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segunda-feira, 20 de junho de 2011

Sustentabilidade na escola

Por André Trigueiro


Já reparou que quando o assunto é educação tudo no Brasil é urgente? Salários dignos para os professores, escolas bem aparelhadas, universalização digital etc. Educação é um raríssimo consenso nacional e, apesar disso, a impressão que fica é a de que os avanços, embora existam, se diluem frente a tantas demandas urgentes.


Tão preocupante quanto a extensa lista de prioridades – o que deveria inspirar um grande projeto nacional apartidário e de longo prazo - é reconhecer que os debates sobre modernização dos conteúdos pedagógicos ficam invariavelmente em segundo plano. Uma escola descontextualizada de seu tempo, encapsulada nas rotinas burocráticas que apequenam sua perspectiva transformadora, está condenada ao marasmo que entorpece sua história e o seu legado. É uma escola que não consegue mobilizar professores, alunos e a comunidade ao seu redor em torno de objetivos comuns que emprestem sentido à existência da própria instituição.


Qual a função social da escola num mundo que experimenta uma crise ambiental sem precedentes na história da Humanidade? Nossa capacidade de redesenhar o modelo de desenvolvimento e construir uma nova cultura baseada em valores sustentáveis depende fundamentalmente da coragem de mudar o que está aí. Que ajustes poderiam ser aplicados à grade curricular tornando essa escola mais apta a preparar esses jovens para os imensos desafios que temos pela frente? Que novos gêneros de informação deveriam mobilizar a comunidade escolar na busca por respostas para questões pontuais sobre as quais não é mais possível negar a importância ou a urgência do enfrentamento? Como preparar essas novas gerações para um mundo que projeta um futuro difícil e extremamente desafiador em função das mudanças climáticas, escassez de água doce e limpa, produção monumental de lixo, destruição sistemática da biodiversidade, transgenia irresponsável, crescimento desordenado e caótico das cidades, entre outros fatores que geram desequilíbrio e instabilidade?


O mundo mudou e a educação deve acompanhar as mudanças em curso. Nossa espécie é responsável pelo maior nível de destruição jamais visto em nenhum outro período da história e, se somos parte do problema, devemos ser parte da solução. Mas não há solução à vista sem educação de qualidade e urgente que estabeleça novas competências, novas linhas de investigação científica, um novo entendimento sobre o modelo de desenvolvimento em que estamos inseridos e a percepção do risco iminente de colapso. Precisamos promover uma reengenharia de processos em escala global que inspire novos e importantes movimentos em rede. Isso não será possível sem as escolas.


A escola de hoje deve ser o espaço da reinvenção criativa, um laboratório de ideias que nos libertem do jugo das “verdades absolutas”, dos dogmas raivosos que insistem em retroalimentar um modelo decadente. Pobres dos alunos que passam anos na escola sem serem minimamente estimulados a participar dessa grande “concertação” em favor de um mundo melhor e mais justo. Quantos talentos adormecidos, quanto tempo e energia desperdiçados, quanta aversão acumulada ao espaço escolar justamente pelo desinteresse brutal e legítimo da garotada a algo que não lhes toca o coração, não lhes instiga positivamente o intelecto, não lhes nutre o espírito? Qual o futuro dessa escola? São cadáveres insepultos.


Uma escola que use a sustentabilidade como mote desse revirão pedagógico amplo e inovador terá como princípio ético a construção de um mundo onde tudo o que se faça, onde quer que estejamos, considere os limites dos ecossistemas, a capacidade de suporte de um planeta onde os recursos são finitos. Temos ciência, tecnologia e conhecimento para isso. Novas gerações de profissionais das mais variadas áreas serão desafiados a respeitar esse princípio sem prejuízo de sua atividade fim. Tudo isso poderia ser resumido em uma palavra: sobrevivência. A mais nobre missão das escolas no século XXI será nos proteger de nós mesmos. Ainda há tempo.


Fonte: Blog Mundo Sustentável 20/06/2011

Como lidar com o stress na criança


Compartilhamos abaixo informação publicada na Rede Nacional Primeira Infância.


O stress, que é uma reação do organismo frente a situações muito difíceis ou muito excitantes, também pode ocorrer em crianças de qualquer idade, independentemente do sexo. Ele pode se manifestar através de sintomas físicos ou psicológicos. Muito freqüentemente, os pais não sabem reconhecer que seu filho está estressado. A criança, que não consegue saber claramente o que está sentindo, passa como sendo malcriada ou birrenta, quando na verdade ela está sofrendo a ação nefasta do stress excessivo.

Os sintomas físicos mais comuns de stress infantil são:
Dor de barriga, diarréia, tique nervoso, dor de cabeça, náusea, hiperatividade, enurese noturna (xixi na cama), gagueira, tensão muscular, ranger de dentes, falta de apetite, mãos frias e suadas.
Os sintomas psicológicos do stress infantil são:
Terror noturno, introversão súbita, medo ou choro excessivo, agressividade, impaciência, pesadelos, ansiedade, dificuldades interpessoais, desobediência, insegurança, hipersensibilidade.

