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domingo, 20 de novembro de 2011

A educomunicação e suas contribuições na educação integral

Compartilhamos abaixo texto da jornalista Daniele Próspero publicado naColuna Livre, do Portal Aprendiz. Ela é especialista em jornalismo social e educação comunitária, pesquisadora do Núcleo de Comunicação e Educação (NCE) da Universidade de São Paulo (USP).

Diante dos novos desafios da sociedade contemporânea, a educação, cada vez mais, precisa ampliar os espaços, tempos e oportunidades educativas, o que busca justamente a promoção de uma educação integral, ou seja, a formação dos alunos nas suas multidimensões. Isso passa, necessariamente, pela possibilidade de converter-se num espaço privilegiado para garantir às novas gerações os conhecimentos e as habilidades indispensáveis, para que se comuniquem com autonomia e autenticidade.

Sendo assim, não há como não falar em comunicação. Essa aproximação entre comunicação e educação se torna essencial. É o que chamamos de educomunicação, ou seja, um conjunto das ações voltadas ao planejamento e implementação de práticas destinadas a criar e desenvolver ecossistemas comunicativos abertos e criativos em espaços educativos, garantindo, dessa forma, crescentes possibilidades de expressão a todos os membros das comunidades educativas.

Diversas experiências e práticas educomunicativas têm alcançado resultados importantes no processo de aprendizagem das crianças e jovens. Algumas, inclusive, avançaram e se tornaram políticas públicas, como o projeto Educom.radio, em São Paulo. O governo federal percebeu o valor da proposta e sua importância para a busca de uma nova educação e inseriu, pela primeira vez, como política pública nacional – no Programa Mais Educação -, o conceito e pressupostos da educomunicação como uma forma de agregar à busca constante por uma educação integral.
O programa, criado como parte do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), tem como proposta articular diferentes ações, projetos e programas nos Estados, e municípios, em consonância com o projeto pedagógico da escola, ampliando tempo, espaços e oportunidades educativas, através da articulação das políticas setoriais envolvidas e possibilitando a todos o “direito de aprender”.
O programa vem sendo ampliado ao longo destes anos. Em 2008, 1378 escolas no país foram contempladas pelo Mais Educação; em 2009, foram 5040; e, em 2010, foram mais de 10 mil. Em 2011, 15.018 escolas públicas passam a oferecer educação integral, por meio do programa. Do total, 5.256 participam pela primeira vez. Todas as novas escolas são de ensino fundamental. A previsão é atingir 3 milhões de alunos, com estimativa de recursos aplicados de R$ 574 milhões.
O Mais Educação prevê a implantação de uma jornada mínima escolar de sete horas, com a previsão de atividades de pelo menos três dos dez macrocampos estabelecidos: acompanhamento pedagógico (obrigatório); meio ambiente; esporte; direitos humanos; cultura e arte; inclusão digital; prevenção e promoção da saúde; comunicação e uso de mídias; educação científica; e educação econômica e cidadania. São mais de 62 atividades nestes dez macrocampos.
A educomunicação insere-se como proposta no macrocampo “Comunicação e Uso de Mídias”. As escolas podem optar por atividades de rádio, jornal, fotografia, vídeo e histórias em quadrinhos e recebem recursos para a compra de equipamentos e contratação de monitores.
O direcionamento do MEC para as atividades neste macrocampo é que as ações “utilizem os recursos da mídia no desenvolvimento de projetos educativos dentro dos espaços escolares, com a construção de propostas de cidadania engajando os alunos em ações de colaboração para a melhoria das relações entre as pessoas, além de projetos de aprendizagem por meio da reflexão crítica e da possibilidade de intervenção na escola e na comunidade”.
Este enfoque apontado pelo programa traz uma série de contribuições para a educação integral.
Em primeiro lugar, trata-se, portanto, de colaborar com as relações no próprio ambiente escolar. Ao permitir que os alunos, juntamente com professores ou monitores, discutam no jornal ou na rádio questões da escola e da comunidade, um novo ambiente pode ser elaborado.
A própria produção destes veículos escolares, que necessita uma intensa pesquisa, discussão e produção em grupo, abre a possibilidade para o estabelecimento de novas relações entre os próprios alunos.
