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terça-feira, 3 de agosto de 2010

Congresso Educador 2010 acontece de 2 a 5 de setembro em Fortaleza

Estão abertas, até 8 de agosto, as inscrições para o Congresso Educador 2010 Brasil, que ocorrerá de 2 a 5 de setembro, em Fortaleza.

Professores e pesquisadores da Universidade Federal do Ceará estão entre os conferencistas do evento, que reunirá profissionais da educação e estudantes de todo o País.

Com o tema “Da teoria à prática – de olho no futuro”, a quinta edição do Congresso conta com a participação da Presidente da Coordenadoria de Concursos da UFC (CCV), Profª Maria de Jesus de Sá Correia, que proferirá palestra sobre o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) como processo seletivo nas universidades.

O Chefe do Departamento de Literatura da UFC, Prof. Roberto Pontes, fará duas conferências ao longo da programação: “A Literatura como instrumento de construção do mundo” e “ O ensino da Literatura africana em países de língua portuguesa”.

Profissionais reconhecidos nacional e internacionalmente também participam do evento, como os escritores Rubem Alves, que proferirá a conferência de abertura (“Os problemas que se colocam ao educador 2010 e suas possíveis soluções”) e Ariano Suassuna, responsável pelo encerramento do Congresso com a palestra “O papel do educador para a preservação e para a divulgação da cultura popular”.

O congresso incluirá também apresentações artísticas de Zélia Duncan, Guilherme Arantes e Oswaldo Montenegro, além de oficinas de artesanato, recitais de poesia e shows de humor.

Mais informações sobre inscrições, investimento, seleção e apresentação dos trabalhos, além da programação detalhada, estão disponíveis no site do evento – www.cbraex.com.br/congressoeducadorbrasil2010/index.html.

Fonte: Organização do Congresso Educador 2010 Brasil – (Fone: 85 3491 2831)

Uso indiscriminado da rede

Adolescentes e crianças brasileiras ainda não estão preparadas para utilizar e enfrentar as armadilhas do mundo virtual da modernidade. Os dados fazem parte de pesquisa feita pelo Laboratório de Estudos em Ética nos Meios Eletrônicos (Leeme), da Universidade Mackenzie (SP), em conjunto com a empresa Opice Blum Advogados, realizada nos anos de 2008 e 2009.

Foram entrevistados 2.039 jovens, de 11 a 18 anos, e o resultado foi alarmante. Os jovens se mostraram suscetíveis aos problemas decorrentes do uso indiscriminado da rede, assim como pais, responsáveis diretos ou indiretos e professores demonstraram dificuldade em orientá-los.

Revelou ainda que, por se tratar de universo virtual, a internet traz falsa sensação de anonimato e impunidade. Seu uso desmedido revela situações como exposição à pornografia, divulgação indevida de imagem, de dados pessoais e de boatos, além do uso da rede poder incitar a violência.

O exemplo mais recente disso tudo citado na pesquisa é o caso da menor de 16 anos que foi violentada pelo seu ex namorado e por mais dois amigos dentro do apartamento de um deles. As cenas e todo o ato foi narrado nas páginas sociais, como orkut, facebook e twitter.

E sabe o que parece mais absurdo para mim? O fato da mãe está em casa na hora do ação e de, depois de denunciado o caso, a polícia ter acesso ao material e o delegado responsável falar na televisão que não sabe se foi estupro, mesmo com todas as cenas gravadas e as narrações feitas nas páginas sociais.

Pelas cenas, vê-se que a garota bebeu uma substância e ficou desacordada e, depois, os garotos começam a praticar a violência sexual. Tá na rede!!! Quantas crianças acessaram o conteúdo antes dele sair do ar? E quantos outros conteúdos temos na internet inapropriados para nossos jovens?

Devemos ficar atentos e acompanhar a navegação dos jovens e, principalmente das crianças, pela rede. Mas, ao invés de transformar isso numa bisbilhotagem, que tal tornar a prática lúdica e educativa? É um ótimo exercício para adultos e crianças. Pesquise com seus filhos as páginas, selecione os conteúdos e converse com eles sobre as práticas na net.

Fonte: Correio do Povo (RS)

Jornais para crianças

Do site Observatório da Imprensa
Por Luciano Martins

Reportagem curiosa do correspondente da Folha de S.Paulo em Londres relata que uma editora da França está conseguindo arejar o mercado de jornais de papel com títulos dirigidos a crianças e jovens.

