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sábado, 21 de maio de 2011

Estudantes da Escola Rotary conhecem a rotina do jornal

Um grupo de 26 alunos entre o 4° e o 9° ano da Escola Municipal Rotary, de Mossoró/RN, visitaram no dia 4 de maio as instalações do jornal GAZETA DO OESTE. A visita é uma das atividades ligadas ao programa Ler para Saber Mais, desenvolvido pelo jornal. Os alunos conheceram o processo de confecção do periódico desde a formação da pauta até a impressão final.

A professora Eltiene Araújo explicou que essa é a primeira vez que as turmas do 4° e 5° ano são incluídas na visita ao jornal. “Eles recebem o jornal em sala de aula uma vez por semana, para se interarem do cotidiano e ficarem melhor informados. E a partir do jornal também são feitos trabalhos de pesquisas”, disse.

A professora Márcia Betânia, responsável pelo acompanhamento dos alunos, explicou como foi o processo de escolha deles para virem até o jornal. “A escolha foi feita através de um sorteio que selecionou um número de alunos de cada turma”, destacou.

Os alunos que vieram ficaram responsáveis por passar as informações para os que ficaram na escola. “A proposta é de que eles anotem tudo, questionem, tirem dúvidas, e quando chegar lá apresentem em forma de trabalho para cada turma, sobre o que eles acharem relevante na visita”, afirmou Márcia Betânia.

A estudante Sabrina Nogueira, de 12 anos do 8° ano, afirmou que ficou satisfeita com a visita, pois tem o sonho de ser jornalista no futuro. “Eu gosto de estar informada sobre o que acontece no País, no Estado e principalmente aqui na cidade, e fiquei mais interessada ainda quando fiquei sabendo como funcionava o jornal”, disse.

Já o aluno do 8° ano, Rudson Carvalho afirmou que a partir da leitura semanal do jornal tinha interesse em saber da sua fundação e da finalidade de passar informação para as pessoas. “Fiquei esclarecido e satisfeito. Gostei de tudo que vi e conheci”, afirmou.

O professor Marcos Antônio, coordenador do programa Ler para Saber Mais, afirmou que a visita ao jornal está dentro do programa de atividades. “Todos os anos os alunos das escolas vêm conhecer a operacionalidade do jornal, como parte das atividades”, destacou ele, informado que esse ano 13 escolas estão participando do programa.

Fonte: Gazeta do Oeste/ Foto Alcivan Costa 05/05/2011

Escolas de Mossoró recebem jornal na sala de aula

As escolas que participam do programa de leitura Ler para Saber Mais, desenvolvido pelo jornal GAZETA DO OESTE desde 2005, começaram a receber os exemplares de jornal distribuídos pelo programa.

Este ano, participam 13 escolas públicas, municipais e estaduais, envolvendo diretamente 149 professores e 2.989 estudantes. Cada escola recebe dois jornais por sala de aula.

Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), do Ministério da Educação (MEC) sugerem que o professor trabalhe com diversos textos e portadores de textos para que a aprendizagem faça sentido.

A Associação Nacional de Jornais (ANJ) incentiva os jornais brasileiros a fazer esse trabalho de educação com os exemplares nas salas de aulas. Atualmente, são 60 empresas jornalísticas que desenvolvem o Programa Jornal e Educação.

Em Mossoró, o jornal GAZETA DO OESTE leva para as escolas da cidade não só a informação, mas também a oportunidade de os alunos aprenderem sobre o veículo de comunicação e discutirem seu conteúdo, num debate plural e buscando a leitura crítica.

Os professores recebem capacitação para isso e são acompanhados pela equipe pedagógica do jornal GAZETA.

A Escola Municipal Professor Manoel Assis, localizada no bairro Boa Vista, recebeu ontem 18 exemplares para trabalhar em sala de aula. O jornal chegou pela manhã e vai atender um público de 386 alunos e 11 professores do 4º ao 9º ano.

