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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Na sala de aula, a nova aventura dos quadrinhos

Com a perspectiva de crescimento de sua adoção por escolas públicas e particulares, editoras investem em adaptações para HQ de clássicos da literatura - reduzindo o preconceito contra essa linguagem. (Ilustração: Adaptação de Claudio Ferreira e Rodrigo Rosa)

Clara dos Anjos, a personagem-título do último romance escrito pelo carioca Lima Barreto (1881-1922), demorou décadas para tomar forma. Nasceu numa versão rascunhada em 1904 e ficou de lado até 1921, quando o autor decidiu retomar a história, concluída no ano seguinte e publicada mais de duas décadas depois, em 1948. Em julho próximo, uma quarta etapa desta lenta evolução chegará às livrarias pela Companhia das Letras. Trata-se da versão em quadrinhos roteirizada por Wander Antunes e ilustrada por Marcelo Lélis, e que sinaliza uma forte entrada da editora numa disputa cada vez mais acirrada: a de adaptações de clássicos da literatura, especialmente a brasileira, com o objetivo de adoção por escolas das redes pública e privada.

Com duas adaptações traduzidas previstas para este semestre - A Divina Comédia, de Dante, por Seymour Chwast, e Na Colônia Penal, de Franz Kafka, por Sylvain Ricard-Mael -, o selo Quadrinhos na Cia está em negociações com artistas e escritores para outras versões de obras nacionais, segundo o editor André Conti: "Há outros projetos em andamento. Uma selo tem que ser saudável, e uma das maneiras de um selo ser saudável é ter livros para adoção em escolas."

Por saúde, entenda-se retorno financeiro. Embora o selo de HQ da editora paulistana tenha emplacado grandes lançamentos desde 2009, quando foi criado, a venda para o governo é garantia de tiragens até dez vezes maior que as usuais, estas em torno de 2 mil ou 3 mil exemplares. Além disso, obras baseadas em clássicos da literatura têm mais chance de serem escolhidas para uso em escolas particulares - o que garante as vendas de tiragens inteiras, mesmo que não tão grandes quanto as adquiridas pelo governo.

Não que quadrinhos com roteiro original também não venham sendo beneficiados pelo Programa Nacional de Biblioteca da Escola (PNBE), que selecionou 38 títulos em HQ ou imagem dentre os 300 a serem distribuídos para uso em aula neste ano. Os eleitos incluem adaptações como O Guarani e O Cortiço (Ática), mas também as sagas de heróis Necronauta (HQM), de Danilo Beyruth, e Demolidor, o Homem sem Medo (Panini), de Frank Miller e Romita Jr.

Mas, num momento em que o gênero apenas começa a superar o que o quadrinista Eloar Guazzelli define como preconceito histórico, as HQs derivadas de clássicos assustam menos por envolverem literatura. "Elas formam um caldo de cultura em que as crianças crescem e ampliam horizontes", avalia o autor, que já adaptou O Pagador de Promessas (Agir), de Dias Gomes, A Escrava Isaura (Ática), de Bernardo Guimarães, e Demônios (Peirópolis), de Aluísio Azevedo.

Embora o PNBE tenha sido instituído em 1997, HQs só passaram a ser adquiridas para uso em sala de aula em 2006. A possibilidade de venda para os governos federal e estadual levou editoras a prestar atenção nesse nicho.

Foi no ano passado que se tornou notável o número de adaptações em quadrinhos. A Companhia Editora Nacional, que entrou nesse mercado em 2005, publicou em 2010 sete de seus 15 títulos do gênero. A DCL, após o sucesso de Domínio Público (2008), com versões de vários autores, comprou no ano passado uma coleção com sete clássicos e criou o selo Farol HQ, disponibilizando, entre outros, Robinson Crusoé e Moby Dick - só este último teve 25 mil cópias distribuídas para escolas públicas e 9 mil para livrarias e colégios particulares. Para 2011, a editora prevê 12 publicações do gênero, incluindo suas primeiras adaptadas por artistas brasileiros.

"A aceitação de HQs na escola é fenômeno novo. Três anos atrás, ouvia-se que era melhor investir em prosa. Hoje é possível lidar com essa linguagem diferente. Quando o governo validou os quadrinhos, as escolas particulares passaram a rever seus conceitos", diz Daniela Pinheiro, editora da DCL. "Muitas vezes, os professores é que perguntam se não vamos lançar tal título, e então avaliamos."

