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quarta-feira, 23 de março de 2011

Brasil tem a maior população on-line da América Latina

O Brasil fechou o ano de 2010 com 40 milhões de internautas. É o que aponta o estudo ‘The Digital Year in Review: Brazil’, realizado, entre dezembro de 2009 e dezembro de 2010, pela comScore, consultoria voltada para o universo digital. A pesquisa mapeou as atividades dos internautas brasileiros com mais de 15 anos de idade que acessam a rede no trabalho ou em casa. "O estudo não inclui o uso em lan houses, universidades e outros pontos de acesso compartilhado, simplesmente porque não é possível fazer um mapeamento demográfico desses espaços", explica Alex Banks, vice-presidente da comScore para América Latina.

O país ficou na oitava posição na pesquisa global. Segundo o estudo, a China é a nação com a maior comunidade on-line: soma 291,5 milhões de internautas. De acordo com Banks, provavelmente, este ano, Índia e Brasil, 41,6 milhões e 40 milhões, respectivamente, ultrapassarão a França em número de usuários (41,9 milhões). "Isso deve acontecer nos primeiros meses de 2011, já que a taxa de crescimento prevista para esses países é maior", explica o executivo em um ‘webinar’ disponível no site da comScore.

De acordo com o estudo, na América Latina, o Brasil é a nação com o maior número de usuários, seguido do México, com 17,8 milhões. Em terceiro lugar aparece a Argentina com 12,8. Em dezembro de 2010, o continente já possuía 111,4 milhões de internautas. "Esse crescimento vai continuar em 2011, com mais pessoas acessando a rede, tanto no trabalho quanto em casa", acredita. "Os brasileiros também gastam, em média, mais horas na rede virtual de computadores", esclarece Banks, em relação aos vizinhos latino-americanos. Números que se aproximam do mercado francês e sul-coreano.

Outro dado que vale destacar é o fato de a maioria dos internautas brasileiros estarem com, no máximo 35 anos. Sessenta e três por cento da audiência da internet no país possui idade entre 15 e 35 anos. Globalmente falando, essa faixa etária representa apenas 53% do mercado mundial. "A faixa etária brasileira é jovem, predominando usuários entre 25 e 34 anos", analisa. "Mesmo assim, ela é menos jovem em relação à pesquisa anterior."

Dividindo por sexo, os homens com mais de 35 anos passam menos tempo na web em comparação com as mulheres da mesma idade. Por outro lado, na faixa entre 15 e 24 anos, a média de horas é igual. "Será que esses dados vão apresentar similaridades daqui a um ano?", questiona o diretor, para, em seguida, apontar que a liderança de acesso está nas mãos de usuários entre 15 e 24 anos.

Na Região Sudeste estão presentes 68% da população on-line brasileira. "Duas em cada três páginas são consumidas pela audiência da Região Sudeste", aponta o diretor. Em segundo lugar, aparece a Região Sul, com 13%. Ao final da lista, estão os estados da Região Norte, com apenas 2%. Vale lembrar que são os visitantes do Nordeste que lideram a frequência de acesso, com 26.3 horas de visitação por mês. "Comparando com os números das outras nações, essa duração está acima da média", destaca.

Os brasileiros são os usuários que utilizam com maior frequência e-mails, redes sociais, blogs e serviços de instant messengers. O mesmo não acontece com conteúdos temáticos como viagem e turismo, negócios e finanças, notícias e informação e sites sobre o universo automobilístico.

Vendas, bancos e compras coletivas
"Em relação ao mercado brasileiro, percebemos que quase todas as categorias analisadas como bancos, vendas em varejo e compras coletivas, tiveram um aumento em relação ao ano anterior. Isso é muito positivo para o mercado de internet brasileira", analisa Banks.

