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terça-feira, 27 de setembro de 2011

Coluna do JM é fonte para jornal falado

A coluna do Jornal da Manhã ‘Conversa com a Presidenta’, do dia 13/09, foi utilizada pelas professoras Elaine Dias e Léa Tramontin nas aulas do 5º Ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal Humberto Cordeiro, em Ponta Grossa/PR, em um trabalho de expressão crítica e oral. O objetivo foi contribuir para a formação do aluno enquanto cidadão atuante na comunidade onde está inserido.

Os alunos foram orientados a ler as respostas da Presidenta para as perguntas de dois leitores e, individualmente, elaborar outras, abordando assuntos como saúde, violência, saneamento básico, educação e Copa do Mundo, de acordo com o interesse de cada um. Na sequência, em grupos, eles elegeram uma de suas integrantes [menina] para representar a Dilma e responder aos questionamentos recém formulados. A ‘Presidenta’ foi entrevistada por todos durante a simulação de um jornal falado. “Nosso intuito foi prover os estudantes de conhecimentos teóricos e práticos sobre o uso e divulgação de informações, e estimular a observação, relacionando e tecendo críticas”, explicam as educadoras, que discutiram as perguntas com os jovens antes da sessão de perguntas.

A atividade envolveu várias disciplinas, como Matemática, Geografia, Ciências e Conhecimento Gerais, e destacou temas atuais da política, o que resultou em muitas argumentações críticas por parte dos jovens estudantes.


Fonte: Página JM nas Escolas - Jornal da Manhã/PR

É fácil estudar no jornal "The New York Times"

26/09/2011
Por Gilberto Dimenstein 
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/gilbertodimenstein/980895-e-facil-estudar-no-jornal-the-new-york-times.shtml

Uma das apostas do jornal "The New York Times", um dos mais influentes do mundo, é ser, além de uma redação, uma escola, oferecendo os mais diversos cursos, em parceria com universidades e envolvendo seus jornalistas. Há de tudo na lista de cursos (o detalhamento está no www.catracalivre.com.br).

Pode-se, a distância, estudar vinhos da Califórnia, neurociência, arquitetura, urbanismo, artes plásticas, ecologia, saúde. É uma espécie de universidade de conhecimentos gerais, aberta a qualquer um e em qualquer parte do mundo.

Os responsáveis pelos cursos do jornal me dizem que o projeto educacional só tende a crescer, já que eles estão apostando que vivemos (e com razão) na era da aprendizagem permanente e que as pessoas precisam de ajuda para contextualizar, com mais profundidade, tanta informação.

Por trás da escola desse jornal, há uma provocação interessante sobre o impacto das novas tecnologias no processo de aprendizagem: educação e comunicação podem gerar uma outra linguagem em comum.

Assim o leitor, além de leitor, vira também aluno. E uma redação também pode ser uma escola.
Por Ayne Salviano - Coordenadora do Programa Ler para Crescer (Jornal Folha da Região - Araçatuba/SP)

Os filósofos segregaram os sofistas por venderem conhecimento. Não levaram em conta que eles ajudaram a disseminar o saber e, desta forma, oportunizaram a melhoria das condições de vida de milhões de pessoas das gerações futuras.

INDÚSTRIA CULTURAL
Quando autores renomados de literatura mundial passaram a publicar suas obras em capítulos nos jornais, lá pelo século 19, sofreram críticas severas porque estariam banalizando a arte de escrever. Naquela época, publicar livros era algo muito difícil e poucos conseguiam, por isso encontraram novos meios. Os críticos não entenderam que foi neste momento que a cultura ficou acessível para uma maior camada da população, que pôde descobrir os romances, contos, poesia. Hoje, ninguém em sã consciência defenderia que a cultura deve ser para poucos privilegiados.
MASSIFICAÇÃO
Quando a notícia tornou-se um produto à venda e os veículos de comunicação tornaram-se ‘de massa’, houve quem também estrilasse. Pouca gente entendeu, naquele momento, que apesar das indústrias da comunicação, a disseminação da informação é capaz de gerar conhecimento, senso crítico e cidadania, basta capacitar o público para ser o quinto poder, aquele que governa Executivo, Legislativo, Judiciário e imprensa.

JORNAL E EDUCAÇÃO
Quando a ANJ (Associação Nacional de Jornais) lançou, em 1992, o PJE (Programa Jornal e Educação) houve quem pensasse pequeno e acreditasse que tratava-se apenas de uma estratégia de marketing para atrair leitores para que eles não abandonassem a leitura do jornal de papel, já que a internet crescia com seus sites e blogs. Não perceberam que ao introduzir esta nova ferramenta na escola, capacitando professores e dando voz aos alunos, a entidade estava ajudando uma área carente que se rebate diariamente em modelos que não têm mais atraído a atenção dos estudantes, que não aceitam mais o ‘cuspe e o giz’, mas principalmente a imobilidade.

