Por Ayne Salviano
Perguntada sobre quando vai deixar o filho, pequeno, navegar sozinho na internet, Patrícia Peck Pinheiro, advogada especialista em Direito Digital que esteve palestrando durante o 6º Seminário “O Professor e a Leitura de Jornais - Redes Sociais e Interatividade” foi enfática: “Quando ele aprender a ir para a escola sozinho”.
PREVENÇÃO
O raciocínio da especialista é simples, e lógico. É na rua que os perigos acontecem. Antes de andar sozinha pela cidade, a criança precisa ser ensinada a atravessar a rua, a não conversar com estranhos, entre outros cuidados. “A internet é a rua moderna. As crianças só podem ficar sozinhas quando aprenderem a se cuidar”, explicou.
EDUCAÇÃO
A partir deste princípio, Patrícia Peck Pinheiro insiste que é papel dos pais e dos professores estimular o uso ético, seguro e legal da tecnologia, especialmente a partir do próprio exemplo, ou seja, o adulto precisa ser ético e seguir as leis. E o primeiro princípio básico para quem não quer ter problemas é: “Não faça aos outros o que você não gostaria que fizessem a você”.
DICAS IMPORTANTES
Outros conselhos importantes da especialista: 1. Pense e depois publique; 2. Não cobice o conteúdo do próximo (plágio é crime em todas as plataformas); 3. Gere conexões positivas (e não aceite como amigo quem você não conhece); e 4. Assuma o que disse, pois o anonimato é proibido, além de ser um ato covarde.
IMPORTANTE
Cuidado com o excesso de exposição. Os professores, principalmente, precisam separar a vida pessoal da profissional. As pessoas confundem certas informações e é papel do educador cuidar da própria imagem. “Viu só a professora de biquíni no Face?”, “Viu só o professor tomando todas na festa?”. Comportamentos deste tipo já têm prejudicado carreiras.
CUIDADOS
Patrícia Peck Pinheiro ainda orienta: 1. Cuidado com o que você publica, pois se cometer algum deslize e mesmo que peça desculpas, isso não limpa 100% do conteúdo na internet. E por questões de segurança, não exponha fotos de crianças e evite comentar rotinas.
Ayne Regina Gonçalves Salviano é jornalista e professora. Mestre em Comunicação e Semiótica. Especialista em Metodologia Didática. Professora no ensino médio, graduação e pós na rede particular de Araçatuba. Coordenadora do Programa Jornal e Educação Ler para Crescer da Folha da Região.
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Conto de Fadas na sala de aula
Quem nunca ouviu a célebre frase “Era uma vez”? Crianças, jovens e adultos durante muito tempo ouvem histórias contadas por pais e amigos, e repassam de geração em geração as aventuras e os encantamentos das personagens dos contos de fadas. Na escola, a prática da contação de histórias pode ajudar no desenvolvimento da imaginação e na criatividade dos alunos. Através dessa prática, alguns fatores negativos podem ser evitados através do encantamento encontrado nos contos. O POVO na Educação ministrou uma oficina pedagógica junto aos professores do município de Horizonte/CE, cujo tema foi: Como os Contos de Fadas contribuem para a formação da criança e do cidadão. Acompanhe, no passo a passo, como você professor pode realizar a mesma oficina em sua sala de aula, ou em algum momento de estudo com outros colegas professores.
DESENVOLVIMENTO
1º PASSO
Explique que os contos de fadas são narrativas curtas e suas histórias se reproduzem a partir de um motivo principal. Transmitem conhecimentos e valores comportamentais ao longo de muitas gerações, é transmitido oralmente e apresentam um herói ou uma heroína enfrentando grandes obstáculos triunfando sobre o mal.2º PASSO
Comente sobre as principais personalidades que, ao longo dos anos, contribuíram para a difusão dos contos de fadas, assim como outras histórias infantis. Como sugestão, apresentamos os irmãos Grimm, Charles Perrault e Monteiro Lobato. Este último, muito conhecido pelas crianças brasileiras.3° PASSO
O conto de fadas possui um grande poder de entretenimento, mas pode ser um bom aliado na hora de solucionar pequenos conflitos internos que podem existir nas crianças. Observe o comportamento dos alunos e o que eles comentam no decorrer ou na conclusão da historinha, você poderá identificar algum aspecto que poderá ser resolvido nesse tipo de atividade.4° PASSO
Através da Leitura dos Contos, as crianças aprendem que é possível vencer barreiras e superar problemas. Elas aprendem que o herói vence no final e possui várias qualidades que poderá ser copiado pela própria criança. 5º PASSO
Aproveite para trabalhar com os alunos temas como inveja, bem e mal, envelhecimento, entre outros elementos que fazem parte do cotidiano das pessoas. Esse tipo de assunto precisa ser comentado após a leitura dos contos, para que os alunos percebam que o desfecho é sempre otimista. Não deixe de contribuir para um bom desenvolvimento dos seus alunos. Um ambiente decorado, colorido e cheio de livros contribui para o aprendizado. Fonte: http://www.opovo.com.br/app/colunas/opovonaeducacao/2012/08/28/noticiasopovonaeducacao,2908236/conto-de-fadas-na-sala-de-aula.shtml
Escola faz projeto com brinquedos antigos

A reportagem "Imaginar é divertido", publicada pelo suplemento infantil Nossa Vez, do jornal Folha da Região no último dia 15/08, motivou um projeto especial em uma escola de Araçatuba.
