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terça-feira, 30 de março de 2010

Revista MERJ - "Media Education Research Journal" é lançada

A editora britânica Auteur acaba de anunciar a publicação, já esta Primavera, da MERJ - Media Education Research Journal, uma revista científica semestral, com peer review, dirigida por Richard Berger (Centre for Excellence in Media Practice, Bournemouth University) e Julian McDougall (Newman University College, Birmingham).

A investigação sobre educação e pedagogia dos media, realizada por investigadores, professores e outros agentes será o foco desta nova publicação, a segunda a aparecer nos próximos meses, depois do anúncio de uma em Itália, da responsabilidade da MED - Associação Italiana de Educação para os Media.

Além de artigos no formato convencional a nova publicação admite textos mais curtos que dêem conta de investigações em curso e, além das recensões, aceita igualmente notas sobre materiais online e relatos críticos de conferências, colóquios, etc.

Entre os temas a valorizar, destacam-se os seguintes:
* Action research with Media students
* The relationship between theory and practice
* Assessing media learning
* The categorisation and assessment of creativity and originality
* The employability discourse
* How media literacy and media education relate* Media learning practices in 'Media 2.0'
* The Media teacher as researcher; and the academic as practitioner
* The boundaries of media education and within media education
* Pedagogy related to specific learning contexts (eg 14-19 diploma, 'reframing literacy' in primary education, production-based University learning) or progression between learning contexts.
Mais informação: AQUI

Fonte: culturamidiaeducacao.blogspot.com/ Educomunicação

Conae discute Sistema Nacional de Educação

Da redação do Todos Pela Educação

No primeiro dia (29/03) de discussões na Conferência Nacional de Educação (Conae) os principais desafios apresentados pelos especialistas são a efetivação do Regime de Colaboração e aprovação de uma Lei de Responsabilidade Educacional. Os debates começaram oficialmente na manhã de ontem com o painel "Construindo o Sistema Nacional Articulado de Educação: o Plano Nacional de Educação, Diretrizes e Estratégias de Ação".

No painel, os artigos 23 e 211 da Constituição Federal foram lembrados pelos especialistas por definirem que a Educação brasileira deve ser feita em regime de colaboração por meio de legislação própria. Na opinião de Francisco Chagas, secretário executivo adjunto do MEC, é necessária a regulamentação da cooperação por meio de leis para que ela seja realmente efetiva.
"Hoje, o que existe são adesões às políticas, isso porque falta aos entes federados conduzir programas para a estrutura da Educação brasileira", lamenta.

O deputado federal Carlos Abicalil (PT-MT) explica que a grande dificuldade de efetivar o regime de colaboração no País decorre de vários fatores. "A Educação concorre com questões políticas, históricas e constitucionais - como é o caso do regime cooperativo. Temos ainda questões culturais, como o patrimonialismo, em que cada um que se elege governante na esfera federal, estadual ou municipal se sente organizador apenas da sua rede; e as questões de concorrência de competências entre estados e municípios, na qual muitas vezes nenhum, nem outro correspondem solidariamente", afirma Abicalil.

Na opinião do deputado, o grande diferencial que a Conae deve indicar é que a atual regulação não é suficiente, tanto para enfrentar a complexidade do sistema, como para superar os grandes desafios, entre eles o analfabetismo, a superação das desigualdades e a melhoria da qualidade da Educação.

Para o secretário adjunto do MEC, a Conae não deverá trazer uma proposta do PNE pronta, nem mesmo a regulação do sistema, ela deve fornecer as diretrizes. "Penso que sairemos com um texto sobre a responsabilidade educacional, disso não tenho nenhuma dúvida", ressalta Francisco Chagas. Segundo ele, além de ser muito debatido nas conferências municipais e estaduais, esse é um tema que já está em discussão tanto na Câmara, quanto no Senado.

