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quarta-feira, 30 de março de 2011

Mundo do Sítio agora na web


A obra de Monteiro Lobato já foi livro, série de televisão e, agora, chega ao universo digital como o Mundo do Sitio (www.mundodositio.com.br). No dia 1º de abril, Emília, Visconde, Pedrinho, Narizinho e os demais personagens do Sítio do Picapau Amarelo estarão em uma comunidade virtual destinada a crianças de 5 a 10 anos.


O projeto é fruto da parceria entre a Editora Globo e a Globo Marcas e oferece atividades que aliam diversão com cultura, educação e segurança. São mais de 30 jogos e atividades.


O Mundo do Sítio levou cerca de um ano para ficar pronto e contou com mais de 60 profissionais, entre programadores, ilustradores, animadores, game designers, músicos e jornalistas, para a criação e desenvolvimento dos jogos, cenários e da arquitetura do site. Todos os detalhes foram pensados para que as crianças tenham acesso à obra do pai da literatura infanto-juvenil brasileira.


O Mundo do Sítio possui ainda uma seção pedagógica exclusiva que recebeu a consultoria de Marcelo Cunha Bueno. O educador e colunista da revista CRESCER ajudou no desenvolvimento dos jogos educativos que reforçam o conteúdo que as crianças desta faixa etária veem em sala de aula.


Oferece ainda uma página exclusiva para os responsáveis de onde é possível acompanhar as atividades que a criança prefere e quanto tempo ela fica no mundo virtual. O bate-papo da rede social é controlado, com frases e expressões predeterminadas, o que impede mensagens impróprias.


Na Biblioteca do Visconde – uma estante digital – está reunida uma coleção de livros com vários capítulos retirados da obra de Lobato, que foram animados e contaram com a narração da atriz Denise Fraga, dando vida aos personagens. A trilha sonora exclusiva foi criada por Sergio Wontroba, integrante da Banda Sinfônica do Estado de São Paulo e as ilustrações são de artistas premiados, como Marcelo Cipis e Fernando Vilela.


Todos os games possuem uma trilha sonora especial com ritmos bem brasileiros, como o forró e a música caipira. Tudo produzido pela banda “1/2 Dúzia de 3 ou 4”, com coordenação musical do baixista Marcos Mesquita.


O site tem uma área gratuita, mas o conteúdo do Mundo do Sítio estará 100% disponível para assinantes. A assinatura tem o preço de R$ 6,90/mês e pode ser paga por meio de cartão de crédito ou débito em conta.


Mundo do Sítio na web:

- Website oficial: www.mundodositio.com.br

- Detalhes sobre os personagens do Sítio do Picapau Amarelo: www.mundodositio.com.br/blog





Fonte: Editora Globo

Planejamento em mídias sociais

O planejamento deve ser parte fundamental de qualquer ação em comunicação – sendo online ou offline. Planejar é perceber a realidade, avaliar os caminhos, construir um referencial futuro, estruturando o trâmite adequado, mas estar sempre reavaliando os passos. Um bom planejamento deve prever que pode falhar. Portanto é necessário ter em mente várias possibilidades dependendo do cenário e do ambiente em jogo. Planejar para mídias sociais é alinhar as ferramentas e os potenciais das redes para atingir o objetivo em questão. Mas o foco não deve estar nas ferramentas, mas sim no jogo de equilíbrio entre o que a empresa está procurando e como o público-alvo se relaciona. As tecnologias são importantes, mas o relacionamento é fundamental. As tecnologias sozinhas são incapazes de criar uma interação válida para o processo. Pensando em termos de mídias sociais, planejar é tentar determinar o público-alvo de uma ação, pensar nas estratégias em jogo para atingir os objetivos, controlar as ações implementadas e finalmente analisar os resultados. No curso realizado pela trespontos Brasil em conjunto com a papercliq, foram levantadas as seguintes etapas para a estrutura de um planejamento em mídias sociais.

  • Brief: Identificação da realidade situacional;

  • Cenário: Levantamento de informações;

  • Análise do ambiente: Análise dos dados e construção de um diagnóstico;

  • Público-alvo: Identificação dos públicos envolvidos;

  • Objetivos: Determinação de objetivos e metas;

  • Estratégia: Adoção de estratégias;

  • Tática: Estabelecimento de ações necessárias;

  • Recursos: Definição de recursos a serem alocados;

  • Indicadores: Fixação de técnicas de controle;

  • Execução: Implantação do planejamento;

  • Retorno: Avaliação dos resultados
Mas toda pessoa que esteja fazendo planejamento seja nas mídias sociais ou em qualquer outra área, deve ter em mente que os planejamentos são suscetíveis a falhas e devem permitir uma flexibilidade dependendo dos desafios encontrados.

