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terça-feira, 9 de abril de 2013

Educomunicação: o conceito, o profissional, a aplicação




Livro "Educomunicação: o conceito, o profissional, a aplicação - Contribuições para a reforma do Ensino Médio", de Ismar de Oliveira Soares, da Editora Paulinas, está disponível em edição digital por R$ 17,00.

Resenha:
O livro Educomunicação: o conceito, o profissional, a aplicação coincide com o lançamento, pela Universidade de São Paulo - USP, de uma Licenciatura em Educomunicação. Encontra-se, igualmente, em sintonia com o Programa mais Educação, do MEC, que escolheu a Educomunicação como um dos macrocampos do projeto Ensino Médio Inovador, discutindo caminhos para tornar a educação uma experiência significativa para as novas gerações. O diferencial está na visão sistêmica do novo conceito, propondo que professores e alunos passem a ser gestores de sua comunicação, sócios de uma mesma empreitada, cúmplices de um mesmo projeto: a ampliação do "coeficiente comunicativo" das ações no âmbito da comunidade escolar.

Professora cria jornal online com alunos


O Jornal Online Imprensa Aprendiz (JOIA) é a nova cara do Função Coruja (FUJA0, um projeto de jornal na escola iniciado em 2012 e coordenado pela professora de matemática do Colégio Estadual Linda Salamuni Bacila, de Ponta Grossa/PR, Sandra Mara Maciel, a Sandrinha. O objetivo do projeto é valorizar e disseminar as produções dos alunos como artigos, poemas, desenhos, etc


Projeto forma alunos para o uso de mídia


Credito: Arquivo Vamos Ler
Primeira reunião com os jovens, em 2012
Alguns dos estudantes do Colégio Estadual Linda Salamuni Bacila, integrantes do “Imprensa Aprendiz”, também fizeram parte da primeira equipe do projeto Jovem Repórter, realizado pelo Projeto Vamos Ler (*) em 2012. 
Neste projeto, os jovens foram levados a discutir, pesquisar, realizar entrevistas e produzir matérias para esta editoria (JM na Educação). 
“Estar no projeto do jornal foi uma experiência totalmente inovadora em meu trajeto escolar. Nunca imaginei participar de projetos assim, mas é sensacional quando temos um jornal em mãos e vemos nossa matéria ou desenho lá”, declara o aluno Nilton José Müller, criador da logo oficial do Jovem Repórter.

“Além de me passar o conhecimento sobre o mundo do jornalismo, o projeto deu a satisfação de ver meu trabalho publicado no jornal e dizer: ‘Nossa, fui eu que produzi isso!’, comenta a jovem Caroline Messias.

Este ano, o Jovem Repórter será ampliado. Novos estudantes poderão participar e vivenciar a rotina de um jornal.
(*) O Vamos Ler é um projeto desenvolvido pelo Jornal da manhã, de Ponta Grossa/PR

Fonte: Jornal da Manhã 05/04/2013

Jornal Escolar On-line movimenta colégio de Ponta Grossa


Credito: Arquivo Vamos Ler
Os estudantes que participam do projeto e a professora responsável Sandra
No Colégio Estadual Linda Salamuni Bacila, em Ponta Grossa, os alunos estão vivenciando, mesmo, o jornal na escola. Isso porque eles não apenas leem as notícias, mas as produzem incentivados pelo projeto “Imprensa Aprendiz”, um jornal escolar que começou no mural, aprimorou-se no formato on-line (imprensaaprendiz.com) e acaba de sair em versão impressa. O informativo tornou-se um espaço para a divulgação das produções de sala de aula dos alunos e artigos de professores, além de revelar o cotidiano social e escolar da comunidade do bairro Boa Vista. O projeto foi idealizado e é coordenado pela professora de Matemática, Sandra Maciel, responsável também pela escolha do nome. “Procurei um nome forte e que indicasse uma equipe sempre em busca da perfeição. Gosto muito da palavra Aprendiz, e Imprensa é para destacar a função do grupo”, explica.
O Jornal Escolar Online “Imprensa Aprendiz”, como é chamado, é a extensão do projeto “Função Coruja (FUJA)”, criado pela professora Sandra, em 2012, com a intenção de divulgar as atividades diferenciadas que os alunos – que ganharam o apelido de “corujinhas” - realizavam em suas aulas. “Participar do jornal é uma experiência diferente e inesquecível, é algo que vou levar para toda a vida e lembrar sempre com muito carinho da emoção em ver um trabalho meu sendo valorizado. É muito gratificante”, destaca a aluna Alana Bastos.
Os resultados deste trabalho envolvendo mídia e educação já estão aparecendo, como o despertar do lado criativo dos jovens, o aumento no nível de leitura, a valorização do trabalho em grupo e das habilidades de todos os envolvidos. “Pretendo aumentar a equipe, trazer mais estudantes para o projeto, e divulgar ainda mais as produções, mostrando as habilidades e interesses de cada um e aprimorando o desenvolvimento do espírito crítico. Quero tornar o jornal “Imprensa Aprendiz” uma ponte entre a comunidade escolar e a comunidade externa”, revela Sandra.
>> Os “corujinhas”
Os estudantes são chamados de “corujinhas” desde a criação do projeto FUJA. Na mitologia grega, Athena, a deusa da sabedoria, tinha a coruja como símbolo. Além disso, a ave simboliza a reflexão, o conhecimento racional e intuitivo; eis o motivo da escolha. E ela continua acompanhando e inspirando a equipe no “Imprensa Aprendiz”. 

