quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Educação nutricional nos parâmetros curriculares nacionais para o ensino fundamental
RESUMO:
A promoção de saúde entre crianças maiores de cinco anos de idade habitualmente não é prioridade nas políticas de saúde oficiais, em particular no ambiente escolar, não obstante requeiram intensivas ações nesse sentido, incluindo programas educativos em nutrição. O presente trabalho constitui uma reflexão acerca da inserção da educação nutricional como Tema Transversal nos Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental. Além de recomendar premissas pedagógicas, enfoca alguns dos principais requisitos técnico-científicos para tal implementação: a formação diferenciada do nutricionista, a compreensão da construção e mudança dos hábitos alimentares de escolares, a modelagem no contexto alimentar da escola e a integração com outras ações e intervenções. O trabalho que deu origem a este artigo motivou dois projetos de lei, ambos estabelecendo princípios e diretrizes para a educação nutricional e a segurança alimentar e nutricional de escolares, um deles tramitando na Câmara Municipal do Rio de Janeiro e o outro no Congresso Nacional.
Termos de indexação: educação em saúde, educação nutricional, escolares, nutrição, promoção de saúde.
Para ver artigo na íntegra acessar: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-52732005000500009&lng=en&nrm=iso&tlng=pt
I - Departamento de Nutrição Social e Aplicada, Instituto de Nutrição, Centro de Ciências da Saúde, Universidade Federal do Rio de Janeiro. Av. Brigadeiro Trompowsky, s/n, bloco J, sala 10, 21941-590, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
II- Nutricionista, Curso de Especialização em Intervenções Nutricionais em Saúde Coletiva, Departamento de Nutrição Social e Aplicada, Instituto de Nutrição, Universidade Federal do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, RJ, Brasil*galluzzi@acd.ufrj.br>
Festival "Minuto na Escola" estimula aprendizado audiovisual e premia melhores vídeos
Estudantes da rede em todo Estado poderão concorrer nas categorias ensino fundamental (até 14 anos - o chamado Minuteen) e ensino médio (de 15 a 18 anos). Para isso, terão de produzir um vídeo com tema livre e duração de até 60 segundos.
Os vídeos podem ser feitos com o auxílio de qualquer mídia (celular, câmera digital, VHS, mini-dv, etc.) e devem ser enviados até 23 de outubro pelo site www.minuteen.com.br (concorrentes categoria ensino fundamental) ou www.festivaldominuto.com.br (concorrentes categoria ensino médio). Os três melhores vídeos do ensino médio e os três melhores do ensino fundamental serão premiados com um laptop cada. Em novembro, haverá uma cerimônia de exibição e premiação dos vencedores.
Para ajudar os estudantes na produção, o Festival do Minuto realizou workshop com Professores Coordenadores de Arte das Oficinas Pedagógicas das 91 Diretorias de Ensino do Estado de São Paulo. Eles irão orientar os professores da rede sobre o formato do vídeo-minuto e o desenvolvimento do projeto junto aos alunos.
Cada uma das 4.300 escolas de segundo segmento do ensino fundamental e de Ensino Médio da rede estadual receberá um DVD educativo com 57 vídeos do acervo do Festival, com depoimentos dos realizadores, comentários do curador e dicas sobre programas gratuitos de edição de imagem e som, que poderão ser usados pelos estudantes na produção dos trabalhos.
Fonte: Secretaria de Educação de SP
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Você saber cuidar?
Compartilhamos com vocês a publicação Saber Cuidar, do Instituto Ecofuturo. Ela revela ideias bem sucedidas de educadores que trabalharam com conceitos como a sustentabilidade em sua comunidade escolar. É um excelente material para embasar educadores que querem participar do 2º prêmio Ecofuturo de Educação para a Sustentabilidade, que está com inscrições abertas até o dia 15/09. E também uma prova de que com ações simples podemos ajudar o mundo a ser melhor para todos.da sustentabilidade em seu sentido mais amplo, e o retorno não poderia ter sido melhor: cerca de 400 trabalhos foram recebidos. A todos esses “mestres”, nosso mais sincero agradecimento, por terem aceitado nosso convite e, em especial, pelo seu enorme poder transformador.