"Não estamos falando apenas de responsabilidade em relação ao financiamento da Educação. Mas sim, em responsabilidade educacional em todos os sentidos. A sociedade brasileira começa a mudar em relação ao controle social. Hoje, os pais não querem saber apenas se tem lâmpada ou carteira na escola pública, eles querem saber se os filhos estão aprendendo" destaca Chagas. Para ele, a cada dia está aumentando a cobrança pela melhoria da qualidade da educação. "Não basta dizer se a nota fiscal está correta ou não. É preciso saber se os recursos utilizados na Educação estão se transformando em qualidade da aprendizagem dos alunos", conclui.

Especialistas apontam avanços e fragilidades do PDE

Os aspectos positivos e as fragilidades do Programa de Desenvolvimento da Educação Básica (PDE), lançado em 2007 pelo Ministério da Educação (MEC), foi o tema de discussão do colóquio "O PDE e a construção coletiva de referenciais para a efetivação da Qualidade Social da Educação". Realizado na tarde de ontem durante a Conae, o encontro teve como debatedores Mozart Neves Ramos, presidente-executivo do movimento Todos Pela Educação, Romeu Caputo, diretor de articulação e apoio ao sistema de Educação Básica do MEC, e Raquel Felau Guiosoni, secretária da Confederação Nacional dos Trabalhadores (CNTE).

Embora haja consenso sobre os avanços que o programa trouxe para a Educação brasileira, os debatedores apontaram a falta de institucionalização como uma de suas principais fragilidades.

Para Mozart Neves Ramos é fundamental reconhecer os avanços que o PDE trouxe para a Educação no País. Entretanto, ele pondera que o fato de ser calcado em decretos e não em leis aprovadas pelo Congresso Nacional traz um grau de fragilidade política e operacional ao plano. "Com a mudança de governo, isso pode acarretar uma descontinuidade das políticas", analisa Mozart.

A secretária da CNTE acredita que esse fato faz com que o PDE se caracterize não como um plano de estado, mas como um programa de governo. "O PDE precisa de institucionalização. Defendemos que ele seja incluído no Plano Nacional de Educação (PNE)", enfatiza Raquel Guiosoni.

Em resposta a essa crítica, Romeu Caputo, do MEC, afirma que o PDE é um plano operacional, que tem por objetivo viabilizar as metas propostas no atual PNE. Ele reconhece que ainda há muito a ser feito e coloca como grandes desafios a inclusão de cerca de 680 mil crianças e jovens de 7 a 14 anos que ainda estão fora das salas de aula, assim como a ampliação da carga horária em sala de aula que segundo ele é muito baixa.

Raquel concorda que o programa do MEC possui muitos fatores positivos, entre os quais destaca a aproximação do ministério com os municípios. Entretanto, ela defende que a Educação precisa estar inserida em um projeto de nação, o que, segundo ela, não acontece hoje.

Mozart concorda com Raquel e entende que para a Educação alcançar esse patamar de questão de Estado, além da transformação do PDE em lei, é necessário que se regulamentação do Regime de Colaboração vinculado a uma Lei de Responsabilidade Educacional e que se amplie o apoio financeiro a todos os municípios e não apenas para aqueles com menor Índice de Desenvolvimento Educacional (Ideb), como ocorre hoje.

A valorização da carreira docente foi o ponto de consenso entre os participantes do colóquio. "É preciso atrair os melhores professores para a carreira docente e isso só é possível com salário inicial atraente, formação inicial e continuada de qualidade e plano de carreira", destaca Mozart.

Conae: divergências sobre sistemas de avaliação

Embora muitas especialistas da área educacional defendam que o sistema de avaliação no Brasil esteja consolidado, muitos pontos ainda causam divergências. Os usos e as formas de divulgação dos resultados foram pontos de embates entre os participantes do colóquio "Sistema Nacional de Avaliação como instrumento de qualidade e sua interface com o Plano Nacional de Educação e os planos decenais correspondentes", que ocorreu na tarde de ontem na Conae.