Para o diretor, a categoria de internet banking se beneficiou com os bons ventos da economia no país, registrando um aumento de 25% no número total de acessos. "Instituições financeiras como Santander, Bradesco, Itaú e Banco do Brasil possuem uma audiência superior a dois milhões de visitantes. A Caixa Econômica lidera a lista com cinco milhões".

O segmento de compras coletivas, representado por sites como Peixe Urbano, OfertaX e SaveMe, registrou impressionante crescimento durante o segundo semestre de 2010. "Se levarmos em conta, o crescimento da versão americana do GroupOn, podemos esperar, no Brasil, um movimento constante, nesse sentido, em 2011", acredita.

Sobre as estatísticas de e-commerce, o estudo destaca que sete em cada dez brasileiros acessam endereços como Lojas Americanas, Submarino etc. "Em relação à América Latina, essa é uma média bem maior. No ano, a categoria cresceu 9%, ou seja, três vezes mais que o resto do mundo".

Redes sociais
Oitenta e cinco por cento dos brasileiros, com mais de 15 anos, que acessam a web, de casa ou do trabalho, visitam pelo menos uma rede social periodicamente. "Esse dado é muito maior comparado à Europa ou à média global, porém baixo, em comparação com outros países da América Latina. O Chile possui 92%”. Entre internautas brasileiros, o Orkut continua dominando os sites desse tipo. A rede social do Google registrou um aumento de 28%, 31,2 milhões de usuários brasileiros. Entretanto, o estudo aponta que o Facebook teve um aumento de 250% no mesmo período, atingindo, ao final de 2010, 12 milhões. "Não tem como fazer um ‘webinar’ sobre Brasil sem falar do Orkut", comenta Banks.

Fonte: Nós da Comunicação - André Bürger 22/03/2011

Na sua opinião, o que é um bom professor?

Na sua opinião, o que é um bom professor? É aquele que tem a capacidade de ensinar os assuntos fáceis e difíceis e de aprender com os estudantes? É o que está empenhado em lecionar cada dia melhor? Com essa pergunta, o Todos Pela Educação contatou dez entidades nacionais e internacionais.

Campanha Nacional pelo Direito à Educação
Daniel Cara, coordenador-geral
Um bom professor é um bom profissional. Educação não é (nem pode ser!) diferente de qualquer outra área. Um bom profissional precisa ser dedicado, deve se fazer presente, tem que ser compromissado, tem que ter interesse contínuo por aprimoramento e deve demonstrar força de vontade, interesse e iniciativa em buscar soluções aos problemas que surgem no seu cotidiano de trabalho.


O problema é que o professor é um profissional que recebe muito pouco, enfrenta péssimas condições de trabalho, não possui plano de carreira e é excessivamente cobrado. Defendemos, essencialmente, um tratamento justo, objetivo e isonômico.

Confederação Nacional de Pais de Alunos (Confenapa)
Iedyr Gelape Bambirra, presidente
Um bom professor tem de gostar de criança, tem de gostar do estudante. Essa é a primeira coisa. Em segundo lugar, tem de ter uma boa formação: não apenas a profissional completa, mas também uma boa formação de conhecimento de leis e de princípios éticos e morais.
Se o professor tem esses princípios, vai aplicá-los durante sua vida profissional. O que ocorre, é que, muitas vezes, não há aplicação dos princípios éticos nas escolas públicas e privadas. E há professores que não se expressam de maneira adequada com os estudantes, colocam apelidos e até ofendem os alunos.


O professor tem de ser um agente de democratização da escola. Ainda falta acesso dos pais à escola e as famílias são impedidas de criar associações.

Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE)
Heleno Araújo, secretário de Assuntos Educacionais
O bom professor é aquele que contribui coletivamente para que a escola cumpra seu papel. Para isso, tem de ter infraestrutura e ambiente adequados para a atividade docente e para que o estudante possa buscar autonomia. A escola tem de ser equipada, ter biblioteca, quadra de esporte coberta, laboratórios, espaço para o encontro com os colegas na hora do intervalo.