Outra contribuição é em relação às novas linguagens. De acordo com o caderno orientativo do macrocampo, a Comunicação e Uso de Mídias, sobretudo, será tratada como o conjunto de processos que promovem a formação de cidadãos participativos política e socialmente, que interajam na sociedade da informação, na condição de emissores e, não apenas, consumidores de mensagens, garantindo assim seu Direito à Comunicação.
Sendo assim, os alunos no Mais Educação são envolvidos diretamente na produção destes veículos de comunicação, permitindo exercerem o seu direito a se expressarem. Abrir esse espaço de participação para os alunos se configura, portanto, numa possibilidade de despertar o interesse por novos conhecimentos, novas práticas, novas ações de intervenção social.
É no fazer que os alunos, justamente, encontram sentido para muitas questões colocadas pela escola que, até então, pareciam desconectadas. Os alunos podem utilizar-se da rádio para falar sobre suas propostas e ainda praticar a expressão verbal; ao produzirem um vídeo, por exemplo, os estudantes conhecerão de forma mais clara como é o processo de produção e, por isso, terão um olhar mais crítico ao assistirem programas televisivos; nos jornais ou quadrinhos, os estudantes poderão discutir temas como a sexualidade.
Diversos estudos já têm demonstrado o impacto positivo ao permitir que as crianças e jovens participem do processo de produção da mídia. De acordo com a Unesco (2002), os projetos que atuam neste perspectiva têm demonstrado consequências interessantes nos envolvidos, como: orgulho, poder e auto-estima. Os participantes apontam o desejo de encontrar na mídia os sonhos cotidianos e a realidade local; compreensão crítica e maior competência de mídia; fortalecimento da capacidade e da curiosidade; maior justiça social com a mídia audiovisual; e interesse na sociedade. Os participantes ainda ampliaram seu vocabulário e repertório cultural, aumentaram suas habilidades de comunicação, desenvolveram competências de trabalho em grupo, fizeram negociação de conflitos e planejamento de projetos e melhoram o desempenho escolar.
Outro ponto de simbiose entre a educomunicação e a proposta da educação integral é a própria interdisciplinaridade. Por meio das práticas educomunicativas, é possível uma maior flexibilização do currículo e da construção de uma proposta interdisciplinar. A fotografia pode ser uma ótima maneira de trabalhar, junto à disciplina de Física, princípios básicos de luz. A Matemática e a Geometria, por exemplo, são fundamentais na diagramação de um jornal. Já, a Redação e a Língua Portuguesa serão utilizadas em qualquer tipo de mídia proposta, pois estão ligadas à expressão. Além disso, ao produzirem um jornal, os alunos podem discutir temas dos demais macrocampos do Programa Mais Educação, como educação financeira, por exemplo.
E as escolas vêm, gradativamente, descobrindo o valor das práticas educomunicativas junto aos seus alunos. Em 2011, mais de 4200 instituições escolares, em 842 cidades, estão desenvolvendo atividades educomunicativas com cerca de 825 mil alunos participantes.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Sobre a liberdade de imprensa

Juízes da censura prévia    
Artigo de Judith Brito (*)
O Globo - 18 de novembro de 2011

Cada cidadão nasce sob a égide de um Estado nacional, o Leviatã - nem sempre benevolente. Nas sociedades modernas, há um consenso de que o sistema democrático representa não um modelo perfeito de convivência, mas quem sabe o menos ruim que os homens conseguem gestar. Não por outra razão, a referência global de democracia consolidada, a norte-americana, tratou de cravar em sua Constituição já em 1791 a Primeira Emenda, que impede qualquer restrição à liberdade de imprensa - um dos pilares indispensáveis das sociedades democráticas.

No Brasil, a Constituição de 1988 consagrou o mesmo princípio, e decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em 2009, que revogou a Lei de Imprensa do governo militar, acabou por consolidar de vez a liberdade de expressão.

Apesar desse entendimento, ainda existem, mesmo que residualmente, decisões de juízes proibindo os meios de comunicação de veicularem determinadas informações, o que na prática configura a "censura prévia judicial". Por essa razão, a Associação Nacional de Jornais (ANJ) tem procurado a interlocução com representantes dos órgãos do Judiciário nos diversos Estados do país, com o objetivo de discutir, de forma aberta e saudável, o espírito da lei.

