Leia a entrevista de Pedro Bottino, do Todos pela Educação, com a coordenadora do Movimento Voto Consciente, Celina Marrone.
A Educação política vai além de entender o processo democrático, conhecer as atribuições dos representantes eleitos e acompanhar suas ações. Para Celina Marrone, coordenadora do Movimento Voto Consciente, Educação política é, sobretudo, uma forma de o cidadão garantir sua liberdade de escolha. “A liberdade está ligada ao conhecimento, à capacidade de interpretar e de avaliar”, afirma.
Em entrevista por ao Todos Pela Educação, Celina explicou como se comporta o eleitorado brasileiro, comentou a importância da formação política nas escolas e apontou caminhos para a consolidação do processo de participação política.
O Voto Consciente é uma entidade da sociedade civil apartidária e formada por voluntários. Desde 1987, desenvolve ações educativas em comunidades e acompanha o desempenho de vereadores e deputados nas Câmaras Municipais e na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo. Veja a íntegra da entrevista:
Todos Pela Educação: A principal bandeira do Movimento Voto Consciente é a Educação política. O que é Educação política e como ela pode melhorar a vida das pessoas?
Celina Marrone: A Educação política tem vários aspectos, mas o principal é a informação. Alguém que não tem informação não pode ter critério de avaliação. Nós pedimos que as pessoas votem com consciência, e ter consciência significa ter ciência, ter saber, conhecer. Pensando nisso, começamos uma grande batalha para informar em todos os níveis de capacidade intelectual e de formação cultural. Dessa forma, o eleitorado que tem pouca informação pode entender perfeitamente o processo político e fazer suas escolhas.
Todos Pela Educação: No Brasil, é comum ouvir as pessoas dizerem que não gostam de política. Qual é o efeito disso no processo eleitoral e na democracia de um país?
Celina Marrone: As pessoas não definem muito bem o que é isso. Dizer que não gosta de política, nesse caso, é dizer que não gosta das coisas como estão. As pessoas não gostam da política que está aí, sendo feita pelos políticos que elas votaram e pela qual elas são responsáveis diretas. Meio responsáveis, eu diria, porque sem informação elas não são responsáveis. Essa consciência é que levamos às pessoas.
Todos Pela Educação: A senhora nota um desejo de participação política nas pessoas?
Celina Marrone: Tenho certeza que há. Caminho pelos bairros mais humildes e vejo que, quando as pessoas abrem o coração, são realmente tocadas pela política. É um absurdo que, até hoje, não se tenha percebido que é preciso uma formação política nas escolas. Não uma formação de política partidária, mas que explique como funciona a nossa democracia, o que é esse sistema e quais são as obrigações daqueles que escolhemos para governar. É simples.
Todos Pela Educação: O eleitor brasileiro ainda vende seu voto?
Celina Marrone: A população não vota em quem sabe que é corrupto. O eleitor já percebeu que não vale a pena votar em candidato que distribui R$ 100 por cabeça, porque a garantia das necessidades básicas é bem mais cara do que o benefício recebido. Um voto comprado não é só um voto perdido, mas uma desgraça na vida de quem vende.
Todos Pela Educação: Então, já foi superado o tempo em que as pessoas aceitavam que um governante roubasse se tivesse realizações?
Celina Marrone: Superado, não. O Brasil é muito grande. Nas eleições municipais, principalmente nas cidades pequenas, o trabalho de Educação política prospera rapidamente. Mas em um país enorme como o nosso ainda existem muitos com essa mentalidade.
Todos Pela Educação: O que é mais importante saber sobre os candidatos antes das eleições?
Celina Marrone: Na hora de escolher o candidato, o eleitor deve observar o partido. É importante saber, por exemplo, se o partido tem muita gente com a “ficha suja”. O Ficha Limpa foi importante para isso, mas não está tudo peneirado. Além disso, os condenados estão recorrendo e, enquanto eles puderem recorrer, mesmo que sejam criminosos, não podem ser excluídos da corrida eleitoral. O povo precisa ficar esperto: tem muita gente que já foi condenada fazendo propaganda eleitoral.
Todos Pela Educação: Onde o eleitor pode se informar sobre isso?
Celina Marrone: Há o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), ao qual o Movimento Voto Consciente é irmanado. No site do movimento, existem muitos artigos sobre isso. O Voto Consciente também lançou um site chamado Ficha Pública.
Todos Pela Educação: O que um candidato não pode prometer antes das eleições?
Celina Marrone: O candidato que é eleito para legislar e fiscalizar não pode prometer que vai gastar dinheiro, que vai construir. O que ele pode fazer é autorizar ou não. Os "fazedores" são os executivos, mas esses precisam ser autorizados. Nem o presidente da República pode fazer alguma coisa se não for autorizado. Essa noção começa a ficar no inconsciente do eleitor e o ajuda a direcionar suas escolhas. Muitos não se lembram em quem votaram nas últimas eleições
porque não escolhem, ouvem palpite. E aí é como palpite de qual cavalo que vai ganhar a corrida.
Todos Pela Educação: A senhora acha que as eleições no Brasil são personalistas?
