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quinta-feira, 21 de julho de 2011

A SIP divulga no seu web site o CD com as canções do seu concurso musical

Miami (21 de julho de 2011).- As 15 canções finalistas do concurso de canto “Doe sua voz aos que não têm voz”, organizado pela SIP como parte da sua campanha internacional contra a impunidade nos crimes contra jornalistas estão reunidas em um CD virtual que pode ser acessado pelo público emwww.impunidad.com.

Esse projeto é parte da campanha de conscientização da SIP para os jovens sobre as consequências da violência contra a liberdade de expressão e de imprensa.

O presidente da SIP e presidente do jornal Siglo 21 de Guatemala, Gonzalo Marroquín, destacou a alta qualidade das canções vencedoras e a generosidade da Fundação John S. e James L. Knight que desde 1995 apoia economicamente o Projeto contra a Impunidade nos crimes contra jornalistas. “Sem esse apoio teria sido impossível realizar esse concurso”, acrescentou.

Os vencedores dos três primeiros lugares foram: “No temas”, da cantora e compositora argentina Juliana Castro; a canção “Que no te incomode incomodar”, da uruguaia Laura Vargas, e o rap “Somos la voz” da dupla colombiana formada por Javier Vargas e Liliana Jiménez. O CD tem ainda canções de protesto, hip-hop e tangos de artistas da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Espanha, Estados Unidos, Guatemala, Grécia, Guiné Equatorial, México, Nicarágua, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela.

O concurso, que teve início em outubro de 2010 e contou com a supervisão do produtor musical Emilio Estefán, chamou a atenção de todo o continente e atraiu mais de 150 participantes em diversos gêneros musicais, despertando o interesse de quase 300.000 pessoas das Américas, Europa e Ásia que acompanharam as suas etapas pela Internet e pelas redes sociais. O público votou na sua canção favorita para escolher os finalistas e decidir, com os 27 especialistas e jurados, quem seriam os vencedores.

O CD virtual inclui os vídeos das canções populares que contribuíram, com seu ritmo, para promover o concurso: “No podemos callar”, interpretado por Latin Black; “Problemática social” com Gero Menezes, e “Jaime Garzón”, com Vibra Terra.

Fonte: SIP

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Redes e Comunidades – Ensino-Aprendizagem pela Internet

Abaixo, nosso olhar (não científico) e primeiras impressões sobre o livro "Redes e Comunidades – Ensino-Aprendizagem pela Internet", de Jaciara de Sá Carvalho, publicado pela Editora Instituto Paulo Freire e que faz parte da série Cidadania Planetária. (Cristiane Parente)

Boa leitura!

Um livro simples, mas não simplista. Gostoso de ler e esclarecedor. Acessível a qualquer pessoa. Uma porta aberta pra que tanto educadores já acostumados ao mundo virtual, quanto aqueles que estão pensando em aderir agora, possam conhecer melhor os meandros das redes e comunidades de aprendizagem e saber como aproveitá-las melhor. Mais do que isso, um livro que mostra as diferenças entre elas e que surgiu após o mestrado de Jaciara de Sá Carvalho, na Faculdade de Educação da USP, sob orientação do Profº Dr. Nilson José Machado.

Jaciara inicia seu percurso trazendo ao leitor alguns aspectos das culturas e valores do ciberespaço, citando autores como Piere Lévy, Postman e Castells, ressaltando que não se deve pensar na incorporação de tecnologias à educação sem que haja uma reflexão sobre seus objetivos, sem que se pergunte a serviço de quem e do que elas estão, como estimulava Paulo Freire. E a autora deixa logo clara a sua posição: “Este livro trata do ciberespaço como uma tecnologia que pode ampliar a comunicação humana e estimular a adoção do paradigma educacional defendido há muito tempo, mas tão pouco praticado: o da aprendizagem colaborativa”.

Após um rápido histórico sobre a internet e uma reflexão sobre as culturas e comunidades advindas a partir dela, Jaciara começa a apresentar as diferenças entre Redes de Aprendizagem online e Comunidades Virtuais de Aprendizagem, “agrupamentos do ciberespaço organizados para um processo de ensino-aprendizagem”. Você saberia dizer a diferença entre uma e outra?

Segundo Jaciara, as características distintivas de uma Rede de Aprendizagem online seriam: objetivo educativo explícito; planejamento e um ou mais educadores entre os participantes da rede. Lembrando que os participantes não estão apenas trocando informações, mas elaborando conhecimento, que é o que um processo de ensino-aprendizagem pressupõe. Da mesma forma, cabe ao educador no ciberespaço ter uma postura de autoria também e atuar junto aos atores da rede, estimulando-os e intervindo quando preciso, pois é a partir da ação de uma pessoa que as outras ações, diálogos, etc, podem ser desencadeados. E, se não há manifestação, como pode haver interação?

