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sexta-feira, 19 de março de 2010

Novo Plano Nacional de Educação é tema do 19º kit

Radialistas de todo o País já podem baixar e veicular os novos materiais do projeto "No Ar: Todos Pela Educação"
Texto: Todos pela Educação
Este é um ano muito importante para a Educação no Brasil. Até o fim de 2010, o governo federal deve elaborar e encaminhar ao Congresso Nacional o conjunto de diretrizes que orientará as políticas educacionais em todo o território brasileiro na próxima década, o Plano Nacional de Educação 2011-2020. Neste sentido, a Conferência Nacional de Educação (Conae), que acontece em Brasília entre os dias 28 de março e 1º de abril, será palco para discussões acerca dos principais temas que constituirão este novo Plano. Diante deste cenário, o 19º kit do projeto "No Ar: Todos Pela Educação" traz mais informações sobre estes relevantes temas para a Educação em nosso país ao longo da próxima década.

A iniciativa é uma realização do movimento Todos Pela Educação em parceria com o Unicef, e tem apoio do Grupo ABC e da produtora Friends Áudio. O projeto consiste em enviar aos radialistas de todo o País um kit mensal com informações, depoimentos de radialistas, artistas e atletas; músicas e spots com dicas de como a população pode fazer a sua parte pela melhoria da Educação.

Acompanhar de perto as discussões da Conae e a elaboração do PNE são as dicas do mês. O kit de março também lembra que não há Educação de qualidade sem professores motivados e valorizados. Por isso professores, pais e alunos devem ficar atentos a essa questão neste momento tão decisivo para a Educação brasileira.

O depoimento do mês é do ex-jogador de futebol Raí. O craque destaca a importância de os radialistas levarem o tema da Educação de qualidade para todo o País. O kit também traz uma entrevista com a atriz Nicete Bruno, feita por Gilberto Dimenstein no quadro Prazer em Aprender da rádio CBN.

Da Rádio Serrana de Araruna-PB, Marcos Lima lembra que, mais do que nunca, a Educação precisa estar na agenda dos brasileiros, e convoca todos os radialistas a mobilizar a sociedade em torno das discussões do novo PNE. O radialista do mês é Alan Feitosa, da Rádio 103 FM de São Domingos do Maranhão.

"No Ar: Todos Pela Educação" também conta com o apoio da Abert - Associação Brasileira de Rádio e Televisão, das Associações Estaduais de Rádio e Televisão e do GPR - Grupo de Profissionais do Rádio.

Mais informações:
Todos os materiais do projeto estão disponíveis e podem ser baixados pela internet no site do
Todos Pela Educação

quinta-feira, 18 de março de 2010

Campanha da ONU quer combater o ''jeitinho brasileiro''

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) está promovendo uma campanha para incentivar as pessoas a adotarem práticas mais éticas no dia-a-dia, como não burlar regras, ser paciente no trânsito e ajudar colegas de trabalho. Para isso foi lançado um site interativo, no qual é possível postar recomendações, histórias e fotos sobre o tema.

A iniciativa vem de uma consulta popular que ajudou a definir o tema do próximo Relatório de Desenvolvimento Humano do PNUD: Valores de Vida. O estudo será dividido em quatro cadernos mensais, lançados a partir de março. Serão publicados produtos inéditos, como o perfil dos valores das regiões brasileiras e o índice de Valor Humano, um indicador que mede o quão consciente a pessoas estão sobre sua conduta.

“Na consulta popular as pessoas disseram que parte dos problemas tem a ver com ‘o jeitinho brasileiro’”, conta o responsável pelo relatório, Flávio Comim. Com o problema em mãos o próximo passo era encontrar soluções para superá-lo. O PNUD, então, criou a campanha Mostre seu Valor, composta por um site colaborativo no qual é possível postar dicas de atitudes responsáveis, sugestões de políticas públicas e ainda fotos e vídeos relacionados com o tema.

“A ideia da campanha é tornar as pessoas ativas e fazê-las pensar juntas em uma solução”, conta Comim. “Para mudar o país, não basta ter mais professores e mais policiais. É preciso mudar a pessoa que origina o problema”, conta.

Os cadernos com o resultado da campanha serão em um formato menos acadêmico do que os anteriores e trarão o ranking atualizado do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M).
Fonte: Portal Aprendiz/ Sarah Fernandes

Professor ensina cego a ter visão

Esse é mais um belíssimo exemplo do poder da educação. Professores ensinaram cegos a fotografar. É algo que inicialmente pareceria absurdo --o resultado você pode ver no www.catracalivre.com.br. Daí se constata até onde um professor consegue chegar, mesmo nas situações mais difíceis.

