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terça-feira, 2 de outubro de 2012

A Gazeta promove prêmio "Projeto Atitude Sustentável"

Se você realiza a sustentabilidade e gostaria de inscrever o seu projeto para ter mais visibilidade, aproveite o período de inscrição para o prêmio Atitude Sustentável, que será até o dia 08/10 e divulgue boas ideias. 
Para mais informações acessem: www.projetoatitudesustentavel.com.br


Alunos apontam melhorias para a instituição


Estudantes discutem política com o olhar voltado à sua realidade. Eles se colocam na condição dos candidatos e apontam o que é necessário ser feito para contribuir com o ambiente



As professoras da Escola Municipal Adelaide Thomé Chamma, em Ponta Grossa, Aline Kubaski e Larissa Rogalla, aproveitaram as informações divulgadas no Jornal da Manhã sobre as eleições municipais e conduziram um debate onde os alunos deveriam pensar em propostas para a sua escola. O trabalho foi realizado nas turmas do Quinto Ano e contemplou Língua Portuguesa, Estudos Sociais e Cidadania. “Conduzimos a leitura de assuntos que afetam o cotidiano da nossa cidade para conseguir despertar nos alunos o interesse em criar propostas para a nossa instituição, como se eles fossem os candidatos”, explicam as professoras.

A atividade teve suporte nas notícias publicadas na editoria de Política do JM: ‘Candidatos apostam nos programa de TV e rádio’ (21/08), ‘Pesquisa Ibope é registrada e pode sair na 5ª’ (28), ‘Péricles mostra Dilma e Rangel o deputado Plauto’ (11/09), ‘Conselho quer compromisso de candidatos’ (18/09) e ‘Candidatos debatem plano de governo com eleitores’ (25 /09). Aline coloca que ao destacar essas notícias elas perceberam que as crianças ficavam muito interessadas e que estavam acompanhando as campanhas na cidade. “Por este motivo discutimos sobre as propostas, o que realmente é necessário e o que não precisa ser realizado com urgência”, ressalta.
Os estudantes foram divididos em dois grupos: Grupo da Direita e Grupo da Esquerda. Cada equipe criou propostas de melhorias e defendeu suas ideias em um debate. Tudo foi registrado e está em processo de análise pela equipe gestora. Dentre as propostas estão: construção de um laboratório de ciências; inserção de aulas de Língua Inglesa, Artes e Natação no currículo; criação de uma cozinha experimental; aumento do salário para professores e funcionários.
“O debate contribuiu para aumentar o interesse pela leitura e melhorou a argumentação dos estudantes. Em sala de aula, mostraram-se mais compreensivos com os colegas, respeitando a opinião do outro e observando que muitas de suas idéias são semelhantes”, apontam as educadoras.

Dia Nacional do Trânsito
Os alunos do Quinto Ano da Escola Municipal Shirley Aggi Moura, em Ponta Grossa, discutiram sobre o Dia Nacional do Trânsito, baseados na coluna ‘Que dia é hoje?’ publicada pelo Vamos Ler no dia 25 de setembro. A professora Vera Lúcia Guzzoni conduziu a atividade com o objetivo de conscientizar as pessoas de que é preciso atenção e cuidado no trânsito para evitar acidentes. No registro, as alunas Alessandra Ulinick e Juliana Kruk Santos mostram o painel confeccionado pela turma. 

Fonte: Jornal da Manhã/ Talita Moretto 02/10/2012

Bibliotecas: Ler para Crescer apoia movimento que beneficiará todas as cidades


A Folha da Região, por meio do Programa Jornal e Educação Ler para Crescer, está apoiando uma iniciativa do Instituto Ecofuturo e organizações parceiras na campanha pela universalização de bibliotecas em escolas. O objetivo é sensibilizar e instrumentalizar os candidatos às eleições municipais para que incluam a efetividade da lei 12.244, instituída em maio de 2010, em seus programas de governo.
De acordo com esta lei, é obrigatório que todas as instituições de ensino do país, públicas e privadas, tenham bibliotecas instaladas até o ano de 2020. De acordo com os organizadores da campanha, há recursos públicos que podem garantir a criação e manutenção destes espaços. O problema é que os gestores desconhecem os caminhos.

ESPANTO


Em 2010, quando a lei 12.244 foi sancionada, o Movimento Todos pela Educação fez um estudo com base nos dados do Censo da Educação Básica de 2008 e constatou que para atender à legislação teriam de ser implantadas 24 bibliotecas por dia, só no ensino fundamental, e 21 por dia no ensino básico, o que não vem ocorrendo dois anos depois da aprovação da lei.
Para auxiliar os administradores, a campanha Eu Quero Minha Biblioteca lançou um site www.euquerominhabiblioteca.org.br  contendo informações sobre a lei; a publicação “Como a gestão pública pode assegurar a criação e manutenção de bibliotecas em escolas”, apresentando as linhas de recursos disponíveis; o Observatório Legislativo, com todos os projetos de lei em tramitação e audiências públicas agendadas sobre o tema; informações sobre bibliotecas em escolas organizadas pelos parceiros da campanha, e um mapa que mostrará, em tempo real, a adesão da população e de candidatos.
A convicção dos organizadores do movimento é de que através da cooperação entre os diversos setores, da democratização do acesso às legislações e recursos existentes e do controle social por parte da população, seja possível planejar caminhos que garantam a efetivação da lei e assegurar, em 2020, que as metas estabelecidas em 2010 sejam cumpridas.
EXPERIÊNCIA

