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sexta-feira, 21 de maio de 2010

Uma manhã de descobertas

Quem passava pelos corredores do Grupo Corrêa Neves de Comunicação na manhã do dia 19, se deparava com um grupo de estudantes eufóricos e muito curiosos para entender o que se passa nos bastidores da notícia. Acompanhados da professora Ângela de Freitas Chiachiri,os 33 jovens do 1º ano “A”, do Ensino Médio da Escola Estadual David Carneiro Ewbank, em Franca/SP, conheceram cada departamento do jornal Comércio da Franca e da rádio Difusora.


De acordo com Ângela, o passeio foi importante para os adolescentes porque, por meio dele, o grupo descobriu que há pessoas trabalhando dia e noite para que a notícia chegue a cada canto da cidade.”Certamente terei assunto a trabalhar com os alunos durante um bom tempo!”,concluiu.

A aluna Larissa Aparecida Barbosa,15, permaneceu atenta durante todo a visita, gostou de ter aprendido como são feitas as vinhetas da rádio.”Não imaginava que fossem gravadas assim”,disse empolgada.

Além da turma do CEDE, outras três também conheceram a rádio Difusora e o Comércio da Franca: O 5º ano “B”da Escola Municipal Ricardo Pucci,o 5º ano “C” da Escola Municipal Fausto Alexandre e uma turma de 1º ano da Escola Municipal Elenita Mazota de Oliveira.

De acordo com a professora Rosa Cesário,da Ricardo Pucci,conhecer o jornal e a rádio foi uma oportunidade muito rica para seus alunos. “A gente explicava sobre o jornal, na sala, mas ver como tudo é feito, traz à prática toda a teoria apresentada por nós, professores.”, disse.

Fonte: Blog projeto Jornal Escola / Comércio da Franca

O Brasil investiu em educação 4,7% do PIB

O Fundeb vai garantir um investimento mínimo de R$ 1.414,85 por aluno de ensino fundamental da rede pública, em 2010.

É o equivalente a R$ 117 por mês, valor considerado insuficiente para oferecer ensino de alta qualidade, segundo especialistas e o próprio Ministério da Educação (MEC).

O gasto mínimo por aluno/ano é calculado com base nas estimativas de receita do Fundeb para o ano.

Inicialmente, o Ministério havia projetado um valor ligeiramente maior: R$ 1.415,97. O resultado de um novo cálculo foi divulgado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE): o gasto mínimo por aluno caiu para R$ 1.414,85 (menos 0,1%).

O coordenador-geral do Fundeb no FNDE, Vander Oliveira Borges, diz que a correção foi motivada por um erro – nem todas as matrículas tinham sido incluídas no primeiro cálculo.

A quantia vale para as séries iniciais do ensino fundamental em escolas urbanas. O Brasil investiu em educação 4,7% do PIB (Produto Interno Bruto), em 2008. A Unesco recomenda 6%.

Fonte: O GLOBO (21/05/2010)

Jornais feitos por alunos são elos entre escola e comunidade

Criança pode escrever notícias do bairro e da cidade? Pode publicar o que escreve? Pode ter opinião? Pode analisar o que os jornais publicam? Responder a essas perguntas é uma das tarefas escolhidas por 1.043 escolas públicas de educação integral, que participam do programa Mais Educação.

O meio para trabalhar temas do cotidiano da escola e do bairro é o jornal escolar. O jornal é uma das atividades da educação integral pública que visa desenvolver nos estudantes habilidades de pesquisa, leitura, escrita, fotografia e contribui para a formação cidadã, explica o coordenador-geral de ações educacionais complementares da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, Leandro Fialho.