Celina Marrone: Hoje em dia, os partidos realmente não têm programa de governo. Vemos por esses tais "puxadores de voto". O que os partidos querem é que esses candidatos tenham uma baciada de votos, para que eles ajudem a eleger os de sempre. Esses são os que têm muito dinheiro de campanha e que têm dono. Eu digo sempre para as pessoas nas palestras do Movimento: “Preste atenção, porque se o candidato tem dinheiro de mais, tem dono. Veja quem é o dono dele, pode ser um dono bom ou um dono ruim”. É por isso que a reforma política é urgente. Acho que a lista fechada seria uma enorme vitória. Precisamos criar uma cultura de filiação partidária e de participação das pessoas na construção dos programas dos partidos.
Todos Pela Educação: É possível garantir participação política depois das eleições?
Celina Marrone: O trabalho que estamos fazendo tem de continuar. Acho, então, que vamos formar o cidadão não só para que ele vote com consciência, mas para que também opine no levantamento de necessidades dos bairros, que passe a cobrar soluções dos secretários, que exija dos prefeitos que façam audiências públicas verdadeiras. Esse é um mecanismo que traz à população uma consciência. Aí, o povo começa realmente a ter voz e a participação política começa a ser legítima. No fim, o que os candidatos querem é voto. E se o povo tem voz, os políticos começam a obedecer ao povo. É claro que isso é um processo que não acontece do dia pra noite e que, de vez em quando, dá um pouco de aflição porque o Brasil é muito grande. Mas não dá para desesperar.
Todos Pela Educação: A Educação formal pode ajudar o eleitor a votar melhor? Eleitores mais escolarizados tendem a votar com mais consciência?
Celina Marrone: A Educação desaperta a consciência. Mas eu não diria que o nível de Educação formal, que depende de fatores sociais e econômicos, esteja relacionado a esta consciência. Pelo contrário, pessoas que têm um nível econômico-social elevado podem ser displicentes e não se incomodar com políticas públicas de base. Isso afeta mais os pobres, que realmente precisam de atendimento. Agora, o que eu tenho certeza é que a Educação é necessária de qualquer forma. Se a pessoa é semialfabetizada, não consegue ler uma notícia, tem de perguntar para alguém, tem de confiar em alguém e, então, já não é livre. A liberdade de escolha está ligada ao conhecimento, não à alta escolaridade. À capacidade de interpretar e de avaliar.
Fonte: Todos pela Educação
terça-feira, 14 de setembro de 2010
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Na era digital, castigo virtual
Não faz muito tempo, os adolescentes que se metiam em encrencas eram colocados de castigo: perdiam o direito de sair à noite, por exemplo. Mas, nos últimos tempos, a disciplina familiar passou a refletir a era digital. Agora os pais apreendem celulares e fecham perfis do Facebook. Foi o que ocorreu em Silver Spring, Maryland, quando o filho de Iantha Carey (foto), de 53 anos, recebeu um boletim contendo letras diferentes de A, B e C. Ela decretou que o rapaz de 16 anos não poderia mais acessar o Facebook até obter notas melhores. O resultado: seis semanas fora da rede. “Ele sobreviveu”, conta.
A abordagem dela está se tornando cada vez mais comum, conforme a tecnologia altera aquilo que os adolescentes mais valorizam. Para a geração digital, a prioridade nem sempre é sair com os amigos. Basta estar em contato com eles por meio de mensagens de texto, por exemplo.
Com o começo de um novo ano escolar nos EUA, a ameaça da restrição dos privilégios digitais será uma medida recorrente. “Trata-se de uma versão moderna do castigo”, diz Richard Weissbourd, psicólogo de Harvard. “Representa igualmente uma privação do contato social.”
Com o começo de um novo ano escolar nos EUA, a ameaça da restrição dos privilégios digitais será uma medida recorrente. “Trata-se de uma versão moderna do castigo”, diz Richard Weissbourd, psicólogo de Harvard. “Representa igualmente uma privação do contato social.”
Em um estudo publicado neste ano, 62% dos pais disseram ter confiscado celulares como forma de castigar os filhos, de acordo com o Pew Internet and American Life Project. Os pais “sabem o quanto o aparelho é importante para seus filhos adolescentes”, diz Amanda Lenhart, coautora da pesquisa. “Eles estavam castigando os filhos em um ponto realmente sensível.”
Em Silver Spring, Iantha crê no poder da tecnologia. Uma semana antes de seu filho, Ian, trazer para casa o boletim ruim, ela tinha limitado o uso do celular dele porque a cota de mensagens de texto havia sido ultrapassada pelo segundo mês seguido. O boletim insuficiente a levou a concluir: “Ele não consegue lidar com tudo isso. Precisa ser desplugado com urgência.”
Os dois conversaram e ela expressou sua opinião: “Você precisa descobrir uma forma de fazer com que essas coisas se encaixem na sua vida, sem deixar que elas a dominem.”
Iantha mudou a senha do perfil do filho no Facebook, impedindo-o de acessar o site durante o período do castigo. “Foi incrível o quanto seu desempenho melhorou quando Ian foi privado das distrações”, diz ela.
