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segunda-feira, 28 de março de 2011

Educomunicação pode combater evasão no ensino médio

Reproduzimos abaixo entrevista realizada por Sarah Fernandes , do Portal Aprendiz, ao professor e pesquisador Ismar de Oliveira Soares, da USP, sobre o tema do seu novo livro "Educomunicação: o conceito, o profissional, a aplicação”. Ismar lançou o livro na LIvraria da Vila, em São Paulo, no último dia 25/03. A foto é de Luci Ferraz, tirada no dia do lançamento. Portal Aprendiz – Qual o assunto central do livro e por que é importante abordá-lo? Ismar de Oliveira Soares – A proposta central é disseminar o conceito de educomunicação junto aos projetos de educação do país, mostrando que ele é uma resposta, por exemplo, aos problemas do ensino médio. O livro traz um capítulo sobre juventude que aponta que 40% dos jovens abandonam o ensino médio e que outra parcela grande passa por essa etapa, termina, mas aprende muito pouco e detesta o que está fazendo. Por outro lado, o capítulo mostra que há muitos jovens felizes, realizados e participativos em organizações que trabalham com educomunicação. Então, porque não incluí-la na educação para reformar o ensino médio? Aprendiz – Como definir a Educomunicação? O que ela trabalha? Com quais objetivos? Soares – Quando falamos em educomunicação estamos fazendo um neologismo e juntando conceitos: a educação, a comunicação e a ação. Temos a frente da discussão, a interface entre ação e educação, que é capaz de mobilizar pessoas e incentivá-las a buscar objetivos comuns. A educomunicação é um conjunto de ações que visam criar ecossistemas comunicativos, abertos e democráticos, viabilizados pelas tecnologias da comunicação e voltados para a prática da cidadania. Trata-se de uma educação voltada para que as pessoas possam entender o mundo e serem ativas na construção da cidadania, como diz Paulo Freire.O principal foco é apoiar a capacidade de expressão dos sujeitos sociais. Nele não existe uma relação hierárquica de transmissão de conhecimento, como na comunicação tradicional, de mercado, onde o produtor que define o conteúdo e o expectador consome. Aprendiz – Como a educomunicação pode ajudar o desenvolvimento de crianças e jovens? Soares – A educomunicação emerge nos meados do século XX em grupos que lutavam a favor da democracia. Ela nasce com o público adulto, na esfera dos movimentos sociais. Nos anos 80 e 90 ela chega as ONGs, que começam a trabalhar com crianças e jovens. A perspectiva de uma criança produzir e buscar seu material permite que ela analise as relações que tem com a sociedade e, com isso, se torne um cidadão crítico. A partir de um projeto de interação midiática, a criança percebe que pode manipular e ser autoritária ou fazer uma gestão democrática. Assim, descobre as diferenças dessas relações e começa a ter critérios para julgar. Aprendiz – O livro aborda a Educomunicação sob o viés do Programa Mais Educação. Qual o potencial dessa prática para garantir educação sob uma perspectiva integral? Soares – O Ministério da Educação, no Programa Mais Educação, tem entre os macrocampos do ensino médio a educomunicação e cinco mil escolas optaram por ele. Isso porque o desamino, a falta de motivação e a rigidez curricular são os principais problemas do ensino médio. Quando o aluno percebe que pode dialogar com a escola por meio do teatro e da música, do vídeo, do radio e do resgate da cultura local, ele começa a ter voz e vai ser motivado a estar na escola. Aprendiz – Qual o potencial que a prática tem para tornar o ensino médio mais interessante e combater a evasão? Soares – Em 2007, na Prova Brasil, o Inep detectou que das 40 melhores escolas, todas usavam processos com mídia. Isso porque a comunicação é uma relação que se estabelece entre sujeitos sociais. Paulo Freire dizia que a educação tradicional produz um homem silencioso e a única coisa que ela pode fazer é escolher seus dirigentes e transferir a governança para os eleitos. Já a educomunicação resgata um exemplo de democracia, quando as pessoas estão na polis e podem intervir em seu meio.Ela não é uma ferramenta. É um paradigma educador. Meu recado para os professores é que não tenham medo da prática democrática. O resultado dela diminui os conflitos e gera uma escola com alta produção. Aprendiz – Nesse viés, por que a educomunicação propõe que professores e alunos ocupem o mesmo papel na produção de informação? Soares – O processo tradicional coloca pessoas em lugares diferentes, sendo que o professor é o chefe. Quando os dois estão em uma situação horizontal de produção, eles vivem uma prática que permite que exerçam seu papel de cidadão.O professor, como um adulto significativo, e a criança, como cidadã, constroem juntos um modelo de comunicação. O principal resultado de uma gestão democrática não é o produto, mas sim o que é aprendido. Esse processo fará com que essa criança se torne crítica e faça proposituras atentas às mudanças que as escolas precisa, por exemplo. Fonte: Portal Aprendiz - 02/03/2011