Para qualificar o trabalho dos monitores responsáveis pelo jornal em cada escola, o Ministério da Educação assinou nesta quinta-feira, 20, em Brasília, um acordo de cooperação com a ONG Comunicação e Cultura, de Fortaleza, e com o Instituto C&A de Desenvolvimento Social, de São Paulo.Pelo acordo, a ONG Comunicação e Cultura será responsável por diversas ações, entre elas, produzir materiais pedagógicos para as escolas sobre o que é e como se faz um jornal escolar, como criar na internet um site do jornal escolar, imprimir os jornais e capacitar monitores para utilizar esses instrumentos. A qualificação dos monitores, segundo Daniel Raviolo, coordenador da Comunicação e Cultura, terá duração de um ano e certificado de extensão universitária.

O modelo de jornal escolar desenvolvido pela ONG tem 16 páginas, em preto e branco, quatro edições anuais e tiragem de até 1 mil exemplares para a escola e a comunidade do entorno. Para fazer o jornal, a escola recebe um CD com sugestões de diagramação e ilustração.

A participação dos alunos, diz Daniel Raviolo, é a parte mais importante do jornal escolar. São eles que vão discutir a pauta de cada edição, as ilustrações, as fotografias e como vão trabalhar cada assunto. A atividade pode começar com uma pergunta, segundo Raviolo: as notícias do nosso bairro a gente lê em algum lugar?A partir daí, os estudantes vão pesquisar na comunidade o que ela está fazendo e o que pode ser notícia, vão recolher histórias e também devem opinar sobre os fatos. Um jornal feito assim, na avaliação da Raviolo, é não só um aprendizado de como fazer, mas um mergulho na vida do bairro e uma possibilidade de transformação dos estudantes e de suas famílias.

No acordo, será responsabilidade do Instituto C&A de Desenvolvimento Social garantir recursos técnicos e financeiros para elaborar, aprimorar, sistematizar e disseminar a metodologia do jornal escolar. O acordo de cooperação tem duração de 12 meses, mas pode ser renovado.

Mais Educação
O programa Mais Educação é uma política do governo federal de assistência técnica e transferência de recursos a estados, Distrito Federal, municípios e escolas para a oferta de educação integral. São prioridades do programa as regiões metropolitanas e cidades onde crianças vivem sob risco social e violência. O Mais Educação começou em 2008 e hoje está presente em 10 mil escolas nas 27 unidades da Federação. No conjunto, atende 2,1 milhões de alunos do ensino fundamental e médio.

Fonte: Portal MEC/ Texto Ionice Lorenzoni

terça-feira, 18 de maio de 2010

Ensinar a aprender

Compartilhamos abaixo artigo de Patrícia Konder Lins e Silva, publicado em O Globo, em 18 de maio, para estimular a reflexão. Boa leitura!

Volta e meia publicam-se avaliações de métodos pedagógicos, o que é interessante para a sociedade.

Mas alguns esclarecimentos são necessários porque, em uma era de grandes transformações, a dificuldade de lidar com mudanças pode causar forte reação de apego a referências antigas.

A comparação de escolas tradicionais com posturas construtivistas não se sustenta porque parte de visões de mundo muito diferentes.

O construtivismo na escola tem origem numa epistemologia, num pensamento filosófico que gerou diferentes interpretações para aplicação pedagógica, todas tendo como foco a aprendizagem do aluno.

As chamadas escolas tradicionais propõem diversos métodos para ensinar.

O ensino da escola tradicional é hoje universalmente questionado porque, embora possa parecer que os métodos facilitam o ensino, nenhum deles resolve a questão da aprendizagem do aluno pois limita a capacidade de compreender e refletir e não o prepara para os desafios da realidade atual. Há escolas que acreditam que a reprodução de determinados conteúdos é conhecimento suficiente e há escolas que reconhecem a inteligência humana como característica a ser desenvolvida e propõem uma pedagogia que imerge o aluno no exercício da capacidade de pensar. Simplificando: há escolas que ensinam e há escolas que ensinam a aprender. E aprender é para a vida toda.