FOLHA NA SALA
Entretanto, quando a Folha da Região lançou seu braço social no projeto educacional Folha da Região na Sala de Aula, em 1994, muitos foram os apoiadores da ideia, que por anos trabalharam com a saudosa professora Lúcia Maria Piantino. Educadores e empresas, em número crescente desde então, conseguem enxergar no trabalho um apoio para os profissionais na sala de aula. E não importa que os estudantes estejam no ensino infantil ou no superior, há atividades e incentivo para todos.

LER PARA CRESCER
Em agosto, o agora Ler para Crescer levou a experiência do trabalho com os educadores de Araçatuba e região para o Encontro Nacional de Coordenadores dos Programas de Jornal e Educação da ANJ, ocorrido em Salvador e já citado neste espaço. A minha apresentação para representantes de todas as regiões do país foi muito aplaudida, em especial o trabalho desenvolvido com crianças da educação infantil, que ainda não sabem ler, mas já fazem trabalhos com jornais (e não se trata de artesanato!). As escolas ligadas à Secretaria Municipal de Educação e algumas particulares realizam atividades maravilhosas de contação de histórias, teatro, textos orais, entre outros, a partir das páginas da Folha e do Nossa Vez!. Muitos destes profissionais já compartilharam suas experiências e aprenderam outras nos cursos gratuitos de formação continuada para professores do programa que acontecem desde o ano passado.

DOCUMENTADO
Todo trabalho do Ler para Crescer é documentado, com imagens e palavras. Os encontros com educadores têm justificativa, objetivos, metodologia e atividades. Os cursos são certificados. Em Araçatuba, a Diretoria de Ensino cuidou para que a própria Secretaria do Estado certifique seus professores que estão em aulas, desde o início do segundo semestre, todas as quartas-feiras. Encontros muito prazerosos, diga-se de passagem.

PERSPECTIVA
Todas as ações, orientadas pela ANJ, são tão sérias que os PJEs do País estão mais próximos do MEC e que ninguém se admire se houver parceria formal, em nível nacional, para capacitar professores.

CONSTRUÇÃO
Apesar de todas as conquistas, nosso trabalho está permanentemente em construção. Sempre há o que aprender, sempre há o que melhorar. E todas as ideias são bem-vindas, de educadores, estudantes e da sociedade como um todo. Fica então o convite para todos os educadores: participem das atividades e, depois sim, podem comentar. O contrário é (pre)conceito tão inválido quanto ideias simplistas do passado.

