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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Curso de formação em conselhos escolares recebe inscrições

Gestores e técnicos das secretarias de educação dos municípios e estados da região Sul e de São Paulo podem se inscrever, até 31 de janeiro, no curso de extensão à distância de formação continuada em conselhos escolares. O público-alvo do curso são os educadores das secretarias que elaboraram o Plano de Ações Articuladas (PAR) e que atuam na área de gestão escolar, especialmente com a criação e o fortalecimento dos conselhos escolares em seu sistema.

O curso, uma parceria do Ministério da Educação com a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), será realizado na modalidade a distância, com carga horária de 80 horas aula, e sem encontros presenciais. Além da plataforma virtual de ensino, um tutor auxiliará os cursistas. O gestor ou técnico que participar do curso deverá ter a disponibilidade de 5 horas semanais para estudos e atividades. Após a formação, os profissionais da educação receberão certificação de extensão universitária emitido pela UFSCar.

Cabe ao conselho zelar pela manutenção da escola e monitorar as ações dos dirigentes escolares, a fim de assegurar a qualidade do ensino. Eles têm funções deliberativas, consultivas e mobilizadoras, fundamentais para a gestão democrática das escolas públicas. Entre as atividades dos conselheiros estão, por exemplo, fiscalizar a aplicação dos recursos destinados à escola e discutir o projeto pedagógico com a direção e os professores.

Para participar da formação, os interessados devem preencher a ficha eletrônica de inscrição e ser aprovado na seleção que será feita pela UFSCar. Caso apareça alguma dúvida na inscrição, o gestor ou técnico pode contatar os organizadores do curso pelos seguintes endereços eletrônicos: conselhoescolar@mec.gov.br ouconselhoescolar.ufscar@gmail.com.

Fonte: Portal do MEC - Assessoria de imprensa da SEB

Uma profissão em movimento

Por Marta Avancini - Revista Educação

Nos longínquos anos 60 e 70 do século passado havia uma grande demanda pela formação de administradores, inspetores, supervisores e orientadores para atuar no ambiente escolar. Nos anos 80, houve pouco questionamento sobre qual o perfil do pedagogo que deveria ser formado. A partir dos anos 90, registrou-se uma acentuada preocupação com a formação dos professores da educação infantil e dos primeiros anos do fundamental.

Com a virada do milênio, entraram em cena discussões sobre a identidade profissional dos docentes, acrescidas de novas dimensões de sua atuação e formação, como o ensino a distância. Esse rápido painel, extraído do estudo "Fragmentos da formação e identidade do pedagogo dos anos 60 aos nossos dias", das pesquisadoras Marília Oliveira e Valéria Resende, da Universidade Federal de Uberlândia, em que as autoras analisam o temário de artigos publicados na Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), ao longo de cinco décadas, dá uma pequena dimensão das mudanças ocorridas desde então no campo educacional. E, em decorrência, das oportunidades profissionais derivadas de suas práticas.

Nesse período, as concepções de educação, os processos de ensino e aprendizagem e o currículo passaram por várias transformações, assim como a legislação e as políticas educacionais. Os impactos dessas mudanças não se limitaram à sala de aula, abrindo novas perspectivas para professores, pedagogos e, até, para profissionais de áreas afins, como psicopedagogos e fonoaudiólogos.

Um exemplo reforça a compreensão do processo em curso. Quem tem mais de 40 anos provavelmente estudou francês na escola; hoje, o francês praticamente deixou de ser oferecido e o espanhol está ganhando espaço em virtude da lei que tornou obrigatória a oferta da língua no ensino médio a partir de 2010. Com isso, criam-se oportunidades de emprego para os graduados em letras que dominam o idioma. O mesmo ocorre com os bacharéis em música, sociologia e filosofia, que podem fazer uma licenciatura para lecionar as três disciplinas, que se tornarão obrigatórias na grade curricular a partir de 2011.