Se você está em um grupo e há colaboração freqüente, saiba que você está em uma comunidade. Isso não quer dizer que uma seja melhor do que a outra, apenas diferencia as duas e mostra que uma rede tem suas singularidades e dinâmicas próprias, em um ritmo diferenciado, adequado aos participantes do grupo, que a seu tempo constroem seus conhecimentos e vão mudando práticas.

Jaciara cita o autor Bento Silva para destacar que as comunidades virtuais de aprendizagem remetem aos movimentos da Educação (Escola) Nova, que teriam princípios da aprendizagem construtivista e do uso de metodologias ativas, “centradas na realização de projetos, na resolução de problemas, e na aprendizagem cooperativa” (p.72). Seguindo essa linha de pensamento também não podemos deixar de pensar em Vigotski e sua aprendizagem como resultado de relações entre um grupo, uma comunidade.

A partir de sua própria experiência como aluna do curso “Ensinando em Ambientes Virtuais 1”, oferecido pelo programa de Pós-Graduação da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo e ministrado pela professora Vani Kenski, a autora foi mapeando alguns indicadores de formação de uma comunidade em situação de aprendizagem: “reciprocidade permanente, compromisso implícito, iniciativa, informalidade, colaboração e intervenção pontual do educador”.

Jaciara também refere-se aos educadores blogueiros da lista de discussão Blogs Educativos, de 2008 e ao projeto Rede de Aprendizagem online Poies (Professores Orientadores de Informática Educativa) do Butantã/SP, o que confere ao livro um frescor advindo de sua capacidade de transpor para o papel as experiências que teve no mundo virtual e o que aprendeu nesse espaço.

Para acessar o PDF do livro basta clicar em: http://www.paulofreire.org/Crpf/CrpfAcervo000229

Programa Jornal e Educação é citado como exemplo no blog do Núcleo de Tecnologia Educacional de Caxias do Sul

Confiram no link http://ntecaxiasdosul.blogspot.com/2011/07/jornal-e-educacao.html?spref=fb texto sobre o Programa Jornal e Educação escrito pela educadora e tutora do curso Blog na Educação (EducaRede/Fundação Telefônica), Marli Fiorentin. Ela compartilha as impressões sobre o programa no blog do Núcleo de Tecnologia Educacional de Caxias do Sul/RS.

Quem quiser saber mais sobre o trabalho da Marli, pode conhecer seu blog: http://blogosferamarli.blogspot.com/2011/07/jornal-e-educacao.html

terça-feira, 19 de julho de 2011

Para reflexão com bom humor!



Dicas de cursos, eventos e prêmios na área de Educação

Línguas estrangeiras em ambientes virtuais
Estão abertas até dia 20 de julho as inscrições para o curso de extensão da USP voltado a professores "Ensino e aprendizagem de línguas estrangeiras em ambientes virtuais: desvendando a Plataforma Moodle e o papel do professor e do aluno". As aulas começam no dia 3 de agosto e seguem até 5 de outubro. Mais informações e inscrições no link
http://sce.fflch.usp.br/node/422 ou pelo telefone (11) 3091-4645

Novas Formas de Apreender e Empreender
Instituto Claro lançou a 3ª edição do Prêmio Instituto Claro - Novas Formas de Aprender e Empreender, que contempla iniciativas inovadoras na educação e no desenvolvimento comunitário. Os projetos apoiados serão aqueles que utilizam as TIC de uma nova forma. São duas categorias: Inovar na Educação e Inovar na Comunidade. Inscrições abertas até 9/08. https://www.institutoclaro.org​.br/premio

Chamada de trabalhos sobre Ensino Fundamental de 9 anos
A Revista de educação da PUC-Campinas está recebendo artigos ou relatos de pesquisa sobre o tema, para publicação em sua edição do 2º semestre de 2011 (vol. 16, nº 2). O prazo para envio de trabalhos é 30/07. Informações no site da PUC-Campinas: http://www.puc-campinas.edu.br​/biblioteca/periodicos/instruc​ao_autores.asp?id=7

Senac tem inscrições abertas para cursos a distância
O Senac-SP está com inscrições abertas para o curso de extensão “Elaboração de Materiais Didáticos com Recursos Tecnológicos” (40 horas) e o curso de pós-graduação em “Design Instrucional” (370 horas). Ambos ocorrem na modalidade a distância e as aulas começam em agosto. Também estão abertas inscrições para os cursos presenciais Docência e Mediação Pedagógica Online, Elaboração de Materiais Didáticos com Recursos Tecnológicos, Produção de Conteúdo para Educação Online e Web Colaborativa Aplicada à Educação. Mais informações e inscrições no site
http://www.sp.senac.br ou pelo telefone 0800-8832000.