A novidade é que este ano crianças entre 8 e 9 anos passam a receber também o jornal. Até o ano passado, apenas estudantes a partir do 6º ano recebiam os exemplares.

Desde o início do programa que a escola Manoel Assis participa dessa atividade. Para a gestora, Gerusa Gomes, é um programa muito rico, porque dá oportunidade para que as crianças possam se informar e também aprender a ler. “Como eles não têm em casa essa prática de leitura, eles veem no jornal uma forma de se aproximar dessas notícias. Ano passado trabalhamos com as crianças os vários textos. Aí trabalhamos o artigo, a reportagem, a charge. Mesmo os pequenininhos já têm contato com o jornal”, ressaltou a gestora.

Procura pelo jornal começa logo cedo

Nas escolas, quando o jornal chega, a procura é grande. De acordo com professores, muitos estudantes começam a perguntar pelo jornal logo que chegam à escola. É uma demonstração de que eles se interessam, sim, pela leitura.

Durante o recreio, estudantes procuram a biblioteca para ler o jornal. Pais também vão mais cedo buscar o filho na escola apenas para ter acesso ao jornal.

Para a professora Carmina Nóbrega, que leciona para crianças do 3º ano, no início é difícil trabalhar com as crianças, porque elas não são ainda alfabetizadas. Vêm de uma realidade em que a leitura não é habitual. “Tem uns que têm dificuldade, mas com outros já é mais fácil. Fizemos uma aula-passeio, quando fomos à Barragem de Genésio, e, na volta, fomos recortar coisas que falavam das enchentes. Eles mesmos procuram aquelas notícias que mais interessam a eles”, diz.

Os professores trabalham não só a parte pedagógica do jornal, associando suas notícias aos conteúdos das respectivas disciplinas, mas também aproveitam para levantar discussões a respeito do papel da imprensa na educação e levar o estudante a ler de forma crítica, analisando a notícia e a ideologia da mídia.

HISTÓRICO – Desde 2005, quando iniciaram as atividades do programa, cerca de 50 mil alunos e 4 mil professores foram atendidos em 117 escolas públicas e privadas de Mossoró e região.

O programa funciona de março a novembro, com a distribuição dos jornais e palestras e oficinas para professores e alunos.

Diretamente, o jornal atinge professores e alunos das escolas. Indiretamente, o número de leitores aumenta, porque muitos pais pedem para que o filho leve o jornal para casa para que possa ficar por dentro das notícias. Seus vizinhos, consequentemente, têm acesso ao conteúdo do jornal também.

Fonte: Jornal Gazeta do Oeste/ Texto: Marcos Antonio - Foto: Edinilto Neves 04/05/2011

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Faça Você mesmo!!! O que é e como montar uma Hemeroteca

A hemeroteca é um arquivo de recortes de jornais, revistas, panfletos informativos, e demais impressos, organizados por assuntos. O principal objetivo é torná-la um importante material para pesquisa, no qual professores e alunos tenham acesso a diferentes fontes de informação.


A palavra "Hemeroteca" vem do grego, onde hemera quer dizer dia; e theke significa depósito. O termo foi proposto por Henrique Mertin, conservador de uma biblioteca em Paris, durante um Congresso de Bibliotecas em 1990.


Para conseguir um arquivo diversificado, é preciso ler os impressos disponíveis (jornais, revistas, etc.) e selecionar notícias, artigos, crônicas, colunas. Nem tudo o que foi publicado precisa ser guardado. Selecione apenas aqueles assuntos que serão úteis mais tarde. Em seguida, recorte e separe os recortes por assuntos. Em uma folha sulfite escreva a fonte (de onde você recortou o texto) e a data, e logo abaixo cole o recorte. Para facilitar a pesquisa, numere as folhas e crie um índice. Os recortes podem ser arquivados em pastas catálogo ou em caixas [cada assunto em uma caixa diferente]. E está pronta a hemeroteca. O ideal é que ela fique disponível na biblioteca da escola para que todos tenham acesso.