"Apesar de aparentemente estável, o currículo escolar é muito dinâmico e completamente relacionado com o contexto social", analisa Geovana Lunardi, professora do programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). Por isso, explica ela, as disciplinas entram e saem do currículo a fim de atender às demandas da sociedade e a mudanças de perspectiva dentro das próprias disciplinas.

Esse processo é visível no caso das línguas estrangeiras. "A oferta de línguas nas escolas normalmente está relacionada à demanda das relações econômicas e políticas entre os países. Este é o caso do espanhol, que se tornou importante no cenário da globalização", analisa Fernanda Castelano, professora de espanhol do Departamento de Letras da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

As relações culturais também contam, continua a especialista. "O francês foi oferecido nas escolas brasileiras por causa da tradição literária e cultural da França no Brasil e no mundo." Com a queda da influência francesa, a língua perdeu espaço - assim como ocorreu com o italiano e o alemão, obrigatórios no início do século 20.

Para o professor de espanhol, o cenário é promissor, na opinião de Fernanda. "Em muitos lugares há falta de professores e por causa da necessidade da oferta da disciplina, estão sendo realizados concursos." As estimativas do Ministério da Educação (MEC) de 2005, quando a lei que criou a disciplina foi aprovada, indicavam que seria necessário formar 20 mil licenciados em espanhol para dar conta da demanda. A Secretaria de Estado da Educação do Paraná é um exemplo: contratou 481 professores de espanhol.

A rede estadual paranaense também contratou 348 docentes para lecionar filosofia e 241 para sociologia. "Existe um campo aberto para professores de áreas que antes não faziam parte do currículo", afirma a supervisora da Secretaria de Estado da Educação do Paraná, Alayde Digiovanni.

Mas, reitera ela, as possibilidades para os profissionais da educação não se devem apenas às mudanças na legislação, que acarretam a inclusão de disciplinas na grade curricular. Estão vinculadas também às novas funções sociais e concepções da escola, que priorizam a diversidade e a aprendizagem. Por isso, diz a supervisora Alayde, a inclusão de disciplinas como filosofia e sociologia se deve a um projeto de escola da rede pública do Paraná e não, simplesmente, uma obrigação legal. De olho no alunoSão vários os elementos que podem ser mencionados quando está em questão a nova concepção de escola - em construção, vale ressaltar. Um deles é a mudança de foco do ensino para a aprendizagem.

"Vivemos um tempo de transformação de referências curriculares no qual não cabe ao aluno se adaptar à escola; a escola é que deve se reconstruir para atender a toda a sua comunidade", diz Sueli Dib, pedagoga e consultora da Secretaria de Estado da Educação do Espírito Santo na área de novas tecnologias aplicadas à docência.

Os desdobramentos dessas transformações são muitos para o professor e demais profissionais da educação. De um lado, pontua Neide Noffs, diretora da Faculdade de Educação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), o docente precisa rever suas estratégias em sala de aula, deixando de se preocupar com as situações e materiais que utiliza para promover o ensino, direcionando o olhar para a maneira como o aluno aprende, a fim de potencializar a aprendizagem.

De outro, a tendência à integração curricular exige uma mudança da postura do docente e do profissional da educação, na visão de Geovana Lunardi. "O especialista parece estar se tornando obsoleto dentro da escola. A docência exige um professor capaz de trabalhar em grupo, com um conhecimento amplo e pronto para compor equipes de trabalho". Desse modo, os profissionais com papel disciplinador - como inspetores - deixaram de existir, e funções, como a de coordenador pedagógico, estão em ascensão.

É ele que gerencia, coordena e supervisiona o processo de ensino e aprendizagem numa instituição escolar. "Ele acaba somando os papéis de diferentes especialistas da área da educação", complementa a professora. Por isso, na percepção de Geovana, a tarefa do coordenador pedagógico é a que mais se destaca no contexto da escola atualmente, na medida em que ele atua como um articulador do processo de ensino e aprendizagem.

