Aqui você encontrará notícias, dicas de sites, cursos, músicas, eventos e atividades que estejam ligadas a projetos de Jornal e Educação e Jovens Leitores.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Para refletir

"Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas"
Rubem Alves

Caderno: memórias de uma formação

Os registros dos alunos ajudam no processo de aprendizagem e podem ser úteis para os professores planejarem as aulas

Por Fernando José de Almeida (*)
Para a revista Gestão Escolar
Foto: Marcos Rosa

O caderno é um objeto de reconhecida importância nas ações do cotidiano de muitas pessoas - e também na formação delas durante toda a vida. Sua origem é remota. Vale lembrar que a palavra caderno vem de codex, termo latino que significa "registro, tábua de escrever". Eram chamados de códice tanto os livros nos quais se listavam as receitas e as despesas de uma família, por exemplo, como os volumes nos quais ficavam documentadas as leis elaboradas pelos imperadores romanos.

Em tempos mais recentes, lembro-me que, nos anos 1950, os cadernos serviam para que os donos de armazém apontassem as despesas fiadas dos clientes (meu pai, por exemplo, pagava as dívidas que a família fazia religiosamente todo fim de mês). Era também em pequenos cadernos - as cadernetas - que o bancário relacionava as economias que cuidadosamente guardávamos no nosso cofrinho e depois depositávamos na poupança. Toda mulher ou homem que tem irmã, esposa ou filha sabe que cadernos também eram muito usados por elas para escrever confidências - os famosos diários.

Em qualquer um dos exemplos citados, o caderno é útil para guardar memórias (das dívidas, das leis, das experiências vividas). E, nas escolas, para que servem? Igualmente, são usados - ou deveriam ser - para arquivar as memórias da formação do aluno, o processo vivido por ele em busca do conhecimento, as dúvidas e as descobertas feitas durante as aulas, em livros, nas discussões com o professor e nos trabalhos em grupo. Quando eu era estudante, os cadernos eram sóbrios, com folhas pautadas com linhas e nada mais. Com o tempo, eles se tornaram objetos de consumo, com capas fantasiosas que vendem paisagens, personagens, times de futebol, cursinhos pré-universitários e refrigerantes. Prateado, dourado ou com cores berrantes, esse objeto - imprescindível no material escolar - deve ser visto como um arquivo: o lugar onde está o repertório do estudante, as informações, os dados, os conteúdos, as impressões e as opiniões sobre os temas trabalhados em classe.

Crianças e jovens que usam os cadernos para anotar as aulas já têm, a princípio, duas grandes vantagens em relação aos demais: certamente ficam mais atentos ao que acontece na classe para fazer as anotações necessárias (não se trata de copiar o que está no quadro) e têm uma base para estudar em casa em época de trabalhos e provas. Aprender supõe ter a capacidade de documentar as aulas, as leituras realizadas, as dúvidas, os debates feitos em classe e as tarefas.

Vale lembrar que a aprendizagem é o desenvolvimento de um processo de criação de ganchos, nos quais se amarram as informações novas com as já conhecidas - e lembradas! E o caderno nada mais é do que um dos lugares mais eficientes para armazenar os dados necessários para que o conhecimento seja permanentemente construído.

Os benefícios desse material não são somente dos alunos: o professor deve usá-los para analisar a maneira como ensina e ter mais repertório de informações sobre como a turma aprende. O coordenador pedagógico, por sua vez, também pode se valer da leitura atenta desses para ajudar o professor a fazer o planejamento das aulas futuras e elaborar um plano de formação para a equipe.(*)

Acompanhar, orientar e avaliar os escritos dos estudantes é uma forma de ajudá-los a se organizar, de saber se evoluíram e no que é preciso focar as aulas. Utilizar os resultados da apreciação atenta das anotações para melhorar a maneira de ensinar é um passo significativo para fortalecer e aprimorar a formação continuada na escola.

(*) É filósofo, docente da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e diretor de Educação da Fundação Padre Anchieta.
(*) Revista NOVA ESCOLA GESTÃO ESCOLAR de agosto/setembro traz matéria sobre o tema.

2ª edição do Prêmio Ecofuturo de Educação para a Sustentabilidade tem inscrições prorrogadas

O Instituto Ecofuturo prorrogou o prazo de inscrição de projetos para a 2ª edição do Prêmio Ecofuturo de Educação para a Sustentabilidade. As inscrições podem ser feitas até 15 de setembro.

Professores de todo o Brasil ainda têm tempo para elaborarem projetos e planos de aula que envolvam maneiras de como incluir a sustentabilidade, de forma multidisciplinar e transversal, em sala de aula, sob o tema Saber Cuidar.

