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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Analfabetismo funcional é desafio

8 de Setembro - Dia Internacional da Alfabetização - Jornais brasileiros mobilizam-se para debater o tema e lembrar a data. Veja matéria do jornal Correio Popular, de Campinas/SP, sobre Analfabetismo Funcional. O Correio Popular desenvolve o Programa de Jornal e Educação Correio Escola Multimídia.

Maria Aparecida dos Sanros: aprender a escrever o nome é "felicidade"
O número de analfabetos com mais de 10 anos na Região Metropolitana de Campinas (RMC), segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é de aproximadamente 87 mil pessoas. Entretanto, um dos maiores desafios da educação no século 21 é a barreira do analfabetismo funcional. Na educação básica, onde o problema se inicia, a situação é preocupante. Apenas em Campinas, anualmente, cerca de 6% das crianças de 8 anos, o correspondente a 90 alunos, saem do terceiro ano do Ensino Fundamental sem saber ler ou escrever. 


Em nível nacional, o problema é ainda mais assustador. Os resultados da Avaliação Brasileira do Final do Ciclo de Alfabetização, a Prova ABC, divulgados há duas semanas, mostram que 57,2% dos estudantes do terceiro ano do Ensino Fundamental não conseguem resolver problemas básicos de matemática, como soma ou subtração. O estudo ainda revelou que 43,9% desses alunos não tiveram desempenho satisfatório em leitura. 


Os especialistas são unânimes em afirmar que o maior esforço hoje deve ser em garantir a qualidade da educação nas fases iniciais. “O Brasil enfrentou nas últimas duas décadas o desafio de colocar todas as crianças na escola. Embora não tenha sido atingido plenamente, o problema foi bem reduzido. Mas, hoje, não adianta dizer que tem vagas para todos. É preciso oferecer educação de qualidade para todos”, afirma a professora Ângela Soligo, da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).


“Estamos formando uma geração de alunos escolarizados depois do esforço de universalização da educação. Mas o ponto principal, atualmente, é a ineficiência que está relacionada ao processo de alfabetização. Hoje, mais do que nunca, uma pessoa que não teve uma alfabetização plena sofre com a segregação. E esse novo cenário impõe um desafio extra para a sociedade e para os educadores”, afirma Luiz Eduardo Drouet, coordenador executivo do Compromisso Campinas pela Educação. 


Quando não é resolvido nas séries iniciais, o problema se agrava. Só em Campinas, cerca de 30 mil pessoas com mais de 10 anos não conseguem ler ou escrever. É o caso de Maria Aparecida dos Santos, de 46 anos, que depois de entrar e sair várias vezes da escola para trabalhar e ajudar na renda da casa, retomou os estudos. 


Hoje, ela comemora os resultados. “Já sei escrever o meu nome e é minha maior felicidade. Também consigo juntar algumas palavras e ler”, diz. Maria Rosa Fagundes, de 56 anos, ainda não está contente com os avanços. “Assino o meu nome e leio um pouco, mas quero aprender a escrever melhor”, diz. 


Soluções concretas 
Para Ângela Soligo, são necessárias ações concretas para resolver o analfabetismo funcional. “Uma educação de qualidade pressupõe estrutura escolar adequada, salas de aula com números de alunos compatível — o ideal seriam 25 alunos por sala no Ensino Fundamental —, professores bem qualificados, com salário que permita que ele se dedique a apenas uma escola, com tempo não só para dar aula, mas para realizar projetos e atender as crianças no contraturno. As avaliações mostram o problema e os pesquisadores apontam as soluções, mas essa fase de análise precisa ser superada”, afirma. 


Entre outras medidas para combater o analfabetismo funcional, Drouet destacou a necessidade de investimento na formação do professor. “Defendemos a valorização dos educadores, mas hoje uma grande parcela dos professores formados não tem um foco tão grande no processo de alfabetização”, diz. 


“Dessa forma, é necessário maior especialização no processo de alfabetização e um compromisso dos educadores em garantir o direito fundamental dos alunos terem acesso a uma educação de qualidade”, completa.

