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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Cantinho dos gêneros textuais

Veja abaixo proposta da professora Ana Maria, da Escola Domingos Matias, do município de Paracuru, no Ceará, para trabalhar com gêneros textuais. Ela fez o trabalho com o apoio da supervisora escolar Jacqueline.

Ambas (na foto ao lado) fazem parte do programa O POVO na Educação, desenvolvido pelo jornal O POVO. O texto foi publicado no jornal, no dia 22/01.

"Nas salas de aula o material reservado à leitura geralmente é encontrado somente nas salas de educação infantil. Por que esse material tão importante some das demais salas, dificultando o acesso dos alunos que crescem e avançam nas séries, deixando um vazio?

Pensando nisso, a professora Ana Maria, juntamente com a supervisora escolar Jaqueline, da Escola Domingos Matias, do município de Paracuru, propôs uma atividade que envolve todos os alunos. Sabe do que estou falando? De um caixa, que passará a ser o Cantinho dos Gêneros Textuais, onde ficam armazenados diversos tipos de textos que podem ser lidos por todos da sala, e até mesmo por toda a escola.

Conteúdo:
Leitura e Produção Textual.

Objetivos:
Incentivar a prática da leitura e da escrita;
Proporcionar momentos de oralidade;
Trabalhar a socialização e a interação dos alunos.

Materiais necessários:
Exemplares do O POVO;
Cartolina de diversas cores;
Canetinhas coloridas;
Lápis de cor;
Gravuras encontradas no jornal.

Desenvolvimento
1º PASSO
Explique aos alunos sobre o que se trata o trabalho, e que através da participação deles, a turma ganhará um material que ficará por muito tempo na sala como fonte de pesquisa. Fale do que se trata a caixa dos gêneros textuais, e que ela terá textos dos mais variados tipos para leitura. Todos ficarão super animados em querer contribuir com os gêneros que mais se identificam. os textos serão armazenados na caixa e os alunos poderão compartilhar comentários entre si após cada atividade de leitura.

2º PASSO
A atividade pode ser feita por todos os alunos com a orientação do educador. O próximo passo é avisar que essa caixa ficará durante todo o ano letivo na sala, para que possam usufruir sempre que precisarem. É importante que o professor apresente exemplos de gêneros textuais que são encontrados no jornal. Fica a critério dele utilizar uma aula completa para apresentar esses gêneros, para que não fiquem dúvidas.

3° PASSO
Quando todos já souberem identificar os gêneros, divida a turma em equipes de no máximo seis alunos, e entregue exemplares do O POVO. As equipes ficarão livres para escolherem os próprios textos, ou o professor pode definir um gênero específico para a pesquisa, por
exemplo, uma equipe fica com as Charges, outra com o Artigo de Opinião, a próxima com a Crônica, e assim os gêneros vão sendo identificados.

4° PASSO
Escolhidos os textos, é hora de recortá-los e colar na cartolina para facilitar o manuseio.Em seguida, dev-se armazená-los na caixa para uma futura leitura.

5º PASSO
O educador pode lançar o convite para os alunos que queiram decorar a caixa onde os textos serão armazenados. Nesse momento, vale deixar fluir a criatividade, usando lápis de cor, canetas coloridas, e gravuras encontradas no jornal. A caixa deve ser bem reforçada, pois terá
que permanecer na sala, durante o ano inteiro.

FINALIZAÇÃO
Com a caixa pronta e os textos armazenados nela, o professor pode fazer várias atividades.Uma delas é pedir para que eles identifiquem os gêneros que ali estão, fazer momentos de leitura com toda a turma e pedir para que comentem sobre os textos que leram. Enfim, é só deixar a criatividade tomar conta do ambiente e fazer várias atividades que envolvam escrita, oralidade e bastante leitura.

AVALIAÇÃO
Observe o grau de entendimento da turma em relação aos gêneros textuais e como os alunos se comportaram trabalhando em equipe. O professor pode também observar a oralidade da turma,
quando os alunos forem comentar sobre os textos que leram.

Fonte: O POVO na Educação/ Foto: Emanuel Costa - 22/01/2011

Programas Jornal e Educação pelo mundo


Legenda: Gavin O´Rilley, da WAN, entrega o troféu à professora Maria de Lurdes, da E.M. Fulton Vitel B. de Macedo

Quer saber o que aconteceu em 2010 com os jornais que possuem Programa Jornal e Educação no mundo? Abaixo, algumas ações de vários países discutidas durante encontro do Comitê Young Readers da WAN (Associação Mundial de Jornais) que aconteceu em outubro do ano passado, em Paris.

O Programa Jornal e Educação da Associação Nacional de Jornais, do Brasil, faz parte do comitê desde 2008. É a primeira vez que o país participa desse grupo internacional.
BRASIL
Uma turma de alunos da 4ª série, da E.M. Fulton Vitel B. de Macedo (Ponta Grossa/PR), fez um jornal escolar (Voz da Liberdade) sobre liberdade de imprensa e ganhou o primeiro “Prêmio para Jornal Escolar sobre Liberdade de Imprensa 2010”, entregue pela WAN-IFRA’s à professora que coordenou o trabalho. Foi a primeira vez que a WAN lançou um concurso internacional de jornais escolares e o Brasil, o primeiro país a receber o prêmio. A escola faz parte do programa Vamos Ler, desenvolvido pelo Jornal da Manhã, de Ponta Grossa (PR). A liberdade de imprensa foi um tema trabalhado pelos Programas de Jornal e Educação brasileiros em 2010. O assunto deve ser retomado este ano e tornar-se um tema de debates com educadores e estudantes.

