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segunda-feira, 18 de julho de 2011

Jornal e Educação


Compartilhamos abaixo o texto da educadora e blogueira Marli Fiorentin, tutora do curso Blog na Educação da Educarede/Fundação Telefônica. Ela conheceu o Programa Jornal e Educação da ANJ e compartilha com os leitores do seu Blogosfera Marli as primeiras impressões. Ficamos muito gratos por suas palavras e pela compreensão profunda que teve do trabalho de cada coordenador.



Por Marli Fiorentin

Sou tutora do curso de Blog como recurso didático no Portal Educarede e, nessa segunda edição 2011, tenho como cursistas vários jornalistas que coordenam projetos ligados ao jornal e à educação, Iniciativa da ANJ (Associação Nacional de Jornais) . Estou tendo a oportunidade de conhecer o programa Jornal e Educação que visa incentivar a leitura e cidadania, através de atividades com jornal.


Os jornalistas educomunicadores que atuam no programa interagem com professores dando formações e oferecendo subsídios . O programa abrange todas as regiões do país e é coordenado por Cristiane Parente , que nessa entrevista fala sobre a importância da Literatura, também presente nos jornais.


A leitura de jornais precisa ser incentivada, pois isso amplia o olhar para o mundo, fortificando o senso crítico e a consciência cidadã. Já pararam para pensar a diversidade de gêneros textuais que encontramos nessa mídia?


Amei o trabalho e estou divulgando para que mais profissionais da educação tomem conhecimento e possam aderir ao programa. Só para exemplificar, aí vão alguns endereços: Jornal e Educação(blog), Gazeta na Sala de Aula , Vamos Ler-Jornal da Manhã , Correio Escola ,O Povo na Educação entre muitos outros onde pode-se encontrar um farto material que inclui também sugestões de atividades com jornal.. Confira aqui os jornais que participam, por região.


Algumas páginas de iniciativas do Programa Jornal e Educação no Facebook:
Jornal e Educação,







Parabéns para os envolvidos nessa iniciativa fantástica! Vale a pena conferir e participar! Logo mais divulgo o link dos blogs dos cursistas que participam do programa.


Fonte: Blogosfera Marli

Acesso fácil à informação muda a relação das pessoas com o conhecimento


Compartilhamos abaixo texto de Gilberto Dimenstein publicado originalmente no Portal Aprendiz.

Estudo publicado, nesta quinta-feira (14/7), no site da revista “Science” prova pelo método científico o que todos já desconfiavam: o acesso fácil à informação – por meio da Internet, celular, tablet e computador – está mudando a capacidade de as pessoas armazenarem dados.

Com o título de “Os efeitos do Google na memória: as consequências cognitivas de ter a informação na ponta dos dedos”, o trabalho concluiu que quando uma pessoa sabe que a informação pode ser facilmente acessada, esquece dela com mais facilidade.

Mas o que surpreendeu os cientistas foi descobrir que a perda da memória tradicional não deixa um vazio, pois as pessoas a estão substituindo pela habilidade de decorar aonde a informação poderá ser encontrada. Um dos experimentos foi realizado com 60 alunos da Universidade Harvard (EUA).

A constatação ajudará a modelar como será a educação no futuro. Professores estão dizendo que não adianta mais pedir para que os alunos memorizem, por exemplo, em qual data foi abolida a escravidão. O que deverá ser apreendido é o conceito de escravidão. Assim, no dia da prova, os dados básicos poderão ser consultados, então, o aluno deverá refletir sobre o conceito que já possui para fazer um texto.

Fonte: Portal Aprendiz

domingo, 17 de julho de 2011

Sociologia mais próxima da sala de aula

Reproduzimos abaixo texto pubicado no Jornal do MEC sobre a Sociologia na sala de aula!

Uma equipe de 16 estudantes do curso de licenciatura em ciências sociais da Universidade Federal de Viçosa (UFV) atua, desde março de 2010, em duas escolas públicas da região. A participação do grupo está ajudando professores não formados na área a consolidar a disciplina de sociologia na educação básica, já que as escolas de Viçosa não contam com professores de sociologia formados em ciências sociais. O trabalho é realizado nos três anos do Ensino Médio das escolas estaduais Effie Rolfs e Raimundo Alves Torres (Esedrat), sob a coordenação do professor Diogo Tourino de Sousa, da UFV.