Vale lembrar que nenhum sintoma isolado pode ser interpretado como sinal de stress. É importante verificar se vários sintomas estão ocorrendo juntos
O stress não tratado e prolongado pode levar a uma série de doenças e problemas de adaptação, inclusive na escola. Além disso, a criança que não aprende a lidar com a tensão quase sempre se torna um adulto vulnerável ao stress. Por isso, é sempre melhor aprender a lidar com os problemas quando se é ainda bem jovem, embora na idade adulta também possa se adquirir técnicas de controle do stress.

O que causa stress infantil:
Morte na família, brigas constantes entre os pais, separação de pais, mudança de cidade ou escola, escolas ruins, professores inadequados, atividades em excesso, viagens longas.

Como ajudar:
Tente identificar o que está estressando seu filho. Se possível, diminua a pressão que ele está sofrendo; não o poupe em demasia. A criança que é muito protegida não desenvolve imunidade ao stress; o stress deve ser proporcional à idade e ao amadurecimento da criança. Quando não for possível protegê-lo do stress excessivo (como no caso de uma morte na família, mudança de cidade etc), necessário se torna fortalecer a criança para lidar do melhor modo possível com a situação.

Fonte: Condensado do Livro “Como Enfrentar o Stress Infantil”, de Marilda Novaes Lipp (Editora Ícone)/ Rede Nacional Primeira Infância

Acompanhe seu filho na fase do aprendizado da leitura

A atenção dos pais, o exemplo e a cultura da leitura, são comportamentos fundamentais que influenciam o gosto da criança pelo hábito de ler.
E não há como ignorar, nos dias atuais, o contato diário de crianças e jovens com a internet. Sobre esse aspecto, as dicas que seguem apresentam um importante alerta para o cuidado com a grafia correta das palavras. Norma nem sempre seguida, por exemplo, pelos frequentadores das salas de bate papo on line.


Acompanhe:
Você lê para dar o exemplo?
Leia sempre – é bom para você e excelente para o seu filho, que seguirá o seu exemplo naturalmente. Converse com ele sobre o livro, a revista ou o jornal que estiver lendo. Deixe seus livros ao alcance das mãos dele. Livro é para ser lido, não é para enfeitar a prateleira.
Você leva seu filho à biblioteca?
Faça uma ficha pra seu filho na biblioteca mais próxima da sua casa. A maioria dos municípios do Brasil tem bibliotecas públicas e a inscrição é gratuita. Aproveite.
Você brinca com seu filho?
Muitas brincadeiras são verdadeiros estímulos. Principalmente aquelas que incentivam a leitura, a escrita ou os cálculos. Exemplos de brincadeiras legais: força caça-palavras, palavras cruzadas.
Você faz o que fala?
Seja coerente: suas atitudes refletem o que você pensa. Mostre que estudar é importante e ler, divertido. Estude e leia na frente do seu filho.
Você usa dicionários?
Tenha um dicionário. É importante buscar o significado correto das palavras para aumentar o vocabulário e a capacidade de expressão. Também é bom saber e usar a grafia certa. Incentive seu filho a não abreviar no computador.
Você usa a escrita no dia a dia?
Escreva sempre que puder – bilhetes, cartas, e-mails, listas de compras… Pais que utilizam a escrita em casa ajudam na alfabetização dos filhos. Além disso, quem escreve melhor fala melhor!


Essas dicas foram extraídas da cartilha Guia da Educação em Família, do Movimento Educar para Crescer do Grupo Abril, e fazem parte de uma série que vem sendo reproduzida pelo Blog da Mobilização.Além de servir de reflexão para mudança de comportamento pelas próprias famílias, pode ser divulgado pelos mobilizadores sociais pela educação em seu trabalho junto aos pais e mães de alunos de escolas públicas.

Fonte: Instituto Crescer para a Cidadania

Hábito da leitura cresce entre jovens brasileiros

Do total de 12 mil títulos novos lançados no país em 2010, cerca de 2,5 mil foram direcionados a crianças e adolescentes.

A criança e o adolescente brasileiro estão lendo mais. Esse foi o diagnóstico traçado nesta quarta-feira (08/06) no 2º Encontro Nacional do Varejo do Livro Infantil e Juvenil, realizado dentro do 13ª Salão Nacional do Livro Infantil e Juvenil, no Rio de Janeiro.

De acordo com pesquisa divulgada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), do total de 12 mil títulos novos lançados no país em 2010, cerca de 2,5 mil foram direcionados a crianças e adolescentes. “A própria produção é uma comprovação de que as nossas crianças e jovens estão lendo mais”, afirmou à Agência Brasil a diretora da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), Ísis Valéria Gomes.