Para divulgar o prêmio, a Associação Nacional de Jornais criou um placemat. Ele vai servir de modelo para destacar as várias ações com jovens leitores realizadas no país. O tema para o próximo placemat será como os jovens podem criar seu próprio jornal na escola. A ideia é oferecer o placemat para editores de jornal, onde eles mesmos podem publicar nas suas edições, ou distribuir em escolas e bibliotecas.

LUXEMBURGO

Depois de anos de negociação com o Ministro da Educação, Luxemburgo teve sua primeira Semana de Imprensa na Escola, que aconteceu de 19 a 23 abril de 2010. O evento foi planejado para as escolas de ensino médio de Luxemburgo e se caracterizou como um programa homogêneo com o tema: Quem faz a informação?

O modelo CLEMI*, agora na sua 22ª edição da Semana de Imprensa e Mídia na Escola, foi a inspiração para Luxemburgo, e as equipes de ambas as organizações estiveram em contato regularmente para criar as diretrizes pedagógicas que foram usadas.

Editoras pagaram por uma grande campanha publicitária por aproximadamente dois meses antes da Semana. Flyers foram distribuídos em todas as escolas e uma página especial na internet foi criada para que os professores pudessem acessar os materiais. A segunda Semana da Imprensa está agendada para a semana de 2 a 6 de maio de 2011, em Luxemburgo. A esperança é que o programa também consiga atingir escolas de ensino fundamental.

*CLEMI – Centre de Liaison de l’Enseignement et des Moyens d’Information, cuja sede fica em Paris, França. Fundado há mais de 20 anos, o CLEMI é uma entidade oficial, ligada ao Ministério da Educação francês, e tem por objetivo ‘promover, sobretudo por meio de ações de formação, a utilização pluralista dos meios de informação dentro do ensino a fim de favorecer uma melhor compreensão pelos alunos do mundo que os cerca, por meio do desenvolvimento de seu senso crítico’.

SUÉCIA
Através do programa de Mídia na Educação, ‘Mediekompass’ (Media Compass), a Associação de Jornais da Suécia lançou uma campanha para ajudar jovens a definirem regras midiáticas em uma democracia, para dar direção dentro do labirinto de informações que eles consomem diariamente.

Os organizadores da campanha perceberam que, embora eles absorvam o conteúdo vorazmente, muitos jovens suecos têm pouco entendimento de como a mídia realmente funciona. Além disso, muitos não dão valor à ideia de liberdade de expressão ou de imprensa, especialmente porque moram em um país que possui uma das mais liberais leis de imprensa.

Um dos eventos de grande alcance dessa campanha de conscientização foi um encontro sobre liberdade de expressão que atraiu 700 estudantes entre 15 e18 anos para um debate com importantes produtores de mídia suecos. Durante o encontro os estudantes foram estimulados a dar sua opinião sobre o que liberdade de expressão e liberdade de imprensa significa. Isso ocorreu através de uma série de exercícios interativos que incluíram questões problemáticas como: ‘Você acha que todos deveriam ter o direito de dizer e escrever qualquer coisa que quisessem?’; ‘Um jornal deveria ter a permissão para publicar qualquer notícia que quisesse?’

Foram feitas muitas discussões com os jovens antes do principal encontro, na esperança que eles entendessem melhor conceitos como censura, proteção de fontes e o direito de acesso a documentos públicos. O programa também forneceu materiais para os professores trabalharem em sala de aula.

Materiais didáticos para alunos de 9 a 13 anos também foram produzidos, mas oficinas para este grupo ainda não acontecem. No próximo ano, o Projeto está planejando incluir workshops para mil estudantes, em parceria com o jornal ‘Göteborgs-Posten’.

ESTADOS UNIDOS
Nos EUA, onde programas de Jornal e Educação (PJE) atendem 10 dos 55 milhões de estudantes que frequentam a escola, a “Newspaper Association of America Foundation” (Associação de Jornais da Fundação América) apresentou vários projetos que visam intensificar o alcance e o impacto dos PJEs. Por exemplo, a Fundação alcançou os novos professores que cresceram na era digital, conduzindo grupos focais para avaliar como eles interpretam e usam os materiais de PJE.

A Fundação trabalha principalmente com coordenadores de PJE, e eles notaram que existe pressão nas escolas para aumentar padrões, o que foi citado em um recente documentário, “Waiting for Superman” (Esperando o Superman) que analisa a fundo a educação pública nos Estados Unidos e compara com a de outros países. Outras iniciativas incluem o Projeto “Connecting the Dots” (Ligando os Pontos) que procura examinar 14 estudos que a Fundação vem realizando há anos para determinar os pontos em comum do impacto do jornal na sala de aula e como os jovens se relacionam com os produtos midiáticos.

A Fundação enfatiza também que uma inesperada transformação ganhou lugar em alguns programas ao mudar da tinta no papel para edições eletrônicas. Jornais líderes como “Gannett”, “McClatchy” e “Tribune” já mudaram para edições eletrônicas e as regras que controlam a circulação também aparecem como assunto de alguns desafios. Estas iniciativas irão ajudar as organizações a atrair jovens leitores.