Fonte: Correio Popular/ Foto: Leandro Ferreira 08/09/2011

Jornais ajudam adultos a realizar o sonho de ler

8 de Setembro - Dia Internacional da Alfabetização
Jornais brasileiros mobilizados pelo tema. Veja abaixo matéria publicada no jornal A Gazeta, de Vitória/ES.

Celeste, Marlene e Jaci Silva são alunas de alfabetização do professor Wesley. "Eles podem não ter acesso a 
livros, mas têm o jornal. Não leem, mas gostam de manuseá-lo", diz Wesley
Os jornais que iriam para a reciclagem ganharam nova vida na sala de aula do professor Wesley Alexandre da Silva. Lá, jovens e adultos que estão sendo alfabetizados passaram a utilizar as edições de A GAZETA  e do Notícia Agora como instrumento de aprendizagem. 

O pequeno grupo tem 17 pessoas, com idades que variam de 17 a 76 anos. Sua luta para aprender a ler e escrever é um exemplo no Dia Mundial da Alfabetização. Querem deixar para trás uma triste estatística do último censo: a existência de 219 mil analfabetos no Estado.

O projeto do professor Wesley - "Da redação para a alfabetização" - teve início quando ele percebeu a identificação de seus alunos com os jornais. "Eles podem não ter acesso a livros, mas têm o jornal. Não leem, mas gostam de manusear", relata.

TarefaTodos os dias, Wesley escolhe um tema e discute as notícias com os alunos. Segundo o professor, é o momento em que identificam os assuntos que são importantes, quem são os personagens do Brasil e do mundo e as histórias parecidas com as vividas por cada um deles. "A alfabetização de adultos não parte do zero, mas da vivência de cada um", assinala o educador.

Ele conta que em sua sala há o jovem que quer melhorar de vida, o homem que quer crescer no mercado de trabalho e as senhoras que desejam ler a bíblia, como Celeste Rodrigues. Aos 76 anos, ela não abre mão de realizar seu sonho. "Já estou lendo algumas palavras", comemora.

São essas metas que ajudam o grupo a superar as dificuldades diárias. "Nessa fase da vida, há o cansaço após um dia de trabalho, a idade, a memória que já não ajuda muito e até a mão que nem sempre segura o lápis."

Oportunidade

Os que conseguem concluir o curso ainda vão conquistar uma alfabetização digital, aprendendo a abrir uma conta de e-mail, salvar um documento e conhecer alguns programas.

A oportunidade é oferecida com o curso "São João na ponta do lápis", parte de um programa da Faesa para alunos da região de Gurigica. Além do material didático, com aulas de segunda a quinta, eles têm atendimento médico.

Excluídos
219 mil analfabetos: Essa é a quantidade de pessoas que não sabem ler, no Estado. Dessas, cerca de 100 mil têm mais de 60 anos.

7.115 alunos: É o número de adultos que serão alfabetizados neste ano no Estado.

Campanha contra o analfabetismo
A Associação Nacional de Jornais (ANJ) lança hoje uma campanha por um país onde todos saibam ler e escrever. O objetivo é estimular a luta contra o analfabetismo e assegurar aos brasileiros um direito de todos os cidadãos: a educação. Cristiane Barreto, coordenadora executiva do Programa Jornal e Educação da ANJ, diz que os jornais sempre tiveram presentes nos processos de alfabetização. "Sempre fomos parceiros da educação."

Estado quer atrair 60% dos analfabetos para a sala de aula 

O número de pessoas que não sabe ler ou escrever do Estado já é bem maior do que o de São Paulo e do Rio de Janeiro. E essa é uma realidade que o governo do Espírito Santo pretende mudar a partir do próximo ano, com a meta de inclusão nos programas de alfabetização.

De acordo com Márcia Pacheco, gerente de Educação de Jovens e Adultos da Secretaria Estadual de Educação (Sedu), o objetivo é atrair pelo menos 60% dos 219 mil analfabetos capixabas a partir de 2012. "Será nossa prioridade", assinala.

Neste ano estão sendo alfabetizados 7.115 alunos, em 427 cursos oferecidos em igrejas, associações, centros comunitários, entre outros espaços próximos às comunidades. São cursos que levam cerca de dez meses.

