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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Blog como ferramenta educativa

Compartilhamos texto muito interessante do Educarede - Fundação Telefônica, sobre blogs como ferramentas educativas. Boas reflexões!

Hoje em dia as TIC (Tecnologias da Informação e da Comunicação) estão muito presentes na vida quotidiana de os/as alunos/as. Se lhes poderia classificar como "homo sapiens digitalis", já que o mundo das TIC faz parte da sua vida quotidiana: uso de telefones móveis, computadores, Internet, etc.


Portanto para poder acercar-nos aos alunos deveremos acolher as TIC como um elemento e recurso integrado dentro da sala de aula.

Em que beneficia o uso das TIC na sala de aula?
  • Favorece a adaptação da educação às novas metodologias de trabalho colaborativo e cooperativo, seja porque as atividades requerem um trabalho em equipe ou porque existem recursos que servem como ferramentas para os realizar (blog, chat, páginas site, etc.).
  • Facilita a aprendizagem significativa, já que são os/as alunos/as os que criam o conhecimento e conteúdos na escola sempre guiados pelo docente.
  • Permite a realização de atividades que antes eram impensáveis: falar com outros países em tempo real; trabalhar em equipe conectados ao mesmo tempo; elaborar montagens de filmes ou vídeos; realizar rádio ou televisão.
Uma ferramenta simples para ir começando: O blog

Pois bem, um recurso simples que não requer muitos conhecimentos de informática é o blog. É uma ferramenta da web que permitirá potenciar no alunado novas competências conformes com as exigências da sociedade da informação ao mesmo tempo que se podem trabalhar temas relacionados com a matéria.


Os blogs constituem uma ferramenta eficaz para a gestão do conhecimento.

Mas, o que é um blog?
É um tipo de página de site que se atualiza periodicamente, mostrando textos, artigos, imagens, vídeos ou áudios de forma cronológica de um ou vários autores. É um diário no que podem consultar e interatuar todos aqueles que digitem a direção em Internet.

Como se cria um blog? Como se utiliza?
As ferramentas para criar um blog as encontrará em Internet. Estas funcionam como modelos pré-configurados para a gestão do conteúdo e do seu desenho de apresentação. Ademais são gratuitas.

Para começar a criar um blog deve ter claro ao menos os seguintes pontos:
  • O lugar onde queira alojar ou criar seu blog (facilitamos uma lista de alojamentos gratuitos: ECuaderno). Isto determinará os possíveis formatos que se queira dar ao blog.
  • O título do blog.
  • O usuário e a senha chave.
  • Ter uma conta de correio eletrônico.
Agora já se pode começar a publicar no blog. Recomendamos introduzir alguma categoria ou tema para esse texto determinado. A partir daí poderá colocar algum link que pareça interessante para seu blog, incorporar imagens, áudio…


Para que serve um blog na aula?
O blog como ferramenta web permite atingir uma série de objetivos na hora de transmitir o conhecimento que em ocasiões não se poderia realizar por outros meios mais convencionais, já que:
  • Facilita o acesso à informação. A Internet é a maior biblioteca, hemeroteca, audioteca, videoteca… à que se podem ter os/as alunos/as para aumentar as possibilidades de aceder ao conhecimento.
  • Enriquece e favorece o processo de ensino-aprendizagem.
  • É um meio idôneo para a aprendizagem e desenvolvimento das competências digitais tão úteis na sociedade da informação atual: buscar, conseguir, entender e comunicar informação para criar conhecimento. Rompem-se os “muros da aula”.
  • Abre espaços inovadores de comunicação e interação, tal e como se pode comprovar no seguinte mapa conceitual sobre o uso do blog na comunidade educativa. O/a aluno/a tem voz para poder participar na elaboração da sua aprendizagem,
  • Geram-se novos vínculos e redes sociais que depois se podem transladar a um meio presencial.
  • Permite e favorece o trabalho colaborativo (trabalho em rede).
E a nível mais prático, por que é vantajoso usar um blog na aula?
Porque após “colocar” as propostas de escrita podem-se:
  • realizar exercícios interativos (podcast, hotpotatoes ...);
  • valorizar o processo de ensino-aprendizagem; continuar com os temas que ficaram pendentes na aula;
  • propor exercícios ou leituras de textos;
  • expor interrogantes ou resolver dúvidas que a determinadas idades não se expressam de forma presencial;
  • comentar os acontecimentos da aula; criar novos projetos como grupo-classe;
  • dialogar ou debater sobre um determinado tema;
  • facilitar a interação na aula;
  • melhorar o trabalho individual e, como conseqüência o trabalho em grupo,
  • propiciar o aumento da autonomia e dos hábitos de estudo e trabalho, para desenvolver capacidades e competências, para avaliar de uma forma diferente provocando menos stress e desmotivação.
Por que não o prova?
Como organizo o blog para a aula?
A incorporação desta ferramenta dentro da aula não deve supor um grande transtorno para a atividade docente, senão um apoio a seu trabalho. Trata-se de administrar o tempo que se vai a dedicar à cada coisa e integrar o blog como um elemento a mais para a aprendizagem.