Outro estudo da Fundação está olhando para a atual situação dos PJEs e o conteúdo de programas para jovens versus onde eles estavam dez anos atrás. A organização também lançou uma história em série, em Inglês e Espanhol, para ser usada no Dia Internacional da Alfabetização e durante o “Hispanic Heritage Month” (Mês do Patrimônio Hispânico), de 15 de Setembro a 15 de Outubro. A história, de seis capítulos, exemplifica um dos caminhos da Fundação para alcançar os jovens da comunidade de imigrantes espanhóis através da diversidade de seus programas. Estudos mostram que os PJEs são úteis nos lares onde o inglês não é a primeira língua.

A Fundação trabalhou com o “Poynter Institute”, na Flórida, alcançando outros grupos também, como “American Society for Curriculum Development” (Sociedade Americana de Desenvolvimento de Conteúdo) e editores de livros infantis.

BÉLGICA
Na Bégica, a associação de jornais “Ouvrir Mon Quotidien” ou o programa “Abra Meu Jornal” continua fornecendo fortes argumentos para convencer os editores a distribuírem o máximo possível de exemplares de jornais para as escolas, e para o governo apoiar o esforço. O programa iniciou em Setembro do ano passado (2010) e jornais foram enviados às escolas durante as duas primeiras semanas de aula depois de uma `atraente` campanha publicitária.

Depois dessa campanha inicial de conscientização, escolas de ensino médio podem se inscrever para continuar recebendo os exemplares, que são aproximadamente 18 por escolar todos os dias. Através deste planejamento, jornais e exercícios relacionados são feitos para avaliar os estudantes em 73% de escolas de ensino médio de língua francesa. Um subsídio do governo paga por 1 milhão de cópias a serem entregues nas escolas a cada ano. Esse número conta no índice de circulação nacional.

Escolas de ensino médio podem se inscrever em todos os jornais diários por um ano. Escolas de ensino fundamental devem escolher dois títulos por cada sala de aula. A coordenadora é a encarregada de receber e distribuir os exemplares na escola. Os websites dos jornais também estão disponíveis para os estudantes e são frequentemente usados em exercícios com o objetivo de comparar e contrastar aspectos das notícias.

FRANÇA
O conselheiro do Ministério da Cultura da França, contou para um grupo de repórteres que a iniciativa do governo de oferecer assinaturas gratuitas de um jornal por semana, pelo período de um ano, para jovens de 18 a 24 anos, provou que o jornal em versão impressa era ainda atrativo e vivo entre os jovens.

Vincent Peyrègne, conselheiro do Ministro da Cultura e Comunicação, falou com emoção sobre o atual “Mon Journal Offert” (Meu Jornal Gratuito) projeto anunciado em Janeiro/2010. Dentro de quatro dias, a imprensa anunciava a extensão da iniciativa, jornais receberam 112.000 pedidos de assinaturas para o “Mon Journal Offert”.

Outros envolvidos na iniciativa do governo ficaram encarregados de providenciar o pano de fundo e discutir o progresso do programa desde que começou em 2005. Em 2006, 41 jornais locais se juntaram ao esforço para oferecer assinaturas gratuitas uma vez por semana por um ano. De 2006 a 2009, somente jornais locais estavam envolvidos, com 70.000 novas assinaturas. Mas, aproximadamente um ano atrás, jornais nacionais aderiram também. Já são 62 jornais envolvidos.

O governo oferece um subsídio de 5 milhões de Euros por ano para o projeto mas, para os editores não relaxarem com apenas isso, eles são motivados a investir na educação dos mais jovens. Para o conselheiro francês, os editores devem encarar isso como um assunto estratégico.

“Ouest-France”, um diário regional francês, usou essa visão do governo como um trampolim para fortalecer seu próprio compromisso com os jovens leitores. O jornal, considerado o mais lido no mundo, redobrou seus esforços com projetos cujo alvo é promover a democracia, encorajando jovens leitores de jornal a votar, e outros projetos que tentam atingir pessoas em todos os segmentos da sociedade com o objetivo de combater a fragmentação das classes sociais. A meta primordial foi criar um encontro semanal que motivasse os jovens a desenvolver o hábito de ler de jornal.

Analisando os resultados do projetro “Mon Journal Offer”, a companhia de pesquisa Patrick Klein fez uma enquete com 2.523 jovens para estabelecer o perfil dos assinantes ou daqueles que tiveram o interesse de assinar. A pesquisa mostrou que 42% dos jovens já eram realmente interessados no que estava acontecendo no mundo. Surpreendentemente, aproximadamente 62% estavam lendo jornal uma ou duas vezes por semana.

ALEMANHA
Apesar de enfrentar uma exorbitante retração econômica, os jornais Alemães não diminuíram seus esforços para atingir os jovens leitores. Eles não iniciaram novos Projetos, mas também não pararam os que já existem.Em North Rhine Westphalia, um dos 16 estados da Alemanha, todas as escolas de Ensino fundamental com alunos na faixa de 14-15 anos, poderão receber jornais gratuitos por dois meses graças a um projeto iniciado por editores naquela região.

Todas as 53 editoras de NRW fazem parte desta ação. Quando um Projeto similar iniciou quatro anos atrás, o objetivo era beneficiar apenas estudantes em desvantagem, mas no escolar de 2010/2011 ganhou maiores proporções. De acordo com as últimas estimativas, as chances são do projeto beneficiar aproximadamente 240.000 estudantes entre 14-15 anos, que irão receber um jornal [individual] durante dois meses por mais de dois anos. Como parte de um outro projeto, uma força tarefa está explorando uma plataforma onde as editoras possam divulgar informações sobre seus esforços, bem como conseguir informação de outros. O plano é montar uma equipe comercial, com uma ou duas pessoas, cujos salários serão pagos anualmente pelas editoras participantes. Pelo menos 30 a 50 empresas precisarão participar para que a ideia possa sair do papel.

