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segunda-feira, 3 de maio de 2010

"Voz da Liberdade" ajuda a debater o tema Liberdade de Imprensa

Alunos da Escola Municipal Prefeito Dr. Fulton Vitel B. de Macedo, de Ponta Grossa (PR), criam jornal para comemorar o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, 3 de maio.

Com supervisão da professora Lourdes do Rocio Stafil dos Santos e o apoio da jornalista Talita Moretto, coordenadora do Projeto Cultural Vamos Ler, do Jornal da Manhã, os alunos escreveram sobre as diferentes formas de manifestação, liberdade de expressão e censura no jornal Voz da Liberdade, que também contou com charges e uma enquete.
O Voz da Liberdade será enviado para a Associação Mundial de Jornais e Editores de Notícias (WAN/IFRA), com sede em Paris, e concorrerá ao Prêmio WAN de Liberdade de Imprensa, na categoria Escolas. Ele disputará a premiação com outros trabalhos do mundo inteiro desenvolvidos por escolas e que tiveram como tema a Liberdade de Imprensa.

O Programa Jornal e Educação (PJE), da Associação Nacional de Jornais (ANJ), estimula o debate sobre o tema a partir do trabalho de cerca de 55 coordenadores de PJE em todo o Brasil. São eles os responsáveis pelo contato com as escolas, gerenciamento dos programas locais, orientação e troca de experiências com educadores.

Alunos envolvidos na criação do Voz da Liberdade:Abner Renan Teixeira Correa, Amábile Louise Galvão, Andressa Aparecida dosSantos, Andressa Monteiro Antunes, Ariel Carneiro Lemes dos Santos, Bruna daSilva Saettone, Bruna Lorena Lorang, Bryan Felipe Caveglion dos Santos, CarlosEduardo da Rosa Barbosa, Cassiano Levandovski Dopkoski, Clayton HenriqueRodrigues Vaz, Helton Rodrigues Bonfim, Iago Felipe dos Santos, Indianara DirceFerreira da Silva, Ingrid Quadros, Jackson Antunes da Luz, Jefferson Luiz Carneiro,Jonas Gabriel Alves dos Santos, Karynne Harylan de Souza Pereira, Kasline MayaraSiuta , Leonardo Ferreira de Mello, Leonardo Viana de Souza Duarte, LuanaIracema Lara de Lima, Marcos Ariley Rodrigues, Mario Rodrigo Pedroso Rodrigues,Matheus Marsal dos Santos, Mayara Levandovski Dopkoski, Miguel César Ortiz,Nayara Zapora, Rafael Willian Rodrigues Carneiro, Sedrik Talles Borges, TaisCaroline de Jesus Pereira, Victor Luiz Ferreira, Vitor da Costa Just .
Ilustração: Ariel Carneiro Lemes dos Santos e Vitor da Costa Jus
Para mais informações sobre o Projeto Cultural Vamos Ler, é só acessar o site: www.vamoslerjornaldamanha.com.br

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Programa O Liberal na Escola promove palestra em Belém

Programa O Liberal na Escola, do jornal O Liberal (PA), promove palestra no dia 11 de maio, em Belém, com o engenheiro, professor e pesquisador Manoel Ribeiro Júnior. O tema é Cabanagem - Revolução Social Popular.
A palestra é voltada a educadores e a coordenação do evento é do escritor, jornalista e educador Salomão Larêdo.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Site disponibiliza vídeos da Conferência Internacional O Impacto das TICs na Educação

Brasília sediou nos dias 27 e 28 de abril a Conferência Internacional "O Impacto das TICs na Educação". O objetivo foi revisar as abordagens e as práticas de avaliação sobre impacto das tecnologias da informação e comunicação na qualidade da educação da América Latina e do Caribe e discutir métodos para formação de professores.

A conferência foi realizada pela representação da UNESCO no Brasil, o Escritório Regional de Educação para a América Latina e o Caribe (OREALC/UNESCO Santiago) e a SEED/MEC.