Durante sua apresentação, Reynaldo Fernandes, o ex-presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) e professor da Universidade de São Paulo (USP), explicou as limitações das avaliações educacionais e ponderou que a Educação tem um aspecto prático muito difícil de avaliar. Por outro lado, ele considera que o objetivo da escola é que o aluno aprenda e a utilização dos resultados é uma importante ferramenta de transparência e controle social. "Os pais gostam e têm o direito de saber como está a escola em que seus filhos estudam", afirma.

Na opinião do professor Luis Carlos de Freitas, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), as avaliações não são suficientes para abarcar tudo aquilo que acontece nas escolas. Além disso, ele criticou a utilização de rankings que "culpabilizam" principalmente as escolas e os professores e não as redes de ensino. "A avaliação de larga escala é para responsabilizar a gestão, não a escola", defende.

Ele aponta que o fato de as avaliações não levar em conta como os alunos chegam e a sua evolução é um grave problema do sistema de avaliação. "A base de dados dessas avaliações é uma fotografia, não acompanha o aluno ao longo do tempo", critica o professor Luis Carlos. A utilização de medidas de valor adicionado, que possibilita esse acompanhamento, é uma das maneiras de aperfeiçoar o sistema de avaliação, afirma Reynaldo.

A demora na apresentação dos resultados e a não utilização dos mesmos em ações que impactem diretamente as políticas públicas foi outro ponto destacado por Luis Carlos. Sobre o uso dos resultados, Ana Sueli Teixeira de Pinho, conselheira da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) criticou o fato de o MEC priorizar os municípios de menor Índice de Desenvolvimento da Educação (Ideb) para concessão de apoio financeiro e técnico.

Segundo ela, é preciso rediscutir esse efeito. Pois se a rede é penalizada quando é feita a divulgação dos resultados, ela é beneficiada logo em seguida com o aporte de recursos e programas federais.

Durante o colóquio, a questão da remuneração por mérito não foi alvo de muitas divergências. Para Luis Carlos, esse tipo de política é uma bomba relógio, pois condiciona a remuneração do professor exclusivamente ao desempenho nas avaliações, o que pode impactar negativamente seu trabalho pedagógico e curricular. Além disso, ele acredita que no início pode até mobilizar o professor, mas há um limite para esse recurso. "É possível que com o tempo o professo se desmotive ainda mais, dadas as suas condições de trabalho", afirma ele.

Para Reynaldo é preciso ter cautela com a vinculação dos resultados das avaliações com a remuneração. "É impossível achar que se o aluno não aprende é responsabilidade exclusiva do professor. Alguns lugares estão passando o sinal vermelho e indo além do que tem que ir", alerta Reynaldo.

(*) A CONAE está acontecendo de 28 de março a 1º de abril em Brasília

Fonte: Todos pela Educação

Noite na biblioteca

No fim da tarde de um sábado de maio de 2009, os funcionários da Biblioteca Municipal de Seixal, a 30 quilômetros de Lisboa, organizavam as estantes de livros. Embora esse fosse o procedimento-padrão antes de encerrar o expediente, naquele dia a arrumação tinha outro motivo: receber um grupo de 20 meninos e meninas, entre 8 e 11 anos, que iriam passar a noite ao lado dos livros. Oito e meia da noite era a hora marcada para começar a exploração de um ambiente repleto de saberes, com muita leitura e contação de histórias, e que só terminaria na manhã seguinte.

Foto: Bibliotecária lendo para crianças que passaram uma noite na Biblioteca Municipal de Seixal

Ao chegar, para que todos se conhecessem, nada de apresentações formais. Os pequenos preencheram os crachás uns dos outros. Enquanto Diogo, o mais velho do grupo, fazia o de Beatriz, ela revelou uma de suas leituras preferidas: a poesia portuguesa de José Jorge Letria. Sabe por quê? "Porque ele me faz sentir bem", explicou, do alto de seus 8 anos.

