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terça-feira, 11 de setembro de 2012

Jornal ganha destaque em escola de Ponta Grossa



Credito:Arquivo Vamos LerCredito:Arquivo Vamos Ler
Escola trabalha com o jornal em turmas de quinto ano desde 2008, inovandonas leituras em sala de aula e estimulando a opinião crítica dos jovens
No mês de agosto, as professoras da Escola Municipal Major Manoel Vicente Bittencourt, em Ponta Grossa/PR, Keila Oliveira e Olga Garczarek, ao perceberem a motivação dos alunos na leitura do Jornal da Manhã utilizaram o seu conteúdo para aprimorar a análise crítica diante dos fatos divulgados.

“Estamos percebendo que nossos alunos têm posicionado de forma mais crítica suas opiniões desde que iniciaram a leitura do jornal, no início deste ano. Agora já conseguem ler uma notícia e analisar se o jornalista expõe todas as partes que envolvem o fato, se consegue ser imparcial ou se está defendendo algum ponto de vista ou ideia”, destacam. 

Durante o trabalho foi feita uma análise a respeito das fontes ouvidas pelos repórteres e a discussão foi sobre as notícias da cidade.

Com o exemplar em sala de aula as professoras ensinaram a estrutura do jornal, como a divisão em cadernos, quem escreve, qual a manchete do dia, dentre outros detalhes que ajudam os alunos a encontrarem e interpretarem mais facilmente as notícias, bem como as charges publicadas diariamente. “No início era muito difícil para eles entenderem as charges, sendo que a análise era quase toda feita por nós, professoras. Agora já sabem que ao ler uma charge devem, primeiramente, pensar nas questões políticas da atualidade, pois ajuda muito a entender o texto, e também reconhecem o tom de humor nos desenhos”, explicam.

As professoras colocam que antes estavam preocupadas em desenvolver atividades relacionadas aos conteúdos disciplinares, mas agora as aulas com o jornal se tornaram muito mais que isso: “São espaços de leitura, interpretação e, principalmente, discussão das principais notícias do dia, onde os estudantes expressam sua opinião e percebem que fazem parte da sociedade. Com toda certeza, nossos alunos se tornaram muito mais críticos do que eram no início do ano graças ao jornal”, afirmam as professoras Keila e Olga.

Opinião
“No Jornal da Manhã pude perceber muita coisa, notícias, críticas e muito mais. Gosto do Projeto Vamos Ler porque podemos ver outras escolas, desenhos de alunos criativos. Quando chego em casa, nos dias de levar o jornal, meu pai logo pergunta: ‘Filha, trouxe o jornal?’. E quando dou para ele vai direto na página do Projeto Vamos Ler e às vezes vai nos classificados para ver os jogos. Por isso eu digo que gosto muito do Projeto Vamos Ler!” (Gabrielly)

“Quando comecei a receber o jornal achei muito legal. Eu não entendia direito o jornal e com o Projeto Vamos Ler aprendi muita coisa que não sabia, aprendi também a me interessar pelas notícias. Com o Projeto Vamos Ler vi muitas coisas: crianças incentivadas a escrever poemas com notícias, a desenhar, a criar sua própria charge ou a criar outras coisas. É muito legal ver isso ou fazer essas coisas: cartazes, charges com sua crítica, ou escrever uma redação que envolva o jornal. Os pais também se interessam para ler as notícias e acompanhar o Projeto”. (Evelyn)

Fonte: Jornal da Manhã/PR Talita Moretto

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Alunos do Jornal na Sala de Aula são premiados


Seis crianças terão a oportunidade de mudar a história do País com a publicação de uma entrevista em jornais do mundo todo.

São alunos da Escola Edson Queiroz de Maracanaú, que fazem parte do projeto Jornal na Sala de Aula, do Diário do Nordeste, e receberam, ontem, premiação simbólica (placa com o nome jornalista escrito em francês), da Associação Mundial de Jornais ( e Editores de Notícias (WAN-IFRA), que tem sua sede na França, além de brindes do Sistema Verdes Mares (SVM) e da Esmaltec, que apadrinha a escola.

