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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Aprender brincando

Você já imaginou um relógio de palavras e sílabas? A foto abaixo mostra o trabalho criativo de professores do Ceará que fazem parte do programa O POVO na Educação. Para ajudar os alunos das séries iniciais do ensino fundamental foi criado um jogo que pode ser usado de várias maneiras. Invente a sua!


Como assim?


Jornal escolar ajuda aluno a formar opinião

A produção de um jornal foi importante aliado para elevar a autoestima e provocar mudanças positivas no comportamento dos estudantes da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Antônio Engrácio da Silva, no município de Serra, Espírito Santo. Em setembro (2009), eles lançaram o Jornal Escola, impresso.

“A melhora dos alunos foi extraordinária no que se refere a resultados e a comportamento, pois eram alunos muito conversadores, que gostavam de passear pela sala”, conta a professora Ilcileni Vaillant França, que leciona língua portuguesa na instituição desde o início do ano letivo de 2009.

Agora, segundo ela, eles entendem a questão de valores como respeito, espaço e direitos dos outros.O exemplo da escola capixaba mostra que o envolvimento de estudantes com a tarefa de criar e produzir um jornal escolar traz inúmeros benefícios ao processo de ensino-aprendizagem. O trabalho de escolher temas, buscar fatos, redigir e revisar textos, entre outras atividades, incentiva a leitura e a escrita, estimula a pesquisa, possibilita o acesso a informações e a opiniões diferentes e contribui para a maior interação do aluno com a realidade.

Graduada em letras (português e inglês), com pós-graduação na modalidade educação de jovens e adultos, 14 anos de experiência no magistério, Ilcileni foi figura-chave na produção do jornal, um desejo antigo da turma. Ao saber que os alunos tinham produzido um exemplar, à mão, em 2008, e vendo o entusiasmo e a euforia com que falavam da obra, a professora procurou a direção da escola, que deu total apoio ao projeto.

“Dividimos os grupos e suas tarefas. Um deles saiu às ruas, em busca de patrocínio. Outros, atrás de notas, entrevistas. Assim, fomos juntando material”, lembra Ilcileni.Os estudantes conseguiram arrecadar R$ 38 no comércio local e 150 folhas de papel-ofício. A diretora, Ledimar Correa Ramos de Souza, pensou em editar o jornal em uma gráfica, mas desistiu, diante do alto preço cobrado. Nada, porém, impediu a realização do sonho de publicar o jornal, que foi impresso na própria escola. “A autoestima da turma e também a minha, enquanto professora, está elevada. Vimos que, quando se quer, se faz”, garante Ilceleni.

Autor: Fátima Schenini - MEC/ Fonte: Brasil que lê

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Jovens 'multitarefa' passam quase 11 horas por dia consumindo mídia

A quantidade de tempo que os jovens gastam com entretenimento eletrônico aumentou drasticamente, especialmente entre os menores de idade, revela uma pesquisa produzida nos EUA pela Kaiser Family Foundation. O relatório "Generation M2: Media in the Lives of 8- to 18-year-Olds" foi divulgado nesta quarta-feira (20/1).

Os jovens de 8 a 18 anos gastam em média 7 horas e 38 minutos diários por dia consumindo mídia - na semana, o total supera 53 horas. Considerando a habilidade que muitos têm de ser "multitarefa", consumindo várias mídias ao mesmo tempo, esse tempo pode ser estendido para 10 horas e 45 minutos

O relatório aponta que, em média, os jovens passam cerca de 2 horas por dia consumindo mídias em dispositivos móveis - passam mais tempo jogando ou assistindo a vídeos nos celulares do que falando neles.

E apenas três em cada dez jovens dizem ter regras sobre o tempo que devem gastar assistindo à TV (28%), jogando videogames (30%) ou usando o computador (36%). Quando os pais impõem limites, os jovens gastam menos tempo com as mídias: aqueles que obedecem a qualquer regra paterna consomem quase 3 horas a menos que os sem regras.

Sempre ligada
Em relação aos hábitos, 64% disseram ver TV durante as refeições, e quase a metade (45%) admitiram que a TV é deixada ligada "na maior parte do tempo" em suas casas. Mais de 7 em cada 10 jovens têm televisão no quarto, e cerca de um terço tem computador com acesso à internet.

O estudo não encontrou uma relação forte de causa e efeito entre os consumos de mídia e as notas escolares, mas há diferenças entre aqueles que consomem muita mídia e os que consomem pouca. Quase metade (47%) dos que consomem muita mídia dizem que eles geralmente obtêm uma nota média ou menor.

Além disso, atividades novas como a atuação em redes sociais também contribuem para aumentar o consumo de mídia. As principais atividades online são networking (22 minutos por dia), games (17 minutos/dia) e a visita a sites de vídeo como o YouTube (15 minutos/dia). E 74% de todos os estudantes entre a 7.ª e a 12.ª séries dos EUA disseram ter um perfil em um ou mais redes sociais.