É importante ter em conta os seguintes aspectos:
  • Temática e finalidade do blog da aula.
  • Metodologia de uso. Isto é, como se vai utilizar.
  • Temporalização. Quando se vai atualizar: semanalmente, mensalmente, diariamente.
  • Localização: dentro da aula, como tarefa escolar para casa…
  • Destinatários (quem o vai utilizar): os/as alunos/as da aula, a comunidade educativa, outras escolas, outras classes.
  • Avaliação. Dos objetivos marcados quais se podem utilizar para a avaliação de os/as alunos/as.
Como se pode observar tem praticamente a mesma estrutura que um projeto escolar, simplesmente que - neste caso - incorporamos uma metodologia diferente (o blog), obtendo uma dupla finalidade: que os/as alunos/as aprendam mediante as TIC, e que os/as docentes se adaptem à sociedade atual.

Recursos em Sites para começar com os edublogs ou blog de aula.

http://www.aulablog.com/: ajuda a quem queira iniciar-se no mundo dos blogs educativos.
http://www.tinglado.net/: blog coletivo, que oferece atividades realizadas com os recursos multimídia disponível de forma gratuita em Internet.
http://ciberaulas.blogspot.com/ 
http://concursoeducared.org.pe/blogs2010/planeta2/category/notas-al-profesor-bloguero: blog colectivo, con recomendaciones para los profesores que deseen comenzar a trabajar con blogs en el aula.

Isto são só alguns exemplos do amplio mundo dos blogs educativos.
Exemplos de usos educativos:

Como ferramenta de suporte aos conteúdos curriculares: Aula de latín, Taller de Blogs, IES Ortuella, Reflexiones en ELE
Como espaço para a participação de os/as alunos/as: Lenguablog, EPLANETA
Como armazem de recursos para a aula: O Tinglado, Recursos para trabalhar na aula
Como agenda de classe: Agenda de 6º A
Como boletim de notícias da atividade dos centros: 2dmanjón, CEIP Pablo Sorozabal, CEIP La Jota
Como veículo para desenvolver projetos colaborativos: ECOURBAN, Teu Blog em meu Blog
Como ferramenta de formação docente: Blogge@ando, Tic Docente, Relatos sobre pedagogía.
Como plataforma de difusão das atividades da biblioteca escolar: A nosa biblioteca 3.0, A la biblio del S’Agulla
Como espaço de reflexão sobre o exercício da docência: Aulablog, Zibereskola, Educa’t, educa’m
Para ampliar conhecimentos sobre Música: Aula de música
Para ampliar conhecimentos sobre Língua: Dar-lhe à língua
Para ampliar conhecimentos sobre Física e Química: Recursos Física e Química e algo mais
Para ampliar conhecimentos sobre Educação de adultos: Educadultos
Para ampliar conhecimentos sobre Francês: Fle d’artifice
Para ampliar conhecimentos sobre Formação Profissional: Aula Taller Virtual
Para ampliar conhecimentos sobre Filosofia: Boulesis
Para ampliar conhecimentos sobre Matemáticas: Frantematicas

Texto extraído e adaptado de: http://apiedeaula.blogspot.com/


ATIVIDADES

Criando… Recreando


Objetivo: Potenciar o uso dos blogs a nível individual, no nível de grupo-classe e a nível escolar. Esta atividade é muito simples mas é a base do trabalho com este suporte.