Fonte: Estadao.com.br/educacao - The Washington Post/ Tradução de Augusto Calil/ Foto: Katherine Frey/The Washington Post
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Creche com turno noturno
Reproduzimos abaixo notícia da revista Nova Escola que deveria servir de inspiração para que outras experiências surjam no Brasil. O texto é de Rodrigo Ratier. Boa leitura!O relógio marca 8 e 15 da noite e os pequenos da turma de pré-escola do CMEI Vila Parolin estão animadíssimos. Reunidos em roda, cantam e seguem a coreografia criada coletivamente. Quinze minutos depois, já aconchegados num cantinho, ouvem com atenção a professora Janicler Delmar Neves Alves ler a obra Tudo Bem! Ou Não?, de Tatiana Belinky. No recinto dos menorzinhos, o entusiasmo é o mesmo: bebês de até 2 anos exploram diversos materiais artísticos: tinta, isopor e papelão (incluindo - para o desespero das educadoras - tentativas de degustação acidental das "obras"). É verdade que, de quando em quando, se ouve um bocejo de criança (se alguma delas dormir, o sono na sala ao lado estará garantido). Mas a maioria está com as baterias carregadas para seguir com a rotina de atividades até o momento da saída, às 11 da noite.
O centro Vila Parolin é um dos quatro de Curitiba com turno noturno, das 2 da tarde às 11 da noite. São, ao todo, 30 crianças atendidas à noite. Outras 18 estão na fila de espera. Pelos dados mais recentes do Ministério da Educação (MEC), apenas 655 crianças - 0,01% do total de matriculados na Educação Infantil - estudam no turno noturno.
Inicialmente o horário especial foi criado para contemplar o grande número de catadores de papéis que moravam nas redondezas - por rodar o dia inteiro com seus carrinhos, eles só podiam buscar as crianças noite adentro. Hoje, porém, a clientela é mais diversificada: predominam filhos de trabalhadores noturnos (de balconistas a seguranças) e de mães adolescentes. "Muitas jovens podem continuar estudando graças ao atendimento da creche", comemora a diretora, Vera Lucia de Oliveira Aleixo.
Para ficar aberta de 7 da manhã às 11 da noite, a creche conta com dois times de funcionários e educadores, que cumprem jornadas de oito horas cada um. Durante o dia, a meninada fica dividida em cinco turmas distintas, de acordo com a faixa etária. O período mais complicado vai das 2 às 6 da tarde, quando os dois turnos se sobrepõem. Conforme vão chegando, os matriculados no noturno vão sendo alocados em uma das cinco salas. Nessa hora, a classe mais lotada, a de 3 e 4 anos, fica com 34 crianças. Às 6 da tarde, é hora de nova organização: as cinco turmas viram duas - berçário e pré-escola, com dois educadores em cada uma - e seguem assim até o fim da noite.
A experiência de oferecer Educação Infantil noturna exigiu algumas mudanças. Por causa das condições climáticas (Curitiba é a capital mais fria do Brasil), as áreas externas só são usadas no verão. E a hora da sesta, o descanso após o almoço, ocorre um pouco mais tarde: a partir das 5 e meia para que os pequenos permaneçam despertos até a hora em que os pais chegam. "A princípio, atrasar esse repouso não traz danos", afirma Fernando Louzada, pesquisador na área de cronobiologia e professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR). O problema, segundo ele, é se as crianças continuarem acordando cedo e não dormirem de dez a 13 horas, período considerado adequado para a faixa etária de 2 a 5 anos. "É preciso ficar atento para evitar a privação do sono, que provoca alterações de humor e comportamento." Os educadores da creche fazem coro para a recomendação do especialista e a repetem como conselho aos pais.
Adaptar o relógio biológico dos pequenos não foi o maior desafio dos profissionais da Vila Parolin, e sim superar a visão assistencialista associada a esse tipo de serviço. "Muitos pais e até alguns professores achavam que já estava bom se a criança ficasse aqui à noite apenas para jantar, brincar e assistir TV. Mas nossa função vai muito além do cuidado", explica Vera. O salto de qualidade veio há dois anos com a contratação de uma pedagoga para orientar o trabalho dos professores no turno noturno. "Hoje, a rotina abrange atividades para desenvolver as múltiplas capacidades dos pequenos." A ideia é que eles possam começar a explorar o mundo, adquirir os primeiros conhecimentos e, claro, viver experiências prazerosas. Em outras palavras, que tenham uma Educação Infantil de qualidade - mesmo quando o Sol se põe.
O centro Vila Parolin é um dos quatro de Curitiba com turno noturno, das 2 da tarde às 11 da noite. São, ao todo, 30 crianças atendidas à noite. Outras 18 estão na fila de espera. Pelos dados mais recentes do Ministério da Educação (MEC), apenas 655 crianças - 0,01% do total de matriculados na Educação Infantil - estudam no turno noturno.
Inicialmente o horário especial foi criado para contemplar o grande número de catadores de papéis que moravam nas redondezas - por rodar o dia inteiro com seus carrinhos, eles só podiam buscar as crianças noite adentro. Hoje, porém, a clientela é mais diversificada: predominam filhos de trabalhadores noturnos (de balconistas a seguranças) e de mães adolescentes. "Muitas jovens podem continuar estudando graças ao atendimento da creche", comemora a diretora, Vera Lucia de Oliveira Aleixo.
Para ficar aberta de 7 da manhã às 11 da noite, a creche conta com dois times de funcionários e educadores, que cumprem jornadas de oito horas cada um. Durante o dia, a meninada fica dividida em cinco turmas distintas, de acordo com a faixa etária. O período mais complicado vai das 2 às 6 da tarde, quando os dois turnos se sobrepõem. Conforme vão chegando, os matriculados no noturno vão sendo alocados em uma das cinco salas. Nessa hora, a classe mais lotada, a de 3 e 4 anos, fica com 34 crianças. Às 6 da tarde, é hora de nova organização: as cinco turmas viram duas - berçário e pré-escola, com dois educadores em cada uma - e seguem assim até o fim da noite.
