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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Educadores defendem o tradicional uniforme

Looks da moda, estilinho do momento e marcas famosas. As roupas preferidas acabam na gaveta quando o destino for a sala de aula. Os uniformes invadem cada vez mais o universo escolar e os educadores são claros: Deus no céu e uniforme na terra. Entenda a importância das roupas que você tanto reclama.

Amanda Bruna da Costa, de Manaus, Amazônia, tem seu ódio declarado no Orkut. Ao clicar no “participar” da comunidade “Eu Odeio Uniforme Escolar”, a estudante do colégio Dom Bosco quis dividir suas reclamações com outros internautas. Mas enganam-se aqueles que pensam que aluna de 16 anos desgosta do uniforme por questões de consumo ou de aparência: “Uniforme dá muito trabalho. Por exemplo, os tecidos de alguns são ruins, muitas vezes rasgam fácil, mancham. Além de serem desconfortáveis, como a blusa que eu uso que tem uma gola que aperta no pescoço”, disse.

Para Ascânio Sedrez, diretor educacional do colégio Marista Arquidiocesano, de São Paulo, os alunos de ensino médio não gostam do uniforme publicamente, mas individualmente eles admitem sua eficácia e importância. De fato, a orkuteira Amanda Bruna reconhece que as roupas padronizadas são essenciais para evitar “desfiles de moda” e para não deixar “meninas que gostam de se mostrar usarem saias muito curtas”, como ela mesma definiu.

Sedrez também afirma que, apesar das constantes reclamações que a direção do colégio Marista recebe, muitos alunos, principalmente os meninos, elogiam a praticidade do uniforme. É só objetividade masculina? Não. Parece que muitas meninas gostam de acordar e já saber o que vestir.

Porém, Sedrez destaca que a importância da padronização no meio escolar não caminha sobre aspectos de igualdade e consumo: “Não existe mais o optar pelo uniforme para nivelar os alunos em questão econômica, pois os acessórios mostram as diferenças sociais e alimentam o consumo. É o tênis da moda, o último lançamento do Ipod e assim vai”, falou o diretor.

Para Sedrez, o Top 5 das vantagens do uniforme escolar são a organização, o foco no aprendizado, a economia, a praticidade e a regra. “Essas roupas organizam a vida do estudante na escola. E permitem preocupações com questões mais importantes como aprendizado, crescimento e conteúdo. O uniforme não deixa espaço para preocupações com aparência, e ainda se mostra econômico para os pais”. Além disso, o uso obrigatório da roupa ensina os estudantes a respeitarem regras: “Eu sempre brinco com os alunos que eles não entrariam em uma festa de 15 anos se não estivessem vestidos com traje a rigor. Pois no colégio é a mesma coisa”. Sacou?

Dicas
Amanda, que odeia o uso de uniforme, deixa algumas sugestões para as escolas:
- Eles devem ser feitos com tecidos bons e confortáveis – a blusa com gola atrapalha muito a Amanda durante as aulas, por exemplo;
- Nada de um emblema enorme com o nome da escola -está comprovado que isso facilita sequestros;
-As cores não devem ser chamativas e bregas – aposte na neutralidade: branco, azul e afins;
- Uniforme é uniforme, e roupa da moda é roupa da moda. Nada de tentar juntar as duas coisas, já que os estudantes não gostam de uniformes que tentam se “aproximar do gosto jovem”;
- Ou todo mundo usa uniforme, ou ninguém usa. Alguns colégios têm a ideia de só tornar obrigatório o uso do uniforme no ensino fundamental. Com isso, usar roupas padronizadas vira motivo para bullying.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/educacao/noticias/0,,OI4757008-EI8266,00-Nada+de+moda+educadores+defendem+o+tradicional+uniforme.html

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Programa A Gazeta na Sala de Aula premia melhores jornais escolares

Professores e alunos se reuniram no dia 7 de outubro, em Vitória/ES, para uma comemoração que celebrou a conquista dos melhores jornais escolares do Concurso Jovem Repórter, realizado pelo programa A Gazeta na Sala de Aula, em parceria com o suplemento Gazetinha.

