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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Nova promoção do Blog Educação busca sensibilizar alunos para o valor dos estudos e da escola

O Blog Educação lança nesta semana a promoção “Ligado na Escola”. O objetivo é estimular que alunos do ensino fundamental e médio de todo o país relatem iniciativas interessantes das quais eles participem em suas escolas e que contribuem para tornar o ambiente escolar mais atrativo e melhorar o aprendizado.
Para isso, basta que enviem mensagens pelo perfil @blogeducacao do Twitter, usando a #ligadonaescola e dizendo qual é a atividade, o nome da escola e o ano da realização. O importante é que sejam projetos e ações que, mesmo iniciadas em anos anteriores, ainda estejam acontecendo. As mensagens poderão ser enviadas de hoje (29) até o dia 6 de julho. Ao término da promoção, um sorteio determinará o vencedor que levará como presente um kit, contendo mochila, agenda, caderno e caneta.
A participação é aberta a estudantes tanto de escolas privadas como da rede pública (municipal, estadual e federal). Confira abaixo todos os detalhes da promoção, bem como exemplos de iniciativas que podem ser relatadas:
Sensibilização de alunos
A promoção Ligado na Escola, do Blog Educação, tem como base o segundo ciclo de trabalho do projeto Parceria Votorantim pela Educação, cuja temática é “sensibilização dos alunos para o valor da educação”. Nesta etapa, o desafio da equipe de mobilização do projeto é justamente o de fazer com que os estudantes percebam que estudar a vale a pena e o quanto esse investimento traz benefícios para o seu desenvolvimento pessoal e da sociedade.
Promoção “Ligado na Escola”
Público
A promoção é destinada somente a alunos do ensino fundamental e médio de escolas públicas e privadas, das redes municipal, estadual e federal de todo o país.
Dinâmica da promoção
- Para participar, o aluno deve enviar uma mensagem para o perfil do Blog Educação no Twitter (@blogeducacao), contendo as seguintes informações: #ligadonaescola + iniciativa da qual participa na escola + o nome da escola + cidade + data
Exemplo 1: #ligadonaescola: Participo neste ano do grêmio estudantil da EMEF Raquel de Queiroz (Piracicaba) e tem sido muito interessante.
Exemplo 2: #ligadonaescola: Desenvolvo um projeto de reciclagem de garrafas pet na EEEM Carlos D. Andrade (S.José dos Campos) desde 2010.
Obs.: Como as mensagens no Twitter só podem conter até 140 caracteres, o nome da escola e da cidade podem ser abreviados.
Confira abaixo outros exemplos de iniciativas que se enquadram na promoção:
- Elaboração do jornal e rádio escolar
- Campanhas (arrecadação de livros e outros materiais)
- Projetos de valorização e estímulo à leitura
- Olimpíadas do Conhecimento (Matemática, Língua Portuguesa, Química, Biologia, História etc)
- Prêmios e concursos estudantis
- Projetos para feiras promovidas na escola, na cidade ou no país (exemplo: feira cultural, feira de ciências etc)
- Oficinas culturais, esportivas e de comunicação
- Campeonatos de esportes internos ou com participação da comunidade
- Projetos de informática

Para saber mais, acesse: http://www.blogeducacao.org.br/nova-promocao-do-blog-educacao-busca-sensibilizar-alunos-para-o-valor-dos-estudos-e-da-escola/

terça-feira, 28 de junho de 2011

Vida Maria

Compartilhamos abaixo um dos mais belos filmes que vimos sobre Educação: VIDA MARIA. Ele mostra gerações de meninas que se perderam no trabalho infantil, na vida dura do sertão nordestino, como se seu único destino fosse a roça e a maternidade. esperamos que este filme toque fundo cada um de vocês. O que podemos fazer para mudar esta realidade? (Cristiane Parente - Coordenadora Executiva do Programa Jornal e Educação

Maria José, uma menina de 5 anos de idade, é levada a largar os estudos para trabalhar. Enquanto trabalha, ela cresce, casa, tem filhos, envelhece."VIDA MARIA" é um projeto premiado no "3o. PRÊMIO CEARÁ DE CINEMA E VÍDEO", realizado pelo Governo do Estado do Ceará.Produzido em computação gráfica 3D e finalizado em 35mm, o curta-metragem mostra personagens e cenários modelados com texturas e cores pesquisadas e capturadas no Sertão Cearense, no Nordeste do Brasil, criando uma atmosfera realista e humanizada.

Vida Maria - Filme de Márcio Ramos, com trilha sonora original de Hérlon Robson.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Acessar rede social é o principal uso da internet no celular

Acessar as redes sociais é o principal objetivo de quem usa internet pelo celular no Brasil, aponta pesquisa da Acision divulgada nesta segunda-feira. Segundo os dados, a procura por esses sites ultrapassou, pela primeira vez, o uso do e-mail na internet móvel.