A experiência de oferecer Educação Infantil noturna exigiu algumas mudanças. Por causa das condições climáticas (Curitiba é a capital mais fria do Brasil), as áreas externas só são usadas no verão. E a hora da sesta, o descanso após o almoço, ocorre um pouco mais tarde: a partir das 5 e meia para que os pequenos permaneçam despertos até a hora em que os pais chegam. "A princípio, atrasar esse repouso não traz danos", afirma Fernando Louzada, pesquisador na área de cronobiologia e professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR). O problema, segundo ele, é se as crianças continuarem acordando cedo e não dormirem de dez a 13 horas, período considerado adequado para a faixa etária de 2 a 5 anos. "É preciso ficar atento para evitar a privação do sono, que provoca alterações de humor e comportamento." Os educadores da creche fazem coro para a recomendação do especialista e a repetem como conselho aos pais.
Adaptar o relógio biológico dos pequenos não foi o maior desafio dos profissionais da Vila Parolin, e sim superar a visão assistencialista associada a esse tipo de serviço. "Muitos pais e até alguns professores achavam que já estava bom se a criança ficasse aqui à noite apenas para jantar, brincar e assistir TV. Mas nossa função vai muito além do cuidado", explica Vera. O salto de qualidade veio há dois anos com a contratação de uma pedagoga para orientar o trabalho dos professores no turno noturno. "Hoje, a rotina abrange atividades para desenvolver as múltiplas capacidades dos pequenos." A ideia é que eles possam começar a explorar o mundo, adquirir os primeiros conhecimentos e, claro, viver experiências prazerosas. Em outras palavras, que tenham uma Educação Infantil de qualidade - mesmo quando o Sol se põe.
Fonte: Revista Nova Escola/ Edição 235, Setembro 2010, com o título Turno noturno
Por um melhor jornalismo educacional
Por Gabriel Perissé
Educação como tema recorrente, insistente, inevitável. Irá exigir um jornalismo educacional que supere a mera informação ou o simples noticiar de problemas constantes versus soluções esporádicas.
A carta-compromisso lançada por várias instituições no final do passado mês de agosto, tendo à frente o Movimento Todos pela Educação, apresenta metas inegociáveis para o Brasil nos próximos 10 anos: inclusão de todas as crianças e adolescentes de 4 a 17 anos na escola; universalização do atendimento da demanda por creche; superação do analfabetismo; aprendizagem ao longo da vida para todos; redução dos níveis de desigualdade na educação e ampliação do ensino profissionalizante e superior.
As entidades que assinaram essa carta propõem aos que vão governar o país na próxima década que ampliem o financiamento da educação pública, valorizem os professores de modo real e cabal, promovam a gestão democrática nas escolas e aperfeiçoem políticas de avaliação e regulação.
Encontramos nessas justas reivindicações um roteiro para analisar as iniciativas do MEC e das secretarias de Educação estaduais e municipais, mas também um critério para verificar o quanto a mídia colaborará nesta luta pela qualidade educacional.
Em artigo recente na revista Veja (ed. 2181), o economista Gustavo Ioschpe mostra-se em sintonia com uma das preocupações explicitadas pelo Todos pela Educação. O título da matéria é longo: "Uma meta para o próximo presidente: todo aluno sai da escola alfabetizado". Pensando em termos de crescimento econômico, Ioschpe compara os números brasileiros com os de outros países, e constata que "estamos falhando barbaramente", que o nosso setor universitário é "mirrado", que o insucesso do esforço para alfabetizar é "uma verdadeira chaga coletiva", "uma vergonha nacional", que o Brasil, em suma, "vai muito mal" no campo da educação.
Ioschpe, no entanto, esqueceu de dizer que não chegamos a esse estado de coisas de repente. Nossas atuais dificuldades para superar tantos problemas educacionais se devem, em boa medida, a que presidentes e demais governantes do país, sobretudo a partir da década de 1970, não estiveram à altura de uma situação já calamitosa, como denunciava, em 1962, o então ministro da Educação, Darcy Ribeiro.
Caminho certo para o fracasso
Durante meio século, muito do que se deveria fazer não se fez, ou se começou a fazer muito tarde. Muito do que se fez não era para se fazer. Muito do que se quer fazer de bom não conta com a compreensão e união de todos. Concretamente, assistimos ao longo das décadas à imoral desvalorização da profissão docente. O professor, elemento fundamental do sistema escolar, está fragilizado, vulnerável, embora a população continue acreditando que as crianças e os jovens devem confiar em seus mestres. O magistério precisa – está mais do que claro, mas é preciso repetir, repetir – de melhores salários, de melhores condições de trabalho.
O economista Ioschpe também não comentou que nesses últimos 40 anos o Brasil continuou adotando uma arquitetura escolar de tipo prisional, que corresponde a uma mentalidade ultrapassada do que é ensinar e aprender. Os alunos da escola pública frequentam um espaço que tolhe e desmotiva. Também os professores se sentem meros instrutores e vigias da impossível disciplina. Faltam à escola pública condições materiais em que o aluno goste de estudar e o professor se sinta realizado como profissional do ensinar. Faltam, em sua grande maioria, áreas verdes, salas de aula com um número menor de alunos (25 é o ideal), salas de teatro, de arte, de ginástica, salas de vídeo, de música, biblioteca, tecnologia etc.
