Aqui você encontrará notícias, dicas de sites, cursos, músicas, eventos e atividades que estejam ligadas a projetos de Jornal e Educação e Jovens Leitores.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Jornal O POVO relança coluna do programa O POVO na Educação

Além do blog (http://blog.opovo.com.br/educacao/), O POVO na Educação, desenvolvido pelo jornal O POVO, de Fortaleza/CE, relançou a coluna quinzenal do programa a partir da contribuição dos educadores que têm trabalhado com jornal em suas aulas. Veja abaixo o conteúdo de uma das colunas:


Guabiras, ilustrador do jornal O POVO, participa das oficinas

História em quadrinhos

Sempre é possível fazer com que nas aulas de língua portuguesa, a leitura e escrita se tornem duas práticas interessantes para os alunos, e quando se trata de escrever. O professor precisa incentivar ao máximo a turma, para que todos possam ter o costume de produzir bons textos. Foi o que fez o Professor Jean Paulo, da Escola de Ensino Fundamental São José, localizada no bairro de Coqueiros, município de Horizonte – CE.

Jean propôs uma aula bem diferente para os seus alunos do 7º ano, tendo a intenção de explorar a criatividade e a produção de ideias, fazendo com que várias produções textuais, de temas diversos, fossem produzidas. Essa será a proposta da coluna do O POVO na Educação de hoje.
Confira no passo a passo, o que você professor, ganha, ao propor para os alunos uma produção textual, tendo como base as tirinhas de jornal encontradas no O POVO.

FINALIZAÇÃO
Os alunos trabalham interagindo no passo a passo.

É necessário que o educador tranquilize a turma, dizendo que quanto mais produções textuais desse tipo, forem realizadas, melhores ficarão, pois é uma prática que todos podem ter o domínio, basta ter perseverança. É importante lembrar que nas equipes, os que tiverem mais facilidade para o formato do desenho, podem ajudar a outros que não ainda não tem tanta prática.

CONTEÚDO
Leitura e Produção Textual

Objetivos

Incentivar a prática da leitura e da escrita;

Dinamizar a produção textual em sala de aula;

Materiais necessários:

Histórias em quadrinhos (tirinhas de jornal) do O POVO
Pincel atômico
Lousa
Folha de papel ofício tamanho A4
Lápis
Borracha
Canetinhas coloridas
Lápis de cor Desenvolvimento

1º PASSO

Para a realização dessa aula, o professor precisa ter vários exemplos de histórias em quadrinhos, para que a turma leia e tenham inspiração naquilo que irão produzir. A seleção das tirinhas de jornal precisa acontecer bem antes da aula, e deve ser de acordo com a faixa etária dos alunos. Lembrando que para um bom desenvolvimento do trabalho é preciso que a turma seja dividida em equipes, formadas no máximo por quatro alunos.

2º PASSO

Nesse momento, o professor dará um tempo para as equipes visualizarem todas as tirinhas de jornal, e se divertirem com as histórias que foram escritas, pois, é de inteira importância que todas as leituras em quadrinhos, entregues aos alunos nas equipes sejam visualizadas. Logo em seguida, quando todos já estiverem concluído , é hora de socializar a leitura que tiveram com os demais membros da turma, cada equipe escolherá uma história em quadrinhos e apresentará para o conhecimento dos demais.

3° PASSO

Posteriormente é apresentada as características existentes nas histórias, suas particularidades, e que elementos precisam ter , para que uma produção textual desse tipo seja completa.

4° PASSO

Apresente aos alunos, o formato dos desenhos, as expressões, emoções e sentimentos que são encontrados nos personagens, e que são transmitidos através das gravuras. Explique para eles que a parte textual deve ser colocada em balões, indicando a fala dos personagens, e que os quadrados, são os locais que ficam armazenados os desenhos indicando uma passagem de tempo, ou seja, uma sequência a ser realizada.