Além disso, o profissional tem de ter tempo para se dedicar à comunidade escolar e, portanto, ter exclusividade com uma escola. Dentro de sua carga horária de trabalho, o professor deve ter o tempo da sala de aula, de pesquisa, de estudo, de atendimento individualizado, e deve contribuir para o fortalecimento do conselho escolar, em projetos que envolvam a comunidade.

Para que trabalhe em uma única escola, é preciso salário decente. Também é necessária uma política de formação continuada, para que esteja preparado para enfrentar os desafios.
Um professor, em um ambiente desse tipo, está preparado para trabalhar com o coletivo e alcançar o objetivo da escola, que é preparar o estudante para a vida. Já um estudante preparado para a vida é aquele que se relaciona com outros cidadãos, cuida do ambiente, se preocupa com a escola e com o bem comum. Esse estudante também sabe que a solidariedade é mais importante que a competição e que pode contribuir para que a vida seja melhor.

Conselho Nacional de Educação (CNE)
Francisco Aparecido Cordão, presidente da Câmara de Educação Básica
O bom professor é um profissional da Educação que, nos termos da atual LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), “zela pela aprendizagem dos alunos”. Ele sabe que sua missão profissional não se resume a dar aulas. Seu maior desafio está na promoção da autonomia intelectual dos alunos, que garante a prontidão para a aprendizagem permanente.

O bom professor, como já me confidenciou um garotinho de seis anos de idade, é aquele que “presta atenção na criança”. O grande educador Paulo Freire diria que ele aprendeu que a relação entre professor e aluno é sempre a relação de duas consciências que se respeitam. Ele tem certeza de que seus alunos estão aprendendo com seu trabalho, porque ele também está aprendendo nessa relação. Professores e alunos, em comunhão, estão aprendendo a ver o mundo com perspicácia e a nele atuar.

O bom professor tem paixão por ensinar, porque aprendeu que só poderá ser eterno naquilo que comunica e partilha solidariamente. Tem orgulho de sua profissão, defende-a com garra e a valoriza pelo seu trabalho bem feito e pela beleza dos seus resultados. Fica feliz quando os seus alunos conseguem ver, sentir, julgar e agir como cidadãos livres, solidários e eticamente responsáveis, justos e verdadeiros. O bom professor é um otimista, um sonhador, um poeta e um artista apaixonado pela sua profissão.

Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed)
Gostaríamos de sugerir mudar a pergunta para: Como é um bom professor? E com ela, respondemos: 'Um bom professor é orientador do seu aluno, promove a compreensão do "porquê" e "para quê" do seu esforço em aprender, conduz responsavelmente o processo de permanente autoformação, valoriza a reflexão e a capacidade de análise crítica de cada um'.

Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef)
Maria de Salete Silva, coordenadora do Programa de Educação do Unicef no Brasil
Uma boa professora ou um bom professor tem como diretriz de sua prática a compreensão de cada menino e menina como sujeito de direitos. Entende sua prática como essencial para garantir o direito de aprender e sabe que cada criança e adolescente tem tempos e formas diversas de aprendizagem.


Por isso, a boa professora e o bom professor têm um olhar diferenciado para cada uma das crianças. Preocupam-se com o desenvolvimento pleno de seus alunos e alunas: sua presença e ausência, sua saúde, exposição a situações de preconceito, discriminação e violência.

A atitude é de busca contínua de crescimento: os bons professores preocupam-se com a própria formação, buscando novas oportunidades de aprendizagem e contribuindo para o estabelecimento de uma rede de troca de experiências com os demais professores e professoras da escola e da rede de ensino. Tem disposição, calma e paciência para conversar e ouvir as crianças e suas famílias, estabelecendo com elas uma relação de atenção, proximidade e confiança."