Para o público que tem interesse na área, mas não pôde participar do evento, os organizadores disponibilizaram os vídeos com as palestras no site da conferência. Para assistir, basta acessar: http://www.iptvcultura.com.br/ticeducacao

Além da disponibilização das palestras foram criados grupos de discussão com participantes de vários países. A idéia é aprofundar o debate e trocar boas práticas nesse campo, ajudando na reflexão de políticas públicas. O site da conferência também reunirá toda a informação relevante sobre o evento: agenda, documentos oficiais, perfis dos palestrantes, novidades e notícias.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

A conferir!

Congresso Internacional Alfabetização Mediática e Culturas Digitais
Dias 13 e 14 de Maio
Sevilla/Espanha
congresoculturadigital.wordpress.com

Congresso Internacional de Educação
Dia 27 a 29 de Maio
Ponta Grossa/Paraná (Brasil)
www.isapg.com.br/2010/ciepg

V Seminário Nacional O Professor e a Leitura de Jornal: Mídia, Educação e Formação Docente
Dias 14 a 16 de Julho
UNICAMP
Campinas/ São Paulo (Brasil)
www.anj.org.br/jornaleeducacao e http://www.alb.com.br/portal/5seminario/index.html

Media Literacy Conference
Dias 19 e 20 de Novembro
Londres/Inglaterra
http://mlc2010.org.uk/index.php

Ensino bilíngue atrai as crianças graças a método lúdico e contextualizado

Educandário tradicional fundado em 1902, o Liceu Santista, em Santos (SP), oferece ensino bilíngue há seis anos. As aulas de inglês, terceirizadas, têm início a partir do nível III do ensino infantil, quando ocorrem uma vez por semana, e vão aumentando gradativamente. Assim, de duas vezes por semana no primeiro ano do ensino fundamental, o ensino de inglês passa para cinco aulas semanais no período a partir do sexto até o nono ano. No ensino médio, são realizadas aulas dirigidas, três vezes por semana.

“Temos conseguido excelentes resultados, inclusive com aprovação de alunos em universidades norte-americanas”, destaca a professora Alessandra Dias Vieira Marques, uma das coordenadoras do ensino bilíngue na instituição. Formada em letras e pedagogia, cursando pós-graduação em psicopedagogia, e com proficiência no idioma inglês pela Universidade de Michigan, Alessandra Marques explica que a proposta é oferecer um ensino bilíngue de qualidade, contextualizado e que garanta a fluência em todas as habilidades: fala, audição, escrita e leitura.

Na opinião da outra coordenadora do ensino bilíngue no Liceu Santista, Maria Vitória Komar, a metodologia utilizada é lúdica e contextualizada: “acreditamos que o aluno só aprende quando traz para o concreto o que aprendeu”, justifica a professora, que também tem proficiência no idioma inglês pela Universidade de Michigan.

Apesar de alguns alunos estrangeiros, a maior parte dos cerca de 1.200 estudantes da instituição é constituída por brasileiros. “Eles vêm de famílias que valorizam o aprendizado da língua inglesa como um importante diferencial,” ressalta Maria Vitória. Outros diferenciais são as turmas reduzidas, com cerca de 15 alunos no máximo; aulas no laboratório de informática; materiais multimídia, e a realização de vivências e projetos especiais, como culinária, filmes, música, poesia, e teatro, entre outros.

Na visão de Alessandra Marques, o ensino bilíngue é uma tendência na educação. “O idioma inglês já é uma obrigatoriedade no mercado de trabalho, independente da cidade e do país. Por isso nossa preocupação constante em oferecer o que há de mais moderno em termos de aprendizagem e material didático”, justifica.

Sonho

No Estado de Goiás, a Escola Internacional de Goiânia, criada em 1993, é uma escola bilíngue que atende 450 alunos do ensino infantil e da educação fundamental. Segundo a diretora pedagógica da instituição, Jeannette Aller Moreira, ela é resultado do sonho de oferecer um serviço de educação com visão globalizada, em que as crianças são alfabetizadas na língua materna e, simultaneamente, aprendem o inglês.