A perspectiva da inclusãoPara além do foco na aprendizagem, o paradigma da inclusão está mexendo com os papéis e espaços dos profissionais no ambiente escolar. Afinal, a partir do momento em que a escola se torna um território que acolhe a diversidade, incluindo alunos de distintas origens sociais, econômicas e culturais, além dos alunos com necessidades educacionais especiais, passa a ser necessária uma equipe capaz de lidar e articular as diferenças em prol da aprendizagem.

Tradicionalmente, o ofício do professor é solitário, cabendo a ele centralizar e coordenar o ensino e aprendizagem. Hoje, diante de tantas demandas distintas, um único profissional não é capaz de dar conta de todas elas - sejam as individuais, ligadas às necessidades dos alunos, sejam as sociais, relacionadas ao papel que se espera que a escola desempenhe enquanto instituição.

Para Flávia Medeiros Sarti, professora do departamento de Educação da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Rio Claro, a escola enfrenta hoje um duplo movimento, pautado, de um lado, pela ampliação das expectativas sociais a seu respeito, multiplicando suas atribuições: "Espera-se que a escola prepare os alunos para a preservação dos recursos naturais, para que saibam lidar com as diferenças, para uma vida saudável, livre das drogas, das doenças sexualmente transmissíveis, da obesidade etc.".

De outro, a professora da Unesp acredita que essa "inflação" de expectativas é acompanhada por um "esvaziamento de sentidos relativos à escolarização". "Não sabemos mais que papel a escola pode e deve desempenhar na vida dos sujeitos e da coletividade. Essa situação gera uma pressão muito grande sobre a escola e seus profissionais."

É justamente nesse contexto paradoxal de ampliação e indefinição a respeito do papel da escola que profissionais de áreas afins à educação têm se inserido nas equipes das escolas - especialmente os psicopedagogos e fonoaudiólogos - abrindo possibilidades e desafios para os professores, conclui Flávia, da Unesp.

Equipes multidisciplinaresProfissionais como o psicopedagogo e o fonoaudiólogo ganham espaço na perspectiva de uma escola que tem como objetivo central promover a aprendizagem.
"Por ter uma formação multidisciplinar, o psicopedagogo pode favorecer uma visão mais ampla sobre o processo de aprendizagem. Ele não é um profissional que lida apenas com a deficiência", explica Quézia Bombonatto, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia.

Desse modo, ele pode apoiar o trabalho do professor, colaborando no desenvolvimento de estratégias para potencializar a aprendizagem de alunos em defasagem idade-série ou daqueles que têm uma deficiência. O psicopedagogo também ajuda na organização dos grupos e demandas, bem como na adaptação de alunos oriundos de culturas ou contextos muito diferentes, como é o caso de alunos dekasseguis.

"Quanto mais a escola inclui, mais amplo tem de ser o olhar", analisa a coordenadora da especialização em psicopedagogia do Instituto Sedes Sapientiae, em São Paulo, Georgia Vassimon. E a necessidade de ampliar o olhar está gerando mais demanda por parte das escolas e procura por formação. No curso do Sedes, estima Georgia, cerca de metade da turma de 25 alunos é de pedagogos e outros profissionais da educação. Na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), que oferece graduação em psicopedagogia desde 2009, a concorrência chega a 40 candidatos por vaga.

Em paralelo, secretarias municipais e estaduais de educação começam a abrir vagas para psicopedagogos nos concursos públicos. É o caso das prefeituras de Ourinhos (SP) e Itaberaí (GO) e da Secretaria de Educação de Rondônia, que abriu 111 vagas para esses profissionais no ano de 2010.

Assim como o psicopedagogo, a presença do fonoaudiólogo tende a crescer na escola, especialmente com o reconhecimento de uma nova especialidade na área, a fonoaudiologia escolar. Para Jaime Zorzi, membro do Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa), o profissional pode colaborar no diagnóstico, traçando um perfil das dificuldades dos alunos. "O fonoau-diólogo ajuda a caracterizar, auxilia no planejamento em parceria com a equipe da escola. Mas quem faz o trabalho na sala de aula é o professor."