Hoje o aluno precisa aprender a descobrir o conhecimento no turbilhão de informação encontrado na internet. Não basta o que recebe por doação de um professor. O aluno precisa aprender a solucionar problemas e não aprender soluções prontas. Precisa aliar o desenvolvimento moral ao intelectual. E, ainda, precisa se preparar para enfrentar discussões éticas, epistemológicas, culturais, sociais. O papel do professor é orientar o acesso dos alunos ao acervo cultural da Humanidade para propor a reflexão sobre o que aprende, incentivar o desenvolvimento da capacidade de pensar e cuidar da formação para a cidadania.

A escola para os dias de hoje é muito difícil para o aluno e muito trabalhosa para o professor, mas é a que é necessária para os que vão viver sua vida adulta durante o século 21.

Uma interpretação construtivista encoraja a pedagogia da inteligência, que forma os jovens para pensarem de modo autônomo, para que reconheçam o valor do conhecimento, para o enfrentamento dos debates sobre as questões éticas que serão preponderantes neste século como consequência das revoluções científicas em curso - a revolução biomolecular, a revolução quântica e a revolução da inteligência, todas com a potencialidade de romper os fundamentos da vida e da matéria. É um direito das gerações serem preparadas para o seu tempo.

Fonte: O Globo - 18/05/2010

Mais de 30% dos municípios ainda não aderiram ao programa nacional de livro didático

A partir do ano que vem, somente os estados e municípios que assinaram o termo de adesão ao Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) receberão os livros do governo federal. O prazo termina no dia 31 de maio.

Até o último dia 13, cerca de 4 mil adesões haviam sido enviadas, de acordo com Rafael Torino, diretor de ações educacionais do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

O número representa aproximadamente 70% do total e, segundo Torino, está dentro do esperado pelo MEC. “Ainda falta bastante tempo, e temos recebido uma média de 50 a 100 adesões por dia”, afirma.

É a primeira vez que os prefeitos devem comunicar ao governo se desejam ou não receber os livros do PNLD. Até o ano passado, os livros didáticos eram enviados a todos os municípios. A escola que não fizesse a seleção – que acontece todos os anos, pela internet – recebia os livros que tinham sido mais pedidos em seu município.

Após o prazo, os municípios podem continuar a enviar as adesões, mas só receberão os livros nas próximas edições do programa, a partir de 2012.

Rafael Torino explica que a decisão do MEC de exigir a adesão formal do município visa combater o “desperdício e a irresponsabilidade” de muitas prefeituras. O termo traz uma série de compromissos que os gestores devem assumir: obrigação de viabilizar a escolha dos títulos preferidos pelos professores; permitir o acesso de professores e estudantes aos livros, ou seja, o material não pode ficar estocado; obrigação de informar sobras ou falta de livros; conservação adequada; não descartar o material antes do prazo de validade etc.

“Antes do termo não tínhamos nenhum instrumento para poder cobrar esse comportamento. Agora teremos um controle maior”, afirma Torino. Para garantir o cumprimento das regras, o termo também prevê penalidades. Por exemplo, a exclusão da prefeitura do programa e a denúncia ao Ministério Público, que pode processar o gestor por improbidade administrativa.

Número preocupante

Para o escritor José de Nicola Neto, presidente da Associação Brasileira dos Autores de Livros Educativos (Abrale), haverá um “problema social grave” caso o número de prefeituras que não aderiram ao programa continue alto até o fim do mês. “A escola pública, apesar dos pesares, tem melhorado. E um dos fatores para essa melhoria é o fato de os alunos terem regularmente material didático. [Se as prefeituras não aderirem] é um retrocesso”, avalia.

Nicola vê três possibilidades no caso de uma prefeitura perder o prazo ou optar por não aderir ao programa: “ou o aluno vai ficar sem material para 2011, ou a prefeitura vai ter que arrumar material para alunos – ela própria pode fazer ou comprar de um sistema apostilado privado”, explica.

