Aqui você encontrará notícias, dicas de sites, cursos, músicas, eventos e atividades que estejam ligadas a projetos de Jornal e Educação e Jovens Leitores.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O modelo de preparação docente que não tem funcionado


Compartilhamos abaixo texto da educadora e pesquisadora Rosa María Torres, adaptado de documento da UNESCO.
EL MODELO DE PREPARACION DOCENTE QUE NO HA FUNCIONADO
▸ Cada nueva política, plan o proyecto parte de cero
(se ignoran o desestiman los antecedentes, el conocimiento y la experiencia acumulados)
▸ Piensa la formación como una necesidad mayoritaria y principalmente de los docentes
(no también de los otros agentes vinculados al sistema escolar en diferentes funciones y niveles)
▸ Ve la formación aislada de otras dimensiones de la condición docente
(tales como: reclutamiento, salarios, condiciones laborales, mecanismos de promoción, etc.)
▸ Ignora las condiciones reales del magisterio
(motivaciones, intereses, inquietudes, conocimientos, tiempo y recursos disponibles, etc.)
▸ Es vertical, viendo a los docentes únicamente en un rol pasivo de receptores y capacitandos
(no consulta ni busca la participación activa del profesorado para la definición y el diseño del plan de reforma y del plan de formación en particular)
▸ Parte de una propuesta homogénea destinada a "los maestros" en general
(en lugar de buscar ajustar la oferta a los distintos tipos de docentes, a los diversos momentos de su carrera y a sus necesidades específicas)
▸ Se basa en una concepción instrumental de la preparación docente
(la formación en servicio es vista como una herramienta para implementar una determinada política, programa, proyecto o incluso texto)
▸ Asume que la necesidad de formación es inversamente proporcional al nivel y grado en que se enseña
(desconociendo la importancia y complejidad de la enseñanza a niños pequeños y en los primeros grados)
▸ Apela a incentivos y motivaciones externas
(puntajes, ascenso, escalafón, mejoras salariales, etc. antes que al objetivo mismo del aprendizaje y la realización profesional de los docentes)
▸ Se dirige a docentes individuales
(no a grupos o equipos de trabajo, o a la escuela como institución)
▸ Se realiza fuera del lugar de trabajo
(típicamente, se saca al docente de su escuela, en vez de hacer de la escuela el lugar de formación y aprendizaje permanente)
▸ Es puntual y asistemática
(no es parte de una política y una estrategia de formación y actualización continuas del magisterio, vinculada a su práctica docente)
▸ Se centra en el evento - curso, seminario, conferencia, taller - como la modalidad privilegiada y hasta única de formación
(desconociendo o viendo como secundarias otras modalidades: intercambio horizontal entre pares, trabajo en grupos, círculos de estudio, pasantías, viajes, autestudio, educación a distancia, etc.)
▸ Disocia gestión administrativa y gestión pedagógica
(lo pedagógico se considera patrimonio de los docentes y lo administrativo de los administradores, desconociendo la necesidad de desarrollar competencias integrales para ambas funciones)
▸ Disocia contenidos y métodos (saber la materia y saber enseñar) y privilegia los contenidos
(ignorando la necesaria complementariedad de ambos saberes y la importancia del saber pedagógico para el perfil y la práctica docentes)
▸ Considera la educación/ formación como un asunto formal, revestido de seriedad y solemnidad
(despreciando la importancia de crear un ambiente informal, relajado, apto para el diálogo, la comunicación, la diversión, el juego)
▸ Está centrada en el punto de vista de la enseñanza: enseñar como objetivo
(antes que en el punto de vista del aprendizaje: lograr aprendizajes significativos entre los alumnos y entre los propios docentes)
▸ Ignora el conocimiento y la experiencia previa de los docentes
(en lugar de partir de ellos para construir sobre ellos)
▸ Está orientada a mostrar y corregir debilidades
(antes que a identificar, valorar y reforzar fortalezas)
▸ Es academicista y teoricista, centrada en el libro
(niega la práctica docente como espacio y materia prima para el aprendizaje)
▸ Se basa en el modelo frontal y transmisivo de enseñanza
(la enseñanza como transmisión de información y el aprendizaje como digestión pasiva de dicha información)
▸ Es incoherente con el modelo pedagógico que se propone a los docentes para su práctica
(se les pide promover pedagogías activas, la participación, el pensamiento crítico, la creatividad, que no experimentan en su propio proceso de formación)