Na opinião dele, os modelos de ensino atuais não são suficientes para dar conta de todos os desafios, o que faz com que, cada vez mais, mais crianças aprendam menos. "A tendência da escola sempre foi atribuir a culpa à família, mas agora já existe mais consciência de que os problemas de aprendizagem fazem parte do processo educacional", diz Zorzi.

Para Flávia Sarti, da Unesp, o aumento da expectativa em relação à escola implica pensar novas configurações da equipe escolar e delimitar o espaço de cada um. "Isso pode significar uma possibilidade importante de desenvolvimento e de afirmação profissional para os professores da Educação Básica, desde que eles e a sociedade tenham clareza quanto às especificidades do papel da escola."

Além disso, é fundamental que os diferentes profissionais estejam afinados com o projeto da escola, o que nem sempre ocorre. Sem isso, continua Flávia, o trabalho deles corre o risco de se transformar em "ajuda ou filantropia improvisada".

Mais qualficação e mobilidadeA educação infantil e o ensino técnico são duas frentes que também estão abrindo oportunidades na área da educação.

No caso da primeira, a necessidade de expansão do atendimento (tanto na faixa de 0 a 3 anos quanto na de 4-5 anos), somada a uma atenção maior com relação ao desenvolvimento infantil gera uma forte demanda por profissionais, opina Vera Melis, que atua na Organização Mundial pela Educação Pré-Escolar (Omep).

"Há pouco mais de dez anos, houve um concurso público para contratar pessoas para trabalhar em creches, que exigia apenas que as candidatas fossem mães. Hoje em dia, não há mais espaço para isso. Existe consciência de que a educação infantil é muito mais do que cuidar", afirma Vera.

Assim, a tendência é que se exija uma formação mais densa e conhecimento sobre desenvolvimento infantil de todos os tipos de profissionais que atuam em creches, pré-escolas ou em instituições de educação não formal - do auxiliar ao "brinquedista" e recreacionista.

O ensino técnico, por sua vez, está em expansão em todo o país, abrindo possibilidades não apenas para professores com licenciatura, mas também para bacharéis e tecnólogos. Desde 2006, o Centro Paula Souza, de São Paulo, ampliou 2,5 vezes sua capacidade de atendimento, atingindo, no primeiro semestre de 2011, 65.959 vagas.

Para fazer frente à expansão, o número de professores passou de 9 mil para 12 mil, no período de dois anos - muitos dos quais não têm licenciatura. "O ensino técnico está sendo mais valorizado, ampliando as possibilidades de formação e atraindo mais alunos", diz Almério Melquíades de Araújo, responsável pela Coordenadoria de Ensino Técnico do Centro Paula Souza.

A mobilidade dos profissionais está ocorrendo em algumas partes do Brasil, em função do crescimento do ensino técnico. Nos concursos realizados recentemente pelo Instituto Federal Fluminense, em Cabo Frio, foram contratados professores de várias regiões do país, conta o coordenador de Extensão da escola, Carlos Eduardo Robalo. "Hoje temos professores do Rio Grande do Norte, da Bahia e de Minas Gerais, algo inconcebível há 30 anos, quando comecei a lecionar."

Fonte: Revista Educação

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Os 100 mais da educação

Compartilhamos abaixo matéria publicada no site do Ciência Hoje sobre as melhores ferramentas de ensino na internet. Fique de olho!

Portal elege as principais ferramentas da internet direcionadas ao professor. Twitter lidera a lista que conta, ainda, com os famosos Facebook e YouTube.

Por: Thiago Camelo

Não é de hoje que o Alô, Professor sai em defesa das ferramentas de ensino na internet e de como elas podem ajudar o professor a lapidar suas aulas.