HUNGRIA
A Associação de Jornais da Hungria publicou uma adaptação de um concurso que aconteceu no Chile. Eles pediram para que as crianças escolhessem um personagem nacional (um político, ator, atleta, etc.) e escrevessem uma pergunta para essa pessoa, para uma entrevista. Os vencedores do concurso “Você é único para mim” tiveram a chance de entrevistar ao vivo seu herói nacional, e os jornais publicaram as entrevistas. Eles também foram convidados especiais para participar de um festival de imprensa. O projeto foi sucesso.

Fonte: WAN/ Tradução: Talita Moretto / Em itálico, grifo nosso

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Mon Journal Offert

O programa Mon Journal Offert, do Ministério da Cultura e da Comunicação da França, em parceria com as empresas jornalísticas locais, dá gratuitamente a jovens de 18 a 24 anos uma assinatura anual de um jornal (um dia na semana). A ideia é estimular que aqueles jovens que estão saindo da casa dos pais, começando sua vida profissional, percebam a importância do jornal e de estar bem informados.

O vídeo abaixo foi produzido pelo jornal Ouest France, um dos mais respeitados jornais locais franceses, que também faz parte do Mon Journal Offert. Ao todo, cerca de 200 mil jovens franceses têm seu jornal toda semana por causa do programa. E os jornais, por sua vez, capricham naquele dia em que o jornal vai para os jovens, criando, inclusive, suplementos, páginas e matérias especiais que devem interessá-los, como mercado de trabalho, estágio, postura em entrevistas de emprego, etc.

Já pensou se no Brasil tivesse algo parecido?



Fonte: culturamidiaeducacao.blogspot.com

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O Diário na Escola completa 10 anos de existência

O programa O Diário na Escola, do jornal O Diário do Norte do Paraná, completa 10 anos em 2011. Com a coordenação de Ricardo Pastorelli o programa tem ajudado a formar leitores em Maringá (PR) e cidades vizinhas. Confira abaixo matéria de Fernanda Accorsi.

Fernanda Accorsi

"O Diário na Escola", de Maringá, no Paraná, completa 10 anos de trabalho envolvendo Comunicação, Educação, leitura e cidadania. Apostando no potencial dos educadores e com a credibilidade de empresas privadas e autoridades de Maringá e região, o programa leva semanalmente remessas do jornal O Diário do Norte do Paraná até centenas de escolas e milhares de alunos.


Para que o trabalho tenha êxito, os professores são capacitados para serem o elo entre O Diário na Escola e os estudantes, em maioria, de 4ª série. Uma vez que os educadores fazem do impresso mecanismo de leitura, reflexão, debate e transformação social, eles também colaboram com a democratização da informação e dos meios de comunicação. Afinal, muitas crianças não teriam acesso ao jornal se não fosse através da escola.


Retrospectiva

Em 2001, cerca de 500 alunos tinham acesso à leitura supervisionada e contextualizada do Diário. Números recentes, de 2010, demonstram que mais de 10 mil estudantes descobriram como a leitura do jornal pode ser instigante e transformadora através das atividades propostas pelo Diário na Escola. Professores participantes relatam que além de interferir diretamente na aprendizagem das crianças, o incentivo à leitura tem acometido, também, os pais, que se interessam pelo jornal que os filhos levam para casa, após o trabalho em sala de aula. As crianças são, portanto, os multiplicadores do conhecimento.


“A ideia primordial do projeto ‘Diário na Escola’ é fazer com que os estudantes criem gosto pela leitura diversificada, tendo o jornal como objeto de estudo e contribua para o desenvolvimento de um processo ensino-aprendizagem mais significativo”, aponta Ricardo Pastoreli, coordenador do Programa desde sua criação.


Capacitação

Foram incontáveis palestras, oficinas pedagógicas, mini cursos oferecidos pelo Diário na Escola aos profissionais da educação inscritos no Programa. Entre eles vale ressaltar o ministrado pela professora da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e pós-doutora em Lingüística Textual pela Universidade de Campinas (Unicamp), Marilurdes Zanini. O encontro denominado ‘Os textos de circulação social na sala de aula’ enfatizou a importância de levar o jornal para o universo escolar.

Informativo
Em 2007 foi produzido um informativo especial de 24 páginas, abordando todo o contexto do Diário na Escola naquele ano e veiculando textos e desenhos produzidos por crianças de 4ª série, com base nas matérias jornalísticas. Como um dos papéis do Programa é, também, de dar voz aos alunos e professores, o informativo separou uma página inteira para que os estudantes pudessem opinar sobre as atividades que envolveram o jornal e a educação.

Voz à criança

Carlos Renan Teixeira, na época com nove anos, aluno da Escola Municipal Messias Barbosa Ferreira, de Floresta (a 30 Km de Maringá), foi claro e direto ao se expressar. “Nós aprendemos e melhoramos a interpretação de texto. Isso influencia nossa passagem de ano. Participamos de concursos e até ganhamos prêmios. E pelas notícias dá para ter noção do quanto está perigoso ‘lá fora’”, concluiu.

Visitas ao Diário
Quando os estudantes participantes do Programa vêm conhecer a estrutura física do Diário, bem como a rádio Cultura AM, mídia integrante do Grupo O Diário de Comunicação, se deparam com um clima pedagógico-democrático, em que o conhecimento ocorre pela descoberta. Ao caminhar pelos departamentos e fazer o mesmo percurso que o impresso faz diariamente, as crianças percebem como é detalhada a produção e ficam deslumbradas com a quantidade de profissionais envolvidos na concretização do trabalho.