Importante: Essa prática deve ser realizada após as atividades de leitura. Recorte apenas os jornais antigos.
Fonte: Página JM nas Escolas/Programa Vamos Ler - Jornal da Manhã/PR 15/03/2011

Faça Você mesmo!!! Dicas para um bom Poetrix!!!

Compartilhamos dicas de Goulart Gomes, criador da linguagem poética Poetrix, para que você e seus alunos criem o seu. As dicas foram publicadas no dia 17 de março de 2011 na páginas do JM nas Escolas, do programa Vamos Ler, do Jornal da Manhã (Ponta Grossa/PR).

Evite as orações coordenadas. Um poetrix não é uma frase ‘fatiada’ em três partes.
Explore o poder do título. Por vezes ele pode ganhar uma característica de ‘verbete’, sendo definido pela estrofe.
Minimalize. Corte tudo o que está sobrando. Escrever um poetrix é lapidar um diamante. É preciso sempre trabalhar o texto. Literatura é 10% inspiração e 90% transpiração.
Pesquise. Enriqueça o seu texto com informações pertinentes.
Não confunda Poetrix com Hai-Kai. Para isso, é importante conhecer, também, os fundamentos do hai-kai.
Utilize figuras de linguagem. Em todas as formas poéticas, o uso de figuras de linguagem, metáforas, tropos e imagens enriquecem bastante o texto.
Não force rimas. Poetrix não é soneto. Às vezes pode-se dispensar completamente uma rima, utilizando-se bem o ritmo, a sonoridade e a riqueza semântica das palavras.
Poetrix não é provérbio.
O não-dito fala mais que o dito. Faça com que seu texto “dialogue” com o leitor, permita que ele faça sua própria “viagem” nas palavras.

Goulart Gomes é bahiano, é o criador da linguagem poética Poetrix (1999), e fundador do Grupo Cultural Pórtico (1995). Obteve 65 prêmios em concursos de poesia, prosa e festivais de música e participou de 48 coletâneas publicadas no Brasil, Cuba, Espanha, USA, Itália, França e Coréia do Sul e tem trabalhos divulgados em vários outros países. Atualmente é o Coordenador Geral do Movimento Internacional Poetrix.
Homepages: www.goulartgomes.com www.movimentopoetrix.com

Alunos do colégio Master vistam jornal O POVO, em Fortaleza




No dia 17 de maio o jornal O POVO, de Fortaleza/CE, recebeu mais uma visita de alunos com acompanhamento do programa O POVO na Educação. Dessa vez, os contemplados foram os alunos do Colégio Master, que puderam entender como funciona, o que fazem e como trabalham os funcionários de um jornal.

As visitas ao O POVO têm a finalidade de contextualizar para os alunos, a importância da leitura e escrita dentro e fora da sala de aula. Durante essa aula de campo, os visitantes ficaram bastante animados com a receptividade do Banco de Dados e da Redação, que interagiram bastante com os pequenos.



Fonte: O POVO na Educação

Midiaeducação em debate

“Na sociedade da informação, a mídia-educação torna-se ou pode tornar-se educação e, nessa perspectiva, a mídia-educação não seria apenas um campo de estudo e intervenção, mas uma postura midia-educativa que seria patrimônio de cada professor e educador”, destaca Monica Fantin.


O que é midiaeducação? Um conceito? Uma ideia? A sua grafia escrita junta ou separada traduz algum significado? Existiria outro termo que definiria melhor a interface entre a educação e a mídia? Trata-se de um novo campo de estudo? A revistapontocom dá prosseguimento à publicação da primeira parte do Dossiê midiaeducação, na qual publica entrevistas com professores, estudiosos e pesquisadores sobre o tema. A cada semana, uma nova entrevista. Um novo olhar. Uma nova perspectiva sobre a interface mídia e educação. A mais nova entrevistada é a professora da UFSC Mônica Fantin.