* Tomado y adaptado de: Rosa María Torres, Formación docente: Clave de la reforma educativa, en: UNESCO-OREALC, Nuevas formas de aprender y enseñar, Santiago, 1996.

Sugestão de atividade com o jornal: meio ambiente e cidadania

Compartilhamos abaixo dica de atividade com jornal do programa A Tarde Educação, do jornal A Tarde (BA). Você pode buscar uma matéria sobre o tema meio ambiente que tenha sido publicada em algum jornal de sua cidade e fazer as adaptações necessárias!

Modalidades: Ensino fundamental 1 e 2 e ensino médio

Tema transversal: Meio ambiente

Áreas do conhecimento: Ciências/biologia, português, geografia, história

Conteúdo: meio ambiente e da cidadania

Matéria: “Frequentadores do Costa Azul reclamam de abandono do local”

Propostas de atividades:
Levar os alunos a uma praça local e neste lugar pedir para que eles leiam a matéria de A Tarde e possam fazer uma comparação entre o Costa Azul e aquela praça em que eles estão.

Utilizar este material como base para que os alunos produzam redações que trabalhem com estes dois temas.

Pedir também que eles observem quais os danos que o abandono causam ao meio ambiente, como surgimento de animais venenosos, a questão do mau cheiro. Além disso, tratar também dos danos que são causados à geografia local, como as dificuldades quando ocorrem chuvas, alagamentos, danificação do solo.

E ainda pode-se sugerir aos alunos que busquem em livros ou pela internet como era o local antes de se transformar em parque, ou como era o parque antes do abandono.

A partir de todas essas abordagens, é interessante colocar questões como:

  • A importância de se preservar o meio ambiente no mundo atual, marcado pelo progresso técnico-científico, mas ao mesmo tempo, marcado também pela degradação do meio ambiente.

  • Como a sociedade que está em volta do lugar (ou lugares) em questão podem contribuir de maneira que possam ajudar a preservar aquele lugar.

  • Os prejuízos que são causados à sociedade, e não só àquela que está próxima ao local, mas a sociedade como um todo, que sofre com a destruição do meio ambiente.

Chame atenção para o trecho em que a aposentada Angélica Soares fala sobre o local. “Dá uma tristeza ver toda essa paisagem degradada, sem atenção”.

Destaque também o trecho que fala sobre como o espaço era. “Segundo Luiz Paulo, o local funcionava como um antigo viveiro de plantas, usadas para ornamentar o interior e os arredores do parque”.

A partir disso, é interessante contextualizar com conteúdos presentes no dia a dia dos alunos, como a questão do meio ambiente, tratada em biologia e geografia, ver o tipo de relevo do local.

Além disso, os alunos podem treinar seu poder de argumentação com uma redação, onde trabalhem com este tema expondo suas opiniões.

Por fim, é importante deixar bem claro a relevância de mantermos o meio ambiente, de modo que a convivência humana não necessite destruir o espaço natural, mas que ambos convivam de maneira que um contribua com o outro. E que a sociedade tem um papel importante neste processo, não penas os governantes, mas todos podem dar sua contribuição para que a convivência social torne-se mais agradável e o meio ambiente se já preservado.

Fonte: Jornal A Tarde, 14 de fevereiro, Primeiro Caderno, página A5.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Ecofuturo lança 7º Concurso Cultural Ler e Escrever é Preciso. Programa Jornal e Educação é parceiro!