Para promover novo álbum, Radiohead lança jornal próprio

A banda Radiohead, liderada por Thom Yorke (na foto distribuindo jornais), lançou o próprio jornal, informa o site Mashable.com. A publicação The Universal Sigh (O Suspiro Universal) começa a ser distribuída gratuitamente em diversos países nesta segunda-feira (28).

O jornal será distribuído em 61 lugares ao redor do mundo. Em Londres, o próprio Thom Yorke distribuiu os jornais perto da região de Brick Lane.


O jornal publica pequenas estórias, e matérias sobre poesia e arte e ilustrações, uma parceria com o artista Stanley Donwood. O site da revista neo-zelandesa Rip It Up disponibilizou uma cópia digital para aqueles que não tiverem acesso a versão impressa.


O lançamento do jornal coincide com o lançamento do novo CD da banda Kings of Limbs. A banda ressalta que o Universal Sigh não é o jornal que acompanha o "newspaper album" e que o evento - distribuição gratuita do jornal - não acontecerá novamente e não é uma apresentação ao vivo da banda. No site oficial os fãs podem conferir o layout do jornal e também conferir as cidades em que o jornal será distribuído.


No espírito do lançamento do álbum, os jornalistas do The Guardian reclamaram direitos iguais. "Se o Radiohead pode fazer jornal, nós podemos fazer música", diz a página do jornal britânico que mostra jornalistas e editores tocando um cover de "Creep" em um estúdio próximo à redação


Fonte: Portal Imprensa

Maioria dos docentes acha modelo de avaliação injusto, arbitrário e ineficaz


Notícias de Portugal: Veja matéria no jornal O Público sobre o que os educadores portugueses pensam sobre seu modelo de avaliação!


A Pró-Ordem dos Professores realizou um inquérito ao qual responderam mais de 2500 docentes que consideraram o modelo de Avaliação de Desempenho “injusto, burocrático e arbitrário”.


Entre Janeiro e Fevereiro deste ano, a Pró-Ordem enviou um inquérito via e-mail a cerca de seis mil pessoas. Responderam ao questionário de 35 perguntas e 16 páginas, 2556 pessoas, anunciou hoje em conferência de imprensa, realizada em Lisboa, o presidente da associação de professores, Filipe do Paulo.


O presidente da Pró-Ordem lembrou que “91 por cento dos inquiridos docentes considerou o actual modelo de avaliação injusto, burocrático, arbitrário e ineficaz”.


Já 85 por cento dos professores consideraram que, com aquele modelo de avaliação, os docentes acabavam por perder o tempo que deveria ser destinado ao trabalho pedagógico com os alunos. Oitenta por cento defenderam mesmo que o modelo devia ser revogado “o quanto antes”, sublinhou Filipe do Paulo.


O diploma acabou mesmo por ser revogado na passada sexta-feira pelos deputados das bancadas do PSD, CDS-PP, Bloco de Esquerda e PCP.


Perante a actual situação, a Pró-Ordem entende que já não faz sentido participar na Marcha da Educação agendada para sábado. “Não faz agora sentido que os professores se mobilizem numa manifestação quando o quadro político se alterou e já se conseguiu a suspensão da avaliação de desempenho, que era a reivindicação que a Pró-Ordem dava primazia”, lembrou Filipe do Paulo.


Fonte: O Público/ Lusa/ Foto: João Henriques (arquivo) 28/03/2011

Consumo consciente

Só lembrando: Já está no ar o portal do consumo cosnciente para crianças do Instituto Akatu: http://www.akatumirim.org.br/

Crianças inglesas unem high-tech e tradição no recreio

O recreio das crianças inglesas não é só a hora de encontrar os colegas da escola. É também quando jogos tradicionais e ícones da era digital se encontram entre uma brincadeira e outra.


