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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Avianca traz para o Brasil exposição “Dores da Colômbia”, de Fernando Botero

“Dores da Colômbia”, exposição com 67 trabalhos, entre pinturas a óleo e desenhos, do artista plástico colombiano Fernando Botero, está de volta ao Brasil pelas asas da companhia aérea AVIANCA, desta vez com temporada em quatro cidades brasileiras.

A estréia será em 15 de março em Brasília; em 10 de maio, Curitiba; 20 de julho, São Paulo; e 12 de setembro, no Rio de Janeiro .

Na primeira temporada brasileira, 2007, “Dores da Colômbia” foi vista por cerca de 25 mil pessoas em apenas uma mês de exposição. Os trabalhos, realizados entre 1999 e 2004, foram selecionados e doados pelo próprio artista ao Museu Nacional da Colômbia, em Bogotá. Na ocasião desta doação, Botero - conhecido pelas formas arredondadas e bem humoradas de suas figuras humanas - teria declarado “sentir-se na obrigação moral de deixar um registro sobre a violência então vivida pelo seu país”.

As peças retratam os atentados a bomba e ilustram a transformação das casas, da população, fas paisagens e dos costumes do país pela violência.

A produção da exposição itinerante ao Brasil está a cargo da empresa Aori Produções Culturais, empresa que desenvolve, gerencia e produz conteúdos culturais.

Considerado um dos mais importantes artistas plásticos latino-americanos da atualidade, Botero hoje, aos quase 80 anos, vive parte de seu tempo em Paris e em sua cidade natal, Medellin. Suas peças, esculturas e pinturas, fazem parte de importantes museus de todo o mundo e a exposição “Dores da Colômbia”) já percorreu várias cidades européias e latinas.

Agenda - Dores na Colômbia
Data : 15 de março a 01 de maio de 2011
Local : CAIXA Cultural - Brasília - DF

Data : 10 de maio a 10 de julho de 2011
Local : Museu Oscar Niemeyer - Curitiba - PR

Data : 20 de julho a 02 de setembro de 2011
Local : CAIXA Cultural - São Paulo - SP

Data : 12 de setembro a 30 de outubro de 2011
Local : CAIXA Cultural - Rio de Janeiro – RJ

Alunos tornam-se sujeitos políticos a partir do resgate de suas origens

É possível despertar o senso de pertencimento dos alunos resgatando suas origens e utilizando o que é produzido cotidianamente por eles, como música, poesia e desenhos. Dessa maneira, os estudantes são capazes de se afirmarem como sujeitos políticos.

A conclusão é da dissertação de mestrado da psicanalista Maíra Ferreira, defendida na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FE-USP). A pesquisadora realizou seu trabalho na Escola Municipal de Ensino Fundamental Alcântara Machado, localizada na favela Real Parque, em São Paulo (SP).
De acordo com a pesquisadora, a comunidade é emblemática, porque os moradores são herdeiros de indígenas Pankararu e afrodescendentes do sertão de Pernambuco. No entanto, os estudantes não conheciam a cultura de seus antepassados. “Porque a cultura escolar negava a origem dos alunos. Quando se falava sobre migração, não havia menção ao que aquelas famílias viveram”.

Na década de 1950, muitos descendentes dessas populações indígenas e africanas vieram para São Paulo para trabalhar na construção do Estádio do Morumbi, localizado no bairro do Morumbi, onde a Real Parque está. “Na escola, isso fazia parte do senso comum, mas sabiam apenas isso. Vários dos alunos torcem pelo time São Paulo, porém não faziam a ligação com o fato de que são netos daqueles que construíram o estádio do clube”, explica a psicanalista.

Para Maíra, toda escola deveria adaptar seu projeto político pedagógico à realidade da comunidade onde está inserida. Quando foi instituída a Lei 11.645/2008, que obriga o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena, os professores ficaram preocupados como iriam cumprir a exigência. “Mas estava exatamente ali na comunidade. Não precisava pensar em que livro comprar para as aulas. A resposta estava na origem dos próprios alunos”.

Com esse objetivo, ela viajou para a região do Brejo dos Padres (PE) e estudou sobre a história dos antepassados dos estudantes da Real Parque. Após 40 dias, voltou com filmes e entrevistas.
“Nas aulas vagas, fui encontrando os alunos e fomos entrando para a sala de aula. Eles com o rap e eu com o cordel e repente [manifestações mais tradicionais no Nordeste do país]. Fui ensinando métricas, história do hip hop e levei os vídeos que fiz na viagem”, lembra.