Um dia especial
O embarque nos ônibus, com muitas expectativas, convidava para um dia inteiro de atividades, e era possível ver o brilho nos olhos dos alunos, alguns tendo a primeira oportunidade de visitar a capital do Estado. Ao passar pelo Porto de Vitória, a turma da EMEB Monteiro Lobato, de Cachoeiro de Itapemirim, ficou impressionada com os grandes navios ancorados. A satisfação também foi grande para os alunos da EMEF Marília de Rezende S. Coutinho, de Linhares, ao passar pela Praia de Camburi e avistar o Convento da Penha. Os alunos do Centro Educacional Praia da Costa, da cidade vizinha de Vila Velha, cruzaram a Terceira Ponte e viram de cima seu município, sobre o qual produziram matérias. Lições de vida e momentos que certamente vão ficar marcados na memória de todos.

Após algumas horas de viagem, para os que vinham de longe , as turmas foram recebidas no Shopping Norte Sul para uma cerimônia de premiação, na qual receberam 1200 exemplares dos jornais que produziram. Letícia Lindenberg, gerente de Comunicação Empresarial da Rede Gazeta, recepcionou os presentes com palavras de agradecimento e incentivo, parabenizando os vencedores pelo belíssimo trabalho realizado. A editora Rachel Martins e a repórter Marcella Andrade, da Gazetinha, conversaram com o público sobre a iniciativa do concurso e falaram sobre o próximo passo, que será a participação dos alunos escrevendo para o Blog da Gazetinha durante seis meses.

Chegou então a hora esperada, de entrega dos 1200 exemplares de cada jornal vencedor. Alunos e professores ficaram satisfeitos com o resultado do trabalho, e muitos demonstraram grande felicidade em ter o produto de seu empenho em suas mãos. Após as fotos para a Gazetinha que vai circular no dia 16 de outubro com a cobertura completa do dia da premiação, todos foram convidados para uma sessão de cinema com o filme Meu Malvado Favorito. Não faltaram a pipoca, o refrigerante e o sorriso no rosto. Todos se emocionaram com a história de um malvado homem que transforma sua vida ao adotar três irmãs que viviam em um orfanato.
Após um almoço na praça de alimentação todos embarcaram novamente, dessa vez rumo à Rede Gazeta para uma visita, seguida de lanche e entrega de brindes. Os alunos do Centro Educacional Praia da Costa foram surpreendidos pelo apresentador Mário Bonella, que os convidou para dar uma entrevista ao vivo no programa CBN Cotidiano. Enquanto isso, a turma da EMEB Monteiro Lobato, de Linhares, gravava um jingle para a Rádio Litoral em comemoração ao Dia das Crianças.

Com a mão na massa
A fotografia é uma paixão para muitas pessoas. Mas para Vinícius Amaury Nunes, de 9 anos, aluno do Centro Educacional Praia da Costa, pela primeira vez ela foi um instrumento de trabalho. O fotógrafo-mirim contou que saiu junto com um amigo para fazer fotos na orla da Praia da Costa, além de escrever matéria e fazer entrevistas. A temática desenvolvida por ele foi o aniversário de Vila Velha, município onde sua escola está sediada. “Fizemos uma reunião. A tia pensou com a gente no que podíamos fazer. Resolvemos fazer entrevistas. Nós trabalhamos juntos, com as professoras coordenando”. Vinícius falou ainda sobre como foi receber a notícia de que tinham ganhado o concurso: “Ficamos ‘que nem loucos”. E acrescentou: “Foi super importante porque ganhamos novos conhecimentos. Estou animado para escrever no blog, conhecer outras pessoas.”

A professora Rachel Timóteo, também do Centro Educacional Praia da Costa, relatou que quem levou a ideia para a escola foi a monitora Guiomar Ferreira. “O interessante foi que, no mesmo dia que a Guiomar trouxe a Gazetinha com a proposta do concurso, vários alunos também trouxeram o suplemento de casa. Acertamos então os grupos de trabalho e aproveitamos um projeto que a escola já estava desenvolvendo, chamado ‘Eu, cidadão’. Discutimos na sala de aula as pautas e saímos pela Praia da Costa para abordar as pessoas, que foram muito solícitas. Até alunos de outras escolas deram entrevistas.” Com o objetivo de obter informações para matérias, a escola convidou a Polícia Militar para uma palestra sobre drogas e violência. O processo de produção do jornal foi longo, começou em março. A professora contou que a escola, por já trabalhar com o programa A Gazeta na Sala de Aula, tem um trabalho que se chama “Mural de Novidades”, onde são afixadas a cada segunda-feira matérias de jornal levadas pelos alunos. “Foi no ‘Mural de Novidades’ que divulgamos a notícia de que tínhamos ganhado o concurso. Quando a professora Rachel, responsável pela turma vencedora, chegou à escola após o feriado de 7 de setembro e viu o resultado no mural, foi uma festa. Todos ficaram empolgados. Foi um trabalho muito bom. Depois disso muitas crianças ficaram interessadas.”