Esse tipo de ensino, segundo Márcia, leva em consideração a experiência de vida que os alunos já possuem. "O método é adequado para que o aluno tenha motivação para aprender", pontua.

Outros 40 mil estudantes que conseguiram romper a barreira do analfabetismo estão matriculados em escolas regulares da Educação de Jovens e Adultos, onde vão poder
 dar continuidade à escolarização até o ensino médio.
Fonte: A Gazeta/ES Foto: Gabriel Lordêllo

8 de Setembro - Dia Internacional da Alfabetização

Para reflexão!!!!

Mensagem sobre o Dia Internacional da Alfabetização, 8 de setembro de 2011


Mensagem da Diretora-Geral da UNESCO, Irina Bokova, por ocasião do Dia Internacional da Alfabetização, 8 de Setembro de 2011


Este ano, o Dia Internacional da Alfabetização tem foco especial no relacionamento entre alfabetização e paz.
A paz duradoura fundamenta-se no respeito aos direitos humanos e à justiça social.
A alfabetização, base da educação e aprendizagem ao longo de toda a vida, constitui um desses direitos.
A alfabetização é pré-requisito para a paz, visto que acarreta vários benefícios nas esferas humana, cultural, social, política e econômica.
Na sociedade moderna, impulsionada pelo conhecimento, o analfabetismo é mais do que nunca sinônimo de exclusão e marginalização.
Segundo as estatísticas mais recentes, de 2009, 793 milhões de adultos carecem de alfabetização básica, a maioria mulheres e crianças. Mais 67 milhões de crianças em idade escolar não estão matriculadas e 72 milhões de adolescentes também estão sendo privados da educação, correndo o risco de se criar uma nova geração de analfabetos.
Essa situação inaceitável impede todos os esforços para reduzir a pobreza e estimular o desenvolvimento humano.
Ela representa um abuso dos direitos humanos e das liberdades fundamentais, além de ser uma ameaça à paz e à segurança internacional.
A alfabetização acelera o desenvolvimento e é uma força em prol da paz.
Primeiro, a alfabetização dá maior autonomia aos indivíduos, permitindo a capacitação e a confiança necessárias para buscar informações importantes e fazer escolhas esclarecidas, que têm impacto direto em suas famílias e comunidades.
Segundo, a alfabetização é condição imprescindível para que indivíduos participem de forma eficaz nos processos democráticos, tenham uma voz nas organizações comunitárias, ganhem conhecimento político e, portanto, contribuam para a formulação de políticas públicas de qualidade.
Em terceiro lugar, programas de alfabetização fortalecem a compreensão mútua ao permitir que pessoas compartilhem ideias, expressar, preservar e desenvolver a identidade cultural e a diversidade.
Nenhum país pode estabelecer condições duradouras para a paz caso não encontre meios de estabelecer confiança mútua entre seus cidadãos por intermédio de sistemas inclusivos de educação que promovam entendimento recíproco, respeito, tolerância e diálogo.

É fundamental integrar a alfabetização ao processo de construção de paz para plantar as sementes da paz, estimular diálogo e reconciliação e dar aos jovens e aos adultos a qualificação necessária para buscar um emprego digno.
O Prêmio Internacional de Alfabetização 2011 reconhece programas inovadores, que demonstram o papel central da alfabetização na promoção dos direitos humanos, da igualdade de gênero, resolução de conflitos e diversidade cultural. Todos os programas destacam que, até nas condições mais adversas, programas de alfabetização de boa qualidade funcionam e resultam em mudanças permanentes nas vidas de jovens e adultos.
Investir em programas de alfabetização é sensato bem como fundamental para o desenvolvimento. A Alfabetização é um componente chave dentre as estratégias para a promoção do desenvolvimento sustentável e a paz. É fundamental para o êxito da Educação para Todos e os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.
O mundo precisa, urgentemente, de maior compromisso político em relação à alfabetização, amparado por recursos adequados para aumentar os programas eficazes. Hoje, peço aos governos, às organizações internacionais, à sociedade civil e ao setor privado que priorizem a alfabetização, para que todos possam desenvolver seu potencial e participar ativamente da criação de sociedades justas, sustentáveis e pacíficas.