Desenvolvimento: Os/as alunos/as deverão fazer uma primeira aproximação aos blogs buscando informação em Internet relacionada com blogs de outros alunos/as. Depois criaram o seu. Uma vez que cada um de os/as alunos/as tenha criado seu blog, se dividem em equipes de 4 ou 5 e realizam um pequeno desenho do que gostariam que aparecesse no blog do grupo-classe: imagens, comentários, atividades, trabalhos, etc. Após realizar esse esquema, na cada grupo o porão em comum e se decidirá entre toda a classe o tipo de blog que desejam realizar. Se escolherá por sorteio a 6 membros da classe que o queiram desenhar, sempre interatuando com o resto do grupo e acolhendo suas decisões. O único requisito é que nesse blog tenha um apartado de links com todos os blog de os/as alunos/as. Por último se lançaria a proposta ao colégio para poder criar por cursos um jornal a nível escolar.


Contatando… com outras escolas

Objetivo: Criar um blog onde os/as alunos/as criem projetos cooperativos que termine numa excursão para melhorar as redes sociais virtuais e presenciais.


Desenvolvimento: Primeiramente o docente estabelece uma relação com outros docentes interessados em participar neste projeto. Elaboram conjuntamente um blog de atividades onde os/as alunos/as tenham que resolver trabalhos em grupo: debates, diálogos, etc. A única condição é que sempre têm que chegar a um ponto de consenso. Os/as alunos/ não conhecem os centros que intervêm dentro da atividade. Uma vez tenham resolvido todas as atividades, os/as docentes, estabelecem uma atividade final (tipo jogo de pistas) onde os participantes, mediante diferentes ferramentas tecnológicas (móveis, gps, utilizando Googlemaps,…), possam encontrar ao colégio com o qual estão trabalhando.

Quer ver mais? Acesse: http://www.educared.org/global/premiointernacional/blog-herramienta-didactica1

Fonte: EducaRede

Crianças discutem liberdade de imprensa, produzem jornal sobre o tema e ganham segundo lugar em concurso do Programa Jornal e Educação

O Diário Na Escola recebeu Menção Honrosa (segundo lugar) no concurso nacional de jornal escolar sobre liberdade de imprensa, com o jornal O Curupira, da Comunidade Social Cristã Beneficente, de Mandaguari. O concurso foi organizado pelo Programa Jornal e Educação, da Associação Nacional de Jornais (ANJ). A ideia, além de promover o debate sobre o tema Liberdade de Imprensa, era estimular a criação de jornais escolares/estudantis.

Ricardo Pastorelli (à esquerda), Coordenador do Programa O Diário na Escola, com a turma que produziu o jornal O Curupira e a direção da Comunidade Social Cristã Beneficente, de Mandaguari

Segundo a Coordenadora Executiva do Programa Jornal e Educação da ANJ, Cristiane Parente, o trabalho desenvolvido pelos alunos da Comunidade Social Cristã Beneficente, de Mandaguari/PR, refletiu a qualidade das dicussões que eles tiveram a oportunidade de ter, a partir da supervisão dos seus educadores e da coordenação do Programa O Diário na Escola. "No ano que vem devemos abrir o concurso a todas as escolas brasileiras, e o jornal feito pelas crianças dessa comunidade será um exemplo para todos os outros", destacou a coordenadora.

O primeiro lugar do concurso ficou com o jornal Quarto Poder, criado por alunos do Colégio Sesi, de Ponta Grossa/PR, sob a supervisão do Projeto Vamos Ler, do Jornal da Manhã.