Reportagem de Sérgio Teixeira na Folha da Região de hoje (página B4) mostra o trabalho na Emeb (Escola Municipal de Educação Básica) Henry Ferraz Homem, do bairro Ipanema, em Araçatuba, que resgata o valor dos brinquedos e brincadeiras antigas.
Diz o texto: "Difícil pensar nas crianças da atualidade, nativas da era digital, se divertindo com um bornal contendo pé na lata, bilboquê, pião, ioiô e outros brinquedos antigos, do tempo dos pais e avós. Mas a cena é realidade para cerca de cem alunos da Emeb (Escola Municipal de Educação Básica) Henny Ferraz Homem, no bairro Ipanema, em Araçatuba."
De acordo com o repórter, o projeto pedagógico Túnel do Tempo, iniciado este mês pela equipe escolar, pretende fazer com que os estudantes das quatro turmas de 1° anos conheçam ou reconheçam a cultura popular brasileira por meio daquilo que já foi a diversão dos pais e avós. Também tem o objetivo de trabalhar regras, aguçar a criatividade e envolver a família no processo de ensino e aprendizagem das crianças.
Cada professora fez um bornal com brinquedos antigos. Duas vezes por semana, sorteios são realizados para escolher o aluno que levará a sacola de pano para a casa. O contemplado poderá brincar com os materiais estando sozinho ou na companhia dos familiares. Junto com os brinquedos vai um caderno de orientações com regras de diversas brincadeiras tradicionais. Ao final, o aluno devolve o bornal e mostra seus registros expondo suas preferências e experiências.
O que as professoras perceberam é que as crianças não sabem brincar muito com a imaginação porque estão inseridas no mundo da televisão, videogame e computador.
Fonte: http://lerparacrescer.folhadaregiao.com.br/2012/08/escola-faz-projeto-com-brinquedos.html
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Concurso Jornalista por Um Dia
A temática deste ano é o Festival Intencional de Folclore
A importância do folclore para Passo Fundo
A importância do folclore para Passo Fundo
No XI Festival Internacional de Folclore, iremos ver muita cultura. O folclore é um gênero de cultura de origem popular, constituído pelos costumes, lendas, tradições e festas populares transmitidas por imitação e via oral de geração em geração. As tradições e costumes de cada povo devem ser preservados e repassados a futuras gerações como forma de manter contato com suas raízes.
O festival do folclore não oportuniza apenas apresentações pagas, existem vários pontos de apresentações em shoppings, praças e até mesmo nas ruas, onde as pessoas podem ir e assistir belos “teatros” e palestras sem custo algum, como por exemplo: desfiles diários, missa folclórica, oficinas estrangeiras, oficinas de conversação, espetáculos em patrocinadores e muito mais.
A importância do festival para nossa cidade é imensa, traz outras culturas para os passofundenses, podem reencontrar pessoas de seu próprio país que poderiam nunca encontrar, podem haver histórias emocionantes e muito mais.
Eu acredito que quanto mais os governos de nosso país, estado e cidade se preocuparem com a cultura, o mundo melhorará e, com toda a certeza, teremos um futuro melhor se cada um se preocupar um pouco mais com o planeta, acho que o folclore é um pouco de conscientização para todos que realmente prestam atenção no que se mostra, no que se tem principalmente prestar atenção que tudo o que nós temos algum dia começou com alguém.
Não posso deixar de falar que Passo Fundo é a Capital Nacional da Literatura e portanto é uma enorme responsabilidade de nós, passofundenses, em continuar tendo esse posto tão bonito e admirado por pessoas de fora.