(Obs: Lembramos que os jornais ligados ao Programa Jornal e Educação da Associação Mundial de Jornais mobilizaram-se para lembrar a importância da data e de um país mais alfabetizado, com mais educação e cultura)


Fonte: UNESCO no Brasil

Campanha do Programa Jornal e Educação/ Associação Nacional de Jornais pelo Dia Internacional da Alfabetização é destaque em jornal de Brasília


O Jornal da Comunidade, veículo semanal de Brasília/DF, publicou matéria sobre o Dia Internacional da Alfabetização e a ação da Associação Nacional de Jornais, a partir do Programa Jornal e Educação, de lembrar a data em seus jornais associados. Veja abaixo matéria publicada no final de semana (3 e 4/09).

Brasília contra o analfabetismo

O Dia Internacional da Alfabetização é comemorado no próximo dia 8 de setembro. A capital do país celebra os menores índices de analfabetismo do Brasil e cria propostas para diminuir ainda mais desse dado. Professores se realizam por introduzir as crianças no mundo das letras. (Texto: Maycon Fidalgo/ Foto: Rúbio Guimarães)

Com a nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, os professores das séries iniciais começaram a ter uma formação sólida para alfabetizar as crianças


O analfabetismo no Brasil supera a média da América Latina – os brasileiros com mais de 15 anos são analfabetos e correspondem a 9,6% da população. O dado do Anuário Estatístico de 2010 da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal) aponta para um atraso do sistema educacional brasileiro em relação aos de países vizinhos, como Uruguai, que possui 1,7% como taxa de analfabetismo; a Argentina aponta para 2,4% e o Chile para 2,95%.


No próximo dia 8 comemora-se o dia internacional da alfabetização. A data foi criada pela Organização das Nações Unidas (ONU), através da Organização das Nações Unidas para a Educação,  Ciência e a Cultura (Unesco), objetivando combater o analfabetismo mundial.


Em Brasília, a data é comemorada com o desenvolvimento de vários projetos que tentam reverter o quadro.


Os índices de analfabetismo no Distrito Federal são os menores do país. O percentual é de 3,25% e se iguala à Bósnia e Herzegovina. Em comemoração ao dia, Eliane Perdigão, a consultora de educação do colégio Le Petit Galois, destaca a satisfação dos professores ao alfabetizar uma criança: “O profissional de educação nunca desiste de alfabetizar. Temos de comemorar a possibilidade de fazer com que, mesmo com todas as adversidades, a criança ‘letrada’ seja capacitada para decifrar o mundo”.


Para Eliane, que acompanha os desafios da educação há 36 anos, a partir do momento em que a pessoa é capaz de decodificar um texto, ela desvenda o mundo: “Proporcionar ao outro a possibilidade de ver amplamente o mundo é um ato reflexivo”.


A figura do professor no desenvolvimento educacional da criança é essencial. A alfabetização e todo o processo de formação da pessoa determinam muitos aspectos de sua vida. Por experiência própria, Eliane lembra como se envolveu na questão da importância de saber ler e escrever: “Assim que me formei, por estimulação de um professor de logística, me vi envolvida na alfabetização”, lembra a consultora.


Há pouco tempo, o país não exigia formação profissional dos professores. A diretora de ensino fundamental da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SE-DF), Kátia Franca, comenta que, com o surgimento da nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), os professores de séries iniciais começaram a ter uma formação sólida. Através de uma criteriosa leitura do Brasil, ela reflete que, hoje, dificilmente se vê professores sem formação superior. “Desde o movimento de 1996, com a criação da LDB, o Brasil tem colocado o professor na universidade e na educação continuada. Isso é um processo facilitador”, comenta Franca.


A consultora educacional do colégio Le Petit Galois diz que, para ter uma evolução no processo de alfabetização no DF, o incentivo da família assume papel principal: “Que tipo de qualidade o Brasil quer ter? A partir deste questionamento, o profissional de educação teria mais reconhecimento e incentivo”. Eliane aponta para a importância do incentivo e estímulo dos filhos pela família: “O incentivo teria que ter o mesmo peso que a escolaridade. Os pais deveriam ter mais acesso às escolas ou até mesmo a cursos de capacitação para perceber a importância de manter o filho dentro das escolas”, sugere.