5º PASSO

Chegou a hora dos alunos, produzirem suas próprias tirinhas de jornal. Para facilitar a produção, oriente aos participantes da atividade que corte ao meio, no formato vertical a folha de ofício tamanho A4, e em seguida com o lápis risque dois traços também verticais, resultando assim em três quadrados, ficará dessa forma uma tirinha, facilitando a produção dos desenhos e da escrita nos balões.

6º PASSO

As histórias em quadrinhos precisam ter um tema, o professor pode deixar a turma livre para escolha, fazendo com que dessa maneira, os alunos fiquem confortáveis facilitando muito mais a produção textual, juntamente com os desenhos.

Para acompanhar as colunas basta acessar o link: www.opovo.com.br/colunas/opovonaeducacao/

El Mundo dá AULA quando se fala em projetos de jornal e educação

“Quem quer se manter no futuro tem que trabalhar com crianças e adolescentes. Se não se trabalha com eles, se não há projetos para eles, não há futuro.” A frase de Miguel Gómez Vázquez (foto abaixo), redator-chefe do jornal espanhol El Mundo e responsável pelo projeto de Jornal e Educação, AULA, dá a dimensão da importância que esse público tem para o grupo.

O AULA começou a ser desenhado em 1999, quando o diretor Pedro J. Ramirez resolveu dar um passo ousado para contornar o cenário ruim de leitura de jornais na Espanha. Enquanto a Finlândia tinha 436 leitores de jornal por 1000, a Espanha tinha apenas 102. Diante daquela realidade, a direção do jornal resolveu criar um programa que estimulasse a formação de jovens leitores. Um grupo buscou sindicatos, colégios e ministérios e por seis meses estudou o mercado e como poderia unir as demandas da educação às suas possibilidades.

Em 2001 o programa começou já grande e impressionou até mesmo a Associação Mundial de Jornais – WAN, de quem recebeu um prêmio anos depois em reconhecimento à sua ousadia. Unicef e SND também premiaram AULA por sua contribuição à educação e a qualidade de seus infográficos. Vários jornais do mundo buscaram e até hoje buscam El Mundo para conhecer melhor o projeto, cujo público é composto de adolescentes de 14 a 18 anos.

Para Miguel Gómez Vázquez quando se investe num programa de Jornal e Educação se consegue não apenas novos leitores, mas leitores fiéis, cidadãos mais informados e uma cidade com melhores índices de leitura. O erro pra ele, no caso da Espanha, é que cada jornal trabalhe de forma individual. “Se os maiores jornais espanhóis se unissem, poderíamos ter o mesmo programa, distribuindo jornais para todas as escolas do país e ainda possibilitando que os jovens pudessem fazer comparações entre os jornais, aprimorando sua leitura crítica e percebendo até mesmo as diferenças de posições políticas de cada veículo. Teríamos muito mais ganhos”, afirma.

Custos e Operacionalização
O projeto AULA custa cerca de 1,5 milhões de euros/ano, bancados por patrocinadores locais e nacionais como banco Santander, Banesto, Unicaja, Iberdrola, Caixa Galicia, entre outros. Cabe ao jornal manter a equipe composta por cerca de seis pessoas, entre jornalistas e designers, para criar o conteúdo do suplemento e do site.

A conta é simples. O exemplar da banca custa 1,20 euros e o do programa, 0,60. Soma-se o que os patrocinadores dão por ano, divide-se por 0,60 e sabe-se quanto jornal poderá ser distribuído nas escolas. Se um patrocinador local sai do programa, as escolas daquela província deixam de receber o jornal.

Além do exemplar do El Mundo distribuído diariamente (segunda a sexta) nas escolas, numa proporção de um exemplar para cada grupo de cinco alunos, o jornal também distribuía diariamente o Suplemento AULA, com oito páginas, sendo que havia um tema para cada dia da semana (até 2008).