A partir disso, os estudantes começaram a escrever na métrica do cordel e colocar na batida do rap. A ponte entre presente e passado foi construída. “Nesse momento, também começaram a dizer que tinham vergonha de admitir a própria história em razão do preconceito que sofrem”, revela a psicanalista.

“O futuro tá aí. Batendo na sua porta. Diga não ao preconceito. Porque isso é o que importa!”. O trecho, por exemplo, foi composto pelas estudantes Amanda, Janaína e Jacqueline, ex-alunas da 7ª série do ensino fundamental. “Ter a própria história para se apropriar do passado e reinventá-lo é a semente para o jovem construir o projeto de vida dele. A escola que não ajuda nisso perpetua a amnésia social que o país vive hoje. Não lidar com dores como a escravidão é deixar em aberto a possibilidade de continuarem se perpetuando”, explica Maíra.

“Não quero ser mais um moleque, irmão da vida do crime. Levantei minha cabeça e agora sigo firme”. Parte do rap “Realidade não Fantasia”, a letra foi feita pelos alunos Cesário, Diógenes e Gabriel, que montaram o grupo Rap Elementos. “Não conhecia o poder que o rap tem. Porque pertencer ao hip hop é pertencer a uma historia, um coletivo de luta. O hip hop tem declaradamente a bandeira de reparação da escravidão”, conclui Maíra.

Fonte: Portal Aprendiz/ Texto de Desirèe Luíse 21/02/2011

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Ecofuturo lança livro "Cuidados com a Vida"


O livro ‘Cuidados com a Vida’, organizado por Palmira Petrocelli Nascimento e editado pelo Instituto Ecofuturo reúne textos de 20 pesquisadores de várias áreas do conhecimento que compõem um quadro sugestivo, abrangente e inspirador sobre cuidados com a vida.

Entre os autores, está Regina Migliori, consultora em Cultura de Paz da UNESCO, presidente do Instituto Migliori e conselheira do Nós da Comunicação. Ela assina o artigo ‘Cultura de paz, sustentabilidade e o cérebro ético’.

Os autores: Adriana Fortes, Anderson Allegro, Carla Pernambuco, Carlos Eduardo de Carvalho Corrêa, Christine Castilho Fontelles, Imagine Eduardo Jorge, Ivan Angelo, José Gregori, Lars Grael, Luiz Alberto Mendes, Mara Gabrilli, Margi Moss, Maria Betânia Ferreira, Mario Sergio Cortella, Miriam Dualib, Nilton Bonder, Oscar C. Quiroga, Paulo Groke, Raimo Benedetti e Regina Migliori.

Só lembrando que o concurso cultural ler e Escrever é Preciso, do Instituto Ecofuturo, abre inscrições em 1º de março. O tema é "Vamos Cuidar da Vida".

Educação e revolução

O programa Vamos Ler, do Jornal da Manhã, de Ponta Grossa (PR), deu a dica. E a gente compratilha artigo do professor Elias Januário, publicado no jornal A Gazeta (MT). Boa leitura. Boas reflexões!

Por Elias Januário
A questão que trazemos hoje para discussão é a influência do pensador alemão Karl Marx, um dos mais representativos dos tempos modernos, na função social da educação mundial.

Marx ao longo de sua trajetória de vida buscou relacionar o estudo das ciências humanas com a militância revolucionária, propiciando um sistema de pensamento que marcou época e fez seguidores por todos os continentes.

O seu pensamento está ancorado na perspectiva de que tudo se encontra em permanente processo de mudança, onde os conflitos, resultantes da luta de classes, provocam as transformações.

Marx viveu numa Europa marcada por convulsões e conflitos, que influenciaram vários pensadores dessa época a defenderem as doutrinas socialistas e anarquistas que permeavam os ambientes acadêmicos. A maioria desses pensadores defendia e acreditava em transformações socialistas nas diferentes esferas sociais.

Uma das preocupações do Filósofo alemão era chamar a atenção para os perigos dos estabelecimentos escolares ministrarem conteúdos que conduzissem os estudantes a formações de concepções partidárias ou classistas. Considerava importante o ensino gratuito, desde que não estivesse vinculado a políticas de Estado.

A produção intelectual de Marx consiste numa considerável variedade de textos, como por exemplo, o Manifesto Comunista, elaborado em parceria com Friedrich Engels e obras volumosas como O Capital.

No seu entendimento a educação deveria ser concebida de maneira conjunta articulando a intelectualidade, a técnica e a física. Não chegou a realizar uma análise profunda da educação com base nas teorias que concebeu. Foram os seus seguidores, como Antonio Gramsci, que aprofundaram essa discussão.