A Editora La Play Bac já tem três títulos de diários há cinco anos. Enquanto os jornais para adultos perdem leitores continuamente, as publicações para crianças e adolescentes mantém uma carteira estável de 150 mil assinantes em toda a França.

Le Petit Quotidien (O Pequeno Diário), dirigido a crianças de até dez anos, Mon Quotidien (Meu Diário), para crianças e adolescentes entre dez e 14 anos, e L´Actu (derivativo de "últimas notícias"), com público-alvo entre 14 e 18, são jornais compactos, de quatro a oito páginas, com muitas imagens coloridas e assuntos de interesse de seus públicos específicos.

Segundo um dos sócios da editora, entrevistado pelo repórter da Folha, os temas de cada edição são escolhidos pelos leitores. Todos os dias são levados à redação dois meninos e duas meninas, que atuam como redatores-chefes convidados. Os jornalistas propõem as pautas, eles decidem o que será publicado e os destaques. Também são os leitores que escrevem as críticas de jogos, filmes e livros.

Ler por prazer
Os donos da editora consideram que o segredo do sucesso tem sido publicar notícias para crianças e adolescentes, em vez de tentar explicar o noticiário de adultos para crianças. Além disso, seus jornais são feitos para serem lidos em dez minutos e funcionam como parte do esforço de educação das famílias.

Cada assinatura custa o equivalente a 20 por mês, a empresa fatura 18 milhões de euros por ano e 10% dos lucros vêm dos anúncios.

Comparados aos suplementos infantis e juvenis dos jornais brasileiros, os diários para meninos e adolescentes na França parecem oferecer muito mais do que as reportagens sobre comportamento, jogos eletrônicos e bandas de música que enchem o Estadinho, Folhinha e Globinho.

Perguntado pela Folha se os leitores infantis vão migrar para os jornais de adultos quando crescerem, o diretor da editora francesa foi direto: "Não, se os jornais de adultos não derem a eles o mesmo prazer de leitura".
Simples assim!

Guia Para o Uso Responsável da Internet

A ONG Comitê para a Democratização da Informática lançou uma nova cartilha com dicas para uma navegação segura na internet. Batizado de Guia Para o Uso Responsável da Internet 3.0, o livro pode ajudar não só crianças e adolescentes – mas também adultos – a navegar de forma segura e, inclusive, a não se tornarem criminosos sem saber.

A campanha prevê ainda o lançamento de um guia impresso especialmente para crianças. A publicação trará dicas, orientações, sugestões de links, vídeos, reportagens, histórias em quadrinhos e jogos que ajudam a fixar o aprendizado.
O manual também está online, no site http://www.internetresponsavel.com.br/
Fonte: O POVO na Educação e Comitê para a Democratização da Informática

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Especial leitura literária

Compartilhamos abaixo material da revista Nova Escola Especial sobre Leitura Literária.
O texto pode servir de inspiração para trabalhos em sala de aula unindo, inclusive, a literatura e o jornal, que tem sido importante aliado no estímulo à leitura e escrita.

A escola é um ambiente privilegiado para incentivar nos alunos o gosto pela literatura. Para isso, é preciso deixar de lado os questionários e colocar a turma em situações reais de leitura – dar acesso a diversas obras, discutir a história, trocar indicações de autores etc. Para ajudá-lo neste trabalho, reunimos aqui reportagens, entrevistas, planos de aula, vídeos, um jogo interativo e sugestões de livros. Tenha uma ótima leitura!

Oito ações para construir uma escola leitora
Garantir acesso a bons livros e criar um ambiente em que a leitura é rotina são maneiras eficazes de formar leitores de literatura. Veja como tornar isso realidade.


"Dentre os instrumentos inventados pelo homem, o mais impressionante é, sem dúvida, o livro. Os demais são extensões de seu corpo. O microscópio e o telescópio são extensões da visão; o telefone, uma extensão da voz e, finalmente, temos o arado e a espada, ambos extensões do braço. O livro, porém, é outra coisa. O livro é uma extensão da memória e da imaginação." Foi assim, no ensaio O Livro, publicado em Cinco Visões Pessoais, que o escritor argentino Jorge Luis Borges (1898-1986) resumiu a importância da literatura. Por meio dela, é possível conhecer personagens e culturas que fazem revelações sobre a natureza humana (e, portanto, sobre nós mesmos). Quem nunca se identificou com o protagonista de um romance e, tomando contato com as emoções vividas por ele, descobriu os próprios sentimentos? Quem, pelas frases de um conto, não viajou para outros lugares - reais ou fictícios - e criou em sua cabeça um mundo novo, único?