Concursos

Concursos culturais que associam criatividade, reflexão social e atitude são algumas das ações do Programa. O Concurso de Gibi já vai para a 6ª edição e costuma mobilizar centenas de estudantes e seus professores, que também são premiados pela participação. O Concurso de Frases sobre o trânsito é uma iniciativa da Viapar, em parceria com Diário na Escola, e almeja conscientizar as crianças sobre o comportamento no trânsito como fator decisivo na prevenção de acidentes e na preservação da vida. A terceira edição aconteceu em 2010 e obteve mais de 300 inscrições.

Jornalismo de educação
As pautas do Diário na Escola sempre se voltam para a realidade e a necessidade do universo escolar. Entrevistas com especialistas acontecem constantemente. Vale destacar o bate-papo que ocorreu em 2008 entre a equipe do Diário na Escola e o jornalista Maurício Kubrusly, destaque na página jornalística.

Outros nomes como o do cantor Zeca Baleiro, a escritora Lya Luft, a médica pediatra e sanitarista e coordenadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns, o Doutor em Comunicação, José Manuel Moran, entre outras referências do cenário da Comunicação e Educação compuseram as páginas do Programa, nesses 10 anos.


Muitas ações ainda estão por vir. A ideia é aprimorar sempre, prezando pela qualidade do trabalho e busca incessante por uma sociedade mais justa e igualitária.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Curso de formação em conselhos escolares recebe inscrições

Gestores e técnicos das secretarias de educação dos municípios e estados da região Sul e de São Paulo podem se inscrever, até 31 de janeiro, no curso de extensão à distância de formação continuada em conselhos escolares. O público-alvo do curso são os educadores das secretarias que elaboraram o Plano de Ações Articuladas (PAR) e que atuam na área de gestão escolar, especialmente com a criação e o fortalecimento dos conselhos escolares em seu sistema.

O curso, uma parceria do Ministério da Educação com a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), será realizado na modalidade a distância, com carga horária de 80 horas aula, e sem encontros presenciais. Além da plataforma virtual de ensino, um tutor auxiliará os cursistas. O gestor ou técnico que participar do curso deverá ter a disponibilidade de 5 horas semanais para estudos e atividades. Após a formação, os profissionais da educação receberão certificação de extensão universitária emitido pela UFSCar.

Cabe ao conselho zelar pela manutenção da escola e monitorar as ações dos dirigentes escolares, a fim de assegurar a qualidade do ensino. Eles têm funções deliberativas, consultivas e mobilizadoras, fundamentais para a gestão democrática das escolas públicas. Entre as atividades dos conselheiros estão, por exemplo, fiscalizar a aplicação dos recursos destinados à escola e discutir o projeto pedagógico com a direção e os professores.

Para participar da formação, os interessados devem preencher a ficha eletrônica de inscrição e ser aprovado na seleção que será feita pela UFSCar. Caso apareça alguma dúvida na inscrição, o gestor ou técnico pode contatar os organizadores do curso pelos seguintes endereços eletrônicos: conselhoescolar@mec.gov.br ouconselhoescolar.ufscar@gmail.com.

Fonte: Portal do MEC - Assessoria de imprensa da SEB

Uma profissão em movimento

Por Marta Avancini - Revista Educação

Nos longínquos anos 60 e 70 do século passado havia uma grande demanda pela formação de administradores, inspetores, supervisores e orientadores para atuar no ambiente escolar. Nos anos 80, houve pouco questionamento sobre qual o perfil do pedagogo que deveria ser formado. A partir dos anos 90, registrou-se uma acentuada preocupação com a formação dos professores da educação infantil e dos primeiros anos do fundamental.

Com a virada do milênio, entraram em cena discussões sobre a identidade profissional dos docentes, acrescidas de novas dimensões de sua atuação e formação, como o ensino a distância. Esse rápido painel, extraído do estudo "Fragmentos da formação e identidade do pedagogo dos anos 60 aos nossos dias", das pesquisadoras Marília Oliveira e Valéria Resende, da Universidade Federal de Uberlândia, em que as autoras analisam o temário de artigos publicados na Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), ao longo de cinco décadas, dá uma pequena dimensão das mudanças ocorridas desde então no campo educacional. E, em decorrência, das oportunidades profissionais derivadas de suas práticas.

Nesse período, as concepções de educação, os processos de ensino e aprendizagem e o currículo passaram por várias transformações, assim como a legislação e as políticas educacionais. Os impactos dessas mudanças não se limitaram à sala de aula, abrindo novas perspectivas para professores, pedagogos e, até, para profissionais de áreas afins, como psicopedagogos e fonoaudiólogos.

Um exemplo reforça a compreensão do processo em curso. Quem tem mais de 40 anos provavelmente estudou francês na escola; hoje, o francês praticamente deixou de ser oferecido e o espanhol está ganhando espaço em virtude da lei que tornou obrigatória a oferta da língua no ensino médio a partir de 2010. Com isso, criam-se oportunidades de emprego para os graduados em letras que dominam o idioma. O mesmo ocorre com os bacharéis em música, sociologia e filosofia, que podem fazer uma licenciatura para lecionar as três disciplinas, que se tornarão obrigatórias na grade curricular a partir de 2011.