Os estudantes conquistaram a Comendado Júri no concurso “A Entrevista dos Meus Sonhos”, promovida pela WAN-IFRA (sigla em inglês da associação), que desafiou crianças do mundo inteiro a escolher uma pessoa importante com atuação no serviço público,como política e direitos humanos, para fazer uma entrevista.

A seleção de Erison Lucas Medeiros Lemos, Calebe Ferreira Monte, Elinarya Ellen Paulino da Silva, Raimunda Almeida da Silva, Gabriela Lima dos Santos e Jorge Nicolas Fernandes da Silva foi pela farmacêutica Maria da Penha, por conta da história de luta dessa mulher, que deu nome à Lei11.340/2006,que protege pessoas do sexo feminino da violência doméstica. 

Dia 5/09 as crianças tiveram o primeiro contato com Maria da Penha, já que a entrevista foi feita por e-mail.

Outra premiação da entrevista do Jornal na Sala de Aula aconteceu em São Paulo, no dia 21 de agosto, quando o diretor superintendente do Diário do Nordeste, Antônio de Pádua Lopes, recebeu a comenda durante o 9º Congresso Brasileiro de Jornais, realizado pela Associação Nacional de Jornais (ANJ).

Para a coordenadora executiva do Programa Jornal e Educação da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Cristiane Parente, na hora em que meninos e meninas fazem uma entrevista
como esta, eles têm uma forma cidadã de transformar a realidade que vivem. “O prêmio está provando que, quando temos oportunidades,é possível mudar a históriado País”, destacou.

O diretor comercial do Diário do Nordeste, Antônio Vidal, acredita que, por meio deste tipo de iniciativa, a criança se estimula a ler.O conteúdo dos jornais é ampliado
para os professores, que replicam para os alunos, de maneira lúdica. Então, esses passam a ter interesse na leitura dos meios de informação. “Essa metodologia tem interesse
maior por parte dos estudantes por se tratar de algo presente na vida deles”, comentou.

Futuro do Brasil

Maria da Penha disse se sentir feliz por estar na companhia de jovensque são o futuro do Brasil. Segundo ela, sua história de luta por Justiça começou há mais de 19 anos. “E, graças a Deus, não veio só para mim, mas para muitas outras mulheres, através de uma lei”. Ela ressaltou que a ação é muito importante porque deu oportunidade às crianças de conhecerem a sua história. “Vocês foram sensibilizados por essa causa e é um aprendizado que jamais vai sair da mente de vocês”, pontuou.

A professora Claudiana Ferreira Almeida, da Escola Edson Queiroz, e orientadora dos estudantes no projeto, disse que o prêmio é o conjunto do esforço osalunos,do Diário do Nordeste e de Maria da Penha.“O trabalho não terminou aqui”, acrescentou. A professora informou que, durante a elaboração da entrevista, ouviu-se relatos dos meninos e meninas que se identificaram com o tema. “Não é novo para eles. Todos conhecem alguém que já sofreu violência em casa”, revelou.

A analista de Recursos Humanos da Esmaltec, que apadrinha o Projeto Jornal na Sala de Aula, Shalimar de Mesquita, contou que a empresa apoia iniciativas que ela acredita e assim acontece como projeto do jornal.



O estudante Calebe Ferreira Monte,de 12anos,destacou que foi muito bom participar da entrevista. “Aprendemos mais sobre um dos maiores ícones do Brasil, que é Maria da Penha”. A pergunta que Calebe fez foi sobre a importância da lei para a farmacêutica.

A mãe de Calebe, a dona de casa Veranúcia Ferreira Monte, contou que o filho chegava em casas empolgado quando estava desenvolvendo o projeto. “Um dia ele chegou dizendo que
ganhou. Fiquei muito feliz”. 

Já o estudante Erison Lucas MedeirosLemos,de 13anos,disse ter sido muito importante participar do trabalho porque aprendeu que quando uma mulher sofre violência precisa denunciar.

O Jornal na Sala de Aula propõe a aproximação de alunos e professores da informação.