Mônica Fantin é coordenadora do Grupo de Pesquisa Núcleo Infância, Comunicação e Arte da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Organizadora do livro Liga, roda, clica: estudos em mídia, cultura e infância (Papirus Editora), Monica entende que o papel da educação configura-se em um instrumento educativo que visa à construção de competências de professores a trabalhar pedagogicamente com as mídias, tecnologias e suas múltiplas linguagens em contextos formais e não formais.


Acompanhe a entrevista:

revistapontocom – Como podemos definir o conceito midiaeducação?

Monica Fantin – A definição do conceito de mídia-educação vem se construindo ao longo dos anos como uma reflexão metodológica e epistemológica sobre a práxis de educar para, com e através das mídias. Assim, a mídia-educação pode ser entendida basicamente a partir de três dimensões: a) como um campo de conhecimento interdisciplinar na interseção das ciências da educação e comunicação, em construção; b) como disciplina curricular ou eixo transversal; c) como prática social e cultural em diferentes contextos escolares e extra-escolares que signifiquem um trabalho de educação midiática. Ou seja, mídia-educação pode ser entendida como área de saber e de intervenção em diversos contextos: como práxis educativa com campo metodológico e de intervenção didática, e como instância de reflexão teórica sobre essa práxis. Considerando os desafios do fazer educativo hoje, para alguns estudiosos a mídia-educação pode ser entendida como a própria educação. Na sociedade da informação, a mídia-educação torna-se ou pode tornar-se educação e, nessa perspectiva, a mídia-educação não seria apenas um campo de estudo e intervenção, mas uma postura midia-educativa que seria patrimônio de cada professor e educador.

revistapontocom – De onde surgiu este conceito?

Monica Fantin – Considerando que todo conceito é por natureza múltipla, compreender o conceito é compreender suas articulações e seus movimentos. Assim, diversos países têm trabalhado pedagogicamente com as mídias antes de uma definição única e sistematizada a esse respeito. Tendo surgido como sensibilidade educativa no confronto com as mensagens das mídias (mas não ainda como movimento consciente), a mídia-educação, ou Media Education, nasce e se desenvolve paralelamente à indústria cultural, por volta dos anos 20. Se nesse início o sentido predominante era o de educar para as mídias, aos poucos vai agregando o sentido de educar com e através das mídias articulando as perspectivas crítica, instrumental e expressivo-produtiva. Neste contexto, a primeira definição oficial do conceito de Media Education foi apresentada na França pelo Conselho Internacional de Cinema e Televisão (CICT), órgão ligado a UNESCO, em junho de 1973, e referia-se ao estudo e aprendizagem dos modernos meios de comunicação como disciplina autônoma no âmbito da teoria e prática pedagógica, e reconhecia a escola como um lugar especifico da mídia-educação. Em 1979, esse mesmo conselho amplia o campo de intervenção das mídias como processos culturais e sociais, e consequentemente seu conceito, permitindo pensar na especificidade da mídia-educação como prática social e cultural, para além de uma disciplina curricular.

revistapontocom – Qual é o objetivo da midiaeducação?

Monica Fantin - Poderíamos falar em objetivos, no plural: formação de um sujeito crítico e criativo, um usuário ativo e responsável no uso das mídias, tecnologias; democratização de oportunidades educacionais no sentido de interpretação, acesso e produção de saberes na cultura digital; educação para a cidadania instrumental e de pertencimento cultural; e ampliação dos repertórios culturais e desenvolvimento da capacidade comunicativa e expressiva com o uso de múltiplas linguagens.

revistapontocom – Midiaeducação é a forma mais correta de nomear este conceito?