"Apesar de aparentemente estável, o currículo escolar é muito dinâmico e completamente relacionado com o contexto social", analisa Geovana Lunardi, professora do programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). Por isso, explica ela, as disciplinas entram e saem do currículo a fim de atender às demandas da sociedade e a mudanças de perspectiva dentro das próprias disciplinas.

Esse processo é visível no caso das línguas estrangeiras. "A oferta de línguas nas escolas normalmente está relacionada à demanda das relações econômicas e políticas entre os países. Este é o caso do espanhol, que se tornou importante no cenário da globalização", analisa Fernanda Castelano, professora de espanhol do Departamento de Letras da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

As relações culturais também contam, continua a especialista. "O francês foi oferecido nas escolas brasileiras por causa da tradição literária e cultural da França no Brasil e no mundo." Com a queda da influência francesa, a língua perdeu espaço - assim como ocorreu com o italiano e o alemão, obrigatórios no início do século 20.

Para o professor de espanhol, o cenário é promissor, na opinião de Fernanda. "Em muitos lugares há falta de professores e por causa da necessidade da oferta da disciplina, estão sendo realizados concursos." As estimativas do Ministério da Educação (MEC) de 2005, quando a lei que criou a disciplina foi aprovada, indicavam que seria necessário formar 20 mil licenciados em espanhol para dar conta da demanda. A Secretaria de Estado da Educação do Paraná é um exemplo: contratou 481 professores de espanhol.

A rede estadual paranaense também contratou 348 docentes para lecionar filosofia e 241 para sociologia. "Existe um campo aberto para professores de áreas que antes não faziam parte do currículo", afirma a supervisora da Secretaria de Estado da Educação do Paraná, Alayde Digiovanni.

Mas, reitera ela, as possibilidades para os profissionais da educação não se devem apenas às mudanças na legislação, que acarretam a inclusão de disciplinas na grade curricular. Estão vinculadas também às novas funções sociais e concepções da escola, que priorizam a diversidade e a aprendizagem. Por isso, diz a supervisora Alayde, a inclusão de disciplinas como filosofia e sociologia se deve a um projeto de escola da rede pública do Paraná e não, simplesmente, uma obrigação legal. De olho no alunoSão vários os elementos que podem ser mencionados quando está em questão a nova concepção de escola - em construção, vale ressaltar. Um deles é a mudança de foco do ensino para a aprendizagem.

"Vivemos um tempo de transformação de referências curriculares no qual não cabe ao aluno se adaptar à escola; a escola é que deve se reconstruir para atender a toda a sua comunidade", diz Sueli Dib, pedagoga e consultora da Secretaria de Estado da Educação do Espírito Santo na área de novas tecnologias aplicadas à docência.

Os desdobramentos dessas transformações são muitos para o professor e demais profissionais da educação. De um lado, pontua Neide Noffs, diretora da Faculdade de Educação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), o docente precisa rever suas estratégias em sala de aula, deixando de se preocupar com as situações e materiais que utiliza para promover o ensino, direcionando o olhar para a maneira como o aluno aprende, a fim de potencializar a aprendizagem.

De outro, a tendência à integração curricular exige uma mudança da postura do docente e do profissional da educação, na visão de Geovana Lunardi. "O especialista parece estar se tornando obsoleto dentro da escola. A docência exige um professor capaz de trabalhar em grupo, com um conhecimento amplo e pronto para compor equipes de trabalho". Desse modo, os profissionais com papel disciplinador - como inspetores - deixaram de existir, e funções, como a de coordenador pedagógico, estão em ascensão.

É ele que gerencia, coordena e supervisiona o processo de ensino e aprendizagem numa instituição escolar. "Ele acaba somando os papéis de diferentes especialistas da área da educação", complementa a professora. Por isso, na percepção de Geovana, a tarefa do coordenador pedagógico é a que mais se destaca no contexto da escola atualmente, na medida em que ele atua como um articulador do processo de ensino e aprendizagem.

A perspectiva da inclusãoPara além do foco na aprendizagem, o paradigma da inclusão está mexendo com os papéis e espaços dos profissionais no ambiente escolar. Afinal, a partir do momento em que a escola se torna um território que acolhe a diversidade, incluindo alunos de distintas origens sociais, econômicas e culturais, além dos alunos com necessidades educacionais especiais, passa a ser necessária uma equipe capaz de lidar e articular as diferenças em prol da aprendizagem.

Tradicionalmente, o ofício do professor é solitário, cabendo a ele centralizar e coordenar o ensino e aprendizagem. Hoje, diante de tantas demandas distintas, um único profissional não é capaz de dar conta de todas elas - sejam as individuais, ligadas às necessidades dos alunos, sejam as sociais, relacionadas ao papel que se espera que a escola desempenhe enquanto instituição.

Para Flávia Medeiros Sarti, professora do departamento de Educação da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Rio Claro, a escola enfrenta hoje um duplo movimento, pautado, de um lado, pela ampliação das expectativas sociais a seu respeito, multiplicando suas atribuições: "Espera-se que a escola prepare os alunos para a preservação dos recursos naturais, para que saibam lidar com as diferenças, para uma vida saudável, livre das drogas, das doenças sexualmente transmissíveis, da obesidade etc.".

De outro, a professora da Unesp acredita que essa "inflação" de expectativas é acompanhada por um "esvaziamento de sentidos relativos à escolarização". "Não sabemos mais que papel a escola pode e deve desempenhar na vida dos sujeitos e da coletividade. Essa situação gera uma pressão muito grande sobre a escola e seus profissionais."

