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terça-feira, 23 de agosto de 2011

Professora lança livro com textos ‘de mãe para filha’



Primeira obra da professora de história aposentada Helena Zarvos, "Anjo de procissão (carta aberta para minha filha)" foi publicado pela editora Somos, da Folha da Região, recentemente. O livro traz, em 108 páginas, textos reflexivos de uma mãe para sua filha.

"O livro é uma espécie de carta à minha primeira filha. É a história de minhas ideias, uma coletânea de reflexões e experiências, passadas de uma mãe para outra mãe", afirma a autora.

Nas páginas, segundo ela, estão conselhos de como uma mulher se porta após o amadurecimento. "Fala ainda das dificuldades de crescer em uma cidade ultraconservadora e de como encontrei liberdade com a formação universitária", diz Helena, que nasceu em Lins, passou 30 anos em São Paulo, e voltou à sua cidade natal.

A professora afirma que começou a escrever o conteúdo do livro em 1984, mas só resolveu publicar após a aposentadoria, já que a intenção inicial era apenas mostrar à sua filha ou à família "Escrevi em 84, deixei guardado. A partir de 96 comecei a mexer nos textos. Editei, revisei e reescrevi, mexendo no formato agora, em 2011. Em julho, minha filha estava para sair de casa, pois se casou, e achei que fosse o momento certo para o livro", conta.

"O que me fez escrever foi uma cobrança interna para compartilhar o aprendizado rigoroso e profundo de uma vida que agora chega à maturidade. E uma velha mestra não perde o hábito de ensinar alguma coisa", afirma a autora de 64 anos.

HISTÓRIA
Para ela, um livro foi a melhor forma de comunicação que encontrou para compartilhar suas memórias. "Compartilhar uma história em um livro é mais do que viver e simplesmente guardar para si; é mostrar escolhas, reflexões, oferecer algo bom às pessoas. A internet leva ao contato imediato, embora seja abrangente. O livro aproxima de uma forma profunda pessoas que não conhecemos e que acabam tocando nossa alma".

A história de sua família e uma espécie de manual para envelhecer bem são os temas dos próximos dois livros que ela pretende publicar.
Helena afirma que tem planos para realizar um lançamento de sua primeira publicação na cidade de São Paulo entre outubro e novembro. O livro pode ser adquirido por R$ 20,00 no "Mosaico - Café com letras", que fica na rua Floriano Peixoto, 1796, em Lins. O telefone é (18) 3523-6205.


Fonte: Blog do Programa Ler para Crescer - Folha da Região/ TextoTalita Rustichelli 23/08

Sala Aberta: Dar voz às pessoas

Por Ayne Salviano - 
Coordenadora do Programa Ler para Crescer



O ser humano é um ser social. Ele precisa se comunicar. Mais do que isso, ele necessita se manifestar. Com o avanço da tecnologia e das ferramentas da web 2.0, ele está conquistando espaços nunca antes imaginados. E, claro, está gostando porque poder se expressar significa ter liberdade. Desta forma, valorizar as oportunidades de expressão é uma maneira de propagar o direito de ter opinião.

E foi pensando nisso que os estudantes da escola municipal Profª. Leonor Chaim Cury, de Birigui, fizeram questão de montar um painel com as fotos dos alunos que tiveram suas mensagens publicadas no Nossa Vez!, suplemento infantojuvenil da Folha da Região criado por mim em 2010 como um espaço educomunicativo aonde o público desta faixa etária pode se manifestar. Neste caso específico, até sugerindo pautas e outros assuntos que desejam ver publicados. Obrigada pelo carinho, pessoal.

BRINCADEIRA
O jornal é a oração matinal do homem moderno, já dizia Hegel. Impossível imaginar alguém atingindo destaque na vida pessoal ou profissional sem estar bem informado sobre o que acontece na sua cidade, no seu país e no mundo. Assim, o Ler para Crescer investe na formação continuada de professores que acreditam nestas ideias e queiram formar novos ‘leitores do mundo’ críticos e cidadãos. É comum, então, recebermos educadores com crianças de 3 e 4 anos visitando a redação. O que elas fazem aqui?

Descobrem o mundo mágico da informação e do conhecimento. E o jornal passa a ser uma das ferramentas lúdicas que além de ampliar a imaginação, ajudam na construção do conhecimento. Um exemplo aconteceu com os alunos da etapa 2, que têm entre cinco e seis anos, da professora Aureni Pinheiro de Araújo, da Emeb (Escola Municipal de Educação Básica) Julieta Arruda Campos, de Araçatuba. Depois que a professora leu as notícias, discutiu ideias e promoveu debates, usou o material reciclável para criarem guirlandas e enfeitarem a escola. Arrasaram em criatividade. Parabéns!