Um jornal está fazendo escola

Compartilhamos artigo de Gilberto Dimenstein que fala, entre outras coisas, de uma ação do The New York Times que tem atraído milhares de alunos no mundo todo. São cursos à distância que estão dando o que falar! O jornal está fazendo da redação uma espécie de sala de aula, onde jornalistas viram professores e leitores, alunos. 
Até pouquíssimo tempo atrás ninguém diria que um jornal seria uma escola para se estudar sobre assuntos tão variados como música erudita, vinhos da Califórnia, câncer, diabetes, funcionamento do cérebro, criação de blog, energia nuclear, história da arquitetura asiática, arte africana, comércio eletrônico ou urbanismo.
Esses são apenas alguns dos cursos à distância oferecidos pelo "The New York Times", muitos deles em parceria com universidades, que atraem alunos de várias partes do mundo. Além dos professores universitários, as aulas são ministradas pelos jornalistas e colaboradores do jornal. "É um segmento que vamos ampliar cada vez mais, as matrículas não param de crescer", afirma Felice Nudelman, responsável pelos projetos educacionais daquele grupo editorial.
Minha suspeita é de que estamos diante de uma nova fronteira do conhecimento: a fusão das linguagens da educação com comunicação.
É sabido como empresas jornalísticas têm realizado pesados investimentos, como no Brasil, para ganhar o mercado de livros didáticos e sistemas de ensino. No caso do "The New York Times" há um diferença: com a ajuda das universidades, eles estão fazendo da redação uma espécie de sala de aula, onde jornalistas viram professores e leitores, alunos. Na quinta-feira passada, aliás, eles reuniram 400 educadores de todos os continentes para discutir como as novas tecnologias estão moldando o jeito que se aprende e se ensina.
A novidade reflete a ansiedade generalizada nos meios de comunicação diante das incertezas geradas pelas novas tecnologias, estimulando os mais variados tipos de apostas para agarrar o leitor.
Um dos melhores resumos que ouvi sobre essa ansiedade veio do jornalista Joshua Benton, responsável por um observatório em Harvard focado nos impactos das novas tecnologias na mídia. "Vivemos um momento extraordinário para o jornalismo. E terrível para os jornalistas". Nunca se teve tanto acesso a notícias. Mas também nunca se teve tanta insegurança sobre as regras para sobreviver.
Certamente não ajudou a reduzir o clima de ansiedade a recente descoberta na Universidade Northwestern, nos Estados Unidos: um software capaz de redigir notícias sem ajuda de humanos. O programa foi batizado com o sugestivo nome de Monkey (Macaco).
Nessa corrida, o "The New York Times" contratou cientistas e montou um laboratório para testar novas maneiras de disseminar informação. Dali surgiram um espelho e uma mesa que transmitem as notícias enquanto escovamos os dentes ou tomamos o café da manhã.
Na quinta-feira passada, o Facebook anunciou uma série de inovações para facilitar o compartilhamento de filmes, músicas e notícias. Entre outros acertos, fechou uma parceira com o "The Washington Post" e Yahoo!. A ideia, em síntese, é fazer de seus amigos curadores de conteúdos. Não por outro motivo, a Google está investindo pesado em redes sociais, temendo que seu mecanismo de busca impessoal perca força.
Não se sabe qual a regra do jogo que vai vencer. Mas o que se sabe é que a demanda por conhecimento não vai parar de crescer.
Como estamos na era da aprendizagem permanente, não se pode parar mais de estudar se não quiser ficar desatualizado. Vive-se mais e com mais saúde. As livrarias podem desaparecer, como estão desaparecendo em várias cidades. Mas a necessidade de livros não vai diminuir. Não é à toa que muitas livrarias imaginam que, para sobreviverem, terão de se transformar em centros culturais e educativos.
Em meio à abundância vertiginosa de dados, cresce a demanda de seleção sobre o que é relevante. Aí reside a fronteira entre a informação e o conhecimento.
Nenhuma forma de seleção consegue ir tão a fundo, relacionando fatos e conceitos, como o processo educativo numa sala de aula real ou virtual. Informação pode-se pegar em qualquer lugar: se quiser ver as aulas do MIT, sem pagar nada, basta apertar o botão do computador. Transformar isso em aprendizagem é outra coisa.
Certamente, nesse jogo de busca de seleção não vai faltar espaço para quem ajuda a contextualizar uma informação, gerando conhecimento.
Por isso a minha suspeita de que a escola do "The New York Times" é uma aposta consistente numa nova linguagem, misturando Redação com sala de aula.
PS - Para quem quiser aprofundar essas informações, coloquei no www.catracalivre.com.br mais detalhes sobre os cursos e o laboratório de novas mídias do NYT; o Monkey, desenvolvido pela Northwestern; os cursos gratuitos oferecidos pelas universidades americanas; o observatório de jornalismo on-line de Harvard.

Blog Nueva Sociedad mostra experiências de cinco jovens latino-americanos em cinco grandes cidades de países desenvolvidos


El blog Nueva Sociedad reunió a cinco jóvenes latinoamericanos para que relaten en primera persona cómo es vivir, estudiar y trabajar en cinco grandes ciudades de cinco países (Nueva York, Berlín, Pekín, Madrid y Melbourne) muy diferentes.

Desde una perspectiva progresista, cada uno comparte su mirada particular sobre sus comunidades adoptivas, los desafíos sociales y ambientales que encuentran a diario, los asuntos políticos más llamativos para el ojo extranjero, las dificultades y las oportunidades para los jóvenes, los trabajadores, las mujeres, los estudiantes, los intelectuales, los recién llegados, los ciudadanos, las personas ávidas de conocer y entender los lugares donde viven.

En 2011 Nueva Sociedad inició un blog colectivo para jóvenes de América Latina con el objetivo de ampliar nuestros públicos y renovar nuestros debates mediante una dinámica más interactiva y horizontal. Ahora los invitamos al relanzamiento de este diario virtual y cosmopolita con nuevos autores y nuevos temas.

Congresso Pensar 2011 acontece entre os dias 5 e 8 de Outubro em Palmas/TO

O Programa Jornal e Educação da Associação Nacional de Jornais fará parte do Congresso Pensar 2011, que acontece em Palmas/TO, entre os dias 5 e 8 de outubro, no Sesc.


Os educadores poderão participar do mini-curso oferecido pelo PJE/ANJ chamado: Jornal e Educação - Da Leitura à Cidadania, que mostrará como usar o jornal e outras mídias na sala de aula levando em conta suas possibilidades de formação crítico-criativa e sua dimensão cidadã.


Informações sobre o evento no site: 
Mini-Cursos


Conferências

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Usando a Fotografia nas salas de Aula

Reproduzimos abaixo atividade sobre Fotografia para ser trabalhada em sala de aula e disponibilizada pelo Encuentro Internacional EducaRed 2011.