A estudante Mariana de Lima Campos, integrante do 6º semestre de ciências sociais, conta que o programa tem incentivado os alunos do curso a optarem pela licenciatura, associando pesquisa e ensino na construção de novas técnicas de abordagem da disciplina, bem como no desenvolvimento e elaboração de material didático. “Antes do programa, era quase consensual nos cursos universitários que os bons alunos fossem direcionados para o bacharelado, com a finalidade de atuarem em pesquisas, trilhando um caminho futuro na pós-graduação, sendo que aos demais, considerados maus alunos, restava à docência”, analisa Mariana.

Para Mariana, uma das metas do programa é buscar novas estratégias de abordagem da sociologia em sala de aula, fugindo da tradicional aula expositiva. Segundo a estudante, a equipe tem liberdade para pensar, discutir, criar e oferecer propostas aos professores supervisores dos dois colégios, bem como de aplicar inovações na prática de ensino. A percepção geral do grupo sobre o andamento das aulas apontou a necessidade do uso de outras metodologias de ensino, com o objetivo de envolver um maior número de estudantes.

“Foi assim que pensamos, por exemplo, na elaboração de um jogo de tabuleiro. O jogo foi confeccionado de maneira artesanal numa cartolina, tendo como ponto de partida o mundo antigo, representado graficamente por um castelo medieval, e como ponto de chegada o mundo moderno, representado por uma grande cidade. Antes de cada jogada, os participantes organizados em duplas ou trios, deveriam lançar o dado. Assim iam avançando, passando por casas e etapas representando as conquistas, problemas e desafios do mundo moderno, como as invenções científicas, a transformação das relações, os impactos ambientais, a favelização, entre outros”, relata Mariana.

No percurso do jogo, a estudante acrescenta que existiam casas com perguntas sobre os autores discutidos nas aulas de sociologia e, caso os alunos acertassem as respostas, teriam direito a jogar o dado novamente. Com resultados positivos, o programa resolveu ampliar a experiência, elaborando outros jogos para serem adotados em outras turmas do projeto. “De forma geral, os estudantes conseguiram esclarecer o conteúdo ministrado no bimestre de maneira lúdica. Percebemos que o trabalho da equipe começou a surtir efeito, despertando a atenção dos alunos, seu envolvimento e sua familiaridade com nós, os bolsistas”, adianta a futura professora.

Para Mariana, o projeto mostra como o ensino de sociologia tem um futuro promissor, a partir do momento em que universidades, escolas, estudantes e professores forem capazes de construir redes de troca de experiências e materiais didáticos. “Uma de nossas tentativas nesse processo tem sido a manutenção de um blog da licenciatura em sociologia na UFV, canal onde relatamos o trabalho desenvolvido”, finaliza.

Fonte: Jornal do MEC e RevistaPontoCom

Jornal atualiza temas das disciplinas

Compartilhamos matéria publicada no jornal O Progresso, de Dourados/MS, dia 16/07, sobre os benefícios que o jornal tem levado a duas escolas da região.

Educadores das Escola Municipal José Estolano Perequeté e da estadual, Antonio Vicente Azambuja, do Distrito de Itahum, participaram de oficina sobre o jornal como fonte de leitura que atualiza todas as disciplinas. Os professores encontraram nas páginas do jornal textos que enriquecem as aulas de História, Geografia, Educação Física e Temas Transversais, como o respeito, a ética e outras.

Inserir a leitura em todas as disciplinas tem sido a proposta do Programa Jornal e Educação “O PROGRESSO – Ensinando a Ler o Mundo”, do Instituto Weimar Torres. Os educadores da Língua Portuguesa não ficarão sozinhos com a responsabilidade de formar leitores que interpretam e produzem idéias críticas. Trabalhar a leitura de maneira interdisciplinar é a proposta dos educadores de Itahum, que juntas atendem aproximadamente 800 estudantes, do pré escolar ao ensino Médio, diz a coordenadora do Jornal e Educação, Fátima Frota.

A variedade de textos oferecidos pelo jornal favorece um “leque” de atividades que podem ajudar o aluno a entender os conteúdos. “O caderno B, por exemplo, é cultural. Cinema, música, crônicas e eventos culturais acabam se tornando mais próximos de nós, auxiliando na compreensão da diversidade cultural”, comenta a professora Marla Szymczak.