Fonte: Diário do Nordeste 06/09/2012



Matéria do Diário do Nordeste do dia 17 de Agosto

Concurso teve participação de sete jornais brasileiros

Além do Diário do Nordeste, tivemos mais seis jornais brasileiros participando do concurso internacional e todos em excelente colocação entre os 29 entrevcistas. Entre eles, o programa A Gazeta na Sala de Aula (A Gazeta/ES), que ficou em 9º lugar. 
Nossos parabéns também aos programas Vamos Ler (Jornal da Manhã/PR); Ler para Saber Mais (Gazeta do Oeste/RN); DC na Sala de Aula (Diário Catarinense/SC), que ficou em 10º lugar, O Povo na Educação (O Povo/CE) e ao jornal Zero Hora.



Sobre a entrevista que o Programa A Gazeta na Sala de Aula fez com Maurício de Sousa veja os comentários do Júri: 

"Lots of research on the cartoonist's work but I would have liked to learn more about him personally…He's obviously a great hero in Brazil and the kids were very focused....Good interview, in that they've chosen someone they can specifically relate to, but who has a broader audience too." 
  

Sobre a entrevista que o Programa Vamos Ler fez com Marcelo Schimaneski, veja os comentários do Júri: 
"Good choice of interviewee - a moving story that is told in this interview...Some good questions, I liked the way the kids cut straight to the chase: how did you become a quadriplegic, no polite pussyfooting...Marcelo's story is well told, and you understand a lot about what drives him from it. Not only that but his paintings are very good, which would give any publisher a natural jumping off point.

Sobre a entrevista que o Programa Vamos Ler fez com Alfredo Bertoldo Klas veja os comentários do Júri: 
"I really liked this staccato of facts in the introduction and the idea of learning from other people's experiences - would have just liked to hear more from that man...His answers were too practised, not sufficiently detailed. As though he was reciting his achievements...While Mr Klas' story is interesting it is not especially unique. His battle against censorship creates some releveance (especially if you look at the modern paralells) but I think there isn't enough drawn out of him." 

Sobre a entrevista que o Programa DC na Sala de Aula fez com Padre Vilson  veja os comentários do Júri:
"Interesting interviewee - and you learn quite a thing about Brazil's history. Good choice... Another inspiration, but very wordy. This interview was more than 4 500 words long. It needed serious editing...This is a good piece, well thought out, which doesn't just appeal to the interviewees ego but tackles both the challenges he personally faced as well of those within society. It is hard to see it have widespread appeal outside the home market though."

Sobre a entrevista que o Programa O Povo na Educação fez com Alice Domenech Tupinambá veja os comentários do Júri:
"A portrait in questions and answers, well done...They handled the interview well. The questions were well thought out, and covered varied ground. The fact that they dealt with religion in a non-judgemental way is a very good journalistic sensibility." 