A base desta iniciativa do Instituto Ecofuturo é a experiência de mais de 12 anos em “advocacy” para viabilizar a implantação de bibliotecas comunitárias no Brasil. A entidade realizou oficinas de Gestão Pública e Bibliotecas, ministradas pelo pesquisador Fernando Burgos, da Fundação Getulio Vargas, para representantes das prefeituras, secretarias de educação, câmaras de vereadores, direção de escolas, professores, profissionais de biblioteca e líderes comunitários ao longo deste período.
O conteúdo, organizado e redigido pelo pesquisador, está editado em uma publicação, peça-chave da campanha, onde há indicação sobre as linhas de recursos disponíveis, os caminhos a serem percorridos e as políticas públicas existentes para a perpetuidade da lei como política pública. A publicação, juntamente com uma carta-convite de adesão à campanha, será enviada a todos os partidos políticos, governadores, secretários de educação, parlamentares das Comissões de Educação da Câmara e do Senado e organizações não-governamentais que atuam nas áreas de educação e leitura, entre outros.


segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Repertórios culturais em questão



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Dois acontecimentos nessa semana chamaram a minha atenção em relação aos tantos fragmentos da história, da arte e da cultura em nossa vida cotidiana. O primeiro aconteceu no contexto de uma atividade de uma pesquisa participante que desenvolvo em uma escola pública que faz parte do projeto piloto do Programa Um Computador por Aluno,PROUCA. Em conversa com crianças de uma turma dos anos iniciais, perguntei a elas se conheciam O Menino Maluquinho, livro de Ziraldo, e suas versões e adaptações para cinema, televisão e quadrinhos.
O resultado de tal levantamento foi em torno de 10% para cada modalidade, e geralmente os mesmos que leram o livro, leram também o HQ e assistiram ao filme ou a série na TV. A obra deZiraldo é reconhecida nacionalmente, não apenas por ele ter sido desenhista, cartunista e um dos criadores do Pasquim, mas sobretudo por suas produções culturais para crianças maluquinhas ou não.
Por ter sido escrito nos anos 80, muita crianças ainda não conhecem o livro, apesar de ser considerado um clássico da literatura infanto-juvenil no país, e de já ter ultrapassado a 100ª edição, o que não é pouca coisa. Além disso, o Maluquinho faz parte de uma lista de personagens da literatura que entram na nossa vida e fazem parte da nossa história, seja como crianças que fomos, seja como pais e mães que lemos e contamos histórias aos nossos filhos, seja como professores e educadores que desenvolvemos tantas atividades ligadas ao mundo da literatura, da cultura, da arte e da infância.
Então me surpreende o fato de tantas crianças hoje ainda não conhecerem as belas histórias e as divertidas aventuras de um menino que representa a imagem da criança feliz e de uma condição de infância vivida com intensidade, beleza e enfrentamento aos dilemas e conflitos que fazem parte da vida de qualquer um. Ou seja, desnecessário dizer que é uma daquelas obras que merecem ser conhecidas e que devem continuar a fazer parte dos repertórios lúdicos e culturais das crianças, na escola ou fora dela. E isso interpela a todos envolvidos de uma forma ou de outra com a educação de crianças.

O outro acontecimento foi um show musical “Redescobrir
”, em que pela primeira vez Maria Rita canta interpretando os sucessos consagrados por Elisa Regina, sua mãe.
Chamou minha atenção que ao comentar o referido show com jovens estudantes e universitários, grande parte deles não conhecia Elis Regina e muito menos suas músicas. Mas até aí tudo bem, faz parte das diferenças entre as gerações, da diversidade dos interesses e também da construção do gosto musical. No entanto, além dessas canções continuarem na mídia, elas fizeram parte da história recente de diversos acontecimentos no país e embalaram muitas de nossas aventuras políticas, culturais e também amorosas.
A questão que me inquietou é: em que medida estamos compartilhando as experiências de nossa juventude e os nossos gostos e repertórios musicais com os jovens hoje? Ao trazer esses dois acontecimentos ou episódios banais, uma das questões que se coloca é sobre como as diferentes gerações estão dialogando sobre suas vivências e experiências no campo da arte e da cultura.
Como estamos discutindo a questão do gosto com nossas crianças, jovens e com nossos estudantes? Afinal, em contextos formativos gosto se discute sim. Se estamos acostumados a criticar a indústria cultural e colocar em xeque a qualidade de suas produções do ponto de vista ético e estético, com o discurso de que crianças e jovens são reféns do que a mídia traz, cabe a pergunta: que outras opções estamos propiciando?
Diante da diversidade e pluralidade de opções que temos hoje, parece que nunca foi tão fácil ter tanto acesso às produções culturais e a suas ofertas antigas e atuais. No entanto, ao mesmo tempo, parece que os consumos culturais de crianças e jovens se limitam a alguns poucos repertórios, seja na escola ou no tempo livre. E aí vem outra pergunta: como o adulto, pai, mãe ou professor vai propiciar outras formas de práticas e consumos culturais se ele também não as tem? Se ele pouco lê, raramente vai ao cinema, ao teatro e a shows musicais, como vai compartilhar ou passar essa magia às crianças e aos jovens? Voltaremos a discutir sobre isso em outra ocasião.
Por enquanto é importante deixar claro que essa questão é bem mais complexa, evidentemente, pois envolve não apenas a questão da formação mas também a dimensão de acesso aos bens culturais e outras dificuldades, econômicas, por exemplo. Mas esse argumento não é suficiente para justificar nossa omissão, para não compartilhar e discutir os repertórios culturais que fizeram e fazem parte de nossa história, sejam eles antigos ou atuais, e para afirmar a importância do diálogo entre as gerações e o direito de conhecer. Afinal, não se ama aquilo que não se conhece!