“Mas não se faz material didático de uma hora para outra – nem uma prefeitura do porte de São Paulo conseguiria fazer a tempo”, continua Nicola. Ele ressalta que muitas prefeituras têm comprado sistemas apostilados. “A compra é sempre questionada, porque não há licitação, e a verba poderia ser aplicada na melhoria da condição das escolas. E também porque alguns sistemas têm competência pedagógica duvidosa”.

A existência de um sistema apostilado no município é o principal motivo para a não adesão, segundo Torino. “Em alguns casos pode ser por descuido da prefeitura, e é justamente o que queremos evitar. Por isso vamos intensificar as ações de comunicação nos próximos dias”.

Fonte: Observatório da Educação - 18/05/2010

MEC quer concurso único para professores a partir de 2011

A seleção de professores para atuar nas Escolas públicas deve ser feita por meio de um concurso único para as redes de ensino de todo o país, a partir de 2011. A proposta partiu do Ministério da Educação (MEC). O tema estará em debate, por meio de uma consulta pública, a partir de amanhã na internet.

Quem quiser dar a sua opinião sobre o conteúdo da prova deve acessar o site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) - www.inep.gov.br. A seleção será chamada de Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente, uma espécie de provão para professores.

A coordenadora-geral de Instrumentos e Medidas Educacionais do Inep - órgão do MEC responsável pela aplicação do exame -, Gabriela Miranda Moriconi, diz que os interessados farão a prova, receberão suas notas e estarão habilitados a participar do processo seletivo das redes que aderirem.

"Quando uma rede que aderiu ao exame abrir um concurso, os interessados poderão se inscrever em quantos concursos quiserem, e o Inep encaminhará as notas a essas redes. Cada rede utilizará a nota da forma que preferir, como para classificar o candidato para uma segunda fase ou como fase única do concurso", explica.

Gabriela ressalta que a primeira edição será apenas para os professores que lecionarão no ensino infantil e nos anos iniciais. "Mas a ideia é que qualquer um possa se inscrever para fazer a prova. Por exemplo, um aluno de Pedagogia que quer testar seus conhecimentos. Quem vai definir os pré-requisitos para o candidato ser selecionado em cada concurso é a própria rede, por meio de edital", ressalta.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, defende que essa é uma forma de melhorar a avaliação, principalmente, em pequenas cidades. A Secretaria Estadual de Educação (Sedu), que está realizando um concurso público, informa que não descarta a possibilidade de aderir ao provão.

Para sindicato, cada rede deve fazer sua seleção

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Espírito Santo (Sindiupes) é contrário à mudança proposta pelo governo federal. O diretor de Comunicação da entidade, Swami Cordeiro Bérgamo, entende que cada rede de ensino tem capacidade para selecionar seu corpo docente, portanto a seleção única seria desnecessária.

"Cada rede de ensino tem suas peculiaridades, e isso deve ser avaliado no concurso. Os Estados devem ter autonomia para garantir a seleção do corpo docente. Também temos que conhecer melhor essa proposta, saber se a avaliação será aplicada todos os anos, quais são os critérios", diz Swami.

Por dentro da novidade

O que é: O Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente, espécie de provão para professores, é composto por prova objetiva e por redação. Deve selecionar professores para trabalhar em redes municipais e estaduais de todo o país.

Quando: Ele deve ser aplicado pela primeira vez em 2011 e ter edições anuais.

Adesão: O teste dependerá da adesão de governos municipais e estaduais. Eles terão liberdade para decidir se o exame será o único critério de seleção ou se deverão ser considerados outros fatores, como provas de títulos ou curso para formação de professores.

Edital: As redes municipais e estaduais de ensino que aderirem ao exame vão definir o número de vagas e a forma de utilização das notas do exame por meio de edital.

Escolha: professores de qualquer parte do país poderão se candidatar, utilizando a nota do exame.