No que tange à tecnologia, não se pode mais adiar ou impedir o ingresso pleno da escola pública na Idade Mídia. Um projeto-piloto do MEC, conforme matéria da Folha de S.Paulo de domingo (05/09/2010) assinada por Guilherme Voitch, demonstra que os alunos de uma escola municipal de São Paulo aproveitam muito mais as aulas quando podem dispor, cada um deles, de um laptop, com o qual desempenham tarefas que fogem ao repetitivo, à decoreba, à ausência de sentido. Não importa o quanto custe sair da era do mimeógrafo. Economizar em educação é caminho certo para o fracasso.
Melhorar ou... melhorar
Torna-se cada vez mais patente o consenso de que o ensino público deve melhorar... ou melhorar! Caberá ao jornalismo educacional acompanhar o que se faz a favor ou contra essa melhoria. E os motivos que há para se trabalhar contra! E quem são, afinal, os que trabalham contra ou a favor da educação.
Trata-se de denunciar, entre outras situações intoleráveis, o uso sistemático da educação para fins eleitoreiros. Pois uma coisa é mencionar a educação como prioridade, e outra é agir em consequência. Pensemos no caso da educação paulista em seu âmbito estadual. Vejamos 10 dos muitos problemas reais, cotidianos (comentados à boca pequena nas redes sociais, em que professores temerosos usam perfis falsos para desabafar), problemas que a imprensa do estado mais rico da nação ignora, não sabe avaliar ou simplesmente abafa:
** Lentidão deliberada ou deliberada recusa a investir na infraestrutura das escolas.
** Delonga para informatizar a educação.
** Bibliotecas e laboratórios de informática fechados.
** Boicote a programas do governo federal, como é o caso da coleção DVD Escola, pouco usada.
** Professores que trabalham em escolas mais degradadas ou com problemas de segurança deveriam ganhar mais.
** Ausência de programas de formação docente continuada mais arrojados. Por exemplo, enviar professores de inglês para estágio no exterior. Veja-se, em contrapartida, uma iniciativa nesse sentido.
** Boicote ao piso nacional do professor.
** Demora para estruturar sistema disciplinar estadual, tendo em vista questões de segurança e outras, que acabam "sobrando" para os professores.
** Carga de 33 aulas. Como realizar trabalho de excelência com tantas aulas?
** Milhares de professores temporários, não concursados, em situação precária, o que resulta em insuficiente envolvimento com a escola e os alunos, acentuando defasagens e contribuindo para a sensação de que tudo é meio esculhambado mesmo.
T
ais problemas são conhecidos quando entramos no âmbito da educação em sua realidade, que é a realidade dos professores e alunos, das famílias. O jornalismo educacional implica uma investigação sem receio de encontrar, mais do que um diagnóstico numérico do nosso atraso, os obstáculos que geram esses números. E, além dos obstáculos em si, que tipo de concepção de política e de sociedade gera esses obstáculos.
Mais ainda. Investigar quem constrói esses obstáculos. E quem é conivente. E quem se esconde atrás desses obstáculos. E quem, depois, vem queixar-se da inexistência de mão de obra qualificada no Brasil, queixar-se do analfabetismo funcional, escolhendo como bode expiatório o professor, aquele mesmo professor que não tem tempo para ler os jornais.
Fonte: Observatório da Imprensa 07/09/2010
Educação como tema recorrente, insistente, inevitável. Irá exigir um jornalismo educacional que supere a mera informação ou o simples noticiar de problemas constantes versus soluções esporádicas.
A carta-compromisso lançada por várias instituições no final do passado mês de agosto, tendo à frente o Movimento Todos pela Educação, apresenta metas inegociáveis para o Brasil nos próximos 10 anos: inclusão de todas as crianças e adolescentes de 4 a 17 anos na escola; universalização do atendimento da demanda por creche; superação do analfabetismo; aprendizagem ao longo da vida para todos; redução dos níveis de desigualdade na educação e ampliação do ensino profissionalizante e superior.
As entidades que assinaram essa carta propõem aos que vão governar o país na próxima década que ampliem o financiamento da educação pública, valorizem os professores de modo real e cabal, promovam a gestão democrática nas escolas e aperfeiçoem políticas de avaliação e regulação.
Encontramos nessas justas reivindicações um roteiro para analisar as iniciativas do MEC e das secretarias de Educação estaduais e municipais, mas também um critério para verificar o quanto a mídia colaborará nesta luta pela qualidade educacional.
Em artigo recente na revista Veja (ed. 2181), o economista Gustavo Ioschpe mostra-se em sintonia com uma das preocupações explicitadas pelo Todos pela Educação. O título da matéria é longo: "Uma meta para o próximo presidente: todo aluno sai da escola alfabetizado". Pensando em termos de crescimento econômico, Ioschpe compara os números brasileiros com os de outros países, e constata que "estamos falhando barbaramente", que o nosso setor universitário é "mirrado", que o insucesso do esforço para alfabetizar é "uma verdadeira chaga coletiva", "uma vergonha nacional", que o Brasil, em suma, "vai muito mal" no campo da educação.
Ioschpe, no entanto, esqueceu de dizer que não chegamos a esse estado de coisas de repente. Nossas atuais dificuldades para superar tantos problemas educacionais se devem, em boa medida, a que presidentes e demais governantes do país, sobretudo a partir da década de 1970, não estiveram à altura de uma situação já calamitosa, como denunciava, em 1962, o então ministro da Educação, Darcy Ribeiro.