Não à toa, um dos portais mais acessados sobre educação no mundo é o Centre for Learning & Performance Technologies (Centro de Aprendizagem e Desenvolvimento Tecnológico, em português), página britânica especializada, justamente, em novas ferramentas de ensino disponíveis na internet.

Todo fim de ano, desde 2007, o centro aplica um amplo questionário a professores de todo o mundo com a pergunta: qual foi a ferramenta virtual mais importante do ano no campo do ensino?

No final de 2010, a página divulgou as 100 ferramentas mais citadas pelos mais de 500 professores que responderam ao questionário. E mais: publicou textos detalhados com declarações dos educadores sobre as ferramentas. Um senhor trabalho.

A seguir, a lista das 10 ferramentas/páginas mais citadas pelos professores.

Uma das páginas que mais cresceu nos últimos anos, o Twitter se consolidou como uma das ferramentas mais usadas pelos brasileiros. Grupos dedicados à educação podem ser encontrados por lá. É imbatível quando se trata de encontrar, rapidamente, links e redes interessantes de ensino.

Um dos sites mais antigos de hospedagem de vídeo (e o mais popular). Desde que foi comprado pelo Google em 2006, cresce anualmente. De fato, é uma revolução. É possível encontrar documentários, palestras, imagens e vídeos antigos de quase tudo. Uma fonte de pesquisa inesgotável. Ano passado, o YouTube liberou o limite de tempo para publicação de vídeos, o que facilitou ainda mais a postagem de bons conteúdos.

Ferramenta do Google que simula um escritório virtual. Quase tudo o que você encontra em um Microsoft Office ou em um programa de computador livre está por lá. Editores de texto, planilhas, programas que fazem slideshow etc. A maior das vantagens: todos os arquivos podem ficar disponíveis na rede. Ou seja, é possível acessá-los de qualquer computador. Ideal para trabalhos feitos a várias mãos ou com ambições colaborativas.

Repositório de links e páginas interessantes na internet. Digite um assunto e encontre um portal de qualidade. Siga alguém que dê as melhores dicas. O Delicious da CH On-line é bastante completo e conta com diversos links confiáveis, inclusive com páginas sobre educação. Recentemente circulou um boato de que ele iria acabar, mas, felizmente, parece que é só boato. Há, no entanto, uma possibilidade de ele ser vendido.

Professores são os reis do PowerPoint. Quantas vezes um aluno pede ao educador o arquivo 'daquela aula interessante'? Pois bem, no Slideshare é possível publicar, para todo mundo ver, aulas, arquivos e outros documentos. Quando pedirem 'o seu PowerPoint', basta dar o endereço na internet.

Permite conversar, com mais qualidade do que outros programas, pelo computador. Também é possível falar via webcam. Nos últimos anos, o Skype vem oferecendo possibilidades cada vez mais baratas de se comunicar com telefones fixos. E já há um telefone móvel do próprio Skype. Não só é possível se comunicar com educadores de todo o mundo como também usá-lo para aulas à distância.

Outra ferramenta que ajuda, e muito, a se informar. O RSS é popular no Brasil, mas ainda pode crescer bastante. Como funciona: você assina as informações que deseja receber de um site ou blogue. Todos os feeds assinados entram em uma mesma página, muito similar à caixa de correio eletrônico. A vantagem do Google Reader é ter, assim como as outras ferramentas do Google, tornado toda essa movimentação online – ou seja, acessível de qualquer computador. Além disso, a diagramação da página do programa é bastante confortável em comparação a outros leitores de RSS.

Ferramenta que possibilita criar blogues. Há várias, mas o Wordpress é o preferido de vários educadores. Por quê? Porque é uma plataforma aberta, com aplicativos desenvolvidos ao redor de todo o mundo e disponibilizados gratuitamente. É a plataforma que oferece mais ferramentas novas aos usuários. E, bom, não há dúvida sobre o poder dos blogues na educação.