Responsável pela publicação de um dos maiores sucessos dessa tendência - O Alienista, com ilustrações e roteiro de Fábio Moon e Gabriel Bá, vencedor do Prêmio Jabuti de livro didático ou paradidático em 2008 e hoje com quase 100 mil exemplares vendidos -, o Grupo Ediouro amadureceu o método de produção. "Começamos com o trabalho de adaptação e preparação de texto dentro de casa. Analisamos com muito cuidado o texto, para que não perca o ritmo nem o estilo, e até a pertinência do tema em aula", diz a diretora editorial Leila Name.

Para este ano, o grupo prepara seis títulos, a começar por Pedro Mico, de Antonio Callado, para maio. Outros três, de autores contemporâneos e com os quais o público mais jovem já se identifica, também prometem virar sucesso: Morangos Mofados e Onde Andará Dulce Veiga, de Caio Fernando Abreu, e Mandrake, de Rubem Fonseca. "O formato renova o público leitor. Tem garotada lendo Machado de Assis com mais entusiasmo. Uma leitura difícil como Os Sertões torna-se mais palatável", diz Leila, referindo-se à adaptação de Carlos Ferreira e Rodrigo Rosa que chegou às livrarias no fim de 2010.

É justamente o discurso de porta de entrada para a literatura o que mais alimenta críticas contra as adaptações. "Não acredito que alguém vá ler Dom Casmurro só porque leu Machado em quadrinhos antes. O sujeito vai se sentir desobrigado a ler", diz Thales Guaracy, diretor editorial de ficção e não ficção da Saraiva, responsável pelos selos Benvirá, Caramelo e Arx, que, no ano passado, publicou Frankenstein e Histórias de Poe. "Não foi um grande negócio. Não vamos fazer mais", diz.

Para o professor de literatura brasileira da USP Alcides Villaça, a questão é mais simples. "Literatura e quadrinhos são formas narrativas diferentes, linguagens que têm valor em si mesmas." Villaça é a favor do uso de HQs em aulas, mas não como substituições às obras, e sim dialogando com elas. "Não gosto da ideia de "porta de entrada". O professor deveria definir o âmbito das linguagens, respeitando ambas." A argumentação é simples: na literatura, a articulação verbal é fundamental, enquanto na HQ ela não é central. Usar uma no lugar da outra seria, então, como exibir em sala de aula um filme baseado numa obra e acreditar que os alunos estão dispensados de ler o livro. 

Fonte: O Estado de S. Paulo/ Raquel Cozer 29/01/2011

A maior flor do mundo

E se as histórias para crianças passassem a ser de leitura obrigatória para os adultos? Seriam eles capazes de aprender realmente o que há tanto tempo têm andado a ensinar?
José Saramago

Prensa Escuela


Quer conhecer o programa Prensa Escuela do jornal El Colombiano, de Medellin/Colômbia? Dá uma passada no blog http://www.ecbloguer.com/prensaescuela/. Assim você poderá ver o que estudantes e educadores estão fazendo por lá.

E se quiser conhecer a opinião de educadores, alunos, professores da Universidad Pontificia Bolivariana - parceira do programa - e coordenadores do Prensa Escuela sobre a relação Comunicação Educação e o desenvolvimento dos estudantes a partir do programa, pode ler a publicação El Taller 2010. Boa leitura!

Prensa Escuela

Quer conhecer o programa Prensa Escuela do jornal El Colombiano, de Medellin/Colômbia? Então dá uma passadinha no blog http://www.ecbloguer.com/prensaescuela/ e veja o que educadores e estudantes estão desenvolvendo por lá.