Este Prêmio Ecofuturo de Educação para a Sustentabilidade dá mais uma contribuição para que
temas de tamanha relevância venham a se tornar, rapidamente, alvo de uso tranversal nas diversas atividades desenvolvidas dentro das escolas em todo este país, transmitindo conhecimentos para que cada um de nós possa atuar de maneira consciente, autônoma
e sintonizada com o desenvolvimento sustentável.
Seguem aqui as ideias vencedoras desta primeira edição do Prêmio Ecofuturo de Educação para a Sustentabilidade, resultado de análise cuidadosa e criteriosa. Esperamos que elas possam motivar milhares, milhões de pessoas a agir de forma responsável e consciente, pois ainda há uma chance de corrigir erros do passado e viabilizar um mundo melhor para todos".
Daniel Feffer
Presidente do Instituto Ecofuturo
Sugestão de atividade com jornal: “Pelas mulheres”
Programa A Tarde Educação propõe atividade com jornal a partir de matéria do jornal A Tarde (BA) sobre Violência contra Mulheres. Veja abaixo a dica de atividade! Você pode adaptar para a sua realidade, a partir de matérias de jornais de sua região ou buscadas na internet.Áreas do Conhecimento: Língua Portuguesa e história
Matéria sugerida: “Pelas mulheres”
Levar a imagem da matéria para turma, apresentar aos alunos e questioná-los sobre o que eles estão vendo.
Fazer um levantamento do conhecimento prévio a respeito da violência contra mulher na comunidade, em casa, na escola e nos meios de comunicação com a turma.
As pessoas já se acostumaram com a violência contra mulher?
Por que a violência contra mulher não diminui na mesma proporção dos avanços democráticos?
A violência contra mulher é um problema social ou individual?
A violência contra mulher é reflexo de um sociedade moderna e machista?
Mundo jurídico mais acessível para crianças e adolescentes
O objetivo é apresentar o mundo do Direito ao público infanto-juvenil. Para isso, seis personagens virtuais com nomes inspirados no universo jurídico, como Mutatis e Toguinha, explicam temas como a estrutura do Judiciário e a complicada linguagem jurídica por meio de animações e jogos.
Além do STJ, outros órgãos públicos adotaram páginas na internet exclusivas para crianças e adolescentes.
O Ministério Público Federal (MPF), por exemplo, tem o Turminha do MPF (www.turminha.mpf.gov.br), que nesta época do ano dedica parte de seu espaço para esclarecer o processo eleitoral.
Outro site do gênero, mantido pela Associação dos Magistrados do Brasil (AMB), é o projeto Justiça e Cidadania Também se Aprendem na Escola (www.amb.com.br/cej).
Viistem os sites. São bem interessantes. A linguagem é acessível e o layout funciona como um atrativo a mais para a fixação das informações. Confesso que tenho aprendido muito mais atarvés deles. Apesar do conteúdo ser exclusivo para crianças e adolescentes, vale na verdade, para toda a família. Vamos acessar!
Fonte: Gazeta do Povo (PR)
Crianças participam de produção de jornal na França
Numa manhã recente, os dois filhos sentaram numa grande mesa retangular com vários dos editores do jornal. A publicação, Mon Quotidien, convida vários leitores duas vezes por semana para ajudar a editá-la, exceto pela capa, escolhendo histórias que aparecerão em uma das sete páginas.
A editora nacional, Caroline Halle, estava propondo um artigo sobre uma escola na Grã-Bretanha que tinha comprado falcões para espantar uma praga de gaivotas que estavam sujando suas instalações.
Alternativamente, ela propôs notícias sobre como mergulhadores recentemente encontraram garrafas de champanhe francês que o rei Luís XVI tinha enviado para o czar da Rússia, mas se perderam quando o navio que as transportava afundou no Mar Báltico.
“Como morreu Luís XVI?”, perguntou Olivier Gasselin, 40 anos, vice-editor do jornal. “Guilhotina”, respondeu Elisa, sem levantar os olhos das anotações que fazia.