Quanta responsabilidade e quanto trabalho para que pessoas que não apreciam a cultura e que não entendem que tudo isso demora e que tem muito trabalho por traz disso, aprenderem a apreciar cultura e informação.
O XI Festival Internacional de Folclore vem por aí e todos deveriam agradecer e curtir esse momento tão especial e com tantas atrações, porque têm pessoas que vêm de outras cidades para assistir aos espetáculos e nós não podemos perder apresentações tão belas e tão cheias de cultura. Folclore é cultura! Aproveite! Participe!
O festival do folclore não oportuniza apenas apresentações pagas, existem vários pontos de apresentações em shoppings, praças e até mesmo nas ruas, onde as pessoas podem ir e assistir belos “teatros” e palestras sem custo algum, como por exemplo: desfiles diários, missa folclórica, oficinas estrangeiras, oficinas de conversação, espetáculos em patrocinadores e muito mais.
A importância do festival para nossa cidade é imensa, traz outras culturas para os passofundenses, podem reencontrar pessoas de seu próprio país que poderiam nunca encontrar, podem haver histórias emocionantes e muito mais.
Eu acredito que quanto mais os governos de nosso país, estado e cidade se preocuparem com a cultura, o mundo melhorará e, com toda a certeza, teremos um futuro melhor se cada um se preocupar um pouco mais com o planeta, acho que o folclore é um pouco de conscientização para todos que realmente prestam atenção no que se mostra, no que se tem principalmente prestar atenção que tudo o que nós temos algum dia começou com alguém.
Não posso deixar de falar que Passo Fundo é a Capital Nacional da Literatura e portanto é uma enorme responsabilidade de nós, passofundenses, em continuar tendo esse posto tão bonito e admirado por pessoas de fora.
Quanta responsabilidade e quanto trabalho para que pessoas que não apreciam a cultura e que não entendem que tudo isso demora e que tem muito trabalho por traz disso, aprenderem a apreciar cultura e informação.
O XI Festival Internacional de Folclore vem por aí e todos deveriam agradecer e curtir esse momento tão especial e com tantas atrações, porque têm pessoas que vêm de outras cidades para assistir aos espetáculos e nós não podemos perder apresentações tão belas e tão cheias de cultura. Folclore é cultura! Aproveite! Participe!
Ana Caroline Macari, 17anos
EMEF Georgina Rosado
EMEF Georgina Rosado
ESCOLA ESTRELA GUIA
Os vermelhos e saberes do Curupira
A turma da educação infantil aproveitou a Semana do Folclore para aprender mais sobre algumas lendas tradicionais
Os vermelhos e saberes do Curupira
A turma da educação infantil aproveitou a Semana do Folclore para aprender mais sobre algumas lendas tradicionais
Acompanhados da educadora Caroline Santin, os alunos conheceram o personagem folclórico Curupira. A defesa da natureza, o gosto pela fruta preferida, a manga, e o cabelo vermelho fogo chamaram a atenção.

(A professora também entrou na brincadeira / FOTO / ESCOLA ESTRELA GUIA)
“Nós pintamos o cabelo de vermelho com papel crepom, provamos a sua fruta preferida e, também, pintamos os pés em uma folha, recortamos e o colamos no calcanhar, assim parecia que estávamos andando para trás. O que me chamou atenção foi que eles se empolgaram tanto que decidiram fazem em mim”, contou a professora da Escola de Educação Infantil Estrela Guia, que ficou muito feliz e impressionada com a curiosidade dos alunos.
Projeto DM na Sala de Aula
O que
O DM na Sala de Aula é um programa do Jornal Diário da Manhã, realizado nas cidades de Passo Fundo e Erechim, onde se trabalha com professores de escolas públicas e particulares, dando sugestões para a utilização do jornal como instrumento didático-pedagógico.
Quando
Todas as quintas-feiras, no jornal Diário da Manhã.
Todas as quintas-feiras, no jornal Diário da Manhã.
Próximo encontro
No dia 14 de setembro, às 14 horas, no auditório da CDL. No quarto encontro, haverá o encerramento do concurso “Jornalista por um dia”, além de discussões sobre o programa pedagógico e prático.
No dia 14 de setembro, às 14 horas, no auditório da CDL. No quarto encontro, haverá o encerramento do concurso “Jornalista por um dia”, além de discussões sobre o programa pedagógico e prático.