Paz sem fronteiras

Seus alunos precisam aprender a lidar com as diferenças. Aproveite a sugestão de aula abaixo e exercite também, na sua escola, a paz que tanto queremos! A dica é do programa A Gazeta na Sala de Aula, desenvolvido pelo jornal A Gazeta (ES)

Apresente a seus alunos o vídeo “Você tem medo de dizer eu te amo”



Promova um bate-papo sobre a atitude do menino do vídeo, analisando como ele se sente em relação a si mesmo e à menina da qual ele gosta. Pergunte que razões podem levar à resistência em mostrar os sentimentos. Peça que comentem também a resposta da menina aos questionamentos da pesquisadora, e como essa resposta foi recebida pelo garoto.


Converse com sua turma sobre as diferentes raças, etnias e credos existentes no mundo. Pergunte se consideram que há paz entre os povos, e peça que justifiquem suas opiniões.


Conduza uma pesquisa em jornais de diferentes datas, na editoria de Mundo, para reunir matérias que confirmem ou não as afirmações dos alunos. Desafie-os a montar um cartaz coletivo com um panorama de como tem sido a convivência entre os diferentes povos.


Coordene a exposição do cartaz na escola durante o recreio, com os alunos se revezando para explicar seu conteúdo aos demais colegas da escola.


Promova uma reflexão sobre o exercício da paz na escola, com ênfase em como promover a solução pacífica de conflitos. Deixe que os alunos contem situações nas quais o bom senso prevaleceu e foi possível evitar confrontos.


Convide os alunos a montarem uma apresentação teatral mostrando a importância da sadia convivência entre as pessoas. Podem ser usadas com base nas experiências vividas por eles, de adoção de formas pacíficas de resolução de conflitos.


Reúna os alunos de outras turmas e promova a apresentação do teatro. Aproveite para convidar outros professores para aderirem ao trabalho em prol da paz na escola.


Depois de aplicar a sugestão, conte para nós como foi a sua experiência!
Fonte: http://paznaescolaonline.blogspot.com/

Atividade com jornal para refletir diferentes condições sociais e culturais

Uma aula diferente!


Veja a dica de atividade que o Programa Lendo e Relendo, do jornal Correio Lageano (Lages/SC), está dando para sua aula. Ela foi publicada no blog do programa:
"Nossa sugestão é explorar os diversos tipos de moradias, pode ser do bairro, cidade e até mesmo de outros países! Porque uns tem tanto e outros pouco? São questionamentos que podem ser trabalhados! No jornal podemos encontrar diversas imagens que mostram essa diversidade, nos classificados comprar, vender ou alugar um imóvel.


Sugerimos ainda que cada aluno desenhe sua própria casa e ao final a professora pode criar um novo vídeo com as ilustrações feitas por eles! Mande o link que postamos no blog! Mãos à obra e bm trabalho!" (Programa Lendo e Relendo) 

Homem x Máquina


Em tempos tão modernos, que tal usar a tirinha para discutir o relacionamento homem x máquina? Há excelentes filmes que podem ajudar: O desenho animado "Robôs", o drama comportamental "O homem bicentenário" e mesmo a saga Star Wars, onde os robôs são aliados dos homens.

Vamos Ler vence concurso nacional da ANJ

Na mesma semana em que o Jornal da Manhã recebeu o segundo prêmio mundial conferido pela Associação Mundial de Jornais e Editores de Notícias (WAN-IFRA), pela segunda vez consecutiva, o projeto Vamos Ler, do JM, vence um prêmio nacional ao conquistar o primeiro lugar no concurso nacional de Jornal Escolar sobre Liberdade de Imprensa, organizado pela Associação Nacional de Jornais (ANJ). O jornal escolar premiado foi o ‘Quarto Poder’, um dos três inscritos pelo Vamos Ler, produzido por alunos e professores do Colégio Sesi de Ponta Grossa.