Caminho certo para o fracasso
Durante meio século, muito do que se deveria fazer não se fez, ou se começou a fazer muito tarde. Muito do que se fez não era para se fazer. Muito do que se quer fazer de bom não conta com a compreensão e união de todos. Concretamente, assistimos ao longo das décadas à imoral desvalorização da profissão docente. O professor, elemento fundamental do sistema escolar, está fragilizado, vulnerável, embora a população continue acreditando que as crianças e os jovens devem confiar em seus mestres. O magistério precisa – está mais do que claro, mas é preciso repetir, repetir – de melhores salários, de melhores condições de trabalho.
O economista Ioschpe também não comentou que nesses últimos 40 anos o Brasil continuou adotando uma arquitetura escolar de tipo prisional, que corresponde a uma mentalidade ultrapassada do que é ensinar e aprender. Os alunos da escola pública frequentam um espaço que tolhe e desmotiva. Também os professores se sentem meros instrutores e vigias da impossível disciplina. Faltam à escola pública condições materiais em que o aluno goste de estudar e o professor se sinta realizado como profissional do ensinar. Faltam, em sua grande maioria, áreas verdes, salas de aula com um número menor de alunos (25 é o ideal), salas de teatro, de arte, de ginástica, salas de vídeo, de música, biblioteca, tecnologia etc.
No que tange à tecnologia, não se pode mais adiar ou impedir o ingresso pleno da escola pública na Idade Mídia. Um projeto-piloto do MEC, conforme matéria da Folha de S.Paulo de domingo (05/09/2010) assinada por Guilherme Voitch, demonstra que os alunos de uma escola municipal de São Paulo aproveitam muito mais as aulas quando podem dispor, cada um deles, de um laptop, com o qual desempenham tarefas que fogem ao repetitivo, à decoreba, à ausência de sentido. Não importa o quanto custe sair da era do mimeógrafo. Economizar em educação é caminho certo para o fracasso.
Melhorar ou... melhorar
Torna-se cada vez mais patente o consenso de que o ensino público deve melhorar... ou melhorar! Caberá ao jornalismo educacional acompanhar o que se faz a favor ou contra essa melhoria. E os motivos que há para se trabalhar contra! E quem são, afinal, os que trabalham contra ou a favor da educação.
Trata-se de denunciar, entre outras situações intoleráveis, o uso sistemático da educação para fins eleitoreiros. Pois uma coisa é mencionar a educação como prioridade, e outra é agir em consequência. Pensemos no caso da educação paulista em seu âmbito estadual. Vejamos 10 dos muitos problemas reais, cotidianos (comentados à boca pequena nas redes sociais, em que professores temerosos usam perfis falsos para desabafar), problemas que a imprensa do estado mais rico da nação ignora, não sabe avaliar ou simplesmente abafa:
** Lentidão deliberada ou deliberada recusa a investir na infraestrutura das escolas.
** Delonga para informatizar a educação.
** Bibliotecas e laboratórios de informática fechados.
** Boicote a programas do governo federal, como é o caso da coleção DVD Escola, pouco usada.
** Professores que trabalham em escolas mais degradadas ou com problemas de segurança deveriam ganhar mais.
** Ausência de programas de formação docente continuada mais arrojados. Por exemplo, enviar professores de inglês para estágio no exterior. Veja-se, em contrapartida, uma iniciativa nesse sentido.
** Boicote ao piso nacional do professor.
** Demora para estruturar sistema disciplinar estadual, tendo em vista questões de segurança e outras, que acabam "sobrando" para os professores.
** Carga de 33 aulas. Como realizar trabalho de excelência com tantas aulas?
** Milhares de professores temporários, não concursados, em situação precária, o que resulta em insuficiente envolvimento com a escola e os alunos, acentuando defasagens e contribuindo para a sensação de que tudo é meio esculhambado mesmo.
T
ais problemas são conhecidos quando entramos no âmbito da educação em sua realidade, que é a realidade dos professores e alunos, das famílias. O jornalismo educacional implica uma investigação sem receio de encontrar, mais do que um diagnóstico numérico do nosso atraso, os obstáculos que geram esses números. E, além dos obstáculos em si, que tipo de concepção de política e de sociedade gera esses obstáculos.
Mais ainda. Investigar quem constrói esses obstáculos. E quem é conivente. E quem se esconde atrás desses obstáculos. E quem, depois, vem queixar-se da inexistência de mão de obra qualificada no Brasil, queixar-se do analfabetismo funcional, escolhendo como bode expiatório o professor, aquele mesmo professor que não tem tempo para ler os jornais.
Fonte: Observatório da Imprensa 07/09/2010
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Universidade Estácio de Sá promove 8º Encontro de Educação e Tecnologias da Informação e Comunicação (E-TIC)
O Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Estácio de Sá (UNESA) promove a 8ª edição do Encontro de Educação e Tecnologias da Informação e Comunicação (E-TIC) entre os dias 16 e 18 de novembro. O tema é "Mundos Virtuais e Web 2.0: perspectivas para a Educação". O evento vai acontecer na Universidade Estácio de Sá.
Há oito anos consecutivos o Programa de Pós-Graduação em Educação vem promovendo, sob a responsabilidade de sua linha de pesquisa Tecnologias da Informação e Comunicação nos Processos Educacionais (TICPE), o Encontro de Educação e Tecnologias da Informação e Comunicação (E-TIC). O objetivo principal é divulgar e discutir trabalhos de alunos de cursos de pós-graduação stricto-sensu (PPG) e de mestres e doutores em educação e comunicação recém-titulados.