O que os games têm a ensinar aos alunos

Por Instituto Porvir

No primeiro dia de aula, os alunos são surpreendidos pela visita dos fantasmas do Museu Nacional de História Natural de Nova York. Os seres do outro mundo estão brigando nos porões do museu porque não conseguem se acertar quanto aos detalhes da Guerra da Independência americana. Colonos, ingleses e escravos têm pontos de vista diferentes sobre o tema e precisam que os alunos da Quest to Learn, escola pública de NY, os ajudem a resolver o conflito.
Na escola, criada pelo Institute of Play (ou Instituto do Jogar, em tradução livre), todos os conteúdos são passados aos estudantes por meio de games. Os cerca de 360 alunos do 6o ao 9o ano aprendem não só jogando, mas também desenvolvendo estratégias e criando seus próprios jogos. A escola, que faz parte de rede pública da cidade, é chamada de escola do futuro e vive com os mesmos recursos que as demais, contando apenas com oito profissionais extras contratados pelo instituto, especialistas em games e em currículo, que dão suporte aos professores da escola.
O instituto, fundado em 2007 por desenvolvedores de games comerciais, é uma organização sem fins lucrativos que acredita que, por meio dos jogos, pode “mudar a forma como as pessoas se relacionam com o mundo a sua volta”.  Uma das especialidades do grupo – que atua não só com crianças, mas também com adultos e em plataformas on-line – é trabalhar games e avaliação, entendendo como os mais populares jogos comerciais criam poderosos ambientes de aprendizagem e ferramentas que podem ajudar nas avaliações de desempenho dos usuários.
Aulas na Quest to Learn  do Institute of Playcrédito Divulgação / Institute of Play
“Umas das coisas mais poderosas que os jogos criam nas pessoas é o status de jogador. Quando se sentem jogadores, as pessoas estão empoderadas, não se importam de correr riscos que na vida real não correriam, perdem o medo de falhar”, explica Brian Waniewski, diretor de gestão do Institute of Play. Segundo ele, um dos objetivos do instituto é fazer com que “as pessoas se relacionem com o mundo em torno delas como se ele fosse uma fonte ininterrupta de oportunidades”.  Em visita ao Brasil, Waniewski falou ao Porvir durante encontro no Instituto Natura, em São Paulo.
Que tipo de habilidades os jogos desenvolvem nas pessoas e por que eles podem melhorar o nosso relacionamento com mundo?
Uma das coisas mais poderosas que os jogos desencadeiam é o status de jogador. Como se fosse mágica, o “se sentir um jogador” empodera as pessoas que passam a correr riscos que não correriam na vida real. O medo de falhar não é um problema no jogo. Outra coisa interessante é o fato de o jogo passar uma sensação bem concreta do que é um sistema, de como operá-lo, e ainda de como tomar decisões e transformar o sistema.
E como o instituto foi fundado?
Os fundadores eram do Game Lab, uma empresa de design de games comerciais, e queriam algo mais social. Kate Salen, umas das fundadoras e autoras de diversos livros e artigos sobre games, tinha passado seis anos acompanhando os estudos da Fundação MacArthur sobre como a mídia digital influenciava o aprendizado e a forma como isso impactava na interação desses jovens com o mundo. As pesquisas levantaram muitas descobertas, entre elas a noção de que, para saber se o estudante ia se dar bem na escola, era necessário saber o quanto seus interesses ou paixões recebiam apoio para se traduzir em ações válidas. Em outras palavras, como a paixão de um aluno por culinária pode ajudá-lo a aprender mais na escola. Essas e outras constatações nos levaram a trabalhar o design de games como aprendizado.


crédito Divulgação / Institute of Play

E como nasceu o Quest to Learn?
Existia esse desejo de aplicar o aprendizado em uma escola tradicional. Foi ai que começamos com o Quest to Learn, uma escola pública que foi aberta no Chelsea, em NY, em 2009, reimaginada dos princípios do design, dos jogos como aprendizado, no pensamento sistêmico e na formação de atores ativos no mundo. Hoje temos 360 alunos, de 6o a 9o ano por lá. E mais uma escola aberta em Chicago, com outros 320 alunos.
Como é o dia-a-dia na sala de aula?
Os meninos não têm aula de ciências e matemática, o currículo é integrado e repensado com o foco na forma como as pessoas experienciam esses conteúdos no mundo real. Um matemático não só estuda matemática, ele fala sobre matemática, escreve sobre isso. Pegamos, por exemplo, as disciplinas de matemática, artes e inglês e colocamos juntas em uma aula que fala sobre as diferentes formas de se entender o mundo, números e letras. Além disso, todo início do trimestre os alunos recebem uma grande missão que será dividida em pequenos desafios ou quests ao longo das semanas. Uma das grandes missões que tivemos na disciplina que une estudos sociais e inglês foi a de resolver um conflito entre os fantasmas do Museu Nacional de História Natural de Nova York, que estavam brigando porque não se entendiam quanto aos acontecimentos da Guerra de Independência americana. Os estudantes foram chamados para ajudar. A briga se apoiava nas diferentes perspectivas que os fantasmas tinham sobre a guerra: um fantasma tinha sido escravo, o outro era da realeza inglesa e o outro era um colono americano. Eles tinham presenciado o mesmo evento, mas cada um contava uma história  diferente sobre o que tinha acontecido e, principalmente, sobre o porquê tinha ocorrido. Os estudantes tinham que entender o ponto de vista de cada um e resolver o conflito. Isso leva uma necessidade de entender o problema, não decorar. Eles se engajam com o problema e querem aprender.
Quais são os conceitos em que se baseia a escola?
O instituto e a escola são baseados em pesquisas recentes sobre como as pessoas aprendem e o que elas precisam saber no mundo de hoje, no século 21. As pessoas que se entendem como designers, interagem com o mundo de uma forma diferente, não o aceitam como algo pronto, o veem como uma oportunidade para fazer algo. Esse é o conceito de design thinking que nos baseamos. Outra ideia que acreditamos é no aprendizado peer to peer, entre pares. Na trajetória mais natural de aprendizado, a pessoa precisa se interessar por algo, aprender, praticar, praticar, praticar e, quando já tem um domínio do conteúdo, ensinar. Ensinar é uma das principais formas de demonstrar e compreender o aprendizado. Por isso, tentamos construir nossas experiências de forma com que as pessoas compartilhem o que sabem.
Como são as provas ou avaliações das crianças?
Temos várias formas de medir o progresso dos alunos. O primeiro deles é o mesmo exame padronizado por que todas as escolas públicas de Nova York passam. Também temos nossas avaliações no fim de cada um dos desafios, nos quais os estudantes precisam produzir algo que vai nos dizer se eles desenvolveram as habilidade necessárias daquela atividade. Isso ajuda professores, pais e as próprias crianças a observarem o seu progresso. Além disso, temos os embedded assessments [avaliações incorporadas, em tradução livre] que ocorrem durante o processo de aprendizagem, de forma que muitas vezes os estudantes nem sabem que estão sendo avaliados. Nesse formato, os professores avaliam não só o que eles sabem mas também como usam seu conhecimento em ação.
Como vocês veem as mudanças na educação?
Nós nos vemos como designers e acreditamos em redesenhar a experiência do aprendizado. O futuro da aprendizagem é o nosso futuro. Cada vez fica mais difícil saber como o mundo vai estar em cinco anos, quais são as habilidades necessárias, qual o conhecimento importante para as próximas décadas. O verdadeiro desafio de quem está desenhando um processo de aprendizado é preparar os alunos para um mundo que não podemos ainda imaginar.
Fonte: http://porvir.org/porfazer/os-games-tem-ensinar-aos-alunos/20120909