Para Ricardo de Souza Pinheiro, de 12 anos, aluno da EMEB Monteiro Lobato, de Cachoeiro de Itapemirim, o que mais marcou foi ver a matéria dele no jornal. “Muita gente participou do jornal. Buscamos falar das coisas boas e dos problemas da comunidade. Cada um colaborou de uma forma”. Ricardo, que entrevistou a professora Rosane sobre a Feira de Ciências, disse ainda que “foi um orgulho muito grande representar o Bairro Alto União e a escola. Todo mundo ficou muito orgulhoso.”

Na EMEF Marília de Rezende Coutinho, de Linhares, as professoras incentivaram que todos participassem, segundo Alice Santos Koppe, de 7 anos. “Fizemos uma reunião e conversamos sobre o que íamos escrever. Eu fiz uma matéria sobre a reforma do Campo do Vasquinho, porque eu moro perto dele. Todo mundo colaborou.” E contou: “No dia que a professora avisou que ganhamos, todos gostaram. Eu me senti orgulhosa porque a minha matéria saiu no jornal.” A professora Maria d’Ajuda Santos, que é mediadora do Laboratório de Informática da EMEF Marília e coordena o jornal da escola, disse que o projeto foi feito com a colaboração da professora Josmari Araujo dos Santos, de Educação Física, que motivou o tempo todo os alunos.
“O legal foi que os pais se engajaram. Os alunos não podiam sair pela comunidade sozinhos, então os pais foram com eles fazer as matérias”. Ela contou que alguns alunos, que de início abraçaram a causa desistiram no meio do caminho, e que eles não os forçaram a continuar. “Os alunos desistentes, depois que souberam do resultado, se arrependeram e disseram que vão participar da próxima edição.”

Confira as escolas que fizeram bonito e mostraram que seus jornalistas são verdadeiros craques:
Categoria 2º e 3º anos
EMEF Marília de Rezende S. Coutinho – Linhares - Jornal Estudantil
Categoria 4º e 5º anos
Centro Educacional Praia da Costa – Vila Velha - Jornal Notícias da Hora
Categoria 6º e 7º anos
EMEB Monteiro Lobato – Cachoeiro de Itapemirim - Monteiro em Foco
Fonte: A Gazeta/ ES - Fotos: Gildo Loyola

Programa "Ler para saber mais" promove palestra sobre leitura

O programa Ler para Saber Mais do jornal GAZETA DO OESTE (RN) realizou no dia 6 de outubro, em parceria com a Editora Paulinas de Natal, mais uma atividade. Desta vez, uma palestra no auditório do Hotel Thermas, de Mossoró/RN reuniu cerca de 400 pessoas para discutir o tema “A leitura e a formação do professor: caminhos para o sucesso da escola”.
Estiveram presentes alunos do curso de Pedagogia, Letras e professores da rede pública e privada.
O evento foi iniciado às 13h com as inscrições e entrega de material. Por volta das 13h30, teve início uma explanação voltada às concepções de leitura ligadas a produção de sentidos exposta pelo bem humorado Professor Doutor em Educação, Ezequiel Teodoro, da Universidade de Campinas (UNICAMP), São Paulo.

“Além da produção de sentidos, fomos para uma área que é a questão da docência e suas responsabilidades para a formação de leitores; o trabalho que as escolas devem desenvolver enquanto elemento de crescimento e participação social”, explica o educador se referindo a palestra que expôs.

Ezequiel ainda abordou a globalização como impulsionador da leitura na atualidade e reforçou a necessidade de haver uma leitura crítica de tudo. “Temos que nos preocupar e desenvolver competências de leitura crítica. Não podemos cair nas mentiras e outras falácias que circulam na sociedade”, complementa.