Fonte: PC World Online – 21/01/2010

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

País fica em 88º em ranking de ensino

O alto Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) que o Brasil conquistou há dois anos não chegou à educação. O relatório Educação para Todos, divulgado ontem pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), mostra que a baixa qualidade do ensino nas escolas deixa as crianças para trás. É diretamente responsável por colocar o País na 88ª posição no Índice de Desenvolvimento Educacional (IDE), com resultado 0,883 (a nota varia de 0 a 1, sendo 1 a mais alta). O Brasil está atrás de Paraguai, Equador e Bolívia.

Dos quatro dados utilizados pela Unesco, o Brasil vai bem em três e tem resultados acima de 0,900 - o mínimo para ser considerado de alto desenvolvimento educacional. São bons os números de atendimento universal, analfabetismo e igualdade de acesso à escola entre meninos e meninas. Já quando se analisa o índice que calcula quantas crianças que entram na 1ª série do ensino fundamental concluem a 5ª série, o País cai para 0,756, um baixo IDE.

Mais do que isso, a situação piorou. No estudo anterior, com dados de 2005, o índice brasileiro ficou em 0,901. O recente relatório utiliza informações de 2007, ano em que há números comparáveis para os 128 países.

Segundo Nicole Bella, analista de políticas da Unesco em Paris e uma das responsáveis pelo relatório, o Brasil perdeu pontos porque a matrícula caiu de 95,6% em 2005 para 93,5% em 2007 e a taxa de sobrevivência na 5ª série de 80,5% para 75,6% no mesmo período. "A reprovação e a retenção escolar, assim como a qualidade da educação, atrapalham o progresso do País."

O gargalo da 5ª série do ensino fundamental é conhecido. O relatório aponta três fatores que influenciam o resultado das crianças e a permanência na escola: a necessidade de identificar, nos primeiros anos de escolaridade, o quanto a criança está aprendendo e tomar medidas para sanar as dificuldades; ter escolas com um mínimo de infraestrutura física e um bom ambiente escolar; um número consistente de horas em sala de aula, garantindo que pelo menos 80% delas seja de aprendizagem efetiva. Em nenhum deles o Brasil pode servir de exemplo.

Na rede pública, a média de horas de aula por dia é de 4,5 no ensino fundamental e 4,3 no médio, quando seriam necessárias ao menos 6. Mais de 17,8 mil escolas não têm energia elétrica e só 37% possuem bibliotecas.

Para o presidente executivo do Movimento Todos pela Educação, Mozart Ramos, os dados reforçam que o maior desafio do País é a aprendizagem na educação básica. "Melhorar a qualidade é mais caro do que colocar a criança na escola." Para a educadora Ângela Soligo, da Unicamp, o País "investe demais em avaliação e de menos na melhoria da qualidade".

O Ministério da Educação informou que ainda vai analisar o relatório, mas, inicialmente, considerou os números "estranhos" porque houve a ampliação do ensino fundamental para nove anos e queda na evasão.

Fonte: O Estado de S.Paulo - 20/01/2010

Parlamento britânico lança game para jovens ''viverem experiência de deputado''

O Parlamento britânico lançou na terça-feira (12 de janeiro) um game on-line para colocar os participantes no papel de deputados por uma semana, numa tentativa de atrair adolescentes interessados em política.

No jogo "MP for a Week" ("Deputado por uma Semana"), os jogadores têm a experiência do dia a dia de um membro do Parlamento e recebem pontos de acordo com os julgamentos que fazem sobre questões levantadas.

O game, que tem como público alvo adolescentes entre 11 e 14 anos, usa imagens de gravações feitas durante as sessões do Parlamento e de entrevistas com políticos.Para o presidente do Parlamento, John Bercow, o "MP for a Week" ajudará a Casa a "se conectar com o público".

O jogo é lançado após um grande escândalo sobre gastos de parlamentares, no qual a imagem dos políticos sofreu um grande desgaste entre a opinião pública britânica. Os jogadores podem escolher os discursos que querem usar durante debates no Parlamento, usar o mouse do computador para pedir a palavra ao presidente da Casa e enfrentar um grupo de jornalistas atrás de informações.

Os jogadores recebem uma pontuação de acordo com os julgamentos que fazem e o efeito que eles têm sobre o seu partido, sobre sua reputação ou sobre sua base eleitoral."É vital que os jovens entendam o papel do Parlamento e o trabalho dos deputados", explicou Bercow."O Parlamento tem um dever, que deveria também ser um prazer, de se conectar com o público. O 'MP for a Week' é uma maneira inovadora para os estudantes explorarem nossa democracia", disse ele.

Para Tom O'Leary, diretor do departamento de educação do Parlamento, o jogo "dá aos estudantes um entendimento sobre como o Parlamento funciona de uma maneira que não havia sido tentada antes --deixando os jogadores experimentarem o dia a dia dos deputados". "Esperamos que os estudantes, aprendendo por meio do jogo, achem nosso processo político interessante e mais significativo para eles", disse.

Fonte: Folha Online

Heim?!

Mais uma tirinha impagável do personagem Rato de Sebo!