O blog Mídias na Educação deu uma dica muito interessante de entrevista com a educadora Sônia Luyten sobre quadrinhos como recurso de aprendizagem. A entrevista foi publicada no site da TV Escola/ Salto para o Futuro.
Pesquisadora com ênfase no uso de quadrinhos na sala de aula, Sônia Luyten, atualmente é professora titular do Programa de Pós-Graduação da Universidade Presidente Antonio Carlos (UNIPAC), em Juiz de Fora/MG e Presidente do Troféu HQMIX, entidade que faz a premiação dos melhores artistas e acadêmicos na área de Histórias em Quadrinhos e Humor Gráfico.
Salto – Em seu livro "Histórias em quadrinhos: leitura crítica" você ressalta a importância de valorizar os personagens e os desenhistas brasileiros. Atualmente, como você analisa a produção nacional de quadrinhos?
Sonia – A produção de quadrinhos brasileiros nunca esteve tão bem, tão rica, tão vasta e boa qualidade. No dia 31 de janeiro nós comemoramos o Dia do Quadrinho Nacional. Isso porque nós temos um "pai", isto é, o primeiro desenhista brasileiro, chamado Angelo Agostini, que no final do século XIX começa uma produção de quadrinhos no Brasil. O Brasil é pioneiro, muito antes dos americanos, nós já produzíamos, aqui no Rio de Janeiro, as imagens de uma história chamada "As aventuras do Nhô-Quim pela corte". Um ítalo-brasileiro se nacionalizou brasileiro, e começa então essa produção no Brasil. Nós temos uma produção vasta, de várias fases, acompanhando a produção mundial, acompanhando os acontecimentos mundiais. O quadrinho está intimamente ligado à história, ao entretenimento, à economia, etc. No Brasil, hoje, nós estamos com uma situação financeira também estável, e isso é muito importante também, pois com maior poder aquisitivo, mais pessoas estão lendo. Eu posso dizer que hoje em dia as pessoas estão tomando conhecimento da importância dos quadrinhos – as próprias editoras também. Hoje nós temos inúmeros títulos em que se fez a transposição de obras literárias, de romances, para quadrinhos. Grandes desenhistas brasileiros estão colocando esses livros na linguagem própria de quadrinhos. É muito difícil colocar em quadrinhos um escritor como Machado de Assis, o desenhista fica com medo de "matar" o autor. Mas a linguagem do quadrinho não pode ser redundante. É muito importante, hoje em dia, se ater a esta linguagem dos quadrinhos. Eles têm uma linguagem própria, não é literatura, não é cinema, nós estamos falando de Histórias em Quadrinhos.
Salto – Outro ponto discutido nesse livro diz respeito à influência dos quadrinhos sobre os meios de comunicação. Como é essa influência e de que forma ela pode ser percebida?
Sonia – Percebemos a presença dos quadrinhos desde os primórdios da humanidade. Se examinarmos as pinturas rupestres, por exemplo, aqui no Brasil, no Piauí, na Serra da Capivara, temos vários exemplos mostrando que de forma didática, na verdade sequencialmente, os seres humanos deixavam registros de como fazer as coisas – caçar, procriar, se alimentar, guerrear. Então, conforme a época, e conforme a evolução da civilização, nós temos esse exemplo da arte sequencial. As pessoas vão usando aquilo que o tempo lhes oferece. Nós temos vários exemplos na história da humanidade, na nossa história.
Salto – Você poderia dar outros exemplos?
Sonia – Por exemplo: no tempo do Império Romano, no Egito Antigo, depois na Idade Média... Tem um exemplo muito emblemático, que é uma tapeçaria de 70 metros, que foi encontrada na cidade de Bayeux, tudo em arte sequencial, narrando a guerra entre a Inglaterra e a França. Isso foi documentado em bordado, havia personagens, e toda forma da náutica, dos barcos, das armas, etc. Um documento precioso. Depois, mais tarde, nós podemos ver, na Idade Média, a xilogravura, a arte em fazer gravações em madeira, isso também foi imagem sequencial. Há quadrinhos em litogravura, que é a imagem na pedra. E depois, com a invenção dos meios de comunicação, nós vamos ver nos jornais, por exemplo, os quadrinhos aparecerem. Aparecem inicialmente com periodicidade semanal, depois diária, e depois pulam para as revistas, os gibis. Então, os próprios donos dos jornais, principalmente os americanos, quando viram que a seção de histórias em quadrinhos vendia o jornal, isso teve um peso muito grande na própria indústria jornalística. Aqui no Brasil também, nós tivemos praticamente uma guerra dos gibis, principalmente entre os editores do Rio de Janeiro e de São Paulo. Cásper Libero com o jornal "A Gazeta", depois veio Roberto Marinho, enfim, isso tudo para mostrar que o quadrinho tem uma importância na própria indústria jornalística. Hoje em dia, por exemplo, nós podemos falar da internet. Na internet há muitos sites, onde os desenhistas já não precisam se utilizar do papel para poder fazer as suas histórias. A internet hoje é o grande meio.