Os professores de Educação Física, por exemplo, encontraram na capa do caderno D MAIS do dia 28 de maio, motivos para trabalharem a beleza física e as consêquencias pela busca do corpo perfeito. Eles selecionaram temas para leitura e debate nas salas de aula. “Com certeza, os estudantes que receberem esse jornal, vão ler o D MAIS, devido a capa que apresenta uma linda mulher de lingerie. Com esta foto, por exemplo, podemos introduzir assuntos como a anorexia, o exercício físico como fonte de saúde e não unicamente estética, o esteróide e o biotipo de cada pessoa”, observa o professor Wilson Gonzales.

A partir da leitura do jornal nas escolas, os educadores da escola estadual Antonio Vicente Azambuja vão produzir o jornal mural, informativo que envolve a participação de todas as séries. Além disso, a escola já desenvolve o projeto “Repórter por um dia”, onde os estudantes produzem matérias sobre a situação do distrito de Itahum.

Fonte: Jornal O Progresso

sexta-feira, 15 de julho de 2011

A digitação substituirá a letra cursiva?

Escolas americanas serão obrigadas a ensinar crianças a digitar, mas não a escrever em letra de mão.

A digitação em teclados e smartphones parece ser a forma de escrita do futuro, mas a que custo? A depender de algumas regiões dos Estados Unidos, ela substituirá a letra cursiva. Norma aprovada em Indiana, nessa semana, exige que as escolas ensinem as crianças a digitarem, mas não as obriga a treiná-las no uso da letra que nos foi tão cara.

A iniciativa faz parte de um projeto mais amplo, desenvolvido pelo Conselho de Diretores de Colégios (CCSSO, na sigla em inglês) e pela Associação Nacional de Governadores, e adotado por 46 Estados em junho de 2010. Ele delimita as habilidades que as crianças precisam aprender de modo que estejam mais preparadas para os desafios que o futuro reserva. A digitação é uma delas; a escrita cursiva, não.

Leia mais:
Dos baby boomers às gerações X e Y

“Com o acompanhamento de adultos, usar a tecnologia – inclusive a Internet – para produzir e publicar textos (escritos a partir do teclado), e para a interação e a colaboração com colegas”, diz um dos artigos. Em seguida, outra lição complementa: “demonstrar domínio suficiente para digitar no mínimo uma página sem levantar-se” – provavelmente, para não perder o foco.

Deve-se destacar que os professores têm a opção de continuar lecionando a escrita em letra cursiva, já que os padrões acordados foram elaborados de modo que não sejam exclusivos e, sim, flexíveis. No entanto, muitos são contra a medida.

Opiniões divergentes
No portal Indystar, o internauta Jerry Long, que tem um filho de 12 anos, argumenta: “Penso que as crianças deveriam ter a oportunidade de aprender tudo que um dia, talvez, possam precisar. Como elas saberão assinar seus nomes sem a letra cursiva?”.

Já na rede BBC, o professor Paul Sullivan, professor na Califórnia, também demonstrou sua insatisfação: “A fluidez da letra cursiva favorece a educação dos jovens, que gravam mais rápido a gramática das palavras, e tendem a ler e compreender melhor histórias e notícias”. Para ele, “há uma conexão entre o processo de aprendizagem da letra cursiva a o próprio exercício da escrita”.

À mesma rede, porém, o psicólogo Scott Hamilton, de Indiana, defendeu a proposta, por pensar que o tempo que as crianças passam para dominar a técnica – praticando-a durante todo o ano – pode ser melhor utilizado. “Do meu ponto de vista, faz sentido, considerando o mundo digital no qual essas crianças estão crescendo”.

Denna Renbarger, superintendente de um colégio do mesmo Estado, concorda: “Acho que é um avanço. Há coisas bem mais importantes a serem lecionadas do que a letra cursiva”.

Fonte: IDG NOW - http://idgnow.uol.com.br/mercado/2011/07/14/a-digitacao-substituira-a-letra-cursiva/
Por Network World/US - (Michael Cooney)
Publicada em 15 de julho de 2011 às 09h30

Para reflexão!



Parcerias são tão importantes quanto uma ideia

Veja abaixo entrevista que o Instituto Ecofuturo fez com a coordenadora do Programa Jornal e Educação - ANJ, Cristiane Parente, ressaltando a importância da parceria entre eles no concurso ler e Escrever é Preciso. A entrevista foi publicada no site do Instituto Ecofuturo.
Já dizia o ditado: uma andorinha só não faz verão. Parcerias, ainda mais para projetos realizados num País de proporções continentais como o Brasil, são tão importantes quanto os objetivos traçados por uma ideia. Para “fazer verão” na 7ª edição do Concurso Cultural Ler e Escrever é Preciso, o Instituto Ecofuturo está contando com o apoio de muitos e bons parceiros, como é o caso da Associação Nacional de Jornais (ANJ) -, que vem anunciando por todos os cantos do País que é mais do que a hora de unirmos vozes e ações em prol dos cuidados por todas as vidas.