Assim como o Twitter e os blogues, o Facebook deixou de ser visto pelos educadores como lugar de vã distração. No ambiente virtual, há milhares de comunidades voltadas para a educação. Além, é claro, de usuários dedicados ao tema. A plataforma é tão popular que tem filme e livros que contam os meandros de sua criação. Hoje, o número de cadastrados no Facebook é astronômico: 500 milhões.

Talvez, a ferramenta menos conhecida na lista das "10 mais" dos professores. O Moodle, a bem da verdade, não foi muito difundido no Brasil. Mas já faz bastante sucesso no exterior. Criado no começo dos anos 2000, é uma espécie de plataforma voltada exclusivamente à educação. O programa de computador que o Moodle disponibiliza é gratuito e permite que professores e alunos criem a sua própria rede social, seja aos moldes do Twitter ou do Facebook – a escolha fica a critério do educador.

Continue navegando pela lista das 100 maiores ferramentas virtuais do ano.

Fonte: Ciência Hoje

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Igreja tem direito de impedir ações educativas contra o preconceito?

Compartilhamos abaixo matéria da Agência Câmara sobre tentativa da Frente Parlamentar Evangélica de barrar a distribuição de cartilha elaborada pelo Ministério da Educação (MEC) para orientar alunos das escolas públicas sobre o preconceito contra homossexuais. Esperamos que o texto gere reflexões entre educadores e estudantes.

Evangélicos querem impedir distribuição de cartilha anti-homofobia

A Frente Parlamentar Evangélica quer barrar a distribuição de cartilha elaborada pelo Ministério da Educação (MEC) para orientar alunos das escolas públicas sobre o preconceito contra homossexuais.

Segundo o presidente da frente parlamentar, deputado João Campos (PSDB-GO), sua assessoria vai analisar todo o conteúdo para emitir parecer sobre a possibilidade ou não de se propor uma ação no Judiciário e na Procuradoria-Geral da República (Ministério Público) com vistas ao recolhimento do material.

O deputado está preocupado porque considera que se trata de "uma cartilha que está muito mais fazendo a apologia do sexo entre crianças e adolescentes do que necessariamente orientando acerca da homofobia, do ponto de vista preventivo, para educar as pessoas".

Compromisso diferenciado
João Campos afirma que é contra a homofobia e contra a discriminação em relação a qualquer pessoa, mas ele acredita que o governo "parece que tem um compromisso diferenciado" e que é "contra a discriminação só contra gay".

"Agora, o que também nos preocupa é que o governo coloca nos órgãos que vão tratar dessas políticas e desses programas só pessoas que têm esse tipo de compromisso e que têm esse tipo de orientação sexual", avalia Campos. "Aí a possibilidade de o material sair com um certo desvio de finalidade termina sendo grande porque há uma certa passionalidade na elaboração de um material dessa natureza."

Iniciativa positiva

Já o deputado Maurício Rands (PT-PE) considera a iniciativa do MEC positiva porque, segundo ele, o material contra a homofobia direcionado aos jovens vai contribuir para a construção de uma sociedade "verdadeiramente democrática e mais tolerante" quanto à orientação sexual das pessoas.

Para o deputado, "se há uma apologia a comportamentos distorcidos no presente é justamente devido à atitude do sistema educacional, tanto público, quanto privado, que tem tido de fechar os olhos ao bullying homofóbico".

Ele afirma que isso de deve ao fato de não haver um programa proativo para combater as atitudes de violência nas escolas aos jovens homossexuais. "O Brasil, já no século 21, é um país contemporâneo, grande ator no mundo. Mas, infelizmente, em alguns aspectos, a sociedade brasileira ainda é muito atrasada."

Avaliação de especialistas
Segundo informou o Ministério da Educação, o material contra a homofobia já foi elaborado e ainda vai passar pela avaliação criteriosa de um comitê de especialistas.

A distribuição da cartilha anti-homofobia a cerca de seis mil escolas públicas de ensino médio deve acontecer ainda neste ano, mas ainda não há data prevista.

