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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

O melhor lugar do mundo...

"O melhor lugar do mundo é composto de uma massa continental. Apenas uma... Regular... Simétrica. Assim, não existirão americanos, africanos, europeus, asiáticos. Só existirão amigos"

Lucas Torquato da Silva, 16 anos, Fartura/SP
'Inventário do que podia ser bem melhor e será', publicação do 6º Concurso de Redação Ler é Preciso / Ecofuturo Ler É Preciso

Lixo não!

Veja como a professora Symone Moschem, da EMEF Alto Icaraí, Pancas/ES, realizou uma atividade com seus alunos a partir da matéria "Parque vira um depósito de lixo”, publicada no jornal A GAZETA, de Vitória/ES, no dia 03/04/2011.


Você também pode criar várias atividades a partir de notícias de jornal. Inspire-se!
Objetivos:
• Entender o processo de reciclagem do lixo e sua importância.
• Perceber a necessidade da destinação correta dos resíduos.
• Conhecer o tempo de decomposição de cada material na natureza.
• Reconhecer o espaço ao redor da escola e realizar ações de combate à sua degradação.


Desenvolvimento:
• Apresentação do jornal A GAZETA como fonte de pesquisa e informação, sondando o nível de conhecimento dos alunos sobre ele.
• Leitura e debate da matéria “Parque vira um depósito de lixo”, publicada no jornal A GAZETA de 03/04/2011.
• Exploração de anúncios relacionados ao tema em questão.
• Produção de cartazes com frases e imagens de jornal relacionados à temática do lixo.
• Coleta de lixo ao redor da escola.
• Roda de debate para socialização de experiências.
• Criação de uma tabela com o tempo de decomposição de cada elemento na natureza.
• Leitura e produção de textos sobre o assunto.
• Produção de cálculos envolvendo a tabela de tempo de decomposição do lixo.
• Apresentação do processo de reciclagem, produzindo cartazes.
• Reutilização de alguns objetos considerados lixo.


Comentário:
“Foi muito bom desenvolver esse tema com a turma. Houve participação, colaboração e conscientização para a mudança de hábito dos alunos e familiares. Todas as propostas foram idealizadas pelos próprios alunos. O resultado foi um sucesso!
Professora: Symone Moschem
Escola: EMEF Alto Icaraí
Série: 1º e 3º anos
Município: Pancas

Nossa Observação: Antes de pensar em uma atividade para seus alunos, veja o filme "Lixo Extraordinário", dirigido por Lucy Walker, com Vik Muniz. Pode ser uma boa maneira de inspirar-se e ter novas ideias para pensar em lixo, consumismo, reciclagem, arte, etc. veja em: http://www.lixoextraordinario.net/




DC na Sala de Aula

O DC na Sala de Aula está com blog de cara nova, com muitas notícias sobre Educação, a coleção de suplementos do programa em PDF, agenda, escolas participantes e galeria com produções escolares, entre outros tópicos. A coordenadora do DC na Sala de Aula é Vancessa Sanceverino.
Para acessar o blog clique aqui!

Diversão em família

Na conversa abaixo, Hilda Sarti, professora e doutora em educação pela PUC-SP, conta por que os jogos enriquecem a convivência entre pais e filhos. A entrevista foi feita pela jornalista Cristiane Yamazato e publicada na Revista Crescer. Esperamos que gostem e possam estimular o debate sobre o jogo e a brincadeira em família nas suas escolas.

CRESCER: Por que os jogos e as brincadeiras em família são tão legais?

Hilda Sarti: Porque eles são uma forma de comunicação universal. Quando pais e filhos se reúnem para se divertir, eles estão fortalecendo os laços de afeto, o diálogo e trabalhando o conceito de respeito também. Respeito ao outro e às regras necessárias para jogar e também viver em grupo. Quando os pais se esforçam para garantir tempo e espaço para brincar com os filhos, eles estão contribuindo na formação de uma sociedade melhor.

C: Jogos como o da memória, o dominó e o quebra-cabeça podem ser apresentados às crianças de qual idade? Quais são os benefícios dessas atividades?

H.S.: Em geral, a partir de 1 ano de idade, essas brincadeiras são altamente recomendadas! Elas desenvolvem o raciocínio, a memória, os sentidos, a coordenação motora... Também auxiliam na fala, já que é preciso se comunicar enquanto se joga. Com o tempo, a complexidade pode ir aumentando. Propor novos desafios aos pequenos faz com que eles se desenvolvam, fiquem ainda mais espertos... Não esquecendo que é fundamental ter bom senso, ou seja, os desafios devem ser apropriados. Os pais precisam levar em conta as características do filho e o seu repertório. Cada criança é única. Devemos respeitar o ritmo de desenvolvimento e os interesses dela.

C: As regras dos jogos podem ser adaptadas?