É justamente nesse contexto paradoxal de ampliação e indefinição a respeito do papel da escola que profissionais de áreas afins à educação têm se inserido nas equipes das escolas - especialmente os psicopedagogos e fonoaudiólogos - abrindo possibilidades e desafios para os professores, conclui Flávia, da Unesp.

Equipes multidisciplinaresProfissionais como o psicopedagogo e o fonoaudiólogo ganham espaço na perspectiva de uma escola que tem como objetivo central promover a aprendizagem.
"Por ter uma formação multidisciplinar, o psicopedagogo pode favorecer uma visão mais ampla sobre o processo de aprendizagem. Ele não é um profissional que lida apenas com a deficiência", explica Quézia Bombonatto, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia.

Desse modo, ele pode apoiar o trabalho do professor, colaborando no desenvolvimento de estratégias para potencializar a aprendizagem de alunos em defasagem idade-série ou daqueles que têm uma deficiência. O psicopedagogo também ajuda na organização dos grupos e demandas, bem como na adaptação de alunos oriundos de culturas ou contextos muito diferentes, como é o caso de alunos dekasseguis.

"Quanto mais a escola inclui, mais amplo tem de ser o olhar", analisa a coordenadora da especialização em psicopedagogia do Instituto Sedes Sapientiae, em São Paulo, Georgia Vassimon. E a necessidade de ampliar o olhar está gerando mais demanda por parte das escolas e procura por formação. No curso do Sedes, estima Georgia, cerca de metade da turma de 25 alunos é de pedagogos e outros profissionais da educação. Na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), que oferece graduação em psicopedagogia desde 2009, a concorrência chega a 40 candidatos por vaga.

Em paralelo, secretarias municipais e estaduais de educação começam a abrir vagas para psicopedagogos nos concursos públicos. É o caso das prefeituras de Ourinhos (SP) e Itaberaí (GO) e da Secretaria de Educação de Rondônia, que abriu 111 vagas para esses profissionais no ano de 2010.

Assim como o psicopedagogo, a presença do fonoaudiólogo tende a crescer na escola, especialmente com o reconhecimento de uma nova especialidade na área, a fonoaudiologia escolar. Para Jaime Zorzi, membro do Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa), o profissional pode colaborar no diagnóstico, traçando um perfil das dificuldades dos alunos. "O fonoau-diólogo ajuda a caracterizar, auxilia no planejamento em parceria com a equipe da escola. Mas quem faz o trabalho na sala de aula é o professor."

Na opinião dele, os modelos de ensino atuais não são suficientes para dar conta de todos os desafios, o que faz com que, cada vez mais, mais crianças aprendam menos. "A tendência da escola sempre foi atribuir a culpa à família, mas agora já existe mais consciência de que os problemas de aprendizagem fazem parte do processo educacional", diz Zorzi.

Para Flávia Sarti, da Unesp, o aumento da expectativa em relação à escola implica pensar novas configurações da equipe escolar e delimitar o espaço de cada um. "Isso pode significar uma possibilidade importante de desenvolvimento e de afirmação profissional para os professores da Educação Básica, desde que eles e a sociedade tenham clareza quanto às especificidades do papel da escola."

Além disso, é fundamental que os diferentes profissionais estejam afinados com o projeto da escola, o que nem sempre ocorre. Sem isso, continua Flávia, o trabalho deles corre o risco de se transformar em "ajuda ou filantropia improvisada".

Mais qualficação e mobilidadeA educação infantil e o ensino técnico são duas frentes que também estão abrindo oportunidades na área da educação.

No caso da primeira, a necessidade de expansão do atendimento (tanto na faixa de 0 a 3 anos quanto na de 4-5 anos), somada a uma atenção maior com relação ao desenvolvimento infantil gera uma forte demanda por profissionais, opina Vera Melis, que atua na Organização Mundial pela Educação Pré-Escolar (Omep).

"Há pouco mais de dez anos, houve um concurso público para contratar pessoas para trabalhar em creches, que exigia apenas que as candidatas fossem mães. Hoje em dia, não há mais espaço para isso. Existe consciência de que a educação infantil é muito mais do que cuidar", afirma Vera.

Assim, a tendência é que se exija uma formação mais densa e conhecimento sobre desenvolvimento infantil de todos os tipos de profissionais que atuam em creches, pré-escolas ou em instituições de educação não formal - do auxiliar ao "brinquedista" e recreacionista.

O ensino técnico, por sua vez, está em expansão em todo o país, abrindo possibilidades não apenas para professores com licenciatura, mas também para bacharéis e tecnólogos. Desde 2006, o Centro Paula Souza, de São Paulo, ampliou 2,5 vezes sua capacidade de atendimento, atingindo, no primeiro semestre de 2011, 65.959 vagas.

Para fazer frente à expansão, o número de professores passou de 9 mil para 12 mil, no período de dois anos - muitos dos quais não têm licenciatura. "O ensino técnico está sendo mais valorizado, ampliando as possibilidades de formação e atraindo mais alunos", diz Almério Melquíades de Araújo, responsável pela Coordenadoria de Ensino Técnico do Centro Paula Souza.

A mobilidade dos profissionais está ocorrendo em algumas partes do Brasil, em função do crescimento do ensino técnico. Nos concursos realizados recentemente pelo Instituto Federal Fluminense, em Cabo Frio, foram contratados professores de várias regiões do país, conta o coordenador de Extensão da escola, Carlos Eduardo Robalo. "Hoje temos professores do Rio Grande do Norte, da Bahia e de Minas Gerais, algo inconcebível há 30 anos, quando comecei a lecionar."