Consulta pública: O Ministério da Educação vai abrir uma consulta pública na internet (www.inep.gov.br) a partir de amanhã. Os internautas terão 45 dias para dar sua opinião sobre a proposta de conteúdo a ser cobrado na prova (eles poderão editar, excluir, propor novos conteúdos ou comentar o texto proposto).

Avaliados: A princípio, serão selecionados professores para turmas de Educação infantil e séries iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano).

Prefeituras vão discutir medida antes

Diante da possibilidade de realização de um concurso público único para os professores, as prefeituras municipais da Grande Vitória optaram pela precaução antes de dizer se vão aderir ou não à iniciativa. A Prefeitura de Vitória informou, por meio da assessoria de imprensa, que vai estudar o projeto antes de comentar o assunto. A mesma resposta foi dada pela administração da Serra.

A secretária de Educação de Vila Velha, Maria do Carmo Camenote, afirma: "A discussão está em nível do Ministério da Educação e Consed (Conselho dos Secretários Estaduais de Educação), não tendo o município participado de uma discussão formal. A princípio, entendemos como positiva a participação dos diversos entes federados na qualificação da seleção de profissionais da Educação".

Já o secretário de Educação de Cariacica em exercício, Jair Miranda de Paiva, enfatiza que o município não foi comunicado oficialmente sobre a proposta. "Não temos uma posição sobre o tema, porque ele ainda está em estudo. Quando o projeto for apresentado, vamos levar a discussão para o Conselho de Educação e para o sindicato dos professores", explica. Ele também ressaltou que o último concurso municipal foi realizado no ano passado.

Estado oferece curso, mas falta educador para preencher vagas

Os candidatos aos cargos de professor e de pedagogo na rede estadual passarão por um curso de formação no próximo mês. No entanto a Secretaria Estadual de Educação (Sedu) não espera preencher todas as 902 vagas oferecidas para o segundo semestre deste ano.

O assessor de Projetos Estratégicos da Sedu, João Pires, adianta que nem todas as disciplinas tiveram candidatos aprovados na primeira etapa da seleção. "Esperamos nomear cerca de 860 professores e pedagogos. Nem todas as disciplinas tiveram candidatos aprovados. Como sempre, há dificuldade para encontrar professores de Física, Química e Matemática, principalmente, nos municípios menores", explica.

A relação final de candidatos aprovados na primeira etapa - composta por prova objetiva e avaliação de títulos - será divulgada no dia 10 de junho. Entre os dias 13 e 18, os candidatos devem participar de um curso de formação, que tem como objetivo aprimorar a didática dos futuros educadores da rede.

"Para ser aprovado, o candidato deve ter 100% de presença e fazer uma prova, cujo desempenho mínimo deve ser de 70%. O Espírito Santo sai na frente, porque tem uma seleção focada na competência para dar aula. O professor será preparado antes de ser nomeado e de tomar posse", diz.

Curso

Os professores que participarem do curso receberão uma bolsa no valor de 50% do piso salarial da categoria. Quem for servidor da rede estadual não poderá acumular as duas remunerações, ou seja, vai receber o salário do mês normalmente.

A formação terá entre as disciplinas o uso de tecnologias no processo de aprendizagem, a função do professor e do coordenador pedagógico e as relações entre conhecimento, atividade docente e aprendizagem dos alunos. Os professores assistirão a palestras e farão parte de oficinas de trabalho. Os aprovados começarão a dar aulas no segundo semestre deste ano.

"Não haverá segunda chamada, mas, se for necessário, faremos outro curso, com os candidatos classificados, mas não convocados", enfatiza Pires.

Para formação

R$ 827,32 de benefício
É o valor da bolsa para os candidatos aos cargos de professor e de pedagogo.
60 horas de curso
É a carga horária do curso de formação. Ao todo, serão cinco dias de estudos.