É o que apontou o estudo "Children"s Playground Games and Songs in the New Media Age" (brincadeiras e cantigas infantis na nova era da mídia), lançado neste mês (www.bl.uk/playtimes).


Desenvolvido pelas universidades de Londres, Sheffield e East London com a British Library, o projeto acompanhou, entre 2009 e 2011, o comportamento de alunos no recreio em duas escolas do ensino fundamental.


"Jogos e cantigas continuam passando de geração em geração. Descobrimos, no entanto, que a mídia e as novas tecnologias têm influência crescente", afirma Jackie Marsh, da Universidade de Sheffield.


A pesquisa apontou que as crianças acabam incorporando elementos da TV, da internet e dos videogames em suas brincadeiras.


Assim, personagens de desenhos animados viram protagonistas no pega-pega e os programas de auditório são reproduzidos nos jogos de faz de conta, por exemplo.


Segundo Marsh, o mais surpreendente é que a escola é "o único momento em que muitas crianças têm contato com brincadeiras e jogos tradicionais".


Fonte: Folha de São Paulo (SP) 28/03/2011

Educar para os ecrãs

Compartilhamos matéria do blog Educare.PT sobre a importância da educação para a mídia e o I Congresso Nacional Literacia Media e Cidadania que aconteceu nos dias 25 e 26 de março, na Universidade do Minho, em Braga, Portugal. Boas reflexões!

Se há em Portugal educação para entender a televisão, a publicidade, a rádio, a imprensa, os filmes, os videojogos, a Internet, as redes sociais, ou seja, a medioesfera, "resulta do empenho pessoal, da crença de que é importante", diz Sara Pereira, investigadora do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS), da Universidade do Minho. O que significa que "quando os dinamizadores das experiências deixam de existir, elas terminam". E, na "ausência de uma política pública" verifica-se que "no plano nacional não há uma prática continuada de educação para os media", conclui.

Estas são algumas das conclusões de uma investigação inédita em Portugal e que fez um inventário dos projetos e atividades desenvolvidas na área da educação para os media, nos últimos dez anos. Encomendado pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) ao CECS, o estudo mostra quem fez ou ainda faz, o quê, onde e como?

"A maioria das ações acontece na escola e é mais dirigida à criança enquanto aluno e menos ao ser cidadão que é", aponta Sara Pereira, uma das autoras do estudo. No entanto, "não existem projetos dirigidos à medioesfera como um todo". E, as iniciativas que acontecem, um pouco esporadicamente, "andam a reboque" das organizações internacionais.

São estas entidades "que surgem como elementos indutores das atividades, sobretudo pelo suporte financeiro que lhes concedem". Mas isso não é suficiente, adianta a investigadora, "é necessário vontade política para incluir a educação para os media na agenda pública ou daqui por dez anos estaremos a traçar o mesmo quadro".

O estudo, intitulado "Educação para os Media em Portugal - Experiências, atores e contextos", foi um dos pontos altos do primeiro congresso nacional de "Literacia, Media e Cidadania", que reuniu especialistas nacionais e internacionais em educação, literacia e ambientes digitais, nos dias 25 e 26 de março, na Universidade do Minho, em Braga.

Educar para a cidadania
"Sabemos que os media nem sempre se centram nos factos que importam conhecer", alerta Felisbela Lopes, pró-reitora de Comunicação e Imagem da Universidade do Minho. E, às vezes "consumimos produtos altamente perigosos", acrescenta.

Ora, estar educado para os media é ter a capacidade para compreender de modo crítico as mensagens dos meios de comunicação social e digital. A também designada literacia mediática, pressupõe ainda capacidade de criação de comunicação em diferentes contextos.

A sua importância está plasmada em várias diretivas do Conselho e do Parlamento Europeu. Mas também da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO). De forma geral, traduz-se na necessidade de "assegurar que os cidadãos sejam capazes de consumir criticamente, mas também produzir conteúdos mediáticos", resume Fernando Guimarães, embaixador da UNESCO. "A literacia para os media é condição sine qua non para uma cidadania plena", conclui.