Fonte: Diário da Manhã 27/08/2012
Prêmio VivaLeitura 2012 com inscrições abertas
Estão abertas até 29 de setembro as inscrições para a sétima edição do Prêmio Vivaleitura. Em 2012, a iniciativa oferecerá um total de R$ 540.000 em dinheiro a instituições comprometidas com o fomento à mediação da leitura em todo o território nacional e a valorização do hábito de ler na conquista da cidadania plena.
O Vivaleitura é dividido em três categorias:
- “Bibliotecas públicas, privadas e comunitárias” - Concorrem experiências desenvolvidas em bibliotecas de acesso público sem ligação com instituições de ensino.
- “Escolas públicas e privadas” - Concorrem trabalhos realizados em colégios públicos e particulares sob responsabilidade de professores, diretores, bibliotecários ou coordenadores.
- “Sociedade” - Categoria que avalia iniciativas formais ou informais executadas na área da leitura, por cidadãos vinculados às ONGs e instituições sociais.
A comissão selecionará 18 projetos finalistas a serem contemplados com diploma e troféu Vivaleitura. Os seis vencedores de cada categoria receberão prêmios no valor de R$ 30 mil. Além disso, as iniciativas indicadas para a Menção Honrosa “José Mindlin” ganharão diploma e medalha. A cerimônia de premiação acontece em dezembro.
As inscrições são gratuitas e poderão ser feitas via internet, pelo site www.premiovivaleitura.org.br, ou via postal, como carta registrada, com Aviso de Recebimento (AR) endereçado a PRÊMIO VIVALEITURA / Fundação Biblioteca Nacional, Av. Rio Branco, n° 219 – Centro, CEP 20040-008 Rio de Janeiro- RJ.
Os trabalhos enviados pelos Correios deverão conter a ficha de inscrição que se encontra no site www.premiovivaleitura.org.br devidamente preenchida e anexada ao trabalho. Só serão aceitos os trabalhos com data de envio da documentação dentro do prazo estabelecido, sendo considerada a data de envio pela internet ou a postagem indicada pelo carimbo dos Correios, na data da expedição.
Com abrangência nacional, o Vivaleitura já reuniu mais de 13 mil iniciativas de incentivo à leitura desde 2006, ano da sua criação. Os números refletem o compromisso de pessoas e instituições de todo o país com a formação de leitores. A enorme coleção de trabalhos inspira políticas púbicas na área de educação e colabora no planejamento de ações do Programa Nacional do Livro e da Leitura.
O Prêmio VIVALEITURA é uma realização da Fundação Biblioteca Nacional, com a coordenação e execução da Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura – OEI, em conjunto com o Ministério da Educação, em parceria com a Fundação Santillana, a Fundação Banco do Brasil, o Conselho Nacional de Educação (CONSED) e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (UNDIME).
Fonte: FBN
Do discurso para a ação
Por Marcus Tavares (*)
Educação: o que eu quero para minha cidade? Que tal refletir sobre este tema neste período eleitoral, quando as campanhas para prefeitos e vereadores dos cerca de cinco mil municípios já começaram? Não há dúvida de que a sociedade reconhece a importância da Educação, mas há pouca mobilização em torno da questão.
Fonte: Jornal O Dia 25/08/2012
Educação: o que eu quero para minha cidade? Que tal refletir sobre este tema neste período eleitoral, quando as campanhas para prefeitos e vereadores dos cerca de cinco mil municípios já começaram? Não há dúvida de que a sociedade reconhece a importância da Educação, mas há pouca mobilização em torno da questão.
Se a população não tomar para si as discussões das políticas públicas de Educação de seus municípios, a Educação não vai se tornar prioridade. Sem participação, fiscalização e cobranças, as políticas educacionais vão sendo ‘tocadas’ de acordo com os interesses das administrações públicas, que muitas vezes não estão no mesmo compasso dos da sociedade. Isto não pode acontecer. Afinal, somos nós que financiamos a Educação. São os impostos — no mínimo 25% — pagos por nós, que usufruímos diretamente ou não a infraestrutura educacional das cidades, que devem ser investidos na pasta.
Segundo especialistas, os problemas não são da ordem financeira, mas de gestão e de política pedagógica. É preciso saber administrar, e bem, estes recursos e estabelecer proposta pedagógica de ensino que seja capaz de garantir uma boa aprendizagem das crianças e dos jovens. Muitas vezes, os municípios nivelam o ensino por baixo, garantindo o básico. É muito pouco.