O presidente da Associação Nacional de Livrarias (ANL), Ednilson Xavier, disse que a parte destinada à literatura infanto-juvenil já representa cerca de 15% do faturamento das lojas. Levantamento feito em 455 livrarias de todo país mostra que as vendas do setor cresceram 9,6% em 2010 em relação ao ano anterior, refletindo a expansão da economia nacional. Ele ressaltou que a área infanto-juvenil lidera o ranking em termos de crescimento de vendas no ano passado.

Para Xavier, a tendência é que o hábito da leitura do público infanto-juvenil seja crescente. “Não tenha dúvida. Há, nesse aspecto, a constatação do mercado editorial de que os livros nessa área, a cada ano, se tornam mais atrativos”. A ANL está elaborando pesquisa sobre o livro no orçamento familiar, que será divulgada em agosto, durante a 21ª Convenção Nacional das Livrarias.

Na opinião de Ísis Valéria Gomes, o hábito da leitura é fundamental não só para ampliar o conhecimento mas, inclusive, para a formação da cidadania. “A criança que começa a ler desde pequena segue lendo depois. Não existe postura cidadã sem que você seja um leitor”.

Segundo ela, a criança e o jovem brasileiros são penalizados em função do analfabetismo funcional, que exclui as pessoas do conhecimento. “Mas, entre as crianças que leem, a leitura vem aumentando muito. E o consumo [de livros] também, inclusive entre os adolescentes”.

Durante o encontro, foi apresentada a experiência da primeira livraria virtual para livros digitais no país, a Gato Sabido, cuja média é de dez mil a 15 mil acessos diários para consultas. A diretora da FLNIJ observou que o governo federal já desonerou impostos sobre os livros eletrônicos (e-book). Avaliou, porém, que para que o livro digital chegue às camadas da população de menor poder aquisitivo são necessárias novas ações, uma vez que esses livros são ainda muito caros, custam cerca de R$ 1,8 mil.

Ela disse, também, que é preciso garantir a qualidade dos textos impressos oferecidos ao público infantojuvenil. “Isso é alguma coisa que precisa ser vigiada, do ponto de vista de se oferecer coisa boa aos adolescentes e às crianças”. A experiência da Fundação German Sanchez Ruiperez, de Salamanca, na Espanha, foi apresentada durante o encontro nacional de livreiros. A instituição aposta na alfabetização digital para crianças a partir de cinco anos de idade, onde os menores convivem com o aprendizado simultâneo no computador e no livro impresso.

O 13º Salão Nacional do Livro Infantil e Juvenil é promovido pela FNLIJ e vai até o dia 17 deste mês.

Fonte: Bem Paraná/ Blog Projeto Lá vem História - Instituto Crescer para a Cidadania 17/06

Bom humor com reflexão!

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Jornal A Gazeta na reunião de pais - Uma dica de atividade!


Compartilhamos abaixo uma sugestão de atividade com jornal da diretora Gislania Pazinato Grunevald, da EMEF Braço do Sul, de São Domingos do Norte/ES. Ela participa do programa A Gazeta na Sala de Aula, desenvolvido pelo jornal A Gazeta (ES) e resolveu levar o jornal para a reunião de pais. Quem nos enviou a atividade foi Cristina Barbiero, coordenadora do programa A gazeta na Sala de Aula. Veja!!!

Objetivos:
Estabelecer e manter parceria entre a escola e as famílias na tomada de decisões relacionadas ao desenvolvimento do educando e seu processo de ensino-aprendizagem.
Orientar os pais e subsidiá-los com informações importantes para o convívio com os filhos e o acompanhamento de sua vida escola.
Divulgar o jornal A GAZETA entre os pais, mostrando sua importância como fonte de informação a todos os cidadãos.

Desenvolvimento:
Leitura da matéria “Manual de sobrevivência para os pais”, publicada no jornal A GAZETA no dia 21/02/2010.
Confecção de cartazes sobre a matéria.
Leitura e interpretação das dicas de sobrevivência.
Discussão e comentários sobre as sugestões apresentadas pelo jornal
Entrega de material confeccionado pelos professores para os pais.

Comentário:
“A atividade foi muito interessante porque propiciou momentos de discussão com assuntos contemporâneos, trazendo sugestões e orientações práticas de como proceder com problemas do dia a dia, envolvendo os pais na vida escolar dos filhos”.

Professora: Gislania Pazinato Grunevald (diretora)
Escola: EMEF Braço do Sul
Município: São Domingos do Norte

Fonte: A Gazeta na Sala de Aula

O POVO na Educação realiza encontro para discutir Educomunicação

O Povo Na Educação, programa desenvolvido pelo jornal O POVO, de Fortaleza/CE, promoverá no dia 22 de junho encontro com educadores. O objetivo é conhecer e debater o conceito Educomunicação.
O encontro será no Centro Cultural Dragão do Mar, a partir das 8h. As palestras são: Educomunicação: Mídia, Educação e Infância, com Inês Vitorino, e Comunicação e Ética, com Plínio Bortolloti.