Confira abaixo a programação
16 de Novembro
9h – Abertura
Profª Drª Alda Mazzotti (Coordenadora do PPG em Educação)
Prof. Dr. Marco Silva (Coordenador da Linha TICPE)
Prof. Dr. Paulo Rogério (Diretor-Geral do IF Sudeste MG – Campus Juiz de Fora)
9h30 – 12h
Conferência de Abertura: “Mundo virtual e Web 2: perspectiva para a educação”
Profª Drª Léa Fagundes (UFRGS)
Moderador: Prof. Dr. Alberto Tornaghi (UNESA)
13h30 – 17h
Comunicação de trabalhos de alunos
Coordenação: Profª Drª Lúcia Vilarinho (UNESA)
17h – 18h
Apresentação de Pôsteres
Coordenação: Profª Drª Lina Nunes(UNESA)
17 de Novembro
9h30 – 12h
Conferência: “Mundos virtuais e educação online.”
Prof. Dr. Leonel Morgado (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro – Portugal) via Second Life.
Debatedora: Profª Drª Edméa Santos (UERJ)
Moderadora: Profª Drª Estrella Bohadana (UNESA/UERJ)
13h30- 17h
Comunicação de trabalhos de alunos
Coordenação: Profª Drª Lina Nunes (UNESA)
17h – 18h
Apresentação de Pôsteres
Coordenação: Profª Drª Lúcia Vilarinho (UNESA)
18 de Novembro
9h30 – 12h
Mesa Redonda: “Second Life e games na educação”
Profª Drª Eliane Schlemmer (UNISINOS) e Prof. Dr. João Mattar (Universidade Anhembi Morumbi) Moderador: Prof. Dr. Marco Silva (UNESA/UERJ)
Serviço:
8º Encontro de Educação e Tecnologias da Informação e Comunicação (E-TIC)
16 a 18/11/2010
Informações: http://etic2010.wordpress.com/programacao/
Universidade Estácio de Sá
Campus I – Centro
Avenida Presidente Vargas, 642 – esquina com a Rua Uruguaiana
Rio de Janeiro, RJ
Há oito anos consecutivos o Programa de Pós-Graduação em Educação vem promovendo, sob a responsabilidade de sua linha de pesquisa Tecnologias da Informação e Comunicação nos Processos Educacionais (TICPE), o Encontro de Educação e Tecnologias da Informação e Comunicação (E-TIC). O objetivo principal é divulgar e discutir trabalhos de alunos de cursos de pós-graduação stricto-sensu (PPG) e de mestres e doutores em educação e comunicação recém-titulados.
Confira abaixo a programação
16 de Novembro
9h – Abertura
Profª Drª Alda Mazzotti (Coordenadora do PPG em Educação)
Prof. Dr. Marco Silva (Coordenador da Linha TICPE)
Prof. Dr. Paulo Rogério (Diretor-Geral do IF Sudeste MG – Campus Juiz de Fora)
9h30 – 12h
Conferência de Abertura: “Mundo virtual e Web 2: perspectiva para a educação”
Profª Drª Léa Fagundes (UFRGS)
Moderador: Prof. Dr. Alberto Tornaghi (UNESA)
13h30 – 17h
Comunicação de trabalhos de alunos
Coordenação: Profª Drª Lúcia Vilarinho (UNESA)
17h – 18h
Apresentação de Pôsteres
Coordenação: Profª Drª Lina Nunes(UNESA)
17 de Novembro
9h30 – 12h
Conferência: “Mundos virtuais e educação online.”
Prof. Dr. Leonel Morgado (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro – Portugal) via Second Life.
Debatedora: Profª Drª Edméa Santos (UERJ)
Moderadora: Profª Drª Estrella Bohadana (UNESA/UERJ)
13h30- 17h
Comunicação de trabalhos de alunos
Coordenação: Profª Drª Lina Nunes (UNESA)
17h – 18h
Apresentação de Pôsteres
Coordenação: Profª Drª Lúcia Vilarinho (UNESA)
18 de Novembro
9h30 – 12h
Mesa Redonda: “Second Life e games na educação”
Profª Drª Eliane Schlemmer (UNISINOS) e Prof. Dr. João Mattar (Universidade Anhembi Morumbi) Moderador: Prof. Dr. Marco Silva (UNESA/UERJ)
Serviço:
8º Encontro de Educação e Tecnologias da Informação e Comunicação (E-TIC)
16 a 18/11/2010
Informações: http://etic2010.wordpress.com/programacao/
Universidade Estácio de Sá
Campus I – Centro
Avenida Presidente Vargas, 642 – esquina com a Rua Uruguaiana
Rio de Janeiro, RJ
MidiaEducação
O colégio Medianeira, de Curitiba/PR, resolveu unir vários setores e criar o MídiaEducação, que também é um blog. Para conhecer mais sobre esse projeto acesse: http://midiaeducacao.com.br/
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Todos Pela Educação lança campanha ´Eu Voto na Educação´ nas redes sociais
O Todos Pela Educação lança hoje (8/9), a campanha ´Eu Voto na Educação´ para as redes sociais. A iniciativa faz parte da mobilização ´Eu Você, Todos Pela Educação´ e tem como objetivo chamar a atenção dos brasileiros para a necessidade de um ensino de qualidade para todas as crianças e jovens.