Você também pode ler a publicação "El Taller 2010", no qual encontrará a opinião de professores da Universidad Pontifícia Bolivariana - parceira do programa -, dos coordenadores do Prensa Escuela, de estudantes e educadores sobre como encaram a relação comunicação e educação e seu desenvolvimento a partir do programa Prensa Escuela, coordenado por Clara Tamayo Palacio.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Jornal institucional da escola

Alunos produzem textos sobre o dia a dia da EE GeraldoMelo dos Santos

Um jornal impresso feito pelos alunos estimula a leitura e a escrita e divulga o trabalho pedagógico para a comunidade
Daniela Almeida
Investir na produção de um jornal interno garante à escola um variado leque de benefícios: ele melhora a comunicação com os pais dos alunos e com toda a comunidade, serve de canal para divulgar o projeto pedagógico da escola ao noticiar as atividades desenvolvidas, desafia crianças, jovens e membros da equipe escolar a se unir em torno de um objetivo comum, aproxima os estudantes do gênero informativo e incentiva a garotada a escrever. "Todos se envolvem para escolher os temas que serão abordados nas reportagens, falar com os entrevistados e distribuir os exemplares", afirma Ana Flávia Alonço Castanho, formadora das redes municipais de São Paulo e São Caetano do Sul, na Grande São Paulo.

Pensando nesses ganhos, a EE Geraldo Melo dos Santos, em Maceió, lançou um periódico que leva o nome da instituição. Uma vez por ano, estudantes e professores se reúnem para decidir o tema das reportagens - a maioria delas trata do cotidiano escolar (como eventos, atividades e projetos) e sobre os assuntos que as turmas estão aprendendo no momento. Os familiares também dão palpites - e geralmente pedem textos sobre o relacionamento entre pais e filhos. As ideias passam pela aprovação do núcleo de comunicação, um grupo de quatro docentes que detalha o que será apurado e acompanha o processo de produção. A partir daí, os próprios alunos fazem entrevistas, tiram fotografias e redigem os textos.

O custo de impressão dos 3 mil exemplares em papel cuchê, 800 reais, é pago por anunciantes, geralmente os fornecedores de merenda e produtos de limpeza e comerciantes do bairro. "O segredo para envolver tanta gente em um só projeto é abordar assuntos significativos para a comunidade, fazendo com que as pessoas se enxerguem na publicação", conta Nilson Junior, diretor da escola.

Coordenador pedagógico e diretor em papeis centrais
Para que o processo funcione adequadamente e cumpra seu propósito, o envolvimento dos gestores é fundamental. Ao coordenador pedagógico cabe introduzir, durante as reuniões de formação, o estudo e a reflexão sobre como transformar os assuntos referentes ao funcionamento e à organização escolares em textos jornalísticos. E também ajudar os professores a planejar aulas que contribuirão para a aprendizagem dos conteúdos relacionados. "É preciso formar a equipe para trabalhar com textos de diferentes graus de complexidade, de acordo com a faixa etária e o conhecimento prévio das turmas", diz Ana Flávia. Por exemplo, escrever a agenda de eventos e os classificados é um bom desafio para as turmas de 2º ano, mas não para as do 5º. Para essas, é mais interessante propor a escrita de resenhas de livros e filmes ou mesmo um texto opinativo sobre algum evento. Além disso, o coordenador deve orientar os docentes a ler textos jornalísticos com os alunos antes que eles partam para a escrita propriamente dita.

Já ao diretor cabe suprir as condições físicas e materiais para que o projeto saia do papel, como se envolver na produção das pautas, estar à disposição para conceder entrevistas, pedir a colaboração dos funcionários para que também falem com os alunos-repórteres e disponibilizar exemplares de jornais de circulação local ou nacional na biblioteca. Para garantir o acesso aos periódicos, é possível fazer uma assinatura, campanha para que assinantes doem exemplares para a escola ou parcerias com editoras e distribuidoras a fim de conseguir edições gratuitas. Outras boas maneiras de incentivar a leitura e a escrita é convidar jornalistas para dar palestras e promover oficinas de texto com a garotada.

Uma dica para divulgar o produto - fazendo, assim, com que mais pessoas tenham acesso às informações sobre a escola - é distribuir exemplares no comércio local e em pontos de grande circulação das pessoas que moram no entorno e também para rádios e emissoras de televisão da cidade. "Quanto mais o jornal se torna parte da cultura institucional, mais gente quer participar. Assim, a demanda de trabalho em torno do veículo vai ficando descomplicada e gostosa. Ou seja, menos esforço e mais resultados ano após ano", afirma Ana Flávia.