Mas não basta folhear as páginas de romances, contos, crônicas, fábulas, novelas e poesias para chorar, rir, recordar. É preciso aprender a ser um leitor literário. Infelizmente, na escola, esse é um conteúdo que vem sendo deixado de lado. Os textos são usados quase exclusivamente como um instrumento de estudo (sobre as figuras de linguagem, a pontuação e outros usos da língua ou a história da literatura, por exemplo). Esses, é claro, continuam sendo conteúdos curriculares importantes, que ajudam a desfrutar dos prazeres da leitura. Só que, sem o trabalho de ensinar a ler textos literários, eles são insuficientes. E como se faz isso? Lendo livros de literatura e mostrando às crianças e aos jovens como agem os adultos que já têm esse hábito. A

Aguns pontos de partida desse percurso são:
- Garantir o acesso ao acervo de livros
- Permitir que os alunos possam escolher os gêneros e os autores que desejam ler
- Mostrar a importância de trocar indicações de leituras e opiniões com amigos e colegas
- Destacar que é possível ler em qualquer lugar, desde que a pessoa se sinta confortável

Valorizar a literatura começa pela criação de um "ambiente leitor"


Como gestor, talvez você precise mudar alguns aspectos da rotina e dos espaços da escola para oferecer esse aprendizado a todos os estudantes. O ideal é pensar em como criar um "ambiente leitor", envolvendo gestores, professores, funcionários e pais nessa tarefa (afinal, o exemplo dos adultos como modelos de leitor é fundamental para estimular a garotada e atingir os objetivos). Isso não significa que seja obrigatória a montagem de uma biblioteca "oficial", com pelo menos um título por aluno matriculado e um bibliotecário formado cuidando das obras. Ao contrário, qualquer espaço pode ser adaptado para a montagem do acervo. "O que está em jogo é a importância que se dá à leitura. De nada adianta ter um local razoavelmente estruturado se esse valor não é parte da cultura do grupo", resume Roberta Panico, consultora de NOVA ESCOLA GESTÃO ESCOLAR. Até porque, segundo o Censo Escolar de 2009, apenas um terço das escolas públicas de Ensino Fundamental e Médio tem biblioteca (nas particulares, esse número sobe para 78%) - razão pela qual o governo federal aprovou, em maio, uma lei que define o prazo de dez anos para que todas as instituições de Educação Básica passem a ter uma (se você já tem uma biblioteca em sua escola, leia o quadro abaixo com dicas para melhor geri-la).

Nesta reportagem, apresentamos as oito ações mais eficazes para construir e manter viva a cultura de escola leitora. Elas estão divididas em quatro áreas da gestão (espaço, materiais, equipe e comunidade) para ajudar você, gestor, nesse trabalho. Como diz a espanhola Teresa Colomer, professora da Universidade Autônoma de Barcelona e especialista em literatura infantil e juvenil, "as maneiras para chegar lá são variadas, mas o objetivo final é sempre o mesmo: promover um entorno povoado de textos, tempos de leitura e conversações sobre eles".

Biblioteca para todosDe olho na equipe e no horário de funcionamento Mesmo as escolas que têm biblioteca podem sofrer com outros problemas. Um deles é a falta de bibliotecário, pois há menos profissionais formados do que espaços para eles trabalharem. Nesse caso, é possível preparar um professor para ser o responsável pelo local - ou alunos-monitores e estagiários. Outra atribuição do gestor é manter o espaço aberto em períodos e tempos adequados para melhor atender o público. No CMET Paulo Freire, em Porto Alegre, cinco educadores se revezam para que a sala fique aberta das 8 às 22h30, para as turmas dos três períodos. Vale lembrar que a biblioteca é um lugar de leituras individuais e de interação. "É ali que os alunos vão aprender a pedir indicações e dividir opiniões. Por isso, não se deve exigir o silêncio absoluto", completa Roberta Panico.