Leia a entrevista completa em: http://tvbrasil.org.br/saltoparaofuturo/entrevista.asp?cod_Entrevista=118
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Journalists Join the Education Field
Compartilhamos texto do site Editor & Publisher sobre como os leitores estão buscando cada vez mais os jornalistas para aprenderem. De educadores não-oficiais jornalistas em vários lugares/jornais do mundo estão começando a levar cada vez mais a sério sua função e passam a dar cursos e oferecer conteúdo gratuito a leitores. Boa leitura!
By: Nu Yang
http://www.editorandpublisher.com/Newsletter/Article/Journalists-Join-the-Education-Field
Interested in learning how the federal government budgets or operates? How about mastering the art of investigative journalism or finding out if you own a “zombie computer”? Readers turn to journalists to learn something new, whether it’s to understand the latest government happenings or the newest technology trends. Now, journalists are taking their unofficial roles as educators to another level by offering classes and providing free content that will inform readers.
The Washington Post’s MasterClasses (PostMasterClass.com) are online, self-paced courses written by newsroom experts to enhance and share the in-depth knowledge of Post staff members.
“(The classes) extend the power of the newsroom and combine (the journalists’) expertise with the benefits of Web-based learning, and we took great care during development to not create a ‘talking heads’ lecture to computer audiences,” said Candy Lee, vice president of marketing for the Post and chief adviser and developer of the program. Instead, journalists share their knowledge with custom content, using interactive maps, videos, and simulations.
Across the pond, U.K. newspaper The Guardian launched its MasterClass program (Guardian.co.uk/guardian-masterclasses) in January with face-to-face courses in film, writing, food and drink, photography, and other subjects. Instructors include designers, published authors, and an Academy Award-nominated screenwriter.
Patrick Keogh, head of The Guardian’s program, said when choosing topics, the paper looked at different areas of journalism that would appeal to the cultural arts. “The Guardian brand is linked to education,” he said. “It only made sense to provide a public program that is close to what we represent as an organization.”
Australian website The Conversation (TheConversation.edu.au) is an independent nonprofit news service edited by professional journalists. The free content is provided by academics and researchers.
“As the traditional advertising-based media model has imploded, we have seen a growing void for credible content,” said Jack Rejtman, Conversation co-founder and general manager. “Readers increasingly are asking themselves, ‘Where can I go for trusted information?’ Our decision to turn to universities, in some ways, was obvious.”
Readers are also invited to pitch articles by suggesting ideas they would like to see covered, volunteering to write an article if he or she is qualified, or nominating someone else.
Fonte: Editor & Publisher
Projeto com jornal ganha 2º lugar no concurso Educadores Inovadores da Microsoft
A professora Vera Beatriz Hoff Pagnussatti, do Colégio Estadual Eron Domingues, de Marechal Cândido Rondon/PR, ganhou o segundo lugar do Concurso Educadores Inovadores da Microsoft, na categoria Inovação em Comunidade, com o projeto "Jornal: Diferentes suportes, diferentes generos discursivos".
A Fundação Torino, de Belo Horizonte/MG ficou com o primeiro lugar na categoria Educador Inovador Escolas Particulares, com o projeto Rádio História, sob a responsabilidade do professor Marcus Vinícius Leite.
Já o Colégio Dante Alighieri, de São Paulo/SP, ganhou o segundo lugar na categoria Educador Inovador Escolas Particulares, com o projeto "Dante em foco: Jornalismo e educação dão o que falar, escrever, filmar", cujo responsável é a professora Valdenice Minatel Melo de Cerqueira.
Compartilhamos com vocês a descrição de cada um desses projetos e parabenizamos as professoras Vera e Valdenice, o professor Marcus e todos aqueles que fazem do jornal e outras mídias um parceiro da educação!
A professora Vera também foi escolhida a Educadora Inovadora do ano de 2011. Esperamos que todos os nossos queridos educadores que trabalham com jornal, inspirem-se e enviem seus trabalhos a prêmios como esse.