Acessando www.euvotonaeducacao.org.br, com três cliques, o internauta registra que a Educação é sua prioridade. Podem participar da campanha todos os que possuem conta em pelo menos uma destas três redes sociais: Orkut, Twitter ou Facebook. Cada participante só poderá votar uma vez em cada uma das redes.
Quando entra na página, o internauta decide por qual rede social vai votar, digita seu login e senha, e confirma no botão ´Eu Voto na Educação´. Na sequência, sua foto ficará registrada em nossa página.
Para o Twitter, foi criado ainda um Twibbon, que acrescenta à foto dos usuários das redes sociais a mensagem ´Eu Voto na Educação´. Ao inserir o Twibbon em seu avatar, o internauta ajuda a colocar o tema Educação na pauta das eleições e incentiva a sociedade a acompanhar as propostas dos candidatos.
Além desta ação, a campanha ´Eu Voto na Educação´, assinada pela DM9DDB, conta com filmes para TV com depoimentos dos atores Paulo Goulart e Dira Paes e o jornalista Heródoto Barbeiro, jingle com Toni Garrido (produzido pela Amics Aúdio, cantor e compositores Bino Farias, Da Gama, Lazão e a editora Sony/ATV Brasil cederem todos os direitos autorais da obra ao movimento), e anúncios para jornais, revistas e internet.
O Todos Pela Educação é um movimento apartidário e não apoia nenhum candidato.
´Eu, Você, Todos Pela Educação´
O ´Eu, Você, Todos Pela Educação´ é uma mobilização nacional que tem como objetivo sensibilizar todo o País para a importância da Educação como um direito, e promover o engajamento dos brasileiros na conquista de uma Educação Básica de qualidade para todos. Este trabalho é realizado por meio de ações de articulação político-institucional e de comunicação planejadas para o próximo quadriênio (2010-2014).
´Eu Voto na Educação´ é a segunda fase desta mobilização, sendo que a primeira, no ar de novembro de 2009 à julho de 2010, visava estimular e ampliar a participação da família na Educação dos filhos. A estratégia foi veicular depoimentos reais ao longo destes meses em rede nacional na TV Globo e em diversos canais de TV a cabo. Os atores Thiago Lacerda, Alexandre Borges, Cláudia Abreu, Letícia Spiller, Mariana Ximenes, Milton e Mauricio Gonçalves, a empregada doméstica Cilene Oliveira e a apresentadora Ana Maria Braga foram os protagonistas. Esta etapa da campanha também contou com spots de rádio, anúncios para revista e jornal, ações nas redes sociais e uma parceria com o clube dos 13 durante os jogos do Campeonato Bra sileiro.
Fonte: Todos pela Educação
Acessando www.euvotonaeducacao.org.br, com três cliques, o internauta registra que a Educação é sua prioridade. Podem participar da campanha todos os que possuem conta em pelo menos uma destas três redes sociais: Orkut, Twitter ou Facebook. Cada participante só poderá votar uma vez em cada uma das redes.
Quando entra na página, o internauta decide por qual rede social vai votar, digita seu login e senha, e confirma no botão ´Eu Voto na Educação´. Na sequência, sua foto ficará registrada em nossa página.
Para o Twitter, foi criado ainda um Twibbon, que acrescenta à foto dos usuários das redes sociais a mensagem ´Eu Voto na Educação´. Ao inserir o Twibbon em seu avatar, o internauta ajuda a colocar o tema Educação na pauta das eleições e incentiva a sociedade a acompanhar as propostas dos candidatos.
Além desta ação, a campanha ´Eu Voto na Educação´, assinada pela DM9DDB, conta com filmes para TV com depoimentos dos atores Paulo Goulart e Dira Paes e o jornalista Heródoto Barbeiro, jingle com Toni Garrido (produzido pela Amics Aúdio, cantor e compositores Bino Farias, Da Gama, Lazão e a editora Sony/ATV Brasil cederem todos os direitos autorais da obra ao movimento), e anúncios para jornais, revistas e internet.
O Todos Pela Educação é um movimento apartidário e não apoia nenhum candidato.
´Eu, Você, Todos Pela Educação´
O ´Eu, Você, Todos Pela Educação´ é uma mobilização nacional que tem como objetivo sensibilizar todo o País para a importância da Educação como um direito, e promover o engajamento dos brasileiros na conquista de uma Educação Básica de qualidade para todos. Este trabalho é realizado por meio de ações de articulação político-institucional e de comunicação planejadas para o próximo quadriênio (2010-2014).
´Eu Voto na Educação´ é a segunda fase desta mobilização, sendo que a primeira, no ar de novembro de 2009 à julho de 2010, visava estimular e ampliar a participação da família na Educação dos filhos. A estratégia foi veicular depoimentos reais ao longo destes meses em rede nacional na TV Globo e em diversos canais de TV a cabo. Os atores Thiago Lacerda, Alexandre Borges, Cláudia Abreu, Letícia Spiller, Mariana Ximenes, Milton e Mauricio Gonçalves, a empregada doméstica Cilene Oliveira e a apresentadora Ana Maria Braga foram os protagonistas. Esta etapa da campanha também contou com spots de rádio, anúncios para revista e jornal, ações nas redes sociais e uma parceria com o clube dos 13 durante os jogos do Campeonato Bra sileiro.
Fonte: Todos pela Educação
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