Coordenador geral do Vamos Ler e diretor de Redação do JM, Eloir Rodrigues destaca que a conquista do prêmio é resultado do “trabalho conjunto da coordenação do projeto com a equipe do jornal, escolas e todos os parceiros”. “A conquista destes prêmios reflete a seriedade com que o projeto vem sendo desenvolvido e a credibilidade que o Vamos Ler vem conquistando ao longo destes anos em que já foram beneficiados mais de 25 mil alunos”, manifesta. Rodrigues salienta ainda a amplitude das ações do Vamos Ler, que hoje é o maior programa de responsabilidade social dos Campos Gerais, beneficiando diretamente dez mil estudantes. “O projeto não se resume ao envio de exemplares do jornal para as escolas. Há uma proposta pedagógica envolvida”, explica.

Para a coordenadora adjunta do Vamos Ler, a jornalista Talita Moretto, a proposta do concurso promovido pela ANJ é importante para estimular os alunos. “Poder usar todo o conhecimento, criticidade e opinião de jovens estudantes em um produto de comunicação, que é o jornal escolar, consolida a ação de Programas Jornal e Educação, como o Vamos Ler, em orientar a leitura da mídia e dar espaço para que estudantes e professores exponham sua opinião e participem das decisões sociais, efetivando sua condição de cidadão”, analisa.


Responsável pela Gerência do Sesi/Senai em Ponta Grossa, Denise Beninca de Paula, o prêmio consolida os bons resultados que vêm sendo alcançados por meio do Vamos Ler. “O projeto ampliou e multiplicou o conhecimento para os nossos estudantes. Neste sentido, estas possibilidades associadas à nossa metodologia inovadora, que tem a característica de formar profissionais mais criativos e autônomos, vem nos mostrar que estamos no caminho certo”, considera.

 
A diretora do Colégio Sesi, Kelly Campones, ressalta que dentro da metodologia da instituição -que prevê o trabalho em equipe através de oficinas de aprendizagem, proporcionando a interação de diferentes áreas do conhecimento- o tema liberdade de imprensa já vinha sendo estudado pelos alunos. “Esse é o foco do Colégio Sesi, trazer à tona todas estas questões. Tudo o que eles aprenderam ao longo do semestre está consolidado no jornal. O reconhecimento por meio da premiação mostra que o que eles aprenderam não ficou na sala de aula”, declara.

O jornal escolar foi elaborado pelos alunos Carla Rafaela Bim, Júlio Felipe Beber, Lucas Pereira, Gustavo Treml, Carlos Bim, José Amilton de Araújo Filho, Lucas Antunes, Christian Rafael Avelar, Eduardo Teixeira, César Silva, Larissa Santos Ostrufka e Flávia Galvet, sob a orientação dos professores Sônia Dupcoski, Patrícia Blum e Emílio Ubiratã.

Estudantes e professores relatam experiências
A professora do Colégio Sesi e uma das orientadoras da equipe que elaborou o ‘Quarto Poder’, Sônia Dupcoski recorda que o tema do concurso coincidiu com as discussões dentro da oficina do semestre. “O jornal foi o resultado de um trabalho feito em equipe, valeu muito a pena”, diz. A educadora Patrícia Blum ressalta que os alunos já são habituados a discutir vários temas atuais. “Eles ficaram bastante empolgados e tiveram a oportunidade de vivenciar o clima de redação, da correria, das mudanças de rumo durante o processo. Este trabalho me fez ter outra visão sobre a produção de um jornal e sobre os próprios jornalistas”, expõe. O professor Emílio Ubiratã destaca que o reconhecimento com o prêmio é importante para todos: “É bom não apenas para o Sesi, para o JM, como também para Ponta Grossa”.