O Senac ensinou um grupo de cegos não apenas a fotografar, mas a usar a máquina pra denunciar - é como se, na prática, ganhassem uma visão. O grupo se dedicou a denunciar a difícil acessibilidade das ruas de São Paulo e, usando os mais distintos sentidos, está mostrando agora seu trabalho numa exposição.

Esse caso serve como símbolo para que a sociedade valorize cada vez mais o professor que, se estimulado, é capaz de fazer, de certa forma, até um cego ganhar visão.

Um mau professor é capaz de fazer justamente o contrário - impedir que alguém enxergue o mundo.

PS: Recebi dezenas de e-mails me acusando de ser contra o professor por criticar a pauta de reivindicação da greve. Pedem menos restrição ao absenteísmo e menos provas de mérito. Isso, para mim, é justamente prejudicar o professor, passando a imagem de que são faltosos ou relapsos, incapazes de passar por um prova.

Justamente porque acho o professor a mais importante profissão de uma sociedade, considero essa pauta de reivindicação uma total falta de visão.

Bom professor não tem medo de prova e aposta no talento - tanto dele como de seus alunos.

O resto é cegueira. Inclusive dos pais que não se revoltam contra o sindicato.

Fonte: Portal Aprendiz/ Gilberto Dimenstein

terça-feira, 16 de março de 2010

Definição precoce

Na França, futuro profissional é decidido na adolescência
Disparidades no ensino médio fazem elite se perpetuar nos postos do poder.
Lúcia Müzell, de Paris/ Revista Educação

Não é só no Brasil que o ensino médio é encarado como um momento-chave no futuro educacional dos jovens. O lema que proclama liberdade, igualdade e fraternidade na República Francesa esconde uma realidade bem diferente para os adolescentes em vias de decidir o futuro.

Desinteresse, falta de recursos ou entrada precoce no mundo do trabalho se intensificam em um sistema no qual os menos favorecidos têm 20 vezes menos chances de conseguir um lugar de destaque em uma sociedade que, por tradição secular, perpetua as elites no poder. Na França, "menos favorecidos" são aqueles cuja renda familiar está em torno de 1.343? - valor do salário mínimo local, equivalente a R$ 3.440. Essas famílias costumam receber ajudas adicionais do governo, que podem atingir até 1.000? a mais.

O assunto vai e volta na imprensa num ritmo impressionante. Na última das polêmicas, o governo da França e as grandes écoles francesas - instituições de formação de excelência em nível superior em que 90% dos estudantes são "de família" -, se enfrentaram em torno de uma proposta do Estado segundo a qual as instituições deveriam passar a receber 30% de alunos bolsistas até 2012. Mais uma vez, sobrou para o ensino médio - chamados de estudos secundários -, cujas disparidades na qualidade foram de pronto apontadas pelos diretores de grandes écoles como a principal causa para os níveis tão baixos de admissão entre as classes baixas.

E não se pode negar que eles têm razão. Enquanto a média nacional de aprovação é de pelo menos 80% dos alunos no Baccalauréat (ou simplesmente Bac), o exame nacional obrigatório para o ingresso no ensino superior, essa porcentagem cai para 50% entre os filhos de trabalhadores.

O desafio dos liceusMas também não se pode dizer que o ensino seja ruim - longe disso. A principal lacuna se forma, na realidade, na hora de estabelecer qual o tipo de Bac os jovens de origem modesta poderão conseguir. Dependendo do histórico escolar, os estudantes não têm sequer direito de tentar os Bacs mais prestigiados, como o científico, destinado para a área de exatas, a porta de entrada inicial para as grandes écoles de engenharia, administração e comércio.

Um exemplo: Jean-Pierre, estudante de um colégio ordinário em Saint-Dennis, na periferia norte de Paris, perdeu o pai quando estava no penúltimo ano do ensino fundamental. Por conta do trauma, acabou repetindo o ano e continuou com notas baixas, porém suficientes, até o final do primeiro ciclo da escolaridade. A surpresa veio quando sua mãe foi inscrevê-lo no liceu para iniciar o ensino médio: Jean descobriu que suas notas lhe permitiam ingressar somente em um estabelecimento profissional que visa a formar para carreiras técnicas como eletricista ou padeiro, através de um Bac profissional obtido ao final dos estudos. Ou seja, a sorte de Jean-Pierre estava lançada aos 15 anos de idade.