François Dufour, 49 anos, editor e fundador do jornal, propôs um artigo que ele pensou que causaria risadas e a aprovação das crianças: jornais britânicos relatavam que cientistas tinham descoberto o que veio primeiro, o ovo ou a galinha. Mas só recebeu indiferença dos pequenos. A galinha, ele disse, esperando causar alguma reação nelas. As crianças rabiscaram algumas notas e o grupo passou a se ocupar de outra tarefa.
“Nós propomos, eles escolhem”, disse Halle, 34 anos, que entrou para o jornal há nove anos depois de trabalhar num site de notícias.
Numa época em que muitas crianças são viciadas em computadores, iPods e iPads – e numa época em que os jornais estão sob pressão -, o Mon Quotidien parece ser uma anomalia, ainda mais no clima jornalístico da França.
Apesar de grandes nomes jornalísticos como o Le Monde e o Le Figaro, os Franceses leem cada vez menos jornal. Numa comparação per capita, aqui são vendidos cerca de metade dos exemplares vendidos na Alemanha ou na Grã-Bretanha, e o público leitor é particularmente menor entre os jovens. Apenas 10% de seus jovens entre 15 e 24 anos leram um jornal pago em 2007, último ano em que o governo realizou uma pesquisa, contra 20% uma década antes.
Na verdade, o governo francês ficou tão preocupado com o declínio dos leitores de jornais que detalhou planos, no ano passado, para um programa chamado Mon Journal Offert, ou Meu Jornal Grátis, para oferecer a jovens entre 18 e 24 anos uma assinatura anual gratuita de um jornal de sua escolha. Embora o programa tenha alcançado rapidamente o limite de 200 mil assinantes previstos pelo governo, houve poucos sinais de que os leitores continuaram suas assinaturas quando tiveram de pagar por elas.
Nada disso deteve Dufour. No começo da década de 1990, ele e dois parceiros alcançaram lucro considerável com uma linha de cards de perguntas e respostas, chamada “Les Incollables” na França e “Brain Quest” nos Estados Unidos. Com esse dinheiro, eles decidiram iniciar um jornal diário para jovens entre 10 e 14 anos, e em 1995 o Mon Quotidien apareceu. Seu sucesso foi tão grande – no terceiro ano a circulação já chegava a 50 mil exemplares -, que eles fundaram mais dois diários: o Petit Quotidien, para crianças entre 7 e 10 anos, e o L’Actu, para adolescentes entre 14 e 17 anos.
“O que ganhei nos Estados Unidos investi na França”, disse Dufour, com ar jovial, cabelos loiros e apaixonado por golfe. Ele acrescentou: “Somos como um jornal local, com três regiões. Elas são completamente diferentes em termos de conteúdo”.
Os jornais, publicados todos os dias, com exceção de domingo, são uma mistura animada e colorida de notícias, fotos, charges e jogos de perguntas e respostas. Uma edição recente do Mon Quotidien continha uma foto na primeira página de Paul, o Polvo, que previa com sucesso os vencedores dos jogos da Copa do Mundo da África. Outra edição mostrava um carro minúsculo na feira de automóveis de Berlim, que se dobra para ser facilmente guardado em pequenos espaços.
Especialmente populares são os quadrinhos de Berth, que mora em Besancon, perto da fronteira com a Suíça e se comunica com os editores através do Skype. Um desenho seu acompanhando o artigo sobre o carro dobrável retratava o veículo emitindo barulhos estranhos enquanto se dobrava. Uma pessoa comenta: “Ele não só dobra, mas também fala!” E outra pessoa responde: “Não! É o motorista preso lá dentro”.
A combinação de conteúdo e habilidade em marketing levou a circulação dos três jornais a mais de 165 mil exemplares. “É bem feito”, disse Françoise Dargent, crítico literário do Le Figaro cujas duas filhas mais velhas, de 11 e 13 anos, são leitoras ávidas dos periódicos. “É uma forma de as crianças se manterem informadas e forma uma boa atitude para a leitura”.