“Esta não seria apenas uma política para o profissional de educação, mas sim sociocultural por envolver empresas e segmentos de apoio à educação e à cultura no país”, completa a consultora.
Para Katia, a partir do momento que o Brasil investir na área de educação, o pensamento acerca da alfabetização mudará. “Com o investimento, você muda a lógica. O ideal seria ter uma fatia significante do PIB aplicada na educação. A educação é de fato para todos. Da escola pública à iniciativa privada – todos têm que ser atingidos”, destaca.

Pressuposto de uma sociedade mais justa

Ricardo Pedreira, diretor da ANJ, diz que os
 jornais são instrumentos fundamentais
para formação de cidadãos com visão crítica

A Associação Nacional de Jornais (ANJ) comemora o dia mundial da alfabetização propondo aos jornais associados a elaboração de anúncios e matérias sobre o dia e o papel do jornal na formação educacional e alfabetização. 



O diretor executivo da ANJ, Ricardo Pedreira, considera a alfabetização e a educação pressupostos para a construção de uma sociedade mais justa, na qual todos possam lutar para alcançar as oportunidades. “Jornais são instrumentos fundamentais para a formação de cidadãos com uma visão crítica e atuante da sociedade. Portanto, é absolutamente coerente que os jornais e a ANJ estejam ao lado de todo e qualquer esforço pela alfabetização”, detalha. “Cidadãos alfabetizados, que leiam livros e jornais, que se informem, são tudo de que precisa o nosso país”, observa.


O programa Jornal e Educação da ANJ foi criado em 1992 e compreende a importância e a responsabilidade dos jornais na formação de leitores. A coordenadora-executiva do programa Jornal e Educação, Cristiane Parente, orgulha-se do crescimento de novas propostas e de programas espalhados pelo Brasil. “Hoje temos cerca de 60 programas espalhados que trabalham mobilizados e em parceria com educadores, ONGs, asilos e até presídios para a formação de leitores-autores mais autônomos e cidadãos”.

Avaliação do programa
Implantado em 2005  em 52 escolas brasileiras, o Bloco Inicial de Alfabetização (BIA) é uma das medidas consideradas fundamentais para a incorporação das crianças de seis a oito anos de idade ao ensino fundamental. A iniciativa da Secretaria de Educação do Distrito Federal visa à promoção da aprendizagem de alunos e professores e o desenvolvimento da escola através de novos métodos de ensino.


“Trabalhamos com alunos de seis, sete ou oito anos de idade. O projeto é uma política pública do Distrito Federal e atua na concepção de continuidade e no círculo de alfabetização em três períodos”, explica Kátia Franca, diretora de ensino fundamental da Secretaria de Educação do DF.


A avaliação central do programa é feita em ciclos. A forma tradicional de análise do ensino do aluno – de aprovar ou reprovar – dá lugar a um novo processo de organização do trabalho pedagógico.
“Dentro dos blocos, temos articuladores do Centro de Referência à Alfabetização (CRA). Desse modo, trabalhamos especificamente para atender a alunos que apresentam dificuldades”, afirma Kátia Franca.


Os articuladores se reúnem de 15 em 15 dias para discorrer sobre o trabalho realizado. Desse modo, “não se tem só uma ação, temos um conjunto que determina as políticas dos anos iniciais”, especifica a diretora de ensino fundamental.


Nas reuniões, a equipe de articuladores reflete acerca da compreensão e do processo de construção do pensamento da criança em relação à aprendizagem da leitura e da escrita. O resultado incide na possibilidade de reconstrução de estratégias de intervenção dos professores como mediadores de um processo de alfabetização.

Fonte: Jornal da Comunidade (Brasília/DF)

Programa Jornal e Educação faz campanha pela Alfabetização



O Programa Jornal e Educação (PJE) da Associação Nacional de Jornais (ANJ) disponibilizou aos jornais associados um anúncio para lembrar o Dia Internacional da Alfabetização, em 8 de Setembro. A ilustração foi feita especialmente para a data pelo artista mineiro Silvano Mello. 