DIA A DIA
Os alunos do 2º ano A da Emeb Carmélia Mello Fonseca, também de Araçatuba, têm explorado o jornal à vontade lendo classificados, propagandas, notícias, sempre acompanhados da professora Irene Ventura da Silva Corte. Toda essa descontração está permitindo aos alunos indagar, questionar e, principalmente, entrar em contato com diversos tipos de textos. Leitura prazerosa, aula descontraída, aprendizado na certa!

DIFERENÇA
Já com a professora Ana Bitencourt, os alunos do 4º ano desenvolveram um jornal em sala de aula, explorando os tipos de assuntos e textos que podemos encontrar nesse veículo de comunicação: opinião, esporte, economia, saúde, classificados, entre outros. Em duplas, eles elaboraram perguntas, fizeram entrevistas para levantar fatos e compuseram as notícias. Escolheram o nome do jornal, elegeram a manchete e, superando as expectativas da professora, produziram textos. Segundo Ana, o contato com jornal proporcionou grande diferencial no aprendizado dos alunos.

Fonte: Blog do Programa Ler para Crescer - Jornal Folha da Região 23/08/2011

sábado, 20 de agosto de 2011

As crianças e as ruas


Compartilhamos abaixo frase de Paulo Freire para reflexão sobre a Educação e a filosofia de Cidade Educadora que tem orientado as ações do Programa Mais Educação, do MEC. A frase foi citada pelo Diretor de Educação Integral do MEC, Leandro Fialho, durante Encontro Nacional de Coordenadores de Programas Jornal e Educação, que aconteceu em Salvador, entre os dias 17 e 19 de agosto.


“Ah, a rua! Só falam de tirar as crianças da rua.
Para sempre? Eu sonho com as ruas cheias delas.
É perigosa, dizem: violência, drogas...
E nós adultos, quem nos livrará do perigo urbano?
De quem eram as ruas? Da policia e dos bandidos?
Vejo por outro ângulo: um dia devolver a rua
às crianças ou devolver as crianças às ruas;
ficariam, ambas, muito alegres” (Paulo Freire)

O desespero mudo pela ação

Compartilhamos abaixo frase do grande educador Anísio Teixeira, que foi citada pelo Coordenador de Educação Integral do MEC, Leandro Fialho, durante Encontro de Coordenadores de Programas Jornal e Educação (17 a 19/08, em Salvador). Que sirva de inspiração e reflexão a todos nós!


“Confesso que não venho, até aqui, falar-vos sobre o problema da educação sem certo constrangimento: quem percorrer o legislação do País a respeito da educação,  tudo aí encontrará. Sobre assunto algum se falou tanto no Brasil e, em nenhum outro, tão pouco se realizou. Não há, assim, como fugir à impressão penosa de nos estarmos a repetir. Há cem anos os educadores se repetem. Esvaem-se em palavras, esvaímo-nos em palavras e nada fizemos. Atacou-nos, por isso mesmo, um estranho pudor pela palavra. Pouco falamos, os educadores de hoje. Estamos possuídos de um desespero mudo pela ação”. (Anisio Teixeira)   

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

O DC na Sala de Aula participa do Encontro Nacional de Coordenadores de Programas Jornal e Educação


Compartilhamos abaixo nota publicada no Diário Catarinense sobre o Encontro Nacional de Programas Jornal e Educação, que acontece de 17 a 19 de agosto, em Salvador, numa realização da Associação Nacional de Jornais e Jornal A Tarde.



Coordenadores do país inteiro se encontram na Bahia para discutir a comunicação na educação, trocar experiências e mostrar os seus projetos e ações para o uso do jornal nas escolas. A coordenadora do projeto DC na Sala de Aula do Diário Catarinense, Vanessa Esteves, está presente no encontro para expor o projeto do DC na Sala de Aula que auxilia as escolas na utilização do jornal durante as aulas fazendo com que os alunos tenham contato direto com o jornal estimulando o hábito da leitura e o pensamento crítico. 
DC na Sala de Aula - Diário Catarinense/SC 18/08/2011

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Vamos Ler participa de encontro da ANJ


Coordenadora do Vamos Ler, Talita Moretto, participa de Encontro da ANJ

Acontece entre os dias 17 e 19 de agosto, em Salvador/BA, o Encontro Nacional de Coordenadores de Programas Jornal e Educação, realizado pela Associação Nacional de Jornais (ANJ). O anfitrião deste ano é o programa ‘A Tarde Educação’ - em atuação nas escolas da Bahia desde 1996 -, realizado pelo jornal A Tarde. O encontro é anual é reúne coordenadores de 63 programas existentes hoje no Brasil, para um momento de troca de experiências, atualização e renovação.