Geralmente as decisões de censura prévia judicial decorrem de pedidos feitos por políticos, por autoridades públicas, que pretendem impedir divulgação de informações que consideram mentirosas ou ofensivas. Alguns juízes acatam o que pedem esses agentes públicos e determinam que o meio de comunicação que esteja de posse das informações seja punido, quase sempre com pesadas multas, caso as divulgue.

Os juízes que impõem a censura prévia argumentam que a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa não são absolutas e não podem se sobrepor aos direitos individuais, como a imagem e a privacidade desses agentes públicos. Por essa interpretação, o direito de um indivíduo de se proteger da divulgação de informação que considera mentirosa ou ofensiva antecede o direito geral da sociedade de ter acesso a essa informação.

No entanto, como bem disse o ministro Carlos Ayres Britto quando da decisão do STF em 2009: "Não há como garantir a livre manifestação do pensamento... senão colocando em estado de momentânea paralisia a inviolabilidade de certas categorias de direitos subjetivos fundamentais, como, por exemplo, a intimidade, a vida privada, a imagem e a honra de terceiros".

Como reza o princípio maior da liberdade de expressão consagrado por nossa Constituição, ninguém pode proibir ninguém de dizer o que quer que seja. A contrapartida dessa plena liberdade de expressão é a possibilidade de o divulgador de determinada informação, depois dela tornada pública, ser processado e condenado por danos morais, conforme legislação específica.

A violação ao princípio constitucional da liberdade de expressão é ainda mais grave quando censura prévia judicial beneficia um agente do Estado. Essas figuras públicas têm status diferenciado diante da sociedade, bem diverso do de outros cidadãos, e precisam sim estar sob a permanente vigilância dos meios de comunicação. Gozam, inclusive, de foros de julgamento privilegiados no Poder Judiciário. Por isso, quando um jornal divulga informações a respeito de determinado político sob investigação da Polícia Federal, ele o faz exercendo um direito de toda a sociedade, de ter acesso às informações que lhe interessam.

Nos casos relacionados a agentes públicos, a agentes do Estado, a democracia claramente optou pela possibilidade do ônus individual - passível de correção a posteriori - do que pelo ônus coletivo, com toda a sociedade sendo prejudicada.

É claro que erros e injustiças podem ocorrer, mas esse é um mal menor diante do grande equívoco de se institucionalizar a censura prévia, mesmo que apenas pela via judicial.
Se queremos mesmo uma democracia, com plena Justiça, não podemos admitir que os interesses dos agentes públicos estejam acima dos de toda a sociedade.

(*) Judith Brito é presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ)

Intercom com inscrições abertas para V Colóquio Brasil – Estados Unidos de Estudos da Comunicação


A Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação inscreve, até 1º de fevereiro de 2012, trabalhos (com textos completos) para o V Colóquio Brasil – Estados Unidos de Estudos da Comunicação. O evento acontece nos dias 7 e 8 de agosto de 2012, na Universidade DePaul em Chicago, Illinois/EUA, em uma promoção da Intercom e da Escola de Comunicação da Universidade do Estado de Illinois, em parceria com a Faculdade de Comunicação da Universidade DePaul, em Chicago.
A coordenação do colóquio, que terá como tema central “Comunicação e Comunidades”, é da Drª. Sonia Virgínia Moreira (Brasil) e  do Dr. John Baldwin (USA). O evento é voltado a professores e pesquisadores brasileiros e norte-americanos da área da Comunicação. 
Os participantes brasileiros deverão enviar seus artigos para o e-mailinternational@intercom.org.br. Serão aceitos trabalhos em português e inglês e a data de divulgação do resultado de seleção dos artigos é 1º de abril.
Serão aceitos trabalhos para cinco sessões temáticas: Pesquisa em comunicação e comunidades; Alfabetização de mídia e leitura crítica; Mídia social, interativa e participativa; Comunicação interpessoal; e Relações Públicas e mídia comercial.
O V Colóquio tem como objetivo a discussão de temas contemporâneos do campo no âmbito da teoria, da metodologia e do vínculo com comunidades, promovendo o intercâmbio e o diálogo entre professores e pesquisadores dos dois países. Mais informações podem ser obtidas no Portal Intercom (www.intercom.org.br).
Fonte: Intercom/Ass.Imprensa(Usina de Notícias) e Blog Mídia e Educação (culturamidiaeducacao.blogspot.com)

20 de Novembro - Dia Universal da Criança

Compartilhamos abaixo dica de atividade da Fundação Telefônica e seu projeto Notícia de Uso Didático! Como trabalhar com o Dia Universal da Criança? Veja e inspire-se!!!