Fonte:WebDiálogos

10 dicas para reconstruir a escola depois de uma tragédia - Educar Para Crescer

Pais e professores devem trabalhar juntos para ajudar os alunos a superar traumas e a recomeçar. Veja matéria da Educar para Crescer: 10 dicas para reconstruir a escola depois de uma tragédia - Educar Para Crescer

Para discutir a realidade!


terça-feira, 29 de março de 2011

Projeto "Educação para os Média" da região de Castelo Branco, Portugal, ganha prêmio mundial

Veja abaixo notícia sobre o "Projecto Educação para os Média no Distrito de Castelo Branco", de Portugal, que ganhou um prêmio da Associação Mundial de Jornais em 2010 por seu estímulo á produção de jornais escolares. Ao final da matéria você pode acessar um link que permite que você baixe o DVD "Vamos fazer jornais escolares". O Projecto Educação para os Média no Distrito de Castelo Branco (Portugal), financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia e pelo Semanário Reconquista, foi distinguido com um prémio internacional atribuído pela Associação Mundial de Jornais e de Editores de Notícias no concurso de 2010. A decisão coube a especialistas de países como Austrália, Polónia, Panamá, Brasil e África do Sul. O prémio será entregue em São Francisco, nos Estados Unidos, em Novembro. O anúncio público teve lugar no início de Setembro, em Paris e na cidade alemã de Darmstadt, tendo sido distinguidos projectos de 17 jornais de países como a Polónia, Singapura, Reino Unido, Rússia, Índia, Noruega, Alemanha, China e Turquia. O projecto português recebeu uma menção especial do júri, na categoria de Jornais e Educação, atribuída ex-aequo ao jornal australiano The Age. Esta menção especial refere que estes dois projectos são exemplos a acompanhar de perto. De acordo com o júri, o projecto desenvolvido no Distrito: “é o princípio de uma abordagem excelente e multifacetada, com potencial de ajudar os cidadãos do século XXI no desenvolvimento de capacidades de literacia crítica na análise de mensagens média, mas também no sentido de serem capazes de produzir as suas próprias mensagens”. O júri referiu ainda: “Embora os resultados sejam, para já, modestos, esperamos grandes resultados desta equipa”. A Associação Mundial de Jornais e de Editores de Noticias representa 18 mil publicações e três mil empresas jornalísticas sediadas em 120 países. De acordo com os dados daquela instituição, que atribui estes prémios desde 1998, esta é a primeira vez que um jornal português é distinguido no concurso. O PROJETO O projecto "Educação para os Média na Região de Castelo Branco" começou em Outubro de 2007, contactando as 29 escolas com 2º e/ou 3º Ciclos do Distrito de Castelo Branco, as quais foram convidadas a participar no projecto.

Ao mesmo tempo foi iniciada a melhoria técnica e de conteúdos do CD-Rom “Vamos fazer jornais escolares”, que passou a suporte DVD. O CD-Rom foi desenvolvido e testado no âmbito de uma dissertação de doutoramento já concluída e que teve o apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

Ainda em Outubro de 2007 começou a ser implementado este sítio Internet de apoio ao projecto (que incluirá posteriormente todos os conteúdos do DVD-Rom), bem como um template de jornal escolar on-line, totalmente personalizável, já disponibilizado às escolas. Foi ainda produzido um tutorial para a utilização das aplicações multimédia (em suporte impresso e em pdf), que inclui também sugestões de utilização para os professores.

No início do ano lectivo 2008/2009 todos os recursos produzidos foram disponibilizados às escolas. Antes da sua utilização por professores e alunos, decorreram sessões de apresentação dos conteúdos, nas escolas, a cargo do jornalista Vitor Tomé, membro da equipa de investigação do projecto. O DVD pode ser utilizado em aulas de Português, nas três áreas não curriculares não disciplinares do Currículo Nacional do Ensino Básico (Formação Cívica, Área Projecto e Estudo Acompanhado), ou no Clube de Jornalismo.

