
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Escolas de Embu das Artes criam sites para divulgar atividades culturais
Procurar pautas inéditas, entrevistar fontes, escrever textos e fotografar eventos. O que parece ser a rotina de um jornalista é, na verdade, o dia a dia dos alunos de três escolas públicas de Embu das Artes (SP), que criaram blogs para que os estudantes divulguem atividades culturais que ocorrem no município a preços populares. Os eventos sugeridos custam até R$ 5.segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Estante 2
Compartilhamos pesquisa da Agência de Notícias dos Direitos da Infância - ANDI sobre como a educação é retratada na mídia impressa. A pesquisa é de 2005, mas vale a pena ler a publicação para compreender os aspectos metodológicos e a análise da mesma. Quem sabe você não resolve fazer uma pesquisa parecida?!* Richard Hartill – Mestre em Administração Pública, especialista em políticas de emprego e setor informal e diretor de Programa para a América do Sul da Save the Children Reino Unido
* Marcelo Coelho – Folha de S. Paulo
* Rosana Heringer – Coordenadora-geral de programas da Action Aid Brasil
* Jarbas Novelino Barato – Doutor em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), mestre em tecnologia educacional pela San Diego State University
* Antônio Góis – Folha de S. Paulo
* Fernando Rossetti – Diretor executivo do Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (GIFE)
Apoio:Unesco
Fonte: www.informacao.andi.org.br/ culturamidiaeducacao.blogspot.com
Estante
TRABALHO INFANTIL: UM GUIA PARA JORNALISTASCitação: VIVARTA, Veet (Supervisão editorial); PROGRAMA INTERNACIONAL PARA ELIMINAÇÃO DO TRABALHO INFANTIL (IPEC) – Piores formas de trabalho infantil: um guia para jornalistas. Brasília: ANDI; OIT, 2007.
Resumo:Lançado em 2007, o livreto é um convite para que profissionais das redações de todo o país contribuam, de forma mais efetiva e sistemática, para a promoção do debate sobre as Piores Formas de Trabalho Infantil junto à sociedade e ao poder público.
Resultado da contribuição de jornalistas de diversos veículos, que construíram as recomendações aqui publicadas, este guia sistematiza uma demanda da própria imprensa: a necessidade de diversidade de fontes de informação. A expectativa é que os efeitos práticos desta iniciativa sejam refletidos em novas conquistas para o Brasil na prevenção e erradicação das piores formas de trabalho infantil.
Realização:ANDI/ OIT
Para acessar a publicação, basta clicar aqui!
EXPLORAÇÃO SEXUAL COMERCIAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES: GUIA DE REFERÊNCIA PARA JORNALISTASCitação: AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DOS DIREITOS DA INFÂNCIA – Exploração sexual de crianças e adolescentes: guia de referência para a cobertura jornalística. Brasília: ANDI, 2007.
Resumo:Lançada em 2007, a publicação reúne orientações relevantes para o trabalho de repórteres e editores sobre temas relativos à Exploração Sexual Comercial e Crianças e de Adolescentes (ESCCA), crime que se constitui uma das mais graves violações dos direitos infanto-juvenis.
Os conteúdos organizados neste guia não esgotam as inúmeras possibilidades de enfoque do tema, mas servem como referência inicial para os jornalistas, oferecendo uma abordagem conceitual do fenômeno e elencando as principais políticas de enfrentamento e as diretrizes da legislação nacional e internacional.
Sugestões de pautas, glossário e guia de fontes complementam o material. Com esse trabalho, a ANDI e a Petrobras pretendem contribuir para aprimorar o tratamento editorial dispensado pela imprensa brasileira ao assunto, fomentando assim um debate consistente sobre essa forma de violência no âmbito da agenda pública.
Realização: ANDI
Patrocínio: Petrobras
Apoio: Unicef
Para acessar a publicação, basta clicar aqui!
A internet obriga a pensar de forma ligeira e utilitária
Nicholas Carr (foto) cutucou a onça da internet com um argumento longo e bem-desenvolvido no livro "The Shallows -What the Internet is Doing to Our Brains" (que poderia ser traduzido como "No Raso -O que a Internet Está Fazendo com os Nossos Cérebros" e será lançado no Brasil pela Agir).Em poucas palavras, a facilidade para achar coisas novas na rede e se distrair com elas estaria nos tornando burros. O livro já vendeu mais de 40 mil cópias nos Estados Unidos. Está sendo traduzido em 15 línguas.