As páginas de relacionamento são utilizadas durante 32% do tempo gasto na navegação pelo celular nos últimos três meses, com domínio do Facebook (65%), seguido pelo Orkut (60%) e pelo Twitter (44%).

O acesso a sites da web aparece em segundo lugar, com 19% do tempo, à frente do acesso ao e-mail, com 17%.

De acordo com Humberto Perissé, diretor da Quanti --uma das responsáveis pela realização da pesquisa--, a mudança do perfil de uso da internet pelo celular está associada ao aumento do tempo gasto com o uso pessoal.

Os dados mostram que ele passou para 76% nos últimos três meses, ante cerca de 60% no mesmo período do ano passado. Os outros 24% são gastos na navegação para uso profissional.
No Brasil, a venda de serviços de valor adicionado chegou a R$ 2,141 bilhões no primeiro trimestre do ano, chegando a 18% das receitas de serviços das operadoras móveis. Dentro desse valor, o uso da internet corresponde a 48% do faturamento.

O país responde por 45% das vendas de serviços de web móvel na América Latina. "O Brasil é o maior mercado nesse segmento, e também o que mais cresce", afirma Rafael Steinhauser, presidente da Acision para a América Latina.

Fonte: Folha de São Paulo/ Giuliana Vallone 27/06/2011

Crianças fazem propaganda para jornal



Em Ponta Grossa/PR, a turma do 5º Ano ‘A’ da Escola Municipal Profº Plácido Cardon, utilizou a página ‘JM nas Escolas’ em uma leitura diferenciada. Não foram os textos e as colunas de variedades que chamaram a atenção, mas as logomarcas dos apoiadores sociais e institucionais. A responsável por essa mudança de olhar foi a professora Idalina Neles, com o objetivo de despertar nos alunos o interesse pela criação de propagandas e a “discussão sobre essa forma de comunicação que já os rodeia desde muito pequenos e apresenta, além da linguagem escrita, a imagem, sendo esta um tipo de texto muito apreciado por crianças dessa faixa etária [9 – 10 anos], que participaram das atividades com prazer”, comenta.



Os estudantes, em duplas, observaram o quadro com as logomarcas, e escolheram uma delas para criar uma propaganda promovendo a empresa escolhida. “Expliquei o formato do texto de uma propaganda e eles mergulharam no trabalho com entusiasmo”, conta Idalina. Cada dupla apresentou o seu trabalho para os demais, e em seguida participaram de um debate articulado pela professora.


No debate, Idalina fez algumas indagações, como: o que eles destacaram na hora de elaborar sua propaganda; questionou onde eles encontram a propaganda no dia-a-dia; se algum membro da família já havia comprado um produto ou contratado serviço devido à propaganda; perguntou qual a concepção que os alunos tinham da palavra consumismo; e indagou sobre os cuidados necessários que todos devem ter com as propagandas em geral.

A professora Idalina conseguiu alcançar seus objetivos. “Agora os alunos têm mais critérios para colocar parâmetros na hora de escolher, comprar, julgar a necessidade ou não de adquirir este ou aquele produto. Também no que diz respeito à criação e escrita da propaganda, percebi que entenderam bem e destacaram aspectos importantes das empresas, expressando suas ideias de maneira clara e objetiva”, conclui.

Fonte: Projeto Vamos Ler

Folha da Região apresenta ‘Ler para Crescer’

Por Ayne Salviano
Democratizar a informação, apoiar a Educação e ajudar na transformação social para o exercício da cidadania, tudo isso por meio das informações veiculadas pelos jornais. Estes são os objetivos do Programa Ler para Crescer que a Folha da Região implantou em 2011. O trabalho é fruto do amadurecimento do Projeto Folha da Região na Sala de Aula, lançado em março de 1994, e que até 2010 serviu aproximadamente 400 mil estudantes e 3 mil professores de Araçatuba e região.

O Ler para Crescer quer valorizar o uso do jornal como recurso didático-pedagógico em ambientes socioeducativos para estimular o gosto pela leitura e contribuir para a formação de cidadãos participativos na consolidação de uma sociedade mais justa. “A leitura é capaz de transformar, para melhor, uma sociedade”, acredita Ana Eliza Assis Lemos Senche, diretora-geral da Folha da Região e idealizadora do projeto há 17 anos.

COMPROMISSO
Todo trabalho está alinhado com as diretrizes do Programa Jornal e Educação da ANJ – Associação Nacional de Jornais, que visa oportunizar o acesso ao jornal para todas as camadas da população, valorizar a informação como instrumento de construção da cidadania e contribuir para um aprendizado mais pleno da leitura e da escrita.