Reportagem - Idhelene Macedo/Rádio Câmara 17/01/2011
Edição - Newton Araújo
Fonte: Agência Câmara

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Secretário executivo adjunto do MEC incentiva mobilização da sociedade em prol da aprovação do novo PNE

A próxima legislatura da Câmara dos Deputados, que iniciará suas atividades a partir da posse, em 1° de fevereiro, deverá analisar e conduzir a aprovação do Projeto de Lei que trata do novo Plano Nacional de Educação (PNE).

A construção da proposta encaminhada pelo governo federal ao Congresso Nacional em 15 de dezembro de 2010 foi tema da Palestra Magna ministrada pelo secretário executivo adjunto do Ministério da Educação (MEC), Francisco das Chagas Fernandes (foto), durante o Encontro de Lideranças da Mobilização Social pela Educação. O evento foi realizado em dezembro, no município paulista de São Bernardo do Campo.

Em sua exposição, que teve destaque na programação do Encontro, no segundo dia de atividades, em 13 de dezembro, o professor Chagas incentivou os mobilizadores sociais pela educação a ficarem atentos à tramitação do Projeto de Lei sobre o PNE no Legislativo Federal e a fazerem gestão junto aos parlamentares de seus estados, no sentido de garantir as conquistas propostas para o Plano Nacional de Educação que deverá vigorar de 2011 a 2020.

Para explicar o contexto da política educacional do País em que a proposta do PNE foi elaborada, Chagas falou sobre a Ação Sistêmica; o Regime de Cooperação e Colaboração entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios; a Qualidade Social; e a Mobilização.

O secretário executivo adjunto do MEC lembrou que a Conferência Nacional de Educação (CONAE) realizada em Brasília, de 28 de março e 1 de abril de 2010, norteou suas discussões tendo como base o tema: Construindo o Sistema Nacional Articulado de Educação: O Plano Nacional de Educação, Diretrizes e Estratégias de Ação.

Assim, com o objetivo de elaborar suas propostas para a construção do novo PNE, a CONAE teve como eixos temáticos: Papel do Estado na Garantia do Direito à Educação de Qualidade: Organização e Regulação da Educação Nacional; a Qualidade da Educação, Gestão Democrática e Avaliação; Democratização do Acesso, Permanência e Sucesso Escolar; Formação e Valorização dos Trabalhadores em Educação; Financiamento da Educação e Controle Social; Justiça Social, Educação e Trabalho: Inclusão, Diversidade e Igualdade.


O PNE que vigorou até 2010
Chagas ainda traçou um paralelo entre o PNE que esteve em vigor até o final de 2010 (lei nº 10.172/01) e o que será aprovado pelo Congresso Nacional. Entre os principais obstáculos característicos do Plano anterior, o professor apontou a falta de prazo determinado para que estados, municípios e o Distrito Federal elaborassem seus planos de educação; a ausência de sanção para descumprimentos da Lei; e a falta de definição de estratégias para a sua implementação. O primeiro PNE também era omisso em relação à definição de indicadores educacionais necessários ao acompanhamento da execução de suas metas, além de não ter tido as atualizações compatíveis às mudanças ocorridas nesse período.

O PNE 2011/2020
O professor Chagas também explicou que o Projeto de Lei do novo PNE, por sua vez, toma como base legal a Emenda Constitucional nº 59/2009 que criou o Plano Decenal de Educação e definiu que ele terá função de articular o sistema nacional de educação. Do mesmo modo, ressaltou que o novo PNE deverá resgatar as metas do financiamento e definirá a proporção do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação.


O PNE que entrará em vigor também apresenta definição de Custo Aluno-Qualidade, prevê fontes de financiamento, define prazos para conclusão dos planos municipais e estaduais e expõe estratégias para sua implementação.