Fonte: Jornal da Manhã 05/04/2013

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Prêmio Itaú-Unicef abre inscrições para a 10ª edição



Estão abertas as inscrições para a 10ª edição do Prêmio Itaú-Unicef!
O objetivo é identificar, reconhecer e estimular o trabalho de organizações sem fins lucrativos que contribuem para a educação integral de crianças, adolescentes e jovens brasileiros em condições de vulnerabilidade socioeconômica, por meio do desenvolvimento de projetos socioeducativos que qualificam e fortalecem a ação pública.
Podem ser inscritos projetos que desenvolvem ações socioeducativas, de atendimento direto a crianças, adolescentes e jovens, planejados e executados por organizações da sociedade civil, sem fins lucrativos, constituídas e com sede no território nacional. O Prêmio Itaú-Unicef é uma iniciativa da Fundação Itaú Social e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), com a coordenação técnica do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec).
Para se inscrever, a organização deverá consultar o Regulamento e preencher a ficha de inscrição. As organizações participantes podem concorrer com um ou mais projetos, mas devem inscrever cada projeto separadamente. O período de inscrições vai do dia 2 de abril de 2013 e se estenderá até as 23h59 do dia 31 de maio de 2013.
Leia o regulamento e efetive a inscrição no site do Prêmio.
Fonte: Portal Aprendiz

Festival ComKids acontece em junho


Em 2013 acontece a terceira edição do Festival ComKids nos dias 1º a 9 de junho com uma série de atividades. As inscrições estão abertas e vão até o dia 10 de abril pelo site www.prixjeunesseiberoamericano.com.br, onde também está o regulamento. 
Além das Categorias Audiovisuais tradicionais (divididas em faixas etárias, ficção e não ficção), existe ainda a categoria Digital e Interativa (sites, aplicativos, redes sociais, etc.) e a nova categoria Games.
 Produtores, diretores, canais de televisão, criadores e game-designers são convidados a participar. 
O evento é uma realização do Midiativa (Centro Brasileiro de Mídia para Crianças e Adolescentes), da Singular, Arquitetura de Mídia e do Sesc-SP, com apoio do Goethe-Institut e da Fundação Prix Jeunesse.
Para mais informações: festival@comkids.com.br

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Tecnologia na sala de aula desafia ´professores analógicos´

A ideia de “professores analógicos” em escolas com “alunos digitais” sempre volta à tona quando o debate é a chegada da tecnologia na sala de aula. A diferença de gerações é essencial nessa relação, mas há uma crise que cabe principalmente ao poder público resolver: a formação dos docentes ainda não contempla essa nova realidade e desafios.

As lacunas de formação que faz com que professores cheguem às escolas já defasados em relação ao uso da tecnologia são sentidas pelas secretarias de Educação. “Graduações e licenciaturas atualmente em seu currículo tratam a tecnologia e seus recursos de maneira superficial, pois a formação desses profissionais dá-se a partir de embasamentos teóricos, não relacionando a prática com a real função das tecnologias na educação”, diz a presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação, Maria Nilene da Costa.

A educadora ressalta que a presença de recursos digitais vem avançando nas escolas do País, com projetos do Ministério da Educação (MEC) e também das esferas estaduais - o que pressiona o professor. “O docente que está iniciando a carreira ainda se depara com dificuldades de inserir o uso das tecnologias e recursos midiáticos de maneira interdisciplinar, reproduzindo ainda as aulas tradicionais.”

O maior desafio para a presidente da União Nacionais dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Cleusa Repulho, é incorporar a tecnologia desde a formação inicial. “A tecnologia não está integradas nas faculdades e na sala de aula, é notória a angústia dos professores”, diz ela. “O segredo é fazer com que todos os professores entendam que isso é importante.” Cleusa lembra que cabe ao MEC induzir políticas públicas. A pasta informou que pretende oferecer capacitação a todos os cerca de 500 mil professores do ensino médio nos tablets que está distribuindo. Os cursos, voluntários, têm duração de quatro a seis meses e são semipresenciais.

Apesar de receber críticas sobre a distribuição de tablets sem que houvesse uma plataforma específica para seu uso, o ministro Aloizio Mercadante tem mostrado preocupação com a formação. Em entrevista ao Estado publicada ontem - quando se revelou que o ministério trabalha na criação dessa plataforma -, Mercadante reafirmou que a capacitação dos professores é a prioridade. O ministro já repetiu algumas vezes que os estudantes estão no século XXI, enquanto professores, no século XX.

Diferenças

Além de achar a comparação infeliz, o professor Nelson Pretto, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), ressalta que a diferença de gerações entre professor e aluno sempre existiu e não é tão problemática. “O aluno é jovem e por natureza traz a novidade, o desafio. Se um dia for muito diferente é que teremos de nos preocupar.”

Especialista em educação e comunicação, Pretto concorda EM que a formação inicial precisa ser transformada, para que não se dependa tanto da capacitação em serviço. “Necessitamos de uma revolução na formação, mas ela tem de ser acompanhada por uma revolução nas condições de trabalho e salário. Não é possível termos tantas expectativas com a educação sabendo as condições dos professores.”

Professor da escola municipal Guiomar Cabral, de Pirituba, zona oeste de São Paulo, André Bastos, de 41 anos, lembra que aprendeu mexer no Power Point, programa de apresentações, porque um aluno o ensinou. Mas para ele, isso só pode ser positivo. “A educação é uma via de mão dupla, eu tenho de tirar vantagem disso. O bom é que o aluno fica ainda mais protagonista”, diz ele, professor de português há 20 anos. “E esse é um desafio permanente do professor. Ele sempre entra na sala sem saber onde uma pergunta vai levar a aula.”


Fonte: Estadão