Como e quem?
José Ignacio Aguaded, investigador da Universidade de Huelva, em Espanha tem a resposta: "O primeiro âmbito da educação para os media é familiar, porque o consumo se faz inicialmente na família, depois há que vincular a escola e as entidades de educação informal".

"Os ecrãs têm tanta importância que já não distinguimos o que conhecemos do mundo real e do virtual." O fundador do grupo Comunicar, que produz investigação nesta matéria, publica uma revista científica com o mesmo nome, assume que a sociedade é composta por múltiplos ecrãs mediáticos que são como "o ar que respiramos". Porque "os media vivem pelo fator emocional", lembra Aguaded.

"Se fosse pela lógica não veríamos muitos dos programas." E, no entanto, "onde estão as nossas crianças e idosos?", questiona o investigador. "A ver televisão!", responde. Por isso, é urgente dar às audiências "alimentos de formação para lidar com o que a sociedade lhes oferece". Porque "se consumirmos de forma inteligente, crítica e criativa, os media serão fantásticos, se não um desastre", conclui.

Ainda assim, a crescente atenção internacional dada à literacia no âmbito dos media, parece ter rumado em sentido contrário em Portugal. A começar pela sua retirada dos planos curriculares dos cursos de formação inicial de professores, inerente ao Processo de Bolonha. Este "retrocesso" foi objeto de crítica por parte de vários oradores presentes no congresso, a par da ausência de conteúdos atualizados sobre os ambientes mediáticos nos currículos do ensino básico e secundário foi outra das críticas.

Associada a esta critica, uma outra, sentida particularmente pelos professores do ensino básico e secundário: a falta de recursos pedagógicos e didáticos para uma abordagem efetiva sobre o papel dos vários meios de comunicação social no contexto da atual evolução tecnológica. Materiais para usar na sala de aula e abordar questões práticas como: as notícias enquanto construções da realidade, a transmissão de valores num filme ou os direitos de autor na Internet.

Manuel Pinto, investigador do CECS e autor de vários livros e artigos sobre a relação dos media na sociedade, diz ser "urgente apostar na formação de professores". "Não podemos ficar reféns de Bolonha", disse o também coordenador do estudo que fez o levantamento sobre o estado da educação para os media, em Portugal. "Temos de exigir do Estado que não nos impeça de fazer e, se possível, que incentive a fazer, se isso fosse feito já não seria pouco".

"A formação dos mediadores" da relação entre media e públicos foi apresentada como outra questão essencial para Vitor Reia-Baptista, investigador em estudos fílmicos, da Escola Superior de Educação e Comunicação da Universidade do Algarve.

A reflexão sobre a "dimensão pedagógica dos media" tem de ser feita ainda durante a formação dos "fazedores dos media", "sejam eles jornalistas ou cineastas", sublinha o investigador. "Não é depois de estarem a trabalhar que estes profissionais vão ter tempo para refletir sobre o tema", garante.

Inclusão digital
A apresentação dos resultados do "EU Kids Online", uma pesquisa europeia em 25 países sobre o modo como as crianças entre os 9 e os 16 anos e os seus pais estão a usar a Internet, foi outro dos momentos altos do congresso. Cristina Ponte, investigadora da Universidade Nova de Lisboa, que liderou a participação portuguesa nesta investigação, foi outra das vozes a insistirem na "necessidade de capacitação das crianças para lidar com a Internet".

Segundo o estudo, 93% das crianças acedem à Internet pelo menos uma vez por semana e 36% afirmam saber mais de computadores que os seus pais. Do lado dos adultos, a maioria dos pais afirma saber o que fazem os seus filhos quando estão online. No entanto, as ferramentas de controlo do acesso são pouco usadas. Note-se que, para este estudo foram entrevistadas cerca de mil crianças em cada país e um dos seus pais, durante a primavera e o verão de 2010.

Os dados recolhidos entre as famílias portuguesas mostram, por exemplo, que 67% das crianças acedem à Internet a partir do seu quarto, contra 42%, na vizinha Espanha, e os 49% registados na média europeia. Mostram ainda que são as mães as principais mediadoras da relação que as crianças estabelecem com a Internet. E "sublinham a importância da escola enquanto espaço de democratização do acesso", refere Cristina Ponte.