Na manhã de hoje, alguns coordenadores, como Luciane Alcântara, do A tarde Educação; Ricardo Pastorelli, do ‘O Diário na Escola’ (O Diário do Norte de Maringá/PR); Ana Gabriela Simões, do ‘Ler e Pensar’ (Gazeta do Povo – Curitiba/PR) - programa vencedor na categoria Programa Jornal e Educação, no Prêmio Jovens Leitores 2011 -; e Talita Moretto, do ‘Projeto Vamos Ler’ (Jornal da Manhã), apresentarão ações bem sucedidas de seus programas. “Falarei um pouco sobre a oficina criada para uso pedagógico do celular em sala de aula, com a qual conquistamos a “Menção Especial” na categoria Mobile no Prêmio Jovens Leitores 2011, e também sobre minha pesquisa da relação do projeto político-pedagógico com o jornal, realizada na conclusão de minha especialização em Tecnologias na Aprendizagem / Educomunicação”, explica Talita.
No dia 18, está programada uma visita à sede da Cipó Comunicação Interativa, e à Creche Monsenhor Luigi Giussani, bem como uma mesa-redonda sobre Políticas Públicas, com Fabiano dos Santos, diretor da área de Livro e Leitura do Ministério da Cultura (MINC), e com Kleber Rocha, diretor de Fomento e Incentivo à Cultura (MINC). Também estará presente Leandro Fialho, consultor do Programa Mais Educação, do Ministério da Educação (MEC).
O dia 19 foi destinado para discutir Cultura Digital, iniciando com uma palestra de Nelson Pretto, da Universidade Federal de Brasília (UFBA), e na sequência os coordenadores participarão de uma oficina com Priscila Gonzales, da Fundação Telefônica.
Este ano o evento será prestigiado por cerca de trinta coordenadores, de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Espírito Santo, Bahia, Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Distrito Federal.

Entenda o que é Programa Jornal e Educação
O que a Associação Nacional de Jornais (ANJ) considera como um Programa Jornal e Educação (PJE)?
Toda e qualquer iniciativa levada a efeito por empresa a ela associada, que esteja comprometida com a promoção da leitura num sentido amplo e tenha como público-alvo estudantes de quaisquer níveis, segmentos de ensino e ou entidades que desenvolvam ações educativas, numa perspectiva efetiva de formar leitores críticos, fomento ao acesso à informação, construção da cidadania e participação social.

Qual o status do PJE dentro da estrutura da ANJ?
É a principal ação de responsabilidade social da Associação. Sua gestão e desenvolvimento integram as atribuições do Comitê de Responsabilidade Social ANJ.

Os PJEs podem ser classificados como ações de Responsabilidade Social Empresarial dos Jornais?
Sim. Este tipo de projeto é uma das ações que as empresas jornalísticas podem realizar em termos de investimento social privado, contribuindo para o desenvolvimento sustentável das comunidades onde estão presentes.

Qual deve ser a missão dos programas de Jornal Educação desenvolvidos pelas empresas associadas?
Apresentar o jornal como um recurso educacional e pedagógico mediador de fomento à leitura, que auxilia no aprimoramento da expressão oral e escrita, amplia e dá significado aos conteúdos escolares, estimula o pensar integral, desenvolve a reflexão crítica, possibilita uma melhor compreensão da realidade e estimula a atuação efetiva de educadores e educandos no contexto social. (Fonte: www.anj.org.br/jornaleeducacao)

Fonte: Blog do Projeto Vamos Ler/ Foto:Christopher Eudes 17/08/2011

Um encontro para discutir jornal e educação



Está ocorrendo entre hoje (17/08) e sexta-feira, em Salvador (BA), o encontro anual de coordenadores de projetos de jornal e educação. Promovido pela Associação Nacional de Jornais (ANJ) e recepcionado pelo jornal A Tarde, este é um momento em que os gestores dos programas de todo o País se reúnem para a troca de experiências, apresentação dos programas e, principalmente, atualização.

Neste ano, a grande discussão gira em torno da necessidade de os programas se atualizarem e incorporarem as ferramentas multimídias na formação de programas e no incentivo à leitura de textos jornalísticos, como o Correio Escola  tem feito desde o início deste ano, com a implantação do novo formato do nosso curso. A maioria dos programas, das mais diversas formas, também tem feito alterações na sua dinâmica, de modo a incorporar ferramentas como o ensino a distância, tablets, computadores e celulares.  

Durante o encontro, além do momento de exposição das experiências de cada programa, haverá palestras que vão abordar temas como a criação de políticas públicas para a utilização de jornais na educação. Por sinal, o investimento público, ao que tudo indica, vai dar destaque para a tecnologia nas escolas. Já há projetos em andamento para a incorporação de tablets, por exemplo, como ferramenta para as escolas públicas.  

Hoje pela manhã, na primeira parte das atividades na capital baiana, o grupo de cerca de 40 profissionais representando os programas do Brasil inteiro visitou a sede do Grupo A Tarde, como mostra a foto acima. Na imagem, o grupo recebe as boas-vindas do editor-chefe Ricardo Fontes Mendes (no primeiro plano da foto, de paletó).

Fonte: Correio Escola/ Fabiano Ormaneze