Ministério da Educação (MEC)
Maria do Pilar Lacerda Almeida e Silva, secretária de Educação Básica
Um bom professor deve gostar de fato da profissão: gostar de barulho, de gente curiosa, de choro de adolescente, de administrar conflitos. Tudo isto vem junto com o ofício de professor. Também deve gostar de estudar, de ler de tudo: jornais, revistas, gibis, literatura, teoria.

Deve ser pontual, porque deixar 30 ou 40 crianças ou adolescentes esperando não dá! Deve ser motivado com a dificuldade do seu aluno e fazer desta dificuldade, a sua motivação profissional: descobrir porque ele não aprendeu e o que pode fazer para que ele aprenda (e não vale reprovar...).

O bom professor tem de aprender a trabalhar coletivamente, pois o trabalho na Educação Básica é sempre em grupo. Precisa ouvir seus colegas, as críticas inclusive, sem levar para o lado pessoal. Deve gostar dos alunos, elogiar os trabalhos, conhecer a história de vida de cada um deles.

E para que ele seja um ótimo professor, precisa de condições para exercer a docência: dedicação exclusiva a uma escola, tempo para estudar, tempo para se reunir com seus colegas (sem que seja no tempo dos alunos), salário compatível com a sua formação.

Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco)
Wagner Santana, oficial de projetos do setor de Educação da Unesco no Brasil
Para ser professor é necessário muito mais do que vocação, uma condição importante e necessária, mas não suficiente. É importante que os professores desenvolvam competências racionais e técnicas específicas de seu ofício, que se referem à responsabilidade com o seu trabalho e ao compromisso com a aprendizagem dos estudantes.


Há duas grandes dimensões que estão na base da identidade profissional docente, conforme mencionado na publicação “Educação de qualidade para todos: um assunto de direitos humanos", uma das referências da Unesco sobre professores. A primeira delas diz respeito a um conjunto de atividades relativas a “aprender a ensinar” e “ensinar a aprender”. É um aprendizado que requer “competências cognitivas - conhecer, manipular informação e continuar aprendendo acerca do que é próprio da disciplina - e competências pedagógicas - saber como ensinar a disciplina, como trabalhar em ambientes diversos, como gerar condições adequadas para a aprendizagem em contextos de dificuldade e com grupos heterogêneos e utilizar criativamente os recursos didáticos disponíveis”.

A segunda dimensão refere-se ao cumprimento responsável da missão atribuída pela sociedade aos docentes: “garantir o desenvolvimento integral dos alunos por meio de aprendizagens relevantes e pertinentes para todos”. Essa dimensão pressupõe competências éticas que “habilitem o docente a cumprir com o compromisso social de garantir o desenvolvimento integral dos alunos por meio de aprendizagens relevantes e pertinentes para todos”, e competências sociais, que são aquelas que criam as condições para “satisfazer as necessidades básicas de aprendizagem; adaptar-se e responder à permanente mudança do conhecimento; trabalhar em redes; promover diálogos e consensos; em suma, exercer sua responsabilidade e direito de cidadão nas decisões relacionadas com a educação, a escola e sua própria prática”.

Além disso, é preciso destacar que para exercer bem a profissão, o professor deve ter boas condições de trabalho, salário digno e oportunidades de aprimoramento profissional continuado.

Todos Pela Educação
Priscila Cruz, diretora-executiva
Um bom professor é aquele que não deixa nenhum aluno para trás. Os países que têm os melhores desempenhos nas avaliações internacionais são aqueles que têm baixíssima desigualdade educacional. Isso significa que não apenas a média é boa, mas a distribuição em torno dela é pequena, ou seja, não há muita diferença entre os alunos com menor e maior desempenho. Essa dimensão é muito importante, pois cada um dos alunos tem direito de aprender. E, assim, o bom professor é aquele que não desiste de nenhum aluno por maiores que sejam suas dificuldades.