Carr recusa a pecha de alarmista, mas sua preocupação com as "tecnologias de tela" é tanta que ele recomenda a restrição do acesso de alunos à internet nas escolas. Não descarta que a rede possa evoluir para a veiculação de ideias menos superficiais, mas tampouco vê indícios de que irá nessa direção. Leia abaixo trechos da entrevista telefônica dada por Carr da casa de parentes em Evergreen, Colorado, onde se refugiou depois de evacuado por força de incêndios florestais perto de sua casa nas montanhas Rochosas.
Folha - O livro deplora a internet como ameaça à mente formada pela invenção de Gutenberg, que nos deu o Renascimento e o Iluminismo. Mas Gutenberg também não destruiu a mente e a filosofia medievais? Ou seria mais preciso dizer que as invenções amplificam e continuam a cultura do passado?
Nicholas Carr - Toda tecnologia de comunicação e escrita traz mudanças. Isso é verdadeiro mesmo para o período anterior a Gutenberg, com a invenção do alfabeto, pela maneira como alterou a memória humana e nos deu maior capacidade de intercambiar informação. A internet, assim como tecnologias anteriores, amplifica certos modos de pensar e certos aspectos da mente intelectual, mas também, ao longo do caminho, sacrifica outras coisas importantes.
Se a leitura e a reflexão profundas estão em risco, como explicar o sucesso de coisas como o Kindle e seu livro?
As coisas não mudam de imediato. O número ao menos dos que leem livros sérios vem caindo há um bom tempo, mas haverá pessoas lendo livros por muito tempo no futuro. Meu argumento é que essa prática está se mudando do centro da cultura para a periferia, e as pessoas começam a usar a tela como sua ferramenta principal de leitura, não a página impressa. Acho também que, à medida que mudamos para dispositivos como Kindle ou iPad para ler livros, mudamos nossa maneira de ler, perdemos algumas das qualidades de imersão da leitura.
O que pode ser feito em termos práticos e individuais para resistir a tal tendência?
Não escrevi o livro para ser do tipo de autoajuda. A mudança que estamos vendo faz parte de uma tendência de longo prazo, na qual a sociedade põe ênfase no pensamento para a solução rápida de problemas, tipos utilitários de pensamento que envolvem encontrar informação precisa rapidamente, distanciando-se de formas mais solitárias, contemplativas e concentradas.
Por outro lado, como indivíduos, nós temos escolha. Mesmo que a desconexão se torne mais e mais difícil, pois a expectativa de que permaneçamos conectados está embutida na nossa vida profissional e cada vez mais na visa social, a maneira de manter o modo mais contemplativo de pensamento é desconectar-se por um tempo substancial, reduzindo nossa dependência em relação às tecnologias de tela e exercendo nossa capacidade de prestar atenção profundamente em uma única coisa.
As escolas deveriam restringir o uso da internet pelos alunos, em lugar de se lançar de cabeça na tecnologia?
Sim. Nos EUA tem havido uma corrida para considerar que computadores na escola são sempre uma coisa boa, até mesmo uma confusão da qualidade do ensino com o tempo que os alunos passam conectados. É um erro.
Certamente os computadores e a internet têm um papel importante a desempenhar na educação, e as crianças precisam aprender competências computacionais, a usar a internet de maneira eficaz. Mas as escolas precisam perceber que essa é uma maneira de pensar diferente de ler um livro. É preciso dar tempo e ênfase, no ensino, para desenvolver a capacidade de prestar atenção em uma única coisa, em vez de mover sua atenção entre diversas coisas. Isso é essencial para certos tipos de pensamento crítico e conceitual.
O sr. consideraria a internet responsável pela epidemia de casos de transtorno de deficit de atenção e hiperatividade (TDAH)?