Aprendendo a economizar desde cedo

Passar informações financeiras para as crianças é uma tarefa delicada. Pais e professores tentam da melhor maneira educar os pequenos pensando, claro, na economia que precisa acontecer dentro de casa. Com a necessidade que existe hoje, no Brasil, de uma educação financeira mais intensa, a melhor maneira de demonstrar e ensinar economia para as crianças pode ser da maneira mais simples, ou seja, no próprio relacionamento de pais e filhos no cotidiano. Pensando nisso, o Colégio Cícero Nogueira, localizado no bairro Jardim Guanabara, realizou uma atividade que, ao invés de uma sala de aula comum, um supermercado é que se transformou num verdadeiro ambiente de aprendizado. 


DESENVOLVIMENTO
Projeto Educação Financeira
O projeto foi elaborado pela equipe pedagógica do Colégio Cícero Nogueira, tendo a direção da professora Evídia Alves e coordenação de Renata Alcântara, que trabalharam o tema com as crianças em um seminário. Os assuntos apresentados foram:
História do dinheiro, cheque e cartão, Nota Fiscal e desperdício, Imposto e Economia, IPTU e Aplicações e, por último, Exploração do trabalho infantil.
Aula de campo no supermercado
Com o objetivo de ajudar o educando a lidar com o dinheiro e promover uma educação financeira dentro do universo familiar, uma aula de campo foi realizada em um supermercado próximo ao Colégio, com alunos do 3º ao 5º ano. Cada criança poderia levar a quantidade de dinheiro suficiente para comprar alimentos ou outros tipos de produtos e levar para casa. O restante do dinheiro e o cupom fiscal foram conferidos pelos alunos na hora de pagar os produtos no caixa. “Foi muito gratificante organizar essa aula. As crianças fazendo sua listinha de compras, verificando se o dinheiro que tinham levado era suficiente para as compras escolhidas, observando a data de fabricação e até a admiração com os preços e ofertas”, comenta a Coordenadora do Fundamental I, Renata Alcântara.
Comportamento Infantil
Quando as crianças são bem pequenas, os pais precisam explicar para elas que existem coisas que não necessitamos no momento, mas que devemos pensar primeiramente naquilo que realmente precisamos. Essa diferenciação é de suma importância até mesmo para um melhor comportamento de meninos e meninas, que estão a todo momento visualizando diversos atrativos em sua volta.
Por Renata Alcântara - Coordenadora do Fundamental I do Colégio Cícero Nogueira
Fonte: O POVO na Educação