No intervalo da palestra, os participantes prestigiaram um momento cultural com a apresentação do Grupo de Violão do Movimento Cultural Ecoarte.
Ao final da exposição o professor Ezequiel autografou três dos livros recém-lançados: “Leitura na Escola e na Biblioteca”; “Leitura e Realidade Brasileira” e “Professor de Ensino Fundamental: identidade em jogo”.
O evento e a desenvoltura do palestrante chamaram a atenção dos participantes. “O professor tocou em diversos assuntos que são importantíssimos para nosso dia-a-dia enquanto educadores. Poder absorver esses conhecimentos que o evento e a palestra estão trazendo, ainda mais com o bom humor do palestrante, se torna muito gratificante”, ressaltou a professora de educação infantil Conceição Pereira.

À noite o Professor Doutorando Casemiro Campos (foto), de Fortaleza, palestrou sobre gestão escolar e docência e também lançou novas produções na área da educação.

O professor coordenador do Ler para Saber Mais, Marcos Antonio, falou dos temas que o evento debateu. “O objetivo foi de discutir a formação da leitura para os professores melhorar a qualidade de ensino nas escolas”, explica acrescentando que “os temas são muito atuais. Temos um grande número de analfabetos, o nível de ensino está lá embaixo – comprovado pelos índices. Acredito que essa discussão veio na hora certa para melhorar a qualidade das escolas públicas”, completa.

Fonte: Gazeta do Oeste/ Foto: Edinilto Neves - Mossoró/RN

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Clássicos viram quadrinhos e incentivam jovens a ler

Eles são conhecidos como os clássicos da literatura – exaltados por sua grandiosidade, mas com fama de difíceis. Geralmente, ficam empoeirados nas bibliotecas e frequentam as listas de material didático desde a época de nossos avós. Mas atenção: eles não têm nada de chatos.
Alguns são tão atuais que se transformaram em histórias em quadrinhos.

Adaptação de clássicos, aliás, não é novidade. Muitos deram origem a filmes, séries de TV e peças de teatro. No mundo das HQs, mídia relacionada à juventude, a expectativa é que despertem o interesse da garotada para a leitura.

Editora responsável pelas HQs da Ediouro, Gabriela Javier trabalhou em vários projetos de adaptação desses livros para quadrinhos. Para ela, o interesse do jovem se deve à atualidade das histórias publicadas. “O aluno brasileiro tem muita dificuldade em se aproximar do clássico. O quadrinho o torna mais acessível”, comenta.

A Ediouro adaptou para HQ títulos como O triste fim de Policarpo Quaresma, romance de Lima Barreto, Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, e O pagador de promessas, de Dias Gomes. Uma das publicações da editora é O alienista, de Machado de Assis, adaptado pelos gêmeos Fábio Moon e Gabriel Ba, celebrados quadrinistas brasileiros e conhecidos por trabalhos como Dez pãezinhos e Daytripper. “Você tem de fazer uma boa adaptação para incentivar a leitura”, defende Moon. E adverte: a nova versão tem de ser boa como quadrinhos, mas preservando o máximo do texto original.

“A HQ cria curiosidade de ler mais obras daquele autor”, acredita o desenhista. Márcia Moraes, professora de literatura da PUC Minas, diz que a leitura da HQ deve ser acompanhada pelo professor. “Se bem orientado, o jovem talvez se sinta motivado. Mas se for apenas para ler como uma história em quadrinhos, sem prestar atenção nas nuances do texto clássico, o aluno não terá interesse no original”, pondera.

Uma boa forma de abordar a leitura em sala de aula é a comparação do original com o HQ, recomenda ela. Apesar de defenderem a leitura de livros adaptados, Fábio Moon, Gabriela Javier e Márcia Moraes não acreditam que a nova obra substitua a original. “O quadrinho seria apenas o motivador para se conhecer os clássicos”, enfatiza a professora. O desenhista, por sua vez, compara a HQ com a adaptação cinematográfica. “Se gosto de um filme, vou ler o livro para ver de onde veio aquela história. O mesmo ocorre com o quadrinho”.

PROCESSO
Gbriela Javier informa que a adaptação, geralmente, é feita pelo roteirista e pelo ilustrador. O primeiro decide o que será cortado e é essencial para a história. A partir desse roteiro o ilustrador faz seu trabalho. O desenhista Fábio Moon conta que, em O alienista, as descrições de Machado de Assis viraram imagens, enquanto a narrativa do autor foi apresentada na forma de diálogo.
Fonte: Correio Braziliense/ Eu Estudante

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Estudantes criam o jornal escolar 'Gazeta Vicentina'

Estudantes universitários ministram oficinas para os alunos aprenderem a trabalhar
com os meios de comunicação escolares