Articulação para resgatar boas iniciativas esquecidas ou desativadas
Muitas vezes, um jornal interno circula uma ou duas vezes e, passada a empolgação inicial, cai no esquecimento. Em geral, isso ocorre quando há falta de incentivo por parte dos gestores, ausência de formação específica para os professores, pouca conexão entre a equipe e fraco investimento na parceria com a comunidade.

Contudo, é possível reativar o projeto e contagiar novamente a todos. É o que está fazendo a EMEF Mario Quintana, em Porto Alegre, ao resgatar o Papo Reto. Ele nasceu há dez anos com periodicidade bimestral, passou a semestral e parou de circular quando a professora que o idealizou saiu da escola. A equipe gestora reconhece que falhou nos quesitos envolvimento e planejamento e que agora é preciso descentralizar as ações para a publicação engatar. "Com esse objetivo, decidimos incluir a retomada do Papo Reto no PPP e incentivar alunos e docentes a pensar e trabalhar juntos", diz Cintia Maria Kovara, que foi diretora até o fim de 2010 e atualmente é coordenadora de projetos.

A intenção é usar a força e a popularidade do grêmio estudantil e dos representantes de classe para fortalecer o meio de comunicação e formar uma rede de colaboradores. Um ganho significativo da continuidade de projetos como esse é a construção da memória da escola. "Tem-se a oportunidade de ver que o conhecimento adquirido e as experiências acumuladas ao longo de um período não serão completamente esquecidos. Ao contrário, serão lembrados e documentados pelo jornal", afirma Ana Flávia.

Fonte: Gestão Escolar

A serviço da educação: como smartphones, tablets e internet podem ser usados pelos alunos para estudar - Guia do Estudante


Leia matéria do Guia do Estudante e reflita. O que fazer com tanta tecnologia chegando à sala de aula?
A serviço da educação: como smartphones, tablets e internet podem ser usados pelos alunos para estudar - Guia do Estudante

Blog da escola: por que vale a pena ter um

Ferramenta do mundo virtual, o blog é um recurso simples de criar e eficaz para compartilhar as ações pedagógicas - Veja matéria da revista Gestão Escolar sobre blog na escola.

Blog, posts, comentários, links... Para quem não é familiarizado com o assunto, esses termos podem soar estranhos. É verdade que eles se tornaram populares há menos de dez anos, mas basta fazer uma pesquisa rápida na internet - digite em sites de busca as palavras "blog" e "escola" - para constatar que a lista de resultados é enorme.

Essa ferramenta do mundo virtual pode ser muito útil para a equipe gestora divulgar o projeto político-pedagógico, ampliar a discussão de conteúdos trabalhados em sala de aula e valorizar, para a comunidade, a produção dos alunos. Além do mais, ela permite interagir com outras instituições (veja nas últimas páginas exemplos de blogs de escolas, com a descrição dos principais recursos usados para compor a página e como eles são utilizados).

Atividade de sala de aula recebe comentários na internet
"Reunir a equipe gestora e os professores para pensar em como aproveitar esse recurso, tanto no ensino das disciplinas como na divulgação dos projetos institucionais, pode ser o pontapé inicial para envolver todos com o universo online", diz Maria Izabel Leão, pesquisadora do Núcleo de Comunicação e Educação da Universidade de São Paulo (USP) e assessora do programa Nas Ondas do Rádio, da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo.

Na EM Maria Josefina Azteca, localizada em Embu, na região metropolitana de São Paulo, um projeto sobre valores e ética começou na sala de aula e ganhou popularidade quando foi publicado no blog da escola. Após lerem com a professora um texto sobre covardia, os alunos do 3º ano C destacaram os principais aspectos discutidos: "Não podemos abandonar os amigos", "Respeitar as mulheres", "Devemos ajudar um ao outro". Em seguida, postaram essas conclusões no blog, juntamente com um cartaz com figuras que, para a turma, representam a covardia. O post foi finalizado perguntando ao leitor qual sua opinião sobre o tema.

O assunto repercutiu bem: recebeu mais de 260 comentários de alunos e professores da escola, em apenas dois meses - redigidos no laboratório de informática ou enviados de casa. "O melhor é que, enquanto fazem o que gostam, as crianças aprendem um conteúdo novo e praticam a escrita", afirma Ana Paula Vasques Espangiari, coordenadora pedagógica da EM Maria Josefina Azteca.