Gestão do espaço
1. Aproveite os mais diversos ambientes
Não é por falta de sala exclusiva que o acervo deve ficar encaixotado. "Já vi bibliotecas em corredores e até na entrada do banheiro", diz Celinha Nascimento, mestre em literatura brasileira e assessora de escolas públicas e particulares. Entre 2001 e 2009, Anália Fagundes Felipe foi diretora da EM Ivo de Tassis, em Governador Valadares, a 315 quilômetros de Belo Horizonte, e usou um carrinho para facilitar o contato com os livros. Ele passava nas salas e ficava no pátio durante o recreio (as professoras de leitura cuidavam do empréstimo). Depois, a equipe gestora instalou armários nos corredores, com portas que se abrem nos intervalos. "O espaço foi batizado pelas crianças de Ivoteca, em referência ao nome da escola", conta Anália. Perto das prateleiras, há murais com indicações dos títulos mais retirados, dados sobre os turnos que mais buscam obras - incentivando uma saudável competição - e dicas literárias feitas pelos alunos. Outra dica é decorar paredes com poemas, trechos de livros e dados sobre os autores.

2. Invista na organização do acervo
Para garantir que as obras transformem a maneira como crianças, jovens e adultos se relacionam com a literatura, não basta alinhá-las nas estantes da escola. Se o leitor precisa percorrer longas prateleiras sem entender a ordem dos livros, a busca pelo título desejado fica desanimadora. Uma das estratégias para fugir desse problema é separar as obras em literatura infantil, juvenil e adulta - bem como por tema, autor ou gênero. Uma boa inspiração é pensar em como funcionam as livrarias. Assim como elas usam estratégias para incentivar a compra, sua escola pode copiar o modelo com o objetivo de atrair leitores: expor logo na entrada os volumes mais retirados em determinado período, destacar as novidades em murais ou jornais internos, montar caixas com os livros divididos por faixa etária e colocá-las em locais de fácil acesso e deixar tudo sempre ao alcance dos estudantes - as prateleiras baixas, com itens para os pequenos, e as mais altas, para os mais velhos. "Muitas vezes, encontramos coisas maravilhosas e raras quando investimos em uma boa organização", afirma Celinha Nascimento.

Gestão de materiais
3. Busque maneiras de ter (mais) livros
Toda escola tem direito a um acervo variado e atualizado. Desde 1997, o Ministério da Educação (MEC) fornece, por meio do Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE), livros de literatura para as instituições públicas. Algumas Secretarias de Educação contam com projetos semelhantes: no Rio de Janeiro, gestores e professores estaduais recebem dinheiro para atualizar o acervo durante o tradicional Salão do Livro. Em Santa Catarina, alunos do Ensino Fundamental ganham da Secretaria Estadual títulos de autores brasileiros. Se o acervo de sua escola está há muito tempo sem ser renovado, os especialistas sugerem organizar campanhas de arrecadação junto à comunidade ou solicitar doações a livrarias. Nesse caso, é preciso ficar atento ao que chega para escolher apenas o que tem qualidade literária e é, de fato, interessante para os alunos.

4. Faça os livros circularem
Receio de que a capa estrague, as páginas se soltem ou o exemplar desapareça - eis algumas das inquietações que afligem os gestores. Antes de tudo é bom lembrar que, como todos os bens de consumo, os livros têm vida útil e, mais cedo ou mais tarde, precisam ser repostos. Por isso, nenhuma dessas preocupações pode impedir que os livros cumpram sua função: passar por alunos de todas as idades e chegar à comunidade. A equipe gestora da EMEIEF Carlos Drummond de Andrade, em Santo André, na Grande São Paulo, permite que as professoras levem exemplares para o jardim para que as crianças ouçam histórias e leiam num ambiente descontraído. Camila de Castro Alves Teixeira, da central pedagógica da Comunidade Educativa Cedac, em São Paulo, sugere campanhas educativas para ensinar os usuários a preservar os livros. Mais produtivo do que temer perdê-los é investir no controle de retirada (com programas de computador ou cadernos de registro). Um exemplar pode não ser devolvido por esquecimento ou porque o aluno quer ficar com ele. Discutir os direitos e deveres da vida em sociedade e elaborar regras de uso do acervo - prevendo a possibilidade de renovar o empréstimo da obra - pode ser um caminho. Mesmo as punições - sem exageros, por favor - são necessárias: enquanto não houver a devolução do livro atrasado, o usuário pode ficar impedido de realizar novos empréstimos.