"Jornal: Diferentes suportes, diferentes generos discursivos".Descritivo: Para tornar as aulas de língua portuguesa mais produtivas e interessantes, a professora idealizou a produção de um jornal impresso e online como recurso didático, visando à interação dos alunos com a comunidade, tornando-os leitores e autores de diferentes gêneros textuais, inclusive para as mídias sociais. Os alunos puderam se familiarizar com os diversos recursos tecnológicos utilizados na elaboração do projeto, que teve duração de cinco meses. Desde a produção de reportagens no Word como a divulgação por blog. A 1ª edição do Jornal do Colégio foi enviado gratuitamente junto com o jornal local O Presente (com tiragem de 4 mil exemplares) para todos os assinantes e alunos do colégio.
Rádio HistóriaDescritivo: Por meio do recurso de podcast, os alunos das turmas do 8º ano do ensino fundamental se transformaram em locutores e repórteres de uma rádio virtual, onde narraram eventos da história do Brasil e do mundo como se fossem fatos contemporâneos. O projeto consistiu na pesquisa de conteúdo histórico em livros didáticos, produção e correção dos textos para narração, gravação e edição do áudio no computador, montagem de áudio-imagens no Movie Maker para publicação do conteúdo em um blog na internet e divulgação em redes sociais. O trabalho teve como objetivo tornar a história mais tangível e próxima a vida cotidiana dos estudantes.
"Dante em foco: Jornalismo e educação dão o que falar, escrever, filmar"
Descritivo: O projeto consiste em um workshop de jornalismo para um grupo de alunos interessados em desenvolver produções escritas com base em técnicas e linguagens jornalísticas. As oficinas, de produção multimídia, foram orientadas por uma jornalista e pela educadora, que incentivavam os alunos a analisarem jornais e revistas, produzirem conteúdos e criarem materiais impressos. Eles utilizam o Live@ Edu, Powerpoint e Word, para produção e troca de conteúdos e fizeram a cobertura jornalística de eventos do Colégio para a TV Dante (webtv do colégio), que divulgaram em blogs e redes sociais. Para sua realização os alunos exploraram as tecnologias digitais de câmeras fotográficas, filmadoras, notebooks e outros equipamentos.
Conheça os outros projetos vencedores no site: http://www.educadoresinovadores.com.br/
Fonte: Educadores Inovadores/Microsoft
A Fundação Torino, de Belo Horizonte/MG ficou com o primeiro lugar na categoria Educador Inovador Escolas Particulares, com o projeto Rádio História, sob a responsabilidade do professor Marcus Vinícius Leite.
Já o Colégio Dante Alighieri, de São Paulo/SP, ganhou o segundo lugar na categoria Educador Inovador Escolas Particulares, com o projeto "Dante em foco: Jornalismo e educação dão o que falar, escrever, filmar", cujo responsável é a professora Valdenice Minatel Melo de Cerqueira.
Compartilhamos com vocês a descrição de cada um desses projetos e parabenizamos as professoras Vera e Valdenice, o professor Marcus e todos aqueles que fazem do jornal e outras mídias um parceiro da educação!
A professora Vera também foi escolhida a Educadora Inovadora do ano de 2011. Esperamos que todos os nossos queridos educadores que trabalham com jornal, inspirem-se e enviem seus trabalhos a prêmios como esse.
"Jornal: Diferentes suportes, diferentes generos discursivos".Descritivo: Para tornar as aulas de língua portuguesa mais produtivas e interessantes, a professora idealizou a produção de um jornal impresso e online como recurso didático, visando à interação dos alunos com a comunidade, tornando-os leitores e autores de diferentes gêneros textuais, inclusive para as mídias sociais. Os alunos puderam se familiarizar com os diversos recursos tecnológicos utilizados na elaboração do projeto, que teve duração de cinco meses. Desde a produção de reportagens no Word como a divulgação por blog. A 1ª edição do Jornal do Colégio foi enviado gratuitamente junto com o jornal local O Presente (com tiragem de 4 mil exemplares) para todos os assinantes e alunos do colégio.
Rádio HistóriaDescritivo: Por meio do recurso de podcast, os alunos das turmas do 8º ano do ensino fundamental se transformaram em locutores e repórteres de uma rádio virtual, onde narraram eventos da história do Brasil e do mundo como se fossem fatos contemporâneos. O projeto consistiu na pesquisa de conteúdo histórico em livros didáticos, produção e correção dos textos para narração, gravação e edição do áudio no computador, montagem de áudio-imagens no Movie Maker para publicação do conteúdo em um blog na internet e divulgação em redes sociais. O trabalho teve como objetivo tornar a história mais tangível e próxima a vida cotidiana dos estudantes.