Ainda assim, não há sinais de que o Mon Quotidien e seus jornais irmãos gerem leitores de jornais de longo prazo. A cada faixa etária sucessiva, o número de assinaturas diminui. O Petit Quotidien tem 75 mil assinantes; o Mon Quotidien tem 60 mil; e o “L’Actu”, o jornal para adolescentes entre 14 e 17 anos, tem apenas 30 mil.
Embora Elisa devore seu Mon Quotidien todos os dias, a mãe dela, Carine Abes, 46 anos, que trabalha com serviço social, afirmou não assinar nenhum jornal. “Eu ouço rádio, leio livros”, disse Abes.
Na verdade, Dufour admite que “compra” grande parte da tiragem do jornal. “Todo mês de setembro”, ele disse, “enviamos 15 milhões de exemplares gratuitos para todos os professores da França, 30 cópias para cada. Isso corresponde a 90% dos 5 milhões de euros que gastamos com marketing direto”. Os jovens conhecem o jornal na escola, então pressionam os pais para fazerem uma assinatura.
No nível atual, os jornais continuam sendo lucrativos, mas aumentar a circulação produziria uma perda, ele disse. Os jornais são vendidos apenas por assinatura, não em bancas, pois isso aumentaria os custos de distribuição.
Além disso, ele se mantém fiel ao formato de jornal, resistindo à onda da web. “Não fazemos nada na internet”, ele disse, embora o Mon Quotidien tenha um programa de notícias de cinco minutos online. “Os pais não pagariam por esse serviço”.
Dufour afirma ser incapaz de prever o futuro do Mon Quotidien. “Isso pode mudar com o iPad”, disse. “Os pais nunca pagam por mais tempo na internet. A questão é: será que os pais acham que o iPad é mais um jornal não-impresso, ou mais uma coisa da internet?”.
Fonte: http://noticias.terra.com.br/educacao/noticias/0,,OI4656503-EI8266,00-Criancas+participam+de+producao+de+jornal+infantil+na+Franca.html
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Dicas para educar com a televisão
- É competência das escolas?
Como no caso dos videogames, é necessário ter em conta que pais e docentes são os agentes educadores mais próximos das crianças e adolescentes, e é preciso assumir essa responsabilidade.
- Conhecer a televisão
Assistir televisão não implica sempre fazê-lo diante do aparelho de TV. Hoje, é cada vez mais simples assistir a séries, programas ou filmes na Internet. Em um futuro não muito distante, vamos fazê-lo pelo celular, e já é possível baixar programas para vê-los nos consoles portáteis tipo PSP.
O importante não é tanto a mídia, mas sim o conteúdo. Uma das vantagens dessas novas formas de assistir televisão (ou algumas coisas antigas, como o aluguel de vídeos) é que elas permitem fazer uma seleção do que veremos. Se as escolas dispõem de serviços de Internet, é importante educar sobre esses tipos de conteúdo.
- Pode ser aproveitado como material educativo?
As projeções de vídeo em salas de aula são uma constante, tanto como complemento para a explicação de alguns temas quanto para o estímulo ao debate a partir de filmes exibidos para o grupo. É importante saber que existem programas de TV à la carte, onde é possível encontrar vídeos úteis para qualquer tipo de matéria. Além do mais, existem projetos que ajudam as crianças a criar sua própria televisão na Internet: no site http://www.teleclip.tv/, elas podem gerar conteúdo para explicar ao grupo sua visão para todo tipo de questões, como meio ambiente, ciência etc.
- Os meios audiovisuais como recurso para aprender a utilizar os meios audiovisuais.
Existe uma variedade de vídeos explicativos e educativos para aprender a usar a televisão e outros tantos para educar sobre as novas tecnologias. No canal YouTube podemos encontrar vários exemplos.
A partir daqui, convidamos todos ao Canal YouTube de Gerações Interativas.
- Fazer televisão também é aprender
É cada vez mais simples fazer vídeos caseiros, já que com uma webcam ou um celular, por exemplo, podem ser realizadas pequenas gravações. Uma boa atividade é utilizar esses recursos para desenvolver o uso crítico da televisão e selecionar os conteúdos. Ou seja, por que veríamos conteúdos que nós mesmos não gravaríamos?
Fonte: Gerações Interativas/Tradução: Carla Jimenez

