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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Todos contra a prática do Bullying

Veja a sugestão de atividade que as professoras Joicy Paiva e Adrinéia A. Ferreira indicam para trabalhar o tema Bullying. Elas fazem parte do projeto A Gazeta na Sala de Aula, desenvolvido pelo jornal A Gazeta (ES). Você pode adaptar a atividade para sua região.

Objetivos:
• Informar os alunos sobre o tema “Bullying”, esclarecendo sobre sua gravidade.
• Identificar as características dessa prática.
• Enfatizar os valores, destacando o respeito.
• Estimular o hábito da pesquisa e da leitura.

Desenvolvimento:
• Apresentação e leitura da matéria “Ofender colega é algo considerado tão grave quanto andar armado”, publicada no jornal A GAZETA no dia 04/02/2010.
• Pesquisa sobre o tema proposto, realizada pelos alunos.
• Debate sobre o assunto.
• Produção de uma redação tendo como base a pesquisa e o debate realizados.

Professoras: Joicy Paiva e Adrinéia A. Ferreira
Escola: EMEF Barra de São Lourenço
Série: 8ª
Município: Alto Rio Novo/ES

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Estudante encontra nova forma para se interessar pelas aulas

INCENTIVO Profa. Maria Fátima e Fábio Augusto, da Darcy Fontanelli


O estudante Fábio Augusto Boregio de Barros, no 4o. ano na Emeb (Escola Municipal de Educação Básica) Prof. Darcy Fontanelli, em Araçatuba/SP, não tinha grande interesse pelas matérias tradicionais, como matemática e português. Durante as aulas, ele não aceitava realizar as tarefas cotidianas porque “não se encontrava" nas atividades propostas.


A professora Maria Fátima de Sousa Felício passou a trazer, então, livros e gibis para leitura
diária da turma, e Fábio passou a se interessar. Segundo a educadora, o aluno mostrou interesse e, ao mesmo tempo, um potencial até então desconhecido: ele começou a fazer jornais.


Segundo ela, essa forma de aprendizado foi descoberta pelo próprio aluno e está trazendo resultados benéficos. "Ele está envolvido em uma atividade que melhora seu potencial criativo e
crítico”, afirma a educadora.

APRENDIZADO
O aluno produz um tipo de fanzine (jornal manuscrito) onde desenha quadrinhos e escreve textos. Todo o trabalho é realizado com o cotidiano da sala de aula. Histórias que falam sobre a
professora, os pedidos dela para estudar a tabuada e até a grande paixão de Fábio pelo Titanic.

"Gosto muito de desenhar e pesquisar”, afirma Fábio. O Ler para Crescer vai ensinar professoras
a trabalhar com o fanzine. Acompanhe, ao lado, o quadro com as datas dos novos cursos.

Fonte: Ler para Crescer/Folha da Região/ Texto: Neila Storti Foto: Paulo Gonçalves 03/05/2011

Hemeroteca ajuda professores em sala

PESQUISA Tânia Capelari, da biblioteca, mantém 3 mil recortes disponíveis

O aprendizado em sala de aula não é algo que se adquire apenas como uso de apostilas e lições de casa. Nesse contexto da educação escolar, a hemeroteca surge cumprindo o seu papel de instrumento prático de professores e como agregadora de conhecimento para crianças e adolescentes. Ela também é utilizada em outros setores, como bibliotecas, com a função principal de passar informação por meio de um arquivo de acontecimentos reais e factuais.


A chefe de serviço da Biblioteca Municipal "Rubens do Amaral", de Araçatuba/SP, TâniaRegina Capelari, explica que a hemeroteca é um dos espaços que oferece recortes de reportagens e notícias publicadas em jornais e revistas.


FONTE DE PESQUISA


A etimologia da palavra hemeroteca vem do grego. “Heméra”significa dia, e “théke”, depósito ou coleção. Quando a hemeroteca está disponível em bibliotecas, ela é reservada à preservação do material escrito sobre algo ou alguém e é um complementode informações constadas em obras literárias. Na biblioteca de Araçatuba há três mil recortes disponíveis para a população.