"Dante em foco: Jornalismo e educação dão o que falar, escrever, filmar"
Descritivo: O projeto consiste em um workshop de jornalismo para um grupo de alunos interessados em desenvolver produções escritas com base em técnicas e linguagens jornalísticas. As oficinas, de produção multimídia, foram orientadas por uma jornalista e pela educadora, que incentivavam os alunos a analisarem jornais e revistas, produzirem conteúdos e criarem materiais impressos. Eles utilizam o Live@ Edu, Powerpoint e Word, para produção e troca de conteúdos e fizeram a cobertura jornalística de eventos do Colégio para a TV Dante (webtv do colégio), que divulgaram em blogs e redes sociais. Para sua realização os alunos exploraram as tecnologias digitais de câmeras fotográficas, filmadoras, notebooks e outros equipamentos.
Conheça os outros projetos vencedores no site: http://www.educadoresinovadores.com.br/
Fonte: Educadores Inovadores/Microsoft
Mágica
"No meu livro de sonhos, todos os habitantes da Terra estariam
interessados em trabalhar por um bom desenvolvimento para
melhorar o ar, o vento, a saúde, o respeito, combater tudo de ruim.
Núbia Dias Inácio, 15 anos - Barra do Piraí (RJ)
(Inventário do que podia ser bem melhor e será - Publicação resultante do 6º Concurso de Redação Ler e Escrever é Preciso - Instituto Ecofuturo)
interessados em trabalhar por um bom desenvolvimento para
melhorar o ar, o vento, a saúde, o respeito, combater tudo de ruim.
E no final do livro eu gostaria de escrever assim: 'Esta história
aconteceu mesmo, de verdade, eu fiz esta mágica...' "
aconteceu mesmo, de verdade, eu fiz esta mágica...' "
Núbia Dias Inácio, 15 anos - Barra do Piraí (RJ)
(Inventário do que podia ser bem melhor e será - Publicação resultante do 6º Concurso de Redação Ler e Escrever é Preciso - Instituto Ecofuturo)
Liberdade de Imprensa
Relatório de Liberdade de Imprensa da Associação Nacional de Jornais aponta aumento de censura judicial à imprensa no Brasil. E cinco profissionais foram assassinados em 12 meses.
É imprescindível discutir Liberdade de Imprensa na escola. O tema diz respeito a toda sociedade. E só educando a nova geração será possível evitar que soframos novamente com a censura que pairou no Brasil décadas atrás. É preciso que crianças, jovens, adultos entendam a importãncia da livre expressão, de uma imprensa livre para um país democrático.
Veja algumas manchetes de jornal do dia 24/08/2011 sobre o relatório da ANJ. As matérias podem ser lidas no site do Programa Jornal e Educação (www.anj.org.br/jornaleeducacao):
Cresce o número de jornalistas assassinados (O Globo);
Cresce o número de jornalistas mortos no Brasil, revela ANJ (Folha de São Paulo); Profissionais exigem combate à censura judicial e rejeitam controle do Estado (Estado de São Paulo).
É responsabilidade de todos nós lutarmos para que manchetes como essas não seja realidade!
É imprescindível discutir Liberdade de Imprensa na escola. O tema diz respeito a toda sociedade. E só educando a nova geração será possível evitar que soframos novamente com a censura que pairou no Brasil décadas atrás. É preciso que crianças, jovens, adultos entendam a importãncia da livre expressão, de uma imprensa livre para um país democrático.
Veja algumas manchetes de jornal do dia 24/08/2011 sobre o relatório da ANJ. As matérias podem ser lidas no site do Programa Jornal e Educação (www.anj.org.br/jornaleeducacao):
Cresce o número de jornalistas assassinados (O Globo);
Cresce o número de jornalistas mortos no Brasil, revela ANJ (Folha de São Paulo); Profissionais exigem combate à censura judicial e rejeitam controle do Estado (Estado de São Paulo).
É responsabilidade de todos nós lutarmos para que manchetes como essas não seja realidade!