No Brasil as teorias de Marx começaram a serem difundidas após a fundação do Partido Comunista do Brasil, por volta de 1930, em particular em relação às políticas de formação profissional.

As teorias do filósofo alemão contribuíram para dar sentido de racionalidade e responsabilidade social necessária a existência humana e a educação do mundo moderno.

O ensino para Marx era como um instrumento para o conhecimento e também para a mudança da sociedade. Dessa forma, há a necessidade de um processo educativo fundado em um projeto político e pedagógico definido e voltado aos interesses da grande maioria marginalizada. Com isso surge o papel estratégico da escola e dos educadores para a construção da consciência de classe do trabalhador.

A educação para Marx não só estava diretamente ligada ao desenvolvimento material do mundo e a interesses de classe, mas, também, a um papel político e transformador social, a uma prática libertadora capaz de uma mudança de mentalidade e edificação de uma nova ordem social.
A educação tem, para o filósofo alemão, como tarefa histórica a emancipação do homem, sua libertação das ilusões ou ideologias, mostrando-lhe as origens sociais das mesmas e gerando uma prática revolucionária para modificar o mundo.

Elias Januário é doutor em educação, professor de Antropologia da Unemat e escreve às sextas-feiras em A Gazeta (MT)
Fonte: A Gazeta/MT - 18/02/2011

Professora sugere atividade para alunos com caderno de Economia

O programa POVO na Educação, do jornal O POVO, de Fortaleza (CE), sugere uma atividade com jornal realizada pela professora Adriana Rocha, da escola Francisco Paz de Oliveira, do município de Paracuru. Veja abaixo como ela trabalhou o caderno de Economia com seus alunos.

O que querem os jovens
A professora Adriana Rocha e os alunos da escola Francisco Paz de Oliveira, no Município de Paracuru, realizaram uma atividade de pesquisa, tendo como base as notícias encontradas no Caderno de Economia do O POVO.

Eles pesquisaram que tipo de bem material os jovens mais desejaram no ano de 2010. As respostas obtidas foram transformadas em um gráfico, que mostra bem como anda o desejo da garotada e o que eles mais estão pedindo aos pais.


Confira, no passo a passo, como você, professor, pode fazer a mesma atividade, fazendo com que a turma inteira se envolva e passe a interagir com outras pessoas, tendo como fonte pesquisa assuntos da área de Economia.

Conteúdo:
Leitura e produção textual;
Cálculo e porcentagem.
Objetivos:
Incentivar a pesquisa;
Praticar a oralidade em sala de aula;
Proporcionar interação;
Trabalhar a interdisciplinaridade.
Materiais necessários:
Vários cadernos de Economia do O POVO;
Cartolina;
Gravuras encontradas no Jornal;
Canetas coloridas;
Régua;
Cola.

DESENVOLVIMENTO:
1º PASSO
Explique aos alunos que ler jornal pode ser muito divertido, principalmente quando, através dessa leitura, podemos aprender diversas formas de como interagir com as pessoas que estão
ao nosso redor.

2º PASSO
Proponha uma leitura direcionada ao Caderno de Economia do O POVO, explique que, nesse caderno, de forma bem específica, podem ser encontrados diversos atrativos que são de interesse da maioria deles. Solicite aos alunos que façam uma pesquisa de alguns objetos, que muitas vezes são apresentados nessa parte do jornal e que fazem a cabeça da garotada.

Peça para eles buscarem nos textos as características do objeto, ou seja, se são interessantes,
úteis, modernos e se eles teriam interesse de ter um ou não.

3° PASSO
Terminada a leitura, peça para que alguns alunos da classe apresentem os objetos que encontraram no texto, tentando fazer com que os ouvintes se interessem por ele. Nesse momento, verifique a oralidade dos alunos e como eles se comportam descrevendo o conteúdo
que foi lido.

4° PASSO
uma segunda atividade de pesquisa, inspirada nas matérias encontradas, e peça para que listem os objetos encontrados durante a leitura, que possam ser do interesse dos jovens e façam entrevistas aos demais colegas da escola ou do bairro para descobrirem quais os objetos
mais desejados do momento. Faça com que os alunos se tornem motivados e envolvidos com a atividade, pois o resultado dela depende disso.

5º PASSO
Quando estiverem com o resultado da pesquisa, ensine aos alunos a fazerem um gráfico e que nele estejam os nomes dos objetos e a quantidade de vezes que foi mencionado pelos jovens
entrevistados.