Com o objetivo de resgatar os acontecimentos locais, regionaise mundiais, a hemeroteca representa para o leitor novas fontes de pesquisa e ainda supre a carência de atualização de bibliotecas.


Tânia cita a colunado articulista da Folha da Região, Jorge Napoleão, que pode se transformar em uma fonte de pesquisa sobre o município, por retratar assuntos que são relacionados à história de Araçatuba."Muitas vezes os assuntos escolhidos são rapidamente descartados,pois o objetivo da hemeroteca é oferecer ao leitor suporte para pesquisas e assuntos recentes", explica.Tânia também conta que ahemeroteca funciona muito bem como uma guardiã de memórias e registro de atividades.


IMPORTÂNCIA


A professora e pedagoga Kátia Nascimbeni, de Araçatuba, sabe a importância de ter uma hemeroteca como apoio educacional. Ela criou a dela há alguns anos e sempre usa os recortes de jornais e revistas para auxiliar seus alunos e no treinamento de professores. Destacando o quanto isso a ajuda, Kátia revela que os textos jornalísticos e artigos são bons para auxiliar na construção de redações. "A maioria dos alunos tem carência na produção textual por não possuir argumentos necessários",explica. Ela revela que um dos últimos temas focados foi a catástrofe no Japão.


Com tanto material disposto no universo de revistas e jornais, a pedagoga faz uma ressalva para professores que utilizam publicações em salas de aula. "É essencial analisar o conteúdo do artigo antes de trabalhar com ele. Não pode ser muito superficial", diz.O professor também precisa elaborar projetos com recortes se baseando na idade dos alunos. "No ano passado, por exemplo, trabalhei com a questão da violência. Então, usei textos que falavam sobre violência no trânsito, na escola e na família", completa.


Para a Kátia, o trabalhocom jornais pode ser consideradoum processo que dá resultadoa longo prazo. No início,quando começou a desenvolveras atividades, muitos alunos - especialmenteos adolescentes -não levavam a sério, o que mudoucom o tempo. Hoje, ela encontra seus antigos estudantes que confessam que sentem saudade de suas aulas.


Mais informações sobre o projeto Ler para Crescer, coordenado por Ayne Regina GonçalvesSalviano: lerparacrescer@folhadaregiao.com.br


Fonte: Ler para Crescer/Folha da Região

A Gazeta na Sala de Aula realiza II Encontro Regional

O programa A Gazeta na Sala de Aula, desenvolvido pelo jornal A Gazeta (ES), promoverá o II Encontro Regional com direito a bate-papo sobre o tema "Cultura de Paz na escola e na sociedade", com a consultora Sílvia Costa (foto) e visita à exposição "Anticorpos", no Museu Vale, em Vitória, Espírito Santo. O evento reunirá os 30 monitores do programa e acontecerá nesta sexta, 27 de maio, às 8h30, na sede da Rede Gazeta.

A palestrante Silvia Costa é formada em Letras e Pedagogia e pós-graduada em Programação Neurolinguística. Já atuou como professora, monitorou projetos educacionais, atuou na área de treinamento de pessoal e coordenou o programa "Jornal, Escola e Comunidades" do jornal A Tribuna, de Santos.

Confira a programação completa:
8h30 - Café
9h - Abertura e mensagem
9h10 - Bate-papo: "Cultura da paz na escola e na sociedade", com Sílvia Costa
10h15 - Comunicados
10h45 - Apresentação dos objetivos e do material da Oficina B "Iguais na diferença"
11h10 - Almoço
13h às 15h30 - Visita: Exposição "Anticorpos", Museu Vale


Fonte: A Gazeta na Sala de Aula/ES

terça-feira, 24 de maio de 2011

Como tranformar cidades em espaços educativos?

OPEN CITY: Projeto une inovação e tecnologia ao motivar alunos na busca de soluções para transformar centros urbanos em ambientes participativos e democráticos


Há quase um mês alunos do ensino médio do Colégio Bandeirantes, de São Paulo, estão assumindo a função de pesquisadores em um projeto extra-curricular que envolve inovação e tecnologia, com um único objetivo: o de transformar cidades em ambientes educativos.