A coordenadora executiva do Programa Jornal e Educação da ANJ, Cristiane Parente de Sá Barreto, em entrevista ao blog, afirma que está sendo muito estimulante trilhar os caminhos propostos pelo 7º Concurso, destacando que “além de estimular a leitura, que é fundamental para qualquer cidadão - seja em sua dimensão sociocultural, seja em sua dimensão político ou educacional, o Concurso estimula a autoria que, a nosso ver, pode mudar a maneira como as pessoas relacionam-se com sua formação, sua autoestima, sua confiança e atitude cidadã perante o mundo”.

Como os jornais podem ajudar na promoção da leitura e da escrita no País? A ANJ possui algum projeto?
A ANJ tem o Programa Jornal e Educação como sua principal ação de responsabilidade social e estímulo à leitura-autoria. A partir da ação de programas locais desenvolvidos por cerca de 60 jornais brasileiros, milhares de professores são estimulados a trabalharem o jornal como parceiro da educação, na formação de leitores e autores. São crianças, jovens e adultos aprendendo a ler, diferenciar tipos de textos, interpretá-los, lê-los criticamente e criarem seus próprios jornais escolares. É o jornal ampliando espaços de leitura e aprendizagem, democratizando a informação e ajudando a formar cidadãos.

Em sua opinião, qual é o papel da imprensa na divulgação da literatura?
Acreditamos que para formar leitores é preciso que eles tenham acesso a diferentes tipos de textos. O jornal, além de ser um suporte para diferentes tipos de textos, divulga e ajuda a refletir a arte, a literatura, o cinema, a música, etc. despertando o interesse pela sua leitura. A crônica, que tem como pais o jornal e a literatura, também está nas páginas de jornais como um gênero nobre mostrando um olhar diferenciado sobre a realidade.


O que fundamentou a decisão do Programa Jornal e Educação da ANJ em estabelecer a parceria com o Instituto Ecofuturo?
A seriedade e a competência que caracterizam o Instituto Ecofuturo em suas ações em prol da educação e da cultura brasileira. O estímulo à leitura e autoria que tanto caracteriza os concursos do Ecofuturo também nos mobiliza e sermos parceiros significa potencializar nossos esforços nessa direção.
Qual a relevância em realizar um projeto como o 7º Concurso Cultural Ler e Escrever é Preciso?
Além de estimular a leitura, que é fundamental para qualquer cidadão - seja em sua dimensão sócio-cultural, seja em sua dimensão político ou educacional, o concurso estimula a autoria que, a nosso ver, pode mudar a maneira como as pessoas relacionam-se com sua formação, sua autoestima, sua confiança e atitude cidadã perante o mundo. Ser autor é expor seu olhar sobre o mundo, comprometer-se com ele, estar aberto ao diálogo, à crítica. É ter a possibilidade de aprender sobre ética, responsabilidade diante do poder das palavras. Como trabalhamos com essas questões, nada mais estimulante que estarmos juntos com o Ecofuturo nesse caminho.


"Pra que serve a literatura"?
Difícil responder objetivamente a essa pergunta, porque a literatura pode servir pra muitas coisas, dependendo da maneira como nos aproximamos/ apropriamos dela. Ela pode simplesmente estar ligada ao prazer de ler, de entregar-se a uma obra, de deixá-la crescer dentro de nós e nos modificar.
Gosto de pensar como Daniel Pennac, no livro “Como um Romance”, que a literatura nos tira de dentro de nós mesmos, de nossa realidade, para que possamos refletir sobre ela. “Uma leitura bem levada nos salva de tudo, inclusive de nós mesmos”, diz o autor. Podemos, talvez, dizer que a literatura tem a função de formar, informar, encantar, mostrar quem somos, dar vida às palavras. Talvez seu papel seja o de despertar o autor que existe em cada leitor, quando após a leitura de um livro ele deixa que uma nova obra surja dentro dele.
A partir da literatura criamos nossos personagens, caminhos, cenários, histórias. Fazemos uma espécie de catarse. É impossível sair “ileso” do encontro com um bom livro. Ele vai nos transformando, pouco a pouco.

Fonte: Blog Instituto Ecofuturo