Jornal e Educação: um casamento de sucesso
Entre 17 e 19 de agosto, a equipe pedagógica do projeto Ler e Pensar da Gazeta do Povo se reuniu em Salvador (BA) com coordenadores de outros programas de jornal e educação, para participar de um encontro sobre o trabalho com jornal nas escolas. O encontro, que teve como sede o jornal soteropolitano A Tarde, é organizado pelo Programa Jornal e Educação da Associação Nacional de Jornais e contribui para o compartilhamento de experiências entre os jornais e também qualifica as ações dos projetos. A edição de 2011 do encontro contou com cases de jornais estrangeiros e palestras sobre políticas públicas na educação e na cultura, educação e cultura digital, além de visitas a projetos que atuam na convergência entre educação e comunicação.
Na abertura do encontro, os diversos programas compartilharam suas principais práticas de incentivo à leitura com o jornal e salientaram as novidades implantadas no ano de 2011. Alguns projetos, como o Ler e Pensar da Gazeta do Povo mostraram dados qualitativos e quantitativos que resultam de um acompanhamento mais próximo do público atendido.
No caso do Ler e Pensar, por exemplo, 80% das escolas tiveram um aumento significativo no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Dessas, 95% atribuem o resultado à participação do Ler e Pensar em suas instituições. “O acompanhamento de resultados e indicadores oficiais demonstra a solidez do trabalho e a preocupação com a qualidade das ações educativas desenvolvidas pelo Ler e Pensar”, explica a coordenadora de projetos do Instituto GRPCOM, Ana Gabriela Simões Borges.
Comunicação, educação e cultura: uma união interessante
No segundo dia de atividades, o bom exemplo de trabalho ficou por conta do projeto Agência de Comunicação do Subúrbio, da ONG CIPÓ Comunicação Interativa. Dentre as atividades de formação humana e social para grupos de jovens das comunidades baianas, está o trabalho em grupo, garantia de direitos, desde os documentos até sua aplicação. Tudo acontece por meio da comunicação, desde as técnicas até uma compreensão ampla de comunicação para prática social.
“A comunicação nos ajuda a desenvolver nossa comunidade”, afirma um dos participantes do projeto, Messias Sales. Segundo o jovem, que antes apenas conhecia dos direitos humanos, agora ele sabe como garanti-los e como ajudar a comunidade onde vive a buscar melhores qualidades de vida.
Fonte: http://www.institutogrpcom.org.br/Noticias/jornal-e-educacao-um-casamento-de-sucesso
Na abertura do encontro, os diversos programas compartilharam suas principais práticas de incentivo à leitura com o jornal e salientaram as novidades implantadas no ano de 2011. Alguns projetos, como o Ler e Pensar da Gazeta do Povo mostraram dados qualitativos e quantitativos que resultam de um acompanhamento mais próximo do público atendido.
No caso do Ler e Pensar, por exemplo, 80% das escolas tiveram um aumento significativo no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Dessas, 95% atribuem o resultado à participação do Ler e Pensar em suas instituições. “O acompanhamento de resultados e indicadores oficiais demonstra a solidez do trabalho e a preocupação com a qualidade das ações educativas desenvolvidas pelo Ler e Pensar”, explica a coordenadora de projetos do Instituto GRPCOM, Ana Gabriela Simões Borges.
Comunicação, educação e cultura: uma união interessante
No segundo dia de atividades, o bom exemplo de trabalho ficou por conta do projeto Agência de Comunicação do Subúrbio, da ONG CIPÓ Comunicação Interativa. Dentre as atividades de formação humana e social para grupos de jovens das comunidades baianas, está o trabalho em grupo, garantia de direitos, desde os documentos até sua aplicação. Tudo acontece por meio da comunicação, desde as técnicas até uma compreensão ampla de comunicação para prática social.
“A comunicação nos ajuda a desenvolver nossa comunidade”, afirma um dos participantes do projeto, Messias Sales. Segundo o jovem, que antes apenas conhecia dos direitos humanos, agora ele sabe como garanti-los e como ajudar a comunidade onde vive a buscar melhores qualidades de vida.
Além de ensinar comunicação, o projeto desenvolve o conhecimento dos jovens na área de criação, captação de recursos e avaliação de projetos. No final dos módulos de formação, a aprendizagem acontece na prática. Isso porque os beneficiários criam projetos de intervenção e os aplicam em suas comunidades. A oportunidade é o que mais atrai os jovens, pois potencializa a força natural da juventude para mudanças.