Um bom professor é aquele que sabe o conteúdo a ser ensinado e a maneira de ensiná-lo. Ter domínio do conteúdo e saber gerenciar a sala de aula, ensinar e motivar os alunos são características presentes nos bons docentes.
O compromisso com o trabalho e com os estudantes também é fundamental. O bom professor não falta desnecessariamente, respeita os alunos, é parceiro das famílias. E, principalmente, é altamente comprometido com a aprendizagem de seus alunos, motivando-os a aprender cada vez mais.

União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime)
Um bom professor é aquela pessoa que detém (in)formação adequada e que desenvolve técnicas coerentes às múltiplas situações de ensino. Formação, informação e didática são premissas que compõem o perfil de um bom professor.


Contudo, não são suficientes. É necessário, ainda, o desenvolvimento da capacidade de olhar e de agir. Saramago nos ensina: "Se puderes olhar, vê; se puderes ver, repara". Compreendemos, então, que bons professores desenvolvem cotidianamente o (re)conhecimento "do outro" com suas alegrias e dores; e são capazes de criar a pergunta que afeta e mobiliza.

Em um mundo cada vez mais desigual o sentido de se colocar no lugar do outro, e, consequentemente, de agir, é fundamental. Dessa forma, podemos dizer que bons professores são aqueles que fazem opções políticas claras em prol de um mundo melhor, justo e solidário. Os bons professores olham, veem, reparam e agem.

União Nacional dos Estudantes (UNE)
Um bom professor é, acima de tudo, um professor que gosta de ensinar. É um professor que se dedica a provocar a curiosidade e a crítica em seus estudantes e que percebe a importância de seu trabalho no contexto da sociedade e do país em que ele vive. Que percebe que não é dono da razão e que seu aprendiz não é um aluno, ou seja, um "sem luz", como se fosse uma caixa vazia na qual devem ser depositados os conhecimentos.


Deve perceber, não só sua prática docente, mas a vida de seus estudantes à luz das contradições sociais e econômicas que condicionam seu desenvolvimento como cidadãos. É aquele que reflete sobre sua didática e sua proposta pedagógica e sobre os efeitos que elas têm sobre o aprendizado dos estudantes e sobre o debate de concepções e políticas educacionais implementadas atualmente.

E, sobretudo, é o professor que tem boas condições de trabalho, que devem ser proporcionadas, por sua vez, pelo poder público, por meio de salários dignos, planos de carreira, formação continuada e gestão democrática, responsabilizando-se, assim, não só o professor como sujeito, mas toda a sociedade pela formação de bons professores.

É, portanto, o professor que tem consciência da importância fundamental de seu trabalho para o desenvolvimento das vidas de seus estudantes e de um país cujo povo seja mais educado, crítico e consciente de suas possibilidades e direitos.

Fonte: Todos pela Educação

segunda-feira, 21 de março de 2011

Universidade Federal Fluminense oferece curso gratuito de Mídia e Educação a professores da rede pública

O curso Mídia e Educação: o Audiovisual em Sala de Aula, gratuito e dirigido a professores da rede pública e alunos de licenciatura (terceiro grau ou ensino médio), abre inscrições de 30 de março a 13 de julho.

Com aulas teóricas e práticas, é promovido pelo Instituto de Arte e Comunicação Social (IACS) da UFF, sempre às quartas-feiras, das 18h às 22h.Sob a coordenação da professora Cláudia Regina Ribeiro, o curso tem carga horária total de 70 horas, e as aulas serão ministradas no IACS, Rua Professor Lara Vilela, 126, São Domingos, Niterói.

A metodologia será a de videoprocesso, com produção de vídeo utilizada como ferramenta pedagógica. O objetivo é incentivar e possibilitar a pesquisa e a discussão dos temas propostos para o vídeo, estimular a sociabilidade, tolerância, capacidade de discussão, crítica, criatividade e o aprendizado de técnicas audiovisuais, além de formar docentes em produção audiovisual.