Veículo de comunicação do projeto político-pedagógico
Na EE Dona Helena Guilhon, em Belém, o blog montado no fim de 2008 pelo professor de História, Eric Siqueira, se tornou um importante veículo de comunicação das ações escolares. "Colocamos tudo lá: informações sobre a reforma do prédio que estávamos fazendo na época, a inauguração do laboratório de informática e os resultados das reuniões pedagógicas", afirma o diretor, Edson Mota. As atividades realizadas pelos alunos têm espaço garantido, como o post que discute o grêmio estudantil e o registro da gravação de um clip de hip-hop. Eric Siqueira conta que a comunidade se habituou a visitar a página online da Dona Helena Guilhon: "A criação do blog virou motivo de orgulho para nós, para os familiares dos estudantes e para os vizinhos da escola."

Ampla rede de contatos e troca permanente de experiências
A equipe gestora também pode conseguir, por meio do blog, valiosos parceiros que dificilmente colaborariam se não fosse a internet - como universidades, organizações não governamentais (ONGs) e pesquisadores da área de Educação. De maneira rápida e sem burocracia, é possível que eles ajudem a alimentar a página publicando textos e comentários e dando dicas de cursos de formação, por exemplo.

Vale também ter, na página inicial, endereços eletrônicos de outras escolas com boas práticas educacionais para manter contato e trocar experiências. É o que acontece no blog da EMEF Zulmira Cavalheiro Faustino, em São Paulo, que tem uma lista de links para sites de outras unidades, de professores, da Comunidade do Zulmira no Orkut e até da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo. "A internet assume um caráter democrático devido à possibilidade de seus usuários socializarem informações, compartilhando conhecimentos com o mundo", afirma Hormindo de Souza Júnior, coordenador do curso de Especialização da Escola de Gestores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).


Dicas para criar um blog
- Sites publicadores
Há vários sistemas de blogs gratuitos, como o Blogger e o Wordpress.

- Guia básico
Os publicadores têm guias que ensinam o passo a passo de forma simples. Basta escolher um nome, uma senha e um dos modelos oferecidos para que o blog passe a existir.

- Equipe responsável
Todo mundo deve colaborar. Porém é preciso definir quem terá acesso ao login e à senha para fazer alterações na página. O grupo pode incluir um professor, alguns alunos e o monitor da sala de informática.

- Linguagem utilizada
Os textos devem ter um tom informal, mas nunca dispensar cuidados com a gramática e a ortografia.

- Interação com o público
Perguntas no fim dos textos, como "O que você acha sobre...", estimulam o leitor a comentar o assunto, levando à reflexão, ao trabalho da escrita e à familiarização com a ferramenta.

- Checagem completa
Toda informação postada exige revisão. É preciso reler o texto, verificar se os links levam à página certa e, no caso de vídeos, se funcionam. A opção "editar" dos publicadores permite corrigir os erros.

- Tarefas de rotina
Qualquer integrante da equipe pode inserir textos, fotos e vídeos. Contudo, uma pessoa deve ser designada para checar diariamente os comentários para evitar o uso indevido do espaço.

- Atualização constante
Novos textos e imagens devem ser inseridos em média três vezes por semana para que o leitor se sinta estimulado a voltar ao blog.

- Divulgação dos posts
Vale preparar uma lista com os e-mails de todos os usuários para divulgar o link de cada novo texto publicado.

- Fundo sonoro
Se o blog tem música, é importante deixar de forma visível a opção para não executar o áudio
- por mais agradável que seja a melodia.

- Excesso de informação
Fundos de páginas muito coloridos poluem o visual e podem atrapalhar a leitura das informações.

- Espaços de discussão
Participar de comunidades e fóruns de blogueiros - como a Comunidade WordPress e a Comunidade Blogger Brasil - ajuda o responsável pela ferramenta a resolver problemas e a tirar dúvidas sobre seu uso.

Conheça os blogs da Escola Municipal Josefina Azteca e da Escola Dona Helena Guilhon: http://escolaazteca.blogspot.com/ e http://helenaguilhon.blogspot.com/

Fonte: Revista Gestão Escolar/ Cinthia Rodrigues