O Open City (Cidade Aberta) é um espaço destinado a identificar e disseminar recursos disponíveis gratuitamente na internet que facilitem o desenvolvimento do capital humano e a transformação dos espaços urbanos, o que se traduz em comunidades mais democráticas, acolhedoras e criativas.



O projeto é resultado de uma parceria entre o Massachusetts Institute of Technology – MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) e Faculdade de Tecnologia Bandeirantes (BandTec), com apoio da Universidade de Harvard (Boston, Estados Unidos).


A ideia nasceu na Advanced Leadership Initiative (Iniciativa de Liderança Avançada) da Universidade de Harvard, programa projetado para melhorar e alavancar as competências de elevada qualidade, líderes experientes que desejam aplicar seus talentos para resolver importantes problemas sociais.



Trata-se de uma incubadora social, programa conjunto das faculdades de administração, educação, direito, administração pública e saúde pública, onde o jornalista Gilberto Dimenstein, através de uma bolsa de estudos, encontrou o caminho ideal para desenvolver o projeto Open City, que segue a linha de pensamento de duas experiências já existentes: o Catraca Livre (catracalivre.folha.uol.com.br) e o modelo de bairro-escola, disseminado em todo o país pela Cidade Escola Aprendiz (www.cidadeescolaaprendiz.org.br). Ambas sob o comando de Dimenstein.


No Brasil, o projeto está sendo guiado pelo jornalista e professor do estudo de mídia, Alexandre Sayad (foto), com o apoio do coordenador do departamento cultural do Bandeirantes, Emerson Bento Pereira. Sayad explica que a ideia principal é desenvolver, junto com uma turma de alunos, uma plataforma online que ajude a transformar alguma comunidade de SP em um lugar melhor para se viver. Ele esclarece que o objetivo principal do projeto é pensar inovação e soluções para a cidade.


Sayad acredita que o Open City trabalha com desafios antigos da educação, como aproximar a escola da vida do estudante, trabalhar a transversalidade e fazer com que o ensino médio não seja uma ilha isolada da realidade e do ensino superior. “Precisamos de uma educação conectada com a vida do aluno, com os anseios dele e da sociedade”, afirma.


Nas próximas aulas o estudantes irão conhecer os escritórios e os fundadores do site ‘Apontador’ para saber um pouco mais sobre a empresa, a ideia e o georeferenciamento. “Até o fim do ano queremos ter algum projeto, ou plataforma online, criada pelos alunos, que possa deixar São Paulo mais aberta e participativa. Está sendo, com certeza, uma experiência incrível”, afirma Sayad.


Fontes: Portal do IG – Último Segundo / Educação - Portal do Colégio Bandeirantes/ Jornal da Manhã/ Foto de Marina Morena Costa

Sala Aberta: Questão de educação

Por Ayne Freire - Coordenadora do programa Ler para Crescer, do jornal Folha da Região (Araçatuba/SP)

Paulo Freire mencionou certa vez que "ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo". Este papel de mediar conhecimento tem sido feito cada vez mais pelos veículos de comunicação, especialmente na sociedade pós-moderna. Sabe-se hoje que as pessoas aprendem história, geografia, português, ciências e muitos outros conteúdos em programas de TV, sites da internet e páginas de jornais e revistas.

Assumindo o papel
A responsabilidade é grande! Já não basta informar, é preciso educar, formar. E para isso, alguns veículos de comunicação já estão testando novas maneiras de fazer jornalismo. Nos Estados Unidos e na Europa, por exemplo, já é comum praticar o civic journalism (termo sem tradução ideal para o português) , um formato diferente que permite aos veículos de comunicação participar efetivamente da vida da comunidade. Além de investigar, mostrar e muitas vezes denunciar, eles também ajudam a solucionar os problemas locais e regionais.

Informação horizontal
No civic journalism, há um consenso para que a decisão sobre o que publicar seja horizontal e não vertical, de cima para baixo. Ouvem-se leitores (por meio das ferramentas próprias, como as colunas dos leitores, por exemplo); os repórteres, que estão na rua e têm contato direto com a população, e também as universidades, as organizações não-governamentais, os poderes constituídos, enfim, todos aqueles que podem representar a sociedade.