O Programa Jornal e Educação é parceiro do 7º Concurso Cultural Ler e Escrever é Preciso, do Instituto Ecofuturo. veja mais informações sobre o concurso abaixo. Anime-se e participe. As inscrições começam em 1º de março.
Com o tema “Vamos Cuidar da Vida”, o Instituto Ecofuturo lança o 7º Concurso Cultural Ler e Escrever é Preciso. Cerca de 70 mil escolas, 6 mil bibliotecas públicas e comunitárias e 800 organizações sociais em todo o Brasil foram convidadas a ler, conversar e escrever sobre os cuidados com a vida, de forma alegre, leve e inteligente.

A 7ª edição do Concurso será realizada 100% via internet. O site com as informações, o Passo a Passo para as escolas analisarem e selecionarem os textos mais expressivos e bem escritos que as representarão no Concurso e as instruções sobre Como Participar já está no ar. As inscrições abrem em 1º de março. No site do Concurso também há a Biblioteca Virtual, espaço com diversos materiais de referência que conta com publicações inéditas, produzidas especialmente para o projeto, além do Livro do Professor.

Com pesquisa e texto produzidos pela educadora Maria Betânia Ferreira, o Livro do Professor contextualiza como o tema pode ser tratado de forma atraente, intensa e criativa em cada uma das categorias previstas no Concurso, tudo pensado de forma muito cuidadosa, respeitando as características dos tipos diferenciados de público, seus desafios, necessidade e as facilidades de cada faixa etária. Estas informações são entrelaçadas por referências literárias, que são a base privilegiada de leitura e de reflexão nesta edição do Concurso.

Para contribuir com o clima de entrosamento e muito bate-papo em sala de aula, a escritora Heloisa Prieto foi convidada a resgatar o sentido de cuidado presente nas redações premiadas nos seis Concursos anteriores para compor o livro “Fazendo mágica com as palavras”: um material inédito e precioso para o professor, pois lá estão depoimentos de fonte direta sobre o que pensam, sentem e como se expressam as atuais gerações.

A publicação “Cuidados com a vida” foi idealizada para oferecer amplitude de reflexão sobre o tema aos participantes: 20 escritores e personalidades que fazem a diferença foram convidados a escrever sobre como o cuidado está presente em suas vidas pessoais e profissionais. Nesse livro, o rabino Nilton Bonder, a chef de cozinha Carla Pernambuco, o neonatologista Carlos Eduardo Ferreira, o filósofo Mario Sergio Cortella, a psicóloga, publicitária e deputada federal Mara Gabrilli, o astrólogo Osmar Quiroga, o velejador Lars Grael e muitos outros contribuem com a percepção sobre as diversas formas de cuidado que podemos ter com a nossa vida, a vida do outro e a vida do planeta.

A proposta do Ecofuturo é promover o pensamento, o bate-papo, e ouvir de fonte direta o que pensam crianças, jovens e adultos sobre os cuidados com a vida, partindo do princípio de que somos coautores de tudo o que ocorre ao nosso redor e, portanto, de uma vida melhor, sustentável e mais gentil: coisa que se faz no dia-a-dia e no detalhe de cada gesto.

Categorias e gêneros de texto
Na 7ª edição do Concurso podem participar crianças e jovens que estiverem cursando séries do ensino fundamental I, ensino fundamental II e ensino médio, estudantes das Escolas de Jovens e Adultos (EJA), professores e, pela primeira vez, profissionais de biblioteca e educadores sociais.
Todo o material de apoio incentiva à busca por fontes de referências que possam ser discutidas em sala de aula e usadas no esclarecimento de conceitos e idéias para a produção dos textos.


Para esta edição, a primeira totalmente realizada em ambiente virtual, a expectativa é atingir milhares de pessoas em todo o Brasil. Na última edição, realizada em 2007, cerca de 550 mil alunos foram impactados e 30 mil redações foram recebidas. Os 60 melhores textos, junto com 600 pérolas (fragmentos de texto que tocam o leitor) foram publicados no livro “Inventário do que Podia Ser Bem Melhor e Será o Melhor Lugar do Mundo”. Esta e todas as demais publicações realizadas pelo projeto estão disponíveis para consulta e download no site
www.ecofuturo/concursocultural.