A aprendizagem se dá de forma lúdica, com atividades planejadas para atender o nível de desenvolvimento do aluno. Nas turmas iniciais, com crianças de um ano e meio a três anos, o inglês é usado durante todo o tempo, evitando-se o uso do português. Nas turmas de três a cinco anos são utilizadas as duas línguas, meio a meio. O processo de alfabetização em português tem início no primeiro ano, enquanto a alfabetização em inglês começa apenas no segundo ano. É no segundo ano também que os conteúdos das disciplinas curriculares específicas, como matemática e história, começam a ser apresentados nos dois idiomas. “Tal procedimento, ao mesmo tempo em que promove o conhecimento de áreas específicas, auxilia o processo de aquisição do inglês e facilita a alfabetização no idioma,” justifica Jeannette Moreira.

Do sexto ao nono ano, as aulas de inglês ocorrem quatro vezes por semana, com os alunos separados por níveis de conhecimento da língua. Nas disciplinas regulares, os alunos têm contato com conteúdos específicos na língua inglesa. Para a diretora pedagógica da Escola Internacional de Goiânia, a sociedade atual necessita de pessoas flexíveis e versáteis, e com boa capacidade de comunicação. “Devem dominar tecnologias de informação e possuir conhecimento de outras línguas e culturas,” ressalta.

Fonte: MEC

Mãe digital

A jornalista Vanessa Cabral dizia que nunca faria um blog, exceto se um dia tivesse algo realmente importante para contar. No início deste ano, ela encontrou um bom motivo para mergulhar nessa empreitada e conseguiu inovar o congestionado universo da blogosfera. Não há registro, pelo menos no Brasil, de que alguém tenha criado uma página na internet para acompanhar o cotidiano de seus filhos numa escola pública.

Irritada com o valor das mensalidades dos colégios particulares (de R$ 900 a R$ 1.500) e crítica em relação aos métodos pedagógicos, ela tomou coragem e matriculou seus dois filhos, Ian e Arthur, na escola pública (Brigadeiro Faria Lima) mais próxima de sua casa (em Perdizes). "Senti que, finalmente, tinha encontrado algo, de fato, interessante para escrever.

"Ocorreu, porém, que algumas pessoas passaram a perguntar a Vanessa se ela tinha algum problema psicológico. "Quando contei ao meu grupo de meditação que meus filhos estavam estudando numa escola pública, vi olhos arregalados como se eu tivesse blasfemado."No dia seguinte, recebeu e-mails, todos demonstrando preocupação. Num deles, uma amiga contou que sonhara que os meninos estavam correndo perigo.

A decisão de Vanessa, entretanto, foi cercada de cautela.Além de visitar por várias vezes a escola, conversou com a direção, com a coordenação e com professores. "Senti confiança." Viu que estavam criando ações extracurriculares e que se mostravam abertos à participação dos pais. Resolveu, então, participar do conselho da escola para poder influir na gestão.

Rapidamente, ela sentiu vontade de relatar sua experiência. Descobriu um jeito de unir seu projeto educativo ao seu projeto jornalístico, dando uma dimensão digital à maternidade.Para acompanhar melhor os filhos, teve de mudar sua vida profissional. Acertou um horário mais flexível na Redação em que trabalha (da revista "Poder", editada por Joyce Pascowitch).

Até agora, seu blog tem sido favorável à escola. Ela vem mostrando que há aspectos positivos apesar das dificuldades. Num dos textos, mostrou-se satisfeita ao ver um dos filhos fazer um projeto com base no quadro "Guernica", de Picasso.

Seus textos não só ajudam a desmontar preconceitos como também, ao mesmo tempo, mostram que a entrada da classe média nas escolas públicas pode melhorar a fiscalização dessas instituições.

Um dos projetos de Vanessa é que o blog seja um fórum de discussão que atraia as outras mães e pais de alunos da escola, mas, por enquanto, os leitores são seus amigos e conhecidos, cujos filhos estão em escolas particulares.

Fonte: Gilberto Dimesntein/ Portal Aprendiz