Vários programas ligados ao PJE/ANJ publicaram o anúncio de Mello, como o Vamos Ler (Jornal da Manhã/PR), Ler para Crescer (Folha da Região/SP), Leitor do Futuro (Estado de Minas/MG), DC na Sala de Aula (Diário Catarinense/SC), O POVO na Educação (Jornal O POVO/CE), A Tarde Educação (Jornal A Tarde/BA), Lendo e Relendo (Correio Lageano/SC), O Diário na Escola (O Diário do Norte do Paraná/PR) e Ler para Saber Mais (Gazeta do Oeste/RN), além de veículos como o Novo Jornal (RN), Diário de Natal (RN) e Jornal Cruzeiro do Sul (SP). Outros criaram seus próprios anúncios com ilustrações de seus artistas, como você verá abaixo. 


O importante era marcar a data e mostrar que os jornais são parceiros da Educação e Cultura, de ações por um Brasil mais cidadão, mais alfabetizado, com mais leitores.


Quem é Silvano Mello:

Cartunista autodidata, tem se dedicado ao humor gráfico desde 2007. Neste período vem desenvolvendo seu trabalho principalmente com cartoons, charges e caricaturas. Em algumas  ocasiões produziu também histórias em quadrinhos, exclusivamente para envio aos salões de humor.

 Apesar do pouco tempo atuando com desenho de humor, conquistou oito prêmios e oito menções honrosas em concursos nacionais, e oito menções honrosas em concursos internacionais.

Prêmios:

- 2º prêmio na categoria Cartum do 9º Salão Internacional de Humor de Caratinga - Brasil - 2007;
- Menção Honrosa no concurso “Crianças de Rua” – Irã - 2007.
-Menção Honrosa no 1º Festival de Menção Honrosa para Cartunistas – Brasil - 2008;
- Menção Honrosa no 4th Syria International Cartoon Contest – Syria - 2008
- 1º Prêmio na categoria charge do 1º Salão Nacional sobre Doação de Órgãos – Brasil - 2008
- 2º Prêmio na categoria charge do 4º Salão Internacional de Paraguaçu Paulista - Brasil - 2008
- Menção Honrosa no 3° Don Quichotte International Cartoon Contest – Alemanha - 2008
- 1º Prêmio no 1º Salão Medplan de Humor – Brasil - 2009
- Menção Honrosa na categoria Cartum do 2º Festival Internacional de Menção Honrosa para Cartunistas - Brasil - 2009
- Menção Honrosa na categoria Charge do 2º Festival Internacional de Menção Honrosa para Cartunistas - Brasil - 2009
- Menção Honrosa no 3° Black Cat International Cartoon Web Contest – Azerbaijão - 2009
- Menção Honrosa no First International Car Cartoon Web Contest – Irã - 2009
- Menção Honrosa no International Cartoon Contest Odessa “Tourism & Travel” – Odessa - Rússia - 2009
- 2° Prêmio na categoria Cartum do 22° Salão de Humor de Volta Redonda – Brasil - 2009
- 2° Prêmio na categoria História em Quadrinhos do 22° Salão de Humor de Volta Redonda – Brasil - 2009
- Menção Honrosa na categoria Caricatura do 1° Salão Internacional de Humor de Belo Horizonte – BH Humor – Brasil - 2009
- Menção Honrosa no 2° Salão Medplan de Humor – Brasil - 2010
- 1° Prêmio na categoria História em Quadrinhos no 23° Salão de Humor de Volta redonda – Brasil – 2010
- Menção Honrosa no VI Salão de Humor de Limeira – Brasil – 2010
- Menção Honrosa no I Salão Internacional de Humor contra o Racismo – Brasil – 2010
- Menção Honrosa no 2° Salão Internacional de Humor de Belo Horizonte / BH Humor – 2010
- 2º Prêmio no 4º Salão Internacional Pátio Brasil de Humor sobre Meio Ambiente / Ecocartoon - 2011


Abaixo, anúncios criados pelos artistas dos jornais Gazeta do Povo/PR (Programa Ler e Pensar), Diário de Pernambuco/PE (Programa Leitor do Futuro), Jornal do Comércio/PE (Programa JC na Escola), Comércio da Franca/SP (Programa Jornal Escola), Jornal da Cidade/SP (Programa JC na Escola) e Diário do Nordeste/CE (Programa Jornal Escola),  para o Dia Internacional da Alfabetização.