6º PASSO
Para que o trabalho fique disponível para outras pessoas lerem, reproduza o gráfico em um cartaz, com letras visíveis, e que os objetos mencionados sejam ilustrados com figuras encontradas no próprio Jornal.

FINALIZAÇÃO
Caso a escola possua um jornal escolar, colabore publicando o texto da pesquisa para que os alunos que realizaram a atividades se sintam reconhecidos pelo trabalho, vendo o texto que escreveram publicados para toda a escola.
AVALIAÇÃO
Observe como os alunos se envolveram na atividade, tendo como base os comentários feitos em sala de aula. Perceba como a interação entre eles contribuiu em prol da socialização dentro e
fora da sala de aula.

Fonte: O POVO na Educação - 19/02/2011

Associação Mundial de Jornais e Editores de Notícias realiza conferência em Bogotá nos dias 9 e 10 de março

WAN-IFRA, la Asociación Mundial de Periódicos y Editores de Prensa, organizará los próximos 9 y 10 de Marzo de 2011, en Bogotá, Colombia, la primera edición de WAN-IFRA América Latina , conferencia internacional que pretende convertirse en el punto de encuentro obligatorio para los medios de comunicación latinoamericanos.

9 DE MARZO DE 2011
07.30 Registro
08.30 Bienvenida
D. Gerardo Araujo, Presidente de Andiarios y Gerente de El Universal.
D.Christoph Riess, CEO de WAN-IFRA, Alemania
08.45 Los periódicos hoy
D.Christoph Riess, CEO de WAN-IFRA, Alemania

09.15 La transformación del sector
D. Aldo van Weezel, Profesor de la Universidad de los Andes y Director del MMTC-LA, Chile

10.00 Pausa – Coffee break

10.30 La importancia de los contenidos
D. Raju Narisetti, Director Editorial de The Washington Post, EE.UU.

11.15 Fórmulas de éxito en Latinoamerica
D. Luis Miguel de Bedout, Director General de El Colombiano, Colombia
D. Ricardo Roa, editor General Adjunto de Clarín, Argentina
D. Christiano Nygaard, Director de Operaciones de Periodicos Grupo RBS, Brasil

12.30 Encuentro con los patrocinadores

12.45 Almuerzo de trabajo

14.15 El Tiempo, un periódico centenario con una de las redacciones mejor integradas del mundo
D. Roberto Pombo, Director General de El Tiempo, Colombia

15.00 Lo último en diseño de publicaciones
D. Francisco Amaral, Socio Director de Cases i Associats, España

15.45 Pausa – Coffee break

16.15 Los jóvenes, lectores de periódicos del futuro
Dña. Aralynn McMane, Directora ejecutiva de desarrollo de la audiencia joven de WAN-IFRA, Francia

16.45 Últimas tendencias en el área de producción.
Introducción- D. Aurelio Mendiguchía, Director técnico del Instituto Tecnológico y Gráfico Tajamar (ITGT-Tajamar), España
Calidad del color -D. Óscar Ávila, Gerente de Producción de El Universal, Ecuador
Lean Printing
Mailroom creativo

18.30 Cierre de la jornada

10 DE MARZO DE 2011
08.30 Panel de discusión: Libertad de prensa en América Latina, una región, múltiples desafíos
Dña. Catalina Botero, Relatora especial para la libertad de expresión en la Organización de Estados Americanos (OEA), EE.UU.
D. Carlos Cortés Castillo, Ex-director ejecutivo de la Fundación para la Libertad de Prensa, Colombia
Dña. Rocío Gallegos, Reportera en el Diario de Juárez, Méjico

10.00 Pausa – Coffee break

10.30 Mesa redonda: Internet, redes sociales y dispositivos móviles
Dña. Onintze Gutiérrez, Directora de móviles de Unidad Editorial, España
D. Tim Rowell, Director de desarrollo de producto de The Telegraph Media Group, Reino Unido
RT@News como atraer a la audiencia con las redes sociales -D. Álex Fuentes, Director de productos interactivos, Miami Herald, EE.UU.

12.30 Encuentro con los patrocinadores

12.45 Almuerzo de trabajo

14.15 ¿Todavía se pueden vender anuncios en medios de comunicación?
D. Mike Blinder, Presidente de Blinder Group, EE.UU.