Monica Fantin - Pelo que mencionei acima, a construção de um conceito é algo em movimento e expressa os desafios de cada momento histórico. Hoje, por exemplo, o conceito de mídia-educação deve considerar a centralidade que as novas mídias e tecnologias ocupam na vida contemporânea bem como os novos desafios teórico-metodológicos que têm sido colocados à mídia-educação. Nesse sentido, há quem fale em New Media Education como um novo paradigma no sentido de responder aos desafios colocados a partir da centralidade das mídias, não como mais um aspecto da educação. Para alguns estudiosos a New Media Education necessitaria de uma “nova pedagogia” que poderia se expressar tanto na direção de uma redefinição ou “correção” conceitual da mídia-educação, quanto na mudança do paradigma no âmbito dos estudos da mídia e cultura. Aliado a essa possibilidade de redefinição conceitual podemos retomar a ideia da postura mídia-educativa, onde mídia-educação torna-se postura do professor e do educador (à medida que todos educadores enfrentam tais desafios) e a mídia-educação então, torna-se a própria educação. Nessa perspectiva, a mídia-educação também pode ser entendida como linguagem, ou melhor, como múltiplas linguagens ou multiliteracies. E isso diz respeito a uma concepção ecológica da mídia-educação, que seria o uso de todas as mídias: fotografia, rádio, cinema, televisão, internet, vídeo game, celular, redes sociais, na perspectiva da convergência digital sem esquecer a dimensão da corporeidade, do gesto, do olhar, e do movimento. A meu ver, parece ser uma concepção mais abrangente que inclusive pode envolver o sentido da New Media Education. Quanto à grafia, escrevo Mídia-Educação ou mídia-educação, com hífen, porque quando comecei a estudar a esse respeito era o termo consagrado pelo uso mais corrente da tradução de media education (em inglês), éducation aux médias (em francês), educación en los médios (em espanhol) ou ainda educação para os meios (em português de Portugal). Por ser um termo mais conciso, me parece que o hífen em mídia-educação expressa essa “palavra composta” que une os elementos dos dois campos mediante uma nova “composição” que vai criando neologismos e semânticas novas formadas ao sabor dos usos que fazemos. Afinal, como diz Wittgnestein em sua filosofia da linguagem, o significado das palavras reside no modo como são usadas.

revistapontocom – Qual é o papel da educação nesta relação?

Monica Fantin – Considerando que não existe educação sem comunicação, o papel da educação ou da mídia-educação seria tanto o de propiciar às crianças, aos jovens e aos professores o que se tem denominado alfabetização ou letramento midiático visando não apenas o domínio técnico e instrumental dos códigos dos meios, mas a formação de uma consciência da condição de “estar alfabetizado” nessas linguagens. Isso implica também a possibilidade de um pensamento crítico que permita aos sujeitos avaliar ética e esteticamente os conteúdos midiáticos de forma a construir um pensamento autônomo, mas também colaborativo, que, por sua vez, implica a capacidade de se expressar mídia-educativamente. O papel da educação configura-se como um instrumento educativo que visa à construção de competências de professores a trabalhar pedagogicamente com as mídias, tecnologias e suas múltiplas linguagens em contextos formais e não formais. Dessa forma, o papel da educação relaciona-se aos objetivos da mídia-educação mencionados acima e envolve tanto a presença da mídia-educação nas escolas e na formação inicial do professor como em outros âmbitos e contextos formativos.

revistapontocom – Qual é o papel da mídia nesta relação?