Por isso, a sociedade tem que fazer valer seus impostos, consequentemente seus direitos. Participar de forma proativa das discussões da escola é ponto de partida. Exigir dos governantes escolas próximas de suas casas, professores qualificados, equipe pedagógica e de apoio, propostas pedagógicas consistentes e escolas bem equipadas e em horário integral deve ser questão de ordem.
Sei que os problemas das cidades vão muito além da Educação. Basta olharmos para a Saúde, um quadro lastimável. Enfim, é preciso sair do discurso, de um estágio de anestesia e ir para a ação. Exigir. Só com a pressão popular é que mudanças podem acontecer. A pergunta “Educação: o que eu quero para minha cidade?” está sendo feita pela Oscip Planetapontocom. Acesse www.revistapontocom.org.br e responda.
(*) Professor e jornalista especializado em Educação e Mídia
Escola não precisa ser repensada, e sim refeita
Por Alexandre Le Voci Sayad

Alunos da Oregon Epischopal School, localizada nos arredores de Portland (USA), que não utiliza mais currículos.
“Ser” é melhor que “pensar”. Assim como “fazer” vale mais que “pensar”. Sinto um misto de preguiça e frustração quando leio artigos sobre educação clamando para que a velha escola seja repensada – excitados pelas avaliações frustrantes do Ideb . Um exercício meramente ególatra.
A escola é repensada continuamente desde que o modelo iluminista, e posteriormente fordista e politécnico, de ensino e currículo se fizeram presente. São toneladas de pesquisas e teorias forjadas na solidão das salas de universidades. O universo da educação formal, e das faculdades de pedagogia, é majoritariamente composto por pensadores e pesquisadores. Pensar e repensar são suas especialidades. Transformar, não. Eis a questão.
Por exemplo, o MEC propôs semana passada para o Ensino Médio algo prosaico em termos de pensamento, mas inovador na prática: um modelo matricial, e não curricular de ensino. Isso significa que as disciplinas se mesclariam estimulando a elaboração de projetos interdisciplinares pelos alunos. Ora, a chamada “pedagogia de projetos” é algo criado por John Dewey no começo do século passado! Colocá-la em prática é a grande novidade – pensá-la, não.
O Schumacher College, em Londres, e a Oregon Episcopal School, nos arredores de Portland (EUA) não têm currículo há muito tempo. Trabalham por projetos e estão entre as instituições mais renomadas e respeitadas do mundo. No Brasil, ignorado pela grande mídia, o tal Ensino Médio Inovador já está presente desde 2009 em mil escolas com Ideb abaixo da média.
Fico menos animado ainda quando percebo que o PNE (Plano Nacional De Educação), algo elementar para a melhora do ensino, está com votação truncada na Câmara e que os sindicatos já chiaram quando souberam da proposta do MEC. Começa a ir por água abaixo uma implementação que poderia, juntamente com outros ajustes, dar uma guinada no Ensino Médio a favor dos que têm mais interesse nele: o estudantes.
Por trilhas alternativas, projetos bem implementados de produção de comunicação por alunos em escolas têm o poder de transformá-las. Esses são realidade em mais de três mil escolas públicas do Brasil – não vi até agora um aferimento de qualidade por parte do MEC ou institutos ou uma reportagem na grande mídia sobre eles.
A última pesquisa que tive notícia, o Aprova Brasil, do Unicef, mostrou que escolas que se aproveitavam do fazer comunicativo obtinham Ideb acima da média porque estimulavam a participação da comunidade nas decisões escolares.
Nesses casos, não se trata de fórmula mágica ou grandes exercícios mentais. Trata-se de aproveitar o que de melhor o estudante faz fora da sala de aula, vídeos e textos com celulares e redes sociais, e colocá-los a favor da aprendizagem. Nesse sentido, uma recente pesquisa nos Estados Unidos surpreendeu: segundo a Child’s Mercy, 83% dos pais entrevistados, apesar dos receios recorrentes das redes sociais, aprovavam seu uso como importante na educação dos filhos.
Repensar a escola não causa impacto algum à educação. Refazê-la, sim; e isso implica em experimentar. Para medir os resultados são necessários anos, talvez gerações, afinal impacto educacional não se mede da noite para o dia. E uma escola experimental pode facilmente ser refutada pelo seu público, em geral conservador e avesso a experimentalismos – mas que adora “repensar” a educação de seus filhos.
A pergunta que fica é: estamos realmente prontos para uma nova escola, na prática?
Fonte: Portal Aprendiz
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