Fonte: Revista Educação

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Os 100 mais da educação

Compartilhamos abaixo matéria publicada no site do Ciência Hoje sobre as melhores ferramentas de ensino na internet. Fique de olho!

Portal elege as principais ferramentas da internet direcionadas ao professor. Twitter lidera a lista que conta, ainda, com os famosos Facebook e YouTube.

Por: Thiago Camelo

Não é de hoje que o Alô, Professor sai em defesa das ferramentas de ensino na internet e de como elas podem ajudar o professor a lapidar suas aulas.

Não à toa, um dos portais mais acessados sobre educação no mundo é o Centre for Learning & Performance Technologies (Centro de Aprendizagem e Desenvolvimento Tecnológico, em português), página britânica especializada, justamente, em novas ferramentas de ensino disponíveis na internet.

Todo fim de ano, desde 2007, o centro aplica um amplo questionário a professores de todo o mundo com a pergunta: qual foi a ferramenta virtual mais importante do ano no campo do ensino?

No final de 2010, a página divulgou as 100 ferramentas mais citadas pelos mais de 500 professores que responderam ao questionário. E mais: publicou textos detalhados com declarações dos educadores sobre as ferramentas. Um senhor trabalho.

A seguir, a lista das 10 ferramentas/páginas mais citadas pelos professores.

Uma das páginas que mais cresceu nos últimos anos, o Twitter se consolidou como uma das ferramentas mais usadas pelos brasileiros. Grupos dedicados à educação podem ser encontrados por lá. É imbatível quando se trata de encontrar, rapidamente, links e redes interessantes de ensino.

Um dos sites mais antigos de hospedagem de vídeo (e o mais popular). Desde que foi comprado pelo Google em 2006, cresce anualmente. De fato, é uma revolução. É possível encontrar documentários, palestras, imagens e vídeos antigos de quase tudo. Uma fonte de pesquisa inesgotável. Ano passado, o YouTube liberou o limite de tempo para publicação de vídeos, o que facilitou ainda mais a postagem de bons conteúdos.

Ferramenta do Google que simula um escritório virtual. Quase tudo o que você encontra em um Microsoft Office ou em um programa de computador livre está por lá. Editores de texto, planilhas, programas que fazem slideshow etc. A maior das vantagens: todos os arquivos podem ficar disponíveis na rede. Ou seja, é possível acessá-los de qualquer computador. Ideal para trabalhos feitos a várias mãos ou com ambições colaborativas.

Repositório de links e páginas interessantes na internet. Digite um assunto e encontre um portal de qualidade. Siga alguém que dê as melhores dicas. O Delicious da CH On-line é bastante completo e conta com diversos links confiáveis, inclusive com páginas sobre educação. Recentemente circulou um boato de que ele iria acabar, mas, felizmente, parece que é só boato. Há, no entanto, uma possibilidade de ele ser vendido.

Professores são os reis do PowerPoint. Quantas vezes um aluno pede ao educador o arquivo 'daquela aula interessante'? Pois bem, no Slideshare é possível publicar, para todo mundo ver, aulas, arquivos e outros documentos. Quando pedirem 'o seu PowerPoint', basta dar o endereço na internet.

Permite conversar, com mais qualidade do que outros programas, pelo computador. Também é possível falar via webcam. Nos últimos anos, o Skype vem oferecendo possibilidades cada vez mais baratas de se comunicar com telefones fixos. E já há um telefone móvel do próprio Skype. Não só é possível se comunicar com educadores de todo o mundo como também usá-lo para aulas à distância.

Outra ferramenta que ajuda, e muito, a se informar. O RSS é popular no Brasil, mas ainda pode crescer bastante. Como funciona: você assina as informações que deseja receber de um site ou blogue. Todos os feeds assinados entram em uma mesma página, muito similar à caixa de correio eletrônico. A vantagem do Google Reader é ter, assim como as outras ferramentas do Google, tornado toda essa movimentação online – ou seja, acessível de qualquer computador. Além disso, a diagramação da página do programa é bastante confortável em comparação a outros leitores de RSS.

Ferramenta que possibilita criar blogues. Há várias, mas o Wordpress é o preferido de vários educadores. Por quê? Porque é uma plataforma aberta, com aplicativos desenvolvidos ao redor de todo o mundo e disponibilizados gratuitamente. É a plataforma que oferece mais ferramentas novas aos usuários. E, bom, não há dúvida sobre o poder dos blogues na educação.

Assim como o Twitter e os blogues, o Facebook deixou de ser visto pelos educadores como lugar de vã distração. No ambiente virtual, há milhares de comunidades voltadas para a educação. Além, é claro, de usuários dedicados ao tema. A plataforma é tão popular que tem filme e livros que contam os meandros de sua criação. Hoje, o número de cadastrados no Facebook é astronômico: 500 milhões.

Talvez, a ferramenta menos conhecida na lista das "10 mais" dos professores. O Moodle, a bem da verdade, não foi muito difundido no Brasil. Mas já faz bastante sucesso no exterior. Criado no começo dos anos 2000, é uma espécie de plataforma voltada exclusivamente à educação. O programa de computador que o Moodle disponibiliza é gratuito e permite que professores e alunos criem a sua própria rede social, seja aos moldes do Twitter ou do Facebook – a escolha fica a critério do educador.

Continue navegando pela lista das 100 maiores ferramentas virtuais do ano.

Fonte: Ciência Hoje