Aluno do 2º ano, Eduardo Araújo Neves Teixeira enfatiza a experiência. “Participar da criação de um jornal foi de uma enorme importância. Aprender como é a vida de um jornalista, saber as dificuldades encontradas a cada dia e ver como é difícil produzir um jornal de qualidade. Sem contar a satisfação de ter ganho o concurso envolvendo o Brasil inteiro”, cita. “Com este jornal pude perceber o quanto a profissão de jornalista não é fácil. Para mim, foi muito gratificante poder ganhar este concurso”, declara César Vicente da Silva. “Fazer o jornal nos trouxe muito conhecimento. O crescimento pessoal é o que vamos levar para toda a vida”, acrescenta Flávia Galvet.

Concurso Cultural terá lançamento nesta sexta
Nesta sexta-feira, o Jornal da Manhã promove um Café da Manhã para oficializar o lançamento da 2ª edição do Concurso Cultural Vamos Ler, que vai envolver todos os alunos em uma ampla discussão sobre o Meio Ambiente. No evento, serão divulgadas as ações que serão desenvolvidas durante esse semestre para promover o debate e a Educação Ambiental.

Prêmios mundiais
Além do prêmio da ANJ, o Jornal da Manhã acaba de receber uma menção especial no Prêmio Mundial Jovens Leitores 2011, organizado pela Associação Mundial de Jornais e Editores de Notícias (WAN-IFRA), na categoria móbile em reconhecimento à iniciativa de realizar workshops com celulares. Em 2010, o Vamos Ler já havia vencido o concurso mundial de jornais escolares da WAN-IFRA, em que o jornal vencedor foi o ‘Voz da Liberdade’, elaborado pela turma do 5º Ano da Escola Municipal Fulton Vitel B. de Macedo, (Ponta Grossa), sob a coordenação da professora Lourdes Stafin dos Santos.

Fonte: Jornal da Manhã 04/08/2011 Foto: Christopher Eudes

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

O quebra-cabeça da avaliação

Manifestações contra testes de alto impacto surgem em diversos países e apontam para a precariedade da apropriação pedagógica dos resultados das provas



Fonte: Revista Educação/ Beatriz Rey


Há aproximadamente um ano o noticiário internacional registra manifestações incipientes contra avaliações externas, reproduzidas no meio educacional de diversos países. O panorama é sempre o mesmo: professores, indignados com o peso desse tipo de provas e preocupados com o mau uso feito com os resultados produzidos por elas (como oranking), resolvem boicotá-las.


Na Inglaterra, o boicote contra o Standart Assessment Test (SAT), prova aplicada nos anos finais do ensino fundamental, atingiu um quarto das escolas em maio de 2010. Um mês antes, docentes australianos optaram pelo mesmo tipo de protesto em relação ao Naplan, avaliação nacional.


Nos EUA, além de movimentos organizados por pais e educadores nas universidades e na internet, estava programada para acontecer, no final de julho, em Washington DC, a marcha "Salvem nossas escolas". Uma das bandeiras era justamente o fim dos chamados "testes de alto impacto".


Em outubro do ano passado, a onda de insatisfação com o peso das provas chegou ao meio acadêmico brasileiro. Presentes na 33ª reunião da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped), em Caxambu (MG), um grupo de educadores criou o "Movimento Contra Testes de Alto Impacto", chancelado por 82 educadores conhecidos no país e dois estrangeiros (Almerindo Afonso, de Portugal, e Juan Casassus, do Chile).


O movimento pretende, em primeiro lugar, alertar pais, alunos, administradores e o próprio governo de que os chamados "testes de alto impacto" são imprecisos. Além disso, busca discutir a criação de um código de ética para a elaboração, aplicação e utilização dos dados obtidos por processos avaliativos.


"Os testes devem ser usados para diagnóstico e para orientar a aprendizagem, não para fazer ranking de alunos e professores", diz Luiz Carlos de Freitas, da Faculdade de Educação da Unicamp e um dos coordenadores do movimento.


O termo "testes de alto impacto" foi incorporado do inglês (high-stakes testing), expressão concebida na década de 80 no meio acadêmico norte-americano para designar avaliações externas que são atreladas a decisões que dizem respeito a alunos, professores e gestores.