H.S.: Podem, sim. Se os pais entenderem que um jogo é muito difícil, podem simplificar as regras e depois, com o tempo, acrescentar novos desafios. Aliás, é possível ainda criar novas regras, inventando novas maneiras de jogar. Outra possibilidade é criar novas brincadeiras. As peças de um dominó podem servir para construir "prédios", você também pode mostrar o "efeito dominó", em que cada peça derruba a seguinte... O importante é que os pais soltem a imaginação. Isso também vai estimular as crianças a fazer o mesmo!

C: Como explicar às crianças que nem sempre se ganha na disputa?

H.S.: Bem... quanto mais nova a criança, mais difícil será para ela aceitar a derrota no jogo. De qualquer forma, sempre dá para dizer que ela vai ter outra chance e, da próxima vez, ela poderá ganhar. O importante é ter paciência, explicar que ganhar ou perder faz parte do jogo, e repetir isso quantas vezes forem necessárias.

C: Se o filho não quiser mais jogar porque perdeu, os pais devem insistir?

H.S.: É normal algumas crianças desistirem de brincar porque não aceitam a perda. Forçar o jogo não é o caso. Afinal, as brincadeiras devem ser prazerosas! Mas é preciso novamente explicar que nem sempre a gente ganha. Na vida, é assim também... Essa é uma oportunidade de ensinar seu filho a lidar com as frustrações em geral. Nem sempre as vontades dele serão atendidas. Os pais não devem ter receio de dizer não aos filhos quando for necessário. Mas isso deve ser feito com muito diálogo, paciência e respeito mútuo.

Pacientes do Hospital Pequeno Príncipe produzem documentário

O que um trabalho autoral com veículos de comunicação pode fazer na vida de alguém? Um jornal, um vídeo, um fanzine, programa de rádio podem ajudar pessoas a refletirem sobre elas mesmas e seu entorno, sua realidade? Vejam abaixo matéria sobre a criação de um documentário feito por crianças e adolescentes que estão internados no Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba. O desenvolimento é da ong Projeto Olho Vivo, com apoio da Lei Rouanet. Esperamos que a matéria seja inspiradora para você!
Crianças e adolescentes internados no Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, estão produzindo um documentário sobre a vida dentro do hospital, desde a rotina do tratamento e dos seus familiares até a convivência com outros pacientes e funcionários. A obra é a etapa final do Projeto Oficina de Cinema, desenvolvido por meio da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura e patrocinada pelas empresas Ciferal e Omini Financeira. As oficinas ocorrem nos dias 22, 24, 29 e 31 de agosto, das 14h às 16h30.


O trabalho iniciou em abril deste ano. É desenvolvido pela ONG Projeto Olho Vivo e tem como foco, além do ensino das técnicas e linguagem do cinema, o estímulo aos jovens para que olhem e reflitam sobre a realidade particular do local onde estão inseridos. “Acreditamos que este é um caminho válido para o desenvolvimento de um olhar crítico e sensível do indivíduo, num momento da vida em que estes jovens estão expostos a uma realidade diferente”, afirma Luciano Coelho, coordenador.

Durante as oficinas, os pacientes recebem conceitos sobre composição de um filme, incluindo aspectos técnicos e teóricos. Alguns tópicos são privilegiados como a linguagem cinematográfica, a elaboração de roteiro, o manuseio de câmera e a edição. Além disso, são apresentados autores referência, dramaturgos e cineastas.


Até o momento, a Oficina de Cinema teve a participação de aproximadamente 200 pessoas, entre pacientes e familiares. Segundo a supervisora do setor de Educação e Cultura do hospital, Maria Gloss, experimentar outras linguagens é uma oportunidade de ampliar horizontes e possibilidades de quem está internado. “Neste projeto, em especial, percebemos que as crianças chegam com o olho brilhando diante de uma linguagem nova e todo o encantamento, magia e descoberta que o cinema proporciona”, declara.


ONG Projeto Olho Vivo
A equipe do Projeto Olho foi criada em Curitiba em 2005. Nesses seis anos de trabalho, desenvolveu 20 documentários com a participação de mais de duzentos alunos, das mais variadas classes sociais, idades e experiências profissionais. Os temas abordados foram os mais variados, porém sempre com abordagem relevante, como: a Vila das Torres (principal favela da cidade), o trabalho dos catadores e papel, os negros que vivem em Curitiba, as transexuais, a exploração do trabalho infantil, os grafiteiros, etc. Estes documentários hoje fazem parte de uma coleção de 15 DVDs que vêm sendo utilizados em escolas e universidades como um panorama de identidade social e cultural da cidade.


Hospital Pequeno Príncipe
Com 390 leitos, sendo 62 de UTI, o hospital realiza aproximadamente 323 mil atendimentos ambulatoriais, 24 mil internações, 577 mil exames e 17 mil cirurgias ao ano. Cerca de 70% de sua capacidade de atendimento é destinada aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). O Hospital Pequeno Príncipe é o maior hospital de média e alta complexidade exclusivamente pediátrico do País. 