Monica Fantin - Considerando que a atuação dos profissionais da comunicação possui uma dimensão educativa, tendo-se consciência ou não, os comunicadores educam, “formam consciências” e constroem um capital simbólico do público. Dessa forma, a mídia-educação poderia atuar na perspectiva de instrumento cultural e educativo, tanto na formação prática-reflexiva dos profissionais da comunicação como na capacitação de educadores em geral (e professores em particular) oportunizando aos profissionais da mídia refletir sobre as atividades relacionadas a esse campo. Assim, jornalistas e publicitários, por exemplo, poderiam prestar mais atenção à dimensão educativa de seu trabalho quando produzem notícias e propagandas que desrespeitam o direito das crianças. Ou seja, poderiam prestar mais atenção no endereçamento de suas matérias e nos direitos de tal público em relação às mídias. Neste sentido, a formação em mídia-educação destes profissionais ou a presença de um mídia-educador nas empresas de comunicação ou agências de publicidade poderiam fazer a diferença. E essa ação colaborativa entre professores e profissionais da comunicação é uma possibilidade da mídia-educação.


Fonte: RevistaPontoCom - Maio de 2011

Turmas menores


Reduzir o número de alunos nas salas de aula pode melhorar o aprendizado. O que sempre vem sendo debatido e defendido por professores acaba de ganhar um reforço. A pesquisa Caminhos para melhorar o aprendizado, promovida pelo Instituto Ayrton Senna e o movimento Todos Pela Educação, reitera a importância de diminuir a quantidade de estudantes na sala de aula. O estudo mostra que uma redução média de 30% do tamanho da turma pode aumentar até 44% o aprendizado do aluno durante o ano letivo.


Coordenado pelo pesquisador Ricardo Paes de Barros, o trabalho, fruto de uma análise de estudos nacionais e internacionais sobre o tema, destaca que a redução, na prática, necessita de espaço físico e professores qualificados. A mudança beneficia, aparentemente, mais os alunos com maior dificuldade de aprendizado e vindos de famílias mais vulneráveis. Alguns projetos sugerem, inclusive, que essa política deveria focar escolas que atendem jovens mais carentes, pois os impactos nelas tendem a ser maiores.



Da pesquisa para a prática
Como já informado pela revistapontocom, depois de três anos de tramitação, a Câmara dos Deputados aprovou o
Projeto de Lei 597/2007 que limita o número de alunos por professor na Educação Básica. Pela proposta, que agora segue trâmite no Senado, as turmas do Ensino Médio e as dos quatro anos finais do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano) terão, no máximo, 35 alunos. O projeto altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) que não estabelece limite de estudantes por sala de aula.


Se for aprovado no Senado, os sistemas de ensino terão o prazo de três anos, a partir da publicação da lei, para se adequarem. Para a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, a limitação de alunos por professor acabaria com a superlotação e garantiria mais qualidade de ensino.



“Se você tiver uma sala de aula lotada com 40, 50 alunos, numa aula de 45 minutos, onde o professor tem que passar o conteúdo da sua matéria, tirar as dúvidas e conferir lições de casa ou qualquer tarefa, certamente uma boa parte dos alunos não vai contar com a atenção do professor”, destaca o deputado Jorginho Maluly, autor da proposta.



Para o professor José Roberto de Souza, da Escola Municipal Cardeal Câmara, em Vigário Geral, no Rio, o ideal seria, realmente, ter 35 alunos no máximo. “Nossas turmas têm, em média, 45, 47 alunos. É inviável. Muitos alunos em sala de aula atrapalham o pleno exercício da profissão”, afirma. Que o diga a professora Marcia Shalfun, da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, também no Rio. Segundo ela, menos alunos em sala contribui para um maior e melhor interação entre professores e estudantes. Veja como seria o limite de alunos por sala/série, de acordo com o Projeto de Lei:
- Crianças até um ano de idade: máximo de cinco alunos

- Crianças de um a dois anos: máximo de oito alunos

- Crianças de dois a três anos: máximo de treze alunos

- Crianças de três a quatro anos: máximo de quinze alunos

- Crianças de quatro a cinco anos: máximo de vinte alunos

- Nos 5 primeiros anos do Fundamental: máximo de 25 alunos

- Nos anos finais do Fundamental e Médio: máximo de 35 alunos


Confira a pesquisa na integra www.paramelhoraroaprendizado.org.br


Fonte: RevistaPontoCom