Com todos já devidamente identificados, começou uma correria pelo ambiente. Como se estivessem em uma caça ao tesouro, as crianças seguiam pistas e procuravam por respostas para as questões escritas em fichas que tinham em mãos. Tratava-se de um desafio - ou melhor, um peddy-paper, como se diz em Portugal - para descobrir como é organizada e funciona uma biblioteca.

Regras decifradas e normas esclarecidas, hora de vestir o pijama, arrumar os sacos de dormir e ouvir histórias para embalar o sono e, quem sabe, alimentar os sonhos. Caprichando na entonação, a bibliotecária Susana Filipe leu O Incrível Rapaz Que Comia Livros, obra escrita pelo australiano Oliver Jeffers. Quando a leitura terminou, Tomáz, 11 anos, lá no fundo da sala, gritou: "Mais uma, mais uma! Pode contar mais 1,5 bilhão de histórias!" Pedido atendido: com as luzes apagadas, Susana leu A Grande Questão, do alemão Wolf Erlbruch. Um a um, os pequenos adormeceram.

No dia seguinte, assim que acordaram, as meninas correram a se enfeitar com presilhas e tiaras. Os meninos lotaram as mãos com gel para domar os cabelos rebeldes. Tudo muito rápido porque ninguém queria desperdiçar um só minuto da programação de domingo. Depois do desjejum, mais uma história - dessa vez, de autoria da brasileira Ana Maria Machado: O Pavão do Abre-e-Fecha. O enredo alimentou o desejo da turma de se perder entre as estantes da biblioteca à procura de novos títulos. "É importante que as crianças também possam escolher livremente para que a leitura seja significativa", disse a bibliotecária Carla Gomes. Ao seu lado, a funcionária Maria Elizabete Ferreira, que também passou a noite em claro velando o sono da garotada, confessou que para ela a recompensa do projeto está guardada para o futuro. "Esperamos que, depois de crescidos, todos esses estudantes se lembrem dessa noite e saibam que uma biblioteca é um espaço de aprendizagem."

Pelos corredores do prédio, enquanto os pequenos arrumavam as mochilas para voltar para casa, era possível ouvir suas vozes, ecoando "Vitória, vitória, acabou-se a história!", uma frase típica portuguesa que marca o fim dos contos infantis neste lado do oceano.

Fonte: Revista Nova Escola/ Texto: Taynar Costa/ Foto: Luciana Cristovam (12/2009)

segunda-feira, 29 de março de 2010

Conae: financiamento marca abertura

Começou oficialmente neste domingo, 28/3, em Brasília, a Conferência Nacional de Educação (Conae), cujo tema é "Construindo um Sistema Nacional Articulado de Educação: Plano Nacional de Educação, suas Diretrizes e Estratégias de Ação". Durante a cerimônia de abertura, o ministro da Educação, Fernando Haddad, defendeu a necessidade de que o próximo Plano Nacional de Educação (PNE) tenha metas quantitativas, qualitativas e a definição de meios, sobretudo financeiros, para que as propostas sejam cumpridas. "Quantidade e qualidade devem andar juntos no PNE", afirmou.

A expectativa é de que cerca de 3 mil pessoas participem da Conferência Nacional, que acontece até o dia 1º de abril. As discussões e debates que ocorrerão nesses cinco dias culminarão em diretrizes que devem subsidiar a elaboração do próximo PNE para o período de 2011 a 2020.

Além do tema central, seis eixos estarão presentes na Conae, são eles: papel do Estado na garantia do direito à educação de qualidade: organização e regulação da educação nacional; qualidade da Educação, gestão democrática e avaliação; democratização do acesso, permanência e sucesso escolar; formação e valorização dos profissionais da Educação; financiamento da Educação e controle social; justiça social, Educação e trabalho: inclusão, diversidade e igualdade.

Em sua fala, o ministro Haddad fez um balanço da Educação nos últimos anos do governo Lula. Ele ressaltou a importância de que, no processo de transição de governo, o País esteja maduro o suficiente para continuar a pensar a o ensino de forma conjunta e não priorizar apenas esta ou aquela etapa do ensino. "Se quisermos levar a Educação a sério é preciso pensar desde a creche até a pós-graduação", salientou o ministro.