A educação em tempo integral, o ciclo de alfabetização de crianças até 8 anos e as diversidades também serão contempladas no novo PNE. A nova legislação atenderá, ainda, as perspectivas de universalização do atendimento dos 4 aos 17 anos até 2016; a ampliação da oferta de vagas na faixa etária de 0 a 3 anos de idade; o aumento do número de vagas na educação profissional e tecnológica; e o aumento da taxa de matrícula bruta e líquida na educação superior.

Chagas também ressaltou que o novo PNE inclui a Valorização dos Profissionais da Educação em suas diretrizes. Para isso, formação, salário, carreira, infraestrutura e avaliação deverão ser reforçados no ensino público brasileiro para que se cumpram objetivos do novo Plano Nacional de Educação.

Metas para o Ideb e para o investimento em Educação
No documento encaminhado ao Congresso Nacional em 15 dezembro, o MEC incluiu as metas de crescimento do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Até 2021, o País deverá alcançar média 6, em uma escala de 0 a 10. Em 2009, este índice atingiu 4,6. O novo PNE prevê, ainda, meta de investimento de 7% do Produto Interno Bruto (PIB) na Educação.


Fonte: Blog da Mobilização

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Buscador infantil brasileiro bloqueia conteúdo inadequeado

Por Douglas Ciriaco - Portal Terra
A princípio, a única diferença do Zuggi para outros buscadores é o seu visual inusitado, mas que provavelmente vai agradar ao público alvo. O site é voltado para crianças e está repleto imagens que remetem à infância e cores chamativas.

Mas seu principal atrativo é a proteção. Enquanto uma criança navega pelo Zuggi, está protegida de conteúdos inadequados. A página conta também com mecanismos para que os próprios usuários indiquem sites inapropriados para os pequenos.

Além das buscas tradicionais, o Zuggi também vasculha a web atrás de imagens e notícias, e todo o conteúdo é acessado em um quadro dentro da própria página. Isto significa que você não sai do Zuggi mesmo quando acessa outras páginas.

O apelo visual é bastante grande, o que talvez torne mais fácil a navegação para as crianças.

Além das buscas, a página conta com atalho para inúmeros jogos educativos e em breve ganhará espaço para cadastro de usuários.

É uma excelente iniciativa e que deve fazer muito sucesso entre a criançada. O buscador está disponível no endereço www.zuggy.com.br.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Universidade do Minho sedia Congresso Nacional Literacia, Media e Cidadania

A Universidade do Minho, que fica em Braga, Portugal, realizará o primeiro Congresso Nacional Literacia, Media e Cidadania nos dias 25 e 26 de março (2011).

  • De acordo com o site oficial do congresso, os objetivos são os seguintes:
  • Promover a formação de cidadãos esclarecidos e críticos face aos media e ao ecossistema mediático;
  • Incentivar a interacção entre os media e as instituições educativas e culturais;
  • Contribuir para a inscrição da educação para os media e a literacia digital na agenda pública;
  • Valorizar a participação dos cidadãos na vida democrática tirando partido das novas plataformas digitais e redes sociais;
  • Reflectir sobre a relevância da literacia mediática para a qualidade e a produtividade no trabalho;
  • Favorecer a inserção da educação para os media no currículo escolar e a utilização dos diferentes tipos de meios como recurso educativo;
  • Estimular a inovação nos métodos e conteúdos da aprendizagem, em contextos formais e não-formais de educação;
  • Divulgar e fomentar a investigação no âmbito da literacia, dos media e da cidadania.
O evento é destinado a educadores, profissionais e gestores das diferentes áreas dos meios de comunicação; pesquisadores ligados aos cruzamentos das áreas da comunicação, educação, indústrias culturais, TIC…; animadores de projetos e programas orientados para a educação para a mídia e literacia digital; bibliotecários e agentes de áreas diversas ligados à definição e implementação de políticas relacionadas com a educação para a mídia e literacia digital.

Fonte: Blog Mídia e Educação e Blog do Congresso