“A leitura de jornais ajuda na compreensão do mundo, cria alternativas para expressão de atitudes cidadãs, colabora com a dinamização do currículo escolar e amplia a capacidade de reflexão, verbalização e organização de ideias dos alunos”, afirma Ayne Regina Gonçalves Salviano, coordenadora do Ler para Crescer.

IMPORTANTE
Para fazer parte do Ler para Crescer, as escolas precisam incluir o programa no seu projeto pedagógico. “Esse curso me abriu várias possibilidades de trabalho em sala de aula. O jornal é um rico material, que pode ser introduzido em todas as disciplinas, ética e valores morais. Ampliou meu conhecimento para trabalhar com a reescrita, a produção de texto com imagens e operações matemáticas com anúncios. O curso foi muito proveitoso”, avaliou Wilza Garcia Goulart Moraes da Escola Professor Floriano Camargo Brasil, de Araçatuba.

“Acho que o treinamento validou muito mais este trabalho com jornal em sala de aula, pois tivemos acesso direto ao que é e como é um jornal, diferente dos outros cursos em que ainda ficávamos com uma imagem distante desse instrumento. A troca de experiências, ideias, sugestões foi maravilhosa. Estou ansiosa por todos os frutos que daqui, a partir dessa experiência, colherei”, comentou Sandra Maria Moreira da Emeb (Escola Municipal de Ensino Básico) Cristiano Olsen. Os cursos, totalmente gratuitos, começam todo início de semestre e se estendem ao longo do ano.

COMO FUNCIONA
O Programa Ler para Crescer é uma iniciativa de cunho institucional da Folha da Região e recebe apoio de empresas socialmente responsáveis para as atividades.

As escolas e entidades, associações e organizações de cunho educativo que desejam participar precisam se inscrever e para é preciso entrar em contato pelo telefone (18) 3636-7814 ou enviar e-mail paralerparacrescer@folhadaregiao.com.br
. Todos os participantes recebem uma assinatura gratuita da Folha da Região, que também distribui – semanalmente - 20 exemplares para cada unidade desenvolver atividades com crianças, jovens e adultos. Professores e alunos podem fazer visitas monitoradas à empresa de comunicação. Os professores têm cursos de formação continuada com profissionais especializados e, junto com os alunos, podem participar dos concursos culturais. Todas as ações são divulgadas semanalmente em página especial do Ler para Crescer na Folha.

Formação continuada
O Programa Ler para Crescer mantém inscrições abertas para seus cursos de formação continuada para professores ao longo de todo o ano letivo.

Podem participar profissionais da Educação das redes pública e privada de Araçatuba e região, além de estudantes. São 20 vagas para cada turma.

O módulo Básico, pelo qual todo professor iniciante no programa precisa cursar, é composto de quatro encontros, um por semana, com até 2 horas de duração cada um. Há turmas previstas para os períodos da manhã e tarde.

Os módulos avançados – para professores que já passaram pelo Básico – são oferecidos semestralmente e têm duração que varia, de dois a quatro encontros.

Acompanhe as datas e horários publicados semanalmente, às terças-feiras, na Folha. Os contatos devem ser feitos pelo telefone (18) 3636-7814ou pelo e-maillerparacrescer@folhadaregiao.com.br. As vagas serão preenchidas por ordem de chegada das inscrições


A história dos jornais na sala de aula começou nos EUAA ideia de levar jornais impressos para as salas de aula como forma de incentivar a leitura, o aprendizado e a construção da cidadania surgiu nos Estados Unidos em 1930 e rapidamente se consolidou no mundo. No Brasil, a prática nasceu em 1980 com apoio da ANJ – Associação Nacional de Jornais. Em 8 de março de 1994, por iniciativa dos diretores Genilson Senche e Ana Eliza Assis Lemos Senche, a Folha da Região implantou o Projeto Cultural Folha da Região na Sala de Aula, que até 2009 consistia na distribuição gratuita de jornais para atividades em sala de aula e alguns encontros com professores.

Em 1994, foram atendidas quatro escolas do município com um total de 1.320 estudantes. Até 1997, as atividades chegaram a 55 escolas da cidade e região em um universo de 41.938 alunos. De acordo com a então coordenadora dos trabalhos, professora Lúcia Maria Milani Piantino, até 2009 aproximadamente 400 mil estudantes e 3 mil professores participaram dos trabalhos.