"Minha mãe teve de implorar para que eu pudesse entrar em um liceu comum, porque o caminho profissional é praticamente sem volta", conta o jovem, que agora se prepara para as provas do Bac geral, em junho, que permitem ingressar em qualquer universidade. "Sinceramente, não sei se teria continuado em um liceu profissional. Seria como se não tivessem servido para nada tantos anos de escola."

Nos liceus, o desafio é minimizar as disparidades em termos de exigências de estudos verificadas no cotejo entre estabelecimentos públicos e privados. Superficialmente, as diferenças não saltam aos olhos. Seja em um ou em outro, no Quartier Latin ou na periferia, os alunos dos liceus têm uma carga pesada de aulas: em média, passam seis horas por dia na classe e levam para casa o equivalente a pelo menos mais uma hora de revisão em exercícios. Nos sábados, têm ainda toda a manhã na sala de aula. A diferença é o quanto os alunos se engajam durante todo esse tempo que passam nos colégios.

Como no Brasil, a pedra que trava o sistema é o meio social onde uns e outros vivem. Nas periferias, é comum que as preocupações externas sejam muito mais determinantes do que a solução das equações de matemática: é um pai que, imigrante ilegal, está ameaçado de expulsão, um irmão que se envolveu com quem não devia, uma mãe que precisa de ajuda no pequeno negócio da família.

Dever de origemPor conta disso, e por mais que lutem contra a maré, os professores da rede pública sabem que não podem exigir de seus alunos o mesmo empenho dos estudantes que, fechados os livros, só têm preocupações como frequentar aulas de piano ou escolher um novo aplicativo para o iPhone. Os jovens que frequentam os colégios tradicionais trazem no seio familiar a inspiração e mesmo a obrigação de um futuro promissor, ao passo que, entre os menos favorecidos, um percurso universitário é muitas vezes um degrau inédito na história da família.

Quentin Le Gall, 15 anos, é um típico aluno da classe média alta francesa. Estuda em um dos liceus privados mais tradicionais da capital, o Stanislas, por onde passaram nomes como o ex-presidente Charles de Gaulle. Filho de pai e mãe normaliens, ou seja, que cursaram a Escola Normal Superior, o jovem teve desde sempre o destino traçado pelos pais: não lhe resta outra alternativa a não ser ingressar em uma grande école. "Estou estudando para o Bac científico e gosto bastante de física e química", explica, antes de fazer ironias sobre os jovens que escolhem os outros tipos de exames, considerados por ele como os "para os menos esforçados". Quentin suspira, e completa, olhar blasé montado no rosto: "de qualquer forma, não tenho outro caminho para seguir".

Primeiro da classe, estuda todos os dias até as 22 horas e só tem as tardes de domingo para se divertir. No seu colégio, como em tantos outros estabelecimentos privados de luxo espalhados pelo país, os alunos são obrigados a terminar os estudos com fluência em inglês e bons conhecimentos em uma terceira língua. "Eu sei que, sendo assim, o meu futuro é garantido. Ainda tenho bastante tempo para aproveitar a vida. Tenho certeza de que o esforço de agora será recompensado mais tarde", diz o garoto, que não foi autorizado pelos pais a ser fotografado pela reportagem.

"A maioria dos problemas tem raiz em uma mesma causa: o elitismo republicano das nossas escolas, a cultura da classificação e da eliminação precoce, a tolerância às desigualdades e à reprodução deste cenário. A escola francesa é muito seletiva, e desde muito cedo", analisa o sociólogo Christian Baudelot, especialista em educação e sociologia do trabalho. "O centro dos nossos problemas se situa na base do sistema: a França não soube se dotar de um verdadeiro tronco comum que consiga assegurar uma formação elevada para o pior dos alunos, que estude no pior dos colégios."

Ele critica o fato de o país estimular cada vez mais os diplomas de elite, o que traz como efeito perverso a desqualificação dos demais, de forma que só quem consegue um bom diploma alcançará uma carreira promissora. O sociólogo afirma que estudos comparativos com outros países desenvolvidos mostram que, quanto mais rico, mais massificada é a educação média de qualidade e o nível superior. "Na França, o sistema vai levando o aluno que está fora da elite ao fracasso desde muito cedo, porque a massificação do ensino superior não é vista como algo positivo."