En 1954 la Asamblea General de las Naciones Unidas recomendó, en la resolución 836 (IX), que se instituyera en todos los países un Día Universal del Niño, que se consagraría a la fraternidad y a la comprensión entre los niños del mundo entero y se destinaría a actividades propias para promover el bienestar de los niños del mundo, y sugirió a los gobiernos que celebraran el Día en la fecha que cada uno de ellos estimara conveniente. El 20 de noviembre se conmemora la fecha en que la Asamblea aprobó la Declaración de los Derechos del Niño en 1959 y la Convención sobre los Derechos del Niño en 1989.


FUENTE: Naciones Unidas

ORIENTACIÓN PEDAGÓGICA:

Los niños son los ciudadanos del futuro, por eso es importante que crezcan y se desarrollen de una manera sana y feliz. La primera Declaración de Derechos del Niño fue en 1924 en la Declaración de Ginebra redactada por Eglantyne Jebb. Los alumnos pueden investigar sobre la vida de la fundadora de Save the Children (Salvemos a los Niños) y conocer las intervenciones de dicha asociación y las de otras relacionadas.


Posteriormente, en la Asamblea General de las Naciones Unidas de 1959 se aprobaron diez derechos fundamentales para asegurar la protección del infante.


Antes de que los alumnos se informen sobre el decálogo que conforma dicho documento, pueden reflexionar y redactar en grupo o individualmente sus diez derechos fundamentales para la protección del niño. Seguidamente pueden poner en común las propuestas y hacer un listado que las incluya todas. Cada una de las propuestas deberá ser argumentada y justificada, permitiendo reflexionar sobre su importancia.Una vez tengan su propia versión de los derechos de los niños, se puede contrastar este documento con el oficial, la Declaración de los Derechos del Niño de 1959. En esta ocasión se pueden destacar aquellos nuevos derechos que aparezcan.

Otra actividad que puede resultar interesante es decorar el aula con motivos relacionados con los diez artículos de los Derechos del Niño, trabajando la escritura y la creatividad por ejemplo. Una opción es dividir la clase en pequeños grupos ocupándose cada uno de un derecho diferente. Los alumnos podrán representar un derecho con una imagen, con un frase o sacando partido a otros recursos del aula.

PROPUESTA TIC:



El mundo de Dina es una página creada por Save the Children. En ella podemos encontrar un espacio dirigido a docentes en el que se proponen actividades didácticas para trabajar los derechos de los niños dividido en cinco bloques: Historietas, Dr. Palabra, Juegos, Información y Zona de maestros.

En otro apartado de la página web se ofrece información sobre Save the Children, la Organización de las Naciones Unidas y la Convención.

El profesorado puede utilizar este recurso para que sus alumnos conozcan, mediante distintas herramientas interactivas, los distintos Derechos y otros aspectos relacionados con el tema. Tras visitar el apartado dirigido especialmente a los maestros, el docente podrá seleccionar aquellos materiales que considere más interesantes en relación a las características de sus alumnos. Una sección que, sin duda, será de gran utilidad es Historietas, donde se recopilan 38 artículos incluidos en la Convención de las Naciones Unidas con una descripción escrita y una historieta explicativa.



Por otro lado, el alumnado también puede visitar la página web de Proniño, un programa de desarrollo social para la Infancia de Fundación Telefónica que busca contribuir significativamente a la erradicación progresiva del trabajo infantil en Latinoamérica, por medio de una escolarización sostenida, sostenible y de calidad de miles de niños, niñas y adolescentes. En su web, los discentes pueden consultar las distintas iniciativas que lleva a cabo, diferente información sobre el trabajo infantil y los 10 principios fundamentales de los Derechos del Niño.