O presidente Lula era aguardado, mas não compareceu à cerimônia de abertura. Em seu nome, Fernando Haddad afirmou que a Educação será um dos eixos centrais do segundo Plano de Aceleração do Crescimento do governo federal, cuja divulgação está prevista para esta segunda-feira.

O ministro destacou em seu discurso as medidas que, em sua avaliação, impactaram positivamente o ensino no Brasil, como a criação do Fundeb e a aprovação do Piso Nacional do Magistério e da Emenda Constitucional 59/09, que acaba gradativamente com a Desvinculação das Receitas da União (DRU) e amplia a obrigatoriedade do ensino de 4 a 17 anos.

Financiamento será um dos principais temas de discussão.

Além de estar presente no discurso do ministro da Educação, a ampliação dos recursos destinados à área esteve presente em todas as falas de ontem. Para Francisco das Chagas, secretário executivo adjunto do MEC, o País avançou com o Fundeb e a ampliação do orçamento do MEC, mas ponderou que ainda não o suficiente. Segundo ele, é preciso avançar em relação ao Custo Aluno Qualidade inicial (CAQi) e ao investimento em relação ao percentual do PIB.

Na opinião do deputado Angelo Vanhoni (PT-PR), presidente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara Federal, o Brasil já está maduro quanto à necessidade de que o próximo plano traga não apenas as metas, mas as fontes de recursos para torná-las concretas.

A senadora Fátima Cleide (PT-RO), presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esportes do Senado, também defendeu a vinculação de um percentual do PIB capaz de financiar as políticas educacionais e garantir a valorização dos profissionais da área.

Em busca de uma construção participativa

Francisco das Chagas ressaltou o caráter participativo da Conae. Segundo ele, em 2009 ocorreram 1891 conferências municipais ou intermunicipais, 27 estaduais e 337 conferências livres, mobilizando cerca de 3 milhões de pessoas.

O papel do MEC na Conferência, segundo Haddad, é servir de ponte entre a vontade dos delegados eleitos para a Conae e os legisladores. "O novo PNE tem que ser muito melhor que o plano atual", afirma. O ministro espera "comprometer a classe política" e aprovar ainda em 2010 o novo plano. O grande desafio, aponta Chagas, é que o PNE seja cumprido pelo novo governo que assuma a partir do ano que vem, tornando-se efetivamente um plano de Estado.

"Não tenho dúvidas de que vamos aprovar o melhor plano de Educação para os próximos dez anos", disse Ângelo Vanhoni.

Próximas discussões

Nesta segunda-feira, o movimento Todos Pela Educação fará cobertura jornalística do painel "Construindo um Sistema Nacional Articulado de Educação: Plano Nacional de Educação, suas Diretrizes e Estratégias de Ação" e dos colóquios "Sistema Nacional de Avaliação como instrumento de qualidade e sua interface com os Planos Nacionais de Educação e os planos decenais correspondentes" e "Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) e a Construção Coletiva de Referenciais para a Efetivação da Qualidade Social da Educação", que contará com a participação de Mozart Neves Ramos, presidente-executivo do movimento.

Fonte: Todos pela Educação

quinta-feira, 25 de março de 2010

A Gazeta do Oeste dá início às atividades do programa Ler para Saber Mais

A programação deste ano do Programa Ler para Saber Mais, desenvolvido pela GAZETA DO OESTE (RN), foi aberta no dia 19, com a capacitação dos professores para o uso do jornal em sala de aula. Participaram da atividade docentes de 21 escolas públicas e privadas de Mossoró e região.

A capacitação ocorreu durante todo o dia na sala Marieta Lima, da Biblioteca Ney Pontes Duarte, e foi coordenada por Marcos Antonio de Oliveira, também coordenador pedagógico da GAZETA.