Para verbalizar seus pensamentos e críticas, a turma da 6ª série ‘B’ da E.E. Medalha Milagrosa (Ponta Grossa/PR), que participou do Projeto Cultural Vamos Ler em 2009, decidiu criar uma rádio escolar, que vai ao ar todas as sextas-feiras, durante o recreio. Motivada pela ideia, a professora Carmen de George propôs para atual turma que trabalha com o Jornal da Manhã, a 5ª série ‘B’, a criação de um jornal escolar, onde eles poderiam ver expressas as suas argumentações, bem como as de colegas de outras turmas e funcionários. “Como sou Professora do Curso de Letras na Faculdade Secal, propus aos alunos do 2º ano o desafio de me auxiliar na concretização desse jornal. eles então ministraram várias oficinas para os alunos da 5ª série”, esclarece Carmen.

O jornal ganhou o nome ‘Gazeta Vicentina’, e a primeira edição saiu em setembro, com matérias interessantes para a comunidade escolar, escritas por alunos, professores e funcionários da ‘Medalha Milagrosa’. “Divulgamos os mais diversos assuntos envolvendo nossa comunidade, sendo que as fotos também foram produzidas pelos próprios alunos”, explica a educadora.Além de notícias, o jornal tem um encarte com as aventuras de um super-herói - As aventuras de Super Kauã – escritas por um aluno da 6ª série. A professora conta que conseguiram patrocínio tanto para a rádio quanto para o jornal escolar, com comerciantes locais.

“Minha intenção é desenvolver nos alunos a capacidade de argumentar e expor por escrito as suas ideias, estimular a responsabilidade de desenvolver um projeto sério e importante, cujos resultados passarão pela crítica de toda comunidade escolar”, afirma a professora Carmen.

Alunos realizam enquete na escola
Os estudantes da 5ª série ‘B’ da Escola Medalha Milagrosa fizeram uma enquete com alunos, professores e funcionários sobre a presença de policiamento nas escolas. A pergunta - A presença da Patrulha Escolar inibe a violência na Escola? - apresentou 98% das respostas ‘negativas’. A questão também foi levada para um professor, um aluno e uma pessoa da comunidade externa para argumentarem sobre o assunto.A fonte de pesquisa utilizada na enquete foi a revista ‘Na Ponta do Lápis’, distribuída para as escolas que participaram da Olimpíada da Língua Portuguesa.“Os dados da enquete e as argumentações serão divulgados na Gazeta Vicentina. A cada edição da Gazeta, nova enquete será realizada”, explica a professora Carmen de George.

Fonte: Jornal da Manhã/PR 01/10/2010

Esqueça o que você sabe sobre como estudar

Por Benedict Carey, do New York Times

Psicólogos descobriram que alguns dos mais sagrados conselhos sobre como estudar estão errados. “Reserve um espaço tranquilo; respeite o cronograma de tarefas; estabeleça metas e limites” -as conclusões contradizem grande parte dessa sabedoria comum. Na verdade, algumas técnicas simples podem melhorar de forma confiável o quanto um aluno aprende ao estudar.

Por exemplo, em vez de ficar em um só local, o simples fato de alternar o ambiente do estudo já melhora a atenção. O mesmo vale quanto a estudar habilidades ou conceitos distintos, mas correlatos, de uma só vez, em lugar de focar intensamente em uma coisa só. “Conhecemos esses princípios já há algum tempo, e é intrigante que as escolas não os tenham adotado, ou que as pessoas não os aprendam por tentativa e erro”, disse Robert Bjork, psicólogo da Universidade da Califórnia, Los Angeles.

Veja a noção de que as crianças têm estilos de aprendizado específicos -que algumas são mais “visuais”, enquanto outras aprendem “de ouvido”; ou que algumas usam mais o lado esquerdo do cérebro, e outras usam mais o direito. Numa recente revisão publicada na revista “Psychological Science in the Public Interest”, uma equipe de psicólogos não encontrou praticamente nada que corroborasse tais ideias. Eles consideraram “chocante e perturbadora” a popularidade de uma abordagem tão pouco comprovada.

Muitos cursos voltados para como estudar melhor insistem que o aluno encontre um local específico para trabalhar. A pesquisa concluiu justamente o contrário. O cérebro estabelece associações sutis entre o que é estudado e as sensações notadas naquele momento no ambiente. Ele dá ao Tratado de Versalhes as mesmas cores da luz fluorescente do alojamento estudantil, digamos; ou atribui ao Plano Marshall o tom de verde do salgueiro no quintal.