Prêmio Arte na Escola
Vão até o dia 31 de julho as inscrições para o XII Prêmio Arte na Escola Cidadã, promovido pelo Instituto Arte na Escola (Fundação Iochpe). O Prêmio é destinado aos professores da rede pública e particular de todo país, que desenvolveram projetos de arte-educação bem sucedidos em um dos segmentos da educação básica - Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio ou EJA - Educação de Jovens e Adultos entre os anos de 2009 e 2010 Mais informações, inscrição e regulamento estão disponíveis no portal www.artenaescola.org.br/premio ou pelo telefone (11) 3103-8062

Especialização em Ética, Valores e Cidadania na Escola
A Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest) recebe, até o dia 5 de agosto, inscrições para o processo seletivo do curso de especialização em Ética, Valores e Cidadania na Escola. Firmado em uma parceria do Programa Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp) com a Universidade de São Paulo (USP), o curso é direcionado a portadores de diploma do ensino superior que estejam exercendo as atividades de professor, coordenador pedagógico, vice-diretor ou diretor em instituição de educação infantil, de ensino fundamental, médio ou profissional. O curso é gratuito e dura 18 meses, totalizando 480 horas. O diploma fornecido é da USP. Mais informações:
http://univesp.ensinosuperior.sp.gov.br.

Sala Mundo Curitiba 2011 – Encontro Internacional de Educação
A proposta do Sala Mundo Curitiba 2011 é oferecer uma grande oportunidade para conhecer experiências relevantes e debater a Educação com personalidades conhecidas mundialmente. Durante o evento, serão abordados temas importantes para a Educação Básica sob o formato de grandes palestras, que trarão soluções pedagógicas e administrativas para o dia a dia da escola. Dias 17 e 18 de Agosto. Informações e inscrições no site
http://www.salamundo.com.br

Prêmio Professores do Brasil
Estão abertas até 15 de setembro as inscrições para o Prêmio Professores do Brasil, promovido pelo Ministério da Educação. A quinta edição vai selecionar até 40 experiências concluídas ou em execução, sendo oito por região do país. Os autores dos trabalhos receberão R$ 5 mil em dinheiro, troféus e certificados. Para concorrer, os educadores devem relatar projetos desenvolvidos ou em desenvolvimento, com resultados comprovados no ano letivo de 2010, que atendam aos objetivos do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), lançado em 2007. Inscrições e mais informações no site http://premioprofessoresdobrasil.mec.gov.br/ ou pelo fone (61) 2022-8309.



I Simpósio Internacional Língua, Discurso e Contexto
Evento pretende debater e aprofundar as pesquisas desenvolvidas pelo Grupo de Estudos do Discurso (GEDUSP), abrindo essas discussões ao público interessado nas pesquisas sobre o discurso. Matrículas por 20 reais, a partir de 1º de agosto. Mais informações e inscrições pelo link http://sce.fflch.usp.br/node/444 ou pelo telefone (11) 3091-4645



Fonte: CMais

Celular ou papel: o que distrai nas aulas

Compartilhamos abaixo matéria publicada na página JM nas Escolas, do Jornal da Manhã, de Ponta Grossa/PR.O texto é de Talita Moretto com informações de Rubens Binder .


Dos livros de confidências às mensagens eletrônicas. Ontem e hoje a distração dos alunos nas escolas ainda é um problema para os educadores
Uma ampla discussão toma conta dos bancos escolares: A tecnologia veio para auxiliar no ensino ou está atrapalhando as aulas e distraindo os alunos? Educadores analisam e buscam alternativas para conciliar o fácil e rápido acesso aos recursos tecnológicos, às práticas pedagógicas. O objetivo: minimizar os efeitos e fazer com que o aluno ainda preste atenção naquela aula onde quadro, giz e um bom livro ainda merecem comparecer.

Mas a grande questão é: será que a distração na escola surgiu apenas com o advento das novas tecnologias da informação e da comunicação?