Interessados devem solicitar sua inscrição exclusivamente pelo e-mail midiaeduca@vm.uff.br, informando nome completo e inserção profissional. Serão fornecidos certificados emitidos pela Pró-Reitoria de Extensão.

Canção deveria ser usada nas escolas para abordar conteúdo de modo criativo

Após três anos lecionando para alunos de ensino fundamental e médio, a professora de geografia Júlia Pinheiro de Andrade percebeu que poderia abordar a temática da cidade de maneira mais criativa: passou a utilizar canções em salas de aula. “Por meio da arte, trabalhamos diferentes percepções juntamente com conceitos. O aprendizado será eficaz quanto mais associarmos diferentes linguagens”, afirma.

De acordo com Júlia, com a canção é possível estudar não apenas a letra, mas o contexto em que foi escrita, apresentando aos alunos os primeiros elementos para, posteriormente, uma análise conceitual mais aprofundada do tema tratado.

A ideia surgiu quando percebeu que os alunos tinham dificuldades para compreender a lógica das transformações do espaço urbano, pois diz respeito a representações abstratas da cidade.

“Quando se vive na sociedade urbana, onde há conflitos e inúmeras questões, é importante entender como a cidade se constrói, como diferentes sujeitos podem se apropriar desse espaço. A escola deve dar conta de pensar a cidade de modo crítico e criativo”, explica.

Júlia passou então a abordar a correspondência entre a canção como forma estética, a experiência urbana e as transformações do espaço da cidade. No entanto, isso poderia ocorrer não apenas nas aulas de geografia, mas em outras disciplinas também. “Então, desenvolver as diferentes formas de inteligência dos alunos: a musical e a sensorial, por exemplo”.

A relação que Júlia estabeleceu entre canção e ensino deu origem à sua dissertação de mestrado, defendida na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FE-USP), trazendo a importância de trabalhar as diferentes linguagens da cultura no aprendizado.

Segundo a pesquisadora, especialmente no Brasil, a canção é uma forma eficaz para falar sobre as experiências da sociedade. “Temos tradição ligada mais ao corpo e à fala, que encontra expressividade na canção. Assim, existe nela uma enciclopédia da vida cotidiana”.

Para Júlia, ao diversificar a linguagem, diminui a dificuldade que as escolas têm de fazer a ligação entre conceitos que devem ser aprendidos e o que os alunos presenciam no dia-a-dia. “Hoje, existe uma distância enorme entre a vida do jovem e o que é ensinado na escola. O modelo voltado apenas para passar no vestibular mostra a educação de maneira equivocada. Temos que trabalhar valores de formação para a cidadania”, acredita.

A dissertação não propõe estratégias diretas de aplicação da canção em sala de aula, mas apresenta indicações de como perceber a canção de forma mais profunda para compreender a experiência do tempo e do espaço contemporâneos.

“Se não for dada importância para a experiência estética, se há valorização apenas na formação do sujeito para a produção do dia-a-dia, não estaremos formando pessoas melhores. A escola deve pensar na formação integral do ser humano, uma correspondência conjunta do que sentem , pensam e fazem”, conclui.

Fonte: Portal Aprendiz - Desirèe Luíse

Fórum Desafios do Magistério, da Unicamp, discute Leitura e Convergências de Mídias

No dia 20 de abril de 2011, quarta feira, no Auditório do Centro de Convenções da Unicamp (Campinas/SP), acontece o Fórum Permanente Desafios do magistério, cujo tema será Leitura e Convergências de Mídias.

Entre os palestrantes estão Fabiano Ormaneze e Cecília Pavani, respectivamente Coordenador de Jornalismo e Coordenadora Geral do Correio Escola, que faz parte do Programa Jornal e Educação da Associação Nacional de Jornais. Elizena Cortez, da equipe pedagógica do Correio Escola, é uma das moderadoras do evento.