Programa Ler para Saber Mais promove seminário em Mossoró/RN

Debater a educação e metodologias para melhorar a aprendizagem dos estudantes é de suma importância. Sempre foi. Com as novas pedagogias em voga, é imprescindível estar atualizado para que as aulas se tornem atrativas e os alunos possam permanecer na escola. Além disso, o professor hoje se sente desestimulado a estar em uma sala de aula. Violência, desrespeito, baixos salários, sucatamento das escolas e métodos que não incentivam o aluno a estudar para alcançar sucesso. 

No próximo dia 7 de outubro, o jornal GAZETA DO OESTE, por meio do programa de leitura Ler para Saber Mais, promove o 2º Seminário Ler para Saber Mais. A exemplo do realizado em 2010, professores de todos níveis de ensino podem participar do evento, que este ano tem como tema “Educação, leitura e cidadania: a busca pelo reencantamento”, o Ler para Saber Mais pretende levantar a discussão acerca da pedagogia do autocuidado, levando o professor a refletir sobre sua missão mais do que profissão e o seu crescimento a partir do olhar para dentro de si. Além disso, envolve a leitura de jornal como ponto de partida para o exercício da cidadania e a literatura infantil nas séries iniciais como forma de criar leitores. 

Espera-se um público estimado em 500 pessoas, a exemplo do ano passado. O seminário será realizado no auditório do Hotel Villa Oeste, tendo início às 7h30 e finalizando às 17h30. 
Para debater os temas, foram convidados Cristiane Parente, educomunicadora e jornalista Amiga da Criança. Formada em Jornalismo pela UFC, Máster em Comunicação e Educação pela Faculdade de Comunicação da Universidade Autônoma de Barcelona e mestranda em Educação e Comunicação pela Faculdade de Educação da UnB, Parente debaterá o tema “Jornal e educação: da leitura à cidadania”; José de Castro, professor, jornalista, escritor e membro da Membro da Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do RN – SPVA/RN, que debaterá o tema “A literatura infantil nas séries iniciais”; e Jorge Trevisol, doutor em Educação pela PUC de Porto Alegre, além de ser psicoterapeuta, palestrante, escritor, cantor e compositor, que debaterá “Educação, afeto e interioridade: uma pedagogia de autocuidado”. 

As inscrições serão feitas no jornal GAZETA DO OESTE, na Avenida Cunha da Mota, Centro, Mossoró-RN. A ficha de inscrição pode ser impressa pelo site www.gazetadooeste.com.br ou feita no próprio jornal. Para este ano, a inscrição custa R$ 15,00 até o dia 14 de setembro. Após essa data, passa a custar R$ 25,00. Os professores receberão certificado de participação no evento. Mais informações sobre o seminário pelos telefones (84) 9411-8805 ou 9644-3982 ou pelo e-mail lerparasabermais@hotmail.com. Ou ainda no site www.gazetadooeste.com.br. 

Programação 
2º Seminário Ler para Saber Mais 
Local: Hotel Villa Oeste 
Data: 7 de outubro de 2011 

7h30 – Credenciamento e abertura dos trabalhos 
8h - Conferência 1: Jornal e educação: da leitura à cidadania 
9h40 – Intervalo/ Sessão de autógrafos 
10h – Conferência 2: A literatura infantil nas séries iniciais, com o escritor José de Castro 
11h40 – Sessão de autógrafos 
13h30 – Conferência 3 – Educação, afeto e interioridade: uma pedagogia de autocuidado, com o escritor e músico Jorge Trevisol 
15h30 – Intervalo / Apresentação cultural 
17h30 - Encerramento
Fonte: Blog Ler para Saber Mais (http://www.lerparasabermais.com.br/)