Tras consultar la información contenida en la web de Proniño, pueden elaborar un mapa conceptual sobre los Derechos del Niño y el trabajo infantil utilizando WiseMapping, una aplicación para crear fácilmente mapas mentales, de forma intuitiva y desde el propio navegador, que permite hacerlos públicos y compartirlos con otros usuarios o exportarlos a varios formatos.


* Podrá encontrar más información sobre otros programas y aplicaciones útiles para el aula en SoftwareLibre.


OTRAS FUENTES:
Por los derechos de la infancia (Diario de Jerez)
Día Universal del Niño (EROSKI CONSUMER)
Día Universal del Niño, 20 de Noviembre (News Hidalgo)

PARA SABER MÁS:
Día Universal de los Derechos del Niño

Convención de las Naciones Unidas:
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UNICEF

Fonte: Fundación Telefonica Noticias de uso didáctico
Noticias de uso didáctico es un proyecto de Fundación Telefónica que ofrece a los docentes la posibilidad de utilizar las noticias de actualidad como recurso didáctico en el aula. Cada noticia está acompañada de su correspondiente orientación pedagógica y propuestas de herramientas TIC orientadas a las distintas áreas y niveles curriculares.

Está chegando: III Encontro Brasileiro de Educomunicação

Celebrar a década da educomunicação e apresentar o curso de especialização em educomunicação. Estes são os dois principais objetivos do III Encontro Brasileiro de Educomunicação, que será realizado, nos dias 2 e 3 de dezembro, na Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (USP). ”A década se inicia em 2001, com a difusão das pesquisas do NCE-USP e termina em 2011, com a implantação da Licenciatura e a apresentação da Especialização em Educomunicação”, explica o professor Ismar Soares, diretor do Departamento de Comunicações e Artes da instituição.

Ao longo dos dois dias, gestores, pesquisadores e professores vão apresentar projetos e experiências na área, tanto no Ensino Básico quanto no Superior.O evento contará também com a presença da professora Maria Teresa Quiroz, pesquisadora da Universidade de Lima, Peru, na área dos estudos de recepção, e a jornalista Silvia Bacher, coordenadora da organização “Las otras Voces” responsável por um dos mais extensos projetos de uso do rádio nos espaços educativos da Argentina.

Confira, aqui, a programação na íntegra e faça sua inscrição!

Fonte: RevistaPontoCom e CCA/ECA/USP
Obs: O Programa Jornal e Educação estará no evento conferindo tudo e, na medida do póssível, divulgando informações em tempo real pelo Facebook (Jornal e Educação ANJ), aqui mesmo em nosso Blog, no site do Jornal e Educação (www.anj.org.br/jornaleeducacao) ao longo da semana e também na rede da coordenadora executiva, Cristiane Parente, pelo Twitter Cris_Parente e pelo blog Mídia e Educação (culturamidiaeducacao.blogspot.com)

Com respeito e amor: tudo junto e misturado

 
Atividade: Com respeito e amor: tudo junto e misturado
Veja a atividade que a professora Zuleide Vinter, da EMPEF Dr. Octávio Manhães de Andrade, de Colatina/ES, criou para seus alunos do 5º ano, com a ajuda do jornal A Gazeta, do Espírito Santo. Essa atividade foi a vencedora do concurso "Mídias na Educação", promovido pelo Programa A Gazeta na Sala de Aula, desenvolvido pelo jornal A Gazeta e pelo Instituto Carlos Lindemberg. 
Objetivos:
• Proporcionar a oportunidade de respeito ao próximo.
• Compreender a existência da diversidade na escola e na sociedade.
Desenvolvimento:
• Elaboração de tabelas com os títulos “O que eu sei” e “O que eu não sei”.
• Leitura e interpretação do texto “Os lápis da caixa”, de Clêdes Pessoa.
• Realização de pesquisas na internet sobre os temas: inclusão, leis que garantem a inclusão social, acessibilidade e contra a homofobia.
• Busca de notícias do jornal A GAZETA para embasar o tema do trabalho.
• Sessão de cinema na escola com o filme “O contador de histórias”, de Maria de Medeiros.
• Visita à Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE).
• Apreciação de palestra sobre o tema.
• Realização de entrevista com uma pessoa com deficiência visual.
• Visita ao asilo “Vovô Simão” para integração e entendimento dos alunos e respeito dos idosos.
• Confecção de murais contendo todas as informações e fotos relacionadas ao trabalho.
• Escrita coletiva de uma peça teatral e apresentação com a participação de atores, alunos do 5º ano, professores, alunos da APAE, funcionários da escola e familiares.
Comentário:
“Visto que a inclusão social é um tema muito amplo e que sua prática engloba inúmeros valores, a proposta foi verificar as mudanças e concepções erradas adquiridas ao longo da vida e, assim, mostrar para os alunos que todos nós somos iguais”
Atividade: Com respeito e amor: tudo junto e misturado
Professora: Zuleide Vinter
Escola: EMPEF Dr. Octávio Manhães de Andrade
Série: 5º ano
Município: Colatina/ES