A atividade terá como intuito fornecer ao público fundamentos básicos de como olhar uma fotografia. Como entender a temática? Como interpretar a luz? Enfim, como trazer a fotografia para dentro da sala de aula e da realidade do jovem. Para isso, as duas fotógrafas vão falar dos fundamentos básicos da fotografia, de como ler uma imagem. A atividade será realizada na exposição da Coleção de Fotografia Contemporânea do Tomie Ohtake, para que o usuário possa conferir, na prática, exemplos de como a fotografia pode assumir mais do que um papel ilustrativo e de fato tomar parte na aquisição de conhecimento.









ROTEIRO
Existem diversas maneiras de ver uma exposição e cada indivíduo tem uma forma de
análise e crítica, que varia de acordo com a sua bagagem cultural. Mas nós aqui
iremos sugerir uma forma de observação em grupo, baseada em quatro passos entre observação e análise.

1º. Passo. Observação geral:

Em um primeiro momento convidamos a uma observação geral, de caráter
sinestésico, ou seja, quais as sensações produzidas pela obra. Estas sensações têm
a ver com aspectos como cor, luz, composição, simetria. Na obra cabeça #22 do
autor Philip-Lorca Dicordia, presenta nesta exposição, por exemplo, temos uma tela
quase que completamente negra que pode causar sensações diversas no espectador,
como força, tristeza, luto... Já as fotos em preto e branco costumam trazer uma certa
nostalgia. No entanto, na foto de Helena Almeida, esta nostalgia é quebrada por uma
simples intervenção em tinta acrílica vermelha. Tentar “sentir” a obra nos aproxima do autor e é uma maneira interessante de tentar compreender a ideia ali expressa.

2º. Passo. Observação detalhada:

Após concluída esta observação geral é interessante fazer uma observação mais
detalhada, analisando os objetos, personagens, o ambiente. A observação dos
signos nos traz informações, que somadas à bagagem do interlocutor, podem ser
decodificadas de diferentes formas. Tivemos uma experiência interessante sobre a
foto Seduzir de Helena de Almeida. Foi unânime a opinião de que se tratava de uma
foto de uma mulher de status, mas um elemento trazido por uma das observadoras
confirmou esta sensação. O vermelho nos pés da modelo pode remeter aos sapatos
da grife francesa Christian Louboutin, que patenteou esta marca de solados
vermelhos. Esta grife traz status a quem a veste. A modelo está de costa, não tem
rosto, nem identidade, mas tem status e, em determinados meios, isto é o que realmente importa.

3º. Unindo elementos extras:

Insistir na observação. E verbalizar as sensações no grupo

Em um terceiro momento podemos unir nossas interpretações às informações
fornecidas pelo autor, como materiais utilizados, data, localização e até mesmo o
processo de execução da obra. Na obra intitulada Cabeça # 22, conseguimos
compreender o nome da obra após saber como a foto foi elaborada. Esta fotografia de
Philip-Lorca faz parte de uma série de retratos em que o personagem não sabe que
está sendo fotografado, sem esta interlocução o personagem passa a não ter identidade, sendo discriminado por um número.

Falando em processo uma obra que interessante de ser analisada pelo seu processo
de execução é a desastre de chocolate de Vik Muniz. Vik Muniz é conhecido por
compor suas obras utilizando alimentos, por este motivo, a fotografia se tornou
ferramenta essencial para sua obra. Nesta obra apresentada, temos todo o processo de criação, do branco ao “negro”, do nada ao nada.
A obra ¨Cambien pour ce chapeau? (1987)¨ é composta por três fotos iguais, porém com diferentes legendas, que agregam informações distintas a este conjunto.
Se separarmos e mostrarmos as fotos isoladas, uma para cada grupo, cada foto com
uma legenda produziria diferentes percepções da mesma imagem. Esse é resultado
produzido por uma informação agregada, como é o caso de uma legenda, data, local ou mesmo o nome da obra.

4º. Passo descrição oral e/ou escrita

Sugerimos que a cada obra observada seja feita uma descrição. Percebemos que a
cada passo a interpretação sobre a imagem sofre alteração a medida em que
acrescentamos elementos para a análise. Esta descrição oral em grupo faz com que
troquemos pontos de vistas. Como já falamos, cada indivíduo faz a sua análise de
acordo com suas experiências, vivências, bagagem cultural, etc. Então, ao trocarmos
estas análises pessoais, agregamos elementos em que não havíamos reparado ou
decodificado da mesma maneira. E mais uma vez nossa interpretação pode ser
alterada pela visão do outro.



Fonte/ Veja os comentários sobre essa atividade em: http://encuentro2011.educared.org/group/usando-affotografia-na-sala-de-aula