Bônus: critérios ainda sob análise
Outra medida que deve mudar a realidade do professor da rede estadual é o pagamento do bônus-desempenho, que pode ser equivalente ao salário do servidor. Pela proposta, a gratificação vai variar de acordo com a Escola. A Secretaria Estadual de Educação (Sedu) levará em consideração o desempenho de alunos no Programa de Avaliação da Educação Básica (Paebes), a frequência do educador em sala de aula - nem mesmo as faltas justificadas por atestado médico serão perdoadas -, a taxa de participação dos alunos na prova e a realidade socioeconômica da turma.

Avaliação
Os dados serão avaliados de duas formas: comparando-se o desempenho nas avaliações do Paebes de 2009 e de 2008 e comparando-se o desempenho de cada Escola no grupo de Escolas que possuem o mesmo nível socioeconômico. O estudo para o detalhamento dos critérios não foi concluído, mas a bonificação deve ser paga ainda neste ano. Todos os educadores e funcionários das Escolas serão beneficiados, mesmo os que trabalham em regime de Designação Temporária (DT). O governo vai destinar R$ 43 milhões do orçamento para o pagamento do bônus.

"Não consigo ver vantagem em uma prova única". A professora Marisol Mafra, 40 anos, dá aula para o 2º ano do ensino fundamental em uma Escola da Prefeitura de Vitória. Na opinião dela, o exame único para seleção de professores parece superficial, já que dar uma nota ao candidato não é o suficiente para qualificá-lo como bom ou ruim. "Acho complicado usar uma única prova para se adequar a realidades tão diferentes em cada região do Brasil e até mesmo entre Escolas municipais, estaduais e federais. Hoje, o professor se prepara para um concurso específico, com conteúdos diferenciados. Não consigo ver qual a vantagem desse tipo de avaliação única", afirma. Marisol afirma que precisa analisar melhor a proposta do exame e também o conteúdo que deverá ser cobrado para avaliar se a qualidade no processo de seleção pode melhorar.

Fonte: A Gazeta (ES) 18/05/2010

Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes

Desde 2000, o 18 de maio foi instituído pela Lei 9.970, como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

Infelizmente, a data remete a um dos crimes que comoveu o Brasil, ocorrido na cidade de Vitória, capital do Espírito Santo, em 1973.

Naquele ano, a menina Araceli Cabrera Crespo, de oito anos, foi espancada, violentada e assassinada brutalmente. Até hoje, os culpados pelo crime não foram punidos.

E quantas Aracelis, Luanas, Yasmins, Alanis, Isabelas e tantas outras crianças inocentes tiveram o mesmo destino?

O Comitê Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual de Crianças e Adolescentes promove diversas atividades de conscientização e combate à situação por todo o País.

Só no ano passado foram denunciados 15.345 casos de violência sexual contra crianças e adolescentes.
Segundo dados do Disque 100, da Secretaria de Direitos Humanos (SEDH) da Presidência da República, em 2009 foram 9.638 registros de abuso sexual, 5.415 de exploração sexual, 229 de pornografia infantil e 63 de tráfico de crianças.
E só nos quatro primeiros meses de 2010, já foram contabilizadas cerca de 4 mil ocorrências de violência sexual contra meninos e meninas.

De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), dentre as diversas manifestações de violência contra crianças e adolescentes, as mais incidentes são o abuso sexual praticado por integrantes da própria família e a exploração sexual para fins comerciais, como a prostituição, a pornografia e o tráfico.


Além de crime e cruel violação dos direitos humanos, essas expressões resultam em danos irreparáveis para o desenvolvimento físico, psíquico, social e moral das crianças e dos adolescentes suscetíveis a esse tipo de violência.

Entre outras conseqüências, as vítimas estão sujeitas à dependência de drogas, à gravidez precoce e indesejada, a distúrbios comportamentais e doenças sexualmente transmissíveis.

Fonte: Blogo O POVO na Educação/Valeska Andrade