Gestão de equipe
5. Desperte o gosto pela literatura
Para formar leitores, é preciso que o professor seja, ele mesmo, um leitor, certo? O que fazer, então, quando ele não lê? Na prática, o mesmo que se faz com os alunos: criar condições para que a literatura vire um hábito. Na UME Antônio Ortega Domingues, em Cubatão, a 55 quilômetros de São Paulo, os educadores começam as reuniões com uma leitura literária coletiva e uma discussão sobre as impressões de todos a respeito do texto lido. O objetivo é aproximar a equipe da boa literatura e oportunizar momentos para que esses profissionais ampliem seu repertório e se interessem em buscar outras leituras. Algumas ações podem ser contempladas num projeto institucional que preveja a montagem de um acervo literário específico para adultos, a produção de um mural com indicações na sala dos professores e a organização de círculos de leitura. Importante: os momentos de formação do professor leitor não eliminam a necessidade de capacitá-lo na didática da leitura - fundamental para ele poder ensinar os alunos a também se tornar leitores.

6. Incentive os funcionários a ler
Fazer com que o gosto pela leitura contamine toda a escola é um desafio que rende ótimos frutos. É essencial, portanto, incentivar os funcionários a frequentar o espaço destinado à leitura. Na EM Professor Luiz de Almeida Marins, em Sorocaba, a 99 quilômetros de São Paulo, todos têm uma carteirinha da biblioteca e é comum ver merendeiras e auxiliares de limpeza escolhendo exemplares para ler em casa. Também é importante convidar os funcionários para participar de momentos de leitura coletiva, em horários previamente acordados entre todos e em local aconchegante. "O ato de ler ainda é visto por muitos como uma experiência solitária. Mas não deve ser assim. A leitura em conjunto estimula o prazer e a familiaridade com os textos", destaca Camila Teixeira, da Comunidade Educativa Cedac. Ações como essa ajudam a despertar no pessoal da equipe de apoio a vontade de se tornar um contador de histórias, por exemplo. Nesse caso, cabe a você, gestor, abrir espaço para que a atividade aconteça (sem tirar dos professores a responsabilidade de ler para as turmas).

Gestão da comunidade
7. Forme redes literárias
Oferecer contato com os livros exige habilidade e jogo de cintura. Mapear na vizinhança as entidades que têm potencial para ser parceiras da escola e procurar os responsáveis por equipamentos urbanos são boas pedidas. Em São João do Oeste, a 676 quilômetros de Florianópolis, duas escolas públicas se valem do acervo da biblioteca pública, no centro da cidade, para ampliar a oferta de títulos. Para atender a um acordo feito com gestoras, a coordenadora pedagógica da Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Esportes, Teresinha Staub, aproveita as visitas semanais para levar alguns livros no carro da prefeitura. As obras são eleitas pela demanda das escolas ou por indicações de Teresinha.


8. Abra as portas para os pais
Finalmente, para formar uma comunidade de leitores, nada melhor do que estreitar o contato com as famílias e oferecer a elas a possibilidade de usufruir da boa literatura. Encontros com autores, saraus e atividades de contação de histórias atraem os familiares e ajudam a tornar a leitura uma prática difundida socialmente. A realização de uma Semana Literária foi o caminho escolhido pela EMEF Professora Maria Berenice dos Santos, em São Paulo. "A experiência foi enriquecedora desde o planejamento, quando alunos e funcionários trocaram indicações de textos e de autores que queriam conhecer", conta a professora Daniela Neves, idealizadora da festa. Já na EE Jornalista Francisco Mesquita, também na capital paulista, os saraus mensais fazem sucesso por contar com um variado repertório de leitura e declamações. Outra ideia, implantada pela EE Professor Astor Vasques Lopes, em Itapetininga, a 165 quilômetros de São Paulo, é incentivar os alunos a levar para casa um livro e um caderno de anotações para que as histórias sejam lidas e comentadas com os parentes. Além disso, o acervo deve estar sempre disponível à comunidade, principalmente nos locais em que a escola é a principal fonte de acesso aos livros.