Confira mais informações em: www.ecofuturo.org.br/premio

A telenovela na aula

Por Luís Fernando Ferreira de Araújo (*)
Revista Ensino Superior 142

Ao considerar a telenovela como um instrumento de educação, deve-se levar em conta a especificidade desse fenômeno, voltando-se à forma de tratamento da mensagem e não à mensagem propriamente dita. Sendo um produto da sociedade na qual se apresenta, por ser produzida por esta sociedade, a telenovela revela como tal sociedade se organiza, quais seus valores e costumes.

Tradicionalmente, os brasileiros têm maior identidade com a comunicação oral e visual, consequência dos longos processos de alfabetização e da falta de estímulo à leitura.

Por meio dos apelos das telenovelas - referimo-nos aos recursos visuais e tecnológicos - o educador poderá observar um maior interesse por parte dos estudantes. O uso da telenovela permite que os conteúdos cheguem de uma maneira muito mais familiar aos alunos, de modo a sentirem mais conforto em olhar para os novos conhecimentos por meio desses filtros, que lhes são tão seguros.

Os tempos mudaram e as linguagens também. Assim, a comunicação em sala de aula precisa ser aperfeiçoada. Os jovens, atualmente, estão muito mais familiarizados com os recursos tecnológicos, isso já está incorporado em sua linguagem.

O discurso pedagógico deve considerar a telenovela um diálogo crítico, e ao mesmo tempo reconhecer as possibilidades operacionais que se abrem para a escola com o aprendizado sobre esse gênero televisivo.

A telenovela é um meio de comunicação, um elemento de influência para a avaliação da história e dos personagens. Também projeta no telespectador a fantasia e o imaginário. A linguagem da telenovela é simples, despojada, concreta, possibilitando ao telespectador acompanhá-la sem maior esforço de entendimento. O ritmo é acelerado, baseia-se na ação, por isso a telenovela é uma narrativa de ação. Constitui-se, assim, uma ferramenta da educação, ou melhor, pode contribuir nas construções de valores e de autoconhecimento e na aprendizagem por meio de uma investigação e crítica no sentido de como são desenvolvidas.

O professor não é o vilão dessa história, é tão vítima quanto os alunos. Não tendo o devido preparo em seus cursos de graduação e licenciatura, o professor não se aventura a trabalhar com a teledramaturgia em sala de aula, especialmente porque não domina essa linguagem. Assim como a sociedade, pais, direção e professores, a escola também exclui a telenovela, considerando-a um produto aquém e desprezando-a. A realidade é que o educador não sabe o quê e como explorar este gênero, não percebe que a telenovela é um rico instrumento de apoio aos conteúdos interdisciplinares.

O estudante brasileiro, em grande maioria, vem da cultura da oralidade, e nós sabemos da dificuldade de acesso a livros, jornais etc. Dessa forma, podemos aproveitar mais a telenovela dentro do contexto da escola.

Precisamos interagir com os meios de comunicação, principalmente a telenovela em relação ao gênero literário. Se a telenovela é aceita e amplamente difundida no convívio social, logo ela pode permear todo o trabalho educacional. A escola já não pode ignorar a importância e o impacto dessa produção cultural como meio transformador da vida dos jovens e de nossa sociedade.


(*) Luís Fernando Ferreira de Araújo é professor universitário, doutorando em Educação, Arte e História da Cultura.

Ni todo vampiros ni solo Quijote

Los clásicos siguen en su peana, pero en versión corta - La escuela elige otras lecturas obligatorias para no alejar al joven de la literatura

Veja abaixo trecho de matéria do jornal espanhol El País do dia 10/08/2010 sobre leitura entre jovens. O texto é de Inmaculada De La Fuente e a foto de Alfredo Jiménez.

A los 12 o los 14 años un libro puede paladearse como un helado. Los ojos ávidos de sensaciones fuertes, palabras que se deshacen en sabores, intriga hasta la última cucharada. Algo de chocolate oscuro, el cuerpo denso del pistacho, la ligera acidez de la mora. Los libros que prenden en la adolescencia son un señuelo para lecturas futuras. Expuestos a la fatal atracción de la literatura unida al cine y a las lecturas obligatorias de la ESO y el Bachillerato, los escolares acaban leyendo. Pero, ¿qué ficciones les acompañarán de por vida, qué personajes de los que pueblan ahora su cabeza permanecerán en ellas? Quizás vampiros que recitan a Bécquer o algún que otro Harry Potter disfrazado del Mío Cid. A pesar de todo, ningún Crepúsculo ensombrecerá a Romeo y Julieta ni borrará el eco del Lazarillo una vez leído.