Fonte: Programa A Gazeta na Sala de Aula

Qual professor a Tv exibe?

A resposta para a pergunta do título seria “estereotipado”, segundo Jô Levy, professora do curso de comunicação social (habilitação em audiovisual) da Universidade Estadual de Goiás (UEG) e coordenadora pedagógica do projeto Telinha de Cinema.


Jô pesquisou 567 telenovelas produzidas de 1951 a 2006. 31 apresentaram personagens professores. O estudo deu origem à dissertação de mestrado “O professor como personagem na telenovela: identidade docente e interação com a imagem da TV”, defendida na Universidade Federal de Goiás. Foram sete categorias de professores classificados pela pesquisadora: atrapalhado, arcaico, objeto de desejo, a pura e a casta, o show men, os malditos e os heróis e heroínas.


A RevistaPontocom entrevistou Jô Levy e trouxe novos olhares sobre como a educação – em especial o professor – é tratada pela Tv. O blog O Diário na Escola separou alguns trechos da entrevista para seus leitores (abaixo). Para ler a entrevista na íntegra, no site da RevistaPontoCom, acesse aqui!

revistapontocom – Que tipo de professores encontramos na teledramaturgia brasileira?


Jô Levy – Uma galeria de tipos. Especificamente nas telenovelas, de forma mais recorrente observo sete tipos: o atrapalhado, o arcaico, o objeto de desejo, a pura e casta, o show men, os malditos e os heróis e heroínas. Cheguei a esta classificação fazendo um levantamento num universo de 567 telenovelas brasileiras, produzidas desde 1951, quando foi ao ar a primeira, até 2006, ano da pesquisa de mestrado que realizei pela Universidade Federal de Goiás. A presença desses tipos confirma o que talvez supomos como espectadores, isto é, a presença de estereótipos na composição dos personagens.


revistapontocom – Na teledramaturgia brasileira e considerando os personagens professores, a ficção imita a realidade?


Jô Levy – Não, porque a realidade vivida por um professor brasileiro é muito mais complexa do que as composições estereotipadas de professores criadas na ficção. Entretanto, há um diálogo entre ficção e realidade, de tal maneira que é possível encontrar elementos de uma dimensão na outra. revistapontocom – A ficção da teledramaturgia ajuda a construção da representação social do que é professores pelos telespectadores? Jô Levy – Sim. E nisso reside a preocupação com o tipo de imagem de professores que circula em veículos de grande audiência como a televisão. Nosso imaginário é alimentado por imagens midiáticas, muitas delas tipificadas e classificadas segundo os parâmetros de relevância e visibilidade, próprios do mundo midiático. Do total de 567 telenovelas pesquisadas, apenas 31 apresentam personagem professor. Para levantar esse dado, considerei a sinopse das novelas e a relação dos personagens. Na classificação do material pesquisado, 13 protagonistas foram identificados como professores, entretanto, na trama, sua condição profissional se apresentava, na maioria dos casos, como assessória ou apenas como um componente dramático, ou seja, um elemento cuja função é complementar, não possuindo a profundidade que se requer de um personagem mais elaborado. Os poucos personagens identificados como professores não tornam relevante a categoria profissional docente, porque na lógica da mídia, o que é relevante é aquilo que é mais visto.

Fonte: O Diário na Escola e RevistaPontoCom