais. "A melhor coisa é levar os filhos às livrarias, que cada vez mais têm seções voltadas a crianças e adolescentes. Lá, devem ajudá-las a escolher seus próprios livros", aconselha o professor. As bibliotecas públicas também podem estar no roteiro de férias. "Os pais devem dar o exemplo. É muito mais fácil a criança gostar de ler se ela está acostumada a ver os pais lendo", diz.
Outra alternativa para o período e que pode ser levada adiante durante o ano todo são as rodas de história. Segundo Barra, reunir a família é uma das melhores formas de instigar a curiosidade dos pequenos. "O ambiente familiar é muito rico e influencia muito na formação da criança", diz.
Fonte: Terra 27/01/2011

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Programa Jornal e Educação participa de encontro com Sugata Mitra

Os educadores convidados para participarem do EducaParty, evento que ocorre em São Paulo, entre os dias 7 e 10 de fevereiro, dentro do CampusParty, terão no dia 7, às 17h, um encontro exclusivo com o físico e educador Sugata Mitra, homem que tornou-se famoso pelo seu projeto "Hole in the wall" (Buraco no Muro), criado em 1999.
Chefe de pesquisa e desenvolvimento do NIIT, instituto de tecnologia da Índia, o educador resolveu abrir um buraco no muro do instituto, que fica ao lado de uma das maiores favelas de Nova Delhi. Nesse buraco, instalou um computador com acesso à internet voltado para o lado da favela. O objetivo é demonstrar os dons inatos de crianças no desenvolvimento de competências em TIC.
Físico por formação e pesquisador de redes neurais, Mitra é uma das personalidades mais originais no campo da educação tecnológica. Professor da Universidade de Newcastle, na Inglaterra, ele diz que as crianças envolvidas no experimento não só aprenderam a usar computadores de uma forma intuitiva, mas melhoraram significativamente seu desempenho acadêmico.
Vídeo: "The hole in the wall" 
Palestra de Sugata Mitra no Encontro Interncional EducaRed 2011:
Abertura e Encerramento do Educaparty terão dinâmicas especiais
A abertura e o encerramento do EducaParty, evento patrocinado pela Fundação Telefônica, foram especialmente programadas pelos institutos EducaDigital e Tellus. O Programa Jornal e Educação estará por lá, conferindo tudo e compartilhando em blogs, sites, Facebook e Twitter, a partir do olhar da coordenação executiva do programa e de mais seis coordenadores regionais.
Mais informações sobre o EducaParty: http://www.educared.org/global/educaparty-brasil/home