Medo do fracasso induz à mediocridadeAlém de não contar com essa pressão familiar e da sociedade, os estudantes menos abastados são vítimas do objetivo de "repetência zero", fixado pelo governo ao longo dos últimos anos. O plano apareceu em reação aos números cada vez mais alarmantes de abandono precoce dos estudos. Em 2008, verificou-se que um a cada quatro alunos não compreendia o que era dito em aula; do total de alunos com dificuldades de aprendizagem, 84% são de origem modesta e nada menos do que 20% dos 750 mil alunos do ensino secundário estavam deixando a escola sem qualquer diploma ou qualificação. Uma pesquisa do Ministério da Educação constatou que quase todos os alunos que deixavam classes escolares achavam as aulas chatas e monótonas. Em outras palavras, desmotivação pura.

Mas ao invés de melhorar a qualidade do ensino, o resultado do plano foi uma tolerância muito maior à mediocridade estudantil, em nome da diminuição da desistência. Aos pais que têm condições e, sobretudo, visão estratégica restou matricular os filhos nos cursos de reforço escolar, que infestaram as cidades francesas a partir de 2006. "A ideologia progressista que dominava as nossas escolas foi cedendo a uma via reacionária, que acha que se vai reconquistar a motivação dos alunos por meio de mais disciplina, metas e menos integração com o mundo dos estudantes", avalia François Dubet, sociólogo da educação e especialista em marginalidade juvenil. "A consequência óbvia é que cada vez mais os alunos não querem trabalhar em classe, se tornam violentos, preferem entrar em um emprego qualquer porque acham que, trabalhando, estão aprendendo mais do que na sala de aula."

No ano passado, o governo francês aumentou o suporte escolar público para os alunos em dificuldade. Dubet pondera que a iniciativa pode ser altamente estigmatizante, e somente se torna eficaz se os professores diversificarem os métodos pedagógicos de acordo com o perfil de cada classe, de cada aluno. Ele lembra que os países que melhor se destacam nesse sentido são os que adotam, por exemplo, exercícios diferenciados entre os alunos, ao mesmo tempo em que mantém a unidade da turma. Uma forma, garante o especialista, de aumentar a motivação dos alunos que ficaram para trás e que assim poderão enxergar o próprio progresso, ao invés de só se verem afundando cada vez mais no conteúdo ensinado.

Outro caminho, conforme Dubet, seria revalorizar a via profissional dos estudos, hoje soterrada sob uma infinidade de preconceitos. "Os diplomas profissionais muitas vezes viabilizam empregos mais sólidos e bem remunerados do que os diplomas gerais. Sem contar que muito mais vale um diploma profissional do que nada."

segunda-feira, 15 de março de 2010

Leitor dedica mais tempo a jornal do que a notícia on-line

Leitores americanos gastam cerca de 20 vezes mais tempo lendo jornais em papel do que o noticiário na internet, mostram pesquisas. Enquanto o tempo médio gasto com o noticiário on-line é de 75 segundos por dia, aos jornais impressos os americanos reservam 26 minutos diários. Além disso, apenas 3% das notícias nos EUA são lidas em websites.

As conclusões são do economista-chefe do Google, Hal Varian, e foram expostas em workshop nesta semana em Washington sobre o futuro do jornalismo. São amparadas por pesquisas feitas em 2009 por institutos renomados como o Pew Research Center e o Laboratório de Jornalismo da Fundação Nieman.

"Há uma razão para o pouco tempo que os leitores gastam com notícias on-line: a maior parte dessa leitura se dá durante o trabalho", disse Varian, segundo discurso postado no blog do Google.

Por isso, lembrou ele, em 2008 (o último dado disponível), jornais e revistas americanos receberam o quádruplo da verba para anúncios destinada aos websites, perdendo apenas para a TV.

Com a circulação dos jornais caindo e os leitores na internet aumentando, editores nos dois meios buscam formas de explorar melhor a integração das duas plataformas (pelos números da Nieman citados pelo executivo, os jornais impressos tiveram em média 117 milhões de leitores ao mês nos EUA em 2008, ante 70 milhões on-line em junho último).

E o Google, com seu Google News agregando conteúdo muitas vezes exclusivo de outros veículos, viu-se na berlinda recentemente. Mas Varian diz que a empresa quer trabalhar com os jornais e vê nichos.

Neste mês, a mega-agência de notícias Associated Press somou-se a um grupo de jornais que vai do "Financial Times" ao "Wall Street Journal" e o "Le Figaro" e passará a cobrar pelo acesso a parte de seu conteúdo on-line fornecido no novo iPad.

Fonte: Folha de São Paulo/ Dinheiro - Texto Luciana Coelho (13/03/2010)

Como você acompanha a Educação do seu filho na escola?