Não tenho certeza de que a ciência sobre isso seja definitiva, ainda. Há indicações de que as tecnologias que as crianças usam, de videogames a Facebook, possam contribuir para TDAH. É algo que precisa ser mais estudado. Para os pais preocupados com a capacidade de seus filhos de manter a atenção, poderia ser apropriado restringir as tecnologias.
A TV e o rock também já foram acusados no passado de ameaçar os intelectos jovens, mas não há carência de novos escritores e artistas.
Sempre que uma tecnologia nova e popular aparece, há pessoas que adotam uma visão exageradamente otimista, de uma utopia social, e pessoas que adotam uma visão exageradamente negativa, de que ela vai destruir a civilização. No livro tento não adotar uma visão unilateral da tecnologia, porque acho que ela tem muitas coisas boas, do acesso mais fácil à informação até novas ferramentas para autoexpressão.
Meu temor é que, na medida em que empurramos celulares, smartphones e computadores para as crianças em idades cada vez mais precoces, elas não venham a desenvolver as habilidades mentais mais contemplativas e atentas. Isso seria uma grande perda para a cultura, pois a expressão artística requer reflexão mais calma, tranquila, introspectiva.
É concebível que a internet possa mover-se numa direção que combine os poderes da informação visual com os do texto para promover pensamentos em profundidade?
Tudo é possível, mas cada tecnologia que usamos para fins intelectuais tem certos efeitos e reflete um conjunto particular de premissas sobre como devemos pensar. A internet, sendo um sistema multimídia baseado em mensagens e interrupções, tem uma ética intelectual que valoriza certos tipos de pensamento utilitários, voltados para a solução de problemas, que encoraja as multitarefas e a rápida transmissão ou recepção de migalhas de informação. A tecnologia pode mudar rapidamente, mas não vejo razão para pensar que vá [noutra direção].
Fonte: Folha de S. Paulo - 20/09/2010
O parlamento e a educação
Dia 21 de setembro, às 9h30min, a Ação Educativa e o Observatório da Educação realizarão o debate “Desafios da Conjuntura – O parlamento e a educação” com transmissão ao vivo pela internet.O objetivo do debate é criar uma reflexão sobre a responsabilidade do legislativo na formulação e monitoramento das políticas educacionais.
Educomunicador estimula a circulação da informação
Você já ouviu falar em um educomunicador? Se a resposta é "não", fique tranquilo. O profissional ainda é desconhecido também pelas empresas.
O educomunicador é o responsável pela gestão de projetos que unem comunicação e Educação. Ele pode trabalhar em Escolas, no terceiro setor, em empresas de mídia e com pesquisa.
Na TV USP, o programa "Quarto Mundo" é um exemplo de projeto educomunicativo, em que estudantes do ensino médio e profissionais de comunicação atuam juntos. Os alunos fazem desde a pauta até a edição do programa de TV.
"A comunicação passa a ser um elemento de todo mundo, ela dá voz ao aluno e aoeducador", diz Carlos Alberto Mendes. Ele preside o comitê que implementa uma lei municipal que institui a educomunicação nas Escolas públicas de São Paulo.
A partir da lei, foi criado o programa Educomunicação pelas Ondas do Rádio, que estimula a produção de programas de rádio e TV, blogs e jornais comunitários, entre outras formas de mídia, nas Escolas municipais.
Para João Alegria, 46, gerente de programação, jornalismo e engenharia do Canal Futura, o fato de o mercado de atuação do educomunicador estar em construção não é um empecilho para a formação dos novos profissionais também nas empresas.
Ana Paula Chinelli, 30, diretora de jornalismo da TV USP, diz que, como esse é um campo novo, é preciso "criar conceitos do zero".
A USP criou o curso de licenciatura na área neste ano e passará a oferecer vagas já para 2011. "O professor de comunicação é uma demanda [nas unidades educacionais]", diz Ismar Soares,
coordenador do curso.
Mas a universidade paulista não foi a pioneira. Neste ano, a UFCG (Universidade Federal de Campina Grande, na Paraíba) iniciou as atividades do curso de bacharelado em educomunicação.
A aluna Ana Caroline Araújo, 19, conta que, por ser um curso recente, existem dificuldades. "Tudo o que é novo sofre preconceito", diz.
Fonte: Folha de S.Paulo (SP)/ Texto: Ana Paula Anjos