Baixe do DVD "Vamos fazer jornais escolares" do Projeto Educação para os Média no Distrito de Castelo Branco. Basta clicar aqui! Fonte:Educação para os Media na Região de Castelo Branco/EducMedia e Literacia.PT

Livros

Por Gilberto Dimenstein


Eram várias filas de meninos e meninas, quase todos negros e de famílias pobres, que organizadamente saíam da escola. Um detalhe fez com que essa fosse para mim uma das mais inesquecíveis imagens de indivíduos que se transformam, apesar de todos os obstáculos, em seres apaixonados pelo prazer de aprender.


Muitas daquelas crianças, embrulhadas em imensos casacos e carregando pesadas mochilas, tinham dificuldade de caminhar. E por um simples motivo: estavam entretidas lendo livros enquanto andavam. Nem quando desciam as escadas interrompiam a leitura, segurando o corrimão com a mão livre.


Naturalmente, ninguém tinha pedido a eles que lessem coisa alguma, afinal isso seria um convite a tropeções.


A imagem se torna ainda mais interessante quando sabemos que o bairro onde fica essa escola em Nova York, chamado Crown Heights, é povoado de gangues, drogas, casos de gravidez precoce e famílias desestruturadas. A maioria dos adolescentes não consegue completar o ensino médio e os que conseguem têm notas ruins, o que os impede de ir para as melhores faculdades.


Não é difícil entender a cena quando se está sentado diante do diretor dessa escola pública, chamada Always Mentally Prepared Academy (traduzindo livremente, Academia das Mentes Sempre Preparadas).Negro, com cabelos trançados, Ky Adderley foi treinado durante um ano em algumas das melhores universidades americanas para desenvolver a habilidade de gestão. Assim, aprendeu a recrutar equipes, estimular os professores, economizar dinheiro e trabalhar com metas. "As notas não são minha grande meta, apesar de serem o jeito de sermos avaliados. Nossos alunos têm notas altas. Minha meta é que sejam pessoas autônomas e com gosto por aprender."


A melhor tradução do sucesso dessa escola está num simples número: 70% dos alunos conseguem entrar na faculdade.


Desde o primeiro dia na escola, a criança recebe uma camiseta com um número grande escrito nas costas. É o ano em que ela vai entrar na faculdade. "Não é apenas o estudante que entra na nossa escola. A família entra junto", conta Ky, dizendo que é feito um trabalho especial com os pais para compartilhar os desafios.


As salas de aula têm nomes de universidades. Durante os feriados ou nas férias, são programadas viagens para várias dessas instituições.Como está numa escola pública independente (recebe dinheiro do governo, mas pode escolher o currículo e os professores), Ky pode demitir o professor que não funciona.


Muitas vezes, ele fica no fundo da sala assistindo às aulas e, depois, conversa com os professores para ajudar a explicar as matérias. "Como sempre gostei de esporte, trouxe esse técnica inspirado nos técnicos", conta.


No dia em que eu estava lá, ele protagonizou uma cena insólita. No fundo da sala, Ky dava dicas em tempo real usando um quase imperceptível microfone para se comunicador com o professor, que tinha um receptor no ouvido. "Aprendi que, se cuidamos diariamente dos pequenos problemas, mesmo que pareçam insignificantes, eles não ficam grandes."


Os sinais da busca da excelência, da necessidade de esforço e do encanto do aprender estão em todos os lugares. Estão nas salas arrumadas e coloridas, estão nos corredores onde se pode ouvir tanto o som de jazz contemporâneo como obras clássicas e até música brasileira. "Sou louco pelo Brasil, especialmente pela Bahia.


"As paredes dos corredores estão forradas de frases e ensinamentos de pensadores e escritores, como se fossem um livro aberto.


Assim, fica fácil explicar aquela cena na fila: se o livro entra vida das pessoas, as pessoas entram na vida dos livros.


PS- Uma ironia. Naquela escola, existe um professor baiano (Sabiá Silveira) que dá aula de capoeira. Ele transformou nossa luta-dança em fonte de ensinamentos sobre diversidade cultural, equilíbrio emocional, física e geometria. Ainda dá aula de português. Tive de viajar para tão longe do Brasil para ver o melhor uso da capoeira na educação.


Fonte: Portal Aprendiz

Pra refletir!