Veja abaixo informações oficiais sobre o fórum, que é uma realização da Faculdade de Educação da Unicamp, Grupo RAC e Associação de Leitura do Brasil (ALB).

SOBRE O EVENTO

“Estamos virando aparelhos; os homens andam como robôs, falam como microfones, ouvem como celulares. Não sabemos se estamos com tesão ou se criam o tesão em nós. O Brasil está tonto, perdido entre tecnologias novas cercadas de miséria e estupidez por todos os lados.” – Arnaldo Jabor, Blogs, Twitter, Orkut e outros buracos, Correio Popular, 03/11/2009, p. C1.

Da década de 1990 para cá, as práticas de leitura se diversificaram sobremaneira através das conquistas geradas pela tecno-ciência. A convergência e a integração de várias linguagens num único recurso (meio, instrumento) de comunicação não apenas acelera a circulação de informações nas sociedades contemporâneas, mas impõem a aprendizagem e o domínio de novas competências de leitura para o manejo e usufruto desses meios. E a convergência de vários meios – ou mídias – de comunicação, envolvendo um mosaico de linguagens interconectadas, interativas e multifuncionais, também representa uma complexificação dos processos de leitura nos dias atuais.

A escola e os professores, responsáveis pelo ensino das linguagens às novas gerações, têm um compromisso com o desenvolvimento de uma sensibilidade para com os avanços resultantes da convergência de mídias. Isto porque, quer queira quer não, as mídias (impressas, digitais, audiovisuais, multimidiais, etc.) são as grandes propulsoras da comunicação, do conhecimento, das descobertas científicas, das artes e dos debates sociais no mundo atual. Igualmente, o magistério, para concretizar o ensino e dinamizar o currículo, necessita de ferramentas específicas para o trabalho com os conteúdos do saber, de diferentes canais de comunicação e de metodologias específicas para dinamizar os relacionamentos humanos e as aprendizagens no espaço escolar.

Nestes termos, este fórum pretende refletir a respeito do desafio resultante da convergência de mídias na esfera das práticas de leitura, em especial as demandas e expectativas para o ensino-aprendizagem no âmbito das escolas. Isto, considerando o contexto social brasileiro, onde a desigualdade social se faz escancaradamente presente, onde a distribuição de renda é uma das menores do mundo e onde a dívida dos governos para com o magistério e infra-estrutura das escolas é gigantesca, sem que se antevejam claramente as ações de enfrentamento dos problemas e as estratégias de superação.

OBJETIVOS

Este evento propõe-se refletir sobre o fenômeno do hibridismo das linguagens e da convergência de mídias, aprofundando os seus efeitos no terreno educacional. Subsidiariamente, o fórum ainda pretende:

• Discutir conceitos e princípios relacionados com o fenômeno da convergência de mídias;
• Apresentar experiências vinculadas ao uso de mídias nas escolas;
• Expor as características de uma mídia – a lousa interativa -, que vem sendo utilizada num grande número de escolas brasileiras.
• Proporcionar, através de livraria no local, o conhecimento de livros que se relacionam com tema do fórum, aproximando os participantes dos autores.

PROGRAMAÇÃO

09h00 – Abertura Oficial
Edgar Salvadori de Decca - Coordenador Geral da Unicamp
Sérgio Antonio da Silva Leite – Diretor da Faculdade de Educação da Unicamp
Cecília de Godoy Camargo Pavani - Departamento de Educação da RAC
Antonio Carlos Amorim – Presidente da ALB
Ezequiel Theodoro da Silva – ALLE, FE/Unicamp, Portal Leitura Crítica e Coordenador do Evento

09h30 – Conferência de Abertura
“Mídias audiovisuais e literatura: amor à narrativa”
Conferencista: Rosa Maria Bueno Fischer, Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Moderadora: Nair F. Gurgel do Amaral, Universidade Federal de Rondônia, Pós-Doutoranda, FE-Unicamp