“O que achamos que acontece é que, quando o contexto externo varia, a informação é enriquecida, retardando o esquecimento”, disse Bjork. Da mesma forma, variar o tipo de material estudado em uma só sessão parece deixar uma impressão mais profunda no cérebro, em vez de se concentrar numa só coisa por vez.

A pesquisa também contraria a abordagem da “imersão intensiva”. Entupir apressadamente um cérebro é como tentar encher de repente uma mala vagabunda: ela segura o conteúdo por algum tempo, até que tudo se esparrama. Quando a “mala neurológica” é enchida de modo gradual e cuidadoso, ela retém o conteúdo por bem mais tempo. Uma hora de estudos por noite, uma hora no fim de semana, outra sessão daqui a uma semana: tal espaçamento melhora a rememoração posterior.

Ninguém sabe por quê. Talvez o cérebro, ao revisitar o material, tenha de reaprender parte do que havia absorvido, antes de incorporar mais coisas e pode ser que esse processo sirva de reforço. “A ideia é que o esquecer é amigo do aprender”, afirmou Nate Kornell, psicólogo do Williams College, de Massachusetts, e autor de um estudo sobre o aprendizado. “Quando você esquece algo, isso permite que você reaprenda, e o faça efetivamente da próxima vez que vir isso.”

Fonte: revistapontocom/

Dos cinemas de última geração para as salas de aula

Popularizada por recentes produções cinematográficas, a tecnologia tridimensional vem ganhando espaço em nosso cotidiano. Salas de projeção modernas, televisores 3D, conteúdos no Youtube, videogames e até em celulares. Por que não utilizar essas novidades em prol da educação? Além de prender a atenção dos alunos, a terceira dimensão pode proporcionar ou facilitar o aprendizado de conteúdos diversos. E alguns projetos já estão dentro das escolas.

Uma iniciativa pioneira acontece no Colégio Franciscano Nossa Senhora Aparecida, em São Paulo. Desde o início do ano, o Consa é a única instituição de educação básica do país com um curso de produção 3D em sua grade. Alunos do 9º ano do ensino fundamental ao terceiro colegial podem optar pela matéria, que tem duração de dois anos. "Estou sempre pesquisando novas maneiras de fazer uso da tecnologia no colégio. A ideia é que a ferramenta não seja um fim, mas sim um meio, contextualizada no aprendizado. Observando meu filho de três anos, conversando com estudantes e analisando o mercado de trabalho, resolvi desenvolver um trabalho de terceira dimensão. O foco do curso é o entretenimento, mas as habilidades aprendidas aqui podem ser usadas em projetos de áreas variadas, como engenharia, arquitetura e física. É uma profissão de futuro", diz Fabiano Gonçalves, responsável pela área de Tecnologia Educacional do Consa.

A primeira etapa do curso tem foco nos recursos básicos de 3D, como ferramentas de modelagem, textura e iluminação. Os alunos começam criando objetos inorgânicos - como mesas, cadeiras e casas - e, conforme avançam, passam para figuras orgânicas, com expressões, movimentos e voz. O diferencial das aulas é oferecer uma situação-problema para que os estudantes resolvam, e não uma explicação teórica comum. Fabiano ressalta que em vez de aprender os conceitos e só depois ir para a prática, a escola estimula a aplicação do conteúdo na própria aula. "Trabalhamos com uma metodologia de problematização e colaboração", afirma. "O professor é um mediador, que explica os recursos técnicos que o aluno ainda não sabe sozinho. Mas ele não dá a receita pronta. São os jovens que constroem o desafio, interagindo com os colegas".

Vale destacar que parte da carga horária do curso é cumprida via EAD. Além dos encontros presenciais, os alunos devem apresentar trabalhos em um ambiente virtual. "Percebo que eles dedicam muito tempo fora da escola ao software, extrapolando o número de horas que pedimos. Mostram trabalhos para os colegas, compartilham links e tutoriais com a sala toda. Até os pais acabam envolvidos nesse processo", completa Gustavo.