Por uma imprensa livre

A organização Repórteres sem Fronteiras lançou uma campanha em que as fotos dos presidentes Mahmoud Ahmadinejad, do Irã, Kim Jong Il, da Coreia do Norte, e Muammar Kadafi, da Líbia, na página amassada de uma revista. Eles estão na lista dos 40 maiores “Predadores da Liberdade de Imprensa”, ranking publicado todos os nos pela organização.No ranking desse ano, entrou também Hu Jintao, da China. A campanha, da Saatchi & Saatchi e dos artistas Stephen J. Shanabrook e Veronika Georgieva, inclui ainda um vídeo com o close de uma pessoa amassando lentamente a página sob o slogan: “Somente a imprensa livre pode ferí-los”.



Fonte: Adriana Carranca/Pelo Mundo - Estadão

Gestão de tecnologias na escola

Disponibilizamos abaixo conteúdo do Módulo Gestão Integrada de Mídias na Educação, do curso Mídias na Educação do MEC

Apresentação: Gestão de tecnologias na escola

Hoje temos um número significativo de professores desenvolvendo projetos e atividades mediados por tecnologias. Mas ainda existem muitas escolas e professores procurando saber como utilizar pedagogicamente os recursos tecnológicos.
A gestão das tecnologias nas escolas, freqüentemente, passa por três etapas:
· Na primeira, as tecnologias são utilizadas para melhorar o que já vinha sendo feito, como o desempenho, a gestão para automatizar processos, diminuir custos. Na prática, o uso pedagógico das tecnologias ocorre de forma esporádica, para ilustrar um trabalho, digitar um texto, copiar uma informação da internet, ou seja, para tornar as aulas mais interessantes e atrativas.
· Na segunda etapa, a escola insere parcialmente as tecnologias no projeto educacional. Cria uma página na Internet com algumas ferramentas de pesquisa e comunicação, divulga textos e endereços interessantes, desenvolve alguns projetos. Há atividades no laboratório de informática, mas mantém-se intocada a estrutura de aulas, disciplinas e horários.
· Na terceira, que começa a evidenciar-se atualmente, se nota o amadurecimento do processo de implantação e o avanço da integração das tecnologias. As escolas repensam os seus projetos pedagógicos, o seu plano estratégico. A introdução de algumas mudanças significativas, como a
flexibilização parcial do currículo e a inclusão de novas dinâmicas, busca integrar as tecnologias com os conteúdos curriculares por meio de atividades disciplinares, de resolução de problemas e de projetos que podem partir de um tema disciplinar, uma questão investigativa ou um tema transversal.


O que leva a escola e os professores a transitar da primeira para a terceira etapa do processo de apropriação das tecnologias na educação, ou seja, de integrar as tecnologias e as mídias em uma nova perspectiva de ensinar e aprender são fatores envolvidos em várias instâncias do sistema escolar. No entanto, um dos principais fatores é a falta de domínio técnico-pedagógico para se fazer a gestão das TIC no contexto de ensino e aprendizagem.

Nesta etapa, o ponto de partida será a realização de um diagnóstico das tecnologias existentes na escola e de como são utilizadas para permitir a identificação de novas possibilidades de seu uso no ambiente escolar.

Objetivos específicos:
· Diagnosticar as tecnologias existentes na escola;
· Explorar novas possibilidades de uso das tecnologias na escola;
· Retomar os conceitos de tecnologias e mídias;
· Abordar os conceitos de gestão.

Retomando conceitos
Antes de mergulharmos no tema gestão das tecnologias na escola, vamos rever os conceitos de tecnologia, mídia e gestão. Segundo Almeida (2005):


Tecnologia é um conceito com múltiplos significados, que variam conforme o contexto (REIS , 1995). Por isso, a tecnologia pode ser vista como: artefato, cultura, atividade com determinado
objetivo, processo de criação, conhecimento sobre uma técnica e seus respectivos processos etc. Japiassu e Marcondes (1993, p. 232) acentuam o sentido da palavra técnica na ciência moderna como a aplicação prática do conhecimento científico teórico a um campo específico da atividade humana. (ALMEIDA,2005)


Ciência e tecnologia formam um complexo e, ao optar por determinada maneira de utilizá-las, o ser humano revela sua forma de ver e interpretar o mundo e se posicionar diante dele como sujeito histórico de seu tempo e lugar.

Questões para refletir:
- Você tem utilizado a tecnologia em seu cotidiano?
- Como e em que tipos de atividades?
- Em sua prática pedagógica a tecnologia se faz presente?
- Neste momento da sua prática, você já sentiu a necessidade de fazer a gestão das tecnologias que utiliza?