Seleção dos textos e premiação
Um grupo seleto de jurados, formado por especialistas de diversas áreas de atuação profissional e formação, analisará os materiais que chegarem ao Ecofuturo na busca dos textos que mais brilharam em originalidade e criatividade. Trata-se de um olhar gentil que procurará salientar os textos que desvelam um pouquinho da própria essência de seu autor.

Os autores das 60 redações que melhor traduzirem o conceito sobre os cuidados com a vida ganharão um notebook e uma coleção de clássicos da literatura, além de receberem certificado, troféu e terem seus textos publicados em livro, a ser lançado pelo Instituto Ecofuturo. Os vencedores serão conhecidos durante evento cultural que acontecerá em São Paulo.

Inscrições
O site com as informações e os materiais de referência para a produção dos textos já está no ar. As inscrições poderão ser feitas no período de 1º de março a 30 de junho também pelo site.

Patrocinadores e Parceiros
O Concurso Cultural Ler e Escrever é Preciso é realizado pelo Instituto Ecofuturo e conta o patrocínio da Suzano Papel e Celulose, apoio do Ministério da Cultura, por meio da lei de incentivo à cultura, da EKA Chemicals, White Martins e Eternit.


A iniciativa conta com a parceria institucional da Associação Nacional de Jornais (ANJ), através do Programa Jornal e Educação e Organização dos Estados Ibero Americanos, com outros parceiros como: Ministério do Desenvolvimento Social; Ministério da Educação, pelo Plano de Mobilização Social; Fundação Manoel Pedro Pimentel (Funap); Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo; Fundação Bradesco; Fundação Gol de Letra; Aliança pela Infância; Todos pela Educação; Instituto C&A; Centro de Voluntariado de São Paulo; Alfabetização Solidária; Instituto de Co-Responsabilidade pela Educação (ICE); Instituto de Desenvolvimento da Educação (IDE) e Editora Paulus.

Sobre o Instituto Ecofuturo
O Instituto Ecofuturo é uma organização social de interesse público criada e mantida pela Suzano desde 1999. Para o Ecofuturo, a palavra é a ponte para a sustentabilidade, por isso, investe no Programa Ler é Preciso, por meio do qual promove a leitura e a escrita entre crianças, jovens e adultos em nível nacional. Também realiza projetos que promovem o desenvolvimento de práticas de gestão sustentável em reservas naturais e centros urbanos, como o Parque das Neblinas e o Programa Investimento Reciclável (PIR).


Fonte: Instituto Ecofuturo

Análise de tirinhas - resumo do resumo

O texto abaixo é de nosso querido colega professor Ezequiel Theodoro da Silva. Temos certeza que você vai gostar. Boa leitura!

Por Ezequiel Theodoro da Silva
A habilidade de resumir se coloca na categoria das habilidades reorganizacionais de leitura, ao lado do esboçar ou esquematizar e sintetizar. Como toda habilidade, ela precisa de prática para ser desenvolvida e assimilada pelo leitor; quer dizer, o professor precisa desafiar os estudantes para o seu domínio através da apresentação de várias atividades de resumir.

O resumir envolve a competência escrita de "condensar", ou seja, exprimir idéias com um número menor de palavras.

Certa vez me perguntaram a diferença entre resumir e sintetizar, e eu respondi: "O leitor resume 01 (um) texto, mas sintetiza vários textos. Por isso mesmo, isto é, por envolver o estabelecimento de relações, a habilidade de sintetizar pode ser considerada muito mais complexa e exigente ao leitor-escritor.

Recomendo que o ensino das habilidades reorganizacionais de leitura ocorram a partir do estudo de textos informativos (dissertativos, noticiosos, etc) mesmo porque o resumo de textos artísticos, como os de literatura, pode ser complicado, a menos que o professor pretenda que os alunos apresentem, por exemplo, enredo da história de forma reduzida (condensada).