Durante a capacitação foram discutidos o histórico do programa, as dificuldades enfrentadas com relação ao uso do jornal, e as possibilidades de formar leitores críticos atentando para a intervenção do professor durante o trabalho com a mídia.

Também foram trabalhadas as partes do jornal, a relação que uma tem com a outra e a produção do jornal escolar. Os docentes que participaram da capacitação atuarão na escola como coordenadores, motivando os demais membros da comunidade escolar para desenvolverem atividades que usem o jornal não só como recurso didático, mas também estudem o jornal, observando de forma crítica todo o conteúdo.

De acordo com Marcos Antonio, durante todo o ano serão realizadas palestras sobre leitura, docência, avaliação, higiene vocal e psicopedagogia; oficinas de charges, sobre portfólio, reciclagem de jornal; visitas ao jornal e confecção de jornais escolares. “Farei visita às escolas para conversar com todos em relação ao trabalho que será desenvolvido. A intenção é que todos participem não deixando a responsabilidade apenas para o professor de Língua Portuguesa como sempre acontece. Porque o jornal envolve todas as disciplinas do currículo”, ressaltou o coordenador.

Para a edição deste ano há novidades. “Comemorando os cinco anos do programa teremos um evento aberto em outubro com a presença de Ezequiel Teodoro, uma das maiores autoridades em leitura no país”, informou Marcos Antonio.

O coordenador do Ler para Saber Mais afirmou que as escolas interessadas em participar do programa ainda podem se inscrever. É necessário preencher a ficha que está disponível no site da GAZETA (www.gazetadooeste.com.br), no link do Caderno Escola, entregar na recepção do jornal e fazer uma assinatura anual – que dará direito a instituição receber uma quantidade de jornais para trabalhar em sala de aula. A escola precisa ter modalidade de ensino fundamental, do 6º ao 9º ano e Ensino Médio – níveis atendidos pelo programa.

Fonte: A Gazeta do Oeste/ Texto: Daniele Silveira/ Foto: Ednilto Neves

O Liberal na Escola promove seminário em Belém

Até o dia 25 de março o público de Belém pode conferir o seminário de educação não formal "O Liberal na escola, os museus e suas ações educativas", promovidas pelo programa O Liberal na Escola, do jornal O Liberal (PA) e secretaria de Cultura do governo paraense.

Além do seminário, foram programas oficinas para educadores nos museus Forte do Presépio, Museu de Arte Sacra, Museu Histórico, Museu do Círio e Casa das Onze janelas.

Concursos regionais devem estimular novos autores e escritores brasileiros

A Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei de autoria do deputado Marcelo Almeida (PMDB-PR) que institui concursos regionais em todo território nacional para a descoberta de novos autores e escritores. Esses concursos passarão a ser uma das atribuições do Poder Executivo para a difusão do livro dentro da Política Nacional do Livro.

O projeto do deputado Almeida (no. 4.555/2008) acrescenta o inciso VI ao artigo 13 da Lei no. 10.753/2003, que instituiu a Política Nacional do Livro. O referido artigo determina que cabe ao Poder Executivo criar e executar projetos de acesso ao livro e incentivo à leitura, ampliar os já existentes e implementar outras ações. Entre as ações já previstas pela lei está a adoção de tarifa postal preferencial reduzida para o livro brasileiro, que ainda não está em vigor e já foi motivo de pedido de informações do deputado ao Ministério das Comunicações.

Com a aprovação do projeto, o Poder Executivo também ficará responsável por promover concursos regionais para incentivar e descobrir novos autores. "A produção literária brasileira é riquíssima, mas são poucos os autores que conseguem viabilizar suas obras. Esses concursos servirão não apenas para a descoberta de novos talentos, mas também para dar visibilidade aos escritores iniciantes", destacou o deputado.

O projeto de Almeida recebeu parecer favorável do deputado Pedro Wilson (PT-GO), na Comissão de Educação e Cultura, e segue para análise da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, com trâmite conclusivo nas comissões da Câmara dos Deputados.


Fonte: Assessoria de Imprensa/ Sérgio Wesley