Fonte: Jornal ANJ/ Cristiane Parente - Dezembro 2010

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Guia GIFE de Investimento Social Privado em Educação

Compartilhamos o Guia GIFE de Investimento Social Privado em Educação, publicado em 2003. Apesar de já ter sete anos, acreditamos que a publicação pode ser interessante para gerar reflexões tanto em quem tem um projeto de educação e precisa de investimentos, como para quem pretende investir em um projeto de educação.

Veja abaixo o resumo do guia, publicado no site do GIFE - Grupo de Institutos, Fundações e Empresas:

O Guia GIFE de Investimento Social Privado em Educação é uma publicação para empresas que pretendem investir em projeto sociais na área educacional ou para as que já investem e querem aperfeiçoar sua atuação.

Em suas páginas, o Guia traz informações para que os projetos em educação sejam elaborados de forma a permitir a transformação da realidade das comunidades a que se destinam. A idéia que permeia a publicação é a de que um investimento social privado em educação deve ser planejado, sistemático, monitorado e ter seu impacto avaliado.

O Guia também reforça a importância da atuação conjunta entre os investidores sociais privados e as organizações da sociedade civil, os centros de pesquisa, as universidades e os órgãos públicos. A publicação traz ainda informações sobre a estrutura educacional brasileira, que evoluiu nos últimos anos, mas ainda está aquém das necessidades brasileiras. D

Durante a elaboração da publicação, foram feitas pesquisas e consultas com especialistas, instituições referenciais no setor e associados do GIFE.

Fonte: GIFE/ Blog Mídia e Educação (www.culturamidiaeducacao.blogspot.com)

I SIELP - Simpósio Internacional de Ensino de Língua Portuguesa


A Universidade Federal de Uberlândia, através do Instituto de Letras e Linguística e do Programa de Pós Graduação em Estudos Linguísticos, sediará o I SIELP - Simpósio Internacional de Ensino de Língua Portuguesa nos dias 16 e 17 de junho de 2011, em Uberlândia/MG.

Período de inscrição e submissão de trabalhos:
a) De 01/12/2010 até 10/01/2011- para coordenação de Grupo Temático.
b) De 15/01/2011 até 15/02/2011 – para comunicação em Grupo Temático.
c) O coordenador de GT deverá entregar o número de resumo aprovados até 28/02/2011.
d) A organização do evento divulgará os GTs e seus participantes em 15/03/2011.
e) De 15/01/2011 até 15/03/2011 – para painéis.

Mais informações no site: www.ileel.ufu.br/sielp

1º Fórum Acreano do Livro, Leitura e Literatura

Entre os dias 7 e 9 de dezembro acontece o 1º Fórum Acreano do Livro, Leitura e Literatura, que irá discutir com a sociedade as diretrizes para os Planos Municipal e Estadual do Livro e Leitura.

O evento é uma parceria entre a Câmara Temática de Literatura / CMPC (financiada pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura - 2010) e o Governo do Estado do Acre (através do Departamento Estadual de Bibliotecas Públicas).

Programa Vamos Ler, de Ponta Grossa/PR, premia alunos e professores

O 1º Concurso Cultural Vamos Ler do Jornal da Manhã, de Ponta Grossa/PR já tem os vencedores.

Na Categoria Professores - Como utilizar o jornal na educação os vencedores foram:
1º Lugar: Professora Elza Beatriz Gelinski Escola Estadual Profº Edison Pietrobelli Ponta Grossa
2º Lugar: Professora Patrícia Regina Kloster Colégio Estadual Padre Arnaldo Jansen Ponta Grossa
3º Lugar: Professora Simone de Fátima Colman Martins Colégio Sagrada Família Ponta Grossa


Conheça as atividades vencedoras clicando aqui: ConcursoCultural_Ganhadores_CategoriaProfessores