Aprende-se a resumir resumindo! Por isso mesmo, não adianta teorizar sobre "como fazer resumos" - é necessário, isto sim, apresentar textos para serem resumidos concretamente e deixar os estudantes pratiquem a habilidade até a sua completa assimilação.

Retomando o teor da nossa tirinha (acima), é também importante saber os limites do exercício de resumir de modo que as atividades não se transformem em verdadeiras ginásticas mentais de redução de conteúdos ou de contagem de palavras, à moda cartesiana.

Programa leva professores da educação básica para capacitação na Inglaterra

Estão abertas até o dia 24 de março as inscrições para o novo programa de cooperação internacional “Aprofundando a Análise da Docência e Liderando a Aprendizagem”. Resultado de uma parceria entre a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o Instituto de Educação da Universidade de Londres (IOE), a iniciativa tem como foco a qualidade da formação de educadores que atuam na educação básica e dos professores que qualificam esses profissionais.

O objetivo com esta parceria é oferecer aos professores da educação básica a oportunidade de aperfeiçoamento profissional por ações de cooperação internacional, uma estratégia já adotada com sucesso na qualificação de docentes e pesquisadores da pós-graduação.

O programa prevê a seleção de até 45 participantes e é composto pelos módulos Aprofundando a Análise da Docência (Understanding Teaching – UT) e Liderando a Aprendizagem (Leading Learning – LL). Ambos têm a carga horária de 30 créditos, o que corresponde a um módulo do curso de mestrado da Universidade de Londres.

Os recursos financeiros destinados a custear as despesas com hospedagem, alimentação e deslocamento interno na etapa internacional do programa de capacitação ficarão a cargo da Capes. Além disso, também serão custeados o seguro saúde, o auxílio deslocamento terrestre nacional, a passagem aérea, bem como o pagamento das taxas escolares.

O IOE também é parceiro da Capes na coordenação do
Programa de Ensino de Inglês como Língua Estrangeira, que promove a capacitação de professores da rede pública de educação básica brasileira na Inglaterra. Ambos são coordenados pela Diretoria de Relações Internacionais (DRI) da Capes.

O edital pode ser acessado aqui!

Fonte: Blog Educação e CAPES

Professores digitais

Reproduzimos abaixo, artigo de Gilberto Dimesntein publicado no Portal Aprendiz. Boa leitura!!!

Por Gilberto Dimenstein
Quando encontra dificuldade para ajudar o filho na lição de casa, Bill Gates aciona o professor Salman Khan. "Tudo fica fácil", diz Gates, que, nos últimos anos, vem gastando dezenas de milhões de dólares em sua fundação para descobrir novos jeitos de educar.

Filho de família da Índia e de Bangladesh, Khan tem um currículo capaz de impressionar qualquer gênio: no MIT (Instituto Tecnológico de Massachusetts), fez matemática, engenharia elétrica e ciência da computação; em Harvard, administração. Mas o que impressiona mesmo Gates é o valor das aulas: são de graça e acessíveis a qualquer um - aliás, neste momento, se quiser, você também pode entrar na internet e receber as mesmas aulas.

Khan foi um dos personagens que influenciaram Gates a escrever um texto em que sugere a substituição dos professores convencionais por aulas, acompanhadas de exercícios, gravadas com recursos multimeios por professores como Khan e distribuídas para todos. "É melhor uma boa aula desse tipo do que as dadas por professores medíocres", provoca o criador da Microsoft.

Muita gente está levando a sério a possibilidade de as novas tecnologias exterminarem o professor como o conhecemos. Haveria uma radicalização do ensino a distância. Já há recursos para que um curso seja dado sem interferência humana. As aulas são gravadas e todos os debates, exercícios e notas são feitos por um programa de computador.

Autor da ideia de um computador por criança, Nicholas Negroponte me disse que está preparando uma experiência para ser lançada em comunidades da África e da Ásia que têm alto índice de analfabetismo. Quer deixar num lugar público computadores conectados à internet para ver como e se as crianças conseguem aprender a ler e a escrever sozinhas. "Cada vez mais o conhecimento vai ser transmitido fora da sala de aula", comentou.

