terça-feira, 10 de agosto de 2010
Caderno: memórias de uma formação
Os registros dos alunos ajudam no processo de aprendizagem e podem ser úteis para os professores planejarem as aulasPor Fernando José de Almeida (*)
2ª edição do Prêmio Ecofuturo de Educação para a Sustentabilidade tem inscrições prorrogadas
Professores de todo o Brasil ainda têm tempo para elaborarem projetos e planos de aula que envolvam maneiras de como incluir a sustentabilidade, de forma multidisciplinar e transversal, em sala de aula, sob o tema Saber Cuidar.
Confira mais informações em: www.ecofuturo.org.br/premio
A telenovela na aula
Revista Ensino Superior 142
Ao considerar a telenovela como um instrumento de educação, deve-se levar em conta a especificidade desse fenômeno, voltando-se à forma de tratamento da mensagem e não à mensagem propriamente dita. Sendo um produto da sociedade na qual se apresenta, por ser produzida por esta sociedade, a telenovela revela como tal sociedade se organiza, quais seus valores e costumes.
Tradicionalmente, os brasileiros têm maior identidade com a comunicação oral e visual, consequência dos longos processos de alfabetização e da falta de estímulo à leitura.
Por meio dos apelos das telenovelas - referimo-nos aos recursos visuais e tecnológicos - o educador poderá observar um maior interesse por parte dos estudantes. O uso da telenovela permite que os conteúdos cheguem de uma maneira muito mais familiar aos alunos, de modo a sentirem mais conforto em olhar para os novos conhecimentos por meio desses filtros, que lhes são tão seguros.
Os tempos mudaram e as linguagens também. Assim, a comunicação em sala de aula precisa ser aperfeiçoada. Os jovens, atualmente, estão muito mais familiarizados com os recursos tecnológicos, isso já está incorporado em sua linguagem.
O discurso pedagógico deve considerar a telenovela um diálogo crítico, e ao mesmo tempo reconhecer as possibilidades operacionais que se abrem para a escola com o aprendizado sobre esse gênero televisivo.
A telenovela é um meio de comunicação, um elemento de influência para a avaliação da história e dos personagens. Também projeta no telespectador a fantasia e o imaginário. A linguagem da telenovela é simples, despojada, concreta, possibilitando ao telespectador acompanhá-la sem maior esforço de entendimento. O ritmo é acelerado, baseia-se na ação, por isso a telenovela é uma narrativa de ação. Constitui-se, assim, uma ferramenta da educação, ou melhor, pode contribuir nas construções de valores e de autoconhecimento e na aprendizagem por meio de uma investigação e crítica no sentido de como são desenvolvidas.
O professor não é o vilão dessa história, é tão vítima quanto os alunos. Não tendo o devido preparo em seus cursos de graduação e licenciatura, o professor não se aventura a trabalhar com a teledramaturgia em sala de aula, especialmente porque não domina essa linguagem. Assim como a sociedade, pais, direção e professores, a escola também exclui a telenovela, considerando-a um produto aquém e desprezando-a. A realidade é que o educador não sabe o quê e como explorar este gênero, não percebe que a telenovela é um rico instrumento de apoio aos conteúdos interdisciplinares.
O estudante brasileiro, em grande maioria, vem da cultura da oralidade, e nós sabemos da dificuldade de acesso a livros, jornais etc. Dessa forma, podemos aproveitar mais a telenovela dentro do contexto da escola.
Precisamos interagir com os meios de comunicação, principalmente a telenovela em relação ao gênero literário. Se a telenovela é aceita e amplamente difundida no convívio social, logo ela pode permear todo o trabalho educacional. A escola já não pode ignorar a importância e o impacto dessa produção cultural como meio transformador da vida dos jovens e de nossa sociedade.
(*) Luís Fernando Ferreira de Araújo é professor universitário, doutorando em Educação, Arte e História da Cultura.
Ni todo vampiros ni solo Quijote
Los clásicos siguen en su peana, pero en versión corta - La escuela elige otras lecturas obligatorias para no alejar al joven de la literatura A Turma da Mônica em Uma História que Precisa ter Fim
Turma da Mônica entra na luta contra as drogas. Publicação de Maurício de Sousa mostra historinha em que um amigo da turminha se envolve com um traficante. A produção foi feita para a Secretaria Nacional Antidrogas e pode ser trabalhada em escolas e ambientes educativos diversos. Para fazer o download, é só acessar: www.obscriancaeadolescente.gov.br/?id=pubAmamentação salva!
A amamentação exclusiva até os 6 meses de idade e complementar até os 2 anos poderia salvar a vida de 1,5 milhão de crianças anualmente em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). A estimativa é que apenas 35% das crianças com até 6 meses de vida recebam exclusivamente o leite materno.
Na Semana Mundial da Amamentação, o órgão divulgou que mais de dois terços das 8,8 milhões de mortes anuais de crianças menores de 5 anos são provocadas pela subnutrição. A doença está associada, inclusive, a práticas de alimentação inadequadas, como a mamadeira, nos primeiros cinco meses de vida.
De acordo com a OMS, aumentar os índices de aleitamento materno é a chave para melhorar a nutrição de crianças em todo o mundo. Os hospitais que receberam o título de Amigos da Criança, segundo o órgão, têm o potencial de oferecer a milhões de bebês um início de vida mais saudável.
No Brasil, uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde revela que os bebês nascidos nessas instituições mamam por um período maior do que as crianças nascidas em outras maternidades. Atualmente, 335 hospitais brasileiros têm o título, conferido pela OMS em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
O leite materno é considerado pela OMS como o alimento ideal para recém-nascidos e crianças pequenas. Ele é seguro e oferece ao bebê todos os nutrientes que precisa para um desenvolvimento saudável, além de conter anticorpos que protegem as crianças de doenças comuns na infância.
De acordo com o órgão, a falta de orientação e de apoio por parte de profissionais de saúde é uma das razões que levam mães a interromperem a amamentação poucas semanas após darem à luz.
Fonte: Agência Brasil/ Texto: Paula Laboissière/ Edição: Lílian Beraldo - 03/08/2010