Em 2010, o projeto teve sua primeira ampliação. Passou a atender escolas e professores do Ensino Fundamental ao Superior. Foi iniciado um novo modelo de formação continuada com aulas – teóricas e práticas - para professores das redes pública e particular. Vinte e seis escolas e um universo de 1 mil professores e 15 mil alunos foram atingidos. Em 2011, o trabalho novamente foi ampliado. “A ideia é atender 38 cidades onde a Folha da Região circula”, conta Marcos Jonas da Silva, gerente operacional do Ler para Crescer. Algumas dessas cidades já receberam capacitadores do programa que estão fazendo palestras e oficinas nas escolas durante os horários de estudo dos professores para despertar a atenção desses educadores para a riqueza do material didático encontrado diariamente nas páginas dos jornais. “Apresentamos o programa, todas as ferramentas que temos e a receptividade tem sido excelente”, conta Ayne Salviano, coordenadora do programa.

Fonte: Ler para Crescer - Folha da Região 22/06/2011 (http://lerparacrescer.folhadaregiao.com.br/)

Ensino e Aprendizagem - Por Calvin

Papel da escola deve ir muito além da disciplina e do conhecimento

Compartilhamos texto da psicóloga Brenda Marcelletti de Oliveira, publicado na coluna Corpo e Saúde, do MSN Brasil, sobre a importância da sensibilidade e de um olhar atento dos funcionários da escola em direção aos pais e alunos.

Por Dra Blenda Marcelletti de Oliveira

Corpo e Saúde MSN Brasil

Era muito cedo, por volta das sete horas da manhã. As berçaristas se movimentavam, atendendo as mães e recebendo os bebês e as crianças que ali chegavam. Eu, como psicóloga, estava lá fazendo um trabalho de capacitação para pajens e, para isso, tinha que observar a rotina do berçário, assim como a cultura que permeava o lugar antes de propor qualquer trabalho.

De repente, chega uma mãe muito apressada, como quase todas que precisam deixar seus filhos no berçário. O tempo é curto para chegar ao trabalho e elas precisam cumprir sua rotina extenuante para dar conta de oferecer aos seus filhos o melhor. A mãe era muito jovem e tinha traços delicados, mas passava um ar de muito cansaço e certo distanciamento da mulher que vivia dentro dela. Seu filho, uma criança de um ano, parecia muito assustado, como se tivesse sido acordado repentinamente.

A pajem que recebeu mãe e filho era uma pessoa muito simples, mas, ao mesmo tempo, muito sensível. Observando a situação, então, ofereceu a mãe um tempinho para que ela e filho digerissem aquele momento de separação. Embora seja um acontecimento comum, ela achou que este merecia atenção especial.

Em silêncio, apenas recebeu o bebê em seus braços e, ternamente, colocou a mão sobre o braço da mãe. Esta começou a chorar de maneira intensa. Felizmente, a sensibilidade daquela berçarista foi capaz de perceber a necessidade daquela mãe. Dizem que a verdade está no silêncio.

Com uma voz doce e sem expectativa de resposta, tampouco de interpretações, a pajem perguntou, cuidadosamente, se ela gostaria de falar. A mãe, aliviada, acenou afirmativamente com a cabeça. Foram para um canto elá ficaram por quase meia hora. Terminada a conversa, a mãe saiu aparentemente aliviada. Parecia ter encontrado um grande e empático continente para suas angústias. Angústias vividas por várias mulheres que se perdem na função de mãe e provedora.

A berçarista me contou, posteriormente, que aquela mãe revelou que sofria de maus tratos por parte do marido, um homem desempregado, alcoólatra e violento. Seu filho, com frequência, acordava assustado com os gritos, xingamentos e violências do pai.

Esta é uma história que se repete todos os dias. A diferença acontece quando se encontra alguém com quem é possível compartilhar as dificuldades sem julgamentos, interpretações ou sugestões do que se deve ou não fazer.

Esta foi uma cena marcante presenciada por mim. Refleti como o berçário e a escola são - quando partilham de uma visão humanista - grandes centros de ajuda, onde se pode encontrar amparo e alternativas.

Percebi como deixamos, muitas vezes, de oferecer uma despretensiosa escuta, livre de preconceitos, de interpretações prontas e conceitos carregados de moralismos. Sabemos muito pouco do que se passa no mundo de cada um e, por isso, a escola precisa resgatar o seu lugar de formador, o seu lugar de escuta. Estes são aspectos extremamente importantes no aprendizado de uma criança, principalmente quando a família é incluída neste processo.

Mais que o preparo técnico dos nossos educadores, é cada vez mais importante a formação pessoal daqueles que pretendem assumir a função de formadores das nossas crianças. Aquela berçarista era uma pessoa muito, muito simples. Não conhecia as teorias psicológicas, mas tinha um profundo conhecimento do humano. Uma sabedoria quase natural.