Cada generación tiene unos mitos, sea Emilio Salgari ayer o Harry Potter y la serie Crepúsculo hoy. Junto a ellos el legado de Cervantes, Shakespeare, Baroja, García Lorca, García Márquez, Matute. Unos nutren su imaginario de héroes, sueños e imágenes. Otros ayudan a entender el mundo. ¿O no siempre?

Leer por placer o por obligación: el dilema está ahí. Algunos profesores piensan que leer La Celestina a los 15 años puede inducir a adentrarse en los clásicos. Otros arguyen que la lectura obligatoria de El Quijote o La Regenta a esa edad ahuyentará al joven lector. "Tengo dudas sobre si lo que se recomienda en clase es capaz de empatizar con los alumnos a los que va dirigido", afirma Pedro César Cerrillo, catedrático de la universidad de Castilla-La Mancha y director del Centro de Estudios de Promoción de la lectura y literatura infantil (CEPLI). No solo se refiere a los clásicos. "Cuando se habla de literatura juvenil observo disparidad de criterios y dispersión de títulos", añade. "No basta con que el libro desarrolle una temática juvenil. Tiene que tener calidad. Un elenco en el que entran Jack London y Julio Verne, pero no cualquier novedad coyuntural", precisa.

No es cierto que adolescentes y jóvenes lean poco. Según el Barómetro de hábitos de lectura y compra de libros que publica trimestralmente la Federación de Gremios de Editores de España, el 97,3% de los jóvenes de entre 14 y 24 años encuestados se declara lector. Eso sí, el 81,2% especifica que practica lecturas digitales. "Los jóvenes de entre 12 y 18 años pueden incluirse en el grupo de lectores habituales, siempre que se entienda la lectura como una actividad que puede llevarse a cabo en diferentes soportes", explica Loles González López-Casero, directora del Centro Internacional del Libro infantil y juvenil (CILIJ). La fuerza de Internet es más grande que nunca. Aunque prefieren el soporte clásico a la hora de leer cómics, novelas o cuentos, se decantan por la pantalla para acceder a periódicos o blogs, además de determinadas redes sociales.

Las ficciones cambian al compás que lo hace el mundo. Y el modo de contarlas lleva el mismo camino. ¿Está cambiando el imaginario de los adolescentes actuales? ¿Varían tanto sus lecturas respeto a las de los adolescentes de otras épocas? Si los clásicos son el eje que une a las diversas generaciones, ¿los profesores de hoy piden los mismos autores que los docentes de ayer?

Para ler a matéria completa, clique aqui!

A Turma da Mônica em Uma História que Precisa ter Fim

Turma da Mônica entra na luta contra as drogas. Publicação de Maurício de Sousa mostra historinha em que um amigo da turminha se envolve com um traficante. A produção foi feita para a Secretaria Nacional Antidrogas e pode ser trabalhada em escolas e ambientes educativos diversos. Para fazer o download, é só acessar: www.obscriancaeadolescente.gov.br/?id=pub

Amamentação salva!

Veja abaixo matéria sobre a importância da amamentação e dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Que tal juntar sua turma e fazer uma campanha em prol da amamentação na escola? Você pode estimular a criação de cartazes publicitários e o conteúdo pode ser trabalhado por professores de ciências, português e artes!

A amamentação exclusiva até os 6 meses de idade e complementar até os 2 anos poderia salvar a vida de 1,5 milhão de crianças anualmente em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). A estimativa é que apenas 35% das crianças com até 6 meses de vida recebam exclusivamente o leite materno.

Na Semana Mundial da Amamentação, o órgão divulgou que mais de dois terços das 8,8 milhões de mortes anuais de crianças menores de 5 anos são provocadas pela subnutrição. A doença está associada, inclusive, a práticas de alimentação inadequadas, como a mamadeira, nos primeiros cinco meses de vida.

De acordo com a OMS, aumentar os índices de aleitamento materno é a chave para melhorar a nutrição de crianças em todo o mundo. Os hospitais que receberam o título de Amigos da Criança, segundo o órgão, têm o potencial de oferecer a milhões de bebês um início de vida mais saudável.

No Brasil, uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde revela que os bebês nascidos nessas instituições mamam por um período maior do que as crianças nascidas em outras maternidades. Atualmente, 335 hospitais brasileiros têm o título, conferido pela OMS em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

O leite materno é considerado pela OMS como o alimento ideal para recém-nascidos e crianças pequenas. Ele é seguro e oferece ao bebê todos os nutrientes que precisa para um desenvolvimento saudável, além de conter anticorpos que protegem as crianças de doenças comuns na infância.

De acordo com o órgão, a falta de orientação e de apoio por parte de profissionais de saúde é uma das razões que levam mães a interromperem a amamentação poucas semanas após darem à luz.

Fonte: Agência Brasil/ Texto: Paula Laboissière/ Edição: Lílian Beraldo - 03/08/2010