No pódio
A nova visão é que os leitores formam o quinto poder, capaz de vigiar o Executivo, o Legislativo, o Judiciário e a imprensa, o quarto poder. Ouvir o leitor, então, passou a ser essencial para garantir a sobrevivência dos veículos de comunicação no mercado aqui, em São Paulo ou em Nova York.

Nova era
É para esta nova fase que o Ler para Crescer está preparando professores e estudantes, de Araçatuba e região. Para que se tornem leitores proficientes dos veículos de comunicação, mas especialmente cidadãos ativos, capazes de ajudar os veículos de comunicação a construir uma sociedade melhor. Não basta reclamar, é preciso construir, juntos. Juan Diaz Bordenave já pontificou uma vez: "me diga como é sua comunicação e eu te direi como é sua sociedade." Assim, se as pessoas querem uma comunicação melhor, precisam ajudar a construí-la. A era da passividade já passou.

Fonte: Ler para Crescer 24/05/2011

A revolução brasileira com os tablets

Ontem, o Ministério da Fazenda e o da Ciência e Tecnologia anunciaram incentivos fiscais que reduzirão em até 31% o preço dos tablets produzidos no Brasil. Na verdade, o incentivo consiste em enquadrar os tablets na categoria de computadores, beneficiando-os com os mesmos incentivos contidos na Lei do Bem, de 2005.

Os incentivos consistem na isenção de PIS e Cofins, que pesam em 40% no preço final do produto. Se os estados aderirem ao incentivo, serão mais 12% de redução, em média.Do ponto de vista tecnológico, há alguns avanços. Para ter direito aos incentivos, os fabricantes terão que se submeter a um Processo Produtivo Básico (PPB) que define graus crescentes de nacionalização de componentes.

No caso de "placas-mãe" (a alma do tablet) em 2012 deverá ter 80% de nacionalização e no ano seguinte 95%. Faz parte da nova filosofia do MCT de exigir a transferência de tecnologia para o país.

Segundo o ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, os incentivos permitirão repetir o que houve com a indústria automobilística no Plano de Metas de JK. Atraídas as primeiras, cria-se a massa crítica para o desenvolvimento da cadeia produtiva do setor.

Mas o grande salto poderá ser na educação. Para tanto, terão que ser articulados outros instrumentos complementares. Um deles é o FUST (Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações).

Em junho de 2008, o Congresso alterou a Lei 9.998, que instituiu o FUST, incluindo a obrigação de "garantir a todos o acesso a tecnologias de informação e comunicação de qualidade, independente da sua condição social". Tornou obrigatória também o acesso de todas as escolas públicas à banda larga até o final de 2013, atingindo 63 milhões de alunos.

Tem que se incluir no kit escolar equipamentos que permitam sinais em wireless ou ampliar a política de banda larga criando uma categoria especial de usuários do tablet que possam acessar também banda larga por celular.

A segunda ferramenta será a parceria com o Ministério da Educação, para financiar conteúdos educacionais digitais multimídia. Já existe documento nesse sentido. Aí, sim, haverá condição de uma verdadeira revolução educacional brasileira.

De um lado, tornando disponível para todos os alunos da rede pública uma infinidade de livros didáticos, sem os gastos vultosos do Programa Nacional do Livro Didático.

De outro, familiarizando-os definitivamente com as novas mídias, as novas competências profissionais, a sociabilização da rede, dando-lhes acesso à produção cultural vasta, permitindo o contato com jovens de todos os países.

Segundo Mercadante, daqui a dois anos a Coreia não terá mais livros didáticos impressos. Todos estarão disponibilizados em meio digital. Apenas no Ministério da Ciência e Tecnologia há um banco de dados de teses com 200 mil trabalhos em todas as áreas do conhecimento.

Diz Mercadante que com as novas ferramentas, será possível ao aluno assistir aulas on-line e até mesmo substituir cadernos pela tela eletrônica.

Fonte: Coluna do Nassif - 24/03/2011