Outro bom exemplo de projeto é o Fantástico Mundo 3D, desenvolvido pelo professor Guilherme Hartung, do Colégio Estadual Embaixador José Bonifácio, no Rio de Janeiro. O trabalho surgiu despretensiosamente, a partir de uma conversa entre o professor e alguns alunos, no intervalo das aulas. "Eles me questionaram sobre o recente sucesso de filmes em terceira dimensão, mostrando uma típica confusão entre vídeos com inserção de personagens criados em softwares de modelagem tridimensional, como Transformers, e aqueles que usam tecnologias de visualização 3D", lembra Guilherme. Alice, Avatar e Toy Story, por exemplo, ganharam versões específicas para salas de cinema diferenciadas, que contam com sistema de projeção 3D. O espectador consegue visualizar o efeito apenas se utilizar óculos com lentes especiais. Ele explica que "a produção tem o objetivo de ‘enganar' o cérebro, para fazê-lo acreditar que as imagens são realmente tridimensionais, dando a impressão que os objetos e personagens estão ‘saltando' da tela. Para isso, deve-se usar um óculos polarizado ou anáglifo [aquele com lentes vermelha e azul]".

A explicação não foi suficiente para acalmar a curiosidade dos jovens, que nunca haviam experimentado a nova tecnologia - em Petrópolis, ainda não há um cinema 3D. Diante do assunto, o professor enxergou uma possibilidade educativa. "Me dei conta da quantidade incrível de conteúdos de geometria, física e biologia que estavam envolvidos no tema. Ângulo de sobreposição dos olhos, polarização da luz, visão binocular, componentes, reflexão e refração da luz são só alguns dos conteúdos abordados. Foi então que percebi o gigantesco potencial pedagógico do tema, como uma tecnologia multidisciplinar, interdisciplinar e de grande atração para os jovens", diz Guilherme. Visando a incrementar suas aulas, ele ousou ao criar o grande trunfo do projeto: um sistema de exibição de baixo custo. Os filtros polarizadores, óculos polarizados e uma tela adaptada custaram menos de 200 reais. Somados aos dois projetores da escola, o resultado foi um verdadeiro auditório 3D.

Oportunidade de negócio

Algumas empresas estão se especializando em oferecer sofwares com material educacional em 3D para instituições de ensino. O Eureka, produzido pela Designmate, traz animações e gráficos com conceitos de diversas matérias do ensino fundamental, médio e superior. São 650 conteúdos em terceira dimensão, envolvendo Matemática, Ciências, Biologia, Física e Química. Embora as narrativas estejam em inglês, há a possibilidade de traduzir o software para o português e de ajustar os tópicos à realidade brasileira. Taís Ribeiro, analista de marketing da Absolut Technologies, que distribui o software no país, conta que, devido ao boom do 3D, a empresa criou asoluções para escolas do ensino fundamental, que vão desde um simples sistema de projeção portátil até um complexo auditório/cinema 3D. "Através da parceria com a Designmate, recebemos mais de 2.000 conteúdos didáticos, que estamos traduzindo. Eles também podem ser utilizados sem áudio, permitindo maior explicação do professor", diz.

No Brasil, o Iesde (Inteligência Educacional) acaba de lançar o projeto 'Como funciona', similar ao Eureka. É uma coleção de conteúdos para ser utilizada em sala de aula, colaborando, principalmente, para a visualização do aluno. Temas como relevo dos países, constituição do corpo humano ou geometria ganham nova roupagem com o recurso 3D. "O material agrega um diferencial na aprendizagem, motivando o aluno a uma interação com o assunto e o professor a partir de uma linguagem já conhecida e admirada por ele. É uma ferramenta perfeita para quem tem dificuldade de visualização por causa das três perspectivas dada às formas", analisa o coordenador de projetos do Iesde, Marco Antônio Ribas Vieira.

As tecnologias 3D podem contribuir de diversas formas para o processo de ensino-aprendizagem e até motivar até os jovens mais desatentos. "Nosso projeto é importante tanto pelas aulas - onde abordamos, de forma interdisciplinar, todos os conceitos curriculares exigidos para se entender a técnica (geometria, física, biologia) -, como pela utilização das imagens e vídeos produzidos pelo grupo, nas mais diversas disciplinas", afirma Guilherme Hartung. "Imagine visualizar um inseto, uma molécula, um relevo geográfico ou um sólido geométrico tendo a sensação de que esses objetos são tridimensionais e estão à sua frente. Além do grande atrativo lúdico, a técnica permite uma visualização muito mais completa que a do livro didático".

Fonte: Instituto Claro/ Texto: Marcella Petrere/ Foto: Guilherme Hartung - agosto 2010