O facto de as crianças e os jovens cultivarem cada vez mais uma espécie de "cultura de quarto" foi um aspeto estudado por Rita Espanha, do Instituto Superior de Línguas e Administração, de Lisboa. "Portugal tem muitos jovens com computador no quarto, logo este deixa de ser um espaço privado", diz a investigadora posicionando este fenómeno "num contexto de autonomia existencial, mas de dependência económica em relação aos pais".

"Comunicar é o que os jovens mais fazem através do uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC), e dos telemóveis, por isso, já não faz sentido a distinção entre o mundo online e o offline", diz Rita Espanha. Neste contexto, "vale a pena recordar que a geração Magalhães tem de merecer estudos de referência, porque vai ter consequências no comportamento dos jovens".

Estudar o impacto dos media digitais nas crianças portuguesas é o objetivo do "Navegando com o Magalhães", outro projeto de investigação encabeçado pelos investigadores do CECS da Universidade do Minho que está atualmente em curso.

Estes e outros estudos, desenvolvidos um pouco por todo país, como ficou patente pela diversidade de oradores no congresso, surgem numa altura em que a União Europeia se prepara para pedir aos Estados-membros indicadores sobre os graus de literacia e competências mediáticas dos seus cidadãos.

Os três "cês", de literacia
Em que ponto estamos? A resposta foi surgindo de diferentes contributos dos oradores presentes no congresso. Mas falar de literacia mediática, explica Vitor Reia-Baptista, impõe falar de três "cês": Capacidade de contextualização cultural, crítica e criatividade. São estes os degraus para alcançar uma "completa literacia para os media".

Mas para o investigador da Universidade do Algarve, é possível encontrar a sociedade dividida de forma geracional pelos três. "A nossa geração é boa na capacidade de contextualização cultural, mas ainda não desenvolveu formas adequadas de a transmitir aos jovens." Já no que diz respeito ao pensamento crítico "somos maus", provoca Reia-Baptista. Por último, é na dimensão criativa que os jovens mais se evidenciam: "Quando compramos um telemóvel novo, não lemos o manual, pedimos ao nosso filho que nos ensine a mexer nele", conclui o investigador.

Teresa Calçada, da Rede de Bibliotecas Escolares, reconhece que a criatividade é uma competência positiva na geração multimédia, mas reconhece também um sinal negativo: "Os jovens têm um menos, é o lado crítico que nos permite ter critérios de exclusão e são o lugar da destreza e da competência."

A fechar o congresso, Alexandra Marques, da Direção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular (DGDC), do Ministério da Educação, lembrou que a educação para os media "tem destaque" na Lei de Base do Sistema Educativo.

A diretora-geral da DGDC sublinhou "a preocupação [ministerial] sistemática em realizar estudos para conhecer o desempenho do país ao nível das literacias, com enfoque na leitura". E a importância da iniciativa Magalhães, inserida no Plano Tecnológico da Educação. Alexandra Marques chamou a atenção ainda para o projeto "Metas de Aprendizagem", considerando-o "parte de uma estratégia global que pretende dar centralidade às questões da educação para os media".

Fonte: Educare.PT/
Andreia Lobo | 28/03/2011

Educação e Mudança



Em sua obra Educação e Mudança, Paulo Freire apresenta dez características para a construção de uma consciência crítica das pessoas:


1 – Anseio de profundidade na análise de problemas (...)

2 – Reconhece que a realidade é mutável.

3 – Substitui explicações ou situações mágicas por princípios autênticos de causalidade.

4 – procura verificar ou testar as descobertas. Está sempre disposta a revisões.

5 – Ao se deparar com um fato, faz o possível para livrar-se de preconceitos. Não somente na captação, mas também na análise e resposta.

6 – Repele posições quietistas. É intensamente inquieta. Torna-se mais crítica quanto mais reconhece em sua quietude a inquietude, e vice-versa (...)

7 – Repele toda transferência de responsabilidade e de autoridade e aceita a delegação das mesmas.

8 – É indagadora, investiga, força, choca.

9 – Ama o diálogo, nutre-se dele.

10 – Face ao novo, não repele o velho por ser velho, nem aceita o novo por ser novo, mas aceita-os na medida em que são válidos. (1979: 40-41)


Fonte: Mídia e Educação: Teorias do Jornalismo na Sala de Aula/ Roseli Araújo Batista (Thesaurus Editora)