10h30 – 11h00 – Intervalo para Café
Roda de Autógrafos com os autores de livros relacionados à temática do fórum
11h00 –– Palestra
“Convergência de mídias: as esferas da produção e da recepção”
Convidado: Fabiano Ormaneze, Coordenador de Jornalismo do Projeto Correio Escola Multimídia - Grupo RAC-Campinas, Professor da PUC-Campinas
Moderadora – Íris de Oliveira, Mestranda Faculdade de Educação - Unicamp

12h00 – Intervalo para Almoço

14h00 – Exposição
“Inovando com a Lousa Interativa”
Palestrante: Andréa Pimentel Caran, Diretora Executiva da Divertire Editora
Moderadora: Elizena Cortez, Colégio Notre Dame (Campinas) e Equipe Pedagógica do Correio Escola/RAC

15h00 – Mesa Redonda – Convergência de Mídias: constatações e propostas

“Leitura e Convergência de Mídias”
Convidado – Rubens Queiroz de Almeida, Centro de Computação da Unicamp

“Objetos digitais na escola: convergência de mídias, divergência de leituras”
Convidado: Wladimir Stempniak Mesko, Coordenador Pedagógico da Rede Municipal de Campinas
Moderadora – Gabriela Fiorin Rigotti, Doutoranda FE-Unicamp

17h00min - Encerramento


Fonte: ALB

Livraria da Vila, em SP, convida para lançamento de livros sobre Educomunicação


domingo, 20 de março de 2011

Prêmio Microsoft Educadores Inovadores 2011

Estão abertas até o dia 26 de junho as inscrições para a sexta edição do Prêmio Microsoft Educadores Inovadores, que valoriza e reconhece os melhores projetos educacionais desenvolvidos por professores brasileiros que utilizam a tecnologia para melhorar os processos de ensino e aprendizagem.

Para concorrer, basta acessar o site www.educadoresinovadores.com.br e seguir as instruções. Educadores de todo o Brasil podem se inscrever nas seguintes categorias:

1) Escolas Públicas de Educação Básica

2) Ensino Técnico – Educador Inovador Escola Técnica

3) Escolas Particulares – Educador Inovador Escola Particular

4) Educador Inovador

Premiação - O Prêmio conta com três etapas. Até o dia 22 de julho, vinte e um projetos serão escolhidos e participarão do evento nacional de premiação que será realizado em São Paulo no dia 03 de agosto. Aqueles que apresentarem os melhores trabalhos serão premiados com um Notebook contendo o sistema operacional da Microsoft e um pacote de aplicativos Office. Assim, poderão dar continuidade na criação de novas ideias, beneficiando cada vez mais pessoas e compartilhando o gosto e o conhecimento pela tecnologia educacional.

Após a etapa nacional, os responsáveis pelos projetos vencedores nas categorias destinadas à educação básica (escolas públicas) apresentarão seus trabalhos no Microsoft Innovative Education Forum – Latin America, que ocorrerá entre agosto e setembro no Chile. Os classificados na fase regional irão participar do Microsoft Worldwide Innovative Education Forum que será realizado em novembro deste ano em Washington, nos Estados Unidos da América. O Prêmio Microsoft Educadores Inovadores 2010 recebeu o número recorde de inscritos, foram 1.056 professores de todos os estados brasileiros. Em 2011 esperamos um número ainda maior, com o objetivo de buscar o reconhecimento internacional da educação do nosso país.

Para acompanhar as novidades do Prêmio, acesse: www.educadoresinovadores.com.br

Mais informações no Blog: http://educadoresinovadores.com.br/blog/

Siga no Twitter: www.twitter.com/eduinova

Para mais informações: Criax Comunicação Organizacional | Fone: (11) 3817-4665 | E-mail: contato@educadoresinovadores.com.br

Fonte: Educadores Inovadores/ Projeto Vamos Ler