Em artigo sobre a história do termo (disponível no link www.hepg.org/document/14/), os pesquisadores Sharon Nichols e David Berliner, respectivamente das universidades do Texas e do Arizona, afirmam que as provas que atrelam consequências de gestão educacional a seus resultados "são dramáticas e capazes de mudar vidas".


Como o movimento é incipiente no Brasil, não há consenso sobre a quais avaliações locais o conceito se aplicaria. Ao serem tomados como medida única no processo avaliativo, os resultados desses testes podem definir políticas públicas, como a de bonificação por desempenho (já que os resultados são atrelados ao acréscimo de salário para docentes).

Outra aplicação possível do termo é para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que passou a ser usado nos processos seletivos das universidades públicas federais. O próprio Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) usa outro termo para definir seus sistemas de testagem: "avaliações em larga escala".


Antes da instituição do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) em 2007, os resultados da Prova Brasil e do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb) eram usados apenas para que as redes tivessem um diagnóstico de seus alunos. Depois do Ideb, os usos para as notas passaram a ser diversos - um deles é justamente a prática de fazer rankings.


"Até então, quem iria se preocupar com a média da Prova Brasil por estado ou município? Passamos de baixo para alto impacto", afirma Francisco Soares, coordenador do Grupo de Avaliação e Medidas Educacionais, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que não assina o manifesto, mas concorda parcialmente com ele.

"Sou contra usar o Ideb para classificar escolas porque o índice reproduz o nível socioeconômico das escolas em alto nível. Já sabemos que as escolas de periferia vão mal nas provas. Precisamos superar isso", alerta.


Para os integrantes do movimento brasileiro, é justamente este o processo ao qual estão sendo submetidas as redes de ensino locais: a uma pressão para que façam uma medição única no processo avaliativo dos alunos, quando, na verdade, a qualidade de ensino é fruto de diversos fatores. "A recomendação dos especialistas é que cada aluno possa ser alvo de mais de uma medida, preferencialmente que captem áreas de desenvolvimento diferentes", explica Luiz Carlos de Freitas.


É preciso levar em conta, por exemplo, o contexto socioeconômico do estudante. Ou a infraestrutura da própria escola que o atende. Nesse sentido, Freitas constata: não é possível deduzir que há boa qualidade de ensino só porque o aluno tem boa nota em português e matemática. Tampouco é cabível pagar bônus a professores a partir do nível de desempenho obtido por seus alunos.


"Não se pode separar o efeito dos vários professores pelos quais os alunos passam, simultaneamente e entre anos. Um mau docente pode marcar o aluno por vários anos, não importando quão competente seja o professor do ano seguinte", explica.

A afirmação encontra eco na edição de 2011 do Caderno de Resoluções da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). Segundo o documento, a entidade endossa a visão de que "a avaliação deve ser processual, qualitativa e de caráter sistêmico e democrático", na contramão "das propostas gerenciais de meritocracia".

Assim como em outros países, paralelamente ao que acontece no meio acadêmico, os sindicatos de professores também se manifestam contra os testes de alto impacto. Na Inglaterra, o boicote do Sindicato Nacional dos Professores ao SAT foi motivado, entre outros motivos, pela associação dos resultados da prova à prática de fazer rankings.


Há vozes contra o movimento. O ex-presidente do Inep e professor de economia da USP Reynaldo Fernandes classifica a atitude de protesto contra as avaliações de "petulante". Para ele, nenhuma instituição pode ter o monopólio da interpretação dos resultados. Além disso, crê que o movimento estimula a não divulgação universal dos resultados.


"Os estudos apontam que a divulgação de resultados melhora o desempenho dos alunos. Cada rede sabe com quem deve se comparar. Se você gosta de correr como hobby, não vai se colocar no mesmo patamar de quem é maratonista", analisa.


Desvios significativos
Como os resultados dos testes são usados para tomar decisões sobre a rotina escolar e da rede, podem vir acompanhados de um problema difícil de ser contornado: as fraudes. O caso mais recente e que explicita esse tipo de percalço aconteceu na rede de Atlanta, no estado norte-americano da Geórgia. Em julho, após dez meses de investigação, o governo estadual indiciou 100 funcionários de 12 escolas por "violação de protocolo".