Controlar as conversas paralelas, as risadas e a troca de bilhetinhos é um exercício diário de domínio da classe. E não é de hoje. O problema é que a tecnologia é atraente, e mesmo quando não permitida oficialmente em sala de aula, é a grande promotora da distração entre os estudantes. Um bom celular permite ao aluno acessar seus e-mails, frequentar redes sociais, ‘twittar’ durante aquela explicação na aula de Química, ou Matemática, ou qualquer outra disciplina considerada por esse aluno menos interessante.

O professor de Física do Colégio Marista Ponta Grossa, Wagner Sindici, comenta que a distração mudou quanto ao número de alunos envolvidos. Na profissão há 23 anos, Sindici lembra que há dez anos em uma turma de trinta alunos, apenas cinco ou seis se distraiam com bilhetinhos. “Fatos que aconteciam na hora do recreio, ou antes de começar a aula, eram desdobrados na sala. Eles utilizavam bilhetinhos para informar o colega. Era uma rede de comunicação interna muito interessante. De uns anos para cá, com o celular, os bilhetinhos sumiram e passaram a existir a famosa SMS. Isso começou a se espalhar e um número cada vez maior de alunos passou a agir dessa forma”, explica o educador.

Professora há mais de vinte anos no Colégio Marista São Luís, de Jaraguá do Sul/SC, Andréa Gomes Cardoso conta que antigamente os meninos colecionavam figurinhas da Copa do Mundo e as meninas, papel de carta, e faziam o ‘caderno de perguntas’, ou ‘livro de confidências’. “Anos atrás, a gente apenas recolhia o material do aluno e não explicava o motivo. Com autoridade, falávamos que não era material de aula e éramos respeitados. Hoje, o papel do educador é outro e se diferencia pela forma de conduzir a conversa com o aluno, principalmente ouvindo-o. Quando recolhemos um material, temos que contextualizar a questão de uso com ética, moral e cidadania”, explica Andréa.

Educadora há 27 anos do Colégio Marista de Ribeirão Preto, São Paulo, Magda Alves Donati também concorda que antigamente era muito mais fácil controlar os jovens. “Observo hoje uma agitação da moçada, uma hiperatividade e muitas vezes até uma ansiedade muito grande. Então, cabe ao professor utilizar estratégias eficientes para envolvimento desse jovem, muitas vezes carente da presença amiga do educador”, complementa.

O assessor educacional de Tecnologia da Informação do Grupo Marista, Gilson Fais, esclarece que a tecnologia está a serviço da educação e que a utilização dos mais variados recursos é incentivada dentro dos colégios. “É prematuro validar a proibição do uso do celular dentro da sala de aula, por exemplo, mesmo porque, os recursos que o aparelho disponibiliza são de grande valia para a educação”, comenta. Fais reforça que o aparelho deve ser utilizado com responsabilidade e é preciso também trabalhar a conscientização do aluno ao utilizar a ferramenta. “Claro que cada unidade tem autonomia para trabalhar de maneira diferente. Hoje o recado dos alunos chega por bluetooth. Compete ao educador avaliar de que maneira proceder, pois novos tempos trazem novos recursos e exigem novos métodos de trabalho”, acredita.
Fonte: Jornal da Manhã - Página JM nas Escolas / Texto deTalita Moretto com informações de Rubens Binder (NQM Assessoria) 19/11/2011

Projetos de professores para melhorar o ensino terão prêmio nacional



Estão abertas, até 15 de setembro, as inscrições para o Prêmio Professores do Brasil, promovido pelo Ministério da Educação. A quinta edição vai selecionar até 40 experiências concluídas ou em execução, sendo oito por região do país. Os autores dos trabalhos receberão R$ 5 mil em dinheiro, troféus e certificados.

Para concorrer, os educadores devem relatar projetos desenvolvidos ou em desenvolvimento, com resultados comprovados no ano letivo de 2010, que atendam aos objetivos do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), lançado em 2007.

As experiências, conforme o regulamento da quinta edição do prêmio, devem estar relacionadas a uma ou várias das seguintes ações: promover a permanência, o sucesso escolar, a redução da repetência, do abandono e evasão de estudantes da educação básica; aumentar a participação da família na escola, a inserção da escola na comunidade, a inclusão educacional social, racial, digital; trabalhar para a formação ética, artística e cidadã dos alunos.

Podem candidatar-se professores da educação básica em exercício da atividade docente em escolas públicas e de instituições educacionais comunitárias, filantrópicas e confessionais conveniadas aos sistemas públicos de ensino.

Confira o regulamento, a ficha de inscrição e a premiação na página eletrônica do prêmio.

Fonte: Portal MEC com texto de Ionice Lorenzoni/ Instituto Crescer para a Cidadania