O período da tarde contou com a participação de Leandro Fialho, do Ministério da Educação (Mec), e Kleber Rocha, Diretor de Fomento e Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura (Minc). Ambos esclareceram de que forma as políticas públicas atuam para contribuir com a formação dos educandos. “É preciso esclarecer o conceito de cidade educativa, onde todos os ambientes oferecem uma experiência de aprendizagem e podem ser aproveitados pela força da escola para contribuir com uma formação integral”, expôs Fialho.
Kátia Rocha, produtora cultural, apresentou as possibilidades de inserção de projetos na Lei de Incentivo à Cultura. Ana Gabriela Simões Borges, coordenadora do Ler e Pensar, e Ranúlfo Bocaiúva, diretor do jornal A Tarde, também fizeram parte da mesa e falaram das experiências de seus projetos com a Lei Rouanet.
Educação e Cultura Digital: um desafio com várias possibilidades
No último dia de encontro, o grupo debateu as potencialidades das novas tecnologias. Nelson Pretto, da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Priscila Gonzales, da Fundação Telefônica, explicaram que trabalhar com as tecnologias na educação é criar redes sustentáveis e que contribuam com a aprendizagem de seus membros, através do compartilhamento e do respeito.
Na opinião de Priscila Gonzales, mesmo diande do desafio de envolver os educadores e os ambientes escolares nas práticas de educação com as novas tecnologias: “É preciso incentivar e qualificar o trabalho dos professores tanto em suas redes pessoais quanto profissionais”, afirma.
Para Fernanda Martins, que integra a equipe pedagógica do Ler e Pensar e participou pela primeira vez do encontro, o evento foi uma oportunidade maravilhosa e importante para o desenvolvimento de uma educação de qualidade. “Reunir no mesmo espaço os palestrantes e coordenadores de programas desenvolvidos em realidades diferentes, com propostas consistentes e inovadoras, é como redescobrir um mundo e abrir novas portas para a utilização do jornal na educação”, conclui.
Fonte: http://www.institutogrpcom.org.br/Noticias/jornal-e-educacao-um-casamento-de-sucesso
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Professora lança livro com textos ‘de mãe para filha’
Primeira obra da professora de história aposentada Helena Zarvos, "Anjo de procissão (carta aberta para minha filha)" foi publicado pela editora Somos, da Folha da Região, recentemente. O livro traz, em 108 páginas, textos reflexivos de uma mãe para sua filha.
"O livro é uma espécie de carta à minha primeira filha. É a história de minhas ideias, uma coletânea de reflexões e experiências, passadas de uma mãe para outra mãe", afirma a autora.
Nas páginas, segundo ela, estão conselhos de como uma mulher se porta após o amadurecimento. "Fala ainda das dificuldades de crescer em uma cidade ultraconservadora e de como encontrei liberdade com a formação universitária", diz Helena, que nasceu em Lins, passou 30 anos em São Paulo, e voltou à sua cidade natal.
"O livro é uma espécie de carta à minha primeira filha. É a história de minhas ideias, uma coletânea de reflexões e experiências, passadas de uma mãe para outra mãe", afirma a autora.
Nas páginas, segundo ela, estão conselhos de como uma mulher se porta após o amadurecimento. "Fala ainda das dificuldades de crescer em uma cidade ultraconservadora e de como encontrei liberdade com a formação universitária", diz Helena, que nasceu em Lins, passou 30 anos em São Paulo, e voltou à sua cidade natal.
"O que me fez escrever foi uma cobrança interna para compartilhar o aprendizado rigoroso e profundo de uma vida que agora chega à maturidade. E uma velha mestra não perde o hábito de ensinar alguma coisa", afirma a autora de 64 anos.
HISTÓRIA
Para ela, um livro foi a melhor forma de comunicação que encontrou para compartilhar suas memórias. "Compartilhar uma história em um livro é mais do que viver e simplesmente guardar para si; é mostrar escolhas, reflexões, oferecer algo bom às pessoas. A internet leva ao contato imediato, embora seja abrangente. O livro aproxima de uma forma profunda pessoas que não conhecemos e que acabam tocando nossa alma".
A história de sua família e uma espécie de manual para envelhecer bem são os temas dos próximos dois livros que ela pretende publicar.
Helena afirma que tem planos para realizar um lançamento de sua primeira publicação na cidade de São Paulo entre outubro e novembro. O livro pode ser adquirido por R$ 20,00 no "Mosaico - Café com letras", que fica na rua Floriano Peixoto, 1796, em Lins. O telefone é (18) 3523-6205.
Fonte: Blog do Programa Ler para Crescer - Folha da Região/ Texto: Talita Rustichelli 23/08
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