Vejam abaixo texto do blog Todos pela Educação sobre matéria da revista Época "A participação dos pais na educação dos filhos"!

Diversos estudos e pesquisas já comprovaram que pais que acompanham a vida escolar do filho têm mais chances de vê-lo com bom desempenho na escola. Mas qual é a melhor maneira de apoiá-lo a aprender mais? A reportagem de capa da revista Época desta semana traz algumas pistas responder a essa questão.

A matéria foi feita a partir da pesquisa “A participação dos pais na Educação dos filhos”, divulgada pelo Todos Pela Educação em novembro do ano passado. O estudo deixa claro que os brasileiros valorizam a Educação dos filhos e dizem participar das atividades escolares, mas nem sempre dão prioridade ao que é mais importante: o aprendizado.

Conferir as notas, a freqüência e a assiduidade das crianças é mais comum do que acompanhar as lições de casa, ir à escola ou conversar com os professores. “Há mais cobrança do que incentivo”, diz a reportagem, apontando ser esta uma dos principais desafios para os pais.

A revista traz exemplos de meninos e meninas que conseguiram aprender mais e passaram a tirar boas notas. Vale a pena conferir as dicas de como garantir uma boa Educação para o seu filho! << action="5&mID="6415">>

quinta-feira, 11 de março de 2010

O mago revelado!

Esta dica de leitura vem do site espanhol Entrecomics. Uma entrevista com um dos maiores criadores de roteiros de quadrinhos de todos os tempos: Alan Moore. A entrevista foi publicada na revista espanhola Vice:

"Hijo orgulloso de Northampton, la pequeña localidad inglesa en la que aún vive, Moore se fogueó a principios de los 80 en 2000 AD, la principal factoría británica de cómics de ciencia ficción y fantasía. Sus historias para el Juez Dredd reimaginaron el personaje dotándole de complejidades inexploradas hasta entonces. Su propia creación, Halo Jones, fue el primer título del medio en presentar a una protagonista femenina que no era una supertipa con grandes tetas ni una víctima.

A mediados de los 80 revolucionaba los cómics americanos, primero revitalizando un estancado título de DC, La Cosa del Pantano, que Moore convirtió en un libro sobre el examen de la existencia con trasfondo ecologista, y después creando Watchmen, el primer cómic que dio realmente la vuelta al tropo superheroico; una obra maestra de la que se rodó una aciaga adaptación cinematográfica que Moore, por supuesto, ha desautorizado.

Varias reyertas legales sobre propiedad y derechos de sus creaciones más tarde, Moore inauguró su propia línea de cómics, bautizada—no del todo en broma—como America’s Best Comics. Entre 1991 y 1996 produjo From Hell, una personal, bella y siniestra visión de la historia de Jack el Destripador que también se convirtió en una película de mierda que Alan desautoriza. La serie La Liga de los Caballeros Extraordinarios dio comienzo en 1999 y se ha convertido en un libro mastodóntico, torrencial, que mezcla felizmente historia real e imaginada con versiones de nuestra propia realidad. De nuevo película chunga, muy chunga, y desautorización de Moore. En V de Vendetta el inglés nos ofreció su punto de vista sobre el totalitarismo: peli al canto y, claro, desautorización al ídem.

En años recientes Moore ha producido una novela formalmente compleja, La Voz del Fuego (1996), y un poema de largo formato sobre chicas a las que les gustan las chicas y chicos a los que les gustan los chicos titulado El Espejo del Amor (2004). También ha publicado 25,000 Years of Erotic Freedom (2009), que examina exactamente lo que el título indica, y Lost Girls (2006), una creación en tándem con su compañera, Melinda Gebbie, en la que la Wendy de Peter Pan, la Alicia de Alicia en el País de las Maravillas y Dorothy, de El Mago de Oz, viven un montón de explícitas aventuras. Estimulante de verdad.

Actualmente Moore trabaja en una revista underground, Dodgem Logic; en una novela, Jerusalem, y en una guía sobre la magia. Porque, veréis, Moore practica la magia, y no la del tipo conejo-y-chistera. Hace poco le telefoneamos a su casa en Northampton y, al asegurarnos él que tenía una taza de té en la mano y “todos los tés que hagan falta a mi disposición”, quedó claro que Mr. Moore estaba más que dispuesto a hablar con nosotros durante largo rato sobre su trabajo y sus ideas. Y, sí, durante nuestra conversación surgió la magia".
Quer ver a entrevista? Vá ao blog Nona Arte, de onde retiramos o texto, clicando aqui.