O relatório concluiu que as situações de cola (encontradas em 44 das 56 escolas avaliadas) aconteceram de maneira generalizada pelo menos a partir de 2009, e que um ambiente de medo e intimidação dominava a rede de Atlanta. "As colas foram decorrentes da pressão para alcançar objetivos dentro de um sistema movido por números", diz o texto.


O caso de Atlanta chama a atenção para uma crítica feita por Freitas em relação ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep): não há divulgação dos índices de confiabilidade dos testes aplicados.


O desvio padrão das medidas obtidas a partir das provas não está disponível para os pesquisadores. Voltando ao que ocorreu em Atlanta, em 32 das 55 salas de aula da escola de ensino fundamental Connally Elementary, o desvio padrão ultrapassou o valor de 10.


Segundo o relatório, um desvio padrão da ordem de 10 nos dados analisados aponta que "a probabilidade de que o aluno tenha mudado a resposta para a alternativa correta sem a intervenção de um adulto é de um em um trilhão". Em outras palavras: sem a cola, seria muito pouco provável que o aluno tivesse acertado as questões da prova. "Todas essas indicações da saúde da prova não são divulgadas no Brasil. É uma questão de polícia", aponta Freitas.


Outro índice de confiabilidade passível de ser calculado é aquele que investiga o quanto a prova reflete os conteúdos aprendidos pelo aluno. "Especialistas no conteúdo da prova são convidados pelos governos para fazer esta análise. É feito um cálculo de concordância entre eles para cada ponto da matriz e dos itens da prova", explica. Esses valores não são divulgados para as provas aplicadas nos âmbitos federal e estadual.


Transparência
Pelos motivos apontados acima, o diálogo com o Inep é considerado pelos pesquisadores como complicado. "Sua estrutura é desorganizada, e o órgão foi colocado na dependência de fornecedores externos da indústria educacional de avaliação", diz Freitas, fazendo referência aos serviços de aplicação de prova, terceirizados pelo Inep.


Uma prova da desorganização do órgão seria o fato de os boletins de desempenho da Prova Brasil de 2009 não terem chegado até agora às escolas.

O Inep também não divulgou até o momento os microdados da Prova Brasil de 2009, informações que reúnem, entre outras, o perfil do alunado submetido à prova (idade, se foi a primeira vez que fez a prova, etc.) e as questões que foram acertadas. Com essas estatísticas em mãos, os pesquisadores podem investigar questões específicas da prova aplicada, e evidenciar quais são os gargalos de aprendizagem.


Para Francisco Soares, da UFMG, o problema é mais sério: ainda há pouca informação sobre o que os níveis de proficiência dizem sobre o aluno. "Se a escola tem uma média de 250 na Prova Brasil, podemos ter alunos cuja nota foi 400 e outros 100. Além disso, sabemos que alunos com nota 100 'não aprenderam'. Mas o que ele aprendeu nessa faixa?", indaga.


Ao mesmo tempo, o pesquisador lembra que o país não pode deixar de avaliar o que os alunos sabem, porque esse processo de verificação faz parte do direito público de aprender.

"O que precisamos não é deixar de registrar os resultados, mas dar um sentido pedagógico a eles. Tendo verificado se o aluno aprende, é preciso saber quem é ele", lembra. Da mesma forma, os integrantes do Movimento Contra os Testes de Alto Impacto não se dizem contra a avaliação em si, mas contra os usos que dela têm sido feitos.


O que se torna mais preocupante neste momento é o fato de que analistas situados em locais diversos no espectro político estejam olhando com ressalvas a maneira como as avaliações têm sido utilizadas. As restrições são variadas, indo da crítica ao uso excessivo das provas de larga escala nas políticas públicas a restrições de ordem técnica. Indício de que é hora de colocar o que está sendo feito em perspectiva.