quarta-feira, 30 de março de 2011
Mundo do Sítio agora na web
Planejamento em mídias sociais
- Brief: Identificação da realidade situacional;
- Cenário: Levantamento de informações;
- Análise do ambiente: Análise dos dados e construção de um diagnóstico;
- Público-alvo: Identificação dos públicos envolvidos;
- Objetivos: Determinação de objetivos e metas;
- Estratégia: Adoção de estratégias;
- Tática: Estabelecimento de ações necessárias;
- Recursos: Definição de recursos a serem alocados;
- Indicadores: Fixação de técnicas de controle;
- Execução: Implantação do planejamento;
- Retorno: Avaliação dos resultados
Fonte:WebDiálogos
10 dicas para reconstruir a escola depois de uma tragédia - Educar Para Crescer
terça-feira, 29 de março de 2011
Projeto "Educação para os Média" da região de Castelo Branco, Portugal, ganha prêmio mundial
Ao mesmo tempo foi iniciada a melhoria técnica e de conteúdos do CD-Rom “Vamos fazer jornais escolares”, que passou a suporte DVD. O CD-Rom foi desenvolvido e testado no âmbito de uma dissertação de doutoramento já concluída e que teve o apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia.
Ainda em Outubro de 2007 começou a ser implementado este sítio Internet de apoio ao projecto (que incluirá posteriormente todos os conteúdos do DVD-Rom), bem como um template de jornal escolar on-line, totalmente personalizável, já disponibilizado às escolas. Foi ainda produzido um tutorial para a utilização das aplicações multimédia (em suporte impresso e em pdf), que inclui também sugestões de utilização para os professores.
No início do ano lectivo 2008/2009 todos os recursos produzidos foram disponibilizados às escolas. Antes da sua utilização por professores e alunos, decorreram sessões de apresentação dos conteúdos, nas escolas, a cargo do jornalista Vitor Tomé, membro da equipa de investigação do projecto. O DVD pode ser utilizado em aulas de Português, nas três áreas não curriculares não disciplinares do Currículo Nacional do Ensino Básico (Formação Cívica, Área Projecto e Estudo Acompanhado), ou no Clube de Jornalismo.
Baixe do DVD "Vamos fazer jornais escolares" do Projeto Educação para os Média no Distrito de Castelo Branco. Basta clicar aqui! Fonte:Educação para os Media na Região de Castelo Branco/EducMedia e Literacia.PTLivros
Por Gilberto Dimenstein
Eram várias filas de meninos e meninas, quase todos negros e de famílias pobres, que organizadamente saíam da escola. Um detalhe fez com que essa fosse para mim uma das mais inesquecíveis imagens de indivíduos que se transformam, apesar de todos os obstáculos, em seres apaixonados pelo prazer de aprender.
Muitas daquelas crianças, embrulhadas em imensos casacos e carregando pesadas mochilas, tinham dificuldade de caminhar. E por um simples motivo: estavam entretidas lendo livros enquanto andavam. Nem quando desciam as escadas interrompiam a leitura, segurando o corrimão com a mão livre.
Naturalmente, ninguém tinha pedido a eles que lessem coisa alguma, afinal isso seria um convite a tropeções.
A imagem se torna ainda mais interessante quando sabemos que o bairro onde fica essa escola em Nova York, chamado Crown Heights, é povoado de gangues, drogas, casos de gravidez precoce e famílias desestruturadas. A maioria dos adolescentes não consegue completar o ensino médio e os que conseguem têm notas ruins, o que os impede de ir para as melhores faculdades.
Não é difícil entender a cena quando se está sentado diante do diretor dessa escola pública, chamada Always Mentally Prepared Academy (traduzindo livremente, Academia das Mentes Sempre Preparadas).Negro, com cabelos trançados, Ky Adderley foi treinado durante um ano em algumas das melhores universidades americanas para desenvolver a habilidade de gestão. Assim, aprendeu a recrutar equipes, estimular os professores, economizar dinheiro e trabalhar com metas. "As notas não são minha grande meta, apesar de serem o jeito de sermos avaliados. Nossos alunos têm notas altas. Minha meta é que sejam pessoas autônomas e com gosto por aprender."
A melhor tradução do sucesso dessa escola está num simples número: 70% dos alunos conseguem entrar na faculdade.
Desde o primeiro dia na escola, a criança recebe uma camiseta com um número grande escrito nas costas. É o ano em que ela vai entrar na faculdade. "Não é apenas o estudante que entra na nossa escola. A família entra junto", conta Ky, dizendo que é feito um trabalho especial com os pais para compartilhar os desafios.
As salas de aula têm nomes de universidades. Durante os feriados ou nas férias, são programadas viagens para várias dessas instituições.Como está numa escola pública independente (recebe dinheiro do governo, mas pode escolher o currículo e os professores), Ky pode demitir o professor que não funciona.
Muitas vezes, ele fica no fundo da sala assistindo às aulas e, depois, conversa com os professores para ajudar a explicar as matérias. "Como sempre gostei de esporte, trouxe esse técnica inspirado nos técnicos", conta.
No dia em que eu estava lá, ele protagonizou uma cena insólita. No fundo da sala, Ky dava dicas em tempo real usando um quase imperceptível microfone para se comunicador com o professor, que tinha um receptor no ouvido. "Aprendi que, se cuidamos diariamente dos pequenos problemas, mesmo que pareçam insignificantes, eles não ficam grandes."
Os sinais da busca da excelência, da necessidade de esforço e do encanto do aprender estão em todos os lugares. Estão nas salas arrumadas e coloridas, estão nos corredores onde se pode ouvir tanto o som de jazz contemporâneo como obras clássicas e até música brasileira. "Sou louco pelo Brasil, especialmente pela Bahia.
"As paredes dos corredores estão forradas de frases e ensinamentos de pensadores e escritores, como se fossem um livro aberto.
Assim, fica fácil explicar aquela cena na fila: se o livro entra vida das pessoas, as pessoas entram na vida dos livros.
PS- Uma ironia. Naquela escola, existe um professor baiano (Sabiá Silveira) que dá aula de capoeira. Ele transformou nossa luta-dança em fonte de ensinamentos sobre diversidade cultural, equilíbrio emocional, física e geometria. Ainda dá aula de português. Tive de viajar para tão longe do Brasil para ver o melhor uso da capoeira na educação.
Fonte: Portal Aprendiz