Na categoria Alunos - Como está o meio ambiente, os vencedores foram:
1º Lugar: Lucas Daniel Oliveira da Silva 5ª série Colégio Estadual Padre Arnaldo Jansen Ponta Grossa
2º Lugar: Giulia Bowens 4ª série Colégio Sagrada Família (Sede Centro) Ponta Grossa
3º Lugar: Francielle Nocêra Viechineski 5ª série Colégio Sagrada Família (Sede Uvaranas) Ponta Grossa


Conheça os textos vencedores clicando aqui:
ConcursoCultural_Ganhadores_CategoriaAlunos

Educação continua concentrando investimento social privado brasileiro

A educação é a área social em que os empresários mais investiram em 2010. Dos 102 associados do Grupo de Institutos Fundações e Empresas (Gife), 82% têm o ensino como foco principal de suas ações. O dado faz parte do Censo 2009-2010, mapeamento bienal sobre o investimento social privado dos associados do grupo. O documento foi divulgado pela instituição na última semana.

“A questão temática da educação é histórica. Além de ser efetivamente uma área fundamental para a sociedade, a escolha pelo setor se deve, em parte, pela predominância de investidores empresariais em um campo que já está consolidado. É mais difícil empresas investirem em temas controversos”, explica o gerente de conhecimento do Gife, André Degenszajn.

Além da educação, juventude (60%) e cultura (60%) também recebem o maior número de investidores. Os dados não são por valor investido, mas por investidor.

Com um investimento estimado em cerca de R$ 2 bilhões, em 2010, as organizações que compõem a Rede Gife beneficiaram aproximadamente 24 milhões de brasileiros. Com relação aos beneficiados, o número corresponde às respostas de apenas 84 organizações do conjunto, não das 102. Esses 84 investidores são responsáveis por 66% do valor total investido pela rede.

No setor educacional, a pesquisa mostrou que a capacitação de professores é a principal linha de ação dos institutos e fundações, com 70% dos investimentos. Em seguida estão as oficinas de arte-educação, com 46%, e a instalação de bibliotecas e laboratórios, com 45% das ações.

Sobre o público-alvo, o destaque ficou para o ensino fundamental. Os projetos das organizações voltadas para a faixa etária dos 7 aos 14 anos atingem 83%. Em segundo lugar, o ensino médio (15 a 17 anos) com 75%, e depois o ensino profissionalizante, para o qual as ações do Gife somam 39%.“Hoje, na educação, há uma tendência a aumentar o investimento das empresas no ensino médio, pois números mostram que representa uma parte problemática na área do ensino”, afirma Degenszajn.

Investimento em cultura
Um dossiê especial sobre o investimento da Rede Gife em cultura também faz parte do Censo 2009-2010. Por meio do estudo, foi constatado que apenas quatro instituições afirmam que a área de cultura é o seu principal foco de atuação. Para 37 organizações, é apenas mais uma das áreas das quais desenvolvem ações, sendo que para 25 delas, recebe apenas investimentos esporádicos.

“Podemos concluir que há uma fragilidade na área da cultura de forma específica”, analisa o gerente de conhecimento do Gife. “Muitas vezes a cultura aparece como elemento instrumental, por exemplo, quando são desenvolvidas oficinas de arte-educação. Então, funciona como meio para alcançar objetivos educacionais, não como finalidade da promoção da cultura ou produção de bens culturais”.

Segundo a instituição, também áreas como defesa de direitos e comunicação ainda recebem pouca atenção da Rede Gife.

Para o grupo, as informações sobre o perfil das organizações revelam os desafios para a atuação de empresas no terceiro setor. Um deles é a ampliação não apenas da diversidade de investidores, mas a abrangência temática e geográfica para além do eixo Sudeste-Sul, de acordo com as conclusões do estudo.

Aprimorar os sistemas de gestão e criar indicadores de governança também foram pontos citados como metas para os próximos dez anos.

Fonte: Portal Educação/ Desirèe Luíse - 03/12/2010