Esse tipo de recurso pode ajudar muito os alunos, especialmente os mais pobres, mas duvido que possa atingir a excelência sem que se viva num ambiente criativo, estimulante, com trocas entre alunos e professores motivados. Qualquer um pode acessar aulas do MIT ou de Harvard, entre outros grandes centros de ensino. Outra coisa é entrar num laboratório e acompanhar, por exemplo, o nascimento de um carro capaz de estacionar sozinho. Esse projeto é desenvolvido no AgeLab, que se dedica a criar produtos e serviços para idosos. Já está criando roupas e acessórios para os mais velhos evitarem acidentes.

Estou aqui em Harvard experimentando uma poderosa combinação do virtual com o presencial, num curso sobre experiências educativas internacionais. Cada aula se transforma num fórum na internet entre os estudantes, conduzido por três monitores. Daí surgem outros fóruns autônomos para cada comentário. Para aprofundar as questões, a classe, separada em três grupos, reúne-se presencialmente.

O professor mistura as aulas expositivas com depoimentos de convidados do mundo inteiro, que, a distância, ilustram os textos curriculares. Um explica como usa a tecnologia para melhorar o ensino em áreas rurais da Índia, outro conta como cria bibliotecas em remotas vilas da Ásia ou da África. Depois da exposição, os convidados respondem às questões dos estudantes. Tudo é gravado e postado na rede.

Tecnologia alguma, porém, supera o entusiasmo de um professor como Fernando Reimers. Ele viaja pelo mundo para conhecer experiências educacionais e participa de algumas delas. Não há software capaz de competir com essa paixão.

O que veio para ficar foi o fato de as informações circularem, criando a possibilidade de que o mundo se converta numa imensa comunidade de aprendizagem. Existem sinais por todos os lados.

Um dos negócios que prosperam no mundo digital são páginas abertas a perguntas que são respondidas por leitores. A diferença agora é que empresas estão contratando especialistas para dar respostas quase imediatamente. Há redes sociais em que se podem aprender todas as línguas importantes. Em outras páginas, são ensinadas expressões e gírias que acabam de surgir. Aprende-se espanhol com alguém que está na Argentina ou na China.

O que vai mudar é que o professor que despeja automaticamente os conteúdos será mesmo dispensável, pois será mais caro e menos eficiente do que uma tela de computador.

PS- Coloquei no www.catracalivre.com.br os links desta coluna: o AgeLab, o MIT, o ensino de línguas, as aulas do professor Khan, as redes sociais para o aprendizado dos idiomas e os cursos gratuitos de universidades.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Primeira turma de Educomunicação da USP

Veja abaixo lista dos nomes dos aprovados no primeiro vestibular da FUVEST para o curso de Educomunicação da USP. Parabéns a essa primeira turma que terá muito a contar e a ensinar a todos nós.

CARREIRA 227-Licenciatura em Educomunicação

CURSO 55-Licenciatura em Educomunicação

Aline Neves Nakayama
Antonio Batista da Silva Oliveira
Antonio Reinaldo Navarro
Beatriz Truffi Alves
Carlos Henrique de Oliveira
Cleyton Vieira do Nascimento
Eduardo Alves de Moraes
Evelyn Medeiros Kazan
Fabio Rogerio Nepomuceno
Flavia Dos Santos Silveira
Gianandrea Zelada
Giuliano Dallari Colombo
Guilherme Manarin
Isabela Rosa da Silva
Joao Paulo M. de Almeida
Larissa de Paula Silva
Leandro Augusto Costa
Luciana Keiko Tamaoki
Luiz Roberto Bueno Junior
Maria da Gloria Silva Gordo Marcondes
Mateus Vellardi Fujimoto
Mauricio da Silva
Pedro Gama de Macedo Fernandes
Renan de Jesus Soares
Roberto Cabral da Silva
Rodrigo Marinangelo de Vasconcellos
Thamara Chrystina de Andrade
Victor Hugo da Silva Vasconcellos
Wendel de Souza Formoso
Wilson Biancardi Lopes