15.00 Innovación y tendencias en la publicidad de periódicos. Caso de estudio: Folha de S.Paulo
D. Marcelo Benez, Director de publicidad de Folha de S.Paulo, Brasil

15.45 Pausa – Coffee break

16.15 Mesa Redonda los casos de éxito de la publicidad cross-media
D. Roberto de Celis, Director general de Internet para medios regionales de Vocento, España
D. Andy Phelan, Director editorial del Herald Express, Gran Bretaña
D. Alejandro Pardo, Director comercial de El Espectador, Colombia

18.00 Despedida y cierre de la jornada

Lugar de la conferencia:
JW Marriott Bogotá*****
Calle. 73 No. 8 – 60
Bogotá, Colombia
Tel. Recepción:+5714816000

10 perguntas que os pais devem fazer aos professores

O site do Projeto Educar para Crescer, iniciativa do Grupo Abril em parceria com o Ministério da Educação, sugeriu 10 perguntas que os pais de alunos devem fazer aos professores para participarem mais do cotidiano escolar dos seus filhos. Por meio de perguntas simples, como “Meu filho participa das aulas?” e “Como ajudar nas tarefas?”, os familiares dos alunos podem tomar conhecimento sobre a realidade escolar de crianças e adolescentes e contribuir para um melhor aproveitamento do ensino.

Confira abaixo algumas das perguntas que os pais podem fazer aos professores, seguidas de comentários de especialistas na área. se quiser saver mais, basta visitar o site. (Foto: Marcelo Almeida e Texto de Bruna Nicolielo - Publicados no site)

* Meu filho participa das aulas?
É importante saber se a criança tem feito as lições propostas em classe e participado das atividades. Independente da faixa etária, a participação indica o envolvimento do aluno. "O professor pode dizer se a criança demonstra curiosidade ou se é apática", explica Ana Inoue, coordenadora do Instituto Acaia, em São Paulo (SP).

Professores de crianças maiores podem ser perguntados sobre o interesse que os jovens demonstram -- ou não -- nas aulas. "Participar ativamente, fazendo e respondendo perguntas, evidencia o potencial de aprendizagem do estudante", completa Ana.

* Como posso me integrar à escola?
O professor explicará se a escola tem associações de pais e como aderir a elas. Além disso, falará sobre outras formas de inclusão da família na escola -- muitas têm projetos no contraturno e no fim de semana que envolvem toda a comunidade. O programa Tempero de Mãe, desenvolvido na rede municipal de Sud Menucci, no interior paulista, é um exemplo: envolve mães na preparação da alimentação escolar e por tabela, no dia-a-dia da escola. As candidatas são selecionadas, contratadas e remuneradas pela Associação de Pais e Mestres (APM).

Você também pode apoiar a abertura da escola do seu filho para a comunidade, organizar e participar de atividades extra-classe que acontecerem nas dependências da escola. "Se você é bom em música, por exemplo, ofereça ajuda" afirma Luciana Fevorini. A psicóloga alerta, porém, para a possibilidade de pais ocupados se sentirem discriminados e isso gerar conflitos com a escola. "A família pode ajudar, mas os professores não podem contar com isso".

* Como ajudar nas tarefas?
Algumas crianças, por força do hábito, só fazem o dever na companhia de um adulto. Nesse caso, os pais podem acompanhar a lição, claro, supervisionando a atividade e, assim, estimulando a autonomia. "A família não pode fazer a tarefa pela criança, jamais", ressalta Carmen Galuzzi.

Quando os pais não têm condições de ajudar na lição -- e não importa se o motivo é a falta de tempo ou o desconhecimento --, não há motivo para vergonha. Devem pedir orientações mais claras à escola e até contarem seus problemas, dizendo com franqueza que nunca aprenderam determinados assuntos. Mesmo porque os métodos mudaram muito, a começar pela alfabetização, com a substituição das velhas cartilhas por sistemas considerados mais modernos. Outro motivo comum é a dificuldade de alguns pais com pesquisas pelo computador. Se não puder ajudar, o melhor é informar a escola. Seu filho só tem a ganhar com isso -- e você pode tentar aprender o que não teve oportunidade de estudar antes.

* Como é a comunicação entre a família e a escola?
Saber a melhor forma de se comunicar com a escola e também como ela vai responder é fundamental. Assim, dá para entender como a escola se relaciona com os pais, com que freqüência organiza reuniões, como notifica problemas e até como procede em caso de acidentes. "A família precisa saber a quem recorrer e como agir diante de brigas do seu filho com colegas, dificuldades de entendimento da matéria, entre outros", diz a psicóloga Ana Inoue. A comunicação pode ser feita via agenda, bilhetes ou telefone. "Mesmo assim, os pais podem ligar para escola quando acharem necessário", diz Luciana.

Fonte: Blog da mobilização e Site Educar para Crescer