3º Seminário Ler para Saber Mais discutirá Educação na cultura digital: construindo redes na escola


Dia 19 de outubro acontece o 3º Seminário Ler para Saber Mais com o tema 'Educação na cultura digital: construindo redes na escola' cujo objetivo é promover o debate sobre o uso das mídias na sala de aula, com enfoque para a cultura digital e o professor na era da web 2.0, interligando a comunicação e a educação no processo de criação e produção de conhecimento.
O seminário é uma promoção do programa de leitura Ler para Saber Mais, por meio do jornal Gazeta do Oeste, de Mossoró/RN, e apoio da Livraria Paulinas, que vê na educação uma maneira de formar cidadãos críticos.
Durante todo o dia os participantes terão a chance de ouvir quatro palestras fundamentais para a Educação do séc XXI:

  • Educomunicação, diálogo criativo no espaço educacional, com Ismar de Oliveira Soares, da ECA/USP
  • A escola na web 2.0, com Maria Helena Bonilla, da UFBA
  • A leitura do jornal impresso em sala de aula como instrumento de produção do conhecimento, com Moisés Albuquerque, da UERN
  • Eu sou eu e minhas leituras, com Joaquim Oliveira, SEEC/RN
Serviço:
Data: 19 de outubro de 2012
Local: Hotel Villa Oeste (Mossoró-RN)
Horário: 7h30 às 12h e 13h30 às 17h30
Inscrição no jornal Gazeta do Oeste (Av. Cunha da Mota, 96/100, Centro - Mossoró/RN)
E-mail: lerparasabermais@hotmail.com  R$ 20,00 

Programação do 3º Seminário Ler para Saber Mais

7h30 – Credenciamento

8h - Abertura do seminário

8h30 – Conferência 1: Educomunicação, diálogo criativo no espaço educacional, com o professor Ismar Soares (USP)

10h – Intervalo

10h10 – Conferência 2 – A escola na era da Web 2.0, com Maria Helena Bonilla (UFBA)

12h – Encerramento do 1º período

14h – Conferência 3: A leitura do jornal impresso em sala de aula como instrumento de produção de conhecimento, com o jornalista Moisés Albuquerque (UERN)

15h30 - Intervalo

15h40 – Conferência 4 – Eu sou eu e minhas leituras, com Joaquim Oliveira (SEEC-RN)

17h30 – Encerramento

Liberdade de Imprensa - Compartilhe esta ideia!



A WAN-IFRA (Associação Mundial de Jornais e Editores de Notícias) está comprometida com a defesa e a promoção da imprensa livre e independente em todo o mundo. Uma imprensa livre é a guardiã do direito à liberdade de expressão para milhões de pessoas em todo o mundo, mas para outros bilhões esse direito básico é negado, ou seja, as suas vozes, muitas vezes não são ouvidas.

Compartilhamos o vídeo acima para que você possa vê-lo e pensar em atividades que poderia desenvolver com seus alunos, pensando na liberdade de imprensa, na liberdade de expressão, num mundo com democracia, em que o artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos seja respeitado. Mande pra nós as suas sugestões de atividades (programajornaleeducação@gmail.com) para compartilharmos neste espaço e enviarmos para a WAN-IFRA. Por um mundo mais democrático!

Procuradoria ensina sobre ‘mensalão para crianças” na internet

“Vamos conversar sobre um assunto bem sério”, diz o professor Ari. “A ação penal 470, conhecida como mensalão”, continua Alex, na companhia de seu cão-guia Bóris. Singela, assim começa a história do mensalão voltada a crianças e adolescentes que está no site infanto-juvenil “Turminha do MPF”, espaço do portal do Ministério Público Federal que dá contornos educativos ao caso.
Dentro do tópico “honestidade no dia a dia”, os personagens infantis da “Turminha” listam os crimes de que os réus estão sendo acusados. Segundo a Procuradoria, os textos têm trechos com termos jurídicos, reproduzem esquemas sofisticados e sugerem a meninos e meninas a leitura de 55 páginas do processo.
O órgão afirma que o caso é “histórico” e o espaço criado contempla a visão do “órgão acusatório”.
Fonte: Folha de S. Paulo e O Povo na Educação