Fonte: Hospital Pequeno Príncipe/Assessoria 25/08/2011 (http://www.hpp.org.br/o-hospital)

Alunos da Etec fazem filme de ficção sobre bullying

Um grupo de quinze alunos dos três anos do ensino médio da Etec (Escola Técnica Estadual) Alberto Santos Dumont, no Guarujá, fizeram um filme sobre bullying dentro das escolas. O longa-metragem "Abismo" tem duração de aproximadamente uma hora e foi todo gravado com uma única câmera.


A atividade faz parte do projeto Viver em Sociedade, que promove palestras e debates sobre o tema. O estudante do 3º ano Nicholas Peralez, 17, ficou responsável pelo roteiro e direção do filme. "Decidimos falar sobre bullying porque a professora sugeriu o tema. É um assunto bem atual. Para escrever o roteiro eu observei, li e pesquisei bastante", disse o aluno.


Peralez contou que também já sofreu bullying: "Sempre fui muito quieto na escola e algumas brincadeiras acabam virando maldade".

O filme será exibido para estudantes, professores e convidados no dia 26 de agosto no Cine Ferry Boat’s Plaza, no Guarujá. Após a exibição, haverá um debate sobre o tema.


Fonte: UOL Educação 23/08/2011

Ensinar e aprender com notícias

Entre 17 e 19 de agosto aconteceu, em Salvador, o Encontro Anual de Coordenadores de Programa Jornal na Educação da Associação Nacional de Jornais (ANJ), que promoveu debates sobre o potencial das ferramentas tecnológicas nas iniciativas educacionais desenvolvidas pelos jornais associados. Priscila Gonsales, do Educarede, esteve presente em um deles e falou sobre os projetos Grupo de Estudos e Minha Terra.

A ANJ fomenta o diálogo entre os veículos de comunicação e as escolas brasileiras, por meio do projeto Jornal e Educação desde 2005. Hoje, o programa está presente em todo o país, somando 63 iniciativas implementadas por empresas de comunicação que atuam em 6.800 escolas participantes. Um exemplo de programa bem sucedido é o Ler e Pensar, de fomento a leitura e cidadania, realizado pelo jornal Gazeta do Povo, que foi vencedor do prêmio Jovens Leitores, promovido pela Associação Mundial de Jornais e editores de Notícias (WAN).

Nos meses de junho e julho, um grupo de jornalistas do projeto da ANJ participou do curso Educarede “Blog como Recurso Pedagógico”. Apesar de não serem professores, esses ‘educomunicadores’, como são chamados, são atores fundamentais de um movimento que busca usar o conteúdo jornalístico como ferramenta de aprendizado na sala de aula.

Jornalismo Educativo
Contribuir na formação de cidadãos críticos e conscientes de sua realidade é o objetivo do projeto Jornal e Educação. A iniciativa busca chamar a atenção de professores para a importância de considerarem as notícias da atualidade no processo de ensino e de aprendizagem, além de incentivar a produção de textos jornalísticos pelos alunos. Cristiane Parente, coordenadora do Projeto Jornal e Educação, explica que o projeto trabalha o conceito de educomunicação. “A educomunicação propõe uma relação igualitária entre quem produz e quem recebe conteúdo e uma postura reflexiva diante das mensagens que recebemos através dos meios de comunicação”.

Como ressalta Cristiane, os profissionais envolvidos no projeto da ANJ começam a enfrentar o desafio de incorporar em suas atividades os recursos das tecnologias digitais, tão presente no cotidiano dos estudantes. Por isso, participaram com entusiasmo do curso online no Educarede. “O blog é uma ferramenta extremamente importante para democratizar informações, para estimular a autoria dos alunos e para incentivar atividades colaborativas”, explica Cristiane. “É importante que o jornalista se insira na realidade da internet para que tenha o entendimento de que não é o único produtor de conteúdo informativo. Por ser a web interativa, o jornalismo vem sendo feito de forma mais participativa.” explica a tutora do curso, Marli Fiorentin.

Tecnologia a favor da informação
Durante o curso ministrado pelo Educarede, os jornalistas aprenderam a apostar nos blogs como plataforma que pode agregar valor às suas ações. Durante as aulas, um dos participantes montou o blog ‘leitura.compipoca’, destinado às pessoas que gostam de compartilhar informações sobre literatura e cinema. Já o ‘Escrever, pra quê?’, também criado no curso,dialoga com quem gosta de escrever e quer trocar figurinhas com outros aspirantes a escritor.

Marli acredita que a digitalização dos meios informativos e consequentemente, o uso de instrumentos tecnológicos em sala de aula é vantajoso para a aprendizagem. “Com as ferramentas digitais interativas, os alunos podem ser sujeitos ativos, construtores do próprio conhecimento, aprendendo de forma colaborativa, em rede, mudando o paradigma da transmissão, centralizada apenas no professor”, explica a educadora.

Outro projeto que une educação, jornalismo e tecnologia é o 'Primeras Noticias', projeto realizado pelo Educarede da Espanha, que disponibiliza em seu site, material informativo de leitura online, oferecendo não só textos, mas também conteúdo interativo, como imagens e vídeos, aproveitando os recursos da web.

Fonte: EducaRede/ Mariana Jansen 25/08/2011