Outro conceito essencial para nossos estudos é o conceito de mídia.
O indivíduo se desenvolve e interage com o mundo utilizando suas múltiplas capacidades de expressão, por meio de variadas linguagens constituídas de signos orais, textuais, gráficos, imagéticos, sonoros, entre outros. As mídias passam a configurar novas maneiras para os indivíduos utilizarem e ampliarem suas possibilidades de expressão, constituindo interfaces atuais para captar o mundo e com ele interagir.
A interação homem-máquina é tão intensa, que ao mesmo tempo o homem produz a tecnologia, com ela interage, se transforma nessa interação e se expande como pessoa por das conexões que estabelece.


Mídia
Termo usado para referenciar um vasto e complexo sistema de expressão e de comunicação.
Literalmente "mídia" é o plural da palavra "meio", cujos correspondentes em latim são "media" e "medium", respectivamente.
Na atualidade, mídias é uma terminologia usada para: suporte de difusão e veiculação da informação (rádio, televisão, jornal) e para gerar informação (máquina fotográfica e filmadora).
A mídia também é organizada pela maneira como uma informação é transformada e disseminada (mídia impressa, mídia eletrônica, mídia digital...), além do seu aparato físico ou
tecnológico empregado no registro de informações (fitas de videocassete, CD-ROM, DVDs).


Assim como ocorre com tecnologia e mídia, o conceito etimológico de gestão traz diversos sentidos decorrentes da ação:
Origina-se da palavra "gestione", que se refere ao ato de gerir, gestar, trazer, do efeito de gerir, administrar, dirigir, proteger, abrigar ou ainda, produzir, criar, ter consigo, nutrir, manter,
mostrar, fazer aparecer, digerir, pôr em ordem, classificar... (Dicionário Houaiss, 2001).


"A gestão, segundo Fernando José Almeida (2005), é entendida pela forma de se comprometer com o todo de um empreendimento: responsabilidade, capacidade de observação e descrição diagnóstica, análise e síntese, tomada de decisão - conjunta e solitária - comunicação,
democracia, memória, identidade e utopia: articulação de pessoas e projetos em torno de algo chamado vida: gerar, gestar,...organização, generoso ato de viver." (p.68).


O conceito de gestão é entendido no âmbito das organizações educacionais como os processos sociais que nelas se desenvolvem e as complexas relações que se estabelecem em seu interior e exterior.

Gestão organizacional passou a ser um conceito abrangente e dinâmico, que extrapola a concepção de organização administrativa como máquina e se aproxima dos paradigmas associados à sociedade da informação e às mudanças de suas práticas com o intenso uso das tecnologias de informação e comunicação, o que gera uma outra dimensão da gestão (VIEIRA, ALMEIDA, ALONSO, 2003).

A gestão pautada em princípios democráticos e participativos da comunidade escolar abrange outros aspectos: de informações e conhecimentos, de processo e produto, de tempo e espaço, de relações afetivas, de pessoas e suas potencialidades e de artefatos e instrumentos da nossa cultura.

"Gestão é ciência e arte, assim define o professor e doutor em Administração Paulo Roberto Motta. Como ciência, é um aprendizado por meio do qual o dirigente constrói conhecimento,
adquire novos valores, habilidades e competências, reconstrói sua experiência e aumenta o grau de compreensão sobre si mesmo e a realidade em que vive. Pode, assim, ampliar sua visão estratégica do trabalho e do mundo e sua capacidade de análise, julgamento, decisão e liderança, preparando-se para enfrentar os riscos e as incertezas de uma sociedade em mudança. Mas não basta aprender: é preciso a arte de traduzir todo o conhecimento em ação. E a ação gerencial é uma expressão de autonomia, de reflexão, de segurança profissional, de conhecimento de si próprio e de seu papel na organização. É, ainda, capacidade de negociação entre interesses e demandas múltiplas e de integração de fatores organizacionais cada dia mais ambíguos e diversos”. (NEVES, 2005 p.125)


A visão de gestão no contexto escolar representa a orientação e a liderança da rede de relações complexas que se estabelecem em seus espaços, caracterizada pela diversidade, pluralidade de interesses e movimentos dinâmicos de interação e mudanças que emergem no conflito de interesses e dinamizam a dialética das relações.

Veja o texto que está no próximo bloco!!!