Monica Fantin é Doutora em Educação, Professora do Curso de Pedagogia da UFSC e do Programa de Pós-Graduação em Educação, Linha de Pesquisa Educação e Comunicação, PPGE/UFSC. Confira seu blog aqui. (Artigo publicado no Blg Educação & Mídia - Gazeta do Povo (http://www.gazetadopovo.com.br/blog/educacao-midia/?id=1302198&tit=repertorios-culturais-em-questao)

A notícia dentro da sala de aula


Foi isso que a equipe do Diário na Escola fez com os alunos dos quartos e quintos anos da Escola Municipal Afrânio Peixoto, em Ivatuba. As crianças foram divididas em duplas, e cada grupo recebeu uma edição do jornal O Diário, em seguida escolheram uma matéria ou reportagem que mais chamou a atenção e fizeram um resumo com as principais informações a serem apresentadas no telejornal.
Na frente do quadro foi montada a “bancada” do telejornal com duas carteiras e cadeiras para acomodar os alunos que a partir daquele momento seriam os âncoras do jornal televisivo. O espaço do quadro, que fica atrás dos apresentadores, pode ser aproveitado para a produção de um cenário!
Os alunos ainda podem fazer uma espécie de teatro durante a apresentação utilizando nomes fictícios baseados nos dos apresentadores de telejornal, como por exemplo: Caco Nascimento, Coris Basoy, Patrícia Poetisa, Zeca Magro, etc. Dessa forma, a atividade, além de interessante, ficará descontraída e chamará a atenção da sala.
Em Ivatuba o resultado foi excelente, além dos nomes fictícios eles fizeram abertura e encerramento do programa, em alguns grupos enquanto um foi o âncora o outro foi repórter, criaram previsão do tempo e ao final do ainda chamaram a próxima edição. A exemplo da apresentação das alunas, Jamila dos Santos e Thaíssa Loyola, “boa noite Brasil! Assistam agora mais um capítulo de Avenida Brasil.”
Os alunos vão interagir com os assuntos mostrados na sala de aula e irão aprender sem que percebam. Estarão mais atentos às notícias e, consequentemente, mais informados. (Bolg O Diário na Escola - http://maringa.odiario.com/blogs/odiarionaescola/2012/10/01/a-noticia-dentro-da-sala-de-aula/)

Para não errar durante a apresentação do telejornal, as crianças leram a notícia e anotaram as principais informações


Alunos durante a apresentação: âncora e repórter

Prêmio Viva Leitura tem inscrições prorrogadas até 13 de Outubro



Estão abertas as inscrições para a sétima edição do Prêmio VIVALEITURA, que tem o objetivo de reconhecer e estimular experiências de incentivo à leitura em todo país. O prêmio tem inscrições abertas até 13 de outubro. Participe!

O Prêmio VIVALEITURA é dividido em três categorias: (1) Bibliotecas públicas, privadas e comunitárias; (2) Escolas públicas e privadas; (3) Sociedade: ONGs, pessoas físicas, empresas, universidades/faculdades e instituições sociais. Neste ano, serão contemplados 18 projetos, seis em cada categoria, que receberão troféu e o prêmio de R$ 30 mil cada um. Também será concedida a menção honrosa "José Mindlin" para as iniciativas de destaque na categoria "Sociedade". A cerimônia de premiação acontecerá em dezembro.Confira o edital.

Inscreva-se gratuitamente, até 13/10, pelo site ou via postal, como carta registrada, com Aviso de Recebimento (AR), endereçada a PRÊMIO VIVALEITURA / Fundação Biblioteca Nacional, Av. Rio Branco, n° 219 – Centro, CEP 20040-008, Rio de Janeiro-RJ. Os trabalhos enviados pelos Correios devem conter a ficha de inscrição devidamente preenchida e anexada ao trabalho. Boa sorte!

Revista Imprensa promove Fórum sobre Direitos Autorais